quinta-feira, 4 de maio de 2017

Miguel Portas foi um incansável combatente pela liberdade, que sempre a associou à justiça, ao diálogo intercultural e à emancipação de cada homem e de cada mulher. Travou esse combate em Portugal e foi um combatente sem-fronteiras. A liberdade concreta foi o horizonte de todo o empenhamento político, cultural e associativo de Miguel Portas, um artífice, como poucos, de pontes e de diálogos para todos os passos que a ela conduzissem. E foi assim porque Miguel Portas foi, acima de tudo, um homem imensamente livre e imensamente solidário.


Miguel Portas condecorado com a grã-cruz da Ordem da Liberdade

O Presidente da República condecorou esta segunda-feira, postumamente, por proposta do primeiro-ministro, o antigo dirigente do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, com a grã-cruz da Ordem da Liberdade, no dia do seu aniversário, passados cinco anos da sua morte.

1 de Maio, 2017 - 18:08h




Miguel Portas (1958-2012). Foto de Enric Vives-Rubio

A informação foi avançada à agência Lusa por fonte da Presidência da República, que disse que Marcelo Rebelo de Sousa "condecorou, sob proposta do primeiro-ministro [António Costa], o doutor Miguel Portas, com a grã-cruz da Ordem da Liberdade".

"Essa condecoração ocorre no dia do seu aniversário, passados cinco anos sobre o falecimento", assinalou a mesma fonte.

Miguel Portas, o primeiro eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda, morreu no dia 24 de abril de 2012, poucos dias antes de completar 54 anos, num hospital de Antuérpia, na Bélgica, vítima de cancro.

O Esquerda.net transcreve, na íntegra, a nota a nota da direção do Bloco de Esquerda:

A atribuição da Ordem da Liberdade a Miguel Portas constitui um gesto certo e justo.

Miguel Portas foi um incansável combatente pela liberdade, que sempre a associou à justiça, ao diálogo intercultural e à emancipação de cada homem e de cada mulher. Travou esse combate em Portugal e foi um combatente sem-fronteiras. A liberdade concreta foi o horizonte de todo o empenhamento político, cultural e associativo de Miguel Portas, um artífice, como poucos, de pontes e de diálogos para todos os passos que a ela conduzissem. E foi assim porque Miguel Portas foi, acima de tudo, um homem imensamente livre e imensamente solidário.

O Bloco de Esquerda associa-se por inteiro a esta atribuição da Ordem da Liberdade a Miguel Portas, assumindo o seu legado de arrojo e de mudança como exigência essencial para o nosso tempo.

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