segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Mira Amaral - um homem sem vergonha
por Carlos Fonseca
Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: "a economia portuguesa não aguenta mais impostos". Ao estilo de sábio membro do 'Conselho de Anciãos', a ilustre figura avisa: "é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa...".
O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.
De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90. No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos. Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.
Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola. Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral - e igualmente a vergonha - para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas.
Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!
Mas, na vida pública de Mira Amaral, existem outras passagens funestas para o País.
Como Ministro da Indústria de Cavaco Silva, entre 1987 e 1995, ordenou, por exemplo, o esquartejamento da estrutura industrial portuguesa. O processo de desindustrialização integrou, por exemplo, todo o grupo CUF / Quimigal e foi executado, por um outro homem de mão de Amaral, o célebre António Carrapatoso; homem que, há pouco tempo, esteve na Universidade de Verão do PSD, na qualidade de eminente prelector sobre problemas da economia portuguesa que ele, o seu chefe Mira e o supremo Cavaco tanto fragilizaram com uma política de privatizações, a favor de companhias estrangeiras, criticada publicamente por José Manuel de Mello, Lúcio Tomé Feteira e outros industriais.
in blogue Aventar, 24.09.2010
Meu comentário em jeito de conclusão: vergonha na cara, para não falar em recato na hora de botar opinião, era o minimo que se exigiria a este personagem igual a tantos outros cujas benesses e reformas douradas alimentadas pelo Estado com os nossos impostos, constituem a ponta do rastilho que conduziu o país para o actual estado de sufoco, subjugado ao peso da despesa pública e das suas consequências nos orçamentos familiares....é só fazer as contas para percebermos que, com as reformas de meia dúzia de artistas destes (mais coisa, menos coisa), não seria necessário cortar os abonos de família a milhares de portugueses que com esse parco suplemento conseguiam pagar as contas da água e do gás....
Faz falta uma (nova) revolução, mas desta vez a sério, ... com as guilhotinas a funcionar!!
por Carlos Fonseca
Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: "a economia portuguesa não aguenta mais impostos". Ao estilo de sábio membro do 'Conselho de Anciãos', a ilustre figura avisa: "é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa...".
O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.
De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90. No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos. Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.
Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola. Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral - e igualmente a vergonha - para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas.
Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!
Mas, na vida pública de Mira Amaral, existem outras passagens funestas para o País.
Como Ministro da Indústria de Cavaco Silva, entre 1987 e 1995, ordenou, por exemplo, o esquartejamento da estrutura industrial portuguesa. O processo de desindustrialização integrou, por exemplo, todo o grupo CUF / Quimigal e foi executado, por um outro homem de mão de Amaral, o célebre António Carrapatoso; homem que, há pouco tempo, esteve na Universidade de Verão do PSD, na qualidade de eminente prelector sobre problemas da economia portuguesa que ele, o seu chefe Mira e o supremo Cavaco tanto fragilizaram com uma política de privatizações, a favor de companhias estrangeiras, criticada publicamente por José Manuel de Mello, Lúcio Tomé Feteira e outros industriais.
in blogue Aventar, 24.09.2010
Meu comentário em jeito de conclusão: vergonha na cara, para não falar em recato na hora de botar opinião, era o minimo que se exigiria a este personagem igual a tantos outros cujas benesses e reformas douradas alimentadas pelo Estado com os nossos impostos, constituem a ponta do rastilho que conduziu o país para o actual estado de sufoco, subjugado ao peso da despesa pública e das suas consequências nos orçamentos familiares....é só fazer as contas para percebermos que, com as reformas de meia dúzia de artistas destes (mais coisa, menos coisa), não seria necessário cortar os abonos de família a milhares de portugueses que com esse parco suplemento conseguiam pagar as contas da água e do gás....
Faz falta uma (nova) revolução, mas desta vez a sério, ... com as guilhotinas a funcionar!!
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Passageiros clandestinos
Diário de Notícias
Terça, 16 de Novembro de 2010
Opinião
Passageiros clandestinos
É o caso dos não grevistas que beneficiam da luta dos outros sem perderem o salário
Marília Azevêdo
Vivemos um tempo demasiado complexo e angustiante. Confrontados, diariamente, com notícias que nos falam da crise em todas as tonalidades possíveis, que anunciam o empobrecimento generalizado da população e, o encerramento de empresas que lançam para o desemprego centenas de pessoas, aumentando um já insustentável nível de desemprego, de insegurança, precariedade e exclusão social.
Um tempo em que tentam vender a paradoxal teoria de que um verdadeiro estado social é aquele que reduz a protecção social e destrói os serviços públicos. Um tempo em que as perspectivas de futuro são quase um não-futuro.
Neste contexto, cinzento e asfixiante, é fácil ser dominado pelo sentimento de impotência e pelo desalento. Pela sensação de claustrofobia castradora do "não há nada a fazer". Mas há. São tempos como estes que exigem de todos uma resposta à altura. Uma resposta que passa por unir esforços e vontades para lutar por uma mudança, verdadeiramente, significativa.
A união de esforços em torno de uma luta comum levou a que a CGTP-IN e a UGT se juntassem na proposta da Greve Geral para o próximo dia 24 de Novembro. A união de esforços, porém, não isenta ninguém da individual responsabilidade de participar e agir.
Por isso, faz-me alguma confusão assistir a um grupo, não negligenciável, de cidadãos, que se arrogam no direito de assobiar para o lado, como se nada de importante se estivesse a passar. Esse grupo de cidadãos é o exemplo típico do que o economista Macur Olson caracterizou como "passageiro clandestino" na sua obra "The Logic Of Collective Action".
Como "passageiro clandestino" Olson identifica o membro de um colectivo que beneficia da acção pública desse colectivo, sem nada investir nessa acção concreta.
É o caso dos não grevistas que beneficiam da luta dos outros sem perderem o salário correspondente aos dias de greve convocadas pelos sindicatos, ou sem o incómodo de participar em vigílias, manifestações e outras acções de protesto. É fácil identificá-los.
São os "heróis" que no meio da crise e da contestação escolhem como alvo os sindicatos e os dirigentes sindicais. Que contestam as medidas anunciadas pelo Governo, fazendo, pasme-se, oposição aos sindicatos como se tivessem sido estes a apresentá-las e a aprová-las.
Incapazes de contribuir de forma construtiva para a solução dos problemas, a sua verborreia tem como único objectivo atingir as pessoas que, muitas vezes, em contextos difíceis, conseguem melhorar os seus interesses quer pessoais quer profissionais.
São os mesmos que depois arrogam direitos de interpretação como se tivessem contribuído para a mudança.
Não há como desistir de sermos protagonistas da nossa História. Temos, no entanto, a obrigação de escolher a forma como seremos recordados.
Eu vou fazer greve no dia 24 de Novembro. Porque não desisto de tentar deixar um mundo melhor para os meus filhos!
Terça, 16 de Novembro de 2010
Opinião
Passageiros clandestinos
É o caso dos não grevistas que beneficiam da luta dos outros sem perderem o salário
Marília Azevêdo
Vivemos um tempo demasiado complexo e angustiante. Confrontados, diariamente, com notícias que nos falam da crise em todas as tonalidades possíveis, que anunciam o empobrecimento generalizado da população e, o encerramento de empresas que lançam para o desemprego centenas de pessoas, aumentando um já insustentável nível de desemprego, de insegurança, precariedade e exclusão social.
Um tempo em que tentam vender a paradoxal teoria de que um verdadeiro estado social é aquele que reduz a protecção social e destrói os serviços públicos. Um tempo em que as perspectivas de futuro são quase um não-futuro.
Neste contexto, cinzento e asfixiante, é fácil ser dominado pelo sentimento de impotência e pelo desalento. Pela sensação de claustrofobia castradora do "não há nada a fazer". Mas há. São tempos como estes que exigem de todos uma resposta à altura. Uma resposta que passa por unir esforços e vontades para lutar por uma mudança, verdadeiramente, significativa.
A união de esforços em torno de uma luta comum levou a que a CGTP-IN e a UGT se juntassem na proposta da Greve Geral para o próximo dia 24 de Novembro. A união de esforços, porém, não isenta ninguém da individual responsabilidade de participar e agir.
Por isso, faz-me alguma confusão assistir a um grupo, não negligenciável, de cidadãos, que se arrogam no direito de assobiar para o lado, como se nada de importante se estivesse a passar. Esse grupo de cidadãos é o exemplo típico do que o economista Macur Olson caracterizou como "passageiro clandestino" na sua obra "The Logic Of Collective Action".
Como "passageiro clandestino" Olson identifica o membro de um colectivo que beneficia da acção pública desse colectivo, sem nada investir nessa acção concreta.
É o caso dos não grevistas que beneficiam da luta dos outros sem perderem o salário correspondente aos dias de greve convocadas pelos sindicatos, ou sem o incómodo de participar em vigílias, manifestações e outras acções de protesto. É fácil identificá-los.
São os "heróis" que no meio da crise e da contestação escolhem como alvo os sindicatos e os dirigentes sindicais. Que contestam as medidas anunciadas pelo Governo, fazendo, pasme-se, oposição aos sindicatos como se tivessem sido estes a apresentá-las e a aprová-las.
Incapazes de contribuir de forma construtiva para a solução dos problemas, a sua verborreia tem como único objectivo atingir as pessoas que, muitas vezes, em contextos difíceis, conseguem melhorar os seus interesses quer pessoais quer profissionais.
São os mesmos que depois arrogam direitos de interpretação como se tivessem contribuído para a mudança.
Não há como desistir de sermos protagonistas da nossa História. Temos, no entanto, a obrigação de escolher a forma como seremos recordados.
Eu vou fazer greve no dia 24 de Novembro. Porque não desisto de tentar deixar um mundo melhor para os meus filhos!
domingo, 21 de novembro de 2010
-Pobre é a terra que obriga a sua força activa a um êxodo ou uma emigração ;
-Pobre é a terra que não oferece ás suas crianças as melhores escolas e a melhor educação possível ;
-Pobre é a terra que não é capaz de se transformar e inovar , numa resposta aos desafios presentes ;
-Pobre é a terra que não consegue oferecer à sua população reformada e desempregada uma alternativa aos fáceis copos de vinho ;
-Pobre é a terra que não gera trabalho e riqueza , no combate à desertificação geográfica e humana ;
-Pobre é a terra que vive de costas voltadas para o que de melhor tem para oferecer aos de cá e aos de longe ;
-Pobre é a terra que vive ainda vergada diante do governo bafiento e pouco crítico das suas instituições públicas e privadas ;
-Pobre é a terra que se deita descansada diante do infortúnio dos outros , envergonhado e escondido .
Extraído de um texto de Henrique Pinto , na revista CAIS .
-Pobre é a terra que não oferece ás suas crianças as melhores escolas e a melhor educação possível ;
-Pobre é a terra que não é capaz de se transformar e inovar , numa resposta aos desafios presentes ;
-Pobre é a terra que não consegue oferecer à sua população reformada e desempregada uma alternativa aos fáceis copos de vinho ;
-Pobre é a terra que não gera trabalho e riqueza , no combate à desertificação geográfica e humana ;
-Pobre é a terra que vive de costas voltadas para o que de melhor tem para oferecer aos de cá e aos de longe ;
-Pobre é a terra que vive ainda vergada diante do governo bafiento e pouco crítico das suas instituições públicas e privadas ;
-Pobre é a terra que se deita descansada diante do infortúnio dos outros , envergonhado e escondido .
Extraído de um texto de Henrique Pinto , na revista CAIS .
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
HISTÓRIA TRAÍDA Soberania Ameaçada (Réplica 2 ao senhor G. C) J.Jorge Peralta
Caro Senhor
1. Pois é, caro crítico! “O cachimbo deixa a boca torta”, diz a sabedoria popular. Já está montada a ditadura que proíbe ver as falcatruas dos vintecinquistas.
Para alguns “vintecinquistas” só há um discurso justo, legal, admitido: sempre elogiar, enaltecer, exaltar o 25 de Abril, seguindo o marketing bem arranjado e as opiniões dos escribas da imprensa falada, escrita e televisiva, e outros, previamente cooptados, sob a supervisão de forças estranhas ao país. Estão pondo vendas na Nação!! Estes são bem pagos e brindados, com benesses, com dinheiro pago por impostos de pessoas a quem talvez falte o necessário para cuidar dos filhos e dar conta das corriqueiras despesas domésticas. No Brasil dizem que também há gente paga para enfeitar a imagem dos gestores do vinte cinco, contra os interesses superiores da nação...
Cobrir, com uma lona preta, os desmandos dos arrogantes e atrevidos “donos” do poder, pode e é desejável para os beneficiários. Que o povo não saiba!
Quem os denunciar é “inimigo” da Pátria”. Seja escorraçado! Mas que pátria?! Seu mundo está centrado em interesses pessoais.
No entanto, essa gente está desacreditada. Depois da Internet, não mais se pode cobrir o sol com a peneira. É inútil... Tudo se sabe; até falsidades...
Os que mostram esse descalabro são os verdadeiros patriotas. Zelam por seu País, ainda que venham a ser perseguidos, ou mal olhados... Remar contra a corrente pode ser trabalhoso e penoso, mas às vezes é a única forma de desviar da tempestade, que se arma, logo adiante, e pode naufragar o país.
A Ânfora de Pandora foi destampada; os males estão na rua, às claras. Os traidores saíram dos esconderijos. Será que, logo a seguir aos males, chegarão os bens, como conta o mito? (Se não conhece o mito de Pandora, pesquise e achará).
2. Meu caro crítico
Vejamos alguns paradoxos estranhos:
Falar de Portugal, de seu lado luminoso, de sua missão histórica, diz o senhor: “isso incomoda”. Incomoda a quem?!
Esta atitude de mostrar um outro Portugal, belo e grande, em seus feitos históricos, diz ainda o senhor que, “ao invés de nos credenciar, acaba por nos abacalhar”. Não entendi! É de pasmar!
Desculpe-me, mas raramente leio frases tão insensatas e tão mesquinhas!
3. Falar do lado bom da nossa História e da nossa gente, faz mal a certos “vintecinquistas”.
Éh! Estou entendendo porque o “25” riscou, das escolas a História de Portugal. Só pensa na Ibéria e na Europa, divulgada por uma campanha soez de aloprados mercenários, que os professores seguem como cartilha apátrida (?!!)Tenta esquecer Portugal, a Pátria de todos.
Para essa gente (!) Portugal começou em 25 de Abril de 1975 (?!). Antes disso só existiu o caos (!!) Mas a verdade é inversa: Portugal existiu íntegro, embora machucado, até 25 de Abril, como um País altivo e forte, há 835 anos, com uma história gloriosa e algumas feridas, como é natural. E depois de 25, o que temos? O que resta?! Muita vergonha e um país decadente, desnorteado, prisioneiro de compromissos que lhe tolhem a liberdade.
Quem é capaz de criticar Salazar, que se olhe no espelho, honestamente, escute o que o espelho diz.
Os nossos grandes patriotas, que continuam existindo e são a maioria absoluta, estão sendo, sistematicamente desacreditados por uma “máquina” política suicida. Mas eles resistirão e o nosso sol voltará a brilhar, e a vida voltará a sorrir-nos.
Acreditamos que “não há mal que não se acabe”.
Atualmente há uma campanha armada e bem articulada para ferir a auto-estima dos portugueses e dos brasileiros. Dá-se ênfase quase exclusiva às sombras dos dois países. Esconde-se a Luz.
As sombras existem, sim. Mas sonega-se a face luminosa, que é muito mais intensa e muito nos honra.
As atitudes de pequenez de nosso povo e de nossas instituições são trombeteadas, aos quatro ventos. As grandezas são ocultadas, aos olhos das pessoas e aos olhos do mundo.
4. Consegue-se facilmente o intento: ferir a auto-confiança e a auto-estima do povo e da nação.
Este é o caminho que leva à dominação de outras potências, que se propõem como melhores e até salvadoras. Salvadoras ou opressores?!
É assim que as nações vão perdendo a soberania e entrando num anódino e oco padrão geral de caráter, esteriotipado, nivelado por baixo, robotizado, num mundo consumista, sem outros valores!! Talvez a grande derrocada chegue ao pensamento único, desejos únicos, modas únicas, comida única, criatividade nula, liberdade zero. Tudo sob o olhar vigilante do “grande irmão” ($). Assim pensam alguns aloprados. Todos se julgando livres. Mas que liberdade?!
Pessoalmente, por meus conhecimentos, alisto-me ao lado das pessoas que olham Portugal e o Brasil, pelo lado luminoso, sem olvidar as sombras deletérias que rondam o País, ou até para contrabalançar a onda negativa que nos ameaça.
As nações também adoecem e precisam de se cuidar e de se tratar para evitar a UTI. O frio combate-se com o calor.
Não podemos desistir. “Amanhã há de ser outro dia”.(Diz Chico Buarque)
Bem diz Fernando Pessoa:
“Quanto é melhor quando há bruma
esperar por Dom Sebastião, quer venha ou não!”
5. Há hoje, uma plêiade de homens e mulheres trabalhando nas hostes que exaltam e põem à luz do dia a alma luminosa das duas nações. Supera muito as suas mazelas que também existem.
Já dizia Camões:
“Também dos Portugueses alguns traidores houve, algumas vezes...” (Os Lusíadas, C. IV, 33).
Sim, também há uma imensidão de pessoas fazendo o trabalho sujo: divulgar, trombetear e agravar o lado tenebroso ou sombreado de nossos países, sem mostrar o outro lado. Entram na casa pelo galinheiro, e não pela sala de visitas. Esta eles escondem.
As pessoas malignas escondem o lado melhor do país e apenas mostram o que é ruim, para poderem amaldiçoar o país e ultrajá-lo, buscando tirar vantagens escusas. Mas, num país decaído, todos decaem.:
“Não há nada como um dia depois do outro!”
Foi assim que o profeta Balaão foi subornado, para amaldiçoar os israelitas, como cita Vieira (Num. 23,13).
Está escrito: “Os filhos das trevas são mais astutos do que os filhos da luz”(Lc. 16,8).
6. Seja como for, a história seguirá o seu rumo. Cada um colha o que semeou. Quem semeia luz, colha luz; quem semeia trevas, colha trevas.
Esta é a lei da vida e da morte.
Posso atestar que, na linha em que desenvolvo os meus trabalhos, há centenas e milhares de pessoas; certamente milhões. Não estou só. Nunca.
O lado sadio da nação está com quem cultiva seu lado melhor.
Há centenas e talvez milhares de obras nesta linha, de pensamento positivo.
Também há muita gente, sempre sôfrega, do outro lado: o crítico deletério.
A história dará o veredito.
7. Nossos leitores têm posições bem definidas e não estou aqui para ofender ninguém, nem para atacar. Digo o que penso, com todo o direito de o fazer. Respeito a opinião alheia, mesmo quando não concordo. Não sou palmatória do mundo.
Faço a minha parte, com consciência e lucidez. Que cada um faça a sua parte.
Falei da sabedoria popular, ao iniciar este comentário. Alguém contesta? Pois eu insisto e atesto: Por vezes há muito mais sabedoria e dignidade num analfabeto camponês ou guardador de rebanhos do que em muitos dos laureados, com vistosos diplomas, em nossas universidades e talvez gerindo o patrimônio público.
Nota: Este texto prossegue a Réplica ao senhor Cipriano
Aguarde a Réplica 3, amanhã
1. Pois é, caro crítico! “O cachimbo deixa a boca torta”, diz a sabedoria popular. Já está montada a ditadura que proíbe ver as falcatruas dos vintecinquistas.
Para alguns “vintecinquistas” só há um discurso justo, legal, admitido: sempre elogiar, enaltecer, exaltar o 25 de Abril, seguindo o marketing bem arranjado e as opiniões dos escribas da imprensa falada, escrita e televisiva, e outros, previamente cooptados, sob a supervisão de forças estranhas ao país. Estão pondo vendas na Nação!! Estes são bem pagos e brindados, com benesses, com dinheiro pago por impostos de pessoas a quem talvez falte o necessário para cuidar dos filhos e dar conta das corriqueiras despesas domésticas. No Brasil dizem que também há gente paga para enfeitar a imagem dos gestores do vinte cinco, contra os interesses superiores da nação...
Cobrir, com uma lona preta, os desmandos dos arrogantes e atrevidos “donos” do poder, pode e é desejável para os beneficiários. Que o povo não saiba!
Quem os denunciar é “inimigo” da Pátria”. Seja escorraçado! Mas que pátria?! Seu mundo está centrado em interesses pessoais.
No entanto, essa gente está desacreditada. Depois da Internet, não mais se pode cobrir o sol com a peneira. É inútil... Tudo se sabe; até falsidades...
Os que mostram esse descalabro são os verdadeiros patriotas. Zelam por seu País, ainda que venham a ser perseguidos, ou mal olhados... Remar contra a corrente pode ser trabalhoso e penoso, mas às vezes é a única forma de desviar da tempestade, que se arma, logo adiante, e pode naufragar o país.
A Ânfora de Pandora foi destampada; os males estão na rua, às claras. Os traidores saíram dos esconderijos. Será que, logo a seguir aos males, chegarão os bens, como conta o mito? (Se não conhece o mito de Pandora, pesquise e achará).
2. Meu caro crítico
Vejamos alguns paradoxos estranhos:
Falar de Portugal, de seu lado luminoso, de sua missão histórica, diz o senhor: “isso incomoda”. Incomoda a quem?!
Esta atitude de mostrar um outro Portugal, belo e grande, em seus feitos históricos, diz ainda o senhor que, “ao invés de nos credenciar, acaba por nos abacalhar”. Não entendi! É de pasmar!
Desculpe-me, mas raramente leio frases tão insensatas e tão mesquinhas!
3. Falar do lado bom da nossa História e da nossa gente, faz mal a certos “vintecinquistas”.
Éh! Estou entendendo porque o “25” riscou, das escolas a História de Portugal. Só pensa na Ibéria e na Europa, divulgada por uma campanha soez de aloprados mercenários, que os professores seguem como cartilha apátrida (?!!)Tenta esquecer Portugal, a Pátria de todos.
Para essa gente (!) Portugal começou em 25 de Abril de 1975 (?!). Antes disso só existiu o caos (!!) Mas a verdade é inversa: Portugal existiu íntegro, embora machucado, até 25 de Abril, como um País altivo e forte, há 835 anos, com uma história gloriosa e algumas feridas, como é natural. E depois de 25, o que temos? O que resta?! Muita vergonha e um país decadente, desnorteado, prisioneiro de compromissos que lhe tolhem a liberdade.
Quem é capaz de criticar Salazar, que se olhe no espelho, honestamente, escute o que o espelho diz.
Os nossos grandes patriotas, que continuam existindo e são a maioria absoluta, estão sendo, sistematicamente desacreditados por uma “máquina” política suicida. Mas eles resistirão e o nosso sol voltará a brilhar, e a vida voltará a sorrir-nos.
Acreditamos que “não há mal que não se acabe”.
Atualmente há uma campanha armada e bem articulada para ferir a auto-estima dos portugueses e dos brasileiros. Dá-se ênfase quase exclusiva às sombras dos dois países. Esconde-se a Luz.
As sombras existem, sim. Mas sonega-se a face luminosa, que é muito mais intensa e muito nos honra.
As atitudes de pequenez de nosso povo e de nossas instituições são trombeteadas, aos quatro ventos. As grandezas são ocultadas, aos olhos das pessoas e aos olhos do mundo.
4. Consegue-se facilmente o intento: ferir a auto-confiança e a auto-estima do povo e da nação.
Este é o caminho que leva à dominação de outras potências, que se propõem como melhores e até salvadoras. Salvadoras ou opressores?!
É assim que as nações vão perdendo a soberania e entrando num anódino e oco padrão geral de caráter, esteriotipado, nivelado por baixo, robotizado, num mundo consumista, sem outros valores!! Talvez a grande derrocada chegue ao pensamento único, desejos únicos, modas únicas, comida única, criatividade nula, liberdade zero. Tudo sob o olhar vigilante do “grande irmão” ($). Assim pensam alguns aloprados. Todos se julgando livres. Mas que liberdade?!
Pessoalmente, por meus conhecimentos, alisto-me ao lado das pessoas que olham Portugal e o Brasil, pelo lado luminoso, sem olvidar as sombras deletérias que rondam o País, ou até para contrabalançar a onda negativa que nos ameaça.
As nações também adoecem e precisam de se cuidar e de se tratar para evitar a UTI. O frio combate-se com o calor.
Não podemos desistir. “Amanhã há de ser outro dia”.(Diz Chico Buarque)
Bem diz Fernando Pessoa:
“Quanto é melhor quando há bruma
esperar por Dom Sebastião, quer venha ou não!”
5. Há hoje, uma plêiade de homens e mulheres trabalhando nas hostes que exaltam e põem à luz do dia a alma luminosa das duas nações. Supera muito as suas mazelas que também existem.
Já dizia Camões:
“Também dos Portugueses alguns traidores houve, algumas vezes...” (Os Lusíadas, C. IV, 33).
Sim, também há uma imensidão de pessoas fazendo o trabalho sujo: divulgar, trombetear e agravar o lado tenebroso ou sombreado de nossos países, sem mostrar o outro lado. Entram na casa pelo galinheiro, e não pela sala de visitas. Esta eles escondem.
As pessoas malignas escondem o lado melhor do país e apenas mostram o que é ruim, para poderem amaldiçoar o país e ultrajá-lo, buscando tirar vantagens escusas. Mas, num país decaído, todos decaem.:
“Não há nada como um dia depois do outro!”
Foi assim que o profeta Balaão foi subornado, para amaldiçoar os israelitas, como cita Vieira (Num. 23,13).
Está escrito: “Os filhos das trevas são mais astutos do que os filhos da luz”(Lc. 16,8).
6. Seja como for, a história seguirá o seu rumo. Cada um colha o que semeou. Quem semeia luz, colha luz; quem semeia trevas, colha trevas.
Esta é a lei da vida e da morte.
Posso atestar que, na linha em que desenvolvo os meus trabalhos, há centenas e milhares de pessoas; certamente milhões. Não estou só. Nunca.
O lado sadio da nação está com quem cultiva seu lado melhor.
Há centenas e talvez milhares de obras nesta linha, de pensamento positivo.
Também há muita gente, sempre sôfrega, do outro lado: o crítico deletério.
A história dará o veredito.
7. Nossos leitores têm posições bem definidas e não estou aqui para ofender ninguém, nem para atacar. Digo o que penso, com todo o direito de o fazer. Respeito a opinião alheia, mesmo quando não concordo. Não sou palmatória do mundo.
Faço a minha parte, com consciência e lucidez. Que cada um faça a sua parte.
Falei da sabedoria popular, ao iniciar este comentário. Alguém contesta? Pois eu insisto e atesto: Por vezes há muito mais sabedoria e dignidade num analfabeto camponês ou guardador de rebanhos do que em muitos dos laureados, com vistosos diplomas, em nossas universidades e talvez gerindo o patrimônio público.
Nota: Este texto prossegue a Réplica ao senhor Cipriano
Aguarde a Réplica 3, amanhã
PORTUGALIDADE AFRONTADA J. Jorge Peralta Réplica 1 a uma crítica do senhor Cipriano. Publicada no Portugalclub, de 02/08/2010
Caro senhor
1. De partida, agradeço suas provocações. Gosto de ser provocado. Fico incomodado quando meus textos não produzem reação.
Esta é a nossa segunda confrontação. A primeira foi em 2009.
Não sei a qual ou a quais textos se refere a sua crítica apressada. De qualquer forma refere-se a textos que publiquei há mais de um ano, ou no Portugalclub ou no Tribuna Lusófona.
A crítica, embora inconsistente, está no ar. Precisa ser respondida para que não pareça que estou de acordo com ela. Não estou. Nem posso estar. Preciso então reagir,com todo o respeito, ainda que não queira.
Pelo seu texto percebo que está consultando os textos do meu site www.tribunalusofona.blogspot.com, onde há algumas dezenas de textos que o senhor pode ler à vontade. É um espaço aberto. Escrevo para ser lido. Não seleciono os leitores.
Hoje sou um soldado, da Lusofonia. Minha arma é a caneta ou o teclado. É a palavra.
No entanto, desculpe-me, mas não entendi o que o senhor quis dizer, com sua frágeis contestações. Contestação exige confronto de argumentos, buscando o contraditório do que afirmei.
Suas contestações, que não dizem nada, são contestações vazias, sem referente. Não ficam bem, num homem de bem. É a típica contestação do grupo sentado no poder. É contestação do faz de conta.
Argumento se derruba com argumentos apoiados em fatos objetivos. Diz o seu texto que “a realidade é outra absolutamente inversa à apresentada”. A que o senhor se refere? Não sei. Suas afirmações são gratuitas. Absolutamente gratuitas.Tenho algumas dezenas de trabalhos publicados na Internet, focados na Lusofonia. A quais deles se refere a sua contestação? O senhor criou um tigre de papel para nele subir?!
2. Disse-lhe que gosto de ser provocado, mas com argumentos válidos. Depois de mais de 40 anos de trabalho em grandes universidades, ainda me considero um aprendiz. Não decretei a minha infalibilidade, como alguns fazem. Aprendo todos os dias.
Olhei o seu comentário, esperando aprender algo que somasse. Mas frustrei-me. O senhor falou, e contestou e nada acrescentou; nem disse a que texto se refere. É crítica gratuita.
Fiquei com a ideia de que o senhor leu e não entendeu, ou não gostou e não quis entender, ou não leu e não gostou.
Senhor, não lhe fica bem subestimar ou desdenhar dos trabalhos que leu apressado. A crítica séria é sadia é desejada. Mas que seja séria. A realidade tem muitos ângulos para serem analisados.
3. Nos meus trabalhos, porque emprego, às vezes, linguagem contundente e não fico em cima do muro, conto que poderei sempre ter alguém que me conteste. Quem discorda, desde que tenha base teórica, está no seu direito democrático. Só não pode contestar gratuitamente, seja qual for o motivo. Não merece respeito quem não respeita.
Percebo que o senhor quer contestar minha posição, em relação ao “vinte cinco”. Nada a opor.
O senhor defende o 25 de Abril. Está no seu Direito e tem até alguns argumentos válidos, se os procurar. Eu contesto o 25 de Abril e grande parte dos “vintecinquistas”. Digo que o 25 de Abril foi traído. Todos sabem que foi. Não dá mais para esconder.
O País está abarrotado de denúncias fundamentadas e documentadas.
Dói-me dizer isto. Gostaria muito de estar enganado e então rever as minhas posições. Mas também sei que nem tudo são sombras no 25 de Abril, felizmente.
O 25 de Abril foi um sonho frustrado e frustrante. Foi uma grande promessa. Só. Era preciso fazer mudanças no percurso, mas com sabedoria e dignidade. Os traidores foram mais ágeis, tomaram o timão de assalto e conduziram o barco da nação, para campos mais tormentosos. Continua de tormenta em tormenta.
O Povo não é quem mais manda, é quem sofre as conseqüência e se submete... O Zeca Afonso deve estar frustrado. O povo não manda, é mandado e humilhado! O “mando” do povo foi só encenação para jornalista ver, relatar e fotografar.
Quer argumentos? Nem precisa sair do Portugalclub. Aqui há argumentos e fatos arrasadores, capazes de preencher uma enciclopédia.
O senhor Verdasca é um dos que aqui expuseram textos irrefutáveis.
4. O 25 de Abri foi traído quase no nascedouro, mas manteve por anos, a imagem bela de um movimento democrático a serviço da nação. Imagem vazia, mas bem enfeitada e perfumada... Uma bela farsa. Muita pena. Portugal merecia um 25 de Abril repleto de dignidade.
Perdemos uma grande oportunidade. Em vez de melhorar, pioramos muito. Foi desastroso. Portugal, em vez de levantar a cabeça, definhou em frustração e humilhação... Querem castrar 835 anos de história. Não passarão!
Viu-se depois que “a nação” eram apenas alguns oportunistas que assaltaram os cofres públicos e o bolso do povo, para proveito próprio, em meio a grande euforia e grandes promessas e terríveis vinganças e perseguições, em nome da sagrada liberdade, que agora se mascarou como farsa, em lastimável orgia.
Eu mesmo acreditei e me orgulhei do 25 de Abril por mais de 20 anos. Até conseguir olhar o vintecinquismo, com dados mais realistas, e ao ver o rumo desastroso que tomava o país. Não dá para enganar todos por muito tempo. Muitos acreditaram e muitos se frustraram com a mentira. Um dia a máscara cai!
Assim penso, dentro de minha visão Democrática de nação soberana, de desenvolvimento social e técnico-científico.
“Não há mal que não se acabe, nem bem que sempre dure”.
5. É sabido que os últimos governos simplesmente estão varrendo do país a ideia de Portugal nação. Mas que afronta! Estão substituindo o orgulho do nosso país, pelo orgulho de ser europeu. Um descalabro. Que vergonha!! Portugal está sendo, cultural e psicologicamente, dilapidado por apátridas! Esquartejado, por uma matilha de hienas selvagens... Portugal está sendo “colonizado” por aventureiros, sem passado e sem futuro. Está pagando caro por isso...
Os símbolos portugueses foram paulatinamente sendo esquecidos, pelo 25 de Abril, até que veio o Filipão, um Brasileiro e ensinou Portugal a ter orgulho de sua bandeira e a expandir sua alegria reprimida.
Portugal, nas escolas, é ou Europa ou Ibéria. Não há mais Descobrimentos Portugueses, mas descobrimentos ibéricos, isto é, na prática, espanhóis. Que vergonha! Dar o que é nosso?!! A quem?!
Somos iberos mas somos Portugal, como os Castelhanos são iberos mas são Espanha. Mas Portugal não é Espanha e nem Espanha é Portugal. É assim que tem de ser. Para sempre. O destino assim quis. E ainda bem!
A Espanha está querendo usurpar o nome Ibéria, que também é nosso. Nossa marca de identidade parte dos lusitanos. Querer apagar Portugal nação é crime de lesa-humanidade.
Vasco da Gama, para o 25, não é mais um grande navegador português, mas um grande navegador da Ibéria. Muitos de nossos grandes heróis devem estar se revirando no túmulo e se vingarão dos farsantes.
A Ibéria que se propõe, é a Espanha dominando toda a Península Ibérica e não a reunião dos povos da Ibéria: Portugal, Castela, Galiza, Catalunha, País Basco, etc. Portugal tem uma individualidade marcante e preciosa, que não pode ser jogada em vala comum.
Portugal e Espanha devem se respeitar sempre, viver fraternalmente, mas fraternidade não é dominação, nem exploração mútua. É respeitar a soberania de cada um. Que Portugal nunca esqueça o que houve em Olivença, que é paradigma de dominação asfixiante, arrogante e sanguinária de Castela.
Acabaram com a história de Portugal, no ensino básico.
A educação de nossa juventude está sucateada. Lastimável.
Isto é só uma pontinha de perigoso icebergue (sic).
Se alguém puder contestar o que aqui afirmo, com dados válidos e comprováveis, eu ficaria muito satisfeito. Eu gostaria muito que nada disto fosse verdade. Pelas informações que me chegam, é assim e muito pior.
No entanto sabemos, como dizia minha mãe, que:
“Não há mal que não se acabe e nem bem que sempre dure”
Se não nos esmorecermos, o amanhã nos devolverá esperança, com dias melhores e a volta da claridade.
“Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.
6. Quanto ao que digo de Portugal, digo-o com argumentos. Sobre a linha de reflexão que adoto, há ampla bibliografia que o leitor pode consultar. Crio mas não invento o que informo.
Como cientista da linguagem, eu costumo apreciar sempre os argumentos, em confronto. Peso os dois lados com isenção.
O seu argumento de que somos apenas um país modesto e acanhado não procede. É marca de pequenez.
Foi esse país, nada modesto e nada acanhado, que produziu uma obra que deixou o mundo espantado. Seu argumento interessa apenas aos que querem justificar sua pequenez mental. Mas a ideologia oficial, hoje, “vende” essa ideia maluca sobre Portugal. Isso é coisa de gente falida e muito pequena. Portugal não merece essa gente no poder. Predadores no poder?! É macabro!
Portugal é o país que liderou os destinos do mundo por mais de 100 anos. Até recentemente (1975) era um dos países maiores do mundo.
Hoje, a Língua Portuguesa é a terceira (3ª) língua mais falada no Ocidente. Isto não é gabarito de um “País Acanhado”a que o senhor se refere. Acanhado e fraco é quem pensa assim... reiteradamente.
Os países não se medem pelo tamanho de seu território. Só os vintecinquistas usam argumento tão débil e talvez tão “palerma”.
7. Quanto a serem portugueses só os que nasceram em Portugal, essa é apenas uma condição acidental. Para ser português de verdade tem de sê-lo de coração e de opção. Não questão de acaso.
Muitos que hoje se dizem portugueses nos documentos, só se consideram europeus ou sei lá o quê.
Mas este argumento que aqui se repete, já lho contestei em diálogo anterior, aqui neste espaço. Reveja-o. Não será difícil encontrá-lo. Uma pessoa pode ter nascido fora, adquirido nova nacionalidade, e ser muito mais patriota que os natos no país.
Está na hora de desafrontar Portugal e lhe dar um governo à altura de seus destinos.
(São Paulo, 04/08/2010)
1. De partida, agradeço suas provocações. Gosto de ser provocado. Fico incomodado quando meus textos não produzem reação.
Esta é a nossa segunda confrontação. A primeira foi em 2009.
Não sei a qual ou a quais textos se refere a sua crítica apressada. De qualquer forma refere-se a textos que publiquei há mais de um ano, ou no Portugalclub ou no Tribuna Lusófona.
A crítica, embora inconsistente, está no ar. Precisa ser respondida para que não pareça que estou de acordo com ela. Não estou. Nem posso estar. Preciso então reagir,com todo o respeito, ainda que não queira.
Pelo seu texto percebo que está consultando os textos do meu site www.tribunalusofona.blogspot.com, onde há algumas dezenas de textos que o senhor pode ler à vontade. É um espaço aberto. Escrevo para ser lido. Não seleciono os leitores.
Hoje sou um soldado, da Lusofonia. Minha arma é a caneta ou o teclado. É a palavra.
No entanto, desculpe-me, mas não entendi o que o senhor quis dizer, com sua frágeis contestações. Contestação exige confronto de argumentos, buscando o contraditório do que afirmei.
Suas contestações, que não dizem nada, são contestações vazias, sem referente. Não ficam bem, num homem de bem. É a típica contestação do grupo sentado no poder. É contestação do faz de conta.
Argumento se derruba com argumentos apoiados em fatos objetivos. Diz o seu texto que “a realidade é outra absolutamente inversa à apresentada”. A que o senhor se refere? Não sei. Suas afirmações são gratuitas. Absolutamente gratuitas.Tenho algumas dezenas de trabalhos publicados na Internet, focados na Lusofonia. A quais deles se refere a sua contestação? O senhor criou um tigre de papel para nele subir?!
2. Disse-lhe que gosto de ser provocado, mas com argumentos válidos. Depois de mais de 40 anos de trabalho em grandes universidades, ainda me considero um aprendiz. Não decretei a minha infalibilidade, como alguns fazem. Aprendo todos os dias.
Olhei o seu comentário, esperando aprender algo que somasse. Mas frustrei-me. O senhor falou, e contestou e nada acrescentou; nem disse a que texto se refere. É crítica gratuita.
Fiquei com a ideia de que o senhor leu e não entendeu, ou não gostou e não quis entender, ou não leu e não gostou.
Senhor, não lhe fica bem subestimar ou desdenhar dos trabalhos que leu apressado. A crítica séria é sadia é desejada. Mas que seja séria. A realidade tem muitos ângulos para serem analisados.
3. Nos meus trabalhos, porque emprego, às vezes, linguagem contundente e não fico em cima do muro, conto que poderei sempre ter alguém que me conteste. Quem discorda, desde que tenha base teórica, está no seu direito democrático. Só não pode contestar gratuitamente, seja qual for o motivo. Não merece respeito quem não respeita.
Percebo que o senhor quer contestar minha posição, em relação ao “vinte cinco”. Nada a opor.
O senhor defende o 25 de Abril. Está no seu Direito e tem até alguns argumentos válidos, se os procurar. Eu contesto o 25 de Abril e grande parte dos “vintecinquistas”. Digo que o 25 de Abril foi traído. Todos sabem que foi. Não dá mais para esconder.
O País está abarrotado de denúncias fundamentadas e documentadas.
Dói-me dizer isto. Gostaria muito de estar enganado e então rever as minhas posições. Mas também sei que nem tudo são sombras no 25 de Abril, felizmente.
O 25 de Abril foi um sonho frustrado e frustrante. Foi uma grande promessa. Só. Era preciso fazer mudanças no percurso, mas com sabedoria e dignidade. Os traidores foram mais ágeis, tomaram o timão de assalto e conduziram o barco da nação, para campos mais tormentosos. Continua de tormenta em tormenta.
O Povo não é quem mais manda, é quem sofre as conseqüência e se submete... O Zeca Afonso deve estar frustrado. O povo não manda, é mandado e humilhado! O “mando” do povo foi só encenação para jornalista ver, relatar e fotografar.
Quer argumentos? Nem precisa sair do Portugalclub. Aqui há argumentos e fatos arrasadores, capazes de preencher uma enciclopédia.
O senhor Verdasca é um dos que aqui expuseram textos irrefutáveis.
4. O 25 de Abri foi traído quase no nascedouro, mas manteve por anos, a imagem bela de um movimento democrático a serviço da nação. Imagem vazia, mas bem enfeitada e perfumada... Uma bela farsa. Muita pena. Portugal merecia um 25 de Abril repleto de dignidade.
Perdemos uma grande oportunidade. Em vez de melhorar, pioramos muito. Foi desastroso. Portugal, em vez de levantar a cabeça, definhou em frustração e humilhação... Querem castrar 835 anos de história. Não passarão!
Viu-se depois que “a nação” eram apenas alguns oportunistas que assaltaram os cofres públicos e o bolso do povo, para proveito próprio, em meio a grande euforia e grandes promessas e terríveis vinganças e perseguições, em nome da sagrada liberdade, que agora se mascarou como farsa, em lastimável orgia.
Eu mesmo acreditei e me orgulhei do 25 de Abril por mais de 20 anos. Até conseguir olhar o vintecinquismo, com dados mais realistas, e ao ver o rumo desastroso que tomava o país. Não dá para enganar todos por muito tempo. Muitos acreditaram e muitos se frustraram com a mentira. Um dia a máscara cai!
Assim penso, dentro de minha visão Democrática de nação soberana, de desenvolvimento social e técnico-científico.
“Não há mal que não se acabe, nem bem que sempre dure”.
5. É sabido que os últimos governos simplesmente estão varrendo do país a ideia de Portugal nação. Mas que afronta! Estão substituindo o orgulho do nosso país, pelo orgulho de ser europeu. Um descalabro. Que vergonha!! Portugal está sendo, cultural e psicologicamente, dilapidado por apátridas! Esquartejado, por uma matilha de hienas selvagens... Portugal está sendo “colonizado” por aventureiros, sem passado e sem futuro. Está pagando caro por isso...
Os símbolos portugueses foram paulatinamente sendo esquecidos, pelo 25 de Abril, até que veio o Filipão, um Brasileiro e ensinou Portugal a ter orgulho de sua bandeira e a expandir sua alegria reprimida.
Portugal, nas escolas, é ou Europa ou Ibéria. Não há mais Descobrimentos Portugueses, mas descobrimentos ibéricos, isto é, na prática, espanhóis. Que vergonha! Dar o que é nosso?!! A quem?!
Somos iberos mas somos Portugal, como os Castelhanos são iberos mas são Espanha. Mas Portugal não é Espanha e nem Espanha é Portugal. É assim que tem de ser. Para sempre. O destino assim quis. E ainda bem!
A Espanha está querendo usurpar o nome Ibéria, que também é nosso. Nossa marca de identidade parte dos lusitanos. Querer apagar Portugal nação é crime de lesa-humanidade.
Vasco da Gama, para o 25, não é mais um grande navegador português, mas um grande navegador da Ibéria. Muitos de nossos grandes heróis devem estar se revirando no túmulo e se vingarão dos farsantes.
A Ibéria que se propõe, é a Espanha dominando toda a Península Ibérica e não a reunião dos povos da Ibéria: Portugal, Castela, Galiza, Catalunha, País Basco, etc. Portugal tem uma individualidade marcante e preciosa, que não pode ser jogada em vala comum.
Portugal e Espanha devem se respeitar sempre, viver fraternalmente, mas fraternidade não é dominação, nem exploração mútua. É respeitar a soberania de cada um. Que Portugal nunca esqueça o que houve em Olivença, que é paradigma de dominação asfixiante, arrogante e sanguinária de Castela.
Acabaram com a história de Portugal, no ensino básico.
A educação de nossa juventude está sucateada. Lastimável.
Isto é só uma pontinha de perigoso icebergue (sic).
Se alguém puder contestar o que aqui afirmo, com dados válidos e comprováveis, eu ficaria muito satisfeito. Eu gostaria muito que nada disto fosse verdade. Pelas informações que me chegam, é assim e muito pior.
No entanto sabemos, como dizia minha mãe, que:
“Não há mal que não se acabe e nem bem que sempre dure”
Se não nos esmorecermos, o amanhã nos devolverá esperança, com dias melhores e a volta da claridade.
“Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.
6. Quanto ao que digo de Portugal, digo-o com argumentos. Sobre a linha de reflexão que adoto, há ampla bibliografia que o leitor pode consultar. Crio mas não invento o que informo.
Como cientista da linguagem, eu costumo apreciar sempre os argumentos, em confronto. Peso os dois lados com isenção.
O seu argumento de que somos apenas um país modesto e acanhado não procede. É marca de pequenez.
Foi esse país, nada modesto e nada acanhado, que produziu uma obra que deixou o mundo espantado. Seu argumento interessa apenas aos que querem justificar sua pequenez mental. Mas a ideologia oficial, hoje, “vende” essa ideia maluca sobre Portugal. Isso é coisa de gente falida e muito pequena. Portugal não merece essa gente no poder. Predadores no poder?! É macabro!
Portugal é o país que liderou os destinos do mundo por mais de 100 anos. Até recentemente (1975) era um dos países maiores do mundo.
Hoje, a Língua Portuguesa é a terceira (3ª) língua mais falada no Ocidente. Isto não é gabarito de um “País Acanhado”a que o senhor se refere. Acanhado e fraco é quem pensa assim... reiteradamente.
Os países não se medem pelo tamanho de seu território. Só os vintecinquistas usam argumento tão débil e talvez tão “palerma”.
7. Quanto a serem portugueses só os que nasceram em Portugal, essa é apenas uma condição acidental. Para ser português de verdade tem de sê-lo de coração e de opção. Não questão de acaso.
Muitos que hoje se dizem portugueses nos documentos, só se consideram europeus ou sei lá o quê.
Mas este argumento que aqui se repete, já lho contestei em diálogo anterior, aqui neste espaço. Reveja-o. Não será difícil encontrá-lo. Uma pessoa pode ter nascido fora, adquirido nova nacionalidade, e ser muito mais patriota que os natos no país.
Está na hora de desafrontar Portugal e lhe dar um governo à altura de seus destinos.
(São Paulo, 04/08/2010)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
DEMOCRACIA AMEAÇADA OU TIRANIA DISFARSADA? J. Jorge Peralta
1. A democracia é definida como o governo do povo, pelo povo e para o povo e com o povo.
Belo ideal, belo sonho, belas intenções, belo ideário.
Tão belo que muitas monarquias assumiram, há séculos, a estratégia de governança democrática. Muitos dos Reis de Portugal eram democratas. Também no tempo do Império, D. Pedro I e D. Pedro II seguiam o ideário democrático, de feliz memória.
A democracia opõe-se, naturalmente à tirania.
O regime republicano é, quase naturalmente, democrático. Quando não é, simula. O lobo gosta de se apresentar com peles de ovelha, para não ser rejeitado...
A República opõe-se, equivocadamente, à monarquia, como a democracia se opõe à tirania. Isto em teoria.
No entanto, os ideais democráticos preservaram poucos dos ideais que a constituem, teoricamente.
2. Hoje, tanto nos Regimes Republicanos como nos Regimes Monárquicos temos governos ditatoriais, despóticos, tiranos.
Na maior parte dos governos republicanos, ditos democráticos, vive-se um estado de ditadura e/ou de tirania, onde a lei é relegada a texto inoperante. Só vale para os inimigos. É discriminatória.
O pior de tudo são as tiranias disfarçadas, através de um populismo deletério que faz ruir os grandes valores do povo, trocados por algumas “moedas” assistencialistas, que têm por fim amortecer a consciência do povo e garantir o voto nas próximas eleições.
É o voto comprado pela fome, enganada com água e sal e uma colher de farinha, receita dos excluídos.
3. Nada pior do que uma ditadura disfarçada, por um processo dito democrático, apenas na metodologia.
O pior de tudo:
As chamadas democracias, regimes de “liberdade” por natureza, a primeira decisão que assumem, via de regra, é a desmoralização e a demonização do regime anterior, proibindo, quem quer que seja, de se referir, com admiração, ao regime anterior. Cada governo pensa criar uma nova história do país, às vezes execrando o que o precedeu. Esta é uma deplorável marca que combina ignorância com arrogância e presunção.
“Proíbe” é o nome exato e a realidade. Se proíbe de pensar diferente, então já foi rifada e estuprada a liberdade pessoal e social.
É proibido ter ideias diferentes dos pseudo-“donos do poder”. Isto é próprio da tirania! As pessoas têm de pensar como o grande chefe, guindado à condição de “grande irmão”. Risca-se a liberdade da vida. Quem se arrisca a pensar diferente, espere o troco... A tirania é vingativa; só pensa em vinganças... Essa máscara tem de cair.
Controla-se o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. É a Lei de “Três em um”... Neste caso a pluralidade é fantasia manipulatória ...
Este é o golpe de morte de qualquer democracia. Continua a ser chamada “democracia”, porque os que governam foram “eleitos” pelo povo.
Para aprendermos a reagir a toda a tirania e mentira oficializada, faz bem escutar de novo, Rui Barbosa:
“De tanto ver triunfar as nulidades;
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça.
De tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra
e a ter vergonha de ser honesto”.
Se democracia é o “governo do povo, pelo povo, para o povo e com o povo”, sempre que este quesito essencial é desrespeitado, não é mais democracia. De democracia só tem a fantasia. Nomeia-se democracia por conveniência; para facilitar a dominação.
Governo conquistado através de uma campanha cheia de golpes baixos, de mentiras, de falcatruas e de mentiras, não é eleito pelo povo; é eleito pelo golpe baixo.
O povo votou comprado ou enganado. Não votou livremente. Sem liberdade não há democracia. Votou, manipulado, contra os próprios interesses e contra os interesses da nação. Não sei como alguém poderá opor-se a este argumento. Mas não falta quem o abomine e o rejeite.
4. Alguém deveria fazer um estudo, com dados concretos, de que a imprensa diária está abarrotada, para saber onde existe democracia autêntica e onde democracia é o novo nome da tirania. Democracia de fachada é mentira oficializada.
Quem quer conquistar o poder “ainda que seja na marra”, para a sua facção, certamente não está interessado no poder para o povo, mas para a sua facção, para o seu partido. O Presidente é presidente da nação e não do partido ou facção. Quando a realidade inverte o conceito, abre as portas à tirania.
E isto não deveria ser chamado de democracia; a não ser que se troque o conceito de democracia.
5. No entanto, a democracia não é apenas uma questão conceitual: é uma questão de prática e estratégia de gestão.
É preciso saber se o governo atende os interesses da nação, como um todo, ou se está voltado para atender, primeiro os interesses de uma facção, malbaratando o dinheiro que lhe entrega toda a população, colhido através dos impostos.
O dinheiro dos impostos é do povo e para o povo. Não é do governo, que é apenas seu gestor.
A inversão deste princípio, quando uma facção domina e todos pagam para poucos, os detentores do poder, instala-se a servidão da maioria, também chamada escravidão, talvez camuflada...
As pessoas que estão no poder, eventualmente, numa democracia, têm direitos iguais aos de todo o povo. Não há duas nações: a do poder e a do pagador de impostos.
Nossos antepassados diziam, confiantes:
“Não há mal que não se acabe
e nem bem que sempre dure”
Nestas condições, e olhando em nossa volta, ao nosso redor, vemos que a Democracia está efetivamente ameaçada pela tirania.
Precisamos lutar, “com unhas e dentes” para que a democracia resista a todas essas forças deletérias que lhe são contrárias.
6. A lei da “FICHA LIMPA”, em boa hora proposta, por subscrição popular, e aprovada pelo Congresso Nacional, é um começo ainda frágil, mas é um começo. Há outras iniciativas alvissareiras, por todo o Brasil.
Se todos nos dermos as mãos, poderemos fazer do nosso país, uma grande nação. Potencial não lhe falta.
“É melhor acender uma vela do que lastimar a escuridão”, diz o provérbio oriental.
E nos outros países lusófonos?! Como se manifesta a “Democracia”?! Ela é real, embrionária ou ainda uma fantasia?!
A Democracia real, sem fantasia é uma conquista de cada dia. Saibamos que, por perto, sempre ronda a tirania.
É dever de todo o Cidadão lutar por uma sociedade mais justa, por uma educação mais séria e consistente, por uma nação mais próspera e por um povo mais consciente. A educação é o termômetro da sociedade.
Só a educação séria e competente garante um futuro melhor para a nação.
Belo ideal, belo sonho, belas intenções, belo ideário.
Tão belo que muitas monarquias assumiram, há séculos, a estratégia de governança democrática. Muitos dos Reis de Portugal eram democratas. Também no tempo do Império, D. Pedro I e D. Pedro II seguiam o ideário democrático, de feliz memória.
A democracia opõe-se, naturalmente à tirania.
O regime republicano é, quase naturalmente, democrático. Quando não é, simula. O lobo gosta de se apresentar com peles de ovelha, para não ser rejeitado...
A República opõe-se, equivocadamente, à monarquia, como a democracia se opõe à tirania. Isto em teoria.
No entanto, os ideais democráticos preservaram poucos dos ideais que a constituem, teoricamente.
2. Hoje, tanto nos Regimes Republicanos como nos Regimes Monárquicos temos governos ditatoriais, despóticos, tiranos.
Na maior parte dos governos republicanos, ditos democráticos, vive-se um estado de ditadura e/ou de tirania, onde a lei é relegada a texto inoperante. Só vale para os inimigos. É discriminatória.
O pior de tudo são as tiranias disfarçadas, através de um populismo deletério que faz ruir os grandes valores do povo, trocados por algumas “moedas” assistencialistas, que têm por fim amortecer a consciência do povo e garantir o voto nas próximas eleições.
É o voto comprado pela fome, enganada com água e sal e uma colher de farinha, receita dos excluídos.
3. Nada pior do que uma ditadura disfarçada, por um processo dito democrático, apenas na metodologia.
O pior de tudo:
As chamadas democracias, regimes de “liberdade” por natureza, a primeira decisão que assumem, via de regra, é a desmoralização e a demonização do regime anterior, proibindo, quem quer que seja, de se referir, com admiração, ao regime anterior. Cada governo pensa criar uma nova história do país, às vezes execrando o que o precedeu. Esta é uma deplorável marca que combina ignorância com arrogância e presunção.
“Proíbe” é o nome exato e a realidade. Se proíbe de pensar diferente, então já foi rifada e estuprada a liberdade pessoal e social.
É proibido ter ideias diferentes dos pseudo-“donos do poder”. Isto é próprio da tirania! As pessoas têm de pensar como o grande chefe, guindado à condição de “grande irmão”. Risca-se a liberdade da vida. Quem se arrisca a pensar diferente, espere o troco... A tirania é vingativa; só pensa em vinganças... Essa máscara tem de cair.
Controla-se o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. É a Lei de “Três em um”... Neste caso a pluralidade é fantasia manipulatória ...
Este é o golpe de morte de qualquer democracia. Continua a ser chamada “democracia”, porque os que governam foram “eleitos” pelo povo.
Para aprendermos a reagir a toda a tirania e mentira oficializada, faz bem escutar de novo, Rui Barbosa:
“De tanto ver triunfar as nulidades;
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça.
De tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra
e a ter vergonha de ser honesto”.
Se democracia é o “governo do povo, pelo povo, para o povo e com o povo”, sempre que este quesito essencial é desrespeitado, não é mais democracia. De democracia só tem a fantasia. Nomeia-se democracia por conveniência; para facilitar a dominação.
Governo conquistado através de uma campanha cheia de golpes baixos, de mentiras, de falcatruas e de mentiras, não é eleito pelo povo; é eleito pelo golpe baixo.
O povo votou comprado ou enganado. Não votou livremente. Sem liberdade não há democracia. Votou, manipulado, contra os próprios interesses e contra os interesses da nação. Não sei como alguém poderá opor-se a este argumento. Mas não falta quem o abomine e o rejeite.
4. Alguém deveria fazer um estudo, com dados concretos, de que a imprensa diária está abarrotada, para saber onde existe democracia autêntica e onde democracia é o novo nome da tirania. Democracia de fachada é mentira oficializada.
Quem quer conquistar o poder “ainda que seja na marra”, para a sua facção, certamente não está interessado no poder para o povo, mas para a sua facção, para o seu partido. O Presidente é presidente da nação e não do partido ou facção. Quando a realidade inverte o conceito, abre as portas à tirania.
E isto não deveria ser chamado de democracia; a não ser que se troque o conceito de democracia.
5. No entanto, a democracia não é apenas uma questão conceitual: é uma questão de prática e estratégia de gestão.
É preciso saber se o governo atende os interesses da nação, como um todo, ou se está voltado para atender, primeiro os interesses de uma facção, malbaratando o dinheiro que lhe entrega toda a população, colhido através dos impostos.
O dinheiro dos impostos é do povo e para o povo. Não é do governo, que é apenas seu gestor.
A inversão deste princípio, quando uma facção domina e todos pagam para poucos, os detentores do poder, instala-se a servidão da maioria, também chamada escravidão, talvez camuflada...
As pessoas que estão no poder, eventualmente, numa democracia, têm direitos iguais aos de todo o povo. Não há duas nações: a do poder e a do pagador de impostos.
Nossos antepassados diziam, confiantes:
“Não há mal que não se acabe
e nem bem que sempre dure”
Nestas condições, e olhando em nossa volta, ao nosso redor, vemos que a Democracia está efetivamente ameaçada pela tirania.
Precisamos lutar, “com unhas e dentes” para que a democracia resista a todas essas forças deletérias que lhe são contrárias.
6. A lei da “FICHA LIMPA”, em boa hora proposta, por subscrição popular, e aprovada pelo Congresso Nacional, é um começo ainda frágil, mas é um começo. Há outras iniciativas alvissareiras, por todo o Brasil.
Se todos nos dermos as mãos, poderemos fazer do nosso país, uma grande nação. Potencial não lhe falta.
“É melhor acender uma vela do que lastimar a escuridão”, diz o provérbio oriental.
E nos outros países lusófonos?! Como se manifesta a “Democracia”?! Ela é real, embrionária ou ainda uma fantasia?!
A Democracia real, sem fantasia é uma conquista de cada dia. Saibamos que, por perto, sempre ronda a tirania.
É dever de todo o Cidadão lutar por uma sociedade mais justa, por uma educação mais séria e consistente, por uma nação mais próspera e por um povo mais consciente. A educação é o termômetro da sociedade.
Só a educação séria e competente garante um futuro melhor para a nação.
TOURADAS OU TORTURA OFICIALIZADA?! GUERRA À CRUELDADE Aplausos à Catalunha J. Jorge Peralta
I - NO REINO DA BARBÁRIE
1. Não podemos confundir civilização e barbárie. Somente a solidariedade poderá decretar como extinta a bruta barbárie, que ainda resiste, por toda a parte.
Queremos aqui desvendar esta tensão ancestral, para superá-la.
A partir de um fato auspicioso que o Parlamento da Catalunha nos oferece:
Está decretado: a tourada é crueldade deplorável. Tourada não é diversão civilizada! Referimo-nos às touradas ainda praticadas na Espanha. A Catalunha em boa hora as extinguiu atendendo ao clamor do povo que abomina a crueldade como espetáculo e desrespeito à vida.
Tourada é flagrante marca de uma cultura decadente e perdulária.
Custa acreditar que um país, como a Espanha, tão arrogante e insolente, ainda mantenha a arena de tortura de animais, ante uma platéia bestificada e selvagem, que aplaude sem pensar, talvez por obrigação contextual...
A tourada é um paradigma de um sistema dominador, onde o algoz subjuga o mais fraco, pela lei da força.
Basta de espetáculos de crueldade! Basta de promover o sacrifício macabro de bois, ante os gritos psicóticos de uma platéia imbecilizada, sedenta de sangue, como seres infernais, como hienas ou chacais!....
2. Para consolidar esta reflexão, vamos fazer uma viagem ao nosso passado e ao nosso futuro, como cidadãos responsáveis, que vão além do trivial:
Até três séculos atrás, o espetáculo sádico e sangrento era dado pela Inquisição. As pessoas eram queimadas vivas, em praça pública, sendo submetidas a sofrimentos atrozes; um espetáculo pavoroso, abominável, selvagem... irracional...
Muito pior que a Inquisição, em termos humanitários, foi a crueldade atroz, cometida pelos castelhanos, dizimando muitos milhões de indígenas, a sangue frio, no fio da espada, na América do Sul, Central e do Norte, marcando para sempre a mais sanguinária atrocidade de todos os tempos, de triste e acabrunhante memória. O fato é relatado pelo insuspeito Frei Bartolomeu de Las Casas.
O “Espírito” que levou a tais atrocidades revive como paradigma reprodutor, nas touradas.
Revive também nos massacres disfarçados, feitos pelo sistema econômico, político e jurídico, ao tripudiar em cima das pessoas e comunidades sem malícia. Grandes holocaustos, em torno do bezerro do ouro monetário.
Precisamos ajudar a extirpar, da nossa sociedade, tão torpes “tradições” que encharcam de sangue e dor muitos capítulos da história da humanidade.
Se a história é mestra da vida, não deixemos ocultar os paradigmas que alimentam o lado pior de muitos humanos animalizados, cantados por esbeltos menestréis
Antes, queremos revelar esses paradigmas macabros. Dizem os romanos que “o povo quer ser enganado” (vulgus vult decipi). Penso que nem sempre. Só quer ser enganado quando lhe falta a consciência. Então demos-lha! Vamos dar nomes adequados: verdade como verdade e falsidade como falsidade; e não falsidade como verdade...
Hoje, a Espanha prossegue a tradição abominável: com o espetáculo selvagem das touradas sangrentas e macabras.
Ainda bem que a Espanha tem Regiões Autônomas, que podem livremente exercitar e respeitar os próprios sentimentos e seu modo de pensar.
Por que a Espanha não adere às touradas sem o holocausto do animal?
II – GLÓRIA FÁTUA DAS TOURADAS
3. Nada mais oposto ao espírito e a letra da civilização ocidental cristã.
O Espetáculo cruel que a Espanha, “orgulhosamente”, marca como algo muito triste, e oferece aos selvagens engravatados, criando um espírito de idiotia coletivo, que bate palmas em vez de chorar e de se revoltar por tanta insensatez. Pois é a Espanha que se orgulha das nefastas touradas...Uma de suas marcas de prestígio (!!)
As touradas são insofismáveis marcas de decadência e de selvageria primitiva.
Não é civilizado ver maltratar animais, com requintes de crueldade, para divertir a plebe e engordar os cofres dos algozes, sem atender aos limites da ética do respeito à vida. A ética precisa ter espaço no mundo financeiro.
O turista paga para ver atrocidades contra animais maltratados até à morte mais ignominiosa, que um ser vivo pode ter: ante os aplausos doentios da platéia desvairada. O orgulho do toureiro matador não é desvio de caráter?
4. Assisti a uma tourada em Madri em 1992. Confesso que fiquei enojado.
Ante os gritos e aplausos histéricos da platéia, senti-me quase num manicômio. Espetáculo degradante para a espécie humana, que não se despiu da brutalidade bárbara, doentia e irracional.
Nunca mais.
A tourada é uma reminiscência trágica e tétrica de uma sociedade bruta e violenta, onde a força bruta suplanta a força da razão, da solidariedade, da convivência sã, cooperativa e respeitosa aos Direitos de cada um.
A tourada é um resquício antológico e arqueológico de uma sociedade sem leis, onde a lei do tacape, do porrete e do apedrejamento garantiam a vantagem dos mais fortes, ou mais cruéis.
É resquício dos tempos dos vitoriosos, que cantavam vitória, em cima de milhares de cadáveres, que deixavam milhares de mulheres viúvas e sós, com muitos milhares de filhos órfãos, morrendo à míngua e ao desamparo; milhares de noivas condenadas à solidão. A ambição era resolvida, no fio da espada ou da adaga, na sagacidade cruel, em vez de se pensar na solidariedade, entre todos, pois que o sol nasce todos os dias, para todos.
5. As touradas denunciam que, escondido debaixo de uma máscara de civilização, existem milhares e perigosas feras humanas sanguinárias. São os lobos com pele de ovelha. A Civilização, para muitos, é uma fantasia para burlar os incautos. As touradas são aponta de um icebergue social, que preserva a crueldade em seus subterrâneos. É arma disponível numa guerra mascarada de entretenimento fantasiado; é um culto à atrocidade.
A sociedade precisa redescobrir o outro, como parte da grande orquestração universal. A força da solidariedade universal entre todos os viventes, racionais e irracionais, animais ou vegetais e até dos minerais.
Solidariedade envolve respeito a toda a natureza, no solo, no subsolo, nas águas, no ar e no espaço sideral.
No entanto, quem aplaude e quem promove esses espetáculos degradantes das touradas, jamais saberá o que é solidariedade universal.
A tourada é o símbolo mais degradante e atroz do imbecil coletivo, egoísta, sádico, que não sabe ver a beleza da natureza, em sua totalidade, orquestrada e articulada, onde toda a vida se relaciona, em dimensões intercomplementares e interdependentes.
III – MUDANÇA E O CAMINHO DA VIDA
6. A Espanha, como país civilizado, há muito deveria ter derrubado essas arenas sanguinárias e bárbaras. Enquanto não fizer, manter-se-á na época pré-histórica da barbárie. Manter esse rentável monumento à decadência social é atitude degradante e lastimável.
O que se faz com os fogosos e belos bois, espicaçando-os até à morte atroz, numa sangreira repugnante, facilmente se fará nas arenas da vida de nosso mundo pseudo-civilizado. Continuarão sendo espalhados cadáveres morais por nossas ruas, residências e palácios. Pelas mãos da justiça, da política e da economia, onde os mais fracos serão espicaçados até sangrarem ante os aplausos e apupos da plebe insana.
Na vigência da lei do mais forte, a vítima poderá facilmente ser condenada como culpada e o criminoso poderá ser indenizado e glorificado.
Não é de hoje que a vítima passa por culpado.
Assim se produzem milhares de cadáveres adiados que perambulam pelas ruas, sós, alienados da vida e da solidariedade.
As touradas são um dos muitos paradoxos que a Espanha precisa ter coragem de esmagar, pondo algo positivo no seu lugar. Seja oferecido ao povo um entretenimento que eleve a humanidade; não algo degradante e decadente.
Não há mal que não se acabe e nem bem que sempre dure.
7. Por isso deve ser saudado, por toda a civilização ocidental, a coragem da CATALUNHA, por ter conseguido aprovar uma lei que risca da paisagem Catalã essa triste ignomínia das sanguinárias e abomináveis touradas.
Parabéns Catalunha. Vocês derrubaram um pobre ídolo de ouro que envergonha a nossa civilização. A Catalunha libertou-se do lado sádico de alguns castelhanos. Mostrou que a soberania é uma condição de sanidade de toda a comunidade Catalã, que não compartilha com a prepotência dos senhores que riem do povo e de suas forças humanitárias.
Não deixem reverter tão auspiciosa e histórica decisão. Logo outras regiões autônomas lhes seguirão o exemplo, em boa hora afixado no sentimento coletivo do povo consciente. Esta é mais uma batalha ganha pela civilização humana.
A tourada espanhola deve ser considerada como uma grande alegoria trágica da modernidade coisificante, que vai manietando e matando, estuprando cruelmente a alma do mundo.
Precisamos libertar a nossa civilização de seus entulhos sádicos e decadentes.
1. Não podemos confundir civilização e barbárie. Somente a solidariedade poderá decretar como extinta a bruta barbárie, que ainda resiste, por toda a parte.
Queremos aqui desvendar esta tensão ancestral, para superá-la.
A partir de um fato auspicioso que o Parlamento da Catalunha nos oferece:
Está decretado: a tourada é crueldade deplorável. Tourada não é diversão civilizada! Referimo-nos às touradas ainda praticadas na Espanha. A Catalunha em boa hora as extinguiu atendendo ao clamor do povo que abomina a crueldade como espetáculo e desrespeito à vida.
Tourada é flagrante marca de uma cultura decadente e perdulária.
Custa acreditar que um país, como a Espanha, tão arrogante e insolente, ainda mantenha a arena de tortura de animais, ante uma platéia bestificada e selvagem, que aplaude sem pensar, talvez por obrigação contextual...
A tourada é um paradigma de um sistema dominador, onde o algoz subjuga o mais fraco, pela lei da força.
Basta de espetáculos de crueldade! Basta de promover o sacrifício macabro de bois, ante os gritos psicóticos de uma platéia imbecilizada, sedenta de sangue, como seres infernais, como hienas ou chacais!....
2. Para consolidar esta reflexão, vamos fazer uma viagem ao nosso passado e ao nosso futuro, como cidadãos responsáveis, que vão além do trivial:
Até três séculos atrás, o espetáculo sádico e sangrento era dado pela Inquisição. As pessoas eram queimadas vivas, em praça pública, sendo submetidas a sofrimentos atrozes; um espetáculo pavoroso, abominável, selvagem... irracional...
Muito pior que a Inquisição, em termos humanitários, foi a crueldade atroz, cometida pelos castelhanos, dizimando muitos milhões de indígenas, a sangue frio, no fio da espada, na América do Sul, Central e do Norte, marcando para sempre a mais sanguinária atrocidade de todos os tempos, de triste e acabrunhante memória. O fato é relatado pelo insuspeito Frei Bartolomeu de Las Casas.
O “Espírito” que levou a tais atrocidades revive como paradigma reprodutor, nas touradas.
Revive também nos massacres disfarçados, feitos pelo sistema econômico, político e jurídico, ao tripudiar em cima das pessoas e comunidades sem malícia. Grandes holocaustos, em torno do bezerro do ouro monetário.
Precisamos ajudar a extirpar, da nossa sociedade, tão torpes “tradições” que encharcam de sangue e dor muitos capítulos da história da humanidade.
Se a história é mestra da vida, não deixemos ocultar os paradigmas que alimentam o lado pior de muitos humanos animalizados, cantados por esbeltos menestréis
Antes, queremos revelar esses paradigmas macabros. Dizem os romanos que “o povo quer ser enganado” (vulgus vult decipi). Penso que nem sempre. Só quer ser enganado quando lhe falta a consciência. Então demos-lha! Vamos dar nomes adequados: verdade como verdade e falsidade como falsidade; e não falsidade como verdade...
Hoje, a Espanha prossegue a tradição abominável: com o espetáculo selvagem das touradas sangrentas e macabras.
Ainda bem que a Espanha tem Regiões Autônomas, que podem livremente exercitar e respeitar os próprios sentimentos e seu modo de pensar.
Por que a Espanha não adere às touradas sem o holocausto do animal?
II – GLÓRIA FÁTUA DAS TOURADAS
3. Nada mais oposto ao espírito e a letra da civilização ocidental cristã.
O Espetáculo cruel que a Espanha, “orgulhosamente”, marca como algo muito triste, e oferece aos selvagens engravatados, criando um espírito de idiotia coletivo, que bate palmas em vez de chorar e de se revoltar por tanta insensatez. Pois é a Espanha que se orgulha das nefastas touradas...Uma de suas marcas de prestígio (!!)
As touradas são insofismáveis marcas de decadência e de selvageria primitiva.
Não é civilizado ver maltratar animais, com requintes de crueldade, para divertir a plebe e engordar os cofres dos algozes, sem atender aos limites da ética do respeito à vida. A ética precisa ter espaço no mundo financeiro.
O turista paga para ver atrocidades contra animais maltratados até à morte mais ignominiosa, que um ser vivo pode ter: ante os aplausos doentios da platéia desvairada. O orgulho do toureiro matador não é desvio de caráter?
4. Assisti a uma tourada em Madri em 1992. Confesso que fiquei enojado.
Ante os gritos e aplausos histéricos da platéia, senti-me quase num manicômio. Espetáculo degradante para a espécie humana, que não se despiu da brutalidade bárbara, doentia e irracional.
Nunca mais.
A tourada é uma reminiscência trágica e tétrica de uma sociedade bruta e violenta, onde a força bruta suplanta a força da razão, da solidariedade, da convivência sã, cooperativa e respeitosa aos Direitos de cada um.
A tourada é um resquício antológico e arqueológico de uma sociedade sem leis, onde a lei do tacape, do porrete e do apedrejamento garantiam a vantagem dos mais fortes, ou mais cruéis.
É resquício dos tempos dos vitoriosos, que cantavam vitória, em cima de milhares de cadáveres, que deixavam milhares de mulheres viúvas e sós, com muitos milhares de filhos órfãos, morrendo à míngua e ao desamparo; milhares de noivas condenadas à solidão. A ambição era resolvida, no fio da espada ou da adaga, na sagacidade cruel, em vez de se pensar na solidariedade, entre todos, pois que o sol nasce todos os dias, para todos.
5. As touradas denunciam que, escondido debaixo de uma máscara de civilização, existem milhares e perigosas feras humanas sanguinárias. São os lobos com pele de ovelha. A Civilização, para muitos, é uma fantasia para burlar os incautos. As touradas são aponta de um icebergue social, que preserva a crueldade em seus subterrâneos. É arma disponível numa guerra mascarada de entretenimento fantasiado; é um culto à atrocidade.
A sociedade precisa redescobrir o outro, como parte da grande orquestração universal. A força da solidariedade universal entre todos os viventes, racionais e irracionais, animais ou vegetais e até dos minerais.
Solidariedade envolve respeito a toda a natureza, no solo, no subsolo, nas águas, no ar e no espaço sideral.
No entanto, quem aplaude e quem promove esses espetáculos degradantes das touradas, jamais saberá o que é solidariedade universal.
A tourada é o símbolo mais degradante e atroz do imbecil coletivo, egoísta, sádico, que não sabe ver a beleza da natureza, em sua totalidade, orquestrada e articulada, onde toda a vida se relaciona, em dimensões intercomplementares e interdependentes.
III – MUDANÇA E O CAMINHO DA VIDA
6. A Espanha, como país civilizado, há muito deveria ter derrubado essas arenas sanguinárias e bárbaras. Enquanto não fizer, manter-se-á na época pré-histórica da barbárie. Manter esse rentável monumento à decadência social é atitude degradante e lastimável.
O que se faz com os fogosos e belos bois, espicaçando-os até à morte atroz, numa sangreira repugnante, facilmente se fará nas arenas da vida de nosso mundo pseudo-civilizado. Continuarão sendo espalhados cadáveres morais por nossas ruas, residências e palácios. Pelas mãos da justiça, da política e da economia, onde os mais fracos serão espicaçados até sangrarem ante os aplausos e apupos da plebe insana.
Na vigência da lei do mais forte, a vítima poderá facilmente ser condenada como culpada e o criminoso poderá ser indenizado e glorificado.
Não é de hoje que a vítima passa por culpado.
Assim se produzem milhares de cadáveres adiados que perambulam pelas ruas, sós, alienados da vida e da solidariedade.
As touradas são um dos muitos paradoxos que a Espanha precisa ter coragem de esmagar, pondo algo positivo no seu lugar. Seja oferecido ao povo um entretenimento que eleve a humanidade; não algo degradante e decadente.
Não há mal que não se acabe e nem bem que sempre dure.
7. Por isso deve ser saudado, por toda a civilização ocidental, a coragem da CATALUNHA, por ter conseguido aprovar uma lei que risca da paisagem Catalã essa triste ignomínia das sanguinárias e abomináveis touradas.
Parabéns Catalunha. Vocês derrubaram um pobre ídolo de ouro que envergonha a nossa civilização. A Catalunha libertou-se do lado sádico de alguns castelhanos. Mostrou que a soberania é uma condição de sanidade de toda a comunidade Catalã, que não compartilha com a prepotência dos senhores que riem do povo e de suas forças humanitárias.
Não deixem reverter tão auspiciosa e histórica decisão. Logo outras regiões autônomas lhes seguirão o exemplo, em boa hora afixado no sentimento coletivo do povo consciente. Esta é mais uma batalha ganha pela civilização humana.
A tourada espanhola deve ser considerada como uma grande alegoria trágica da modernidade coisificante, que vai manietando e matando, estuprando cruelmente a alma do mundo.
Precisamos libertar a nossa civilização de seus entulhos sádicos e decadentes.
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
FRACASSO DA "DEMOCRACIA" PORTUGUESA
Recebi este texto , por email , sem indicação do autor ; mas à revelia do "autor" , subscrevo-o na totalidade (bem podia ter sido eu a escrevê-lo !!!).
"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras , que chegam ao topo , dizendo ter formação , que nunca adquiriram (Olá ! camarada Sócrates ... Olá ! Armando Vara ...) , que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico , burro e embrutecido .
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa , desde o 25 de Abril distribuiu casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas , em que estes últimos , em atitude de gratidão , passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" (Olá ! Batista Bastos ... ainda és comunista ?!) na sua dignidade profissional , a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos , destinados a gente carenciada , mais honesta que estes bandalhos .
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER . Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os poderes forjados pelos políticos e pelo poder judicial . Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos , rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido . Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades .
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos .
A justiça portuguesa não é apenas cega . É surda , muda , coxa e marreca .
Portugal tem um défice de responsabilidade civil , criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro , e nenhum português se preocupa com isso , apesar de pagar os custos da morosidade , do secretismo , do encobrimento , do compadrio e da corrupção . Os portugueses , na sua infinita e pacata desordem existencial , acham tudo "normal" e encolhem os ombros . Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim , ponto final , assunto arrumado , não se fala mais nisso . Vivemos no país mais inconclusivo do mundo , em permanente agitação sobre tudo e sem se concluir nada .
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia , que se sabe que , nada acaba em Portugal , nada é levado às últimas Consequências , nada é definitivo e tudo é improvisado , temporário , desenrascado .
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia , foi crime , não foi crime , ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia , sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias , nem o que verdadeiramente se passou , nem quem são os criminosos ou quantos houve .
Tudo o que temos direito são informações caídas a conta gotas ,pedaços de enigma ,peças do quebra-cabeças . E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal , e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas" , como se vivêssemos ainda em ditadura .
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas . Apesar dos jornais e das televisões , dos blogues , dos computadores e da Internet , apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre , continuamos sem saber nada , e esperando nunca vir a saber , com toda a naturalidade .
Do caso Portucale à Operação Furacão , da compra dos submarinos às escutas ao primeiro ministro , do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna , da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas , de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais , da Braga Parques ao grande empresário Bibi , das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho , há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis alegados , muitos alegados crimes , acabem por ser investigados , julgados e devidamente punidos ?
Vale e Azevedo pagou por todos ?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza , com o vírus da sida ?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado no parque aquático ?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico ?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal , o mesmo padre Frederico , acabou a passear no Calçadão de Copacabana ?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal ?
Em todos estes casos , e muitos outros menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes , a verdade a que tivemos direito , foi nenhuma .
No caso McCann , cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível , alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém ?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria o pai biológico da criança , contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância .
E a miúda desaparecida na Figueira ? O que lhe aconteceu ? E todas as crianças desaparecidas antes delas , quem as procurou ?
E o processo do Parque , onde tantos clientes buscavam prostitutos , alguns menores , onde tanta gente "importante" estava envolvida , o que aconteceu ?
Arranjou-se um bode expiatório , foi o que aconteceu .
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo ? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante" , jogadores de futebol , milionários , políticos , onde estão ? Foram destruídas ? Quem as destruiu e porquê ?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal , onde é que isso pára ?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz , apeado por causa de um pequeno crime sem importância , o da cunha para a sua filha .
E aquele médico do Hospital de Santa Maria , suspeito de ter assassinado doentes por negligência ? Exerce medicina ?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a jusiça portuguesa não é apenas cega , é surda , muda , coxa e marreca .
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo , todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento .
Ninguém quer saber a verdade . Ou pelo menos , tentar saber a verdade .
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia , nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram , abusam e abusarão de crianças em Portugal , sejam rapazes ou raparigas , visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra .
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de coorporações e famílias , de eminências e reputações , de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade .
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa ."
"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras , que chegam ao topo , dizendo ter formação , que nunca adquiriram (Olá ! camarada Sócrates ... Olá ! Armando Vara ...) , que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico , burro e embrutecido .
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa , desde o 25 de Abril distribuiu casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas , em que estes últimos , em atitude de gratidão , passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" (Olá ! Batista Bastos ... ainda és comunista ?!) na sua dignidade profissional , a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos , destinados a gente carenciada , mais honesta que estes bandalhos .
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER . Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os poderes forjados pelos políticos e pelo poder judicial . Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos , rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido . Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades .
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos .
A justiça portuguesa não é apenas cega . É surda , muda , coxa e marreca .
Portugal tem um défice de responsabilidade civil , criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro , e nenhum português se preocupa com isso , apesar de pagar os custos da morosidade , do secretismo , do encobrimento , do compadrio e da corrupção . Os portugueses , na sua infinita e pacata desordem existencial , acham tudo "normal" e encolhem os ombros . Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim , ponto final , assunto arrumado , não se fala mais nisso . Vivemos no país mais inconclusivo do mundo , em permanente agitação sobre tudo e sem se concluir nada .
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia , que se sabe que , nada acaba em Portugal , nada é levado às últimas Consequências , nada é definitivo e tudo é improvisado , temporário , desenrascado .
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia , foi crime , não foi crime , ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia , sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias , nem o que verdadeiramente se passou , nem quem são os criminosos ou quantos houve .
Tudo o que temos direito são informações caídas a conta gotas ,pedaços de enigma ,peças do quebra-cabeças . E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal , e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas" , como se vivêssemos ainda em ditadura .
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas . Apesar dos jornais e das televisões , dos blogues , dos computadores e da Internet , apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre , continuamos sem saber nada , e esperando nunca vir a saber , com toda a naturalidade .
Do caso Portucale à Operação Furacão , da compra dos submarinos às escutas ao primeiro ministro , do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna , da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas , de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais , da Braga Parques ao grande empresário Bibi , das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho , há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis alegados , muitos alegados crimes , acabem por ser investigados , julgados e devidamente punidos ?
Vale e Azevedo pagou por todos ?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza , com o vírus da sida ?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado no parque aquático ?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico ?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal , o mesmo padre Frederico , acabou a passear no Calçadão de Copacabana ?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal ?
Em todos estes casos , e muitos outros menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes , a verdade a que tivemos direito , foi nenhuma .
No caso McCann , cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível , alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém ?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria o pai biológico da criança , contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância .
E a miúda desaparecida na Figueira ? O que lhe aconteceu ? E todas as crianças desaparecidas antes delas , quem as procurou ?
E o processo do Parque , onde tantos clientes buscavam prostitutos , alguns menores , onde tanta gente "importante" estava envolvida , o que aconteceu ?
Arranjou-se um bode expiatório , foi o que aconteceu .
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo ? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante" , jogadores de futebol , milionários , políticos , onde estão ? Foram destruídas ? Quem as destruiu e porquê ?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal , onde é que isso pára ?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz , apeado por causa de um pequeno crime sem importância , o da cunha para a sua filha .
E aquele médico do Hospital de Santa Maria , suspeito de ter assassinado doentes por negligência ? Exerce medicina ?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a jusiça portuguesa não é apenas cega , é surda , muda , coxa e marreca .
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo , todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento .
Ninguém quer saber a verdade . Ou pelo menos , tentar saber a verdade .
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia , nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram , abusam e abusarão de crianças em Portugal , sejam rapazes ou raparigas , visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra .
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de coorporações e famílias , de eminências e reputações , de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade .
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa ."
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
(Vaidade, vaidades, tudo é vaidade)
O autor deste texto é *João Pereira Coutinho
*,
jornalista. Vale a pena ler!
O autor deste texto é *João Pereira Coutinho
*,
jornalista. Vale a pena ler!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida
dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade !" Bom, e os Gregos, para quem a justa medida era própria do homem virtuoso (Aristóteles!)
dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade !" Bom, e os Gregos, para quem a justa medida era própria do homem virtuoso (Aristóteles!)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
TERRORISMO
Mahatma Gandhi , foi por mais de uma vez , metido na prisão , pelas autoridades coloniais britânicas , acusado de actividades terroristas .
Nelson Mandela esteve preso , acusado de actividades terroristas , durante quase 30 anos , por lutar contra o regime racial sul-africano do « apartheid » .
A mais recente campanha do Estado de Israel na Faixa de Gaza , foi iniciada , com a justificação de que os cidadãos israelitas são constantemente aterrorizados pelo Hamas , considerado uma organização terrorista ! Pelos vistos , Israel já se esqueceu do que é que organizações como o IRGUM e o STERN fizeram na PALESTINA , para construir o ESTADO que tanto queriam : a explosão do Hotel king David e de aldeias palestinianas !
Curiosamente , quando os Judeus do gueto de Varsóvia se revoltaram contra aquilo que os Nazis lhes faziam , estes esmagaram a revolta , com a justificação de que os Judeus eram ... enfim ... o leitor que adivinhe !!!
Mahatma Gandhi , foi por mais de uma vez , metido na prisão , pelas autoridades coloniais britânicas , acusado de actividades terroristas .
Nelson Mandela esteve preso , acusado de actividades terroristas , durante quase 30 anos , por lutar contra o regime racial sul-africano do « apartheid » .
A mais recente campanha do Estado de Israel na Faixa de Gaza , foi iniciada , com a justificação de que os cidadãos israelitas são constantemente aterrorizados pelo Hamas , considerado uma organização terrorista ! Pelos vistos , Israel já se esqueceu do que é que organizações como o IRGUM e o STERN fizeram na PALESTINA , para construir o ESTADO que tanto queriam : a explosão do Hotel king David e de aldeias palestinianas !
Curiosamente , quando os Judeus do gueto de Varsóvia se revoltaram contra aquilo que os Nazis lhes faziam , estes esmagaram a revolta , com a justificação de que os Judeus eram ... enfim ... o leitor que adivinhe !!!
A imprensa anda cheia de histórias horrorosas de abusos sexuais na Áustria , após escândalos de pedofilia na Bélgica e em Portugal . Perante isto , muitos se interrogam : como pode tal acontecer em países tão desenvolvidos ?
Esta dúvida nasce de um grave erro no conceito de desenvolvimento . A sociedade actual teve um notável avanço cumulativo , nos campos técnico e económico e isso leva muitos a generalizar a visão progressista , a campos onde ela já não é válida . No campo da Arte e do Pensamento , será que avançámos , desde Aristóteles , Bach , Dante ou Shakespeare ? Aí , o novo não é melhor só por ser novo . A técnica até fez Hitler pior do que ... Átila ! Na Moral , é o mesmo ! Registámos ganhos notáveis em campos como os Direitos Humanos e Ética Social , mas noutras áreas , piorámos bastante . Na Moral Sexual , onde os nossos antepassados tinham orientações claras , assiste-se à maior confusão de critérios ; pode rejeitar-se , mas não se pode negar esta evolução . Por enquanto , a violação e a pedofilia ainda são repudiadas , mas , tudo o mais , é não só permitido , mas ... recomendado ! Isto não se deve ao nosso amor à liberdade , pois este é um dos poucos assuntos em que tal se verifica ; no tabaco e no trânsito , no trabalho como na alimentação , tudo é espartilhado por portarias e regras . O politicamente correcto diz-nos como pensar , mas no campo sexual , vive-se não liberdade , mas desorientação ! Por isso , não é surpresa que a nossa sociedade « civilizada » gere tais atrocidades , raras nas tribos primitivas !
Deu muito trabalho ... chegar a este nível de depravação !!!
Esta dúvida nasce de um grave erro no conceito de desenvolvimento . A sociedade actual teve um notável avanço cumulativo , nos campos técnico e económico e isso leva muitos a generalizar a visão progressista , a campos onde ela já não é válida . No campo da Arte e do Pensamento , será que avançámos , desde Aristóteles , Bach , Dante ou Shakespeare ? Aí , o novo não é melhor só por ser novo . A técnica até fez Hitler pior do que ... Átila ! Na Moral , é o mesmo ! Registámos ganhos notáveis em campos como os Direitos Humanos e Ética Social , mas noutras áreas , piorámos bastante . Na Moral Sexual , onde os nossos antepassados tinham orientações claras , assiste-se à maior confusão de critérios ; pode rejeitar-se , mas não se pode negar esta evolução . Por enquanto , a violação e a pedofilia ainda são repudiadas , mas , tudo o mais , é não só permitido , mas ... recomendado ! Isto não se deve ao nosso amor à liberdade , pois este é um dos poucos assuntos em que tal se verifica ; no tabaco e no trânsito , no trabalho como na alimentação , tudo é espartilhado por portarias e regras . O politicamente correcto diz-nos como pensar , mas no campo sexual , vive-se não liberdade , mas desorientação ! Por isso , não é surpresa que a nossa sociedade « civilizada » gere tais atrocidades , raras nas tribos primitivas !
Deu muito trabalho ... chegar a este nível de depravação !!!
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
« NOTÍCIA RECENTE : « só três em cada dez portugueses sabem o que são cuidados paliativos . » O que significa isto ? Que o jornalista é parvo ! Toda a gente sabe o que é cuidar de uma pessoa que está a morrer ! O que muitos portugueses desconhecem , é o termo técnico que um punhado de especialistas deu a algo que se faz , desde que o mundo é mundo ! Os jornais hoje , acham que devemos saber essas coisas . O nosso tempo tem uma confiança cega nas possibilidades científicas da regulação da nossa existência . A vida tem de ser vivida dentro de um espartilho de teorias e modelos , técnicas e diagnósticos , regulamentos e sondagens , rigor científico e solidez epistemológica ; tudo muito bem intencionado , só querendo melhorar a nossa existência ! Que vida tão boa eles querem que vivamos ... ! A verdade é que já nem temos poder sobre o nosso almoço ! Amontoam-se os especialistas que sabem tudo o que deveríamos comer . Directrizes comunitárias já se arrogam o direito de eliminar alguns dos nossos petiscos favoritos e , agora , pelos vistos , até querem ensinar-nos a morrer ! Peço desculpa , mas até fico contente por tanta gente , em Portugal , não ligar à moda cultural do momento e , isto não significa desprezo pelo valor daquilo que as ciências , técnicas e políticas têm para nos dar ! Quando eu morrer , espero ter por perto um especialista em cuidados paliativos , mas muito mais importante , espero estar rodeado da minha família e amigos , num clima de amor e elevação . Não afogado em peritos que andaram anos na Universidade , para aprenderem a maneira como eu devia bater a bota ! »
« Eram respeitados ! Eram escutados ! Sabedoria saía dos seus lábios ; eram sinónimo de sábios ! Hoje , são depositados em lares , simplesmente abandonados pelos seus familiares , ao cuidado ... de empregados ! Que vergonha , homem monstruoso ! Para ti , tudo é descartável , até mesmo ... o sábio idoso ! »
« Houve tempos em que os velhos , quando deixavam de ser úteis , eram levados para o cume de uma alta montanha , e aí eram abandonados , até que a morte se compadecesse deles , e ... os levasse ! Conta-se que um dia , um homem , tendo chegado à conclusão de que o pai já nada tinha para lhe dar , a não ser...complicações , preparou e empreendeu a dita viagem , com o pai , até ao alto da montanha ; aí chegados , entregou ao pai uma manta quentinha , para que ele não passasse frio , no pouco tempo que lhe restava de vida . Quando já iniciava a descida , de regresso a casa , o pai chamou-o ; tinha na mão , metade da manta e disse-lhe : filho , leva ao menos , metade desta manta quentinha , pois pode acontecer que , quando chegar a tua vez , o teu filho não tenha uma , para te deixar ! Então o homem , comovido , abraçou o pai com tanto , tanto carinho e levou-o de volta , para casa...nunca mais o abandonando ! »
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
« A 10 de Novembro -faz hoje 70 anos -teve início a primeira deportação para os campos de concentração: trinta mil homens e rapazes. Nos anos que se seguiram, seriam enviados e exterminados seis milhões, agora também mulheres, crianças, idosos e doentes. O holocausto incluiu ainda perseguições a muitos mais, experiências médicas dantescas e outros infernos indescritíveis. Quando o mundo acordou, era incapaz de se olhar no espelho.
Como foi possível isto acontecer num continente onde a democracia já se implantara? Através de intolerância para com quem não pensa como nós, do preconceito contra quem é diferente de nós, do abuso de um poder que não é nosso, que apenas nos foi confiado. Foi assim que tudo começou.
NÃO NOS PODEMOS ESQUECER! »
Como foi possível isto acontecer num continente onde a democracia já se implantara? Através de intolerância para com quem não pensa como nós, do preconceito contra quem é diferente de nós, do abuso de um poder que não é nosso, que apenas nos foi confiado. Foi assim que tudo começou.
NÃO NOS PODEMOS ESQUECER! »
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Uma sociedade que não respeita os seus animais, só pode estar em vias de extinção! Esta sociedade actual, já não respeita nada, ninguém e muito menos os animais; por isso mesmo, só pode estar a caminhar a passos largos, para a sua auto-destruição. Era bom que lhe déssemos um empurrãozito e começássemos a pensar... num novo modelo!
Decididamente, existem pessoas que não gostam nada de mim. Por vezes, é um sentimento recíproco; outras vezes, dói muito!... Eu não quero que me aceitem; só gostava que me admitissem como eu sou, com as minhas diferenças.
Deixem-me só proteger o meu espaço e as minhas ideias! Permitam-me, ao menos, que seja dono do meu espaço e das minhas opiniões ou convicções!
Penso que não é pedir muito..., ou será?
Deixem-me só proteger o meu espaço e as minhas ideias! Permitam-me, ao menos, que seja dono do meu espaço e das minhas opiniões ou convicções!
Penso que não é pedir muito..., ou será?
domingo, 10 de agosto de 2008
Há uns tempos atrás, eu dizia que a única maioria a que pertencia era ser do Benfica; hoje, sei que a única maioria com que me identifico, é a dos desprotegidos e marginalizados desta sociedade!
Definitivamente, perdi o combóio desta democracia; é do outro lado da barricada que me encontro!
Também eu tive um sonho!
Agora, estou de volta à realidade...
Definitivamente, perdi o combóio desta democracia; é do outro lado da barricada que me encontro!
Também eu tive um sonho!
Agora, estou de volta à realidade...
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