domingo, 10 de novembro de 2013

Receitas de camarão

Existem muitas receitas de camarão que, sem dúvida, é o crustáceo mais consumido e apreciado de todo o mundo. Cada vez mais acessível pela sua criação em cativeiro, o que não fica a dever nada ao produto in natura; apesar da sua coloração diferenciada, é muito difícil notar alguma diferença em sabor ou textura.

Aqui encontra muitas receitas de camarão, desde o 7 barbas até ao famoso "camarão pistola". Vá até à peixaria, escolha o seu tipo favorito e prepare a receita de sua preferência, que encontra logo abaixo.
Bom camarão!



Receitas de Camarão do acervo CyberCook

Bobó de Camarão
Camarão na Moranga
Risoto de Camarão
Arroz com Camarão
Coquetel de camarão
Camarão Empanado com Molho Agridoce
Lasanha ao Molho de Camarão Deliciosa
Moqueca de Camarão
Arroz Negro com Camarão e Lulas
Ebi Sakamushi - Camarão no Vapor com Saquê
Espaguete Mediterrâneo de Camarões
Escondidinho de camarão do Bar Original
Estrogonofe de Camarão
Estrogonofe de Camarão Especial
Camarão à Grega
Camarão ao Thermidor à Valentini
Camarão com Requeijão
Estrogonofe de Camarão de Micro-ondas
Camarão ao Creme de Queijo com Azeitonas e Palmito
Camarão Cantonês
Camarão Empanado e Molho Tártaro
Fondue de Camarão
Camarão Flambado ao Molho Bisque
Camarão à Chinesa
Camarões empanados em Tapioca
Curry de Camarão (Birmânia)
Abobrinha à Chinesa com Camarão
Bobó de Camarão com Mandioquinha
Camarão à Chinesa Light
Camarão à Francesa
Camarão ao Creme
Camarão ao creme de manga
Camarão Carioca
Camarão Grelhado no Espeto
Camarão no Coco Verde
Camarões ao Forno com Bacalhau
Camarões Ao Vinho Tinto
Camarões de Festa
Casquinha de Camarão
Camarão ao Creme de Queijo
Talharim com Camarão
Abacaxi recheado com Camarão
Camarão com Mussarela
Camarão de Cannes
Camarões à Baiana
Casquinha de Camarão com Mostarda
Panqueca de Camarão ao Molho Branco
Cuscuz de Camarão
Camarão ao Curry
Camarão à Créole
Camarão à New Orleans
Camarão à Paraense
Camarão à Provençal
Camarão a Taj-Mahal
Camarão à Veneziana
Camarão ao Abacate
Camarão à Paulista
Camarão ao Curry com Chutney de Frutas
Camarão Capixaba
Camarão Capri
Camarão com Aguardente
Camarão com Champagne
Camarão com manteiga de Maracujá
Camarão com Mel e Alecrim
Camarão com Coco
Camarão com Vinho Branco
Camarão Grelhado ao Molho de Ervas

Daveed - Tango and Irene Sheri - paintings

Mark Knopfler - Romeo and Juliet

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A broa dos velhos

Por Alberto Pinto Nogueira

A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo,
diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o
país era sustentado por estrangeiros.

Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que
Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir
nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com
lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes
princípios democráticos e republicanos que a inspiraram.

O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a
Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o
Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria
dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.

O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de
vivos e de mortos.

A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em
1928.

Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria
Justiça ao Povo.

Ingenuidade, logro e engano.

Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas
públicas.

Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de
futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e
inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de
crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011.

O governo arrasa tudo. Governa para a troika e obscuros mercados. Sustenta
bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.

Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de
anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o
governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as
que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma
matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel-
prazer.

É um fora de lei.

Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou
a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que,
sem senso, a não interpretam a seu jeito!!!

Os empregados da troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

Mete a faca na broa dos velhos.

Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014,
de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o
Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?

Alberto Pinto Nogueira é Procurador-Geral – Adjunto

O REGRESSO DAS DIFICULDADES - Hélder Pacheco


Nos tempos em que os animais falavam da minha infância na Vitória, nada se deitava fora. Nada se perdia e tudo se transformava.

Nos sapatos punham-se meias solas e “protectores”, para não gastar tacões e biqueiras. Os fatos e sobretudos viravam-se. Colarinhos e punhos das camisas eram mudados. Os buracos das calças remendavam-se, aproveitando o pano de outros sítios (chamava-se pôr fundilhos) e os das peúgas eram cosidos por mãos de fada, até ficarem rendas. As malhas das meias «de vidro» eram apanhadas por «apanhadeiras» instaladas em vãos de portas. E até as gravatas eram viradas.

Mudando a geografia: tachos, panelas e jarros levavam «pingos» de solda quando furados e os fundos, quando gastos, eram substituídos. O mesmo sucedia com recipientes de metal, incluindo penicos. No caso da louça, pratos, travessas e tampas partidos, eram reconstruídos usando «gatos» de arame. Para quem os possuía, quando os pneus dos automóveis ficavam carecas, mandavam-se recauchutar.

De comidas aproveitava-se tudo. Do jantar para a ceia. De um dia para o outro. Deitar fora (sobretudo pão) era considerado pecado, e deixar no prato absolutamente proibido. Faziam-se prodígios com espinhas e peles de peixe (especialmente bacalhau), ossos e cartilagens dos animais.

A geração para quem Vigo era o estrangeiro e a praia no Molhe, as férias possíveis, que, nos tempos da II Guerra e do pós-Guerra limpou o cu a papel de jornal, habituada ao sacrifício, poupança e a usar a imaginação para sobreviver, conhece os contornos da situação para que o país está a ser empurrado. E, acima de tudo, não pode deixar de sentir desprezo pelos que, prometendo o paraíso, se serviram dele para agora defenderem o inferno como única solução para erros e crimes cometidos em nome da Democracia.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cozido feito no pão caseiro !


Restaurante Adega Monhé em Santa Maria da Feira
Restaurante intimista, com cozinha à vista, onde os sabores portugueses e africanos surgem lado a lado, confeccionados com saber e numa variedade assinalável. O serviço é atencioso e simpático e a garrafeira suficiente. Além de servir à carta, oferece um buffet generoso com várias opções de entradas, primeiros e segundos pratos.

Rua Dr. Elísio Castro, 55
4520-213 Santa Maria da Feira
Telfone: +351 256 375 412





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CARTA AOS 19%
(Ricardo Araújo Pereira)

Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.

Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.

Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.

Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.

Relaxing music

domingo, 22 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Intervenção do Deputado António Filipe do PCP em 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.



Aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório - toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade.

Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.*
Isto é a realidade! Está documentado!

Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.

Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo!

Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(...)"

SABEM QUEM ERA O GOVERNO PORTUGUÊS EM 1987 E QUE VOTOU CONTRA?

ERA CAVACO SILVA!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mais um Grito do meu amigo Augusto Canetas



Estúpido negócio




Mês de Agosto, ano 2013,

admirável palha

que CHOCA o país em estado de guerra

na forma de guerrilha acendalha!

Labaredas, terra queimada de mão em mão

pela avidez declarada do farnel…

terrorismo incendiário,

entre eles impera a causa do papel…



A noite está calma, o vento sopra de afeição,

O pirómano,

pela calada verdejante inflamável

à marcação planeada

celebra a extensão da linha horizontal

sobre apreciação do rentável rastilho,

dá azo à devastação do património fatal.



Silêncio camuflado ao assalto,

quantos mortos? Quantos feridos?

Quanto património, quanta pobre gente de bens delidos?



Espectacular negócio instituído na leva desta sociedade

Conspurcada,

Que ministério da administração interna é este,

que fecha os olhos

A esta vergonhosa manobra de conveniência encetada?



Gosto na televisão, ver as labaredas no céu!

Quando eu for grande quero ser incendiário. – se Deus quiser -

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Carne deve ser eliminada da alimentação ... JÁ.

"Cada pedaço de carne que comemos, é uma bofetada na face manchada de lágrimas de uma criança com fome.

A carne mata animais, mata-nos e vai matando as nossas economias (a título de exemplo, a MEDICARE já levou à falência os EUA, necessitando de 8 triliões de dólares investidos em títulos do Tesouro só para liquidação de juros) ... As Universidades de Cornell e Harvard afirmam que a quantidade ideal de carne numa dieta saudável é precisamente "ZERO".

A água é o novo petróleo; em breve as nações irão iniciar guerras por ela. As reservas subterrâneas que demoraram milhões de anos para encher estão agora secas; são necessários 50.000 litros de água para produzir uma kilo de carne.

Atualmente, há 1 bilião de pessoas famintas e 20 milhões morrerão de má nutrição; se diminuíssemos o consumo de carne em 10%, seria possível alimentar 100 milhões de pessoas. Eliminando totalmente a carne do nosso cardápio, a fome seria erradicada para sempre.

Se toda a população mundial seguisse o tipo de dieta ocidental, seriam necessários 2 planetas para suprir as nossas necessidades alimentares, mas só temos um planeta e está a morrer.

Os países pobres vendem os seus grãos ao ocidente enquanto as suas crianças morrem de fome nos seus braços e o ocidente dá esses grãos ao gado para que nós possamos comer um bife? Será que mais ninguém vê isto como um crime?

A Terra pode produzir o suficiente para suprir as necessidades de todos mas não o suficiente para alimentar a ganância de cada um.

As armas de destruição em massa são as nossas facas e garfos.

Os animais não são apenas uma outra espécie; são outra nação! E nós? Somos assassinos que apenas nos preocupamos com a nossa vontade e satisfação.

A Paz não é apenas ausência de guerra; é a presença da justiça. A justiça tem que ser cega à raça, cor, religião ou espécie. Se não for cega, será uma arma de terror. E hoje à noite há terror inimaginável nesses "Guantánamos" horríveis a que nós chamamos de fábricas de animais ou matadouros.

Retiremos os animais dos menus e destas câmaras de tortura. Defendamos aqueles que não têm voz.

Desafio:
A carne causa um amplo leque de cancros e doenças cardíacas. Será que alguém pode enumerar uma doença causada por uma dieta vegetariana?"

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Philip Wollen, filantropo australiano, patrocinador de diversas ONG´s designadamente GREENPEACE, SEA SHEPARD entre outras, financiou a produção do filme "A trilogia dos Terráqueos".

Num discurso brilhante, aquando de uma conferência que decorreu no St James Ethics Centre and the Wheeler Centre, em Melbourne (Austrália), fez um apelo emocionante pela defesa dos animais, pedindo às pessoas que os tirem dos seus pratos.

"Os animais têm que sair do cardápio ... porque esta noite gritam aterrorizados em matadouros e jaulas ... Eu ouvi os gritos de desespero do meu pai enquanto o cancro o consumia e tomei consciência de que já tinha ouvido aqueles gritos antes ... no matadouro. Olhos arrancados com facas, os tendões cortados ... nos navios para o Oriente Médio com uma baleia a bordo que agoniza enquanto um arpão japonês desfaz o seu cérebro enquanto ainda grita pela sua cria; esses gritos eram os gritos do meu pai."

Os direitos dos animais são hoje o maior assunto de justiça social, desde a abolição da escravatura. Sabiam que existem no mundo mais de 600 milhões de vegetarianos? São mais do que a população dos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Se fossemos uma nação, seríamos do que os 27 países da União Europeia. Apesar desta enorme pegada, ainda somos tidos como impercetíveis pelas vozes estridentes dos cartéis da morte e da caça, que acreditam que a violência é a resposta quando esta nem sequer deveria ser a pergunta.

São 10 minutos absolutamente tocantes e inspiradores. Vejam e encorajem todos a ver!



E já agora, pelo menos 1 dia por semana, tentem por em prática, reduzindo gradualmente o consumo dos nossos semelhantes, afinal também somos animais. Faz muita, muita diferença.

terça-feira, 16 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

Azeite contra a osteoporose



Guarde bem este nome: oleuropeína. É a substância, encontrada no azeite extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose - doença que acelera a perda de massa óssea.

O cálcio que se cuide, porque o seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder o seu lugar de destaque como protetor dos ossos - muito longe disso. A questão é que a ciência descobriu um forte concorrente para dividir com ele essa prestigiada posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite .

Um estudo da Universidade de Córdova, em Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la , portanto, traria imensas vantagens para manter o arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.

O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente - explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína. Aos 30 anos o nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la - nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer.

Bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância.

De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for posto ao lume, perde grande parte das suas qualidades.

E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção:

A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído.

Dra. Maria Dora Ruiz Temoche

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os três pastorinhos e a greve dos professores


in Público,
5 de Junho de 2013

Santana Castilho *

Depois do presidente Cavaco, que não é palhaço como sugeriu Miguel Sousa Tavares, ter atribuído à Nossa Senhora de Fátima a inspiração da trindade que nos tutela para fechar a sétima avaliação, vieram três pastorinhos (Marques Mendes, Portas e Crato) pregar no altar do cinismo, a propósito da greve dos professores: “ … marcar uma greve para coincidir com o tempo dos exames nacionais … não é um direito … é quase criminoso … é uma falta de respeito … ” (Marques Mendes); “… se as greves forem marcadas para os dias dos exames, prejudicam o esforço dos alunos, inquietam as famílias …” (Portas);“… lamentamos que essa greve tenha sido declarada de forma a potencialmente criar problemas aos nossos jovens, na altura dos exames …”(Crato). Marques Mendes “redunda” quando afirma que a greve é um direito constitucional. Mas depois qualifica-a de abuso e falta de respeito. Que propõe? Que se ressuscite o papel selado para que Mário Nogueira e Dias da Silva requeiram ao amanuense Passos a indicação da data que mais convém à troika? Conhecerá Portas greves com cores de arco-íris, acetinadas, que sejam cómodas para todos? Que pretenderia Crato? Que os professores marcassem a greve às aulas que estão a terminar? Ou preferia o 10 de Junho? A candura destes pastorinhos comove-me. Sem jeito para sacristão, chega-me a decência mínima para lhes explicar o óbvio, isto é, que os professores, humilhados como nenhuma outra classe profissional nos últimos anos, decidiram, finalmente, dizer que não aceitam mais a desvalorização da dignidade do seu trabalho.

Porque se sentem governados por déspotas de falas mansas, que instituíram clandestinamente um estado de excepção.
Porque, conjuntamente com os demais funcionários públicos, se sentem alvo da raiva do Governo, coisas descartáveis e manipuláveis, joguetes no fomento das invejas sociais que a fome e o desemprego propiciam.
Porque têm mais que legítimo receio quanto à sobrevivência do ensino público.
Porque viram, na prática, os quadros de nomeação definitiva pulverizados pelo arbítrio.
Porque rejeitam a vulgarização da precariedade como forma de esmagar salários e promover condições laborais degradantes.
Porque foram expedientes perversos de reorganização curricular, de aumento do número de alunos por turma e de cálculo de trabalho semanal que geraram os propalados horários-zero, que não a diminuição da natalidade, suficientemente compensada pelo alargamento da escolaridade obrigatória e pela diminuição da taxa de abandono escolar.
Porque a dignidade que reivindicam para si próprios é a mesma que reclamam para todos os portugueses que trabalham, sejam eles públicos ou privados.
Porque sabem que a tragédia presente de professores despedidos será o desastre futuro dos estudantes e do país.
Porque a disputa por que agora se expõem defende a sociedade civilizada, as famílias e os jovens.

Rejeito a modéstia falsa para afirmar que poucos como eu terão acompanhado o evoluir das políticas de educação dos últimos tempos. Outorgo-me por isso autoridade para afirmar que é irrecuperável a desarmonia entre Governo e professores. A confiança, esse valor supremo da convivência entre a sociedade civil e o Estado, foi definitivamente ferido de morte quando a incultura, a falta de maturidade política e o fundamentalismo ideológico de Passos, Gaspar e Crato trouxeram os problemas para o campo da agressão selvagem. Estes três agentes da barbárie financeira vigente confundiram a legitimidade eleitoral, que o PSD ganhou nas urnas, com a legitimidade para exercer o poder, que o Governo perdeu quando escolheu servir estrangeiros e renegar os portugueses e a sua Constituição. Com muitos acidentes de percurso, é certo, a Nação cimentada pela gestão solidária de princípios e valores de Abril está a ser posta em causa por garotos lampeiros, apostados em recuperar castas e servidões. Alguém lhes tem que dizer que a educação, além de direito fundamental, é instrumento de exercício de soberania. Alguém lhes tem que dizer que princípios que o Ocidente levou séculos a desenvolver não se podem dissolver na gestão incompetente do orçamento. Alguém lhes tem que dizer que o desemprego e a fome não são estigmas constitucionais. Que sejam os professores, que no passado se souberam entender por coisas bem menores do que aquelas que hoje os ameaçam, esse alguém. Alguém suficientemente clarividente para vencer medos e comodismos, relevar disputas faccionárias recentes, pôr ombro a ombro contratados com “efectivos”, velhos com novos, os “a despedir” com os já despedidos. Alguém que defenda o direito a pensar a mais bela profissão do mundo sem as baias da ignorância. Alguém que diga não à transformação da educação em negócio. Alguém que recuse transferir para estranhos aquilo que nos pertence: a responsabilidade pelo ensino dos nossos alunos.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

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«Às Professoras e aos Professores que não vergaram, que não empenharam a sua dignidade profissional nem venderam a sua independência intelectual.» - in Os Bonzos da Estatística (2009) , dedicatória do Professor Santana Castilho

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Sindicato Nacional dos Palhaços, Histriões, Jograis, Bobos, Profissionais de Stand-up Comedy e Afins do Sul e Ilhas, divulgou hoje um comunicado, que abaixo reproduzimos com a devida vénia e cambalhota:

O SNPHJBPSCASI, reunido de emergência este sábado para apreciar várias notícias que nos últimos dias têm sido divulgadas sobre as declarações do sr. Sousa Tavares acerca do sr. Cavaco Silva e sobre a abertura de um inquérito às mesmas pela Procuradoria-Geral da República, vem tornar público o seu mais veemente repúdio pelas palavras do sr. Sousa Tavares, que considera altamente ofensivas e baixamente lesivas do bom nome da classe que este sindicato representa, dada a comparação degradante que essas palavras estabelecem entre os genuínos profissionais da indústria espirituosa e o referido sr. Cavaco Silva, que não é nem nunca foi palhaço, não é membro do sindicato, não tem carteira profissional nem consta que jamais tenha feito alguém esboçar o mais leve sorriso.
Como é do conhecimento geral, o sr. Cavaco Silva é um indivíduo que desconhece totalmente o que seja humor, graça ou espírito, razão pela qual carece em absoluto de habilitações para poder trabalhar na nossa indústria. Trata-se de uma pessoa carrancuda, mesquinha, bisonha, tristonha e enfadonha, logo completamente desqualificada e imprópria para consumo do público. Chamar palhaço ao sr. Cavaco Silva é tentar descaradamente fazer passar gato por lebre e, como tal, um atentado à saúde mental pública, facto para o qual o nosso sindicato não deixará de chamar a atenção da ASAE.
O SNPHJBPSCASI aplaude as diligências encetadas pelo Ministério Público, na esperança de que esta grave ofensa à imagem, reputação e goodwill da nobre actividade histriónica dê origem a um processo contra o sr. Sousa Tavares, tanto mais que este senhor, em lugar de se retratar devidamente e apresentar um claro pedido de desculpas à nossa classe, apenas se desculpou pifiamente, ao declarar que foi ?excessivo? chamar palhaço ao sr. Cavaco Silva. Ora o ambíguo e eufemístico termo ?excessivo? fica muito aquém da justiça que nos é publicamente devida, pois o sr. Sousa Tavares deveria ter reconhecido que foi não ?excessivamente?, mas sim tremenda e escandalosamente benevolente ao conceder o cobiçado título de palhaço ao deprimente, desinteressante e enfadonho sr. Cavaco Silva.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Conversa fictícia desta manhã (24.05.2013) no Palácio de Belém…..mas podia ser real !!

Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
Aníbal - Li.
Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
Aníbal - Oh Maria, o Sousa Tavares já morreu.
Maria - O filho…!
Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
Maria - Foda-se Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
Maria - Sim e advogado.
Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
Aníbal - É interessante a Entrevista?
Maria - Então tu não leste?
Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
Maria - Qual jornal?
Aníbal - O Tal e Qual.
Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
Maria - Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
Aníbal - Foi? Que mal educado.
Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
Maria - Puta que pariu esta merda. Para o que estava guardada…
Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
Maria - Nem eu foda-se! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
Maria - Foda-se a mulher morreu!!! Percebes?
Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
Maria - Esquece!
Aníbal - Então e um tio dele?
Maria - Um tio???? Qual tio?
Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
Maria - O Nicolau Breyner?
Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
Maria - Não estás ver e não vais ver porque também já morreu.
Aníbal - Foda-se! Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
Maria - E eu devo ir a seguir…
Aníbal - Não digas isso. É pecado.
Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os Deuses só podem mesmo . . . estar loucos !

Quinta do Olival, Aguda
3260 Figueiró dos Vinhos

José Manuel Durão Barroso
Presidente da Comissão Europeia
1049 Bruxelas, Bélgica

Figueiró dos Vinhos, 2 de Maio de 2013

Exmo. Sr. Presidente da Comissão Europeia
José Manuel Durão Barroso

Nova lei europeia sobre sementes
Diversidade agrícola ameaçada

Está em risco a diversidade de vegetais na nossa alimentação diária. A Comissão Europeia prepara-se para votar uma lei que proíbe a troca de sementes entre agricultores e camponeses, ilegalizando a comercialização de milhares de variedades de polinização aberta que não se encontram registadas nos catálogos nacionais e europeu de variedades. Em poucos anos, podem desaparecer milhares de variedades de plantas hortícolas, cereais e frutas desde há gerações preservados pelos camponeses e agricultores europeus. Trata-se da maior ameaça à biodiversidade agrícola cometida em todo o mundo nas últimas décadas e uma ameaça à qualidade da nossa alimentação diária.

No próximo dia 6 de Maio de 2013 a Direcção Geral para Saúde e Consumidores da União Europeia (DG SANCO), deverá apresentar aos comissários europeus a sua proposta para alteração da legislação europeia sobre Material de Reprodução de Plantas, onde se incluem as sementes.
A proposta que vai ser discutida, foi primeiro apresentada no início de Novembro de 2012 sob a forma de dois documentos de trabalho que são o embrião dos dois novos regulamentos sobre a comercialização de sementes e Material de Reprodução de Plantas (MRP) e sobre Saúde das Plantas.
Estas novas leis, a serem aprovadas, vão de facto banir do mercado e da mesa dos consumidores, muitas variedades antigas, raras, de polinização aberta, detidas e trocadas desde sempre pelos agricultores. Estas novas leis são a maior ameaça à biodiversidade agrícola alguma vez cometida na União Europeia.
A Direcção da Colher Para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais apresenta aqui a sua posição, focando sobretudo os aspectos que tocam a comercialização de Material de Reprodução de Plantas, onde se incluem as sementes.
A Direcção Geral para Saúde e Consumidores (DG SANCO), encarregue deste processo de revisão legislativa, propõe-se substituir todas as 12 directivas comunitárias sobre comercialização de sementes, ainda em vigor, por dois regulamentos idênticos para todos os 27 países membros:
- Regulamento sobre Saúde das Plantas (SP);
- Regulamento sobre Material de Reprodução de Plantas (MRP).
Depois de analisar esta proposta dos novos regulamentos, a direcção da Colher Para Semear entende que a preocupação em manter as variedades tradicionais, antigas ou regionais não está suficientemente defendida, antes é ainda mais atacada.

À luz destas novas leis todos os agricultores, grandes ou pequenos, mesmo os que vendem em mercados locais o excedente da produção que têm para auto-consumo, têm de se inscrever como “operadores”, agentes que trabalham directamente com as sementes. Por outro lado, todos os “operadores” passam a poder utilizar somente as sementes que estejam inscritas, à data da entrada em vigor da nova lei, nos catálogos nacionais dos 27 países da União Europeia ou no Catálogo Europeu de Variedades.
Ora, existem milhares de variedades de polinização aberta que não estão inscritas nos catálogos, pelo que se tornarão, a partir desse momento, variedades ilegais, que apenas podem ser cultivadas por coleccionadores privados.
Por outro lado, o registo de variedades nos catálogos obriga a um conjunto apertado de operações burocráticas e despesas com taxas de registo e de testes que inviabilizam a sua inscrição por pequenos produtores de sementes ou agricultores que as queiram registar. Assim, apenas ficarão disponíveis para serem comercializadas, cultivadas e degustadas, as variedades que as grandes empresas multinacionais do sector das sementes quiserem colocar no mercado. Resta acrescentar que estas variedades da indústria das sementes, são híbridas, menos adaptadas às alterações climáticas e muitas vezes alvo de registo de patente, o que obriga os agricultores a terem de comprar todos os anos as variedades que as empresas colocarem no mercado.

Portugal continua a ser um país onde existem milhares de variedades de fruteiras e vegetais da horta não registadas no Catálogo Nacional de Variedades ou no Catálogo Europeu, mas que continuam a ser cultivadas. São sementes de polinização aberta e MRP que estão nas mãos de agricultores e camponeses que as têm guardado de um ano para o outro, de geração em geração, mantendo no campo variedades adaptadas a determinados climas, tipos de solo e gosto dos seus cultivadores e consumidores.
A implementação desta nova lei, vai retirar a possibilidade de comercialização destas variedades por pequenos produtores, deixando-as apenas na mão de coleccionadores particulares e retirando-as dos mercados regionais e locais onde continuam a ser comercializadas.
Expressamos aqui a nossa preocupação acerca da inevitável perca de biodiversidade agrícola existente ainda no nosso país.
A simples troca de sementes entre agricultores passa a ser punida por lei, se o regulamento for aprovado tal como está.

O direito dos agricultores e camponeses trocarem
livremente as suas próprias sementes deve ser garantido

É preciso assegurar que a actividade dos agricultores nas suas quintas, no que toca à conservação da biodiversidade não ficará restrita. A troca de sementes e de outros MRP é uma tradição bastante antiga entre os agricultores, sendo parte da sua tradição rural com provas dadas no tocante à melhoria de qualidade das plantas. São actividades que contribuem para o desenvolvimento da biodiversidade agrícola, para a adaptação das culturas a condições e locais específicos e que podem aumentar a resistência dos agro-ecossistemas na adaptação às alterações climáticas.
A troca de sementes e MRP entre agricultores não deveria ser considerada uma actividade comercial neste Regulamento. Deve permanecer fora dessa definição de modo a assegurar a segurança legal dos agricultores para que eles possam melhor cumprir com os compromissos do Tratado Internacional sobre os Recursos Genéticos Vegetais para a Agricultura e Alimentação, que reconhece a enorme contribuição dos agricultores e camponeses na preservação da diversidade de produtos agrícolas que alimentam as populações, e afirma o direito fundamental dos camponeses para guardar, usar e trocar as suas sementes e outros materiais de reprodução vegetativa.
Consideramos assim que, fora do âmbito desta lei, deverão ficar todos os pequenos agricultores que produzem para venda em mercados locais ou directamente aos consumidores finais e não devem por isso ser considerados “operadores”.
É necessário lembrar que a propagação de sementes e de MRP em hortas particulares e a troca destes materiais entre agricultores em pequenas quantidades para auto-produção e consumo, continua a ser prática habitual por toda a Europa. Nas últimas décadas, estas actividades acabaram por tornar-se bastante importantes na conservação das diversas variedades de fruteiras e hortícolas, muitas vezes negligenciadas por parte dos profissionais do sector e da agricultura industrial.
A troca de sementes e de MRP entre camponeses é um elemento importante da agricultura tradicional assim como do envolvimento da sociedade civil na conservação da biodiversidade agrícola – um serviço prestado à sociedade, sem quaisquer custos para o Estado, apenas levado a cabo pela boa vontade e motivação dos cidadãos.
Torna-se assim claro que, do ponto de vista da manutenção da biodiversidade agrícola, desencorajar os cidadãos de participar nas actividades de conservação de variedades, deixando-os na ilegalidade, é uma atitude irresponsável. Por isso a troca de sementes em pequenas quantidades entre agricultores e associações de conservação de sementes, deverá ficar de fora do âmbito deste regulamento, assegurando assim segurança legal para todos os indivíduos envolvidos nessa actividade.
Também as redes de conservação de sementes in situ devem permanecer fora do âmbito das leis de comercialização de sementes e MRP. Este regulamento deverá aplicar-se apenas aos “operadores” que produzem MRP com intenção de os colocar no mercado.
A legislação europeia deve permitir a existência legal de variedades tradicionais menos homogéneas que as híbridas, pois isso, para além de não ser um factor de risco para a saúde, pelo contrário, vai contribuir para uma maior qualidade e segurança alimentar.
Se noutras culturas como a vinha, já se assumiu o erro que seria a reprodução clonal (a partir de uma só planta), para a selecção massal (a partir de uma população de plantas da mesma casta mas com variabilidade genética), seja pela melhor adaptação às alterações ambientais, seja pela melhor qualidade do vinho, porque é que nas outras espécies cultivadas se insiste na uniformização da variedade?
Em Portugal, temos mais de 200 castas de videira, e isso é considerado um património valioso, mas que só foi possível manter pelo trabalho persistente dos viticultores, por vezes resistindo às recomendações oficiais de limitar o número de castas em cada região. Nas outras espécies cultivadas também temos um valioso património que não pode ser destruído por qualquer legislação!
Cremos que esta nova lei apenas beneficia as grandes empresas de comercialização de sementes que cada vez mais controlam o mercado e registam patentes de novas variedades. Parece uma lei feita à luz dos seus interesses e que poderá banir definitivamente das nossas terras e do nosso prato muitos dos vegetais que nos habituámos a saborear, substituindo-os por vegetais híbridos, geneticamente modificados, sem o sabor ou textura que ainda hoje permanecem à mesa de muitas pessoas.

Assim, e à semelhança do que têm feito muitas associações congéneres e grupos de pessoas da sociedade civil, reivindicamos:
- A isenção da obrigação de registo e certificação para sementes e Material de Reprodução de Plantas que sejam de polinização aberta e não protegidos por direitos de propriedade intelectual.
- A troca de sementes e material de Reprodução de Plantas entre agricultores, pessoas individuais e organizações sem fins lucrativos, deverá ser excluída do âmbito do novo Regulamento.
- O âmbito do novo Regulamento deve ser limitado à comercialização de MRP com vista à sua exploração comercial e acima de um certo nível (como definido no art.º 8 (2) do Regulamento 1765/92).
- O Regulamento não deve aplicar às sementes de polinização aberta, agricultura biológica ou criadas para condições locais específicas, as mesmas normas de registo e certificação que foram criadas para as sementes industriais.
- As micro e pequenas empresas de comercialização de sementes apenas devem ser sujeitas às regras básicas para operadores, desde que não trabalhem com Organismos Geneticamente Modificados ou com MRP protegido por direitos de propriedade intelectual.
- Os criadores de novas variedades devem informar o público sobre os métodos de criação utilizados e os direitos de propriedade intelectual associados a uma variedade e às suas linhas parentais quando registam estas variedades.
- A possibilidade de um Estado, ou da Comissão Europeia, proibirem ou suspenderem o cultivo de uma variedade por razões ambientais ou de saúde pública, quando dados experimentais concluírem da existência desses riscos. Isto aplica-se principalmente às variedades OGM que não estão suficientemente testadas, em especial quanto aos efeitos na saúde dos animais, por um período de alimentação para além dos 3 meses de duração.

A Direcção da Associação Colher Para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais

terça-feira, 2 de abril de 2013

Calda Bordaleza (receita para 100 litros)



1 tambor plástico de 100 litros sem tampa

600 gramas de sulfato de cobre

500 gramas de cal hidratada

Uma vara de madeira longa para misturar a calda

1 kit de fitas de tornassol para medir a acidez

110 litros de água

1 balde de 10 litros


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Recebido por mail da DRAPN, Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Ministério da Agricultura: ATENÇÃO Atenção aos morangos espanhois!!

Quando comprares morangos, verifica sempre a origem. Se forem
espanhóis.... cuida-te das consequências na tua saúde e dos teus.

Morangos, nossa saúde, os outros e ambiente...

O que já se sabe há demasiado tempo, sem que ninguém faça nada

Será que os morangos espanhóis cultivados em estufas são comestíveis?

A resposta é "NÃO"!

... se o único problema destes morangos produzidos em estufas fosse a falta de sabor, ainda nos poderíamos dar por felizes...

Infelizmente, estes morangos apresentam outros problemas bem mais
graves, a começar pelo facto de o seu cultivo cobrir cerca de seis mil
hectares, dos quais uma grande parte alastra já ilegalmente pelo
parque nacional de Doñana, uma extraordinária reserva de aves
migradoras e nidificadoras da Europa - embora o poder regional a isso
feche os olhos.
Para que estes morangos cheguem aos mercados europeus, devem ser transportados por camião e percorrer milhares de quilómetros. Cerca de 16.000 camiões fazem os percursos por ano.

A uma média de dez toneladas por veículo, esses morangos valem o seu
peso em CO2 e gases nocivos ao ambiente e ao homem.

Mas os perigos desta agricultura não são só estes.

Sabe o leitor como é que estes morangos espanhóis são cultivados?
O morangueiro é uma planta vivaz que produz durante vários anos. Contudo, os morangueiros destinados a esta produção em estufa fora da época são destruídos todos os anos.
Para dar morangos fora de época, as plantas produzidas in vitro são colocadas em frigoríficos no pino do Verão, a fim de simular o Inverno, o que activa a produção.
No Outono, a terra arenosa é limpa e esterilizada, e a microfauna destruída por meio de bromometano (brometo de metilo) e de cloropicrina.
O bromometano é um poderoso veneno proibido pelo protocolo de Montreal sobre os gases nocivos à camada de ozono.
A cloropicrina, composta de cloro e de amoníaco, não é menos perigosa, pois bloqueia os alvéolos pulmonares.
Os morangueiros são cultivados em terreno coberto por plástico preto e a irrigação inclui fertilizantes, pesticidas e fungicidas.
Quanto à água de irrigação, provém de furos artesianos - dos quais mais de metade já foram instalados de modo ilegal.

Tudo isto está a transformar esta parte da Andaluzia numa savana seca, provocando assim o êxodo das aves migradoras e a extinção dos últimos linces pardel, pois estes pequenos carnívoros (dos quais somente uma trintena deve subsistir ainda na região) alimentam-se de coelhos, animais também em vias de desaparecer.
Por outro lado, para arranjar lugar para os morangueiros, já foram arrasados pelo menos 2.000 hectares de floresta.

A produção e a exportação destes morangos produzidos em Espanha começa um pouco antes do fim do Inverno e termina nos princípios do mês de Junho.
Os trabalhadores devem nessa altura voltar às suas casas ou exilar-se algures em Espanha. Se contraíram doenças por causa dos produtos nocivos que respiraram, têm o direito de se tratar... à sua própria custa.
A maior parte dos produtores destes morangos espanhóis utiliza mão-de-obra marroquina, trabalhadores sazonais ou clandestinos, mal pagos e alojados em condições precárias. Para se aquecerem à noite durante o Inverno, este trabalhadores queimam os resíduos dos plásticos que cobrem os morangueiros.
De qualquer modo, todos os anos no fim da época desta cultura, as cinco mil toneladas de plásticos utilizados serão levadas pelo vento, enterradas de qualquer maneira e em qualquer sítio, ou queimadas no local...
Não será necessário dizer que nesta região da Andaluzia, onde prospera esta aberrante agricultura, as doenças pulmonares e de pele estão em franca progressão.
Quem se preocupa com isso? Ninguém!

Por que razão os meios de comunicação não falam sobre o assunto? Mistérios do que não é política e economicamente correcto...
Quando a região tiver sido completamente vandalizada e a produção se tiver tornado demasiado onerosa, os produtores transferirão tudo para Marrocos, país onde aliás já começaram a instalar-se
Mais tarde, irão provavelmente para a China... A população europeia ainda em vida encontrar-se-á doente ou no desemprego... mas feliz por comprar produtos baratos...

Que podemos fazer para combater esta tendência?
Cada um de nós é livre de agir em consciência e com conhecimento de causa: comprar ou boicotar a compra de qualquer artigo que não seja produzido em conformidade com as leis da natureza e/ou dos direitos humanos.

Todos podemos escolher fazer um boicote pessoal. E se a maioria dos cidadãos assim procedesse, os grandes "tubarões" da economia seriam obrigados a mudar os seus métodos, sob pena de também eles porem em perigo a sua própria existência.

A escolha está nas mãos de cada cidadão!

domingo, 31 de março de 2013

POVO MARAVILHOSAMENTE ESTÚPIDO!

O povo português é um povo maravilhoso!
Gosta de ser governado só por aldrabões,
Partido mais votado terá de ser mafioso!
Um povo desgovernado e aos trambolhões!

Finge acreditar nas promessas eleitorais,
Militantes com provas dadas na vigarice,
Dizem: connosco impostos novos, jamais!
Ganham as eleições: era tudo aldrabice!

Os militantes dos partidos dos governos,
O presenteia com uma fraude colossal,
Logo o eleitor os considera fraternos,
E vota neles para remediarem o mal!

Elege um presidente cheio de mais valias!
Que noutro país nem se poderia candidatar,
Quem por baixo assinou contas "esguias",
Para secretário de estado toca a nomear!

Povo maravilhoso de imbecis eleitores,
Gostam de votar em políticos corruptos!
"São impostos" meus queridos amores,
Povo maravilhoso aguentai estes frutos!


Publicada por Manuel Salgado Alves

E o PS ? Protesta contra esta política imbecil de austeridade, que só serve para empobrecer o país, não resolve nenhum problema, e põe-nos de cócoras perante os nossos credores (perante a TROIKA). Mas o que faz o PS? Procura apenas capitalizar o descontentamento geral dos portugueses, tornados indigentes por esta política de capitalismo selvagem do chamado PSD/CDS


A IMBECILIDADE DOS ELEITORES: AINDA NÃO PERCEBERAM QUE VOTAREM NOS PARTIDOS DA TROIKA, É VOTAR CONTRA ELES PRÓPRIOS !

Os eleitores portugueses habituaram-se a votar nos partidos do "arco do poder" : PS ou PSD/CDS.

Esses partidos, tornaram-se cliente-lares: os interesses económicos dominantes instalaram-se nesses partidos, para usufruírem de favores políticos, traduzidos em benesses económicas.

Ou seja o orçamento de estado tem sido gerido por esses partidos, quando no poder, como uma vaca, com inúmeras mamas, cada uma das quais tem servido para os interesses cliente-lares mamarem à custa do leite dos impostos.

Por isso o orçamento começou a ficar curto perante tanta corrupção, e por isso é que os impostos têm estado constantemente a subir: os interesses cliente-lares estão viciados na mama orçamental, e como o orçamento não estica, o Zé Trabalhador é que vai pagando as favas.

Não será tempo de os eleitores abrirem os olhos e constatarem que esses "partidos do arco do poder" nos conduziram e conduzem de facto ao défice orçamental, provocado pela mama da corrupção cliente-lar instalada nesses partidos?

Por isso os eleitores devem abrir os olhos e constatar que os partidos do arco do poder, são de facto os partidos do "arco da TROIKA"?

Que soluções podem oferecer de facto esses partidos TROIKIANOS?

O PSD/CDS ama a TROIKA, e faz conluio com a TROIKA para tramar quem vive dos seus rendimentos de trabalho, e para fazer fretes aos grandes interesses económicos:
- as PPP fraudulentas , denunciadas pelo tribunal de Contas continuam a mamar milhares de milhões de euros dos nossos impostos ;
-as fraudes gigantescas do BPN feita pelos barões do PSD, amigos de Cavaco Silva, continuam a mamar milhões de euros dos nossos impostos;
- as rendas milionárias da EDP continuam a mamar milhares de milhões dos nossos impostos;
- e a TROIKA continua a mamar milhares de milhões só de juros, dos nossos impostos!

Mas o PSD/CDS chupam-nos com mais e mais impostos, ao mesmo tempo que cortam nos serviços, dizendo-nos que para os manter, teriam de aumentar ainda mais os impostos! Por isso o PSD/CDS está definitivamente virado para transformar Portugal num colonato de mão de obra barata, sem direitos, sem PME, e com um enorme exército de desempregados.

E o PS ?

Protesta contra esta política imbecil de austeridade, que só serve para empobrecer o país, não resolve nenhum problema, e põe-nos de cócoras perante os nossos credores (perante a TROIKA).
Mas o que faz o PS?
Procura apenas capitalizar o descontentamento geral dos portugueses, tornados indigentes por esta política de capitalismo selvagem do chamado PSD/CDS!

E os partidos fora do arco da governação TROIKIANA?

O PCP lá vai agitando as hostes sindicais da CGTP, fazendo greves, fazendo manifestações, constata se há ou não maior nº de pessoas descontentes, dispara o seu discurso e ...tudo continua como dantes (ou seja pior e a piorar em cada dia seguinte).
O PCP/CGTP acabam por ter a mesma estratégia do PS: procurar capitalizar o descontentamento popular, mas como as sondagens não lhe são favoráveis, acaba por pensar: as chicotadas que estes Zés trabalhadores têm levado ainda não chegaram para aprenderem que devem votar no PCP ...e pactuam com a política do empobrecimento e da retirada de direitos ao Zé Trabalhador ... promovida abnegadamente pelo PSD/CDS.

O BE tem demonstrado coerência e aponta o caminho correcto a seguir:
- demissão imediata deste governo de impostores;
- negociação imediata e prioritária da dívida soberana e dos seus juros excessivos, os quais conduzem ao falhanço toda e qualquer política de austeridade, por mais violenta que seja;
- vencer a TROIKA, isto é obrigar a TROIKA não só a negociar a dívida e os juros, mas também impor que a TROKA permita uma política de desenvolvimento económico-social sustentável, que seja compatível com a dignidade sócio-laboral e com o combate ao desemprego.

Só que os eleitores estão ainda demasiado imbecilizados pelos "media" e não ousam pensar em votar fora dos partidos do arco da "troika" ! Azar o deles e o nosso, pois por causa dessa imbecilidade dos eleitores, estamos a caminho do holocausto grego, sem tirar nem pôr (o que é negado a pés juntos, por quem nos empurra todos os dias para esse holocausto)!

E os demais partidos não parlamentares? Quais?

O PAN está virado para o "bem de tudo e de todos" ou seja não põe em causa os grandes interesses económicos que determinam a corrupção política e a miséria económico-social de quem vive dos rendimentos de trabalho. É certo que o PAN deseja também o bem dos animais e da natureza, colocando-se para além dos valores humanistas, mas fá-lo numa óptica global de atingir o pleno: o bem estar dos humanos, animais e natureza , numa só causa (tridimensional)! Ou seja o PAN acaba com essa práxis política, por ter ausência de práxis política no terreno, e nem trata dos humanos (pois não combate as causas determinantes da sociedade da exploração do homem pelo homem), nem trata dos problemas concretos dos animais nem da natureza (já que os mesmos fazem parte do objectivo uno e pleno do "bem de tudo e de todos" ) pois considera que tratar de problemas menores, é típico de quem vê a árvore mas não vê a floresta. Por isso o PAN tem sido um partido da meditação (e continuará a ser, enquanto os "animalistas" não derem uma volta á filosofia da sua práxis política).

Também há o MRPP, o qual aparece sempre a concorrer em eleições, para ver se consegue 1% dos votos para poder beneficiar do dinheiro dos nossos impostos, (vergonhosamente vertidos no carnaval das campanhas eleitorais). O MRPP defende os trabalhadores, mas só os portugueses! Mesmo assim estes não vão na conversa!

Conclusão: os eleitores, nomeadamente os que vivem dos rendimentos do seu trabalho e os reformados, devem virar-se para os partidos que realmente defendem os seus interesses, acima das suas estratégias partidárias. Talvez perguntar-se primeiro:

- Quem defende as PME, os trabalhadores, os reformados e os desempregados, sem procurar capitalizar o seu descontentamento e miséria causada pelos partidos troikianos?
- Quem defende o aprofundamento da UE, mas com uma práxis concreta de solidariedade e coesão económico-social, entre os estados membros?
- Quem defende mais poderes para os eleitores, uma democracia directa e participada, com poderes pós-eleitorais nas mãos dos eleitores?

Depois decida, mas não insista no erro! Para insistir no erro, e nos arrastar para o abismo, já nos basta este desgoverno do PSD/CDS!



Publicada por Manuel Salgado Alves

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

   Fui um privilegiado , fui à escola onde aprendi a tabuada , a contar , a ler . . . e por isso mesmo , tenho plena consciência de que a minha cotação nesta sociedade , anda muito por baixo ! Mas , por estranho que pareça , não sinto , por esse facto , qualquer motivo para tristeza ou . . . frustração !

Bons conselhos

01- Um copo de sumo de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

02- Salpicar canela no café
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral .O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o
pão branco.

04- Mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo.
Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

05- Adotar a regra dos 80%:
Servir-se de menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrointestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de
coração.

06- LARANJA -o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de cancro de pulmão.

07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris .
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes,
vitaminas e minerais.

08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com MOLHO de TOMATE.
Mas escolha as pizzas de massa fininha.

O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza .

09- Limpar a escova de dentes e trocá-la regularmente .
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes por semana
(aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam a memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude,

aprenda.

A sua mente agradece e os seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.

11- Usar fio dental e não mastigar chicletes .
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois
têm os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica
porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12- Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.
Baixa o stress e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13- Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o
cancro. Sumos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.

14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantêm um laço afetivo com os seus entes queridos, particularmente
com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã .

15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.
Cientistas israelitas também concluíram que beber chá aumenta a sobrevivência depois de ataques do coração.

16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de stress e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os
mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.
Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17- Colocar tomate ou verdura frescas na sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; outras vantagens são
conseguidas através de verduras frescas.

18- Reorganizar o frigorífico .
As verduras em qualquer lugar do frigorífico perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o
cancro e que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar aquela caixa bem em baixo ou guardar em um taperware escuro e bem fechado.

19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco
de diabetes.

20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos: " Pesquisa da Universidade de Bekeley". A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de enfarte, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um
remédio natural contra várias doenças?

21- E, por último, algumas pequenas dicas para alongar a vida:

- comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio...

- pensar positivamente . Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos.

- ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contacto com a família.

- conhecer –se a si mesmo .

- Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...

'Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...

É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:

“'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!

"Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A República das Putas por João Magueijo *

O livro de Skvorecky e o tempo da invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas são o ponto de partida para João Magueijo lembrar o"sentimento de um país traído, entregue ou vendido a uma ideologia questionável" e o valor dominante do dinheiro hoje. "Antes falar de tourada", escreve o autor, no âmbito da série especial sobre os valores humanos


Público de 11.1.13


A expressão não é original, mas o plágio é deliberado. Quando Josef Skvorecky escreveu o livro A República das Putas, havia na então Checoslováquia o sentimento de um país traído, entregue ou vendido a uma ideologia questionável, por uma classe dominante corrupta e por políticos que eram de facto putas, metafórica e literalmente. No caso de Portugal não houve tanques a entrar pelo país e a ideologia a que fomos vendidos será a outra, supostamente oposta. Mas de resto a história é tal e qual, especialmente no que diz respeito à qualidade e moralidade dos políticos.


E o pior é que paga o justo pelo pecador, ou pelo menos há pecadores, a nível mundial, que não pagaram nada. Até isto se resolver não me parece que faça grande sentido ser optimista, ou filosofar sobre o estado das letras e das ciências. Antes falar de tourada.


Ainda deve haver por aí quem se lembre da Dona Branca, a autodenominada banqueira do povo. Para quem não sabe, era uma senhora que mais não fazia que comprar e vender dinheiro, fazê-lo circular, o que lhe era levado de novo era usado para pagar juros chorudos aos que já lá estavam, e cada vez havia mais. Ela arrecadava uma comissão, a coisa foi crescendo até que um dia PUM, foi tudo pelos ares. Recordo-me de uma Dona Arminda, que lavava as escadas lá do prédio, que perdeu as poupanças todas nestas andanças, ainda me lembro da senhora a chorar muito, faz-me lembrar o Portugal de hoje. E a Dona Branca inevitavelmente foi dar com os costados na prisão, coitada da senhora, estava muito avançada para a época, se fosse hoje davam-lhe um bónus de milhões, e teria uma posição de topo na Wall Street.


Não sejamos hipócritas, já todos recorremos aos bancos, e houve tempos em que o mundo das finanças fazia algum sentido. Precisava-se de algo agora, a ser pago com dinheiro que se iria ganhar mais tarde, os bancos tratavam da necessária máquina do tempo financeira. Em Itália vai-se a uma terriola qualquer, e lá há-de estar a Caixa Agrícola de Montemerdini, ou lá o que for: emprestava para se comprar os adubos, as sementes, as alfaias, e quando se fazia a colheita pagava-se, ficava tudo contente, belos tempos.


Eram tempos em que o capitalismo tinha um lado quase bom, ou pelos menos paternalista. Claro que a pobreza era extrema, e deixa lá as coisas correrem mal e logo se via quem passava fome. Mas o capital nesses tempos era usado para produzir riqueza real, e o sistema financeiro apoiava o processo, conduzia a coisas que se viam, que resultavam em produtos tangíveis e reais.


O capitalismo de hoje é bem mais tenebroso. Os jogos financeiros contemporâneos são tão abstractos e auto-referenciais que trocando a coisa por miúdos mais não são do que comprar e vender dinheiro, como fazia a Dona Branca. Por razões que nunca entendi, muitas das galinhas dos ovos de ouro, em Londres e Nova Iorque, são físicos teóricos e matemáticos falhados, ex-colegas meus em alguns casos. Temos tido acesas discussões, mas numa coisa concordamos: a teoria do caos e o Lema de Ito que se lixe, aquilo é simplesmente jogar na lotaria. Como é que trocar acções por computador ao microssegundo, como se tem vindo a propor, pode corresponder a alguma operação económica real? Aquilo é verdadeiramente a Dona Branca: uma pescadinha de rabo na boca financeira, "financiar o financiamento das finanças financiadas", num jogo bem enterrado no umbigo da Wall Street e da City de Londres, um totoloto mundial mas com um belo seguro contra perdas: quando se ganha, ganham eles; quando se perde ,pagamos todos, em cascata. E é aí que entram as tais putas, especificamente as nacionais.


Ao longo dos anos vimos o país a endividar-se com coisas que eram precisas e coisas que não eram. Tínhamos um serviço nacional de saúde do terceiro mundo e uma taxa de mortalidade infantil a condizer, analfabetismo e subdesenvolvimento a níveis do Subsara... e as coisas mudaram dramaticamente nos últimos 20 anos. Saí de Portugal em 1989 e sempre que voltava via algo de novo que era genuinamente preciso: portos para pescadores, estradas ao nível europeu, uma enorme expansão do ensino, etc., etc. E claro que tudo isto custa dinheiro, mas podia argumentar-se que se a Europa não queria ter um país do terceiro mundo no seu seio que o pagasse.


Mas onde a porca torce o rabo é que se via também uma orgia de infra-estruturas desnecessárias: túneis nas entranhas da Madeira que levavam a lado nenhum, estradas em duplicado nos cus de judas regionais, coisas tão ridículas que davam vontade de rir. Foram-se fazendo obras públicas completamente faraónicas, de novo-rico que não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Tornava-se óbvio que se construíam infra-estruturas, não para preparar o futuro, mas sim para alimentar o presente, numa cumplicidade corrupta entre Estado e empresas privadas, em que o último elo da cadeia era o mundo das finanças internacionais. E esses andavam entretidos com os seus jogos de totoloto, e quando a bolha rebentou lixou-se o proverbial mexilhão, tradução, nós.


Como Skvorecky notava, as "putas" que tinham antes vendido o seu país aos nazis eram as mesmas que agora acolhiam os soviéticos (e mais tarde, muito depois de o livro ser publicado, acolheriam o capitalismo selvagem, sem que ele o soubesse). O mesmo se passa no nosso caso: não tenham dúvidas de que em tempos de fascismo os nossos primeiros-ministros teriam sido rapazes de sucesso. Mas de certa forma estamos a bater no ceguinho. Se eles (e nós, por extensão) fizeram figuras tristes e agora estamos a pagar por isso, houve quem fez pior e se está agora a rir. Os usurários mundiais nem sequer construíram túneis inúteis: construíram castelos de valores inexistentes, que continuam a crescer e a alimentar a sua ganância. Até isto se resolver falemos de tourada, porque não faz muito sentido discutir o estado da nossa sociedade, e o demais, em 2013.


Aliás, parece-me que a nossa sociedade estaria muito bem, muito obrigado, se não fosse este "pequeno detalhe" político e financeiro. Por exemplo: a sociedade portuguesa é muito mais sã do que a inglesa. Na Inglaterra, quem abre a boca inevitavelmente vomita uma etiqueta de classe social autenticada. Os famosos sotaques britânicos fornecem informações precisas sobre a classe, uma pena não se ensinar isto nas aulas de inglês do secundário que cá se apanham. E este simples facto cria uma quase ausência de mobilidade e interacção entre as classes; pior, torna as pessoas em estereótipos da sua classe social. Por exemplo, a classe operária inglesa força-se a seguir um cliché de ignorância e estupidez, atitudes racistas e xenófobas, contra a cultura e a educação. A sua imagem de marca é falar com erros de gramática que em Portugal só um atrasado mental cometeria... assim as classes superiores os têm vindo a controlar.


Nada disto se passa em Portugal (e já agora na Grécia, onde se encontram camponeses analfabetos a pagar a educação dos filhos em Cambridge). Ainda fui daqueles que tiveram de ir fazer a inspecção para a tropa, estava já então em Inglaterra, e o que mais me impressionou foi que entre os 500 "mancebos" de pirilau de fora que lá estavam, não se sabia de que classe era quem (tirando os casos extremos de dois grosseiríssimos labregos e de um pretendente à coroa). Ora na Inglaterra nada disto seria assim, e com graves consequências: ao contrário de Inglaterra, se há cultura e identidade neste país, elas residem precisamente na classe trabalhadora. E diria que é este o maior potencial de Portugal: temos uma sociedade muito mais saudável, em termos de identidade e de classe, apesar de todos os problemas com que nos deparamos.


Sim, éramos um país de pobres que passou temporariamente a um país de novos-ricos. Mas agora somos um país de novos-pobres: miúdos cheios de talento desempregados há dois anos, pessoal de ponta a emigrar para o estrangeiro, médicos educados cá a colmatarem as faltas de sistema de saúde inglês... um desperdício óbvio de uma geração. Em vez de usarmos estas fontes de rendimento, deixámos os tanques financeiros entrar pelo país, para aumentar os impostos e baixar os salários, já de si entre os mais baixos da Europa.


Não sei se haverá soluções milagrosas, mas uma quebra total com o que se tem vindo a fazer é evidentemente necessária. Lembro-me de uma senhora perguntar a um médico meu amigo se podia usar água benta para a sua enfermidade. O médico respondeu-lhe que sim, mas que a fervesse primeiro. Não me parece que doses sucessivas de banha da cobra sejam a solução dos nossos males. Muita da nossa dívida, e consequente austeridade, não é legítima, em perfeita analogia com as dívidas contraídas pelas prostitutas, e que as mantêm nas malhas dos seus donos. Se a nível mundial algo tem de ser feito para refrear os chulos financeiros, a nível nacional um corte com o passado seria um primeiro passo. Ou então que se dê o Prémio Nobel da Economia à Dona Branca. E viva a República das Putas.


* Físico teórico do Imperial College, em Londres

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"O testamento vital" por Santana-Maia Leonardo‏


José Sócrates não foi a causa da nossa desgraça. Pelo contrário, José Sócrates foi o resultado, o produto final, gerado por um sistema político e educativo ineficiente, iníquo e corrompido. O nosso problema é estrutural e tem a ver sobretudo com a forma como nos organizámos.

Como todos sabemos, o novo regime privilegiou sempre o amiguismo e o compadrio ao mérito que, durante muitos anos, identificou com o antigo regime.Pessoa competente e séria era, inevitavelmente, apelidada de fascista.. As escolas, recorde-se, onde se formaram estas gerações, foram tomadas de assalto pelos alunos mais medíocres que expulsaram os bons professores e os substituíram por alunos com o 5º e o 7ººano de liceus cujo únicoobjectivo era nivelar tudo por baixo. Ainda hoje o nosso ensino privilegia os piores alunos e sacrifica os melhores, sentindo-se subjacente em todo o sistema de ensino público um desprezo incontido pelos alunos mais brilhantes e mais inteligentes. E é precisamente a gente que nasceu e cresceu neste caldo de cultura que ainda hoje domina os sindicatos de professores e o sistema político.

Ou seja, todos os poderes decisórios estão hoje na mão de gente medíocre e comprometida com quem lá o colocou.

Tal como num clube desportivo, ninguém pode esperar bons resultados quando se colocam a jogar os afilhados e se sacrificam os bons jogadores. E, no nosso país, nos últimos quarenta anos, só têm jogado os afilhados que, por sua vez, se empenham na eleição de equipas técnicas pouco qualificadas mas que lhes garantem o lugar na equipa.Está tudo viciado. É assim nas câmaras, nas direcções-gerais, nos serviços públicos, nos partidos políticos, nas forças de autoridade, nos tribunais, nos órgãos de comunicação social, nas escolas, nas universidades…

Este regime é um doente onde o tumor maligno da corrupção, do compadrio, da incompetência e da mediocridade se espalhou e ganhou metástases em todos os órgãos. E um doente assim não tem qualquer hipótese de cura.

Aliás, neste momento, a nossa vida é puramente artificial e deve-se exclusivamente ao ventilador da troika. Mas esta situação não se pode manter eternamente. Toda agente sabe que o doente não vai conseguir sair do estado vegetativo em que caiu. As medidas do Governo visam apenas convencer a troika a manter o ventilador ligado por mais algum tempo. Mas o doente, em boa verdade, já está morto. Só falta mesmo dar a ordem para desligar a máquina.


Dr. Santana-Maia Leonardo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chegou-me agora mesmo por email , do MEU GRANDE AMIGO , POETA , ESCRITOR , GRANDE HUMANISTA , GENTE ENORME , Augusto Canetas . . .


"Viva amigo!

Acabei agora mesmo este pensamento é para ti em particular. Dá o destinatário que entenderes.

Saúde - bom ano novo.

Saudação

Hoje dia 31, último dia dos trezentos e sessenta e cinco, que constituem os doze inventados meses do ano de 2012,
aqui espetado “verticalmente de pé” no meu exíguo espaço, apoiado no punho e na tinta da minha fugaz existência de ser vivo,
pensante, venho como peregrino passante, endereçar o meu hilariante apelo a qualquer esteio com ou sem ramada:

Interiorizo através destas mudas palavras a estupidez irracional do homem neste mundo deslumbrante de raciocínio, para o visitar,
lembrar, refletir e recomendar; não existe tamanho de vaidade que preencha uma simples reflexão de humildade.

Não existe poder sem vontade do povo. Não existe povo sem legitimidade de poder.
Por isso, contemplo; “o poder está na ponta da espingarda” – Mao Tsé-tung.

Beba um copo de três, seja consciente, convicto, a sua reflexão pode mudar o mundo para melhor."



augusto canetas

domingo, 30 de dezembro de 2012

Embora já tenha passado o dia de Natal . . .



aqui vai um acertadíssimo texto de Frei Fernando Ventura.
Para agitar algumas consciências, que vai sendo tempo disso.


Este ano não faço o presépio!
O meu presépio de 2012 deixei-o na Índia há poucas semanas atrás.
É esse que quero colocar no centro deste Natal.
Deixei-o num vão de escada de Bombaim.
Não, não fiz fotografias.
Há coisas que não se fotografam, por pudor, por vergonha, por respeito, pela dignidade humana aviltada; por vergonha de mim, por vergonha da minha impotência, por raiva.
O meu presépio deste Natal 2012 que deixei na Índia. Não tem vacas de discórdia, nem burros de teimosia, nem menino, nem Maria, nem José.
Não, não tem. Não tem nada disso. Quando muito tem duas Marias e um José pequenino.
É, é isso! Tem duas Marias e um José.
Pouco se importando com vacas, por mais sagradas que sejam, ou com burros, por mais inteligentes que são do que muitos humanos.
As minhas duas Marias e o meu José, estão ali, por causa de alguns camelos… isso mesmo!
O meu presépio, esse que deixei em Bombaim, esse que existe e é real para além e por causa de todas as crises, é o presépio que levo dentro neste Natal.

Cabana também não tem!
Era só um vão de escada! Uma das Marias, a mais velha, estava deitada numa manta, doente! A outra, muito mais nova, 15 anos, estava de pé, olhava a mãe, olhava-me a mim e esperava o seu milagre. O meu José com os seus 6 anos de olhos tristes, empurrava o carrinho de brincar e, de vez em quando olhava as Marias. Uma doente, a outra triste, sozinha numa solidão digna de respeito, em pé no espaço que o vão da escada permitia ser ocupado, também ela ocupada a tartar daquele presépio, com a mãe e com o irmão, ali, em Bombaim ou em Camarate onde estive ontem… ou em qualquer lugar, onde alguns camelos não deixam que seja Natal.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Niemeyer sobre ele mesmo:


"Diria que é um ser humano como outro qualquer – que nasceu, viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário . É ridículo esse negócio de se dar importância."

"Fui sempre um revoltado. Da família católica eu esquecera os velhos preconceitos, e o mundo parecia-me injusto, inaceitável. Entrei para o partido comunista, abraçado pelo pensamento de Marx que sigo até hoje" .

"Não é o ângulo recto que me atrai. Nem a linha recta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo"

"A vida é um sopro, um minuto. A gente nasce, morre. O ser humano é um ser completamente abandonado..."

"A vida não é justa. E o que justifica esse nosso curto passeio é a solidariedade”

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta/requerimento de Garcia Pereira ao director nacional da PSP.‏

"Exmº Senhor
Director Nacional da PSP
Largo da Penha de França, nº 1
1199-010 Lisboa – Fax  21 814 77 05 

Lisboa, 23 de Novembro de 2012


Exmº Senhor Director Nacional

Na dupla qualidade de Cidadão e de Advogado, e com vista a instruir queixas de natureza criminal, cível e disciplinar contra os responsáveis que se venha a apurar terem tido alguma espécie de intervenção em factos susceptíveis de consubstanciar ilícitos, quer de natureza penal, quer de natureza civil, quer de natureza disciplinar, venho por este meio requerer a Vª Exª, ao abrigo do artº 61º e segs. do Código do Procedimento Administrativo me sejam fornecidas as seguintes informações.

a) Quem deu ordem para a carga dos elementos do Corpo de Intervenção no passado dia 14 de Novembro e qual foi a ordem específica que lhes foi dada ?
b) Em particular, tal ordem era no sentido de afastar e/ou deter os manifestantes suspeitos de atirarem objectos à polícia e que se encontravam mesmo em frente aos elementos do Corpo de Intervenção ou a de atacar e ferir todos os manifestantes presentes no Largo de S. Bento e zonas adjacentes ? E isso, mesmo após tais manifestantes estarem a dispersar ou não poderem reagir por estarem encurralados contra um fosso de mais de 2 metros de altura ?
c) Existiram ou não entre os manifestantes agentes da PSP à paisana, e em caso afirmativo com que instruções ? Por que razão se deslocaram os mesmos para trás dos elementos do Corpo de Intervenção escassos segundos antes da carga destes ?
d) Quem deu a ordem para que fossem efectuadas cargas à bastonada, ao pontapé e com utilização de cães sobre os cidadãos que, depois da primeira carga em frente à escadaria, se encontravam em, ou dispersavam para, outros locais, como por exemplo pela Av. D. Carlos abaixo e artérias adjacentes ?
e) Quem deu instruções e com que objectivos para que agentes à paisana em toda a zona entre a Av. D. Carlos I e a Estação do Cais do Sodré atacassem à bastonada e matracada vários cidadãos ?
f) Quem deu ordens e instruções para que tais agentes não se identificassem e para que os que se encontravam fardados não tivessem as respectivas placas identificativas ?
g) Quem deu a ordem para a detenção das dezenas de cidadãos que foram detidos na Estação do Cais do Sodré ? Quem é o responsável pela sua condução às esquadras para que foram levados, e em especial à do Monsanto ?
h) Quem deu ordens para que não fosse permitida a tais detidos efectuarem telefonemas para os seus familiares ou para os seus Advogados ?
i) Quem deu ordens para que, de tais cidadãos, os que necessitavam de assistência não a tivessem tido, tendo ficado com feridas na cabeça a escorrer sangue ?
j) Quem deu ordens para que alguns dos detidos e detidas fossem forçados a despir-se por completo e/ou a sujeitar-se a revistas absolutamente humilhatórias como as de os obrigar a, todos nus, se dobrarem para a frente e a exibir o ânus ?
k) Quem deu ordens para que o cidadão João Lopes Barros Mouro, detido pelo Chefe Américo Nunes pelas 18H30 tivesse ficado sob detenção durante 13 horas, primeiro nas imediações do Parlamento e, depois, no Hospital de S. José ?
E de quem é a responsabilidade da ordem de impedimento de entrada na Esquadra do Calvário aos 4 Advogados que ali compareceram pelas 03H00 da madrugada de 15/11, entre os quais o signatário e o Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, Sr. Dr. Vasco Marques Correia ?
l) Quem deu instruções aos agentes que nessa noite atendiam o telefone do número geral da PSP bem como os das diversas esquadras da PSP para que não informassem os familiares e Advogados dos detidos (que por eles perguntavam) da localização destes ? E para invocar, designadamente perante a Comunicação Social, o completo desconhecimento da detenção das dezenas de cidadãos, referir apenas 7 detenções, mais tarde apenas 8 e depois apenas 9 detenções (ou seja, somente os que foram a Tribunal de Pequena Instância Criminal no dia seguinte) ?
m) Quem autorizou e/ou ordenou que os agentes da PSP que procederam aos espancamentos e às detenções proferissem, dirigindo-se aos cidadãos, expressões como “Vocês são uns portugueses de merda !”, “Filhos da puta”, “Cabrões”, “Vão para o caralho !”, “Olha para o chão, caralho, não levantes a cabeça !” ?
n) Quem autorizou e/ou ordenou que agentes da PSP, sem autorização da respectiva Presidência, tivessem invadido as instalações do Instituto Superior de Economia e Gestão e aí insultassem e agredissem manifestantes e estudantes do Instituto ?
o) Quem autorizou e/ou ordenou que agentes da PSP algemassem cidadãos apertando-lhes brutalmente os polegares com abraçadeiras plásticas, como sucedeu com uma das detenções efectuadas pelo Chefe Américo Nunes ?
p) Qual a identificação dos outros elementos da PSP que integravam a brigada chefiada pelo referido Chefe Américo Nunes quando a mesma actuou na zona da Av. D. Carlos I ?
q) Quem autorizou que agentes policiais fardados mas sem placas identificativas, e envergando passa-montanhas escuros agredissem cidadãos em vias de serem detidos e mesmo depois de detidos ?
r) Qual a identificação dos agentes da PSP que procederam à filmagem dos manifestantes ? Quando se iniciaram tais filmagens e por ordem de quem ? Pediu e obteve antecipadamente a PSP autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados para efectuar tais filmagens (que, como foi tornado público, já por duas vezes foram consideradas ilícitas pela referida Comissão) ?
s) Por ordem de quem, e com que objectivo, foram recolhidos elementos de identificação (e outros não exigidos por lei, como por exemplo os telemóveis) das dezenas e dezenas de detidos que não foram levados a Tribunal de Pequena Instância Criminal ? E em que “expediente” ou “processos” ou ficheiros foram tais elementos incorporados e com que suporte legal ?

Fico, pois, aguardando o fornecimento no prazo máximo legal de 10 dias – artº 61º, nº 3 do supra-citado CPA – dos elementos ora solicitados.

Mais informo que cópia deste requerimento será nesta data remetida ao Sr. Provedor de Justiça, à Srª Procuradora Geral da República, ao Sr. Inspector-Geral da Administração Interna, ao Sr. Bastonário da Ordem dos Advogados, ao Sr. Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados e ao Sr. Presidente da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República.

E, dada a enorme gravidade das indiciadas violações de direitos, liberdades e garantias a que se reporta o presente pedido de informações, Vª Exª compreenderá que me reserve o direito de dar ao mesmo a divulgação que considerar mais adequada à completa dilucidação da verdade dos factos


Com os melhores cumprimentos,


António Garcia Pereira"

domingo, 25 de novembro de 2012

Até sempre , companheiro !





   Não se morre , é-se imortal !
   Acontece que atingido o limite ,
   Todos temos que nos transferir
   Para outro patamar .

   Uns avançam ,
   Encurtando a distância a percorrer ,
   Outros retrocedem ,
   Aumentando assim , a distância do percurso .

   Para ti ,
   Luís ,
   O "Sol" ficará mais perto ,
   Estou certo .

   Eu não sei
   Em que patamar me encontro ,
   Se mais acima , mais abaixo ou
   No mesmo que o teu .

   Só sei que também lá hei-de chegar ,
   Mas não sei
   Quantos degraus
   Ainda me faltam !

   Olha Amigo ,
   Façamos assim , sem qualquer tipo de compromisso :
   Aquele que chegar primeiro ,
   Espera .

   Até sempre , Amigo

  
  

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sei que vozes de louco não chegam aos (vossos) céus , mas . . .

   Senhores do poder , não contem comigo para ajudar a resolver esta crise , pelo menos à vossa maneira ! Vocês não são a solução para esta crise , vocês são o problema e . . . a crise , que temos que resolver ! Com vocês no poder , eu quero mesmo é que o regime "impluda" , e . . . tudo farei para que isso aconteça ; bateremos todos no fundo ( onde já se encontram muitos ) , até mesmo . . . vocês ! O meu prazer é enorme , só de saber que esta crise vai conseguir "engolir-vos" a todos . Finalmente o Sol nascerá para todos , mas com todos no fundo do poço . . . até lá !

   Nota : há muito tempo que deixei de acreditar nesta raça , dita humana , mas . . . como dizia José Saramago . . . " mesmo que o meu destino me conduza a uma Estrela , nem por isso me livrei de percorrer os caminhos deste mundo . . ."

Punam os culpados

  Nós não somos todos culpados do estado a que isto chegou . Os políticos que preferiram o caminho mais fácil , os corruptos que capturaram o poder do Estado para ser sanguessugas dos contribuintes , e os lobbies e grupos que usaram os decisores políticos como empregados privativos ao serviço da estratégia da conquista de rendas , são os culpados do imenso passivo desta República de Negócios .  Bastaria que a Justiça fosse capaz de levar a Tribunal , punir e exigir indemnização por danos causados aos cidadãos , para este País voltar a ter futuro . Se as pessoas e os grupos que nos últimos 20 anos enriqueceram ilicitamente à conta do saque do País , fossem obrigados a devolver o dinheiro , acabava o drama do défice .

   Armando Esteves Pereira
   director - adjunto do Correio da Manhã