sábado, 28 de dezembro de 2013

“…uns tocam-nos o corpo sem nunca nos terem tocado a alma... e outros tocam-nos a alma sem nunca nos terem tocado o corpo..."

Neste lugar, as árvores são objectos de Van Gogh.
Fico longos momentos ao sol, para as ver retorcer, bater, suplicarem e chorarem sob os ataques de vento.
Levantei-me cedo e tentei encontrar Igor. Nem a sua sombra.
Agora só um café. Sem a cafeína matinal sentia-me um tronco inanimado, sem vontade própria, sem reacção.
Fui a pé. Sem pressas e tentando encarnar na minha mente a percepção do malogrado pintor.
Tento-o muitas vezes. Quando o consigo, vejo o mundo a cores.
Toda a gama dos azuis. Azul lavanda do céu, azul-marinho do mar e o azul mais deleitoso do horizonte.
Os verdes. Prateado das oliveiras, pouco mais escuro, como o das videiras, mais escuro ainda das moitas de mato.
Os brancos, reflectidos em cada casa da povoação, tanto à sombra como ao sol.
A gama dos ocres, o avermelhado dos telhados, ocre beige da igreja, ocre quase castanho de um pedaço de terra a meus pés.
Mas, curiosamente tenho medo das telas e até dos espelhos. Olho para as portas com desconfiança, julgando-as capazes de se fecharem brutalmente atrás de mim para não mais se abrirem.
É urgente que eu vá até à povoação e ao café, para me libertar desta angústia. Soltar-me do lado escuro da lua.
É necessário que eu desça de onde estou, correr apesar do vento que de forma matreira me tenta travar, que se enfurece de me deixar passar.
Recordo-me que no Verão passado Amélia estava junto à porta do café com Sofia, a mulher do meu amigo Filipe. Aliás foi através dele que ficara a conhecer como a palma das minhas mãos a vila.
Eu apaixonado pela mulher de Filipe como um garoto. Mas, impossível encenar com ela o jogo, cem vezes repetido da sedução.
Paralisado pela sua beleza, pelo seu humor e segurança. Eu pensava que as coisas por vezes são assim. Sonhar pelo menos uma vez com amor, em vez de o fazer. Entender o que uma vez li algures; “…uns tocam-nos o corpo sem nunca nos terem tocado a alma... e outros tocam-nos a alma sem nunca nos terem tocado o corpo..."


In: O lado escuro da lua (Não editado)

http://sonhoemmim.blogspot.com.br/2009/11/uns-tocam-nos-o-corpo-sem-nunca-nos.html

QUERO-TE !



Quero esse teu corpo
Apetitoso e melindroso,
Esse teu jeito iluminado,
Essa tua forma tão ímpar
De passear através da vida.
Quero tua alegria, esperança e crença
De que tudo um dia, naturalmente se transformará,
Desde que nós os humanos não descontinuemos de nos amar.
Quero teu modo criança,
Repleto de estripolias,
Que me ergue do siso
E tanto me agracia.
Desejo ser corrompido
Por teus preceitos e hábitos,
Invadido pelo teu estilo de viver.
Sentir-me adentrado pela magnitude
E todo o magismo e meiguice do teu proceder.
Dou-te a mão à palmatória, és erudita e notória,
Me ensina, me acode, me sacode, preciso aprender.
Resumindo tudo, tudo mesmo, o que eu mais ambiciono
É me metamorfosear em paz e ser afável assim: assim viver!

António Poeta

Amor Insano , Atemporal !


Fantasia, magia.
Perco-me!
Poeta? Rebeldia?
Direcciono-me! Sintonia!
Harmonia de vida!
Amo!
Amor atemporal!?
Assumo! Insana rebeldia.
Amor existente,
latente, permanente.
Doce realidade.
Primavera outonal,
suspiros, sussurros...
Gemidos leves, perceptíveis,
ouvidos.
Abraço ousado, permitido,
sentido...
Raízes misteriosas, húmidas,
névoa, sonho,
círculo de doçuras, consentido.
Marcas, passado, presente,
fogo de alcova, nossas correntes.
Beijos a desvendar desejos,
palavras inaudíveis,
pulsar das nossas veias.
Afasto-me a olhar teus olhos
claros, olhar demorado,
profundo, misto de pensamentos
desalinhados, trémulos...
plenos de loucas vontades.
Loucas?
Não!!!
Claras, lúcidas Vontades!
Mãos a procurar, buscar,
a proporcionar transe ao corpo.
Fogueira de astros,
rastros, frestas, espanto,
rasgo, cilada, grito.
Mistério! Metáforas! Coração!
Deixa brotar as flores,
voar os pássaros,
soar a canção!
soprar o vento!
Deixa aflorar!!!


®Ana Maria Marya
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Uma verdadeira mensagem de amor e amizade (há muito tempo eu não via algo tão bonito)


O filme de Natal do Grupo Zaffari de 2013 traz uma série de valores para inspirar todo mundo, não só na data especial, mas diariamente.
Que você saiba como aproveitar os seus dias e as pessoas que ama.
Que você consiga dizer tudo o que sente.
Que você saiba agradecer.
Que você cuide das pessoas, dos animais e das plantinhas.
Que você valorize tudo aquilo que a vida lhe dá.
Que você entenda que toda hora é hora de ajudar alguém.
Que você pratique a gentileza no seu dia a dia.
E, por fim, que você compreenda que um simples gesto pode fazer a diferença na vida do outro.

sábado, 14 de dezembro de 2013

ÁGUAS DE MARÇO - Tom Jobim & Elis Regina

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Congelamento de ervas em azeite



Olha só que dica maravilhosa para temperar seus alimentos:


1. Escolher ervas frescas, de preferência da feira ou do seu próprio jardim.
2. Se quiser você pode picá-las bem, ou deixá-las em ramos e folhas maiores. Na foto, as ervas foram finamente picadas.
3. Colocar em bandejas de cubos de gelo (cerca de 2/3 cheio de ervas).
4. Você pode misturar as ervas (sálvia, tomilho, alecrim).
5. Colocar azeite extra-virgem de oliva sobre as ervas.
6. Cobrir com filme plástico e congelar.
7. Remover os cubos congelados e armazenar em recipientes ou sacos pequenos de congelamento.
8. Não esqueça de etiquetar cada embalagem informando qual é o tipo de erva dos cubos!
9. Usar em assados, batatas cozidas, etc.


Leia mais em: http://www.clickgratis.com.br/receita/dicas-cozinha/congelamento-de-ervas-em-azeite/#ixzz2nOMIs6BC



É Proibido

É proibido chorar sem aprender ,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças .
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer ,
Abandonar tudo por medo ,
Não transformar sonhos em realidade .
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor .
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles .
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas ,
Fingir que elas não te importam ,
Ser gentil só para que se lembrem de você
Esquecer aqueles que gostam de você .
É proibido não fazer as coisas por si mesmo ,
Não crer em Deus e fazer seu destino ,
Ter medo da vida e de seus compromissos ,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro .
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar ,
Esquecer seus olhos, seu sorriso , só porque seus caminhos se desencontraram ,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente .
É proibido não tentar compreender as pessoas ,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua ,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte .
É proibido não criar sua história ,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você ,
Não compreender que o que a vida te dá , também te tira .
É proibido não buscar a felicidade ,
Não viver sua vida com uma atitude positiva ,
Não pensar que podemos ser melhores ,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual .

Pablo Neruda




POEMAS DA ALMA

Havia sonhado e lutado toda a vida pela erradicação da pobreza ; queria que em seu país houvesse justiça social , um pouco de igualdade . Colocou sua pena e sua vida a serviço desta causa nobre . Muitas vezes arriscou sua integridade física perseguido por González Videla, que considerávamos um tirano . É que não conhecíamos a tirania de fato . (. . .) Sempre animado , entusiasta , alegre , falando às massas , tentando despertar a consciência adormecida e fatalista dos pobres que se contentam com as
esmolas do nada !

PABLO NERUDA

sábado, 7 de dezembro de 2013

Jerusalem: Filmed for IMAX and Giant Screen Theaters

Jerusalem: Filmed for IMAX and Giant Screen Theaters from JerusalemTheMovie on Vimeo.

Cute polar bear cubs lovin' up their mamma

Nelson Mandela (21 frases a fixar)


Transcrevemos algumas citações do ícone mundial sobre tolerância, amor ao próximo e unidade que apesar dos 27 anos de prisão nunca pensou em atribuir-se um título especial e tão pouco adulterar ou fabricar uma constituição para continuar no poder. Nelson Mandela formou um governo reconciliador, não se vingou de ninguém e manteve intacta a dinâmica económica no país. Exemplarmente, ficou apenas um mandato na presidência e terminou o resto dos seus anos humildemente em actividades sem fins lucrativos e junto da família.

1 - Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.

2 - Liberdade parcial não é liberdade

3 - Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia

4 - Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram.

5 - O dinheiro não cria o sucesso, mas sim a liberdade de criar o sucesso.

6 - Ninguém nasce a odiar outra pessoa pela cor de sua pele, ou pelo seu passado, ou pela sua religião. As pessoas aprendem a odiar, e se eles podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.

7 - Ser livre não é apenas libertarmo-nos das correntes que nos aprisionam, mas também viver de uma forma que respeite e valorize a liberdade dos outros.

8 - Uma nação não deve ser julgada pela forma como trata os seus cidadãos mais elevados, mas como trata os mais rebaixados.

9 - Tenho acalentado o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas viverão juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.

10 - A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.

11 - Não há mais caminho fácil para a liberdade em lugar algum, e muitos de nós têm que atravessar o vale das sombras da morte de novo e de novo antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos.

12 - Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma formidável combinação.

13 - Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração.

14 - Quando somos libertados de nossos medos, nossa presença automaticamente liberta a outros.

15 - É melhor liderar de trás e colocar outros na frente, especialmente quando você celebra a vitória quando coisas legais acontecem. Você assume a linha de frente quando há perigo. Daí as pessoas apreciarão sua liderança.

16 - Se quiser fazer as pazes com o seu inimigo, você tem que trabalhar com ele. Daí, ele se torna seu parceiro.

17 - Sempre parece impossível até que seja feito.

18 - Como um líder, eu sempre me esforcei para ouvir o que cada pessoa tinha a dizer numa discussão antes de dar a minha própria opinião. Com frequência, minha opinião simplesmente representará um consenso do que eu ouvi na discussão. Eu sempre lembro o conceito básico: um líder é como um pastor de ovelhas. Ele fica atrás do rebanho, deixando o mais esperto sair na frente, sendo seguido pelos outros, sem reconhecer que desde o início eles estão sendo dirigidos por trás.

19 - A maior glória em viver não está em jamais cair, mas em nos levantarmos cada vez que caímos.

20 - Liberdade não é meramente tirar as correntes de alguém, mas sim viver de uma forma que respeita e aumenta a liberdade dos outros.

21- A morte é inevitável. Quando um homem fez aquilo que considera ser o seu dever para com o seu povo e o seu país, poderá descansar em paz. Eu acredito que fiz esse esforço e, por isso, irei dormir até à eternidade.

Gala 2013 - Défilé Extrême lingerie - Charlott' lingerie

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sacla UK

Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.



Quando o testamento foi aberto, dizia que metade dos camelos ficaria para o filho mais velho, um terço para o segundo e um nono para o terceiro.

O que fazer?

Eram dezessete camelos; como dar metade ao mais velho? Um dos animais
deveria ser cortado ao meio?

Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.

É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático.

Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução, já que a mesma é matemática.


Então alguém sugeriu: "É melhor procurarem alguém que saiba de camelos, não de matemática".

Procuraram assim o Sheik, homem bastante idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito.

Contaram-lhe o problema.

O velho riu e disse: "É muito simples, não se preocupem".

Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte - seis camelos - e ao terceiro filho foram dados dois camelos - a nona parte. Sobrou um camelo: o que foi emprestado.

O velho pegou seu camelo de volta e disse: "Agora podem ir".

Esta história foi contada no livro "Palavras de fogo", de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição. Ele conclui dizendo: "A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição. A cultura é abstrata, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência."

Nota:
Isto também funciona com burros..., já que em Portugal não temos camelos.

Sangue Novo - Letra e música : Luiz Goes

Se és um jovem português (desconheço o autor . . .)

Atravessa a fronteira do teu País
E parte destemido
Na procura de um futuro com Futuro

Porque no teu País
A Educação é como uma licenciatura
Tirada sem mérito e sem trabalho
Arquitectada por amigos docentes
E abençoada numa manhã dominical

Porque no teu País
É mais importante a estatística dos números
Que a competência científica dos alunos
O que interessa é encher as universidades
Nem que seja de burros

Porque no teu País
A corrupção faz parte do jogo
Onde os jogadores e os árbitros
São carne do mesmo osso
E partilham o mesmo tempero

Porque no teu País
A justiça é ela própria uma injustiça
Porque serve quem é rico e influente
Com leis democraticamente pobres

Porque no teu País
As prisões não são para os ladrões ricos
Porque os ricos não são ladrões
Já que um desvio é diferente de um roubo

Porque no teu País
A Saúde é uma doença crónica
Onde, quem pouco tem
É sempre colocado na coluna da despesa

Porque no teu País
Se paga a quem nada faz
E se taxa a quem pouco aufere

Porque no teu País
A incompetência política
é definida como coragem patriótica

Porque no teu País
Um submarino é mais importante que tu
E o mar apenas serve para tomar banho
E pescar sardinhas

Porque no teu País
Um autarca condenado à prisão pela justiça
Pode continuar em funções em liberdade
Passeando e assobiando de mãos nos bolsos

Porque no teu País
Os manuais escolares são pagos
Enquanto a frota automóvel dos políticos
É topo de gama

Porque no teu País
Há reformas de duzentos euros
E acumulação de reformas de milhares deles

Porque no teu País
A universidade pública deixou cair a exigência
E as licenciaturas na privada
Tiram-se ao ritmo das chorudas mensalidades

Porque no teu País
Os governantes, na sua esmagadora maioria
Apenas possuem experiência partidária
Que os conduz pelas veredas do "sim ao chefe"

Porque no teu País
O que é falso, dito como verdade,
Sob Palavra de Honra !
São votos ganhos numa eleição

Porque no teu País
As falências são uma normalidade
O desemprego é galopante
A criminalidade assusta
O limiar da pobreza é gritante
E a venda de Porsches ... aumenta

Porque no teu País
Há esquadras da polícia em tal estado
Que os agentes se servem da casa de banho
Dos cafés mais próximos

Porque no teu País
Se oferecem computadores nas escolas
Apenas para compor as estatísticas
Do saber "faz de conta" em banda larga

Porque no teu País
Se os teus pais não forem ricos
Por mais que faças e labutes
Pouco vales sem um cartão partidário... ou sem o avental da maçonaria

Porque no teu País
Os governantes não taxam os bancos
Porque, quando saírem do governo
Serão eles que os empregam

Porque no teu País
És apenas mais um número
Onde o Primeiro-Ministro se chama Alice
Que vive no País das Maravilhas
Mesmo ao lado do teu.

Foge !
E não olhes para trás !"

Imitose

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela Song

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa

- A senhora deveria trazer as suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu: - Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora.

A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - a nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.

A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência de cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas dos bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como ?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou paletes de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a electricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro ou o eléctrico e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos.. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.

Então, não é risível que a actual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Dicas para fazer sexo na 3ª idade

1. Ponha os óculos.

2. Certifique-se de que sua companheira está realmente na cama.

3. Ajuste o despertador para tocar daí a 3 minutos, para o caso de
adormecer durante a 'performance'.

4. Acerte a iluminação: apague todas as luzes.

5. Deixe o tlm programado para o número da EMERGÊNCIA MÉDICA.

6. Escreva na mão o nome da pessoa que está na cama, para o caso de
não se lembrar.

7.Tenha um analgésico à mão, para o caso de conseguir cumprir a 'performance'.

8. Não faça muito barulho: nem todos os seus vizinhos são surdos como você.

9. Se tudo der certo, telefone para seus amigos para contar as boas novas!

10. Nunca, jamais, pense em repetir a dose, mesmo sob efeito de VIAGRA.

11. Não esqueça de levar dois travesseiros para colocar sob os
joelhos, para não forçar a artrose.

12. Se for usar camisinha, avise antes o pirilau 'que não se trata de
touca para dormir', senão ele pode se confundir.

13. Não esqueça de tirar a parte de baixo do pijama, mas fique com uma
camisolão para não apanhar gripe.

14. Não tome nenhum tipo de laxante nos dias anteriores; nunca se sabe
quando se tem um acesso de tosse...

PS: (Estas dicas foram escritas com letras grandes para facilitar a leitura...!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ACORDEMOS

não são moinhos de água
é o silêncio dos meus pensamentos
que nas profundezas
escuta sussurros e gritos
vindos de um povo que se indigna
mas não se atulha

somos embalados por um suave torpor
por homens sem rosto
que com incenso e leques de vento
perfumam o nosso corpo

somos do vício do tempo
somos dos centros comerciais
não queremos saber
dos valores existenciais

acordemos
porque o Sol se esconde
e a noite vai ser longa

vamos à rua
tocar ao vento
correr na avenida
entrelaçar os sentimentos
e dizer tanto assim
não queremos mais
estamos fartos
de tanto suprimento

POR CFBB (Carlos Fernando Bondoso Bondoso)

domingo, 1 de dezembro de 2013

CAOS ORTOGRÁFICO em progressão para o LINGUICÍDIO

"Oilfield Dodge" Promotional Film 1920s Dodge Brothers Wild Ride

"Confraria Bancária Cavaquista" a sacar em grande da EDP ! ! !

"Este CGS (Conselho Geral e de Supervisão) da EDP é uma dourada manjedoura privada que o governo guarnece com dinheiros públicos - as escandalosas rendas! - que vai buscar aos salários e às pensões do povo solidário que nós somos.
À mesa posta está o Eduardo Catroga (recebe €45.000/mês) e mais 20 personalidades do arco da governação.
Estão, com aquele ar compenetrado da sua própria importância, e se dispõem patrioticamente a saquear a ralé, trabalhadores, intelectuais, professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, militares, pensionistas, velhos e crianças, "pés descalços e barrigas ao sol".

Mas o Eduardo Catroga afadiga-se por muitas mais remunerações. Olhem só o coitado: "Actualmente - diz-se no currículo que apresenta do site da EDP - é Presidente do Grupo SAPEC, Administrador da Nutrinveste, Administrador do Banco Finantia e Membro do Comité de Investimentos da Portugal Venture Capital Initiative, um fundo de capital de risco promovido pelo Banco Europeu de Investimento". Isto sim, é homem de muito alimento trabalho.

Vêem-se lá, no CGS da EDP, entre outros;
- Luís Filipe Pereira, ex-SE de Cavaco Silva e ex-min da Saúde de Durão Barroso,
- Jorge Braga de Macedo, ex-min das Finanças de Cavaco Silva,
- Maria Celeste Cardona, ex-min da Justiça de Cavaco Silva,
- Rui Pena ex-ministro da Reforma Administrativa do Governo PS/CDS, em 1978,
- Rocha Vieira, ex-Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores e ex governador de Macau,
- Paulo Teixeira Pinto ex.presidente do BCP que recebeu 10 milhões de euros para largar o cargo e uma pensão de 40 mil euros por mês e se sente, "legitimamente", muito injustiçado porque o seu rival Jorge Jardim Gonçalves levou com uma pensão de 175 mil euros por mês.
- Também se sustenta àquele balcão da EDP o José Espírito Santo Ricciardi mas este já não pertence aquele grupo de vassalos bem nutridos, este pertence já ao grupo dos donos de Portugal e o que ganha ali não passa de uns desprezíveis trocos, ainda que façam jeito, é claro.”

João Braga e Amigos - "Desgarrada de Fado"

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

100$00 Escudos = € 0,50 cêntimos



Os mais novos não entendem e até duvidam...

Todavia, é (foi) um facto indesmentível!

A velha nota de 100$00 ! Lembra-se da velhinha nota de 100$00 ? Recordemos o que se podia fazer com ela, há 40 Anos ...

Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim 20$00

Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração) 10$00

Bebíamos 2 ginginhas no Rossio 3$00

Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos 6$00

Jantávamos no Parque Mayer (Sardinhas Assadas) 17$50

Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque Mayer 16$00

Telefonema para dizermos qualquer coisa, como desculpa 1$00

Dormíamos numa pensão com pequeno-almoço incluído 5$00

Viagem de carro eléctrico 1$50

Poupança 20$00

Hoje, 100$00 são € 0,50, o que dá para uma pequena gorjeta!

Por vezes, mal aceite pelos arrumadores de carros, pois acham pouco...

Os tempos são outros, diferentes realidades, e o valor do dinheiro também...

"As dificuldades incentivam a luta do homem e orientam os seus caminhos."

Muito há, que aos poucos nos vai arruinando e flagelando. Felizmente, que o Povo se vai apercebendo da má “roleta” governativa que diariamente vamos enfrentando.

Felizmente, que este sente a degradante situação em que vive e unido, manifestou o seu descontentamento, ao aderir em força às manifestações hoje realizadas.

Felizmente, que conscienciosamente nos vamos apercebendo, da má política, que diariamente os governantes nos vão impondo.

VÍDEO

Está a acontecer . Já se apercebeu ?


“Está a acontecer. Aquilo que nem nos passava pela cabeça que pudesse acontecer está mesmo a acontecer. Está a acontecer cada vez com mais regularidade as farmácias não terem os medicamentos de que precisamos. Está a acontecer que nos hospitais há racionamento) de fármacos e uma utilização cada vez mais limitada dos equipamentos. Está a acontecer que muitos produtos que comprávamos nos supermercados desapareceram e já não se encontram em nenhuma prateleira. Está a acontecer que a reparação de um carro, que necessita de um farol ou de uma peça, tem agora de esperar uma ou duas semanas porque o material tem de ser importado do exterior. Está a acontecer que as estradas e as ruas abrem buracos com regularidade, que ou ficam assim durante longos meses ou são reparados de forma atamancada, voltando rapidamente a reabrir. Está a acontecer que a iluminação pública é mais reduzida, que mais e mais lojas dos centros comerciais são entaipadas e desaparecem misteriosamente. Está a acontecer que nas livrarias há menos títulos novos e que as lojas de música se volatilizaram completamente. Está a acontecer que nos bares e restaurantes há agora vagas com fartura, que os cinemas funcionam a meio gás, que os teatros vivem no terror da falta de público. Está tudo isto a acontecer e nós, como o sapo colocado em água fria que vai aquecendo lentamente até ferver, não vemos o perigo, vamos aceitando resignados este lento mas inexorável definhar da nossa vida coletiva e do Estado social, com uma infinita tristeza e uma funda turbação.


Está a acontecer e não poderia ser de outro modo. Está a acontecer porque esta política cega de austeridade está a liquidar a classe média, conduzindo-a a uma crescente pauperização, de onde não regressará durante décadas. Está a acontecer porque, nos últimos quase 40 anos, foi esta classe média que alimentou cinemas, teatros, espetáculos, restaurantes, comércio, serviços de saúde, tudo o que verdadeiramente mudou no país e aquilo que verdadeiramente traduz os hábitos de consumo numa sociedade moderna. Foi na classe média — de professores, médicos, funcionários públicos, economistas, pequenos e médios empresários, jornalistas, artistas, músicos, dançarinos, advogados, polícias, etc. —, que a austeridade cravou o seu mais afiado e longo punhal. E com a morte da classe média morre também a economia e o próprio país.

E morre porque era esta classe média que mais consumia — e que mais estimulava — os produtos culturais nacionais, da literatura à dança, dos jornais às revistas, da música a outro tipo de espetáculos e de manifestações culturais. É por isso que a cultura está a morrer neste país, juntamente com a economia. E se a economia pode ainda recuperar lentamente, já a cultura que desaparece não volta mais. Um país sem economia é um sítio. Um país sem cultura não existe.

Durante a II Guerra Mundial, quando o esforço militar consumia todos os recursos das ilhas britânicas, foi sugerido ao primeiro-ministro Winston Churchill que cortasse nas verbas da cultura. O homem que conduziu a Inglaterra à vitória sobre a Alemanha recusou perentoriamente. “Se cortamos na cultura, estamos a fazer esta guerra para qué?” Mutatis mutandis, a mesma pergunta poderíamos fazer hoje: se retiramos todas as verbas para a cultura, estamos a fazer este ajustamento em nome de quê? Mas esta, claro, é uma questão que nunca se colocará às brilhantes cabeças que nos governam”.

Nicolau Santos

domingo, 24 de novembro de 2013

I Want to Live , and . . . I Want to Go Home . . .

Nascido três meses e meio prematuro, bebê Ward Miles não teve o início mais fácil na vida, mas graças ao amor de seus pais e dedicação interminável de médicos e enfermeiros, o pequeno lutador conseguiu. Seu pai, Benjamin Miller que é um fotógrafo que trabalha sob o nome de Benjamin Scot , capturou primeiro ano de seu filho em um pequeno filme em movimento. O vídeo começa com nova mãe Lyndsey cautelosamente pegar seu filho, que pesa menos de 1 kg e 500 g, com 15 semanas de vida no Hospital Infantil Nationwide, em Columbus, Ohio. Com a ajuda das enfermeiras fios e equipamentos médicos móveis, Lyndsey facilita em uma cadeira e prende seu filho pequeno ao peito. Ela sorri para a câmera e, em seguida, a nova mãe torna-se oprimido pelo momento e explode em lágrimas.

Realmente um Video emocionante, vale a pena ver.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Uma Democracia de verdade . . . urge !

Nem este , nem quaisquer outros que se perspectivem nesta democracia de treta ! Exijo um outro sistema político . . . uma Democracia de verdade , com novas leis , novas regras , mas terá que ser com um novo baralho (este está viciado !) , e . . . dando cartas de novo ! ! !

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Truques espectaculares para o corpo



Se tem comichão na garganta, coce o ouvido. Quando os nervos no ouvido são estimulados, causam um reflexo na garganta, criando um espasmo muscular, que por sua vez, alivia a comichão.

Tem dificuldade em ouvir alguém numa festa ou ao telefone? Utilize o ouvido direito; é mais eficaz a detectar o discurso rápido. Por outro lado, o esquerdo é melhor a detectar tons musicais.

A próxima vez que lhe derem uma injecção, TUSSA enquanto a agulha estiver a entrar. A tosse aumenta a pressão no canal medular, que restringe a sensação de dor à medida que tenta percorrer a distância até ao cérebro.

Desobstrua o nariz entupido ou alivie a pressão causada pela sinusite empurrando a língua contra o céu-da-boca e de seguida comprimindo um dedo entre as sobrancelhas. Repita durante 20 segundos – provoca a oscilação do osso vómer, que alivia a congestão.

Se comeu muito numa refeição e se sente enfartado ao adormecer deite-se do lado esquerdo. Evitará o refluxo ácido já que mantém o estômago a um nível mais baixo do esófago.

Poderá parar uma dor de dentes esfregando gelo na parte posterior da mão, na zona entre o polegar e o indicativo. Os nervos aí situados estimulam uma parte do cérebro que bloqueia os sinais de dor da boca.

Se bebeu demais e fica tonto, coloque a mão nalguma coisa estável. Porquê: o álcool dilui o sangue na parte do ouvido chamada cúpula, que regula o equilíbrio. Ao colocar a mão em algo estável, dá ao cérebro um outro ponto de referência, ajudando assim a “tontura”.

Pare a hemorragia do nariz colocando algodão nas gengivas superiores mesmo por detrás da pequena cavidade por baixo do nariz e pressione com firmeza. A maior parte da hemorragia provém da parede cartilaginosa que divide o nariz.

Nervoso? Diminua a frequência cardíaca soprando no polegar. O nervo vago (ou pneumogástrico) controla a frequência cardíaca, sendo possível diminui-la através da respiração.

Se a sua mão ficar dormente, abane a cabeça de um lado para o outro. Deixará de estar dormente em menos de um minuto. A mão fica dormente porque os nervos do pescoço comprimem-se. Se o pé ficar dormente, trata-se dos nervos na parte inferior do corpo, sendo necessário levantar-se e andar um pouco.

Tem soluços? Pressione o polegar e indicador sobre as sobrancelhas até estes passarem - normalmente, em pouco tempo.

A CULPA


A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa !!!...

sábado, 16 de novembro de 2013

A minha escola pública

por BAPTISTA-BASTOS

DN, 2013-11-13

Tudo o que sou e sei devo-o à escola pública, à abnegada dedicação de professores, cujas memórias retenho com emoção e saudade. Não é mau ter saudade: é manter o lastro de uma história que se entrecruza com a dos outros, de muitos outros. É sinal de uma pertença que transforma as relações em laços sociais, frequentemente para toda a vida. Da primária ao secundário, e por aí fora, a presença desses homens e dessas mulheres foi, tem sido, a ética e a estética de uma procura do próprio sentido da vida. O débito que tenho para com eles é insaldável. A paciência solícita, o cuidado e a atenção benevolente do tratamento dispensado aos miúdos desbordavam de si mesmos para ser algo de grandioso. Ah! Dona Odete, como me lembro de si, da sua beleza mítica, da suavidade da sua voz, a ensinar-nos que o verbo amar é transitivo. Também lhe pertenço, e àqueles que falavam das coisas vulgares das ruas e dos bairros, da cadência melancólica das horas e dos dias, com a exaltação de quem suspira uma reza ou compõe uma épica.
Depois, foram os meus três filhos, instruídos em cantinas escolares republicanas, e aí estão eles, no lado justo das coisas, nesse regozijo dos sentidos que obriga ao grito e à cólera quando a repressão se manifesta. Escrevo destas coisas banais para designar o verdete e o vómito que me provocam o ministro Crato e o seu sorriso de gioconda de trazer por casa, quando, por sistema e convicção, destrói a escola republicana, aduzindo-lhe, com rankings e estatísticas coxas, a falsa menoridade da sua acção. Este ministro é um mentiroso, por omissão deliberada e injunção de uma ideologia de que é paladino. Não me interessa se abjurou dos ideais de juventude; se tripudiou sobre "O Eduquês", um ensaio dignificante; ou se mandou às malvas o debate que manteve com o professor Medina Carreira, num programa da SIC Notícias. Sei, isso sim, que os homens de bem devem recusar apertar-lhe a mão.
Ele não diz que a escola pública está aberta a toda a gente, e que a escola privada (com dinheiro nosso, dos contribuintes) é extremamente selectiva. Oculta que a escola pública acolhe os miúdos com fome, de pais desempregados, de famílias disfuncionais e desestruturadas, que vivem em bairros miseráveis e em casas degradadas, entregues a si mesmos e à raiva que os alimenta.
Não diz que a escola pública é a imagem devolvida da sociedade que ele próprio prognostica e defende. Uma sociedade onde uma falsificada elite, criada nos colégios, tende a manter-se e a exercer o domínio sobre os outros. Oculta, o Crato, que, apesar desse inferno sem salvação, fixado nos rankings numa humilhação atroz, ainda surgem alunos admiráveis, com a tenacidade e a dimensão majestosa de quem afronta a injúria e a desgraça. E esta imprensa, muito solícita em noticiar trivialidades, também encobre a natureza real do grande problema. Tapa os ouvidos, os olhos e a boca como o macaco da fábula.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo acordo ortográfico

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A amizade

é o mais belo afluente do amor,
ela ajuda a resolver,
com paciência,
as complicadas equações
da convivência humana.

A amizade
é tão forte quanto o amor,
ela educa o amor,
sinalizando o caminho da coerência,
apontando as veredas da justiça,
controlando os excessos da paixão.
A amizade
é um forte elo que une pessoas
na corrente do querer.
Amizade
é cola divina,
cola demais,
pode doer.

A amizade
tem muito mais juízo que o amor,
quando ele se esgota
e cisma de ir embora,
ela se propõe a ficar,
vigiando o sentimento que sobrou.

[Ivone Boechat]

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não confio na minha geração nem para se governar a si própria. E temo pela que se segue. Filhos do 25 de Abril


A geração que fez o 25 de Abril era filha do outro regime. Era filha da
ditadura, da falta de liberdade, da pobre e permanente austeridade e da 4.ª
classe antiga.
Tinha crescido na contenção, na disciplina, na poupança e a saber (os que à
escola tinham acesso) Português e Matemática.
A minha geração era adolescente no 25 de Abril, o que sendo bom para a
adolescência foi mau para a geração.
Enquanto os mais velhos conheceram dois mundos – os que hoje são avós e
saem à rua para comemorar ou ficam em casa a maldizer o dia em que lhes
aconteceu uma revolução – nós nascemos logo num mundo de farra e de festa,
num mundo de sexo, drogas e rock & roll, num mundo de aulas sem faltas e
de hooliganismo juvenil em tudo semelhante ao das claques futebolísticas mas
sob cores ideológicas e partidárias. O hedonismo foi-nos decretado como
filosofia ainda não tínhamos nem barba nem mamas.
A grande descoberta da minha geração foi a opinião: a opinião como princípio
e fim de tudo. Não a informação, o saber, os factos, os números. Não o fazer,
o construir, o trabalhar, o ajudar. A opinião foi o deus da minha geração. Veio
com a liberdade, e ainda bem, mas foi entregue por decreto a adolescentes e
logo misturada com laxismo, falta de disciplina, irresponsabilidade e
passagens administrativas.
Eu acho que minha geração é a geração do “eu acho”. É a que tem controlado
o poder desde Durão Barroso. É a geração deste primeiro-ministro, deste
ministro das Finanças e do anterior primeiro-ministro. E dos principais
directores dos media. E do Bloco de Esquerda e do CDS. E dos empresários do
parecer – que não do fazer.
É uma geração que apenas teve sonhos de desfrute ao contrário da outra que
sonhou com a liberdade, o desenvolvimento e a cidadania. É uma geração sem
biblioteca, nem sala de aula mas com muita RGA e café. É uma geração de
amigos e conhecidos e compinchas e companheiros de copos e de praia. É a
geração da adolescência sem fim. Eu sei do que falo porque faço parte desta
geração.
Uma geração feita para as artes, para a escrita, para a conversa, para a
música e para a viagem. É uma geração de diletantes, de amadores e
amantes. Foi feita para ser nova para sempre e por isso esgotou-se quando a
juventude acabou. Deu bons músicos, bons actores, bons desportistas, bons
artistas. E drogaditos. Mas não deu nenhum bom político, nem nenhum grande
empresário. Talvez porque o hedonismo e a diletância, coisas boas para a
escrita e para as artes, não sejam os melhores valores para actividades que
necessitam disciplina, trabalho, cultura e honestidade; valores, de algum
modo, pouco pertinentes durante aqueles anos de festa.
Eu não confio na minha geração nem para se governar a ela própria quanto
mais para governar o país. O pior é que temo pela que se segue. Uma geração
que tem mais gente formada, mais gente educada mas que tem como
exemplos paternos Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Passos
Coelho, António J. Seguro, João Semedo e companhia. A geração que aí vem
teve-nos como professores. Vai ser preciso um milagre. Ou então teremos que
ressuscitar os velhos. Um milagre, lá está.

Pedro Bidarra
Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Projecto Ulisses....por uma Europa com sentido‏

O poder da abóbora Escrito por Ana Ni Ribeiro, nutricionista


Chegou o Outono e um dos frutos mais características desta estação é a abóbora. Nesta altura do ano, além da sua presença nos mais diversos pratos, constituiu uma peça decorativa no Halloween ou Dia das Bruxas, uma celebração originária dos países anglo-saxónicos.
A abóbora pertence à mesma família do melão, da melancia, do chuchu e do pepino (cucurbitáceas). A forma, tamanho e cor variam mas no seu interior encontra-se uma polpa geralmente alaranjada e as sementes, ambas usadas na alimentação.
A abóbora tem um valor energético muito baixo e é rica em água. O conteúdo de hidratos de carbono, proteínas e lípidos é também baixo. Destaca-se o teor em betacaroteno (pró-vitamina A), bem como vitamina A, E e C. Quanto aos minerais, é rica em potássio. O potássio é um mineral que minimiza as cãibras musculares e também a retenção de líquidos sendo um aliado anti celulite.
As suas sementes são uma grande fonte de ácidos gordos essenciais, com efeito anti-inflamatório e regulador da produção de DHT (um derivado da testosterona implicado em doenças da próstata, queda de cabelo e acne). É uma boa fonte de proteínas. Contém vários minerais e vitaminas: ferro, cálcio, fósforo, vitamina A, E e complexo B. As sementes de abóbora têm efeito antioxidante, anti-inflamatório e regulador do sistema nervoso.
Devido ao efeito antioxidante da vitamina A a abóbora pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de cancro, a proteger contra as doenças cardiovasculares e pode ainda a prevenir doenças degenerativas. Além disso, o efeito benéfico que a vitamina A tem na pele e na visão é vulgarmente conhecido e comprovado cientificamente.
Poderá conservar a abóbora fresca num local fresco e seco, mas se já a tiver partido ou comprado cortada conserve-a no frigorífico. Poderá também congelá-la para usar depois, por exemplo, na sopa. Para congelar, corte a abóbora em cubos ou fatias. Faça um branqueamento, mergulhando-a água a ferver durante 3 minutos e depois acondicione num saco de plástico e coloque no congelador.
Uma das minhas receitas favoritas de abóbora é cortá-la em cubos e colocar numa assadeira. Em seguida, adiciona-se ervas aromáticas como alecrim e tomilho, uma pitada de sal e pimenta-do-reino, um fio de azeite e coloca-se no forno.

Este Outono renda-se ao poder da abóbora.

domingo, 10 de novembro de 2013

Broa de abóbora

Receitas de camarão

Existem muitas receitas de camarão que, sem dúvida, é o crustáceo mais consumido e apreciado de todo o mundo. Cada vez mais acessível pela sua criação em cativeiro, o que não fica a dever nada ao produto in natura; apesar da sua coloração diferenciada, é muito difícil notar alguma diferença em sabor ou textura.

Aqui encontra muitas receitas de camarão, desde o 7 barbas até ao famoso "camarão pistola". Vá até à peixaria, escolha o seu tipo favorito e prepare a receita de sua preferência, que encontra logo abaixo.
Bom camarão!



Receitas de Camarão do acervo CyberCook

Bobó de Camarão
Camarão na Moranga
Risoto de Camarão
Arroz com Camarão
Coquetel de camarão
Camarão Empanado com Molho Agridoce
Lasanha ao Molho de Camarão Deliciosa
Moqueca de Camarão
Arroz Negro com Camarão e Lulas
Ebi Sakamushi - Camarão no Vapor com Saquê
Espaguete Mediterrâneo de Camarões
Escondidinho de camarão do Bar Original
Estrogonofe de Camarão
Estrogonofe de Camarão Especial
Camarão à Grega
Camarão ao Thermidor à Valentini
Camarão com Requeijão
Estrogonofe de Camarão de Micro-ondas
Camarão ao Creme de Queijo com Azeitonas e Palmito
Camarão Cantonês
Camarão Empanado e Molho Tártaro
Fondue de Camarão
Camarão Flambado ao Molho Bisque
Camarão à Chinesa
Camarões empanados em Tapioca
Curry de Camarão (Birmânia)
Abobrinha à Chinesa com Camarão
Bobó de Camarão com Mandioquinha
Camarão à Chinesa Light
Camarão à Francesa
Camarão ao Creme
Camarão ao creme de manga
Camarão Carioca
Camarão Grelhado no Espeto
Camarão no Coco Verde
Camarões ao Forno com Bacalhau
Camarões Ao Vinho Tinto
Camarões de Festa
Casquinha de Camarão
Camarão ao Creme de Queijo
Talharim com Camarão
Abacaxi recheado com Camarão
Camarão com Mussarela
Camarão de Cannes
Camarões à Baiana
Casquinha de Camarão com Mostarda
Panqueca de Camarão ao Molho Branco
Cuscuz de Camarão
Camarão ao Curry
Camarão à Créole
Camarão à New Orleans
Camarão à Paraense
Camarão à Provençal
Camarão a Taj-Mahal
Camarão à Veneziana
Camarão ao Abacate
Camarão à Paulista
Camarão ao Curry com Chutney de Frutas
Camarão Capixaba
Camarão Capri
Camarão com Aguardente
Camarão com Champagne
Camarão com manteiga de Maracujá
Camarão com Mel e Alecrim
Camarão com Coco
Camarão com Vinho Branco
Camarão Grelhado ao Molho de Ervas

Daveed - Tango and Irene Sheri - paintings

Mark Knopfler - Romeo and Juliet

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A broa dos velhos

Por Alberto Pinto Nogueira

A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo,
diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o
país era sustentado por estrangeiros.

Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que
Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir
nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com
lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes
princípios democráticos e republicanos que a inspiraram.

O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a
Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o
Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria
dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.

O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de
vivos e de mortos.

A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em
1928.

Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria
Justiça ao Povo.

Ingenuidade, logro e engano.

Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas
públicas.

Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de
futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e
inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de
crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011.

O governo arrasa tudo. Governa para a troika e obscuros mercados. Sustenta
bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.

Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de
anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o
governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as
que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma
matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel-
prazer.

É um fora de lei.

Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou
a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que,
sem senso, a não interpretam a seu jeito!!!

Os empregados da troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

Mete a faca na broa dos velhos.

Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014,
de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o
Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?

Alberto Pinto Nogueira é Procurador-Geral – Adjunto

O REGRESSO DAS DIFICULDADES - Hélder Pacheco


Nos tempos em que os animais falavam da minha infância na Vitória, nada se deitava fora. Nada se perdia e tudo se transformava.

Nos sapatos punham-se meias solas e “protectores”, para não gastar tacões e biqueiras. Os fatos e sobretudos viravam-se. Colarinhos e punhos das camisas eram mudados. Os buracos das calças remendavam-se, aproveitando o pano de outros sítios (chamava-se pôr fundilhos) e os das peúgas eram cosidos por mãos de fada, até ficarem rendas. As malhas das meias «de vidro» eram apanhadas por «apanhadeiras» instaladas em vãos de portas. E até as gravatas eram viradas.

Mudando a geografia: tachos, panelas e jarros levavam «pingos» de solda quando furados e os fundos, quando gastos, eram substituídos. O mesmo sucedia com recipientes de metal, incluindo penicos. No caso da louça, pratos, travessas e tampas partidos, eram reconstruídos usando «gatos» de arame. Para quem os possuía, quando os pneus dos automóveis ficavam carecas, mandavam-se recauchutar.

De comidas aproveitava-se tudo. Do jantar para a ceia. De um dia para o outro. Deitar fora (sobretudo pão) era considerado pecado, e deixar no prato absolutamente proibido. Faziam-se prodígios com espinhas e peles de peixe (especialmente bacalhau), ossos e cartilagens dos animais.

A geração para quem Vigo era o estrangeiro e a praia no Molhe, as férias possíveis, que, nos tempos da II Guerra e do pós-Guerra limpou o cu a papel de jornal, habituada ao sacrifício, poupança e a usar a imaginação para sobreviver, conhece os contornos da situação para que o país está a ser empurrado. E, acima de tudo, não pode deixar de sentir desprezo pelos que, prometendo o paraíso, se serviram dele para agora defenderem o inferno como única solução para erros e crimes cometidos em nome da Democracia.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cozido feito no pão caseiro !


Restaurante Adega Monhé em Santa Maria da Feira
Restaurante intimista, com cozinha à vista, onde os sabores portugueses e africanos surgem lado a lado, confeccionados com saber e numa variedade assinalável. O serviço é atencioso e simpático e a garrafeira suficiente. Além de servir à carta, oferece um buffet generoso com várias opções de entradas, primeiros e segundos pratos.

Rua Dr. Elísio Castro, 55
4520-213 Santa Maria da Feira
Telfone: +351 256 375 412





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CARTA AOS 19%
(Ricardo Araújo Pereira)

Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.

Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.

Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.

Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.

Relaxing music

domingo, 22 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Intervenção do Deputado António Filipe do PCP em 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.



Aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório - toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade.

Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.*
Isto é a realidade! Está documentado!

Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.

Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo!

Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(...)"

SABEM QUEM ERA O GOVERNO PORTUGUÊS EM 1987 E QUE VOTOU CONTRA?

ERA CAVACO SILVA!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mais um Grito do meu amigo Augusto Canetas



Estúpido negócio




Mês de Agosto, ano 2013,

admirável palha

que CHOCA o país em estado de guerra

na forma de guerrilha acendalha!

Labaredas, terra queimada de mão em mão

pela avidez declarada do farnel…

terrorismo incendiário,

entre eles impera a causa do papel…



A noite está calma, o vento sopra de afeição,

O pirómano,

pela calada verdejante inflamável

à marcação planeada

celebra a extensão da linha horizontal

sobre apreciação do rentável rastilho,

dá azo à devastação do património fatal.



Silêncio camuflado ao assalto,

quantos mortos? Quantos feridos?

Quanto património, quanta pobre gente de bens delidos?



Espectacular negócio instituído na leva desta sociedade

Conspurcada,

Que ministério da administração interna é este,

que fecha os olhos

A esta vergonhosa manobra de conveniência encetada?



Gosto na televisão, ver as labaredas no céu!

Quando eu for grande quero ser incendiário. – se Deus quiser -

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Carne deve ser eliminada da alimentação ... JÁ.

"Cada pedaço de carne que comemos, é uma bofetada na face manchada de lágrimas de uma criança com fome.

A carne mata animais, mata-nos e vai matando as nossas economias (a título de exemplo, a MEDICARE já levou à falência os EUA, necessitando de 8 triliões de dólares investidos em títulos do Tesouro só para liquidação de juros) ... As Universidades de Cornell e Harvard afirmam que a quantidade ideal de carne numa dieta saudável é precisamente "ZERO".

A água é o novo petróleo; em breve as nações irão iniciar guerras por ela. As reservas subterrâneas que demoraram milhões de anos para encher estão agora secas; são necessários 50.000 litros de água para produzir uma kilo de carne.

Atualmente, há 1 bilião de pessoas famintas e 20 milhões morrerão de má nutrição; se diminuíssemos o consumo de carne em 10%, seria possível alimentar 100 milhões de pessoas. Eliminando totalmente a carne do nosso cardápio, a fome seria erradicada para sempre.

Se toda a população mundial seguisse o tipo de dieta ocidental, seriam necessários 2 planetas para suprir as nossas necessidades alimentares, mas só temos um planeta e está a morrer.

Os países pobres vendem os seus grãos ao ocidente enquanto as suas crianças morrem de fome nos seus braços e o ocidente dá esses grãos ao gado para que nós possamos comer um bife? Será que mais ninguém vê isto como um crime?

A Terra pode produzir o suficiente para suprir as necessidades de todos mas não o suficiente para alimentar a ganância de cada um.

As armas de destruição em massa são as nossas facas e garfos.

Os animais não são apenas uma outra espécie; são outra nação! E nós? Somos assassinos que apenas nos preocupamos com a nossa vontade e satisfação.

A Paz não é apenas ausência de guerra; é a presença da justiça. A justiça tem que ser cega à raça, cor, religião ou espécie. Se não for cega, será uma arma de terror. E hoje à noite há terror inimaginável nesses "Guantánamos" horríveis a que nós chamamos de fábricas de animais ou matadouros.

Retiremos os animais dos menus e destas câmaras de tortura. Defendamos aqueles que não têm voz.

Desafio:
A carne causa um amplo leque de cancros e doenças cardíacas. Será que alguém pode enumerar uma doença causada por uma dieta vegetariana?"

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Philip Wollen, filantropo australiano, patrocinador de diversas ONG´s designadamente GREENPEACE, SEA SHEPARD entre outras, financiou a produção do filme "A trilogia dos Terráqueos".

Num discurso brilhante, aquando de uma conferência que decorreu no St James Ethics Centre and the Wheeler Centre, em Melbourne (Austrália), fez um apelo emocionante pela defesa dos animais, pedindo às pessoas que os tirem dos seus pratos.

"Os animais têm que sair do cardápio ... porque esta noite gritam aterrorizados em matadouros e jaulas ... Eu ouvi os gritos de desespero do meu pai enquanto o cancro o consumia e tomei consciência de que já tinha ouvido aqueles gritos antes ... no matadouro. Olhos arrancados com facas, os tendões cortados ... nos navios para o Oriente Médio com uma baleia a bordo que agoniza enquanto um arpão japonês desfaz o seu cérebro enquanto ainda grita pela sua cria; esses gritos eram os gritos do meu pai."

Os direitos dos animais são hoje o maior assunto de justiça social, desde a abolição da escravatura. Sabiam que existem no mundo mais de 600 milhões de vegetarianos? São mais do que a população dos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Se fossemos uma nação, seríamos do que os 27 países da União Europeia. Apesar desta enorme pegada, ainda somos tidos como impercetíveis pelas vozes estridentes dos cartéis da morte e da caça, que acreditam que a violência é a resposta quando esta nem sequer deveria ser a pergunta.

São 10 minutos absolutamente tocantes e inspiradores. Vejam e encorajem todos a ver!



E já agora, pelo menos 1 dia por semana, tentem por em prática, reduzindo gradualmente o consumo dos nossos semelhantes, afinal também somos animais. Faz muita, muita diferença.

terça-feira, 16 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

Azeite contra a osteoporose



Guarde bem este nome: oleuropeína. É a substância, encontrada no azeite extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose - doença que acelera a perda de massa óssea.

O cálcio que se cuide, porque o seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder o seu lugar de destaque como protetor dos ossos - muito longe disso. A questão é que a ciência descobriu um forte concorrente para dividir com ele essa prestigiada posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite .

Um estudo da Universidade de Córdova, em Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la , portanto, traria imensas vantagens para manter o arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.

O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente - explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína. Aos 30 anos o nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la - nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer.

Bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância.

De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for posto ao lume, perde grande parte das suas qualidades.

E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção:

A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído.

Dra. Maria Dora Ruiz Temoche

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os três pastorinhos e a greve dos professores


in Público,
5 de Junho de 2013

Santana Castilho *

Depois do presidente Cavaco, que não é palhaço como sugeriu Miguel Sousa Tavares, ter atribuído à Nossa Senhora de Fátima a inspiração da trindade que nos tutela para fechar a sétima avaliação, vieram três pastorinhos (Marques Mendes, Portas e Crato) pregar no altar do cinismo, a propósito da greve dos professores: “ … marcar uma greve para coincidir com o tempo dos exames nacionais … não é um direito … é quase criminoso … é uma falta de respeito … ” (Marques Mendes); “… se as greves forem marcadas para os dias dos exames, prejudicam o esforço dos alunos, inquietam as famílias …” (Portas);“… lamentamos que essa greve tenha sido declarada de forma a potencialmente criar problemas aos nossos jovens, na altura dos exames …”(Crato). Marques Mendes “redunda” quando afirma que a greve é um direito constitucional. Mas depois qualifica-a de abuso e falta de respeito. Que propõe? Que se ressuscite o papel selado para que Mário Nogueira e Dias da Silva requeiram ao amanuense Passos a indicação da data que mais convém à troika? Conhecerá Portas greves com cores de arco-íris, acetinadas, que sejam cómodas para todos? Que pretenderia Crato? Que os professores marcassem a greve às aulas que estão a terminar? Ou preferia o 10 de Junho? A candura destes pastorinhos comove-me. Sem jeito para sacristão, chega-me a decência mínima para lhes explicar o óbvio, isto é, que os professores, humilhados como nenhuma outra classe profissional nos últimos anos, decidiram, finalmente, dizer que não aceitam mais a desvalorização da dignidade do seu trabalho.

Porque se sentem governados por déspotas de falas mansas, que instituíram clandestinamente um estado de excepção.
Porque, conjuntamente com os demais funcionários públicos, se sentem alvo da raiva do Governo, coisas descartáveis e manipuláveis, joguetes no fomento das invejas sociais que a fome e o desemprego propiciam.
Porque têm mais que legítimo receio quanto à sobrevivência do ensino público.
Porque viram, na prática, os quadros de nomeação definitiva pulverizados pelo arbítrio.
Porque rejeitam a vulgarização da precariedade como forma de esmagar salários e promover condições laborais degradantes.
Porque foram expedientes perversos de reorganização curricular, de aumento do número de alunos por turma e de cálculo de trabalho semanal que geraram os propalados horários-zero, que não a diminuição da natalidade, suficientemente compensada pelo alargamento da escolaridade obrigatória e pela diminuição da taxa de abandono escolar.
Porque a dignidade que reivindicam para si próprios é a mesma que reclamam para todos os portugueses que trabalham, sejam eles públicos ou privados.
Porque sabem que a tragédia presente de professores despedidos será o desastre futuro dos estudantes e do país.
Porque a disputa por que agora se expõem defende a sociedade civilizada, as famílias e os jovens.

Rejeito a modéstia falsa para afirmar que poucos como eu terão acompanhado o evoluir das políticas de educação dos últimos tempos. Outorgo-me por isso autoridade para afirmar que é irrecuperável a desarmonia entre Governo e professores. A confiança, esse valor supremo da convivência entre a sociedade civil e o Estado, foi definitivamente ferido de morte quando a incultura, a falta de maturidade política e o fundamentalismo ideológico de Passos, Gaspar e Crato trouxeram os problemas para o campo da agressão selvagem. Estes três agentes da barbárie financeira vigente confundiram a legitimidade eleitoral, que o PSD ganhou nas urnas, com a legitimidade para exercer o poder, que o Governo perdeu quando escolheu servir estrangeiros e renegar os portugueses e a sua Constituição. Com muitos acidentes de percurso, é certo, a Nação cimentada pela gestão solidária de princípios e valores de Abril está a ser posta em causa por garotos lampeiros, apostados em recuperar castas e servidões. Alguém lhes tem que dizer que a educação, além de direito fundamental, é instrumento de exercício de soberania. Alguém lhes tem que dizer que princípios que o Ocidente levou séculos a desenvolver não se podem dissolver na gestão incompetente do orçamento. Alguém lhes tem que dizer que o desemprego e a fome não são estigmas constitucionais. Que sejam os professores, que no passado se souberam entender por coisas bem menores do que aquelas que hoje os ameaçam, esse alguém. Alguém suficientemente clarividente para vencer medos e comodismos, relevar disputas faccionárias recentes, pôr ombro a ombro contratados com “efectivos”, velhos com novos, os “a despedir” com os já despedidos. Alguém que defenda o direito a pensar a mais bela profissão do mundo sem as baias da ignorância. Alguém que diga não à transformação da educação em negócio. Alguém que recuse transferir para estranhos aquilo que nos pertence: a responsabilidade pelo ensino dos nossos alunos.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

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«Às Professoras e aos Professores que não vergaram, que não empenharam a sua dignidade profissional nem venderam a sua independência intelectual.» - in Os Bonzos da Estatística (2009) , dedicatória do Professor Santana Castilho

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Sindicato Nacional dos Palhaços, Histriões, Jograis, Bobos, Profissionais de Stand-up Comedy e Afins do Sul e Ilhas, divulgou hoje um comunicado, que abaixo reproduzimos com a devida vénia e cambalhota:

O SNPHJBPSCASI, reunido de emergência este sábado para apreciar várias notícias que nos últimos dias têm sido divulgadas sobre as declarações do sr. Sousa Tavares acerca do sr. Cavaco Silva e sobre a abertura de um inquérito às mesmas pela Procuradoria-Geral da República, vem tornar público o seu mais veemente repúdio pelas palavras do sr. Sousa Tavares, que considera altamente ofensivas e baixamente lesivas do bom nome da classe que este sindicato representa, dada a comparação degradante que essas palavras estabelecem entre os genuínos profissionais da indústria espirituosa e o referido sr. Cavaco Silva, que não é nem nunca foi palhaço, não é membro do sindicato, não tem carteira profissional nem consta que jamais tenha feito alguém esboçar o mais leve sorriso.
Como é do conhecimento geral, o sr. Cavaco Silva é um indivíduo que desconhece totalmente o que seja humor, graça ou espírito, razão pela qual carece em absoluto de habilitações para poder trabalhar na nossa indústria. Trata-se de uma pessoa carrancuda, mesquinha, bisonha, tristonha e enfadonha, logo completamente desqualificada e imprópria para consumo do público. Chamar palhaço ao sr. Cavaco Silva é tentar descaradamente fazer passar gato por lebre e, como tal, um atentado à saúde mental pública, facto para o qual o nosso sindicato não deixará de chamar a atenção da ASAE.
O SNPHJBPSCASI aplaude as diligências encetadas pelo Ministério Público, na esperança de que esta grave ofensa à imagem, reputação e goodwill da nobre actividade histriónica dê origem a um processo contra o sr. Sousa Tavares, tanto mais que este senhor, em lugar de se retratar devidamente e apresentar um claro pedido de desculpas à nossa classe, apenas se desculpou pifiamente, ao declarar que foi ?excessivo? chamar palhaço ao sr. Cavaco Silva. Ora o ambíguo e eufemístico termo ?excessivo? fica muito aquém da justiça que nos é publicamente devida, pois o sr. Sousa Tavares deveria ter reconhecido que foi não ?excessivamente?, mas sim tremenda e escandalosamente benevolente ao conceder o cobiçado título de palhaço ao deprimente, desinteressante e enfadonho sr. Cavaco Silva.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Conversa fictícia desta manhã (24.05.2013) no Palácio de Belém…..mas podia ser real !!

Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
Aníbal - Li.
Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
Aníbal - Oh Maria, o Sousa Tavares já morreu.
Maria - O filho…!
Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
Maria - Foda-se Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
Maria - Sim e advogado.
Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
Aníbal - É interessante a Entrevista?
Maria - Então tu não leste?
Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
Maria - Qual jornal?
Aníbal - O Tal e Qual.
Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
Maria - Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
Aníbal - Foi? Que mal educado.
Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
Maria - Puta que pariu esta merda. Para o que estava guardada…
Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
Maria - Nem eu foda-se! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
Maria - Foda-se a mulher morreu!!! Percebes?
Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
Maria - Esquece!
Aníbal - Então e um tio dele?
Maria - Um tio???? Qual tio?
Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
Maria - O Nicolau Breyner?
Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
Maria - Não estás ver e não vais ver porque também já morreu.
Aníbal - Foda-se! Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
Maria - E eu devo ir a seguir…
Aníbal - Não digas isso. É pecado.
Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!