terça-feira, 11 de março de 2014
RECEITA DE EXTRACTO, ÓLEO E TINTURA DE CRAVO-DA-ÍNDIA, QUE COMBATEM FUNGOS E MICOSES
http://www.curapelanatureza.com.br/2008/04/cravo-da-ndia-eugenia-caryophillata.html
segunda-feira, 10 de março de 2014
Quem manda?
Na Venezuela quem manda é um morto.
Em Cuba quem manda é o irmão do " morto "
Na Argentina quem manda é a mulher do morto.
No Brasil quem manda é uma que se finge de " morta."
E em Portugal quem manda é um grupo que deveria estar morto!
Na Coreia do Norte quem manda é o filho do morto.
Em Cuba quem manda é o irmão do " morto "
Na Argentina quem manda é a mulher do morto.
No Brasil quem manda é uma que se finge de " morta."
E em Portugal quem manda é um grupo que deveria estar morto!
Carta a Belmiro de Azevedo

Sem Governo, sem Oposição, sem ninguém para nos "safar" desta encruzilhada onde nos colocaram, resta apenas a nossa opinião e a liberdade de a utilizar. Este é o espaço da liberdade de opinião, sem censura e sem medo.
Sábado, 08.03.14
Caro Belmiro;
Eu sei que não vais ler isto, eu sei que até nem vais saber que isto existe, mas eu escrevo-te na mesma. Afinal, quase fomos camaradas, ou já não te lembras dos teus tempos da UDP? É que até sou do Bloco, sabes que a tua UDP hoje faz parte do meu Bloco.
Já não é a primeira vez, que nessa só tua confusão mental, insultas os portugueses. É contínuo e sistemáticos esses teus insultos baseados no credo de uma pessoa que parece ter fraca memória do passado, e o teu, meu amigo e camarada, é tão estranho e tão sujo, que quando tu vens falar de sucesso, dá-me vontade de dar gargalhadas.
Ainda me lembro quando as pessoas que tu insultas agora, te olhavam com olhos de orgulho, parecia que dava gosto de dizer que tu eras um empresário de sucesso, e és, mas quanto custou o teu sucesso? O insucesso de muitos daqueles, que durante décadas, foste esmifrando. O teu sucesso tem um nome, trabalhadores da SONAE, aqueles que tu elegantemente chamas ?. Improdutivos. Mas sabes de quem é a culpa dessa pouca produção, é tua amigo, é tua. E sabes porquê? Porque no final do mês, tu insultas os teus funcionários com vencimentos degradantes, e isso paga-se com pouca produtividade.
Ainda te lembras quando passaste a perna aos teus colegas da SONAE? Não desta, mas daquela Sonae que tu adquiriste à custa daquela greve em que eles foram na tua cantiga. Quando tu, meu amigo, te fizeste passar por ?Chefe? da Comissão de trabalhadores, e eles confiando em ti, foram na tua ladainha. Sabes que foi por causa deles que tu hoje tens o que tens? Sabes que se não fossem eles tu hoje eras reformado de uma empresa qualquer, e quem sabe, ex. dirigente sindical de uma empresa de termolaminados. Mas falas tu, meu amigo, de barriga cheia, porque conseguiste, à conta dos trabalhadores, essa fortuna que tens.
Falas tu de aumentos salariais. Mas à quanto tempo não aumentas os salários dos teus funcionários? É claro que estou a falar dos que trabalham regularmente, não daqueles que estão na tua empresa a parasitar como tu, administradores e diretores, pessoas que nunca ?sujaram? as mãos no trabalho, esses são como tu, esperam sempre ganhar à conta dos funcionários. Estou a falar daqueles miúdos que andam a por produtos nas prateleiras, até lixarem as costas, aquelas miúdas giras que são caixas, aqueles que estão atrás dos balcões a vender às comissões, aqueles que sujam as mãos. Pois, a esses não aumentas tu, dás prémios aos amigos e amigos dos teus amigos, dás prémios ao teu miúdo, como fosse ainda o puto que leva a mesada. Aos filhos dos outros, quem sabe daqueles que tu passaste a perna, não dás nada, só trabalho, e de vez em quando escravo.
Sabes, Belmiro, até compreendo quando pagas mal, pensas que eles, tal como tu, vão por o dinheiro à Holanda, para que a Troika, que tu tanto abençoas-te, não lhe meta as mãos. Mas não Belmiro, não, os teus trabalhadores não podem. Eles com aquilo que tu pagas, têm de pagar as contas, e sem desconto ou abatimento no IRS, sim, porque tu ganhas muito desses abatimentos, graças à tua fundação.
Não quero que tu penses diferente, nem quero que tu te mates a pensar nisto, só peço que tu te cales de vez em quando, ou penses, no mínimo, antes de falares algo que te suje mais. Sabes Belmiro, são os improdutivos que vão-te comprar produtos ao Continente, Worten, Sport Zone e inúmeras empresas que tu tenhas, são os improdutivos que colocaram dinheiro na tua empresa a comprar-te obrigações, são os improdutivos que te compram telemóveis e carregam-nos deixando dinheiro na tua empresa. E achas pouco? Sabes, é que se tás tão bem assim agradece aos improdutivos que te deixam todos os dias parte da miséria de salários, que tu e outros como tu, pagam.
Não queiras tu ser mais papista que o papa, resume-te a tua insignificância e mesquinhes, eu e os improdutivos, os que fazem o circo, os palhaços e outros abertamente agradecemos.
Sem mais , cumprimentos,
Sandro Rodrigues
O Pastel de Belém e o Papo-de-Anjo de São Bento.
Aos padeiros falta massa
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Também os padres já não comem como abades
E os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
Os talhantes estão feitos ao bife - foi-se-lhes a maminha
Os criadores de galinhas estão depenados
Os pescadores andam a ver navios
Os vendedores de carapau estão tesos
E os de caranguejo veem a vida a andar para trás.
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os desinfestadores estão piores que uma barata
Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial
E estão sob pressão
Os cabeleireiros arrancam os cabelos
Os futebolistas baixam a bolinha
Os jardineiros engolem sapos
E os cardiologistas estão num aperto
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os coveiros vivem pela hora da morte
Os sapateiros estão com a pedra no sapato
E não conseguem descalçar a bota
Os sinaleiros estão de mãos a abanar
Os golfistas não batem bem da bola
Os fabricantes de fios estão de mãos atadas
E os coxos já não vivem com uma perna às costas
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os cavaleiros perdem as estribeiras
Os pedreiros trepam pelas paredes
Os alfaiates viram as casacas
Os almocreves prendem o burro
Os pianistas batem na mesma tecla
Os pastores procuram o bode expiatório
Os pintores carregam nas tintas
Os agricultores confundem alhos com bugalhos
E os lenhadores não dão galho
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os domadores andam maus como as cobras
As costureiras não acertam agulhas
E os barbeiros têm as barbas de molho.
Os aviadores caem das nuvens
Os bebés choram sobre o leite derramado
Os olivicultores andam com os azeites
Os oftalmologistas fazem vista grossa
Os veterinários protestam até que a vaca tussa
Os alveitares pensam na morte da bezerra
As cozinheiras não têm papas na língua
Os trefiladores vão aos arames
E todos os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio!".
E que outra coisa seria de esperar de um país onde
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Até os elefantes estão de trombas
E os santos andam com cara de pau?
(AUTOR DESCONHECIDO)
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Também os padres já não comem como abades
E os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
Os talhantes estão feitos ao bife - foi-se-lhes a maminha
Os criadores de galinhas estão depenados
Os pescadores andam a ver navios
Os vendedores de carapau estão tesos
E os de caranguejo veem a vida a andar para trás.
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os desinfestadores estão piores que uma barata
Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial
E estão sob pressão
Os cabeleireiros arrancam os cabelos
Os futebolistas baixam a bolinha
Os jardineiros engolem sapos
E os cardiologistas estão num aperto
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os coveiros vivem pela hora da morte
Os sapateiros estão com a pedra no sapato
E não conseguem descalçar a bota
Os sinaleiros estão de mãos a abanar
Os golfistas não batem bem da bola
Os fabricantes de fios estão de mãos atadas
E os coxos já não vivem com uma perna às costas
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os cavaleiros perdem as estribeiras
Os pedreiros trepam pelas paredes
Os alfaiates viram as casacas
Os almocreves prendem o burro
Os pianistas batem na mesma tecla
Os pastores procuram o bode expiatório
Os pintores carregam nas tintas
Os agricultores confundem alhos com bugalhos
E os lenhadores não dão galho
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Os domadores andam maus como as cobras
As costureiras não acertam agulhas
E os barbeiros têm as barbas de molho.
Os aviadores caem das nuvens
Os bebés choram sobre o leite derramado
Os olivicultores andam com os azeites
Os oftalmologistas fazem vista grossa
Os veterinários protestam até que a vaca tussa
Os alveitares pensam na morte da bezerra
As cozinheiras não têm papas na língua
Os trefiladores vão aos arames
E todos os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio!".
E que outra coisa seria de esperar de um país onde
Por causa do "pastel" de Belém
E do "Papo-de-Anjo" de S. Bento
Até os elefantes estão de trombas
E os santos andam com cara de pau?
(AUTOR DESCONHECIDO)
sábado, 8 de março de 2014
TOP SECRET DRUM CORPS...
Top Secret Drum Corps es una banda de tambores de precisión con sede en Basilea, Suiza. Con 25 percusionistas y abanderados, el cuerpo se hizo famoso por su exigente rutina de seis minutos de duración realizado en el "Edinburgh Tattoo" en 2003. Con su invitación a Edimburgo, Top Secret se convirtió en uno de los primeros invitados no militares, en las exhibiciones en la explanada del Castillo de Edimburgo, que hacen los miembros de la Commonwealth no británicos. Desde su éxito en 2003, Top Secret fue invitado a regresar a Edimburgo en 2006 con una rutina nueva y mejorada. Fueron invitados por tercera vez en 2009 y nuevamente en 2012. Bajo la dirección de Erik Julliard, la banda es por lo tanto responsable de la fundación de la "Basilea Tatoo", una exhibicion militar similar a la Edinburgh Military Tattoo, que ahora que se celebra anualmente en Basilea.
E O MELHOR CARTOON DE IMPRENSA DA EUROPA É… PORTUGUÊS
O Grande Prémio da edição deste ano do Press Cartoon Europe distinguiu Rodrigo de Matos, por um trabalho publicado no último ano no semanário Expresso. A distinção internacional foi-lhe atribuída por um trabalho publicado no Expresso Economia onde retrata a forma como o apuramento da selecção nacional de futebol para o Mundial no Brasil distraiu toda a gente da difícil situação económica atravessada por Portugal, onde perante as dificuldades e as políticas de austeridade esta surgiu como única alegria.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Enviada pelo autor, o ensaísta Eugénio Lisboa, com a gratidão de sempre, transcreve-se mais uma belíssima e cáustica crónica publicada no "Jornal de Letras" (06/03/2013):
“Um jovem deve ser olhado com respeito.
Como é que se vai saber se o seu futuro
não vai ser igual ao nosso presente?”
Confúcio
"Anda por aí, com ares gaiteiros e contentinhos, um discurso político de tinturas eutanásicas, que me lembra velhas fábulas com que, na minha infância, se pretendia inculcar, na escola, algum respeito pelos idosos: numa dessas fábulas, falava-se de certas tribos que achavam bem e conveniente mandar para a montanha, para ali morrerem, bem perto dos ursos e munidos de uma manta, os velhos considerados imprestáveis, como meios de “produção” (algum “economês” já estava, por então, em vigor).
Maupassant, nos seus contos magistrais e frequentemente cruéis, pinta-nos quadros inesquecíveis de brutalidade dos novos contra os velhos, até ao ponto do assassinato dos já não produtivos. Agora que o “economês” invade tudo – mesmo territórios que não sabe decifrar – parece que estamos de novo necessitados de algum bom Fedro que congemine fábulas, para uso dos economistas que mais ou menos nos desgovernam.
Lembrando-lhes coisas simples, como, por exemplo, serem os idosos pessoas e poderem até ser uma mais-valia para a sociedade em que se inserem. Há por aí menino que já se permite ousar tudo ou quase tudo: com passinhos de lã, a pouco e pouco, para não doer tudo de uma só vez, uma palavra aqui, outra acolá, vão-se estes, que nos legislam e governam, aproximando de dizer o inefável – que os idosos estão a mais, que custam demasiado, que empatam e impedem, só por existirem, a felicidade urgente dos mais novos... Primeiro, com alguma “delicadeza”, depois, com muito mais afoiteza, chega-se a isto: os idosos são afinal uma intolerável “peste grisalha”.
Já há deputados, juro, que falam esta língua, e de boa consciência.
A economia tornou-se, de repente, a ciência das ciências, como o prato do arroz doce, que, antigamente, aparecia por todo o lado. E isso, mesmo quando falha e até quando mente – e falha inúmeras vezes e mente assustadoramente. E está muito longe de poder ser uma ciência.
Estes jovens economistas ou para-economistas ou deslumbrados com a economia usam de uma arrogância sonora e contente, que me faz lembrar a frase ferina do velho filósofo americano (Emerson): “Na juventude, vestimo-nos com o arco-íris e avançamos, bravos, como o Zodíaco.”
Está-se assim preparando um indesejado vazio de diálogo entre quem necessita de experiência e quem a tem para a poder dar. O que se está afinal a preparar é algo como isto: “Os velhos repetem-se e os novos nada têm para dizer. A chatice é mútua” (Jacques Bainville).
É esta estúpida guerra de surdos que se anda por aí a fomentar. Mentindo. Falsificando. Ignorando. Destruindo. Os idosos, que as tribos africanas sabem venerar, como depositários de sabedoria, andam, nestas sociedades ditas evoluídas, a ser estigmatizados como pesos mortos, que urge arredar.
E, no entanto, trabalharam, contribuíram, enquanto novos, e descontaram para um Fundo que os protegesse, quando, pela idade, se tornassem menos produtivos. Menos produtivos? Nem sempre. Não totalmente.
A idade não trava, necessariamente, a criatividade dos homens (ou das mulheres). Com 66 anos, o arquitecto Giovanni constrói a mais bela casa de Veneza, Frank Lloyd Wright põe de pé a “Falling Water”, na Pensylvannia (uma casa sobre uma queda de água); Hermann Hesse publica a sua obra-prima Magister Ludi; o cineasta John Huston dá à luz o filme Fat City e Kenneth Clark produz a sua celebrada Civilisation. Com 67 anos, De Gaulle governa a França, no período crítico da insurreição argelina, Michael Foot é eleito chefe dos trabalhistas ingleses, Freud publica O Ego e o Id (já com o cancro a devorá-lo), Barbara Tuchman dá-nos o seu seminal A Distant Mirror: the Calamitous 14th Century e Milton Friedman, com Rose Friedman, põe cá fora Free to Choose (não sublinho a tese, louvo o esforço). Ainda com 67 anos, o já muito grisalho Michael Faraday experimenta converter directamente a energia potencial em electricidade, Tolstoi tem a sua primeira lição de bicicleta, H. G. Wells publica The Shape of Things to Come, Ésquilo doa-nos a trilogia daOresteia, Eurípedes, a Electra e George Bernard Shaw, a Santa Joana, que alguns consideram a sua obra-prima. Ainda com 67 anos, John Ford, o grande realizador americano de origem irlandesa, dá-nos o seu belíssimo The Man Who Shot Liberty Valance e Juan Fangio, grande corredor de automóveis, fica em segundo lugar, na “Race of Champions”, para veteranos. Com 68 anos, Giordano Fracastoro publica De Contagione et Contagiosis Morbis (1546), o primeiro livro sobre a teoria das doenças por contágio, em oposição às teorias religiosas das doenças por “miasmas”. Com esta mesma vetusta idade, a Rainha Vitória começa a aprender o indostânico, devido ao seu persistente (ainda que grisalho) interesse pelas coisas da Índia. Le Corbusier faz a Maison Jaoul e, com a mesma idade, Thomas Tallis compõe um moteto, em 40 partes – Spem in Alium – para celebrar o aniversário da Rainha Isabel I. T. S. Eliot, casa-se, com 68, com a sua secretária Valerie Fletcher, depois de um pavoroso primeiro casamento. Lillian Hellman, grande dramaturga americana, publica o poderoso Pentimento (1973); Ibsen, o grande dramaturgo norueguês, produz uma peça importante: John Gabriel Borkman (1896); Cecil B. De Mille realiza Sansão e Dalila (1946). Com 69 anos, Ronald Reagan é eleito 40.º Presidente dos Estados Unidos, a poderosa antropóloga Margaret Mead publica Culture and Commitment: a Study of the Generation Gap e Nicolaus Copernicus, com os mesmos 69 anos e cabelos igualmente grisalhos ou mesmo brancos, publica De Revolutionibus orbium coelestium (1543), prelúdio à astronomia moderna. Por outro lado, Newton, quase septuagenário, hipocondríaco e assaz grisalho, força a Royal Society a arbitrar, a sua feroz querela com Leibnitz, sobre qual dos dois inventou, primeiro, o Cálculo. Turner, com a mesma idade, pinta Rain, Steam and Speed e Balthus, O Gato com o Espelho; Haydn compõe As Estações, Wagner, oParsifal e Stravinsky, The Rake’s Progress. Sófocles, que viveria até aos noventa e tal, ainda muito jovem, com 69, mas já grisalho, dá-nos o seu supremo policial, Rei Édipo. Com 70 anos, Golda Meir é Primeira Ministra de Israel (deixará de sê-lo, já com 76). Richard Strauss lança a ópera A Mulher Silenciosa (1934) e Toscanini, muitíssimo grisalho, dirige aOrquestra Sinfónica NBC, na sua primeira exibição pública. Enyd Blyton celebra os 70, publicando, nesse ano, 11 livros e Alberto Moravia publica A Vida Interior, após sete anos de silêncio; Maurice Chevalier, extremamente grisalho, aparece no filme Gigi (1958); George Cuckor grande realizador americano, faz Justine; Fred Zinneman, também setentão, realiza o impressionante Julia (1977), com Jane Fonda e Vanessa Redgrave; Rex Harrison casa-se pela sexta vez e o grande Akira Kurosawa realiza o fabuloso Kagemusha (1980). Saltando para os setenta e cinco anos (e deixando para trás os óbvios Picasso e Niemeyer que trabalharam até à morte, um com 92, o outro com 104), e resumindo muito, temos Monteverdi que, com cabelos mais brancos do que grisalhos, compõe L’Incoronazione di Popea(1642) e Claudio Arrau, que dá, no ano em que faz 75, 110 concertos em todo o mundo (1978). Fazendo, de novo, um salto de 5 anos, aos 80, Buckminster Fuller (arquitecto) publica o seu magnum opus Synergetics: Exploration in the Geometry of Thinking(1975); Grandma Moses faz a sua primeira exposição individual, em 1940, com 80 anos (embora já pintasse aos 58, só começou, a sério, aos setenta); Pablo Casals casa-se, oitentão, com a sua discípula Maria Montanez; Alfred Tennyson, o bardo da Carga de Brigada Ligeira, publica, em 1889, com 80, Crossing the Bar e Boris Karloff, oitentão, em 1967, entra, nesse ano, no filme Targets, do delicioso Peter Bogdanovich.
Não chego aos 100 anos, porque não disponho de espaço. Mas poderia, com Manoel de Oliveira ou Niemeyer, ir para além dos 100! Dizia La Bruyère, que perscrutou, com argúcia, os escaninhos do comportamento humano, que “a maioria dos homens gasta a primeira metade da vida a tornar a segunda metade miserável.”
Eu acho que alguns governantes de hoje andam a gastar a primeira metade da vida deles a estragar a segunda metade da nossa. Fazem mal: não poucos de nós, idosos, até vamos produzindo, já grisalhos, coisas bem melhores e mais duradoiras do que as parturejadas pela mesquinhez canhestra de alguns jovens turcos.
O grisalho não é obstáculo. A estupidez e a boçalidade são. Ai são, são, como diria o inefável Ulrich!"
Eugénio Lisboa.
Como é que se vai saber se o seu futuro
não vai ser igual ao nosso presente?”
Confúcio
"Anda por aí, com ares gaiteiros e contentinhos, um discurso político de tinturas eutanásicas, que me lembra velhas fábulas com que, na minha infância, se pretendia inculcar, na escola, algum respeito pelos idosos: numa dessas fábulas, falava-se de certas tribos que achavam bem e conveniente mandar para a montanha, para ali morrerem, bem perto dos ursos e munidos de uma manta, os velhos considerados imprestáveis, como meios de “produção” (algum “economês” já estava, por então, em vigor).
Maupassant, nos seus contos magistrais e frequentemente cruéis, pinta-nos quadros inesquecíveis de brutalidade dos novos contra os velhos, até ao ponto do assassinato dos já não produtivos. Agora que o “economês” invade tudo – mesmo territórios que não sabe decifrar – parece que estamos de novo necessitados de algum bom Fedro que congemine fábulas, para uso dos economistas que mais ou menos nos desgovernam.
Lembrando-lhes coisas simples, como, por exemplo, serem os idosos pessoas e poderem até ser uma mais-valia para a sociedade em que se inserem. Há por aí menino que já se permite ousar tudo ou quase tudo: com passinhos de lã, a pouco e pouco, para não doer tudo de uma só vez, uma palavra aqui, outra acolá, vão-se estes, que nos legislam e governam, aproximando de dizer o inefável – que os idosos estão a mais, que custam demasiado, que empatam e impedem, só por existirem, a felicidade urgente dos mais novos... Primeiro, com alguma “delicadeza”, depois, com muito mais afoiteza, chega-se a isto: os idosos são afinal uma intolerável “peste grisalha”.
Já há deputados, juro, que falam esta língua, e de boa consciência.
A economia tornou-se, de repente, a ciência das ciências, como o prato do arroz doce, que, antigamente, aparecia por todo o lado. E isso, mesmo quando falha e até quando mente – e falha inúmeras vezes e mente assustadoramente. E está muito longe de poder ser uma ciência.
Estes jovens economistas ou para-economistas ou deslumbrados com a economia usam de uma arrogância sonora e contente, que me faz lembrar a frase ferina do velho filósofo americano (Emerson): “Na juventude, vestimo-nos com o arco-íris e avançamos, bravos, como o Zodíaco.”
Está-se assim preparando um indesejado vazio de diálogo entre quem necessita de experiência e quem a tem para a poder dar. O que se está afinal a preparar é algo como isto: “Os velhos repetem-se e os novos nada têm para dizer. A chatice é mútua” (Jacques Bainville).
É esta estúpida guerra de surdos que se anda por aí a fomentar. Mentindo. Falsificando. Ignorando. Destruindo. Os idosos, que as tribos africanas sabem venerar, como depositários de sabedoria, andam, nestas sociedades ditas evoluídas, a ser estigmatizados como pesos mortos, que urge arredar.
E, no entanto, trabalharam, contribuíram, enquanto novos, e descontaram para um Fundo que os protegesse, quando, pela idade, se tornassem menos produtivos. Menos produtivos? Nem sempre. Não totalmente.
A idade não trava, necessariamente, a criatividade dos homens (ou das mulheres). Com 66 anos, o arquitecto Giovanni constrói a mais bela casa de Veneza, Frank Lloyd Wright põe de pé a “Falling Water”, na Pensylvannia (uma casa sobre uma queda de água); Hermann Hesse publica a sua obra-prima Magister Ludi; o cineasta John Huston dá à luz o filme Fat City e Kenneth Clark produz a sua celebrada Civilisation. Com 67 anos, De Gaulle governa a França, no período crítico da insurreição argelina, Michael Foot é eleito chefe dos trabalhistas ingleses, Freud publica O Ego e o Id (já com o cancro a devorá-lo), Barbara Tuchman dá-nos o seu seminal A Distant Mirror: the Calamitous 14th Century e Milton Friedman, com Rose Friedman, põe cá fora Free to Choose (não sublinho a tese, louvo o esforço). Ainda com 67 anos, o já muito grisalho Michael Faraday experimenta converter directamente a energia potencial em electricidade, Tolstoi tem a sua primeira lição de bicicleta, H. G. Wells publica The Shape of Things to Come, Ésquilo doa-nos a trilogia daOresteia, Eurípedes, a Electra e George Bernard Shaw, a Santa Joana, que alguns consideram a sua obra-prima. Ainda com 67 anos, John Ford, o grande realizador americano de origem irlandesa, dá-nos o seu belíssimo The Man Who Shot Liberty Valance e Juan Fangio, grande corredor de automóveis, fica em segundo lugar, na “Race of Champions”, para veteranos. Com 68 anos, Giordano Fracastoro publica De Contagione et Contagiosis Morbis (1546), o primeiro livro sobre a teoria das doenças por contágio, em oposição às teorias religiosas das doenças por “miasmas”. Com esta mesma vetusta idade, a Rainha Vitória começa a aprender o indostânico, devido ao seu persistente (ainda que grisalho) interesse pelas coisas da Índia. Le Corbusier faz a Maison Jaoul e, com a mesma idade, Thomas Tallis compõe um moteto, em 40 partes – Spem in Alium – para celebrar o aniversário da Rainha Isabel I. T. S. Eliot, casa-se, com 68, com a sua secretária Valerie Fletcher, depois de um pavoroso primeiro casamento. Lillian Hellman, grande dramaturga americana, publica o poderoso Pentimento (1973); Ibsen, o grande dramaturgo norueguês, produz uma peça importante: John Gabriel Borkman (1896); Cecil B. De Mille realiza Sansão e Dalila (1946). Com 69 anos, Ronald Reagan é eleito 40.º Presidente dos Estados Unidos, a poderosa antropóloga Margaret Mead publica Culture and Commitment: a Study of the Generation Gap e Nicolaus Copernicus, com os mesmos 69 anos e cabelos igualmente grisalhos ou mesmo brancos, publica De Revolutionibus orbium coelestium (1543), prelúdio à astronomia moderna. Por outro lado, Newton, quase septuagenário, hipocondríaco e assaz grisalho, força a Royal Society a arbitrar, a sua feroz querela com Leibnitz, sobre qual dos dois inventou, primeiro, o Cálculo. Turner, com a mesma idade, pinta Rain, Steam and Speed e Balthus, O Gato com o Espelho; Haydn compõe As Estações, Wagner, oParsifal e Stravinsky, The Rake’s Progress. Sófocles, que viveria até aos noventa e tal, ainda muito jovem, com 69, mas já grisalho, dá-nos o seu supremo policial, Rei Édipo. Com 70 anos, Golda Meir é Primeira Ministra de Israel (deixará de sê-lo, já com 76). Richard Strauss lança a ópera A Mulher Silenciosa (1934) e Toscanini, muitíssimo grisalho, dirige aOrquestra Sinfónica NBC, na sua primeira exibição pública. Enyd Blyton celebra os 70, publicando, nesse ano, 11 livros e Alberto Moravia publica A Vida Interior, após sete anos de silêncio; Maurice Chevalier, extremamente grisalho, aparece no filme Gigi (1958); George Cuckor grande realizador americano, faz Justine; Fred Zinneman, também setentão, realiza o impressionante Julia (1977), com Jane Fonda e Vanessa Redgrave; Rex Harrison casa-se pela sexta vez e o grande Akira Kurosawa realiza o fabuloso Kagemusha (1980). Saltando para os setenta e cinco anos (e deixando para trás os óbvios Picasso e Niemeyer que trabalharam até à morte, um com 92, o outro com 104), e resumindo muito, temos Monteverdi que, com cabelos mais brancos do que grisalhos, compõe L’Incoronazione di Popea(1642) e Claudio Arrau, que dá, no ano em que faz 75, 110 concertos em todo o mundo (1978). Fazendo, de novo, um salto de 5 anos, aos 80, Buckminster Fuller (arquitecto) publica o seu magnum opus Synergetics: Exploration in the Geometry of Thinking(1975); Grandma Moses faz a sua primeira exposição individual, em 1940, com 80 anos (embora já pintasse aos 58, só começou, a sério, aos setenta); Pablo Casals casa-se, oitentão, com a sua discípula Maria Montanez; Alfred Tennyson, o bardo da Carga de Brigada Ligeira, publica, em 1889, com 80, Crossing the Bar e Boris Karloff, oitentão, em 1967, entra, nesse ano, no filme Targets, do delicioso Peter Bogdanovich.
Não chego aos 100 anos, porque não disponho de espaço. Mas poderia, com Manoel de Oliveira ou Niemeyer, ir para além dos 100! Dizia La Bruyère, que perscrutou, com argúcia, os escaninhos do comportamento humano, que “a maioria dos homens gasta a primeira metade da vida a tornar a segunda metade miserável.”
Eu acho que alguns governantes de hoje andam a gastar a primeira metade da vida deles a estragar a segunda metade da nossa. Fazem mal: não poucos de nós, idosos, até vamos produzindo, já grisalhos, coisas bem melhores e mais duradoiras do que as parturejadas pela mesquinhez canhestra de alguns jovens turcos.
O grisalho não é obstáculo. A estupidez e a boçalidade são. Ai são, são, como diria o inefável Ulrich!"
Eugénio Lisboa.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Página da Cultura
Ramada Curto, distinto advogado, político e dramaturgo da primeira metade do séc. XX, interveio nalguns dos processos-crime mais célebres do seu tempo, deixando variadíssimas e brilhantes "histórias" para a posteridade. Aqui vos deixo uma delas:
Patrocinador da defesa de um arguido acusado de chamar "filho da puta" ao ofendido, expressão que, na altura era considerada altamente ofensiva, Ramada Curto, inicia as suas alegações começando por chamar a atenção do juiz para o facto de, muitas vezes se utilizar essa expressão em termos elogiosos ("Ganda filho da puta, és o melhor de todos !") ou carinhosos ("Dá ca um abraço, meu grande filho da puta !") tendo concluído da seguinte forma :
"E até aposto que, neste momento, V. Exa., Meretíssimo Juíz, estará a pensar o seguinte :
'Olha do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente !'.
Chegada a hora da sentença, o juiz volta-se-se para o réu e diz :
"O senhor vai absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado".
terça-feira, 4 de março de 2014
PORTUGAL: QUE FUTURO ?...
Desconheço o autor . . .
Muitos anos de vida.
Filho de gente humilde. Filho da aldeia. Filho do trabalho. Desde criança fui pastor, matei cordeiros, porcos e vacas, montei móveis, entreguei roupas, fui vendedor ambulante, servi à mesa e ao balcão. Limpei chãos, comi com as mãos, bebi do chão e nunca tive vergonha.
Na aldeia é assim, somos o que somos porque somos assim.Cresci numa aldeia que pouco mais tinha que gente, trabalho e gente trabalhadora.
Cresci rodeado de aldeias sem saneamento básico, sem água, sem luz, sem estradas e com uma oferta de trabalho árduo e feroz.
Cresci numa aldeia com valores, com gente que se olha nos olhos, com gente solidária, com amigos de todos os níveis, com família ali ao lado.
Cresci com amigos que estudaram e com outros que trabalharam. Os que estudaram, muitos à custa de apoios do Governo, agora estão desempregados e a queixarem-se de tudo. Os que sempre trabalharam lá continuam a sua caminhada, a produzir para o País e a pouco se fazerem ouvir, apesar de terem contribuído para o apoio dos que estudaram e a nada receberem por produzir.
Cresci a ouvir dizer que éramos um País em Vias de Desenvolvimento e... de repente éramos já um País Desenvolvido, que depois de entrarmos para a União Europeia o dinheiro tinha chegado a "rodos" e que passamos de pobretanas a ricos "fartazanas".
Cresci assim, sem nada e com tudo.
E agora, o que temos nós?
1. Um país com duas imagens.
A de Lisboa: cidade grandiosa, moderna, com tudo e mais alguma coisa, o lugar
onde tudo se decide e onde tudo se divide, cidade com passado, presente e futuro.
E a do interior do país, território desertificado, envelhecido,abandonado,
improdutivo, esquecido, pisado.
2. Um país de vícios.
Esqueceram-se os valores, sobrepuseram-se os doutores. Não interessa a tua
história, interessa o lugar que ocupas.
Não interessa o que defendes, interessa o que prometes.
Não interessa como chegaste lá, mas sim o que representas lá.
Não interessa o quanto produziste, interessa o que conseguiste.
Não interessa o meio para atingir o fim, interessa o que me podes dar a mim.
Não interessa o meu empenho, interessa o que obtenho.
Não interessa que critiquem os políticos, interessa é estar lá.
Não interessa saber que as associações de estudantes das universidades são o
primeiro passo para a corrupção activa e passiva que prolifera em todos os
sectores políticos, interessa é que o meu filho esteja lá.
Não interessa saber que autarquias tenham gente a mais, interessa é que eu
pertença aos quadros.
Não interessa ter políticos que passem primeiro pelo mundo do trabalho, interessa é que o povo vá para o c...*
3. Um país sem justiça.
Pedófilos que são condenados e dão aulas passados uns dias.
Pedófilos que por serem políticos são pegados em ombros e juízes que são enviados para ascatacumbas do inferno.
Assassinos que matam por trás e que são libertados passados sete anos por bom
comportamento!
Criminosos financeiros que escapam por motivos que nem ao diabo lembram.
Políticos que passam a vida a enriquecer e que jamais têm problemas ou alguém
questiona tais fortunas.
Políticos que desgovernam um país e "emigram" para Paris.
Bancos que assaltam um país e que o povo ainda ajuda a salvar.
Um povo que vê tudo isto e entra no sistema, pedindo favores a toda a hora e
alimentando a máquina que tanto critica e chora.
4. Um país sem educação.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
Numa época em que a sociedade global apresenta níveis de exigência altamente
sofisticados, em Portugal a educação passou a ser um circo.
Não se podem reprovar meninos mimados.
Não se pode chumbar os malcriados. Os alunos podem bater e os professores nem a voz podem levantar. Entrar na universidade passou a ser obrigatório por causa das estatísticas. Osprofessores saem com os alunos e alunas e os alunos mandam nos professores.
Ser doutor, afinal, é coisa banal.
5. Um país que abandonou a produção endógena.
Um país rico em solo, em clima e em tradições agrícolas que abandonou a sua
história.
Agora o que conta é ter serviços sofisticados, como se o afamado portátil fosse a salvação do país.
Um país que julga que uma mega fábrica de automóveis dura para sempre.
Um país que pensa que turismo no Algarve é que dá dinheiro para todos.
Um país que abandonou a pecuária, a pesca e a agricultura.
Que pisa quem ainda teima em produzir e destaca quem apenas usa gravata.
Um país que proibiu a produção de Queijo da Serra artesanal na década de 90 e que agora dá prémios ao melhor queijo regional.
Um país que diz ser o do Pastel de Belém, mas que esquece que tem cabrito de
excelência, carne mirandesa maravilhosa,
Vinho do Porto fabuloso, Ginginha deliciosa, Pastel de Tentugal tentador, Bolo Rei português, Vinho da Madeira, Vinho Verde, lacticínios dos Açores e Azeite de
Portugal para vender.
E tanto, tanto mais... que sai da terra e da nossa história.
6. Um país sem gente e a perder a alma lusa.
Um país que investiu forte na formação de um povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em advogados, em médicos, em gestores, economistas e marketeers, em cursos profissionais, em novas tecnologias e em tudo o mais, e que agora fecha as portas e diz para os jovens emigrarem.
Um país que está desertificado e sem gente jovem, mas com tanta gente velha e
sábia que não tem a quem passar tamanha sabedoria.
Um país com jovens empreendedores que desejam ficar mas são obrigados a partir.
Um país com tanto para dar, mas com o barco da partida a abarrotar.
Um país sem alma, sem motivação e sem alegria.
Um país gerido por porcaria.
E agora, vale a pena acreditar?
Vale. Se formos capazes de participar, congregar novos ideais sociais e de mudar.
Porquê acreditar?
Porque oitocentos anos de história, construída a pulso, não se destroem em 40 anos. Porque o solo continua fértil, o mar continua nosso, o sol continua a brilhar e a nossa alma, ai a nossa alma, essa continua pura e lusitana e cada vez mais fácil de amar.
Filho de gente humilde. Filho da aldeia. Filho do trabalho. Desde criança fui pastor, matei cordeiros, porcos e vacas, montei móveis, entreguei roupas, fui vendedor ambulante, servi à mesa e ao balcão. Limpei chãos, comi com as mãos, bebi do chão e nunca tive vergonha.
Na aldeia é assim, somos o que somos porque somos assim.Cresci numa aldeia que pouco mais tinha que gente, trabalho e gente trabalhadora.
Cresci rodeado de aldeias sem saneamento básico, sem água, sem luz, sem estradas e com uma oferta de trabalho árduo e feroz.
Cresci numa aldeia com valores, com gente que se olha nos olhos, com gente solidária, com amigos de todos os níveis, com família ali ao lado.
Cresci com amigos que estudaram e com outros que trabalharam. Os que estudaram, muitos à custa de apoios do Governo, agora estão desempregados e a queixarem-se de tudo. Os que sempre trabalharam lá continuam a sua caminhada, a produzir para o País e a pouco se fazerem ouvir, apesar de terem contribuído para o apoio dos que estudaram e a nada receberem por produzir.
Cresci a ouvir dizer que éramos um País em Vias de Desenvolvimento e... de repente éramos já um País Desenvolvido, que depois de entrarmos para a União Europeia o dinheiro tinha chegado a "rodos" e que passamos de pobretanas a ricos "fartazanas".
Cresci assim, sem nada e com tudo.
E agora, o que temos nós?
1. Um país com duas imagens.
A de Lisboa: cidade grandiosa, moderna, com tudo e mais alguma coisa, o lugar
onde tudo se decide e onde tudo se divide, cidade com passado, presente e futuro.
E a do interior do país, território desertificado, envelhecido,abandonado,
improdutivo, esquecido, pisado.
2. Um país de vícios.
Esqueceram-se os valores, sobrepuseram-se os doutores. Não interessa a tua
história, interessa o lugar que ocupas.
Não interessa o que defendes, interessa o que prometes.
Não interessa como chegaste lá, mas sim o que representas lá.
Não interessa o quanto produziste, interessa o que conseguiste.
Não interessa o meio para atingir o fim, interessa o que me podes dar a mim.
Não interessa o meu empenho, interessa o que obtenho.
Não interessa que critiquem os políticos, interessa é estar lá.
Não interessa saber que as associações de estudantes das universidades são o
primeiro passo para a corrupção activa e passiva que prolifera em todos os
sectores políticos, interessa é que o meu filho esteja lá.
Não interessa saber que autarquias tenham gente a mais, interessa é que eu
pertença aos quadros.
Não interessa ter políticos que passem primeiro pelo mundo do trabalho, interessa é que o povo vá para o c...*
3. Um país sem justiça.
Pedófilos que são condenados e dão aulas passados uns dias.
Pedófilos que por serem políticos são pegados em ombros e juízes que são enviados para ascatacumbas do inferno.
Assassinos que matam por trás e que são libertados passados sete anos por bom
comportamento!
Criminosos financeiros que escapam por motivos que nem ao diabo lembram.
Políticos que passam a vida a enriquecer e que jamais têm problemas ou alguém
questiona tais fortunas.
Políticos que desgovernam um país e "emigram" para Paris.
Bancos que assaltam um país e que o povo ainda ajuda a salvar.
Um povo que vê tudo isto e entra no sistema, pedindo favores a toda a hora e
alimentando a máquina que tanto critica e chora.
4. Um país sem educação.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
Numa época em que a sociedade global apresenta níveis de exigência altamente
sofisticados, em Portugal a educação passou a ser um circo.
Não se podem reprovar meninos mimados.
Não se pode chumbar os malcriados. Os alunos podem bater e os professores nem a voz podem levantar. Entrar na universidade passou a ser obrigatório por causa das estatísticas. Osprofessores saem com os alunos e alunas e os alunos mandam nos professores.
Ser doutor, afinal, é coisa banal.
5. Um país que abandonou a produção endógena.
Um país rico em solo, em clima e em tradições agrícolas que abandonou a sua
história.
Agora o que conta é ter serviços sofisticados, como se o afamado portátil fosse a salvação do país.
Um país que julga que uma mega fábrica de automóveis dura para sempre.
Um país que pensa que turismo no Algarve é que dá dinheiro para todos.
Um país que abandonou a pecuária, a pesca e a agricultura.
Que pisa quem ainda teima em produzir e destaca quem apenas usa gravata.
Um país que proibiu a produção de Queijo da Serra artesanal na década de 90 e que agora dá prémios ao melhor queijo regional.
Um país que diz ser o do Pastel de Belém, mas que esquece que tem cabrito de
excelência, carne mirandesa maravilhosa,
Vinho do Porto fabuloso, Ginginha deliciosa, Pastel de Tentugal tentador, Bolo Rei português, Vinho da Madeira, Vinho Verde, lacticínios dos Açores e Azeite de
Portugal para vender.
E tanto, tanto mais... que sai da terra e da nossa história.
6. Um país sem gente e a perder a alma lusa.
Um país que investiu forte na formação de um povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em advogados, em médicos, em gestores, economistas e marketeers, em cursos profissionais, em novas tecnologias e em tudo o mais, e que agora fecha as portas e diz para os jovens emigrarem.
Um país que está desertificado e sem gente jovem, mas com tanta gente velha e
sábia que não tem a quem passar tamanha sabedoria.
Um país com jovens empreendedores que desejam ficar mas são obrigados a partir.
Um país com tanto para dar, mas com o barco da partida a abarrotar.
Um país sem alma, sem motivação e sem alegria.
Um país gerido por porcaria.
E agora, vale a pena acreditar?
Vale. Se formos capazes de participar, congregar novos ideais sociais e de mudar.
Porquê acreditar?
Porque oitocentos anos de história, construída a pulso, não se destroem em 40 anos. Porque o solo continua fértil, o mar continua nosso, o sol continua a brilhar e a nossa alma, ai a nossa alma, essa continua pura e lusitana e cada vez mais fácil de amar.
Apito Dourado: "Fruta para dormir"
MEUS AMIGOS ! ACABEI DE RECEBER DE UM BOM AMIGO (NÃO SEI SE É OU NÃO PORTISTA) MAS NÃO INTERESSA PARA O CASO. SEI QUE É UMA PESSOA POR QUEM TENHO UMA IMENSA CONSIDERAÇÃO E ESTIMA.
SE ISTO É VERDADE EU ATÉ ME ARREPIO, OU ANTES NÃO, POIS DESDE SEMPRE QUASE TODOS OS DIRIGENTES DO FUTEBOL VIVERAM NO MEIO DA CORRUPÇÃO. E DA PODRIDÃO HUMANA.
MAS OUVIR E LER O QUE ESTÁ AQUI DESCRITO É POR DEMAIS INDIGNO PARA UM CLUBE QUE MERECERIA TER DIRIGENTES IMPOLUTOS E QUE É UMA BANDEIRA DO NORTE DE PORTUGAL E DEVERIA SER UM ÍCONE DO PRÓPRIO PAÍS.
SEM MAIS COMENTÁRIOS PARA ALÉM DE SENTIR PENA (DIREI MESMO NOJO) DO QUE ESTÁ AQUI DESCRITO.
Há 7 minutos 2014-03-04 10:02:22
A VERDADE NÃO SE APAGA
Eu até compreendo a raiva que os Portistas põem nos seus comentários em relação ao Benfica. Senão vejamos:
O FC Porto é um clube, em que os seus dirigentes foram alvo de escutas telefónicas, onde se assiste e a justiça passou impune, à maior vergonha desportiva de todos os tempos. Viciação de resultados, esquemas de escolhas de árbitros, corrupção activa, o prejudicar clubes e seus dirigentes, prostituição, fugas de capital…. A maior vergonha para qualquer clube, seus dirigentes, associados e adeptos.
Um clube que é reconhecido mundialmente, não pelos seus méritos, mas sim por as vergonhas descritas anteriormente. Não esqueçamos frases ditas por ilustres senhores do futebol mundial. Sir Alex Fergusson, disse que o Porto comprava títulos no supermercado… Michel Platini disse que Porto era corrupto, para não falar de inúmeras noticias que saíram por esse mundo fora, sobre a corrupção do futebol português, pela mão do FCP e seu Presidente…
Esta sim, está é a verdade que nunca de apagará....
E não esquecer o JOGADOR de hóquei do PORTO que MATOU UMA CRIANÇA COM O STICK, ou o Yuran que atropelou e ASSASSINOU uma pessoa quando estava BÊBADO e nada.
Os SUPER DRAGÕES mandam bolas de golfe e ASSALTAM BOMBAS DE GASOLINA porque o Presidente APOIA!!!
TENTAR MATAR JOGADORES só vale multa...Paulo Assunção é que sabe!!! (TIRO NO JOELHO)
Foram todas as arbitragens escandalosas, e toda a gente viu que as escutas do youtube não são só um problema do passado bem como do presente. ISTO SIM É VERGONHA!! SER CONHECIDO PELO MUNDO COMO UM CLUBE CORRUPTO E QUE NÃO TEM MÉRITO NOS TÍTULOS! Ferguson é que sabe! (supermercado) Mourinho é que sabe (Palermo)
Na CMTV podes ouvir a continuação da CORRUPÇÃO do enorme PORTO!!!
http://www.youtube.com/watch?v=Lx6Xz5rRuGY
http://bleacherreport.com/articles/330214-fc-porto-leaked-phone-taps-proof-major-corruption-scandal
http://cache10.stormap.sapo.pt/dld/12551156c420bcfae9ae968e227ab71f/
51c9a9f1/vidstore14/videos/9f/17/62/5116044_JRVti.mp4
http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/apito-dourado-cmtv-revela-mais-escutas.html
Só tenho pena de vendermos tantos jogadores e o Presidente Pinto da Costa gastar tudo em fruta e cafézinho, e naquela brasileira que não vale um chavo.
Será que vale a pena continuarmos a apoiar a corrupção?
Porque terei eu de pagar bilhetes para os jogos se já sei que o resultado já foi combinado?
Depois de mais de trinta anos a fingir que não vejo as trafulhices, começo a ter vergonha em ser deste clube.
Tenho pena de ao longo de tanto tempo, ter visto o nosso Presidente e os seus amigos da direcção a encher os bolsos e a ficarem ricos á conta de pessoas como eu.
Se este ano conseguirmos a proeza de ganharmos 100 milhões em transferências, aposto que depois de 50% irem para os agentes,
dos outros 50% com certeza vão parar á conta nas Filipinas do Presidente, mais de metade,
e o que sobrar, vai ser para distribuir pelos outros administradores.
Com isto ainda temos de pensar como é que vão pagar aos árbitros, APAF, FPF, Clubes com os quais temos excelentes relações,
e sempre nos ajudam quando jogamos contra eles.
E ANTES DAS DECLARAÇÕES DO CASANOVA JÀ
Fernando Mendes ex-jogador do FC PORTO DIZIA:
«DOPING? ERA SEMPRE CERTO!!»
«Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa (FCP), um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros "ingredientes" que facilitaram o nosso percurso vitorioso.
Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping »
«Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»
«No meu tempo, o doping era tomado de duas formas: através de injecção ou por recurso a comprimido. Podia ser antes do jogo, no intervalo, ou com a partida a decorrer, no caso daqueles que saíam do banco (...) A injecção tinha efeito imediato, enquanto os comprimidos precisavam de ser tomados cerca de uma hora antes do jogo»
«Tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome»
«Cada jogador tomava uma dose personalizada, mediante o seu peso, condição física ou última vez que tinha ingerido a substância (...) Porém, nos jogos importantes era sempre certo!!! (...) Quando se sabia que não iria haver controlo antidoping, nunca falhava»
«Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...)
O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin»
«Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno»
«Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo anti-doping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica»
«Em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista do clube onde jogo (FCP). No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu»
E há apenas dois clubes que estiveram sempre na 1.º divisão do campeonato de futebol português, Benfica e Sporting, mas há um terceiro que foi ajudado por altas instâncias, que já na altura os largamento favoreciam, que foi ajudado por ser o clube do regime salazarista de modo a poder participar na 1.º divisão por 2 VEZES. Que clube é esse? É aquele que teve presidentes que fizeram parte do governo salazarista como Ângelo César e Urgel Horta, que inaugurou um estádio de Antas e para antas no dia 28 de Maio, dia querido ao regime salazarista, estádio esse que uns anos mais tarde chegou a ser penhorado no tempo do ministro Eduardo Catroga por dívidas ao fisco e Estado.
Esta é a sua história:
Alargamento dos campeonatos de 1939/40 e 1941/42
Até 1946/47, o acesso ao Campeonato da I Divisão dependia das classificações dos Campeonatos Regionais, só na época seguinte se tendo iniciado o modelo das subidas e descidas de divisão. O FC Porto e o seu presidente da altura Ângelo César exigiram participar no campeonato mesmo não tendo conquistado em campo esse direito, sendo que o presidente da FPF, Prof. Cruz Filipe, após muitas ameaças por parte da Associação de Futebol do Porto acabou por ceder.
1939/1940 - o campeonato era disputado por 8 clubes que se qualificavam através das provas regionais. A associação do Porto tinha direito a dois lugar, mas nessa época o Porto ficou em 3º do regional do Porto, não tendo direito a disputar o Nacional. Para que isso não acontecesse alargaram a essa época para 10 clubes, voltando a época seguinte (1940/41) a ter apenas 8 clubes. Recordo que nessa época os dois clubes apurados pela associação de futebol do Porto foram Leixões e Académico do Porto.
O Porto acabaria por se sagrar campeão nacional, quando efectivamente deveria ter disputado o campeonato da II divisão em virtude do seu 3º lugar no Regional
1941/1942 - Na época de 1941/42 o Campeonato Nacional foi alargado a 10 clubes, mas como o FCP não ficou nos 2 primeiros do regional, voltou-se a alargar para 12 clubes, voltando aos 10 na época seguinte. Os dois primeiro classificados no campeonato regional do Porto e consequentemente apurados para o Campeonato Nacional foram Académico do Porto e Leça, sendo que o FC Porto deveria ter disputado o Campeonato Nacional da 2.ª divisão.
De referir que estas duas ocasiões foram, até à altura da alteração para os modelos de subida e descida em 1947 as únicas em que a AF Porto nomeou 3 clubes para o Campeonato nacional da 1ª divisão.
Referências
Jn – 22-05-2007:
“1939/40 - Enquadramento - o F. C. Porto tinha ficado em terceiro lugar no regional, mas participou no campeonato por causa de uma MANOBRA ADMINISTRATIVA. A Federação Portuguesa de Futebol fez o ALARGAMENTO À PRESSA, as portas abriram-se.”
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=672344
Visão nº 638 – 26 de Maio de 2005 – Tiago Fernandes
“A prova foi alargada a 12 clubes para que o FC Porto a pudesse disputar, mesmo tendo ficado apenas no 3.º lugar do Regional, que não dava acesso à competição nacional.”
1938/1939, 8 equipas, 2 do Porto:
http://www.zerozero.pt/edicao.php?op=&id_edicao=64
1939/1940, 10 equipas, 3 do Porto:
http://www.zerozero.pt/edicao.php?op=&id_edicao=66
1940/1941, 8 equipas, 2 do Porto:
http://www.zerozero.pt/edicao.php?op=&id_edicao=64
1941/1942, 12 equipas, 3 do Porto
http://www.zerozero.pt/edicao.php?op=&id_edicao=61
1942/1943, 10 equipas, 2 do Porto
http://www.zerozero.pt/edicao.php?op=&id_edicao=63
Vencedores do Campeonato do Porto:
http://www.zerozero.pt/competicao.php?id_comp=1654
1941/1942 Académico FC
1939/1940 Leixões
Por tudo isto isto sei que ser Portista é ser diferente!!!
É pertencer a um clube sem nível, onde o Presidente e os outros Administradores vivem á conta do clube e vão ficando cada vez mais ricos.
É apoiar a máfia do futebol e toda a corrupção que envolve, desde a APAF, árbitros, FPF, Claques e Clubes amigos.
É saber que nunca passamos fome graças a toda a fruta que o clube vai dando, nunca terei falta de cafézinhos e chocolatinhos.
É termos jogadores que assassinam pessoas e são dados como inocentes
É saber que damos viagens a pessoas que ajudam o clube a conquistar de forma escandalosa.
É saber que as mulheres do Presidente são empregadas de alterne.
É apoiar o clube quando dá aqueles sumos especiais aos jogadores.
É apoiar a escumalha dos Super Dragões
É saber que temos ordenados em atraso à vários meses.
É saber que dentro de 2 anos não vamos ter modalidades.
É SOBRETUDO NÃO TER A MÍNIMA VERGONHA NA CARA!!!!!
Por tudo isto, sei que ser do Porto é ser especial!!!!
É saber que daqui a 4 anos vamos jogar nas distritais e perder TODOS os títulos ganhos nos últimos 30 anos!!!!
Obrigado Presidente Pinto da Costa por toda a corrupção que tem feito!!!!
SOMOS PORTO, SOMOS O LIXO NACIONAL E A VERGONHA INTERNACIONAL
CONHECIDOS EM TODO O MUNDO POR GANHAR TÍTULOS NACIONAIS À CUSTA DE MUITA CORRUPÇÃO!!!!
Acontece que o que a escuta do LFV mostra é o Major a contacta-lo e não o contrario. Quanto ao Vale Tudo...ele roubou o Benfica...não roubou campeonatos como o PORCO...em relação ao LFV, se foi condenado foi por assuntos extra futebol.
A merda está toda no PORTO . . .
segunda-feira, 3 de março de 2014
A complexidade do Papel Higiénico!!! (C/ perfume) (S/ perfume) (Sensitive c/ vitamina E)
Ao fazer compras no supermercado, fiquei palerma com a linha de papéis higiénicos Neve.
Segundo o fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B... só se for A de Apaneleirado e B de Bicha, pela quantidade de mariquices anunciadas, como o Neve Ultra, que já vem com algumas opções:
«alto relevo de flores, perfume e uma micro-textura»que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores «a suavidade de uma pétala de rosa»!
Perguntar não ofende: alguém já limpou o cu com uma pétala de rosa?
Depois, temos o Ultra Soft Color, mais caro é claro! De cor laranja vem com «extracto de pêssego»...como se o cu distinguisse a cor e sentisse o cheiro!
Mas, o supra sumo é o Neve Ultra Protection, o top da linha.
Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter«óleo de amêndoas»,que garante «maciez superior e um cuidado maior com a pele», na sua delicada fórmula encontramos Vitamina E (!!!)
Esta coisa de cagar e sair com o cu vitaminado é mesmo genial!
Manda este mail para os teus amigos de cu sensível...
Eu já fiz a minha parte! E não adianta ficares de trombas porque eu também o recebi!
Segundo o fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B... só se for A de Apaneleirado e B de Bicha, pela quantidade de mariquices anunciadas, como o Neve Ultra, que já vem com algumas opções:
«alto relevo de flores, perfume e uma micro-textura»que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores «a suavidade de uma pétala de rosa»!
Perguntar não ofende: alguém já limpou o cu com uma pétala de rosa?
Depois, temos o Ultra Soft Color, mais caro é claro! De cor laranja vem com «extracto de pêssego»...como se o cu distinguisse a cor e sentisse o cheiro!
Mas, o supra sumo é o Neve Ultra Protection, o top da linha.
Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter«óleo de amêndoas»,que garante «maciez superior e um cuidado maior com a pele», na sua delicada fórmula encontramos Vitamina E (!!!)
Esta coisa de cagar e sair com o cu vitaminado é mesmo genial!
Manda este mail para os teus amigos de cu sensível...
Eu já fiz a minha parte! E não adianta ficares de trombas porque eu também o recebi!
domingo, 2 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Vou mudar para este médico de família ! O resto são conversas . . .
Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, numa entrevista a uma televisão local, foi confrontado com os vários conselhos que sempre nos são dados...
Transcrevo abaixo um resumo dessa entrevista;
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater durante uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Eventualmente tudo se acaba. Acelerar o seu coração não o vai fazer viver mais: isso é como dizer que pode prolongar a vida do seu carro conduzindo mais depressa. Quer viver mais? Faça uma soneca!!!
P: Devo cortar na carne vermelha e comer mais frutas e legumes?
R: E preciso entender a logística da eficiência... O que é que a vaca come? Feno e milho. E isso o que é? Vegetais. Então, o bife não nada mais é do que uma forma eficiente de adicionar vegetais ao seu sistema. Tem necessidade de grãos? Coma frango.
P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De maneira nenhuma. O vinho é feito de fruta. Brandy é vinho destilado, o que significa que eles tiram a água da fruta para que nós tiremos mais proveito dela. A cerveja também é feita de grãos.Pode entornar!
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: A minha filosofia é: Se não tem dor... está bom!
P: As frituras são prejudiciais à saúde?
R: VOCÊ NÃO ME ESTÁ A OUVIR??... Nos dias de hoje a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade elas ficam impregnadas de óleo vegetal. Como é que pode mais vegetal ser prejudicial?
P: Fazer flexões ajuda a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar os músculos apenas faz com que eles aumentem de tamanho.
P: Chocolate, faz mal?
R: Está doido? Cacau!!!! Outro vegetal!! É a melhor comida para se ser feliz!!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, e com um corpo lindo, atraente e bem preservado.
O melhor é gozar a vida - cerveja numa mão - petisco na outra -e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU!!! QUE VIAGEM!!!
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P S.: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
A BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E
É GORDA...!
LEMBRANDO:
O COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, A TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E VIVE ATE AOS 450 ANOS!!!!
"Se não achar a sua metade da laranja, não desanime, procure a sua metade do limão, adicione-lhe açúcar, rum e gelo e vá ser feliz!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
REDACÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA , QUE ACABA DE VENCER CONCURSO DA UNESCO , COM 50.000 PARTICIPANTES Tema : "Como vencer a pobreza e a desigualdade" Autora : Clarice Zeitel Vianna Silva UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ Leia e entusiasme-se !'
“PÁTRIA MADRASTA VIL"
Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinónimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de carácter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efectivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-activa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um factor fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efectiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro para fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil',foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
MANUAL DE MAÇONARIA
EDMUND RONAYNE E WISCONSIN
MULTIPLE-LETTER CIPHER, 113:
-“Um Mestre deve conservar os segredos de um Mestre maçon inviolados.
-Deves esconder todos os crimes de um irmão maçon…
-Se fores arrogado para testemunhar contra um irmão maçon, assegura-te de o protegeres…
-Pode ser perjúrio, é certo, mas estarás a cumprir as tuas obrigações”.
Salazar combateu e proibiu a Maçonaria, porque a via como uma instituição perversa e corrupta.
Após o 25 de Abril, a Maçonaria foi reconhecida e entregue os seus imóveis, bem como uma avultada soma de dinheiro, a título de indemnização.
Hoje a Maçonaria, como um cancro, está espalhada pelas várias instituições do Estado.
Temos juízes maçons, praticamente todos os dos tribunais superiores, generais maçons, políticos maçons, sobretudo no PS e PSD, comandantes da PSP, jornalistas, sobretudo os quadros superiores, como os directores e outros jornalistas destacados, apresentadores de televisão, actores, e, pasme-se, também bispos e padres.
Por isso, é perfeitamente notório a razão porque ninguém é condenado.
Eles estão obrigados a defender e a esconder os crimes do irmãos, sejam juízes, sejas outro maçon qualquer.
Da mesma forma a razão porque os processos onde se encontram gente “grande” nunca são resolvidos e prescrevem.
ENTENDEM AGORA PORQUE É QUE OS FILHOS DE P... DESTE PAÍS SE PROTEGEM UNS AOS OUTROS?
MULTIPLE-LETTER CIPHER, 113:
-“Um Mestre deve conservar os segredos de um Mestre maçon inviolados.
-Deves esconder todos os crimes de um irmão maçon…
-Se fores arrogado para testemunhar contra um irmão maçon, assegura-te de o protegeres…
-Pode ser perjúrio, é certo, mas estarás a cumprir as tuas obrigações”.
Salazar combateu e proibiu a Maçonaria, porque a via como uma instituição perversa e corrupta.
Após o 25 de Abril, a Maçonaria foi reconhecida e entregue os seus imóveis, bem como uma avultada soma de dinheiro, a título de indemnização.
Hoje a Maçonaria, como um cancro, está espalhada pelas várias instituições do Estado.
Temos juízes maçons, praticamente todos os dos tribunais superiores, generais maçons, políticos maçons, sobretudo no PS e PSD, comandantes da PSP, jornalistas, sobretudo os quadros superiores, como os directores e outros jornalistas destacados, apresentadores de televisão, actores, e, pasme-se, também bispos e padres.
Por isso, é perfeitamente notório a razão porque ninguém é condenado.
Eles estão obrigados a defender e a esconder os crimes do irmãos, sejam juízes, sejas outro maçon qualquer.
Da mesma forma a razão porque os processos onde se encontram gente “grande” nunca são resolvidos e prescrevem.
ENTENDEM AGORA PORQUE É QUE OS FILHOS DE P... DESTE PAÍS SE PROTEGEM UNS AOS OUTROS?
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Ovos e Colesterol
Qual a quantidade de ovos que pode comer sem lhe fazer mal?
Os ovos estão entre os alimentos mais nutritivos do planeta.
Imaginem... Um ovo inteiro contém todos os nutrientes necessários para transformar uma única célula numa galinha.
No entanto, os ovos têm ganho ao longo do tempo uma má reputação porque as gemas são ricas em colesterol.
Na verdade, um único ovo de tamanho médio contém 186mg de colesterol, que é 62% da dose diária recomendada.
As pessoas acreditam que ao comer o colesterol estão a aumentar o colesterol no sangue e contribuir para doenças cardíacas.
Mas não é assim tão simples. Quanto mais comer colesterol menos o seu corpo o produz.
Deixe-nos explicar como tudo funciona...
Como é que o seu corpo regula os níveis de colesterol?
O colesterol é frequentemente visto como uma palavra negativa.
Quando ouvimos falar nele começamos automaticamente a pensar em medicação, ataques cardíacos e morte prematura.
Mas a verdade é que o colesterol é uma parte muito importante do corpo. É uma molécula estrutural que é uma parte essencial de cada membrana de células isoladas.
Também é usado para criar os esteróides como a testosterona , estrogénio e cortisol.
Sem colesterol, nem sequer existiríamos.
Dada a importância extrema do colesterol, o corpo tem evoluído de formas elaboradas para garantir de que o temos sempre numa quantidade suficiente disponível.
Porque receber o colesterol da dieta não sempre é uma opção, o fígado produz naturalmente colesterol, mas quando comemos muitos alimentos ricos em colesterol o fígado começa a produzir menos quantidade.
Nestes casos a quantidade total de colesterol no corpo muda muito pouco (isto se mudar), e é apenas proveniente da dieta, em vez de vir apenas a partir do fígado.
Resumindo: O fígado produz grandes quantidades de colesterol. Quando comemos muitos ovos (ricos em colesterol), o fígado produz menos no seu lugar.
O que acontece quando comemos vários ovos inteiros por dia?
Durante muitas décadas as pessoas foram aconselhadas a limitar o consumo de ovos, ou pelo menos de gemas de ovos (o branco tem mais proteína e é pobre em colesterol).
As recomendações comuns incluem um máximo de 2-6 gemas por semana. No entanto, não há realmente muita base científica para estas limitações.
Felizmente, temos uma série de excelentes estudos que podem nos tranquilizar.Nestes estudos as pessoas são divididas em dois grupos: um grupo come vários (1-3) ovos inteiros por dia, o outro grupo come outra coisa (como substitutos do ovo) no seu lugar. De seguida, alguns investigadores seguem as pessoas durante algumas semanas/ meses.
Estes estudos mostram que:
• Em quase todos os casos o HDL, o "bom colesterol”, sobe.
• Os níveis totais e LDL de colesterol LDL geralmente não muda, mas por vezes aumenta ligeiramente.
• Comer ovos enriquecidos de Omega-3 pode reduzir os triglicerideos no sangue, um outro importante factor de risco.
• Os níveis sanguíneos de antioxidantes carotenóides como a Luteína e Zeaxantina aumentam de forma significativa.Parece que a resposta ao consumo de ovo inteiro depende do indivíduo.
Para 70% das pessoas não tem efeito sobre o colesterol total ou LDL. No entanto, para 30% das pessoas (apelidados de " hiper-responsivos"), estes números sobem ligeiramente.
Dito isto, eu não acho que isso seja um problema. Os estudos mostram que os ovos alteram as partículas de LDL de pequena e densas para partículas LDL grandes.
As pessoas que têm predominantemente grandes partículas de LDL têm um menor risco de doença cardíaca.
Assim, mesmo se os ovos provoca aumentos ligeiros no níveis de colesterol total ou LDL, este não é motivo de preocupação.
A ciência é clara no que diz que até 3 ovos inteiros por dia são perfeitamente seguros para pessoas saudáveis que estão a tentar manter-se saudável.
Resumindo: Ovos aumentam consideravelmente o HDL (o " bom colesterol"). Para 70% das pessoas não há aumento no colesterol total ou LDL. Pode haver um ligeiro aumento num subtipo benigno do colesterol LDL para algumas pessoas.
Ovos e Doenças Cardíacas
Muitos estudos analisaram o consumo de ovos e o risco de doença cardíaca.
Todos esses estudos são chamados estudos observacionais. Nos estudos como estes grandes grupos de pessoas são seguidas por muitos anos.
De seguida alguns investigadores utilizam métodos estatísticos para descobrir se certos hábitos (como dieta, tabagismo ou exercício) estão ligados a qualquer diminuição ou aumento de risco de alguma doença.
Estes estudos, alguns dos quais contêm centenas de milhares de pessoas, mostram de forma consistente que as pessoas que comem os ovos inteiros não são mais propensos a desenvolver doenças cardíacas. Alguns dos estudos mostram ainda uma redução do risco de acidente vascular cerebral.
No entanto, algo que é interessante anotar é que esses estudos mostram que os diabéticos que comem ovos têm um aumento de risco de doença cardíaca.
Não se sabe se são os ovos que causam o aumento do risco nos diabéticos. Estes tipos de estudos só podem mostrar uma correlação, e é possível que os diabéticos que comem os ovos são, em média, menos conscientes dos benefícios e cuidados de saúde do que aqueles que não o fazem.
Para além disso este factor pode depender do resto da dieta. Numa dieta baixa em carboidratos (de longe a melhor dieta para diabéticos), os ovos levam a melhorias nos factores de risco de doenças cardíacas.
Resumindo: Muitos estudos observacionais mostram que as pessoas que não comem ovos têm um aumento de risco de doenças cardíacas, mas alguns estudos mostram um aumento de risco nos diabéticos.
Os ovos têm também muitos outros benefícios na saúde
Não vamos esquecer que os ovos são muito mais do que apenas o colesterol... Também estão carregados de nutrientes e têm vários outros benefícios impressionantes:
• São ricos em luteína e zeaxantina, antioxidantes que reduzem o risco de doenças dos olhos, como a degeneração macular e cataratas.
• São muito ricos em colina, um nutriente do cérebro que mais de 90 % das quais as pessoas são carentes.
• São ricos em proteína animal de boa qualidade, que têm muitos benefícios - incluindo o aumento da massa muscular e melhoraria da saúde óssea.
• Estudos mostram que os ovos aumentam a saciedade e ajudam a perder gordura.
Os ovos têm também um gosto incrível e são extremamente fáceis de preparar.
Assim, mesmo que os ovos tivessem efeitos negativos leves no colesterol do sangue (que não têm), os benefícios em consumi-los ainda assim superam altamente os negativos.
Resumindo: Os ovos estão entre os alimentos mais nutritivos do planeta. Eles contêm nutrientes cerebrais importantes e poderosos, e antioxidantes que podem proteger os olhos.
Quanto é demais?
Infelizmente não temos estudos onde as pessoas são alimentados com mais de 3 ovos por dia.
É possível (embora improvável) que nem mesmo comendo mais quantidades que estas possam vir a ter um efeito negativo na saúde. Mas comer mais do que 3 é um “território desconhecido”, por assim dizer.
No entanto... Existe um interessante estudo de caso (um estudo com apenas um indivíduo) de um homem de 88 anos que consumia 25 ovos por dia.
Ele tinha níveis normais de colesterol e estava com muito boa saúde.
Claro que um estudo em caso único não faz nada de mais, mas é no entanto interessante.
Também é importante ter em mente que nem todos os ovos são os mesmos. A maioria dos ovos no supermercado são de frangos que são criados em fábricas e alimentos à base de ração de grão.
Os ovos mais saudáveis são ovos enriquecidos de Omega-3 ovos, ou ovos de galinhas criadas no pasto. Estes ovos têm Omega-3 muito mais elevados e vitaminas lipossolúveis importantes.
No geral, o consumo de ovos é perfeitamente seguro, mesmo se come até 3 ovos inteiros por dia.
Dada a incrível gama de nutrientes e benefícios de saúde poderosos, os ovos de qualidade podem facilmente ser dos alimentos mais saudáveis do planeta.
Fonte 1
Tags: nutrição saúde
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A ÉTICA
O sociólogo Peter Berger escreve sobre ÉTICA no livro "Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um título estranho e curioso : “Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo.”
Estranho à primeira vista, mas logo se percebe que, na política, principalmente, é de suma importância juntar ética e trapaça.
Para ilustrar seu pensamento, o autor conta uma pequena história.
Havia numa cidade dos Estados Unidos uma Igreja Batista.
Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos.
Havia na mesma cidade uma fábrica de cerveja que, para a Igreja Batista, era a vanguarda de Satanás.
Nas suas pregações, o pastor não poupava a fábrica de cerveja de críticas e mais críticas...
Aconteceu, no entanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 500 mil dólares para a dita igreja. Foi um alvoroço terrível...
Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do diabo e que não poderia, de forma alguma, ser aceito.
Porém, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro traria à igreja.
Poderia trazer, por exemplo, uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas...
Reuniu-se, então, a igreja em assembleia para uma decisão democrática.
Depois de muita discussão, registou-se a seguinte decisão no livro de atas:
“A Igreja Batista Betel resolve aceitar a oferta de 500 mil dólares feita pela Cervejaria na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus."
E viva a ética!
É isso aí...
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Receita do Pão Lusitano (recuperado)
Recuperámos o pão dos Lusitanos com farinha de bolota ou castanha
Pão de bolota
Farinha de bolota:
A bolota é apanhada no Outono quando cai, é seleccionada (colocando-a em água as que não estão em boas condições vão boiar). Cortam-se ao meio e cozem-se num tacho com água e sal até a casca ficar solta. Descascam-se e congelam-se até serem utilizadas. Para as desfazer e transformar em farinha descongelam-se e metem-se na picadora 1,2,3.
Ingredientes:
- 100 ml de azeite
- 750 ml água morna
- 500 gr de farinha de bolota ou castanha
- 1000 gr de farinha de centeio sem fermento
- 60 gr de fermento de pão
- um pouco de sal
- 6 colhers de sopa de mel
Amassar tudo e deixar a levedar de um dia para o outro, umas 6-8 horas. Voltar a amassar, deixar repousar 30-45 minutos e colocar no forno.
O trigo é um cereal que nos é alheio e causa muitos problemas intestinais, este pão lusitano é um manjar dos deuses e excelente para a nossa constituição e saúde.
Este pão é fabuloso pois não faz gases nem fermentações intestinais, além de saudável.
Não esquecer que era pão de bolota que os lusitanos comiam, antes da chegada dos romanos.
MIRÓ - OU - NUNCA MAS VAS A MIRARLAS ? COISAS QUE AS TV(S) NÃO CONTAM
A Colecção Miró, um lote de 85 obras, composto por óleos, guaches e desenhos, foi adquirido pelo Banco Português de Negócios (BPN), gerido por José Oliveira Costa, a um coleccionador japonês em 2006.
Em 2007 a leiloeira Christie's avaliou a colecção em 81,2 milhões de euros e, algum tempo depois, a mesma leiloeira avaliou-a em 150 milhões.
Estas avaliações foram feitas quando a colecção pertencia ao BPN, enquanto banco privado.
Em Novembro de 2008, o BPN foi "nacionalizado" -apenas o lixo tóxico- e, depois de todas as aventuras e desventuras que decorreram da sua nacionalização, a Parvalorem -veículo estatal criado para gerir os activos tóxicos do BPN- através da sua administração, tornou a venda da Colecção Miró, uma das suas principais prioridades tendo, no final de 2013, "fechado" o negócio com a Christie's.
A Parvalorem não cumpriu os prazos legais estabelecidos na Lei de Bases do Património Cultural para pedir a devida autorização para a saída das peças para o estrangeiro e, embora com o parecer negativo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a 21 de Janeiro de 2014, as obras já estavam expostas na leiloeira Christie’s, em Londres.
Agora vem a notícia mais interessante:
Enquanto a Colecção Miró foi propriedade privada, foi avaliada pela Christie's por valores que ultrapassaram os 150 milhões de euros; agora que a mesma colecção é propriedade do Estado Português, a mesma leiloeira avaliou-a em apenas 36 milhões.
Para a palhaçada ser mais engraçada posso acrescentar que as condições da Christie's são estas: a licitação da venda da obra é de 36 milhões, sendo esta a importância a entregar ao Estado Português; tudo o que ultrapassar esse valor será propriedade da leiloeira.
Perceberam a jogada?
Uma providência cautelar "barrou" a concretização do negócio que, além de ilegal é um crime de lesa-pátria; entretanto, a Christie's já fez saber que continua interessada no negócio. Claro... tenho a certeza que sim...
Alguém tem dúvidas sobre a "transparência" destas negociatas?
Alguém, ainda, dúvida de que esta gente, está UNICAMENTE ao serviço do capital explorador nem que tenhamos que ficar sem pele?...
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
No Cais do Sodré há mais do que uma praia escondida debaixo do asfalto
Um pouco de História

Enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI foi descoberta debaixo da Praça D. Luís, juntamente com vestígios de estruturas de séculos posteriores.
A descoberta tem menos de um mês.
Os arqueólogos encontraram uma enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da Ribeira, em Lisboa.
Feita com troncos de madeira sobrepostos, a estrutura ocupa 300 metros quadrados e data de uma época em que a cidade sofria os efeitos de sucessivos surtos de peste e epidemias, graças aos contactos com outras gentes proporcionados pelos Descobrimentos.
Para continuar a trazer de além-mar o ouro, a pimenta e o marfim que lhe permitiam pagar as contas, o reino investia na construção naval, e a zona ribeirinha da cidade foi designada como espaço privilegiado de estaleiros.
Os relatos da altura dão conta de uma cidade cheia de escravos vindos de além-mar, mas também de mendigos fugidos do resto do país para escapar à fome.
Os arqueólogos nem queriam acreditar na sua sorte quando depararam com a rampa enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de profundidade, e muito provavelmente associada a um estaleiro naval que ali deverá ter existido.
"É impressionante: é muito difícil encontrar estruturas de madeira em tão bom estado", explica uma das responsáveis da escavação, Marta Macedo, da empresa de arqueologia Era.
No Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico o achado também tem sido motivo de conversa, até porque os
técnicos desta entidade foram chamados a acompanhar os trabalhos, que estão a ser feitos no âmbito da construção de um parque de estacionamento subterrâneo.
A subdirectora do instituto, Catarina de Sousa, diz que esta e outras estruturas encontradas são, apesar de muito interessantes, perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização na Praça D. Luís é "praticamente inviável".
Como a escavação ainda não terminou, os arqueólogos acalentam a esperança de ainda serem brindados, em níveis mais profundos, com algum barco submerso no lodo, como já sucedeu ali perto, tanto no Cais do Sodré como no Largo do Corpo Santo e na Praça do Município. "É possível isso acontecer", admite Catarina de Sousa.
Musealização em estudo.
No séc. XVI toda a zona entre o mercado da Ribeira e Santos era de praias fluviais.
Mas não era para lazer que serviam os areais banhados pelo Tejo.
Na História de Portugal coordenada por José Mattoso, Romero Magalhães conta como, poucos anos após a primeira viagem de Vasco da Gama à India, "a zona ribeirinha da cidade é devassada pelos empreendimentos do monarca [D. Manuel I] e dos grandes armadores".
Depressa surgem conflitos com a Câmara de Lisboa, ao ponto de o rei ter, em 1515, retirado ao município a liberdade de dispor das áreas ribeirinhas para outros fins que não os relacionados com o apetrecho e reparação das naus, descreve o mesmo autor.
São as chamadas tercenas, locais dedicados à função naval e representados em vários mapas da época.
Mais tarde a mesma designação passa a abranger também o lugar onde se produziam e acondicionavam materiais de artilharia.
O espólio encontrado pelos arqueólogos inclui uma bala de canhão, um pequeno cachimbo, um pião, sapatos ainda com salto - na altura os homens também os usavam -, restos de cerâmica e uma âncora com cerca de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco.
Também há uma casca de coco perfeitamente conservada, vinda certamente de paragens exóticas para as quais os portugueses navegavam.
Um relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos em curso explica como a zona da freguesia de S. Paulo se transformou de um aglomerado de pescadores, fora dos limites da cidade de Lisboa, num espaço importante para a diáspora: "A expansão ultramarina contribuiu para uma reestruturação do espaço urbano de Lisboa, que se organiza desde então a partir de um novo centro: a Ribeira".
Em redor do Paço Real reúnem-se os edifícios administrativos.
"É na zona ocidental da Ribeira que a partir das doações de D. Manuel se irão instalar os grandes mercadores e a nobreza ligada aos altos funcionários de Estado, que irão auxiliar o rei (...) na expansão ultramarina e na centralização do poder", pode ler-se no mesmo relatório.
A escavação detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes.
É o caso de uma escadaria e de um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no séc. XVII. E também do vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde se cunhava o metal usado nas transacções.
Por fim, foram descobertas fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da segunda metade do séc. XIX.
"Esta escavação vai permitir conhecer três séculos de história portuária", sublinha outro responsável pela escavação, Alexandre Sarrazola.
Embora esteja ciente de que a maioria dos vestígios terá ser destruída depois de devidamente registada em fotografia e desenho, o arqueólogo diz que algumas das peças encontradas poderão vir a ser salvaguardadas e mesmo integradas no projecto do estacionamento, como já sucedeu com os vestígios do parque de estacionamento subterrâneo do Largo do Camões - ou então transportadas para um museu.
"Face ao desconhecimento do que ainda pode vir a ser encontrado por baixo da estrutura de madeira do séc. XVI está tudo em aberto", salienta, acrescentando que a decisão final caberá ao Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI foi descoberta debaixo da Praça D. Luís, juntamente com vestígios de estruturas de séculos posteriores.
A descoberta tem menos de um mês.
Os arqueólogos encontraram uma enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da Ribeira, em Lisboa.
Feita com troncos de madeira sobrepostos, a estrutura ocupa 300 metros quadrados e data de uma época em que a cidade sofria os efeitos de sucessivos surtos de peste e epidemias, graças aos contactos com outras gentes proporcionados pelos Descobrimentos.
Para continuar a trazer de além-mar o ouro, a pimenta e o marfim que lhe permitiam pagar as contas, o reino investia na construção naval, e a zona ribeirinha da cidade foi designada como espaço privilegiado de estaleiros.
Os relatos da altura dão conta de uma cidade cheia de escravos vindos de além-mar, mas também de mendigos fugidos do resto do país para escapar à fome.
Os arqueólogos nem queriam acreditar na sua sorte quando depararam com a rampa enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de profundidade, e muito provavelmente associada a um estaleiro naval que ali deverá ter existido.
"É impressionante: é muito difícil encontrar estruturas de madeira em tão bom estado", explica uma das responsáveis da escavação, Marta Macedo, da empresa de arqueologia Era.
No Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico o achado também tem sido motivo de conversa, até porque os
técnicos desta entidade foram chamados a acompanhar os trabalhos, que estão a ser feitos no âmbito da construção de um parque de estacionamento subterrâneo.
A subdirectora do instituto, Catarina de Sousa, diz que esta e outras estruturas encontradas são, apesar de muito interessantes, perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização na Praça D. Luís é "praticamente inviável".
Como a escavação ainda não terminou, os arqueólogos acalentam a esperança de ainda serem brindados, em níveis mais profundos, com algum barco submerso no lodo, como já sucedeu ali perto, tanto no Cais do Sodré como no Largo do Corpo Santo e na Praça do Município. "É possível isso acontecer", admite Catarina de Sousa.
Musealização em estudo.
No séc. XVI toda a zona entre o mercado da Ribeira e Santos era de praias fluviais.
Mas não era para lazer que serviam os areais banhados pelo Tejo.
Na História de Portugal coordenada por José Mattoso, Romero Magalhães conta como, poucos anos após a primeira viagem de Vasco da Gama à India, "a zona ribeirinha da cidade é devassada pelos empreendimentos do monarca [D. Manuel I] e dos grandes armadores".
Depressa surgem conflitos com a Câmara de Lisboa, ao ponto de o rei ter, em 1515, retirado ao município a liberdade de dispor das áreas ribeirinhas para outros fins que não os relacionados com o apetrecho e reparação das naus, descreve o mesmo autor.
São as chamadas tercenas, locais dedicados à função naval e representados em vários mapas da época.
Mais tarde a mesma designação passa a abranger também o lugar onde se produziam e acondicionavam materiais de artilharia.
O espólio encontrado pelos arqueólogos inclui uma bala de canhão, um pequeno cachimbo, um pião, sapatos ainda com salto - na altura os homens também os usavam -, restos de cerâmica e uma âncora com cerca de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco.
Também há uma casca de coco perfeitamente conservada, vinda certamente de paragens exóticas para as quais os portugueses navegavam.
Um relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos em curso explica como a zona da freguesia de S. Paulo se transformou de um aglomerado de pescadores, fora dos limites da cidade de Lisboa, num espaço importante para a diáspora: "A expansão ultramarina contribuiu para uma reestruturação do espaço urbano de Lisboa, que se organiza desde então a partir de um novo centro: a Ribeira".
Em redor do Paço Real reúnem-se os edifícios administrativos.
"É na zona ocidental da Ribeira que a partir das doações de D. Manuel se irão instalar os grandes mercadores e a nobreza ligada aos altos funcionários de Estado, que irão auxiliar o rei (...) na expansão ultramarina e na centralização do poder", pode ler-se no mesmo relatório.
A escavação detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes.
É o caso de uma escadaria e de um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no séc. XVII. E também do vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde se cunhava o metal usado nas transacções.
Por fim, foram descobertas fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da segunda metade do séc. XIX.
"Esta escavação vai permitir conhecer três séculos de história portuária", sublinha outro responsável pela escavação, Alexandre Sarrazola.
Embora esteja ciente de que a maioria dos vestígios terá ser destruída depois de devidamente registada em fotografia e desenho, o arqueólogo diz que algumas das peças encontradas poderão vir a ser salvaguardadas e mesmo integradas no projecto do estacionamento, como já sucedeu com os vestígios do parque de estacionamento subterrâneo do Largo do Camões - ou então transportadas para um museu.
"Face ao desconhecimento do que ainda pode vir a ser encontrado por baixo da estrutura de madeira do séc. XVI está tudo em aberto", salienta, acrescentando que a decisão final caberá ao Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico.
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.
Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de Março de 2009 1897
Estatuto dos tecidos ou células (por exemplo, em quarentena,
adequadas para utilização, etc.);
Descrição e origem dos produtos, etapas de processamento
aplicadas, materiais e aditivos que entraram em
contacto com os tecidos e células e que influenciam a sua
qualidade e ou segurança;
Identificação da instalação que emite o rótulo final;
Identificação da aplicação em seres humanos que incluirá,
pelo menos:
Data de distribuição ou eliminação;
Identificação do clínico ou utilizador final/instalação.
B — Pelos serviços responsáveis pela aplicação de tecidos
e células em seres humanos:
a) Identificação do banco de tecidos e células ou unidades
de colheita fornecedoras;
b) Identificação do clínico ou utilizador final/instalação;
c) Tipo de tecidos e células;
d) Identificação do produto;
e) Identificação do receptor;
f) Data da aplicação.
ANEXO XI
Informação contida no sistema de codificação europeia
a) Identificação das dádivas:
Número único de identificação;
Identificação do banco de tecidos e células.
b) Identificação do produto:
Código do produto (nomenclatura básica);
Número do fraccionamento (se aplicável);
Data de validade.
Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009
Aprova o regime de presenças e faltas ao Plenário
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição, o seguinte:
1 — As presenças nas reuniões plenárias são verificadas
a partir do registo de início de sessão efectuado pessoalmente
por cada Deputado, no respectivo computador no
hemiciclo.
2 — Os serviços registam oficiosamente na base de
dados que faz a gestão das presenças, a partir dos elementos
de informação na sua posse, os Deputados que, por se
encontrarem em missão parlamentar, não comparecerem
à reunião.
3 — Aos Deputados que não se registem durante a
reunião ou não se encontrem em missão parlamentar é
marcada falta.
4 — Os procedimentos referidos nos números anteriores
reportam -se a cada reunião, podendo esta repartir -se por
vários períodos num só dia.
5 — Para efeitos da eventual aplicação de sanções,
apenas releva uma falta em cada dia, prevalecendo a
referente às reuniões plenárias, no dia em que estas tenham
lugar.
6 — Os Deputados têm o direito de apresentar justificação
para as faltas, nos termos estabelecidos no respectivo
Estatuto e no Regimento, observando as respectivas
exigências de fundamentação.
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por
isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado
o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado
médico caso a situação se prolongue por mais de uma
semana.
8 — Para efeitos do eventual exercício desse direito,
os serviços de apoio ao Plenário entregam pessoalmente
ao Deputado ou a elemento do seu gabinete que, para o
efeito, por ele tenha sido indicado, mediante protocolo,
o registo da falta ou faltas dadas, no 1.º dia de trabalho
parlamentar após a falta.
9 — O protocolo deve ser assinado pelo próprio ou pelo
elemento por ele indicado.
10 — A comunicação menciona expressamente o prazo
para apresentação da justificação e a ela irá junto impresso
para tal efeito.
11 — A justificação das faltas deve ser apresentada no
prazo de cinco dias a contar da notificação ou, no caso
de faltas continuadas, a partir da notificação da última
falta.
12 — Para efeitos de justificação de faltas, são contados
no prazo apenas os dias parlamentares.
13 — O cumprimento do prazo verifica -se pela data
de entrada da justificação no Gabinete do Presidente da
Assembleia da República.
14 — Esgotado o prazo, a justificação não é apreciada
e a falta é contada como injustificada.
15 — Os serviços de apoio ao Plenário comunicam ao
interessado, nos termos do disposto nos n.os 8 a 10 e no
prazo de três dias, a decisão da entidade competente para
julgar a justificação das faltas, no caso de ser negativa.
16 — Os serviços de apoio ao Plenário enviam ao Presidente
da Assembleia da República a lista de todas as
faltas julgadas injustificadas em cada mês, dentro dos três
primeiros dias úteis do 2.º mês subsequente.
17 — O Presidente da Assembleia manda notificar pessoalmente
cada um dos Deputados em falta, nos termos
atrás referidos.
18 — Decorridos oito dias após a recepção da notificação
pelo Deputado em falta, verificada pelo protocolo de
entrega da mesma, o processo é remetido ao Presidente da
Assembleia para decisão.
19 — O despacho do Presidente da Assembleia é remetido
aos serviços competentes para comunicação ao Deputado
e eventual seguimento do processo de sanções.
20 — Tratando -se de perda do mandato de Deputado,
o despacho do Presidente da Assembleia, com o processo
respeitante, é remetido à Comissão de Ética para
parecer.
21 — A falta a qualquer votação previamente agendada,
em Plenário, segue o regime das faltas às reuniões plenárias,
quanto à justificação e para os efeitos legais relativos
às sanções pecuniárias.
22 — Só recebem tratamento autónomo as faltas às
votações dos Deputados dados como presentes no registo
próprio da reunião plenária respectiva.
23 — É revogada a Resolução da Assembleia da República
n.º 77/2003, de 11 de Outubro.
Aprovada em 13 de Março de 2009.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime
Gama.
Homem consegue fazer uma floresta crescer em pleno deserto. Entenda como
Yacouba Sawadogo aplicou uma técnica simples de tratamento do solo. Até um documentário já foi produzido sobre o assunto, e hoje milhares de pessoas querem aprender a fazer o mesmo
Por Daiana Geremias em 21/01/2014


Responda rápido: é uma boa ideia tentar plantar alguma coisa em um solo desértico? Pois é. A sua resposta é a mesma dada por quase todo mundo: lógico que não é uma boa ideia. A opinião é diferente, porém, para um homem chamado Yacouba Sawadogo que, indo contra a lógica mais fácil, conseguiu fazer o solo desértico ficar produtivo.
Sawadogo simplesmente desenvolveu uma nova forma de reflorestamento e reaproveitamento do solo no país africano de Burkina Faso, afinal ele já sabia que uma terra, para ser produtiva, precisa ser também bem tratada. A questão era descobrir um jeito de tratar da maneira certa um solo desértico que havia sofrido erosão graças ao alto índice populacional da região.
Na década de 80, cansado de ver suas plantações acabando por causa da terra “ruim”, Sawadogo decidiu colocar em prática um antigo ensinamento conhecido como “zai”, que consiste em fazer sequências de pequenos buracos no chão para preenchê-los com adubos e fezes de animais. Essas aberturas são capazes de reter a água da chuva e manter uma espécie de reserva. As sementes de árvores plantadas ali crescem normalmente.
Dicas
Fonte da imagem: Reprodução/MundogumpOs terrenos devem ser preparados durante a seca, o oposto do que se poderia imaginar seguindo um raciocínio lógico, e por isso Sawadogo chegou a ser ridicularizado pelos moradores vizinhos. O fato é que, depois de 20 anos, as terras de Sawadogo estavam produtivas e ele já tinha uma floresta de 30 hectares, com mais de 60 espécies de árvores.
Quando percebeu que suas estratégias estavam funcionando, o fazendeiro passou a organizar palestras em suas terras, para ensinar a técnica a outros interessados. A ideia foi tão incrível que o cineasta Mark Dodd resolveu criar um documentário e narrar a história do “Homem que parou o deserto”, contando como apenas ele salvou a vida de uma das regiões consideradas mais desérticas de todo o mundo.
Agora que a prática já é divulgada, Sawadogo tem recebido doações do mundo inteiro, para investir em suas pesquisas e em usos de técnicas como as de escoamento lento, que leva água de poço à terra.
Mais usos
Fonte da imagem: Reprodução/Connect4climateA pergunta que fica é: será que essa técnica não pode ser usada em outras regiões secas além da África? Aqui mesmo, no Brasil, enquanto você deixa a água do chuveiro correndo por alguns minutos até que o aquecimento a gás faça efeito, famílias inteiras no Nordeste vivem com baldes de água que conseguem nas visitas raras de caminhões-pipa. Essas mesmas famílias sofrem com a seca, com a morte de seus animais sem pasto, com a falta de trabalho e oportunidade.
A ideia de Sawadogo já é reconhecida como uma das mais eficazes de todos os tempos e poderia ser bastante útil em casos como os comuns – e esquecidos – aqui mesmo, em nosso país.
Chris Reji, do World Resources Institute, acredita que a ideia deve ser espalhada a milhões de fazendeiros em todo o mundo, para que cada vez mais árvores sejam plantadas, o que alteraria as condições do solo e, inclusive, ajudaria na adaptação às mudanças climáticas. E aí, o que você acha de ajudar a espalhar essa ideia?
Desde que Dodd produziu o filme sobre a história de Sawadogo, a atenção ao caso tem sido cada vez maior. Ele já deu palestras em vários eventos de agricultura e sustentabilidade. No primeiro vídeo abaixo, assista ao trailer do filme; no segundo, veja uma grande reportagem da MDC sobre a repercussão do documentário (ambos os vídeos estão em inglês, mas você pode ativar as legendas automáticas, nas configurações do YouTube):
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O Porfírio do Cimbalino e a balança falante.
No ano 2000 editei um pequeno livro que recolhia textos de humor e sátira (ilustrado com desenhos publicados no Jornal de Notícias) a que dei o nome Cimbalino Curto, e o jornalista Viale Moutinho atribuiu-lhe três estrelas (numa escala de cinco) na recensão crítica que fez no jornal Diário de Notícias. Um dia o telefone tocou no meu ateliê. Do outro lado, alguém me dizia que falava de Lisboa... e eu a registar a força do seu sotaque tripeiro! - Olhe, eu moro em Lisboa e estou farto de procurar o seu livro Cimbalino Curto, mas não o encontro nas livrarias. Fui ao Diário de Notícias para me darem o seu contacto, mas também não sabiam quem você era. Tiveram que telefonar para a delegação do Porto, e só assim pude chegar à fala consigo. Sabe? É que eu sou o inventor do cimbalino!... E disse-o com tanta convicção e entusiasmo que, de imediato, lhe propus um encontro para que me contasse essa sua invenção. Combinamos dia e local, meti-me no comboio, encontramo-nos junto ao elevador da Bica e fomos almoçar bacalhau com grão.
Bom conversador, o meu leitor eventual chamava-se Porfírio. Rumou a Lisboa em 1959 para chefiar a FAEMA, residia em Oeiras, e nasceu no Porto (Freguesia de Santo Ildefonso) em 1928, tendo vivido a meninice e juventude numa "ilha" da rua de S. Victor. Em miúdo esteve, por um triz, para participar, como figurante, no filme de Manoel Oliveira, Aniki Bobó. Só não o fez porque adoeceu e quando se iniciaram as filmagens estava internado nas Goelas de Pau (Hospital Joaquim Urbano). A sua mãe, viúva, não queria vê-lo parado. Por isso, aos sete anos, ajudava-a a carregar canastras de pão para a Calçada de Monchique e, no Verão, ía para a praia da Foz vender copos de água com limão, de um regador forrado com heras. Carregou carvão e farinha, foi marçano, vendeu fruta aos trabalhadores que construíam o Coliseu do Porto, e aos domingos recebia gorjetas de viúvas por limpar jarras e floreiras no cemitério do Prado do Repouso.
Aos 14 anos era aprendiz de serralheiro na Metalúrgica Henrique F. dos Santos, no Largo do Corpo da Guarda. Entre os vários artigos fabricados nessa oficina contavam-se máquinas de café de saco, açucareiros, cafeteiras e leiteiras. Mas também se procedia a consertos e, nesse sentido, às segundas-feiras, o Porfírio dava uma volta pelos cafés da baixa portuense recolhendo as peças com necessidade de arranjo.
Dessas rondas profissionais recordava os cafés Java, Majestic, Águia D'Ouro, Palladium, Brasileira, Tivoli, Atneia, Arcádia, Sport, Central, Victoria, Astória e Brasil, e ainda a Confeitaria Palace, estabelecimento de gabarito, que existia ao fundo da rua 31 de Janeiro, na curva para Sá da Bandeira. No primeiro andar funcionava a redacção do jornal O Século. O Porfírio também arranjava fechaduras, e muitas vezes foi chamado a casas de prostituição onde, inexplicavelmente, as fechaduras avariavam muito!... Nessas andanças acabou por fazer amizade com muitas "mulheres da vida". Na década de 1950 Salazar proibiu a prostituição complicando a vida a muitas profissionais do sexo, e o Porfírio recorreu às amizades que fez com os proprietários dos cafés da baixa, conseguindo emprego para muitas delas. Uma das obras metalúrgicas que as suas mãos ajudaram a construir, e que recorda pela sua imponência, é um candeeiro de tecto que pode ser visto no hall do Teatro Rivoli. Um dia o Porfírio mudou de casa e de patrão. Instalou-se na rua de Santa Catarina, no número 630, e arranjou emprego no número 610, na oficina metalúrgica de Manuel Ferraz, pegada à Casa NunÁlvares. Em 1948 veio a "coqueluche" das lâmpadas fluorescentes e o Porfírio especializou-se na nova técnica de iluminação. Também fez holofotes para a Tobis, máquinas de cortar fiambre e de medir azeite, cadeiras de barbeiro e balanças. Entretanto o serviço militar interrompeu-lhe a profissão numa altura em que a guerra da Coreia obrigou o Estado Português a defender os territórios de Timor e Macau. O Porfírio só não foi mobilizado porque era considerado o amparo de família, por ser órfão de pai. Em 1950 a oficina mudou-se de Santa Catarina para a rua de Noeda (Campanhã), e uma nova especialização estava reservada ao Porfírio.
La Cimbali e o cimbalino
Em 1956 a boa fama profissional da oficina de Manuel Ferraz levou a que fosse escolhida para agente da marca La Cimbali, moderna máquina italiana de tirar cafés. Porfírio foi a Itália fazer uma especialização para poder reparar as novas máquinas, cuja primeira foi montada no Café Central, em Anadia. Seguiu-se a montagem de máquinas nos cafés Águia d'Ouro, Palladium, Âncora dOuro, Tropical, Brasileira e Confeitaria Lobito (Largo do Padrão) no Porto, e nos cafés Sport e Pátria, em Matosinhos. O Porfírio era conhecido em todos os cafés, e o seu passado profissional merecia confiança. Honesto, simpático, alegre e bom conversador, facilmente convenceu todos os industriais do ramo a deixarem montar uma das modernas máquinas nos seus estabelecimentos, à experiência. Um engenheiro italiano, de nome Campo Nuovo, acompanhava o Porfírio e informava os donos dos cafés que só se procederia à venda da máquina se se comprovasse a eficácia do novo modo de servir café à italiana, se o interesse dos clientes justificasse e se houvesse vontade de aquisição por parte do proprietário do estabelecimento. E foi a que começou o problema. Ninguém pedia café de máquina!... Passavam-se os dias e o café à italiana não tinha clientes. Aquilo parecia um fiasco e o italiano Campo Nuovo começou a desanimar e pensou regressar a Itália com as máquinas. Entendendo esse desânimo, e cheio de boa vontade em ajudar, o Porfírio percebeu a falta de informação que fazia o desconhecimento do produto pelos potenciais consumidores, e sugeriu ao italiano:
- Ó senhor engenheiro, porque é que o senhor não faz um cartaz a dizer assim: "Não peça café. Peça um cimbalino e veja a diferença". Campo Nuovo arregalou os olhosl De imediato viu que acabara de nascer um nome para o novo produto que era o café da máquina La Cimbali!
Aceitou a ideia, mandou tipografar cartazes com a frase sugerida pelo Porfírio, distribuiu-os pelos cafés... e algum tempo depois já pôde facturar as máquinas instaladas!
Os bons apreciadores de café aderiram ao "cimbalino" que se tornou num êxito e numa marca do Porto, e o Porfírio recebeu um prémio de 5.000 escudos pela ideia!
A balança falante
A Farmácia Estácio, pegada ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, era famosa por ter uma balança que falava! Recordo o momento mágico em que a minha mãe me levou a pesar-me nela. Subi para o prato, o ponteiro movimentou-se no mostrador apontando para o meu peso e, ao mesmo tempo, uma voz metálica saiu da balança, informando: "Vossa Excelência pesa vinte e quatro quilos e duzentos gramas"!... Estávamos na década de 1950 e a técnica de gravação sonora não tinha a sofisticação necessária para explicar o fenómeno! O Porfírio fazia a manutenção da balança falante, e explicou-me o seu funcionamento. A balança, colocada na entrada da farmácia, nunca mudava de lugar. Nem podia!... Estava presa ao chão por parafusos. E na cave, precisamente sob a balança, havia uma mesa sobre a qual se encontrava outro mostrador ligado por um veio ao tecto... ao prato da balança que estava na lojal Essa mesa era o posto de trabalho de uma funcionária que endereçava sobrescritos, empacotava comprimidos e rotulava xaropes, enquanto esperava que um cliente se fosse pesar. Quando tal sucedia, o mostrador da cave apontava o mesmo peso que o cliente comprovava visualmente, enquanto que acendia uma lâmpada vermelha, chamando a atenção da funcionária. Esta, tinha um microfone e um botão para o ligar, e dizia o peso que via no mostrador que tinha à sua frente, e que o cliente ouvia na saída do som por detrás do painel do ponteiro! Às vezes, momentaneamente, a balança "avariava"... mostrava o peso, mas não falava. Isso acontecia quando a funcionária da cave... ia fazer um xi-xi...
Bom conversador, o meu leitor eventual chamava-se Porfírio. Rumou a Lisboa em 1959 para chefiar a FAEMA, residia em Oeiras, e nasceu no Porto (Freguesia de Santo Ildefonso) em 1928, tendo vivido a meninice e juventude numa "ilha" da rua de S. Victor. Em miúdo esteve, por um triz, para participar, como figurante, no filme de Manoel Oliveira, Aniki Bobó. Só não o fez porque adoeceu e quando se iniciaram as filmagens estava internado nas Goelas de Pau (Hospital Joaquim Urbano). A sua mãe, viúva, não queria vê-lo parado. Por isso, aos sete anos, ajudava-a a carregar canastras de pão para a Calçada de Monchique e, no Verão, ía para a praia da Foz vender copos de água com limão, de um regador forrado com heras. Carregou carvão e farinha, foi marçano, vendeu fruta aos trabalhadores que construíam o Coliseu do Porto, e aos domingos recebia gorjetas de viúvas por limpar jarras e floreiras no cemitério do Prado do Repouso.Aos 14 anos era aprendiz de serralheiro na Metalúrgica Henrique F. dos Santos, no Largo do Corpo da Guarda. Entre os vários artigos fabricados nessa oficina contavam-se máquinas de café de saco, açucareiros, cafeteiras e leiteiras. Mas também se procedia a consertos e, nesse sentido, às segundas-feiras, o Porfírio dava uma volta pelos cafés da baixa portuense recolhendo as peças com necessidade de arranjo.
Dessas rondas profissionais recordava os cafés Java, Majestic, Águia D'Ouro, Palladium, Brasileira, Tivoli, Atneia, Arcádia, Sport, Central, Victoria, Astória e Brasil, e ainda a Confeitaria Palace, estabelecimento de gabarito, que existia ao fundo da rua 31 de Janeiro, na curva para Sá da Bandeira. No primeiro andar funcionava a redacção do jornal O Século. O Porfírio também arranjava fechaduras, e muitas vezes foi chamado a casas de prostituição onde, inexplicavelmente, as fechaduras avariavam muito!... Nessas andanças acabou por fazer amizade com muitas "mulheres da vida". Na década de 1950 Salazar proibiu a prostituição complicando a vida a muitas profissionais do sexo, e o Porfírio recorreu às amizades que fez com os proprietários dos cafés da baixa, conseguindo emprego para muitas delas. Uma das obras metalúrgicas que as suas mãos ajudaram a construir, e que recorda pela sua imponência, é um candeeiro de tecto que pode ser visto no hall do Teatro Rivoli. Um dia o Porfírio mudou de casa e de patrão. Instalou-se na rua de Santa Catarina, no número 630, e arranjou emprego no número 610, na oficina metalúrgica de Manuel Ferraz, pegada à Casa NunÁlvares. Em 1948 veio a "coqueluche" das lâmpadas fluorescentes e o Porfírio especializou-se na nova técnica de iluminação. Também fez holofotes para a Tobis, máquinas de cortar fiambre e de medir azeite, cadeiras de barbeiro e balanças. Entretanto o serviço militar interrompeu-lhe a profissão numa altura em que a guerra da Coreia obrigou o Estado Português a defender os territórios de Timor e Macau. O Porfírio só não foi mobilizado porque era considerado o amparo de família, por ser órfão de pai. Em 1950 a oficina mudou-se de Santa Catarina para a rua de Noeda (Campanhã), e uma nova especialização estava reservada ao Porfírio.
La Cimbali e o cimbalino
Em 1956 a boa fama profissional da oficina de Manuel Ferraz levou a que fosse escolhida para agente da marca La Cimbali, moderna máquina italiana de tirar cafés. Porfírio foi a Itália fazer uma especialização para poder reparar as novas máquinas, cuja primeira foi montada no Café Central, em Anadia. Seguiu-se a montagem de máquinas nos cafés Águia d'Ouro, Palladium, Âncora dOuro, Tropical, Brasileira e Confeitaria Lobito (Largo do Padrão) no Porto, e nos cafés Sport e Pátria, em Matosinhos. O Porfírio era conhecido em todos os cafés, e o seu passado profissional merecia confiança. Honesto, simpático, alegre e bom conversador, facilmente convenceu todos os industriais do ramo a deixarem montar uma das modernas máquinas nos seus estabelecimentos, à experiência. Um engenheiro italiano, de nome Campo Nuovo, acompanhava o Porfírio e informava os donos dos cafés que só se procederia à venda da máquina se se comprovasse a eficácia do novo modo de servir café à italiana, se o interesse dos clientes justificasse e se houvesse vontade de aquisição por parte do proprietário do estabelecimento. E foi a que começou o problema. Ninguém pedia café de máquina!... Passavam-se os dias e o café à italiana não tinha clientes. Aquilo parecia um fiasco e o italiano Campo Nuovo começou a desanimar e pensou regressar a Itália com as máquinas. Entendendo esse desânimo, e cheio de boa vontade em ajudar, o Porfírio percebeu a falta de informação que fazia o desconhecimento do produto pelos potenciais consumidores, e sugeriu ao italiano:
- Ó senhor engenheiro, porque é que o senhor não faz um cartaz a dizer assim: "Não peça café. Peça um cimbalino e veja a diferença". Campo Nuovo arregalou os olhosl De imediato viu que acabara de nascer um nome para o novo produto que era o café da máquina La Cimbali!
Aceitou a ideia, mandou tipografar cartazes com a frase sugerida pelo Porfírio, distribuiu-os pelos cafés... e algum tempo depois já pôde facturar as máquinas instaladas!
Os bons apreciadores de café aderiram ao "cimbalino" que se tornou num êxito e numa marca do Porto, e o Porfírio recebeu um prémio de 5.000 escudos pela ideia!
A balança falante
A Farmácia Estácio, pegada ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, era famosa por ter uma balança que falava! Recordo o momento mágico em que a minha mãe me levou a pesar-me nela. Subi para o prato, o ponteiro movimentou-se no mostrador apontando para o meu peso e, ao mesmo tempo, uma voz metálica saiu da balança, informando: "Vossa Excelência pesa vinte e quatro quilos e duzentos gramas"!... Estávamos na década de 1950 e a técnica de gravação sonora não tinha a sofisticação necessária para explicar o fenómeno! O Porfírio fazia a manutenção da balança falante, e explicou-me o seu funcionamento. A balança, colocada na entrada da farmácia, nunca mudava de lugar. Nem podia!... Estava presa ao chão por parafusos. E na cave, precisamente sob a balança, havia uma mesa sobre a qual se encontrava outro mostrador ligado por um veio ao tecto... ao prato da balança que estava na lojal Essa mesa era o posto de trabalho de uma funcionária que endereçava sobrescritos, empacotava comprimidos e rotulava xaropes, enquanto esperava que um cliente se fosse pesar. Quando tal sucedia, o mostrador da cave apontava o mesmo peso que o cliente comprovava visualmente, enquanto que acendia uma lâmpada vermelha, chamando a atenção da funcionária. Esta, tinha um microfone e um botão para o ligar, e dizia o peso que via no mostrador que tinha à sua frente, e que o cliente ouvia na saída do som por detrás do painel do ponteiro! Às vezes, momentaneamente, a balança "avariava"... mostrava o peso, mas não falava. Isso acontecia quando a funcionária da cave... ia fazer um xi-xi...
Para que a memória não se apague… Fez no passado dia 27 de Fevereiro, 60 anos! Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.
O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida. A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920. O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento. O acordo adoptou três princípios fundamentais: 1. Perdão/redução substancial da dívida; 2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo; 3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %. A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida. O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros. Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha. Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais. EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem. Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
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