Esta é uma das sobremesas mais simples de fazer. Sem natas, sem leite condensado, sem ovos...
É simplesmente deliciosa!
A história creio que todos a conhecem...Esta tarte foi criada por acidente pelas duas irmãs Tatin, que dirigiam o seu próprio Hotel, o Hotel Tatin.
Uma delas estava a fazer uma "normal" tarte de maçã, mas estava com muito trabalho nesse dia.
Levou então as maçãs a caramelizar com açúcar e manteiga, mas com o trabalho esqueceu-se dela ao lume. Para tentar salvar o "desastre", cubriu a frigideira onde estavam as maçãs com a massa e colocou assim directamente no forno.
Resolveu servir a tarte na mesma aos hóspedes do hotel, simplesmente virando a tarte para um prato de servir. Ao que parece foi um sucesso e manteve-se no menu do Hotel.
Não sei se esta história será a verdadeira.. mas tem a sua piada!
Ingredientes:
6 a 8 maçãs
1 placa de massa folhada
100gr de manteiga
100gr de açúcar
Preparação:
Descasque as maçãs e corte-as em quartos. Coloque o açúcar e a manteiga partida em pedacinhos numa frigideira, que possa ir ao lume e ao forno, e por cima desta coloque os quartos da maçã com a parte concava voltada para baixo.
Leve ao lume até as maçãs estarem caramelizadas.
Cubra depois a frigideira com a massa folhada, fazendo um furo a meio para libertar o vapor à medida que a massa coze.
Leve a forno quente 200ºC até a massa estar dourada.
Desenforme depois de morna virando a frigideira para um prato de servir.
Sirva simples, com natas batidas ou com 1 bola de gelado de Baunilha!
Bom Apetite!
domingo, 7 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A Máfia Médica" é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si...?
E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social... encontramos o mesmo.
- O poder económico?
Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes.... porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
- Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
- O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar... mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa... mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele... mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) - o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma acção que não se questiona
Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
- O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas... é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região... Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
- Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
- Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida... mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
- Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
- No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Laura Jimeno Muñoz
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si...?
E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social... encontramos o mesmo.
- O poder económico?
Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes.... porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
- Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
- O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar... mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa... mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele... mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) - o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma acção que não se questiona
Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
- O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas... é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região... Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
- Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
- Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida... mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
- Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
- No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Laura Jimeno Muñoz
sábado, 30 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Marmelada com Vinho do Porto
Lavar muito bem 2 kg de marmelos. De seguida, retirar as sementes, mas não descascar os marmelos e cortá-los em pedaços. Colocar os pedaços numa panela, onde já colocámos um pouco de água (que tape o fundo) e de seguida juntamos 2 kg de açúcar amarelo e vinho do Porto a gosto. Levamos ao lume. Quando o marmelo estiver cozido, trituramo-lo e deixamos o preparado ao lume para "apurar". É conveniente ir vigiando, pois este doce facilmente pode pegar ao fundo da panela.
Quando estiver pronto, retirar e colocar logo em recipientes. Não aconselho o uso de frascos, pois gosto de cortar a marmelada em tiras.
Aprendi esta receita numa aldeia na zona de Santarém.
P.S. Usei aproximadamente um cálice de Vinho do Porto nesta receita.
Quando estiver pronto, retirar e colocar logo em recipientes. Não aconselho o uso de frascos, pois gosto de cortar a marmelada em tiras.
Aprendi esta receita numa aldeia na zona de Santarém.
P.S. Usei aproximadamente um cálice de Vinho do Porto nesta receita.
domingo, 24 de agosto de 2014
Documentário "Mondego"
Este filme é o seu projecto final do mestrado em Wildlife Documentary Production da Universidade de Salford, onde teve aulas com Sir David Attenborough, Paul Reddish, Niel Lucas e outros nomes da BBC Natural History Unit, Bristol.
O filme foi classificado com uma distinção e o próximo passo é concorrer a festivais desta especialidade na Europa.
Agradecemos que vejam e partilhem o link do filme pois ele precisa de divulgação. Obrigado em nome do autor
http://vimeo.com/danielpinheiro/mondego
MONDEGO by Daniel Pinheiro from Daniel Pinheiro - Wildlife Films on Vimeo.
O LADO ERRADO DA CAMA . . .
Num convento de freiras, a Madre Superiora, rigorosíssima, levanta-se da cama e exclama:
- Que noite maravilhosa! Hoje estou tão feliz que até vou tratar bem as freiras!
Sai do quarto e encontra uma freira no corredor:
- Bom dia, Irmã Josefa. Está com muito boa aparência! E que bela camisola está a tricotar!
- Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?
A Madre não gostou nada do comentário, mas continuou..
Mais adiante, encontrou outra freira.
- Bom dia, Irmã Maria! Você parece muito bem! E o seu bordado está a ficar lindo. Parabéns!**
- Obrigada, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama...
A Madre Superiora ficou furiosa, mas seguiu o seu caminho.
Todas as freiras que encontrava e cumprimentava, respondiam a mesma coisa.
Assim, quando chegou à quinta freira, já estava irritadíssima e resolveu tirar a história a limpo.
- Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama?
- Sim, Madre...
- E posso saber porquê?
- É que a Madre calçou as sandálias do Padre António…
sábado, 23 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.
1. Os transgénicos não resolvem a crise alimentar
"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."*1
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent.
"O meu lado cínico acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."*2
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido
• Um relatório de 2008 do Banco Mundial*3 concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares!*4 Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
2. Os transgénicos não aumentam a produção
"Vamos falar claro. Neste momento [2008], não há variedades transgénicas em uso que tenham melhoria intrínseca de produtividade. Da mesma forma, não há qualquer transgénico disponível que resista à seca, use menos fertilizantes ou proteja o solo. Nem um."*5
Dr Doug Gurian-Sherman, previamente especialista em biotecnologia da Agência de Protecção Ambiental do governo americano e consultor em transgénicos da Autoridade de Segurança Alimentar (FDA) do governo americano.
• De acordo com números oficiais do governo americano,*6 não há transgénicos à venda que sejam mais produtivos do que as variedades de ponta convencionais. Apesar das promessas, o transgénico mais cultivado no mundo, a soja, tem uma produtividade reduzida face à soja convencional que pode atingir os 10% de quebra (400 kg por hectare).*7 O maior estudo europeu*8 sobre a matéria, realizado em Espanha, verificou que há mais regiões onde o milho transgénico não dá mais lucro face ao convencional do que o contrário.
3. Os transgénicos aumentam o uso de pesticidas
"A promessa era de que íamos usar menos químicos e obter mais produção. Mas deixem-me dizer-vos que nada disso é verdade."*9
Bill Christison, presidente da Associação Americana de Agricultura Familiar
• Dados publicados pelo Departamento de Agricultura americano*10 mostram que nos Estados Unidos as culturas transgénicas conduziram a um aumento - e não a uma redução - da aplicação de pesticidas, quando comparadas com culturas convencionais.
4. Há maneiras melhores de alimentar o mundo
"Actualmente já sabemos que quase todos os problemas que [os transgénicos] dizem que vêm resolver podem ser solucionados em poucos dias, se houver vontade política adequada."
Hans Herren, director geral do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia do Insecto, Quénia, e vencedor do Prémio Mundial da Alimentação de 1995
• Em 2008 foi publicado o maior estudo*11 jamais realizado sobre a agricultura mundial, financiado pelas Nações Unidas e Banco Mundial. No seu relatório final, compilado por mais de 400 especialistas de todo o mundo ao longo de quatro anos e ratificado já por 58 países, concluiu-se que os transgénicos têm pouco a oferecer à agricultura no que toca aos grandes desafios futuros: reduzir a pobreza, matar a fome, fazer frente às alterações climáticas e preservar a biodiversidade. Ainda segundo este documento, existem soluções melhores que podem desde já ser postas em prática. Haja vontade política.
5. Estão disponíveis outras e melhores tecnologias agrícolas
"Está a acontecer uma revolução silenciosa na área do mapeamento dos genes, que nos ajuda a entender melhor as variedades agrícolas. Isto já é uma realidade actualmente, e pode ter muito mais impacto na agricultura [do que os transgénicos]."*12
Prof John Snape, director do departamento de genética agrícola do Centro John Innes, Reino Unido
• A gestão integrada, o recurso a variedades tradicionais e outras metodologias de baixo consumo de recursos, incluindo a agricultura biológica, têm-se mostrado altamente eficazes no controlo de pragas, na minimização da poluição e na obtenção de uma produtividade sustentável ao longo do tempo.*13 Outras abordagens não-transgénicas para o melhoramento de variedades, como a selecção assistida por marcadores, têm grande potencial para contribuir para a melhoria futura da produtividade sem os perigos que a engenharia genética implica.*14
6. Está por demonstrar a segurança dos alimentos transgénicos
"Estamos a ser confrontados com a tecnologia mais poderosa que o mundo alguma vez conheceu, que está a ser generalizada rapidamente e sem praticamente nenhuma preocupação quanto às suas consequências."
Dra Suzanne Wuerthele, toxicóloga da Agência de Protecção Ambiental do governo americano
• A engenharia genética é uma técnica rudimentar e imprecisa de introduzir material genético (de vírus, bactérias, ou mesmo genes sintéticos) em plantas agrícolas. As consequências biológicas são, por definição, imprevisíveis, e nenhum dos transgénicos em circulação em Portugal foi objecto de qualquer estudo sobre os seus efeitos na saúde humana, quer a longo prazo, quer nas próximas gerações, apesar de serem testes obrigatórios previstos na legislação europeia. Alguns estudos preliminares de curta duração já detectaram efeitos preocupantes.*15 Existe um único estudo*16 sobre os efeitos directos em pessoas que comem transgénicos, onde se verificou que as bactérias do intestino incorporaram os transgenes provenientes da soja.
7. Os transgénicos tornaram-se invisíveis
"Cada europeu come diariamente uma dose de transgénicos."*17
Mike Mack, director geral executivo da Syngenta, a propósito do uso de transgénicos nas rações pecuárias
• A carne, ovos, leite e lacticínios dos animais alimentados com os milhões de toneladas de rações transgénicas que entram anualmente na União Europeia não têm de ser rotulados. Já há estudos científicos que demonstram que, quando os transgénicos são usados nas rações animais, é possível detectar material transgénico nos alimentos.*18 Nada garante a segurança de tais produtos.
8. Ninguém está a monitorizar o impacto dos transgénicos na saúde
"Nas actuais condições de montorização, quaisquer novas consequências negativas para a saúde teriam de ser um disastre monumental para se tornarem detectáveis."*19
Ben Miflin, previamente director do Instituto de Culturas Aráveis, Rothamsted, Reino Unido, e um defensor dos benefícios potenciais dos transgénicos
• Tem sido argumentado que os americanos comem transgénicos há uma década sem que surjam consequências. Mas nos Estados Unidos os transgénicos não são rotulados e não há estudos para detectar eventuais efeitos. Noutros escândalos alimentares, como por exemplo o das gorduras hidrogenadas, demorou décadas até se perceber e conseguir demonstrar que estavam a causar milhões de mortes entre os consumidores.*20
9. A coexistência entre agriculturas com e sem transgénicos é impossível
"Em relação aos transgénicos, estamos todos de acordo: não se consegue controlar a disseminação. Portanto não vamos correr esse risco."*21
Jean-Louis Borloo, Ministro francês da ecologia e do desenvolvimento sustentável
"Segundo o especialista [Joel Figueiredo, fundador e dirigente da Associação Nacional de Produtores de Milho e gerente da Cooperativa de Coimbra], uma parte importante das produções tradicionais de milho acaba por ser contaminada pela «polinização cruzada», sendo assim difícil encontrar milho que não contenha mais ou menos genes dos OGM."
Diário de Coimbra, 14 de Setembro de 2007
"Se algumas pessoas conseguirem o direito a cultivar e vender transgénicos, a consequência vai ser que em breve ninguém vai ter o direito a cultivar, vender e comer sem transgénicos. É uma escolha irreversível, como a introdução de coelhos na Austrália: uma vez feito, não pode ser desfeito."*22
Roger Levett, eticista e especialista em desenvolvimento sustentável
• A contaminação da produção convencional e biológica pelos transgénicos está a aumentar. Nos Estados Unidos, o cultivo experimental por um único ano de uma determinada variedade de arroz transgénico, não autorizado para venda, levou à contaminação generalizada da produção comercial de arroz longo e até das linhagens pré-comerciais.*23 No Canadá, a produção biológica de colza foi praticamente eliminada devido à contaminação por colza transgénica.*24 E em Espanha, um estudo recente verificou que o milho transgénico está a conduzir a uma redução drástica na produção biológica deste cereal.*25
10. As empresas dos transgénicos não são de confiança
"Os agricultores estão a ser processados por ter transgénicos na sua propriedade que eles não compraram, não querem, não vão usar, nem podem vender."*26
Tom Wiley, agricultor do Dakota do Norte, Estados Unidos
"A lista de acusações é horrífica, inexorável e convincente. A empresa multinacional Monsanto, que vende 90% dos transgénicos, mente em larga escala a muita gente e até ao mundo inteiro, com grande sucesso. Esse é o poder que o dinheiro e que o apoio, aparentemente ilimitado, do governo americano, conseguem atingir. Mas quem viu o documentário extraordinário 'O Mundo segundo a Monsanto' de Marie-Monique Robin já sabe isso tudo."
Le Monde, jornal francês
• As grandes multinacionais da engenharia genética têm um cadastro marcado pela mentira, contaminação, envenenamento e corrupção.*27 As sementes transgénicas são vistas como uma excelente oportunidade de negócio porque lhes permitem obter patentes e, assim, conseguir um monopólio sobre o que o mundo pode ou não cultivar e comer. Os agricultores que são apanhados a guardar sementes transgénicas da sua produção para voltar a semear no ano seguinte são arrastados para tribunal e daí para a falência. Isto passa-se mesmo quando esses transgénicos aparecem nos campos através de contaminação acidental devido ao vento ou aos insectos.*28
* REFERÊNCIAS
1. “Hope for Africa lies in political reforms”, Daniel Howden, The Independent, 8 Setembro 2008.
2. “GM: it's safe, but it's not a saviour”, Rob Lyons, Spiked Online, 7 Julho 2008.
3. “A Note on Rising Food Prices”, Donald Mitchell, World Bank report, 2008.
4. “Feed a company, starve a country”, Meredith Niles, Grist Magazine, 11 Novembro 2008.
5. “Genetic engineering - a crop of hyperbole”, Doug Gurian-Sherman, The San Diego Union Tribune, 18 Junho 2008.
6. “The adoption of bioengineered crops”, US Department of Agriculture Report, Maio 2002.
7. “Glyphosate-resistant soyabean cultivar yields compared with sister lines”, Elmore, R.W. et al., Agronomy Journal, Vol. 93, No. 2, 2001, pg. 408-412
8. “Bt corn in Spain - the performance of the EU's first GM crop”, Gómez-Barbero et al., Nature Biotechnology, Vol. 26, 2008, pg. 384-386.
9. “Family Farmers Warn of Dangers of Genetically Engineered Crops”, Bill Christison, In Motion magazine, 29 Julho 1998.
10. “Genetically engineered crops and pesticide use in the United States: The first nine years”, Benbrook, C., BioTech InfoNet, Technical Paper No. 7, Outubro 2004. Disponível aqui; “Agricultural Pesticide Use in US Agriculture”, Center for Food Safety, Maio 2008, com dados do Departamento de Agricultura do governo federal dos Estados Unidos
11. “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
12. “Gene mapping the friendly face of GM technology”, Professor John Snape, Farmers Weekly, 1 Março 2002, pg. 54
13. Ver, por exemplo: “Feeding the world?”, J. N. Pretty, SPLICE, magazine of the Genetics Forum, Vol. 4, Agosto/Setembro 1998; ou “Organic agriculture and food security in Africa”, United Nations report, 2008, disponível aqui; ou ainda “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
14. “Marker-assisted selection: an approach for precision plant breeding in the twenty-first century”, Collard, B.C.Y. and D.J. Mackill, Phil. Trans. R. Soc. B, Vol. 363, 2008, pg. 557-572, 2008; “Breeding for abiotic stresses for sustainable agriculture”, Witcombe J.R. et al., Phil. Trans. R. Soc. B, 2008, Vol. 363, pg. 703-716
15. Aqui apenas alguns exemplos desses artigos: “Genetically modified soya leads to the decrease of weight and high mortality rate of rat pups of the first generation”, Ermakova I.V., EcosInform, Vol. 1, 2006, pg. 4-9; “Fine structural analysis of pancreatic acinar cell nuclei from mice fed on GM soybean”, Malatesta, M. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 47, 2003, pg. 385-388; “Ultrastructural morphometrical and immunocytochemical analyses of hepatocyte nuclei from mice fed on genetically modified soybean”, Malatesta, M. et al., Cell Struct Funct., Vol. 27, 2002, pg. 173-180; “Ultrastructural analysis of testes from mice fed on genetically modified soybean”, Vecchio L. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 48, pg. 448-454, 2004; “A long-term study on female mice fed on a genetically modified soybean: effects on liver ageing”, Malatesta M. et al., Histochem Cell Biol., Vol. 130, 2008, pg. 967-977; “Effects of diets containing genetically modified potatoes expressing Galanthus nivalis lectin on rat small intestine”, Ewen S.W. and A. Pusztai, The Lancet, Vol. 354, 1999, pg. 1353-1354; “New Analysis of a Rat Feeding Study with a Genetically Modified Maize Reveals Signs of Hepatorenal Toxicity”, Séralini, G.-E. et al., Arch. Environ. Contam. Toxicol., Vol. 52, 2007, pg. 596-602.
16. “Assessing the survival of transgenic plant DNA in the human gastrointestinal tract”, Netherwood T. et al., Nature Biotechnology, Vol. 22, 2004, pg. 204-209.
17. “Syngentan is fighting an ideological battle”, Carl Mortished, The Times, 14 Fevereiro 2008.
18. “Detection of Transgenic and Endogenous Plant DNA in Digesta and Tissues of Sheep and Pigs Fed Roundup Ready Canola Meal”, Sharma, R. et al., J. Agric. Food Chem., Vol. 54, No. 5, 2006, pg. 1699-1709; “Assessing the transfer of genetically modified DNA from feed to animal tissues”, Mazza, R. et al., Transgenic Res., Vol. 14, No. 5, 2005, pg. 775-784; “Detection of genetically modified DNA sequences in milk from the Italian market”, Agodi, A., et al., Int. J. Hyg. Environ. Health, Vol. 209, 2006, pg. 81-88.
19. "Long-term effect of GM crops serves up food for thought", Butler, D. et al., Nature, Vol. 398, pg. 651-653, 1999.
20. “Trans Fats: The story behind the label”, Paula Hartman Cohen, Harvard Public Health Review, 2006.
21. "La France s'oriente vers un gel des cultures d'OGM", Jakubyszyn, C. et al., Le Monde, 20 de Setembro de 2007
22. "Choice: Less can be more", Levett, R., Food Ethics magazine, Vol. 3, No. 3, Autumn 2008, p. 11.
23. “Risky business: Economic and regulatory impacts from the unintended release of genetically engineered rice varieties into the rice merchandising system of the US”, Blue, Dr E. Neal, relatório para a Greenpeace, 2007.
24. “Seeds of doubt: North American farmers' experience of GM crops”, Soil Association, 2002.
25. “Coexistence of plants and coexistence of farmers: Is an individual choice possible?”, Binimelis, R., Journal of Agricultural and Environmental Ethics, Vol. 21, No. 2, April 2008
26. “Monsanto 'Seed Police' Scrutinize Farmers”, Stephen Leahy, InterPress Service, 15 Janeiro 2004.
27. Ver, por exemplo, o filme de Marie-Monique Robin, “Le Monde Selon Monsanto” (O Mundo segundo a Monsanto), ARTE, 2008; e a página da associação Coalition Against Bayer Dangers.
28. A Monsanto já lançou muitas acções em tribunal contra agricultores. Ver relato detalhado por exemplo em "Monsanto versus US Farmers".
Via Plataforma Transgénicos Fora!
Identificações: ZONA LIVRE de OGM
"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."*1
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent.
"O meu lado cínico acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."*2
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido
• Um relatório de 2008 do Banco Mundial*3 concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares!*4 Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
2. Os transgénicos não aumentam a produção
"Vamos falar claro. Neste momento [2008], não há variedades transgénicas em uso que tenham melhoria intrínseca de produtividade. Da mesma forma, não há qualquer transgénico disponível que resista à seca, use menos fertilizantes ou proteja o solo. Nem um."*5
Dr Doug Gurian-Sherman, previamente especialista em biotecnologia da Agência de Protecção Ambiental do governo americano e consultor em transgénicos da Autoridade de Segurança Alimentar (FDA) do governo americano.
• De acordo com números oficiais do governo americano,*6 não há transgénicos à venda que sejam mais produtivos do que as variedades de ponta convencionais. Apesar das promessas, o transgénico mais cultivado no mundo, a soja, tem uma produtividade reduzida face à soja convencional que pode atingir os 10% de quebra (400 kg por hectare).*7 O maior estudo europeu*8 sobre a matéria, realizado em Espanha, verificou que há mais regiões onde o milho transgénico não dá mais lucro face ao convencional do que o contrário.
3. Os transgénicos aumentam o uso de pesticidas
"A promessa era de que íamos usar menos químicos e obter mais produção. Mas deixem-me dizer-vos que nada disso é verdade."*9
Bill Christison, presidente da Associação Americana de Agricultura Familiar
• Dados publicados pelo Departamento de Agricultura americano*10 mostram que nos Estados Unidos as culturas transgénicas conduziram a um aumento - e não a uma redução - da aplicação de pesticidas, quando comparadas com culturas convencionais.
4. Há maneiras melhores de alimentar o mundo
"Actualmente já sabemos que quase todos os problemas que [os transgénicos] dizem que vêm resolver podem ser solucionados em poucos dias, se houver vontade política adequada."
Hans Herren, director geral do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia do Insecto, Quénia, e vencedor do Prémio Mundial da Alimentação de 1995
• Em 2008 foi publicado o maior estudo*11 jamais realizado sobre a agricultura mundial, financiado pelas Nações Unidas e Banco Mundial. No seu relatório final, compilado por mais de 400 especialistas de todo o mundo ao longo de quatro anos e ratificado já por 58 países, concluiu-se que os transgénicos têm pouco a oferecer à agricultura no que toca aos grandes desafios futuros: reduzir a pobreza, matar a fome, fazer frente às alterações climáticas e preservar a biodiversidade. Ainda segundo este documento, existem soluções melhores que podem desde já ser postas em prática. Haja vontade política.
5. Estão disponíveis outras e melhores tecnologias agrícolas
"Está a acontecer uma revolução silenciosa na área do mapeamento dos genes, que nos ajuda a entender melhor as variedades agrícolas. Isto já é uma realidade actualmente, e pode ter muito mais impacto na agricultura [do que os transgénicos]."*12
Prof John Snape, director do departamento de genética agrícola do Centro John Innes, Reino Unido
• A gestão integrada, o recurso a variedades tradicionais e outras metodologias de baixo consumo de recursos, incluindo a agricultura biológica, têm-se mostrado altamente eficazes no controlo de pragas, na minimização da poluição e na obtenção de uma produtividade sustentável ao longo do tempo.*13 Outras abordagens não-transgénicas para o melhoramento de variedades, como a selecção assistida por marcadores, têm grande potencial para contribuir para a melhoria futura da produtividade sem os perigos que a engenharia genética implica.*14
6. Está por demonstrar a segurança dos alimentos transgénicos
"Estamos a ser confrontados com a tecnologia mais poderosa que o mundo alguma vez conheceu, que está a ser generalizada rapidamente e sem praticamente nenhuma preocupação quanto às suas consequências."
Dra Suzanne Wuerthele, toxicóloga da Agência de Protecção Ambiental do governo americano
• A engenharia genética é uma técnica rudimentar e imprecisa de introduzir material genético (de vírus, bactérias, ou mesmo genes sintéticos) em plantas agrícolas. As consequências biológicas são, por definição, imprevisíveis, e nenhum dos transgénicos em circulação em Portugal foi objecto de qualquer estudo sobre os seus efeitos na saúde humana, quer a longo prazo, quer nas próximas gerações, apesar de serem testes obrigatórios previstos na legislação europeia. Alguns estudos preliminares de curta duração já detectaram efeitos preocupantes.*15 Existe um único estudo*16 sobre os efeitos directos em pessoas que comem transgénicos, onde se verificou que as bactérias do intestino incorporaram os transgenes provenientes da soja.
7. Os transgénicos tornaram-se invisíveis
"Cada europeu come diariamente uma dose de transgénicos."*17
Mike Mack, director geral executivo da Syngenta, a propósito do uso de transgénicos nas rações pecuárias
• A carne, ovos, leite e lacticínios dos animais alimentados com os milhões de toneladas de rações transgénicas que entram anualmente na União Europeia não têm de ser rotulados. Já há estudos científicos que demonstram que, quando os transgénicos são usados nas rações animais, é possível detectar material transgénico nos alimentos.*18 Nada garante a segurança de tais produtos.
8. Ninguém está a monitorizar o impacto dos transgénicos na saúde
"Nas actuais condições de montorização, quaisquer novas consequências negativas para a saúde teriam de ser um disastre monumental para se tornarem detectáveis."*19
Ben Miflin, previamente director do Instituto de Culturas Aráveis, Rothamsted, Reino Unido, e um defensor dos benefícios potenciais dos transgénicos
• Tem sido argumentado que os americanos comem transgénicos há uma década sem que surjam consequências. Mas nos Estados Unidos os transgénicos não são rotulados e não há estudos para detectar eventuais efeitos. Noutros escândalos alimentares, como por exemplo o das gorduras hidrogenadas, demorou décadas até se perceber e conseguir demonstrar que estavam a causar milhões de mortes entre os consumidores.*20
9. A coexistência entre agriculturas com e sem transgénicos é impossível
"Em relação aos transgénicos, estamos todos de acordo: não se consegue controlar a disseminação. Portanto não vamos correr esse risco."*21
Jean-Louis Borloo, Ministro francês da ecologia e do desenvolvimento sustentável
"Segundo o especialista [Joel Figueiredo, fundador e dirigente da Associação Nacional de Produtores de Milho e gerente da Cooperativa de Coimbra], uma parte importante das produções tradicionais de milho acaba por ser contaminada pela «polinização cruzada», sendo assim difícil encontrar milho que não contenha mais ou menos genes dos OGM."
Diário de Coimbra, 14 de Setembro de 2007
"Se algumas pessoas conseguirem o direito a cultivar e vender transgénicos, a consequência vai ser que em breve ninguém vai ter o direito a cultivar, vender e comer sem transgénicos. É uma escolha irreversível, como a introdução de coelhos na Austrália: uma vez feito, não pode ser desfeito."*22
Roger Levett, eticista e especialista em desenvolvimento sustentável
• A contaminação da produção convencional e biológica pelos transgénicos está a aumentar. Nos Estados Unidos, o cultivo experimental por um único ano de uma determinada variedade de arroz transgénico, não autorizado para venda, levou à contaminação generalizada da produção comercial de arroz longo e até das linhagens pré-comerciais.*23 No Canadá, a produção biológica de colza foi praticamente eliminada devido à contaminação por colza transgénica.*24 E em Espanha, um estudo recente verificou que o milho transgénico está a conduzir a uma redução drástica na produção biológica deste cereal.*25
10. As empresas dos transgénicos não são de confiança
"Os agricultores estão a ser processados por ter transgénicos na sua propriedade que eles não compraram, não querem, não vão usar, nem podem vender."*26
Tom Wiley, agricultor do Dakota do Norte, Estados Unidos
"A lista de acusações é horrífica, inexorável e convincente. A empresa multinacional Monsanto, que vende 90% dos transgénicos, mente em larga escala a muita gente e até ao mundo inteiro, com grande sucesso. Esse é o poder que o dinheiro e que o apoio, aparentemente ilimitado, do governo americano, conseguem atingir. Mas quem viu o documentário extraordinário 'O Mundo segundo a Monsanto' de Marie-Monique Robin já sabe isso tudo."
Le Monde, jornal francês
• As grandes multinacionais da engenharia genética têm um cadastro marcado pela mentira, contaminação, envenenamento e corrupção.*27 As sementes transgénicas são vistas como uma excelente oportunidade de negócio porque lhes permitem obter patentes e, assim, conseguir um monopólio sobre o que o mundo pode ou não cultivar e comer. Os agricultores que são apanhados a guardar sementes transgénicas da sua produção para voltar a semear no ano seguinte são arrastados para tribunal e daí para a falência. Isto passa-se mesmo quando esses transgénicos aparecem nos campos através de contaminação acidental devido ao vento ou aos insectos.*28
* REFERÊNCIAS
1. “Hope for Africa lies in political reforms”, Daniel Howden, The Independent, 8 Setembro 2008.
2. “GM: it's safe, but it's not a saviour”, Rob Lyons, Spiked Online, 7 Julho 2008.
3. “A Note on Rising Food Prices”, Donald Mitchell, World Bank report, 2008.
4. “Feed a company, starve a country”, Meredith Niles, Grist Magazine, 11 Novembro 2008.
5. “Genetic engineering - a crop of hyperbole”, Doug Gurian-Sherman, The San Diego Union Tribune, 18 Junho 2008.
6. “The adoption of bioengineered crops”, US Department of Agriculture Report, Maio 2002.
7. “Glyphosate-resistant soyabean cultivar yields compared with sister lines”, Elmore, R.W. et al., Agronomy Journal, Vol. 93, No. 2, 2001, pg. 408-412
8. “Bt corn in Spain - the performance of the EU's first GM crop”, Gómez-Barbero et al., Nature Biotechnology, Vol. 26, 2008, pg. 384-386.
9. “Family Farmers Warn of Dangers of Genetically Engineered Crops”, Bill Christison, In Motion magazine, 29 Julho 1998.
10. “Genetically engineered crops and pesticide use in the United States: The first nine years”, Benbrook, C., BioTech InfoNet, Technical Paper No. 7, Outubro 2004. Disponível aqui; “Agricultural Pesticide Use in US Agriculture”, Center for Food Safety, Maio 2008, com dados do Departamento de Agricultura do governo federal dos Estados Unidos
11. “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
12. “Gene mapping the friendly face of GM technology”, Professor John Snape, Farmers Weekly, 1 Março 2002, pg. 54
13. Ver, por exemplo: “Feeding the world?”, J. N. Pretty, SPLICE, magazine of the Genetics Forum, Vol. 4, Agosto/Setembro 1998; ou “Organic agriculture and food security in Africa”, United Nations report, 2008, disponível aqui; ou ainda “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
14. “Marker-assisted selection: an approach for precision plant breeding in the twenty-first century”, Collard, B.C.Y. and D.J. Mackill, Phil. Trans. R. Soc. B, Vol. 363, 2008, pg. 557-572, 2008; “Breeding for abiotic stresses for sustainable agriculture”, Witcombe J.R. et al., Phil. Trans. R. Soc. B, 2008, Vol. 363, pg. 703-716
15. Aqui apenas alguns exemplos desses artigos: “Genetically modified soya leads to the decrease of weight and high mortality rate of rat pups of the first generation”, Ermakova I.V., EcosInform, Vol. 1, 2006, pg. 4-9; “Fine structural analysis of pancreatic acinar cell nuclei from mice fed on GM soybean”, Malatesta, M. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 47, 2003, pg. 385-388; “Ultrastructural morphometrical and immunocytochemical analyses of hepatocyte nuclei from mice fed on genetically modified soybean”, Malatesta, M. et al., Cell Struct Funct., Vol. 27, 2002, pg. 173-180; “Ultrastructural analysis of testes from mice fed on genetically modified soybean”, Vecchio L. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 48, pg. 448-454, 2004; “A long-term study on female mice fed on a genetically modified soybean: effects on liver ageing”, Malatesta M. et al., Histochem Cell Biol., Vol. 130, 2008, pg. 967-977; “Effects of diets containing genetically modified potatoes expressing Galanthus nivalis lectin on rat small intestine”, Ewen S.W. and A. Pusztai, The Lancet, Vol. 354, 1999, pg. 1353-1354; “New Analysis of a Rat Feeding Study with a Genetically Modified Maize Reveals Signs of Hepatorenal Toxicity”, Séralini, G.-E. et al., Arch. Environ. Contam. Toxicol., Vol. 52, 2007, pg. 596-602.
16. “Assessing the survival of transgenic plant DNA in the human gastrointestinal tract”, Netherwood T. et al., Nature Biotechnology, Vol. 22, 2004, pg. 204-209.
17. “Syngentan is fighting an ideological battle”, Carl Mortished, The Times, 14 Fevereiro 2008.
18. “Detection of Transgenic and Endogenous Plant DNA in Digesta and Tissues of Sheep and Pigs Fed Roundup Ready Canola Meal”, Sharma, R. et al., J. Agric. Food Chem., Vol. 54, No. 5, 2006, pg. 1699-1709; “Assessing the transfer of genetically modified DNA from feed to animal tissues”, Mazza, R. et al., Transgenic Res., Vol. 14, No. 5, 2005, pg. 775-784; “Detection of genetically modified DNA sequences in milk from the Italian market”, Agodi, A., et al., Int. J. Hyg. Environ. Health, Vol. 209, 2006, pg. 81-88.
19. "Long-term effect of GM crops serves up food for thought", Butler, D. et al., Nature, Vol. 398, pg. 651-653, 1999.
20. “Trans Fats: The story behind the label”, Paula Hartman Cohen, Harvard Public Health Review, 2006.
21. "La France s'oriente vers un gel des cultures d'OGM", Jakubyszyn, C. et al., Le Monde, 20 de Setembro de 2007
22. "Choice: Less can be more", Levett, R., Food Ethics magazine, Vol. 3, No. 3, Autumn 2008, p. 11.
23. “Risky business: Economic and regulatory impacts from the unintended release of genetically engineered rice varieties into the rice merchandising system of the US”, Blue, Dr E. Neal, relatório para a Greenpeace, 2007.
24. “Seeds of doubt: North American farmers' experience of GM crops”, Soil Association, 2002.
25. “Coexistence of plants and coexistence of farmers: Is an individual choice possible?”, Binimelis, R., Journal of Agricultural and Environmental Ethics, Vol. 21, No. 2, April 2008
26. “Monsanto 'Seed Police' Scrutinize Farmers”, Stephen Leahy, InterPress Service, 15 Janeiro 2004.
27. Ver, por exemplo, o filme de Marie-Monique Robin, “Le Monde Selon Monsanto” (O Mundo segundo a Monsanto), ARTE, 2008; e a página da associação Coalition Against Bayer Dangers.
28. A Monsanto já lançou muitas acções em tribunal contra agricultores. Ver relato detalhado por exemplo em "Monsanto versus US Farmers".
Via Plataforma Transgénicos Fora!
Identificações: ZONA LIVRE de OGM
domingo, 10 de agosto de 2014
Todo o mundo, ou quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, a canção Amazing Grace (algo como Surpreendente Graça ), que é uma música tradicional britânica. O que a maioria não sabe (eu não sabia) é que essa canção foi composta por um cidadão britânico de nome John Newton, no século dezoito, depois de uma conversão religiosa. Ele havia começado uma carreira na Marinha Real, mas abandonou-a para se tornar traficante de escravos. Conta-se que, numa das suas viagens, seu navio foi atingido no mar alto por uma tempestade. Newton, então, deu-se conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou fervorosamente a Deus. A graça aconteceu: ele conseguiu escapar são e salvo com o seu navio. Movido por aquilo, Johnn começou a ler o clássico cristão Imitação de Cristo , de Thomas Kempis, e ainda tocado pela Luz que o havia despertado interiormente, mudou a sua vida, libertou todos os escravos que venderia e passou a ser um lutador anti-esclavagista. Compôs, então, a canção Amazing Grace, como agradecimento e testemunho do que se havia passado com ele, no seu encontro com Deus. É esta canção que você ouve (e vê) no vídeo anexo, que mostra uma apresentação da mesma pelos meninos do incrível grupo vocal Il Divo, interpretando essa canção emocionante em pleno Coliseu, em Roma, onde, no passado, tantas pessoas perseguidas, maltratadas e escravizadas (inclusive cristãos), encontraram um fim trágico e cruel. Conhecendo a história, podemos apreciar ainda mais Amazing Grace e a sua interpretação única dos talentosos Il Divo ... e ver como uma admirável graça pode estar-nos procurando sem que a percebamos, sem que nos abramos sinceramente a ela, sejamos cristãos ou não. Até porque Cristo não é propriedade dos cristãos, mas está em tudo e em todos... sempre ...
OS ACTIVOS DA FAMÍLIA ESPÍRITO SANTO
Herdade da Comporta
(onde, candidamente, iam brincar aos pobrezinhos) com uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.
Industria hoteleira
Possui 14 unidades hoteleiras (Tivoli, Hotels & Resorts), todos de 4 e 5 estrelas. No Brasil 2 unidades ( S.Paulo e Praia do Forte em S.Salvador da Baía). Em Portugal 12 unidades (6 no Algarve, 3 em Lisboa, 2 em Sintra e um em Coimbra). Tem uma oferta total de 3000 quartos.
Operador Turístico
Tem mais de 50 balcões espalhados pelo País. A actividade alarga-se até Angola, Itália e Espanha. Opera com as marcas Top Atlântico, Carlson Wagonlit e BCD Travel. Detém a operadora online Netviagens. ES Bank no Panamá (acrescento eu), que o Estado tomou conta da Administração, não nacionalizou!
Portucale
Proprietários da herdade Vargem Fresca (Ribatejo) com cerca de 510 hectares, alberga dois campos de golfe, Ribagolfe I e II. A Portucale esteve envolvida num escândalo em conjunto com o governo Santana Lopes/Durão Barroso/Paulo Portas, acerca de um abate ilegal de sobreiros, autorizado às pressas e após terem perdido as eleições para o PS. Conta-se, que na altura o CDS teria recebido um milhão de euros e justificado ter sido oferecido por diversos donativos de militantes, entre eles, o muito glosado MANUEL LEITE DO REGO. Esta Propriedade foi destacada da Companhia das Lezírias (do Estado), com o argumento/justificação de que iriam ali plantar novas espécies arbóreas!!! Éra bom, conveniente, que alguém fizesse uma investigação sobre a forma como esta propriedade foi transacionada. Como foi retirada ao Estado, a que preço!
Espirito Santo Saúde
O grupo tem cerca de 18 unidades clínicas, 1200 camas e cerca de 9000 funcionários. Os três principais hospitais são o da Luz, em Lisboa, o da Arrábida, em Vila Nova de Gaia e o Beatriz Ângelo, em Loures.
Fazendas no Brasil
O Grupo Espírito Santo tem duas grandes fazendas no interior do Brasil. Uma no Estado de S. Paulo com 12 mil hectares, mais propriamente em Botucatu, chamada Fazenda Morrinhos. Produz, laranjas, limões, eucalipto e cana de açúcar.
A outra, é a Fazenda Pantanal de Cima, no estado de Tocatins, com uma área de 20 000 hectares, 3 mil dos quais asseguram produção de arroz no verão e de soja no inverno.
Herdade no Paraguai
É a maior herdade do Grupo, Estende-se por cerca de 135 mil hectares, no Paraguai. Este terreno tem uma dimensão equivalente à do quinto maior concelho do País (Uma área onde caberiam 16 Lisboas) Alberga mais de 53 mil cabeças de gado e possui 75 mil hectares de pastagens, 12 mil hectares de floresta e 5 mil de cultivo agrícola, nomeadamente de soja e algodão.
Atlantic Meals - Agroalimetar
Produz arroz, milho e alimento para crianças, como as farinhas sem glúten. Tem três unidades industriais em Portugal (Coruche, Biscainho e Alcácer do Sal) e uma outra em Sevilha. Opera com as marcas Ceifeira, Sorraia, Atlantic e Atlantic Le Chef. A Atlantic Meals é fornecedora das indústrias cervejeira e agroalimentar. Tem uma capacidade de secagem de arroz e milho de 50 mil ton. ano.
Espirito Santo Property Brasil
É a empresa imobiliária do grupo no Brasil associada à OA (Oscar Americano), com vários projectos residenciais, de comércio, parques logísticos, escritórios e loteamento. As actividades principais são em S.Paulo, onde desenvolve projectos imobiliários emblemáticos, como o complexo Villa Lobos, com área comercial e residencial, ou a Alameda dos Pinheiros. Tem expandido a actividade a outros estados brasileiros, como é o caso da Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Baía. Já concretizou empreendimentos fora do Brasil, como é o caso do edifício Plaza Miami, no centro desta cidade norte americana, um prédio com uma área total de 120 mil metros quadrados com área residencial, escritórios e hotel.
Espirito Santo Property (Portugal)
É um dos maiores promotores imobiliários de Portugal. Vocacionado para o segmento alto, a empresa foi criada com o nome Espart, designação que acabou por ser alterada em Novembro do ano transacto. Um dos primeiros grandes trabalhos foi o desenvolvimento da Quinta do Patiño, no Estoril (onde está o Dias Loureiro e o Rendeiro), transformando um antigo palácio e respectivos jardins numa das áreas mais exclusivas de Portugal. Conta além disso, no seu portfólio, com edifícios em Lisboa, com o nº. 15 da Rua Castilho e o 238 da Avª. da Liberdade, o Ivens 31, no Chiado e o Parque dos Príncipes, em Telheiras. E tem as residências do Palácio Estoril, a Quinta do Peru, em Azeitão, as Casas de São Francisco, em Santiago de Cacém, o Oeiras Golf & Residence, o Doro Atlantic Garden, em Gaia e as Quintas D'Al-Gariya, em Portimão, entre outros edifícios.
Companhia de Seguros Tranquilidade
Valor de activos sob gestão 800 (oitocentos) milhões de Euros.
Banco Espirito Santo
A GALINHA DOS OVOS DE OURO.
Não consta neste rol, as "poupanças estratégicas" eventualmente acantonadas em offshore´s (do BES/Angola, não se sabe onde param, cerca 5,7 mil milhões de $USA).
Sabe-se é que:
O BES/Portugal, emprestou 3 mil milhões de Euros. ao BES/Angola, os quais, dizem, estão perdidos.
O BES emprestou ao Grupo Espirito Santo 1 200 milhões de €. Com insolvência deste grupo, a liquidação desta verba é um sonho.
A Caixa Geral de Depósitos, desembolsou 300 milhões de €, recebendo como garantia as acções do grupo, nesta altura do campeonato valem um grandíssimo ZERO. A C.G.D. (empresa pública), empresta 300 milhões de €? E quem será o responsável? Logicamente a ministra das finanças. Estão todos calados que nem ratos...
No cômputo geral, a exposição de empresas portuguesas no Espírito Santos Financial Group (maior accionista do BES), é de cerca 5 000 milhões de € (cinco mil milhões de euros).
Ao ser aceite o pedido de protecção de credores e/ou em alternativa ser declarada a insolvência deste grupo, lá vem mais um "tsunami" financeiro (Quando o mar bate na rocha quem se lixa, quem é?, quem é?: Obviamente o mexilhão).
No meu mail de cinco do corrente, aconselhava a quem tivesse muita fé, a pôr uma velinha aos pés daN.S.de Fátima e que rezassem muito e com toda a veemência, a fim de não ser outra vez o "mexilhão" a pagar estes desmandos. Hoje, não peço que ponham uma velinha mas sim uma palete delas e não rezem, acampem na igreja e se possível, peçam acompanhamento pelo Duarte Lima.
A desgraça deste país é o sistema bancário e tudo o que rodeia. Não foi esta oligarquia, com o conforto do sr. governador do Banco de Portugal e do residente de Belém os incentivadores da chamada do FMI? com que objectivo? O objectivo era a salvação das suas casas bancárias, as maiores causadores da dívida soberana, hoje sobejamente sabido, ser ela mais privada do que pública em detrimento do povo português, vilmente sacrificado, para satisfação da ambição destes malandros.
Enoja, ver, ler e ouvir os mais diversos gurus do regime, tentar minimizar os desmandos desta "troupe". No entanto, o excremento é tanto, que a carpete da "sopeira", já não tem capacidade para acolher tanto lixo e este, já incontrolavelmente, é exposto à saciedade.
Onde estarão as críticas do Marcelo Rebelo de Sousa (cardeal Richelieu) e de Sousa Tavares? O primeiro tem como companheira, há longuíssimos anos, Rita Berta Cabral, administradora não executiva do BES e um dos três membros da Comissão de Vencimentos do BES, entre 2008/2012. Assíduo acompanhante de Ricardo Salgado nas férias no Mediterrâneo. Os netos do segundo (Sousa Tavares), são os mesmos netos do sr. Ricardo Salgado.
Em súmula, que tem o sr. Cavaco Silva e o Governo a comentar sobre estas turbulências? Terão o moral suficiente para tomar decisões adequadas e criticar o seu aliado mais forte no derrube do governo anterior? Já começa a ser trágico (para o povo português) o constante envolvimento destas entidades com esta pirataria bancária. E o que é constrange mais, desde o mais brilhante quadro até ao mais humilde servente? O saber-se que esta gente vai usufruir de chorudas pensões de reforma e passam incólumes perante esta (in)justiça portuguesa.
Por fim, descobriu-se um novo super-homem, Vítor Bento. Este sr. foi convidado para presidir à administração do BES (antes tinha sido convidado para ministro das finanças. Declinou (sempre é melhor banqueiro que ministro) e assim avançou outro super-homem Vítor Gaspar (...afinal havia outro..."vítoraf" ... como diz uma famosa canção), o que me leva a acreditar que o Vítor (Gaspar), não era tão super como os "gurus do regime" nos quiseram vender e este (Bento) será?
Desconfio e muito. Para já, o sr. Vítor Bento (protegido do Catroga) não tem qualquer experiência bancária. Teremos que acreditar na sua perspicácia e inteligência e apesar de lhe conceder o benefício da dúvida nestes requisitos, não acredito nele. E porquê? Quando este individuo afirma e reafirma que a actual situação económica/financeira tem por culpado primário o POVO PORTUGUÊS, por ter VIVIDO ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES, vai agora presidir a uma entidade, testemunho vivo, contrário à sua pseudo-teoria.
Estoril Sol - Um caso escandaloso, um roubo!!!!!
To: Gabinete do Primeiro Ministro ; Ministro das Finanças ; Presidência da República
Cc: Grupo Parlamentar "Os Verdes" ; Grupo Parlamentar do CDS- PP ; Grupo Parlamentar do PCP ; Grupo Parlamentar do PS ; Grupo Parlamentar do PSD
Foram hoje (?) publicadas, no site da CMVM, as contas respeitantes a 30/09/2013 da “Estoril Sol” ( Casinos do Estoril, de Lisboa-Expo, e da Póvoa de Varzim). Têm elementos muito curiosos:
- A empresa fechou o 3º Trimestre com lucros de 1.258.281 €;
-As receitas diminuíram 5% face às da mesma data de 2012. No entanto,fazendo uma análise mais fina, constata-se que caíram 7% as respeitantes às “slot-machines” e subiram 2% as respeitantes ao jogo bancado (bacará, gamão, etc);
-No total de 137.771.294 € de receita contabilizada, 42% respeitam ao Casino de Lisboa,37% ao Casino Estoril e 21% ao Casino da Póvoa;
- Os benefícios fiscais recebidos ascendem a 2.333.516 € ( 1,8% do total da receita e perto do dobro do lucro registado).Os benefícios foram atribuídos como apoio do Estado à renovação dos equipamentos de jogo e 405.000€ como apoio do Estado à “animação realizada”.
É bastante estranho! O Governo corta nas pensões mais baixas de viúvas e viúvos de poucas centenas de euros e concede benefícios de milhões para a renovação de “slot machines” e para os espetáculos realizados nos Casinos!
Tenho cá uma esperançazinha que o povo está quase a acordar desta letargia em que se tem mantido….
quinta-feira, 31 de julho de 2014
"Sermão do Bom Ladrão" (bem actual)
"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.
Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."
Padre António Vieira
Eduardo Galeano: "Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?" O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças
Por Eduardo Galeano
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

Eduardo Galeano: “Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou”
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.Leia também
Fósforo branco: crianças palestinas são queimadas vivas por Israel em Gaza
Indústria de armamentos agradece Israel por crimes contra humanidade
Guerra ou massacre, o que está acontecendo na Faixa de Gaza?
Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.
E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.
Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
"Como roubar e sair impune: roube muito e use gravata"
Quinta-feira 31 de Julho de 2014
«O PÚBLICO noticiou esta semana o caso de um ex-presidente da Junta de Freguesia de S. José, em Lisboa, João Miguel Mesquita, eleito pelo PSD, que foi condenado em Abril passado a quatro anos e meio de prisão por ter “gasto em benefício próprio”, entre 2005 e 2007, 12 mil euros pertencentes à autarquia. O Ministério Público tinha-o acusado de desviar 40 mil euros e de falsificação de documentos, mas o tribunal só considerou provado o desvio dos 12 mil euros. A pena de prisão de João Miguel Mesquita ficou suspensa na condição de que o condenado pagasse à autarquia os 12.000 euros de que se tinha “apropriado”, o que significa que não existiu qualquer sanção real para o crime e que o condenado apenas será obrigado a repor o que roubou, como se se tivesse enganado nas contas com a melhor boa-fé do mundo e fosse o mais impoluto dos autarcas.
A notícia chamou-me a atenção porque me recordou um episódio passado comigo. Há uns anos, ao sair de uma carruagem depois de uma viagem de metro, senti-me mais leve do que quando tinha entrado. Ao apalpar os bolsos, percebi que alguém me tinha palmado a carteira, com documentos e uns escassos euros. Apresentei queixa, substituí os documentos e, passados meses, recebi um telefonema da polícia anunciando-me que tinham prendido um carteirista e que, no meio do seu espólio, lá tinham encontrado os meus documentos. Fui testemunhar a tribunal, juntamente com outras vítimas, e o carteirista, que confessou os crimes, foi condenado a uns anos de cadeia. Não me recordo de o Ministério Público ter nessa altura proposto ao carteirista a devolução do dinheiro roubado em troca de uma pena suspensa e de uma libertação imediata, mas penso que o arranjo lhe deveria ter agradado, já que, no meu caso, a “indemnização” seria de vinte euros. A razão dos dois pesos da Justiça é evidente: o meu carteirista usava uma camisa aberta aos quadrados e um blusão de má qualidade, enquanto que os presidentes das juntas usam em geral fato e gravata. Para mais, o ex-presidente da junta pertencia a um partido do “arco do poder” e o meu carteirista provavelmente não teria actividade política.
Todos os casos que conheço reforçam a minha convicção de que existe uma aplicação do Código Penal para quem usa gravata e outra, infinitamente menos benévola, em Portugal e em todos os outros países do mundo, para quem não usa. Tomemos o exemplo daquele que é um dos maiores roubos da História: a manipulação da taxa Libor, ao longo de muitos anos, por um cartel de bancos que incluía instituições pretensamente tão respeitáveis como o Barclays Bank, UBS, Citigroup, The Royal Bank of Scotland, Deutsche Bank, JPMorgan, Lloyds Banking Group, Rabobank e outros. A manipulação de uma taxa interbancária de referência como a Libor, em benefício próprio, traduziu-se em perdas para muitos milhões de indivíduos e organizações em todo o mundo. Milhões de estudantes ingleses, de lojas francesas, de quintas italianas e de famílias portuguesas viram as mensalidades dos seus empréstimos aos bancos subir durante anos para que esses mesmos bancos e outros vissem os seus lucros crescer. Tratou-se, em linguagem corrente, de um roubo. Não um roubo como o do meu carteirista mas um roubo sistemático, generalizado, que defraudou milhões e que acumulou riquezas incalculáveis nos bolsos de quem já era imensamente rico.
O que aconteceu a estes bancos? Alguns pagaram multas, outros nem isso, porque denunciaram os cúmplices em troca de imunidade, mas ninguém foi condenado. Houve uns corretores expulsos de uns países, detenções para interrogatórios e foi tudo. Talvez uns quantos acabem por ser presos – os próprios bancos acusados tentarão encontrar bodes expiatórios –, mas nunca o castigo será proporcional ao crime. Todos usam gravata. Alguém espera que o imenso buraco do BES tenha responsáveis criminais? O ex-presidente da junta, apesar de tudo, foi condenado e a sua reputação saiu ferida, mas os bancos ladrões e os seus administradores e directores continuam a ser referidos na imprensa como entidades respeitáveis e os seus quadros são invejados nas revistas, bajulados pelos Governos e pagos (legalmente) a peso de ouro.
A crise moral que atravessamos traduz-se nisto: condenamos carteiristas à cadeia em nome da Justiça e tratamos com deferência e apresentamos como exemplo organizações criminosas que operam em grande escala, como os bancos. Não é uma novidade, mas o facto de não ser uma novidade e de continuarmos a tolerar a situação só a torna mais grave. Continuamos a tratar com respeito governos que se apropriam de património público para o vender ao desbarato e que destroem monopólios do Estado para beneficiar interesses privados obscuros – como o Governo português está a fazer com a lotaria. Por que respeitamos estes ladrões? Por que falamos de bancos e de organizações como a ONU, ou o FMI ou a FIFA ou tantas outras, como se fossem respeitáveis? Por que não exigimos que obedeçam aos padrões éticos e legais que exigimos aos outros? Apenas porque usam gravata e sabem usar talheres? Apenas porque ficaram ricos com o dinheiro que roubaram? Somos assim tão parvos?» – José Vítor Malheiros, no Público.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Desculpe, David Luiz *Por Cristovam Buarque
Senado Federal
Discurso do Senador Cristovam Buarque
Plenário do Senado Federal
09/Julho/2014
O Brasil é um País privilegiado. Sabemos do privilégio na natureza e nas características do povo, mas tem um privilégio na história: o fato de que não termos traumas que outros países têm nas suas histórias. Nunca perdemos uma guerra, nem nos nos rendemos. A Alemanha sofreu duas derrotas e rendições em um mesmo século. A França que foi invadida e ocupada durante quatro anos pelo exército alemão. Os Estados Unidos tiveram uma traumática guerra civil e presidentes assassinados. Nossos traumas se resumem ao suicídio de um presidente, e perda da Copa do Mundo para o Uruguai, no último minuto, 64 anos atrás.
Agora, neste 8 de julho de 2014, ficamos com a sensação de um grande trauma nacional por causa da desastrosa derrota por 7 a 1 que nossa seleção sofreu diante da Alemanha.
Por sermos o país do futebol, por termos este esporte entrando na alma de nosso povo, e por sermos atualmente bons, os melhores historicamente, nós temos a razão de sentirmos o trauma com a derrota da seleção ontem. O que surpreende é como não temos outros traumas.
Por exemplo, estamos profundamente abatidos no Brasil inteiro porque perdemos de 7 a 1 para a Alemanha, mas jamais nos lembramos de que a Alemanha teve 103 Prêmios Nobel e nós nenhum.
Com toda a tristeza que sinto pelo fato de termos sido derrotados, e com um escore tão grande, do ponto de vista do interesse nacional, do ponto de vista das consequências para o futuro, é muito mais grave para o futuro do País o fato de estarmos perdendo para a Alemanha de 103 a zero, no campeonato de Prêmio Nobel.
Nós não nos traumatizamos, no dia 14 de março de 2013, quando foi divulgado o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, que nos deixou em 85º lugar, entre 106 países analisados. Entre estes países estão alguns dos mais pobres do mundo, os 106 ficamos em 85º – quase lanterninha –, e não nos traumatizamos. E nós nos traumatizamos por sermos o quarto ou até o terceiro em futebol, dependendo do resultado do jogo no próximo sábado. O mundo inteiro disputou para ter seus times na COPA. Foram selecionados 31 e nós fomos disputar com eles. Apenas 32 foram selecionados como os melhores. Aos poucos foram sendo eliminados. O nosso chegou ao último estágio, que são os quatro finalistas. Não chegamos à finalíssima, mas chegamos à anterior. Na pior das hipóteses, sairemos dessa Copa como a quarta melhor seleção de futebol do mundo. E o Brasil está de luto, num sofrimento que dói na gente, sobretudo quando vemos as crianças que choraram no estádio e nas ruas pela derrota que elas não esperavam. Nem entendem.
Mas não nos traumatizamos no dia 3 de dezembro de 2013, quando foi divulgada a classificação do Brasil na educação, entre 65 países, e ficamos em
58º. Uma avaliação que analisa 65 países, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, da Europa, deixa-nos em 58º, entre 65 e não houve nenhum trauma naquele 4 de dezembro, dia seguinte à divulgação do resultado. Este campeonato que não gerou qualquer tristeza, mas suas consequências para o Brasil são muito mais trágicas, do que o resultado do jogo contra a Alemanha.
Nós não tivemos o menor constrangimento, o menor trauma, a menor tristeza, quando, no dia 1º de março de 2011, a Unesco divulgou a sua classificação da educação para 128 países, e nos colocou em 88º. Ou seja, um dos piores.
E, quando falamos em 128 países, estamos incluindo os mais pobres do mundo, não nos comportamos apenas com países da elite educacional, não foram apenas os BRICS, nem apenas os emergentes: Temos toda a razão emocional de estarmos tristes por termos sido excluídos da finalíssima decisão de quem será o campeão deste ano. Temos toda a razão de estarmos tristes, porque ainda não foi este ano que ganhamos o hexa, mas também precisamos ficar tristes com as outras nossas classificações: na educação, na saúde publica, na violência, no quadro social.
Todo o direito à tristeza, mas não esqueçamos as outras razões para sofrer também, até porque são essas outras razões de sofrimento que nos levariam a superar os nossos problemas e construir um futuro que nos vem sendo negado há séculos.
Precisamos ver, nessa derrota como jogador David Luiz no final do jogo, quando ainda dentro do campo, pela televisão, chorando, disse o seguinte: “Desculpa, por não ter feito vocês felizes nesta hora”. Veja a que grandeza: ele não disse que estava triste por não ser campeão do mundo. Estava triste por não ter feito a nós, os brasileiros, felizes nessa hora. E continuou “Mas aqui tem um cidadão disposto a ajudar a todos”, Ou seja, a derrota foi de um jogo, não foi a derrota de uma história. E continua: “Eu só
queria dar alegria para o meu povo que sofre tanto por tanta coisa”. Esse sentimento vindo dele confesso que me surpreendeu, quando ele lembra: “queria dar uma alegria para esse povo que sofre tanto por tanta coisa”. E ele diz: “Queria pedir desculpa”, “só queria fazer meu povo sorrir pelo menos no futebol”. Veja que sentimento esse rapaz teve. Sair daquela derrota chorando e lembrar-se do povo, lembrar-se do sofrimento do povo e lembrar-se, como ele diz, de o povo sorrir, pelo menos no futebol. “Porque já sofre tanto por tanta coisa”
O sofrimento não fica restrito ao futebol mas é o sofrimento do futebol que traumatiza. Os demais são tolerados, ignorados, por serem banalizados. Por isso não damos tanta importância aos demais sofrimentos e não fazemos o dever de casa para consertar o resto ganhar outras copas. Não estamos jogando para sermos campeões mundiais na educação, para sermos campeões mundiais no saneamento, para sermos campeões mundiais, por exemplo, na paz das cidades. Embora fracassada, fazemos o dever de casa, para sermos competitivos no futebol, mas não estamos fazendo o dever de casa para o Brasil ser melhor, mais eficiente, mais justo, e não percebemos este fracasso. Por isso não sofremos, diante dos males banalizados. Sofremos porque o Brasil não é campeão mundial de futebol este ano – já foi cinco vezes –, mas não sofremos porque não estamos fazendo um Brasil melhor.
Quando vi o David Luiz pedindo desculpas, pensei: quem devia estar ali pedindo desculpas éramos nós os Senadores, os Deputados, os Ministros, os Governadores, a Presidente da República, porque somos nós que estamos em campo para fazer um Brasil melhor. Nós somos a seleção brasileira da política para a definição dos rumos do País. E nem ao menos lembramos que o papel do político é eliminar os entulhos que dificultam o caminho das pessoas à busca de sua felicidade pessoal.
Eles estavam em campo para fazer o Brasil campeão. Nós estamos em campo para fazer um Brasil melhor e não estamos conseguindo chegar nem
ao quarto, nem ao décimo, nem ao vigésimo, nem ao quinquagésimo lugar. Estamos chegando ao octogésimo quinto no Índice de Desenvolvimento Humano, octogésimo oitavo na educação. Estamos perdendo de 103 a zero em Prêmio Nobel para a Alemanha.
O mais importante para o futuro do País não é o campeonato de futebol, embora esse toque mais na alma da gente, o maior campeonato que estamos perdendo são as condições sociais, as possibilidades de eficiência na economia, a educação, segurança, a saúde, a corrupção. Esses são os campeonatos que devem fazer com que nós brasileiros trabalhemos para superar.
O Davi Luís deu todo o seu esforço e nos colocou primeiro entre as seleções selecionadas para a Copa, porque muitas ficaram de fora; depois nos fez passar para oitava, para quarta e agora estamos nas finais, e apesar disso ele nos pede desculpas, “por não ter feito o povo sorrir, pelo menos no futebol” – como ele disse – pelo menos no futebol, mas não basta só o futebol. Pelo menos no futebol porque essa é a tarefa dele, mas aqui, nesta casa no congresso não basta o futebol.
Sofri ontem como qualquer brasileiro, mas eu quero agradecer aos jogadores que nos colocaram nessa posição.
Quero agradecer, ao David Luiz, quando ele nos deu esta lição: “Eu só queria fazer meu povo sorrir pelo menos no futebol.” Você não conseguiu, David Luiz, fazer o povo sorrir plenamente no futebol, mas você conseguiu nos despertar para o fato de que nós não estamos conseguindo fazer o povo sorrir pelas outras coisas das quais eu sou um dos responsáveis.
Por isso, desculpa, David Luiz.
Cristovam Buarque, Professor da UnB e Senador pelo PDT-DF.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Manifesto

Portugal tem 20 partidos políticos registados. Dois dos grandes partidos alternam no governo há quase quarenta anos, embora cada vez com menos votantes e com índices de abstenção eleitoral que rondam os 50%.
Entretanto, a sociedade civil robusteceu-se e ganhou voz em numerosas organizações e movimentos que, desde 15 de setembro de 2012, têm vindo a exigir alternativas.
Chegou a hora de um partido da cidadania dar voz a quem não se revê em partidos e governos que acumulam défices, sem terem limites legais. Défice Orçamental. Défice de Emprego. Défice de Justiça. Défice de Natalidade. Défice de Solidariedade. Défice de Transparência. Défice de Estratégia. Défice de Futuro. Não queremos estes défices, nunca mais.
Para reerguer Portugal em nome do bem comum, esse partido surgiu. Somos Nós, Cidadãos! Nós, Cidadãos! preencherá o espaço político onde se situa a maioria dos Portugueses revoltados com os crescentes constrangimentos financeiros e económicos.
Estamos com todos quantos acreditam na Democracia, sobretudo com os que actualmente se abstêm mas que agora se revêem nas nossas propostas. Estamos com todos os que, em vez de sujeitar a democracia a pressões populistas e demagógicas, querem reformar o sistema político. Estamos com todos os atingidos pela crise que não sentem solidariedade em seu favor, em especial os idosos, os marginalizados, os deficientes. Estamos com os silenciosos que, por motivos culturais ou por pertença social, sofrem em silêncio o seu desemprego, a sua solidão, ou a sua doença. Estamos com os jovens, mais preparados que as gerações anteriores mas mais vulneráveis às escolhas de uma sociedade consumista e sem horizonte. Estamos com os pensionistas, despojados de direitos prometidos. Estamos, sobretudo, com a classe média que, com empregos privados ou públicos, contribui com o seu trabalho e dedicação para construir este grande e histórico país de vocação europeia e lusófona, em que todos acreditamos e que queremos ver forte, justo e livre.
Face à necessidade de reforma política, Nós, Cidadãos! combaterá pela criação de uma lei que responsabilize criminalmente os governantes e detentores de cargos públicos por atos de gestão danosa ou negligência grosseira, em prejuízo do País.
Pugnaremos pela incompatibilidade entre função parlamentar e cargos privados; por tornar mais transparentes as nomeações para cargos estatais; para que o sistema judicial preste contas anuais da sua atividade ao Parlamento; para desenhar um sistema eleitoral que incorpore listas uninominais; para aumentar o grau de independência das autoridades reguladoras; para requerer orçamentos multianuais ao governo; para incentivar os partidos a apresentarem alternativas além da mera crítica fácil e destrutiva; para reduzir o número de parlamentares; pela transparência no financiamento dos partidos.
Contra a falta de justiça, e contra a morosidade, a corrupção, e as deficiências do Ministério Público, Nós, Cidadãos! combaterá para que as custas judiciais tenham em conta os rendimentos daqueles que se lhe dirigem; que os acórdãos sejam aligeirados; que os Juízes julguem e os serviços de apoio executem serviços complementares; que os agentes da Justiça, cumpram os prazos estipulados na Lei, sob pena de estagnação na carreira, entre outras possíveis sanções.
Contra o pântano fiscal, Nós, Cidadãos! irá propor um sistema fiscal equitativo com intervenção de fundo na simplificação do IRS e do IRC, e na reengenharia de processos da Administração Fiscal e na preparação de magistrados. O objectivo da fiscalidade deve ser ajudar a crescer famílias e empresas, distribuindo, pois enquanto a criação de riqueza não for acompanhada de políticas redistributivas contra a desigualdade, não conseguiremos alcançar o objetivo de uma sociedade mais justa, mais livre e mais solidária.
sábado, 26 de julho de 2014
Qualquer semelhança com os nossos políticos é erro de redacção.
HARRY TRUMAN foi um tipo diferente como presidente. Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram os 42 presidentes que o precederam.
Uma medida da grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.
A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa na qual morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. Sua esposa a havia herdado de seus pais e,
fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial em 1952, todos seus ingressos
consistiam numa pensão do Exército de $ 13.507 por ano. Ao saber o Congresso que ele custeava seus próprios selos de correio, lhe outorgou um complemento e mais tarde, uma pensão retroativa de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram a seu lar no Missouri dirigindo seu próprio carro... sem nenhuma companhia do Serviço Secreto.
Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, os rejeitava dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence.
Pertence ao povo norte-americano e não está a venda...”.
Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971 o Congresso estava se preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra em seu 87°
aniversário, se recusou a aceitá-la, escrevendo-lhes:
“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Como Presidente pagou todos seus gastos de viagem e comida com seu próprio dinheiro.
Este homem singular escreveu: “Minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de putas ou ser político. E para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.
O banqueiro, a sua Isabelinha e o senhor Presidente
Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich
______________________________________________
Era uma vez um banqueiro
À D. Isabel ligado.
Vive do nosso dinheiro,
Mas nunca está saciado.
Vai daí, foi a Belém
E pediu ao presidente
Que à sua Isabel, também,
Desse um job consistente.
E o burro do Dom Cavaco
Admitiu a senhora,
Arranjando-lhe um buraco
E o cargo de consultora.
O banqueiro é o Fernando,
Conhecido por Ulrich,
E que diz, de vez em quando,
«Quero que o povo se lixe!».
E o povo aguenta a fome?
«Ai aguenta, aguenta!».
E o que o povo não come
Enriquece-lhe a ementa.
E ela, D. Isabel,
Com Cavaco por amigo.
Não sabe da vida o fel
Nem o que é ser sem-abrigo.
Cunhas, tachos, amanhanços,
Regabofe à descarada.
É fartar, que nós, os tansos,
Somos malta bem mandada.
Mas cuidado, andam no ar
Murmúrios, de madrugada.
E quando o povo acordar
Um banqueiro não é nada.
É só um monte de sebo,
Bolorento gabiru.
Fora do banco é um gebo,
Um rei que passeia nu.
Cavaco, Fernando Ulrich,
Bancos, Troikas, Capital.
Mas que aliança tão fixe
A destruir Portugal!
"Lesboa": Marcelo e Ricardo Salgado
Henrique Raposo
A tempo e a desmodo
Henrique Raposohenrique.raposo79@gmail.com
"Lesboa": Marcelo e Ricardo Salgado
De vez em quando, meio a brincar, meio a sério, falo da existência de “Lesboa”, o bunker político-mediático da capital, a penthouseque abole as distâncias institucionais através de laços sociais. Este amiguismo é visível na relação entre instituições e na relação entre poder e comentadores. Exemplos? O caso BPN mostrou a natureza deste fenómeno em dois momentos. Em primeiro lugar, Vítor Constâncio e António Marta afirmaram que não desconfiavam de nada porque estavam a lidar com “pessoas distintas”. Como escrevi na altura, “Lesboa” é isto: os laços sociais entre “pessoas distintas” passam por cima de tudo, até do rigor institucional de um órgão regulador. Os laços de amizade ou de respeito social entre administradores do Banco de Portugal e administradores do BPN impediram uma audição séria. Afinal de contas, o social é mais importante do que as regras institucionais. Em segundo lugar, ficou sempre a ideia de que o meio jornalístico já conhecia as práticas ilegais do BPN. A pergunta, portanto, só pode ser uma: por que razão os média não fizeram fogo sobre o BPN na hora certa?
MARCELO REBELO DE SOUSA FEZ CARREIRA ENTRE LINHAS,
NUM TERRENO AMBÍGUO E ESCORREGADIO ENTRE JORNALISMO E POLÍTICA
A novela em redor do BES e demais barraquinhas financeiras do Grupo Espírito Santo volta a revelar “Lesboa” em todo o seu esplendor provinciano. Marcelo Rebelo de Sousa é amigo de Ricardo Salgado. Não interessa se passam férias no Mediterrâneo ou na Baixa da Banheira. O local do aconchego veraneante é uma irrelevância, a relevância está na amizade que une Marcelo e Salgado. Perante este facto, o entertainer da TVI só tinha dois caminhos legítimos na relação mediática com o imbróglio BES: ou estava calado, ou criticava Salgado. Sucede que Marcelo optou pelo único caminho que não podia tomar: elogiou em público as escolhas de Salgado (Morais Pires). Em nome da salubridade do debate, Marcelo Rebelo de Sousa não pode fingir que é um anjo neutral nesta questão. Até porque a sua companheira, Rita Amaral Cabral, é administradora do BES.
Marcelo Rebelo de Sousa fez carreira entre linhas, num terreno ambíguo e escorregadio entre jornalismo e política. Ao longo dos anos, transformou-se num vaporzinho de segredos palacianos. Mas, no caso do BES, já era tempo de o Dr. Marcelo acabar com os seus próprios segredinhos. No fundo, o Prof. Doutor e restantes donos de “Lesboa” têm de perceber uma coisa: isto não é tudo de Suas Excelências.
Jornal Expresso Quinta, 3 de Julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Alentejanices
Paragem dos comboios no Alentejo
Devido ao fim de algumas linhas férreas, um repórter num inquérito de rua no Alentejo, pergunta a um alentejano:
- O senhor é a favor ou contra a paragem dos comboios?
Responde o alentejano:
- A favor claro! Se os comboios não parassem, como é que a gente subia e descia?!
ALENTEJANO NA “BRINCADEIRA”
De sachola ao ombro, um alentejano ia caminhando quando a certa altura, ouviu uns murmúrios e risinhos vindos de trás de uma sebe.
Curioso, espreitou com muito cuidado e então viu um casal muito agarradinho, ele já de certa idade, ela uma bela moçoila.
Não sendo desmancha prazeres, recuou e seguiu o seu caminho.
Duas horas depois já de regresso a casa, ao passar pelo mesmo sítio, apercebeu-se que a ”brincadeira” ainda continuava.
Admirado, debruça-se na sebe e pergunta:
- Antão compadri, inda dura?!
Responde o outro:
-Nã sinhori… inda móli!
Porque não troca de lugar?
Estava um Alentejano sozinho no autocarro só mesmo com o motorista.
Chovia muito e o infeliz estava mesmo sentado por baixo de uma goteira.
O motorista ao parar num sinal vermelho, olha através do espelho, vê aquilo
e estranhando, pergunta ao alentejano:
- Mas porque é que não troca de lugar?
E responde o alentejano:
- Ê até trocava, mas com queim?
Bebé proveta
Dois alentejanos estavam passeando.
Diz um deles:
- Ó compadri, vocemecêi sabi dizer alguma coisa da manêra como são fêtos os bébés proveta?
Responde o outro:
- Sê sim sinhori, amigo Chico!
Olhi, até foi assim que a minha Maria e eu fizemos o nosso primêro filho!
Pergunta o primeiro muito interessado:
- Ah sim?!!!
- Antão, diga lá comé que foi?
Explica o segundo:
- Olhe, compadri, ela e eu íamos passeando pelo monti e a certa altura, ela parou à sombra duma olivêra, levantou a saia, baixou as cuecas e disse-me:
- ”Manéli, olha a provêta”…
ALENTEJANO VAI AO MÉDICO
Um alentejano entrou na sala de espera de um consultório médico.
Ao aproximar-se da mesa da recepção, a recepcionista dirige-lhe a palavra:
- Bom dia senhor, qual o seu problema?
Diz o alentejano:
- O mê problema é no pénis.
A recepcionista ao ouvir o alentejano, irritou-se e pregou-lhe uma descompostura:
- O senhor não devia dizer uma coisa dessas numa sala de espera tão cheia! Está a causar embaraço aos outros presentes!
São pessoas de fino porte, educadas…
O senhor devia ter dito por exemplo, que estava com um problema na orelha e depois já dentro do consultório, contava os detalhes ao doutor.
O alentejano sentindo-se humilhado, retirou-se da sala, voltou à rua, recompôs-se e regressou à sala de espera predisposto a corrigir a má impressão causada.
A recepcionista ao vê-lo de regresso sorriu e colaborante, perguntou:
- Muito bom dia senhor, qual o seu problema?
Diz o alentejano:
- Estou com um problema na orelha!
A recepcionista rejubilou num indisfarçável aceno de aprovação e sorrindo triunfante, prosseguiu:
- E diga-me, qual é o problema da sua orelha?
Responde o alentejano:
- Arde muito, quando mijo.
ALENTEJANO MÚSICO E OS ESPANHÓIS
Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis.
Ao verem um alentejano, o guia feito esperto, decide ir gozar com o alentejano. Então comunica aos passageiros:
- Ahora me voy hablar con ese portugues alentejano…
Vai ter com o alentejano e diz:
- Hola, como te llamas?
- Toino… – Responde o alentejano
Diz o espanhol:
- Yo también me llamo Antonio!
Cual és tu profesión?
- Sou músico… – Responde o alentejano
Diz o espanhol:
- Yo también soy musico… Y que tocas?
Desconfiado, o alentejano lá continua a responder:
- Toco trompete e tu?
Diz o espanhol:
- Yo también toco trompete. – e acrescenta – Una vez fue a la Fiesta de Nuestra
Señora de los Remédios y toqué tan bien, que a Señora bajó del andor y empezó a llorar.
O alentejano já a topar que o espanhol estava a gozar com ele, responde:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tan bem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
- “Ah, g’anda Toino!
Tocaste melhor que o sacana do espanhol que fez chorar a minha mãezinha…
Ricardo Espírito Santo , Doutor Honoris Causa . Há um ano foi assim . . . A Academia rendida ao então "Dono de Tudo Isto" . Como será agora ?
Discurso de apresentação , do Padrinho do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Técnica de Lisboa , a Ricardo Espírito Santo :
"Como é do conhecimento geral o ISEG completou recentemente os seus primeiros 100 anos de atividade. Contudo, estabelecemos desde cedo que o nosso centenário se estenderia até Outubro / Novembro de 2013, altura em que celebraremos os 100 anos de utilização deste espaço conventual ao serviço do ensino superior no campo da ciência comercial, da gestão e da economia. E por isso elegemos um conjunto de personalidades que desejávamos agraciar, no âmbito da Escola e da Universidade, com a distinção de doutor honoris causa. O plano inicial seria o de prolongar esta celebração até Outubro / Novembro de 2013. Porém, o feliz processo de fusão e de criação da nova Universidade de Lisboa entretanto iniciado, veio a revelar-se um catalisador deste processo, que queríamos ainda associado à velha “Universidade Técnica de Lisboa”. Atribuímos merecidamente o grau de doutor honoris causa a Eduardo Catroga, a António de Almeida, a Manuela Silva, e a António Mexia. E de que modo mais feliz do que concluir esta série de distinções do que conclui-la, na pessoa de alguém que, além de nos prestigiar, tem ainda associada uma ligação pessoal e de família a esta casa, e que publicamente se orgulha de se manter há três gerações?
Ricardo Espírito Santo Silva Salgado nasceu em Cascais a 25 de Junho de 1944. Bisneto de José Maria do Espírito Santo e Silva, fundador de um negócio de serviços financeiros com origem na “caza de câmbios” com estabelecimento na Rua Paulista, n.º 91 e cujos primeiros registos contabilísticos a datarem de 1869, se firmavam em atos de compra e venda de obrigações, títulos de crédito nacionais e estrangeiros, empréstimos de dinheiro, operações de câmbios, e revenda de lotaria espanhola, Ricardo Salgado frequentou o Ensino Secundário no Liceu Pedro Nunes e em 1969 concluiu a licenciatura em Economia no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. Nos anos do Quelhas conviveu com distintos alunos e mestres. Foi contemporâneo de colegas dos cursos anteriores como os irmãos e professores Pinto Barbosa, Pereira Dias, Eduardo Catroga, Gregório Luís, foi do curso do Mário Cristina de Sousa, Proença Varão e Marques da Silva, e ainda recebeu como caloiros (terá praxado?), entre outros, Abel Mateus, Espinho Romão, Miguel Beleza, António Borges, Carlos Silva Ribeiro, ou Jorge Vieira Jordão.
Os seus tempos do Quelhas pronunciavam já tempos de profunda mudança no mundo e particularmente em Portugal… É possível que se recorde que, estando a acompanhar o Prof. Pereira de Moura, numa visita de estudo às instalações da, hoje extinta, Metalúrgica Duarte Ferreira no Tramagal no dia 4 de Abril de 1968, recebe a notícia que Martin Luther King acabara de ser assassinado em Memphis, Tennessee pelas mãos de um pesadelo que lhe ceifou o sonho. E é no final da sua passagem pelo Quelhas enquanto estudante, que assiste ao estalar da crise académica que eclode a 17 de Abril de 1969.
Terminada a licenciatura, cumpriu o Serviço Militar na Marinha de Guerra Portuguesa, no Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval (15º CFORN), após o qual se junta à equipa do então Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa onde, em 1972, assune a direção do Gabinete de Estudos Económicos e posteriormente a Direcção de Crédito, onde fica até 1975. Em paralelo e no mesmo período de tempo, assume já um lugar na administração da Companhia de Seguros Bonança.
Assim que assume funções em 1972 no BESCL, Ricardo Salgado assiste na entrada do ano de 1973 a outra das grandes alterações de liderança no grupo económico onde trabalhava. Com a morte de seu tio-avô Manuel Ribeiro Espírito Santo e Silva, o último dos três irmãos, filhos do fundador (a segunda geração) que durante cinco décadas manteve a gestão homogénea e contínua do Banco, abre-se então a fase de uma nova liderança sob os auspícios da geração subsequente e inicialmente assumida por Manuel Ricardo Pinheiro Espírito Santo Silva, filho do anterior presidente do Banco.
Nesta altura o capital do banco eram um milhão e duzentos mil contos e o total dos depósitos à ordem e a prazo 38 milhões e duzentos mil contos, o que significava já uma posição de liderança do BESCL no mercado nacional.
Com a nacionalização da banca em 1975 o BESCL torna-se um de muitos bancos públicos que mais tarde serão alvos do processo de privatização e Ricardo Salgado arranca para uma segunda fase da sua vida agora sediada momentaneamente no estrangeiro. Em 1976 funda e é Director Superintendente e Director Presidente do Banco Interatlântico de Investimento no Rio de Janeiro, cargo que mantém até 1982.
Em 1980 negocia com o Grupo Monteiro Aranha a cedência de 50% do capital do Banco Interatlântico, e em 1981 negocia a cedência de 50% da posição Luso-Brasileira no Banco Interatlântico ao J. P. Morgan. Em 1982 Integra a Comissão Executiva da Compagnie Financière Espírito Santo em Lausanne e em 1985 participa na transação de aquisição pelo Credit Agricole da posição de 50% do J. P. Morgan no Banco Interatlântico. Em 1986 a Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o Crédit Agricole fundam o Banco Internacional de Crédito em Lisboa e a ESFG é admitida à cotação na Bolsa do Luxemburgo. Em 1990 assume a presidência do Conselho de Administração da Partran - SGPS, S.A. Portugal, holding que passa a deter a maioria do capital da Companhia de Seguros Tranquilidade que tinha sido entretanto reprivatizada.
Em 1991 é eleito Presidente do Conselho de Administração da ESFG - Luxemburgo e da Bespar - SGPS, S.A. Portugal, e em 1992, após a segunda fase da privatização do BESCL é nomeado Vice-presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo & Comercial de Lisboa (hoje BES).
É aqui necessário fazer um ponto de referência pela atividade até aqui desenvolvida pois foi ela que lhe permitiu granjear a confiança da sua numerosa família, mas acima de tudo, a confiança do mercado financeiro internacional e do mercado português, que viu nele a segurança e a estabilidade necessárias para o reassumir de funções à frente de um Banco, o que como sabem é sinal de prestígio e robustez curricular suficiente dada a normalmente exigente análise curricular que é imposta pela supervisão financeira bancária. Em 1993 a ESFG é admitida na Bolsa de Nova York.
Em 1996, Ricardo Salgado é admitido como membro do Instituto Internacional de Estudos Bancários (IIEB), e é nomeado para o seu Executive Committee em 2003, assumindo mesmo a sua presidência em 2006, onde logo nesse ano presidiu às reuniões de Budapeste e Atenas.
Em 1997 é eleito administrador não Executivo, para um mandato de três anos, do Banco Boavista Interatlântico, S.A. (Brasil) o qual foi posteriormente adquirido pelo Banco Bradesco, e em 1998 / 1999 participa no processo de segregação de funções entre as bolsas de Lisboa e Porto entre os negócios à vista e sobre derivados, levado a cabo sob o patrocínio da CMVM.
Mais tarde, e fruto do tempo que vivia de modernização da forma organizacional dos mercados organizados de bolsa, participou no processo de privatização das duas Bolsas, e na fusão das Bolsas de Lisboa e Porto (constituindo-se então a BVLP), sendo, em Dezembro de 1999, nomeado seu Presidente. Em 2002, associando-se ao irrevogável processo de internacionalização e integração de mercados, participa na integração da BVLP na Euronext, sendo nomeado para o Supervisory Board da Euronext NV (Amsterdão), e em 2006 participa na fusão da Euronext com o New York Stock Exchange (NYSE), tendo feito parte do seu Conselho como membro não Executivo até 2011.
Mais recentemente foi eleito Administrador não Executivo do Banco Bradesco (Brasil).
O seu prestígio tendo sido reconhecido não só em Portugal mas também além-fronteiras, tem sido agraciado com a atribuição de condecorações, das quais se destacam a ordem de Chevalier de L´Orde du Mérite National de France, o “Grau de Grande Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul", pelo Presidente da República Federativa do Brasil, a de Chevalier de la Légion D´Honneur da República Francesa e a de Commander’s Cross Order of Merit da República da Hungria, atribuída pelo Primeiro Ministro da República da Hungria em 2012.
Na sua qualidade de cidadão e de economista, o Dr. Ricardo Salgado tem angariado vários prémios e distinções como sejam a de nomeado Economista do Ano, em 1992 pela Associação Portuguesa de Economistas, em 2001 foi nomeado Personalidade do Ano pela Câmara Portuguesa de Comércio do Brasil, em S. Paulo, em 2008 foi reconhecido pela Academia das Ciências de Lisboa pelos altos serviços prestados, em 2011 foi-lhe atribuído o Excellence Award in recognition of the visionary leadership and contribution to the Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida, e em 2012 foi distinguido com o prémio de Lifetime Achievment em Mercados Financeiros pelo júri do Investors’ Relation and Governance Awards, prémio nacional instituído pela Deloitte em parceria com o Diário Económico.
A sua relação com o ISEG, e por essa via com a academia, é longa e saudável. Em 1969 licenciou-se em Economia e a esta escola voltou em 2001 quando, a meu convite, aceitou ser o mentor da licenciatura em Finanças entretanto reaberta. Nessa altura tive a oportunidade de o conhecer, recolhendo nele a maior das disponibilidades para servir esta Escola onde se formou como economista.
Mais tarde, em 2008, a Associação de Antigos Alunos do ISEG distinguiu-o com a distinção de Vetus Alumnus Anno, podendo ler-se no diploma então lavrado: “Pela sua capacidade empreendedora e de liderança no desenvolvimento do projeto do Banco Espírito Santo (BES), após a reprivatização em 1992. O BES é notoriamente reconhecido como um caso de sucesso competitivo no sistema bancário português, tendo a sua quota de mercado passado de 9% em 1992 para 20% em 2007, com crescimento sustentado de criação de valor. O BES, em múltiplas iniciativas, é um parceiro do ISEG sob o estímulo de Ricardo Salgado, o que muito contribui, também, para o prestígio da Escola”
Em 2009 foi cooptado, por eleição, como membro do Conselho de Escola não vinculado à mesma, cargo que ocupa desde essa data.
Mas é pela sua vida profissional que penso ser merecido a atual distinção. O BES na forma como hoje se encontra e pela forma como tem evoluído é um exemplo de liderança e de visão de quem conhece o negócio, tem as relações nacionais e internacionais certas, que delas faz a gestão sensata, e zela pelo ativo mais preciso da atividade bancária: a confiança. Aliás, o título BES é amiúde, ao longo dos últimos anos, um dos títulos que se destacam na bolsa portuguesa pela baixa volatilidade, o que não é alheio à forma como discreta e serenamente o banco é dirigido.
O doutoramento honoris causa ("por causa de honra") é um título honorífico concedido pelas universidades a pessoas eminentes, que se tenham destacado em determinada área, pela sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições. Sem dúvida que este será o caso do Dr. Ricardo Salgado a quem se reconhecem as já citadas qualidades de liderança em tranquilidade, de visão, de antecipação, de decisão em serenidade, de conhecimento técnico e capacidade de gestão. A forma como conseguiu assegurar a transformação do BESCL em BES numa sadia alteração de carreiras, linhas estratégicas e práticas, sem conflitos, deram força a um processo de privatização em que, especialmente na área financeira a confiança é “o ativo” que se trabalha. E neste aspeto o saber gerir a transição sem ruturas dramáticas é um bem escasso que só se aprecia quando se perde. E nós portugueses, nos dias recentes que acabamos de viver bem sabemos os efeitos devastadores que as convulsões irrefletidas podem gerar.
Devo ainda uma última nota que me parece ser muito significativa do que quero referir com “confiança”. O BES, foi o único dos grandes bancos portugueses, que não necessitou do apoio estatal para poder aumentar o seu capital em resultado da revisão recente dos rácios de solvabilidade bancária, o que mais uma vez denota a elevada confiança que os acionistas sentem nessa liderança.
Magnífico Reitor,
Pelo que expus, tendo em conta as apreciações positivas quer em sede do Conselho Científico do ISEG, quer em sede do Senado da UTL, sou a transmitir essa voz coletiva e assim expressar que penso justificar-se a atribuição do doutoramento honoris causa pela Universidade Técnica de Lisboa ao Dr. Ricardo Espírito Santo Silva Salgado."
João Duque
Professor Catedrático,
ISEG/UTL
"Como é do conhecimento geral o ISEG completou recentemente os seus primeiros 100 anos de atividade. Contudo, estabelecemos desde cedo que o nosso centenário se estenderia até Outubro / Novembro de 2013, altura em que celebraremos os 100 anos de utilização deste espaço conventual ao serviço do ensino superior no campo da ciência comercial, da gestão e da economia. E por isso elegemos um conjunto de personalidades que desejávamos agraciar, no âmbito da Escola e da Universidade, com a distinção de doutor honoris causa. O plano inicial seria o de prolongar esta celebração até Outubro / Novembro de 2013. Porém, o feliz processo de fusão e de criação da nova Universidade de Lisboa entretanto iniciado, veio a revelar-se um catalisador deste processo, que queríamos ainda associado à velha “Universidade Técnica de Lisboa”. Atribuímos merecidamente o grau de doutor honoris causa a Eduardo Catroga, a António de Almeida, a Manuela Silva, e a António Mexia. E de que modo mais feliz do que concluir esta série de distinções do que conclui-la, na pessoa de alguém que, além de nos prestigiar, tem ainda associada uma ligação pessoal e de família a esta casa, e que publicamente se orgulha de se manter há três gerações?
Ricardo Espírito Santo Silva Salgado nasceu em Cascais a 25 de Junho de 1944. Bisneto de José Maria do Espírito Santo e Silva, fundador de um negócio de serviços financeiros com origem na “caza de câmbios” com estabelecimento na Rua Paulista, n.º 91 e cujos primeiros registos contabilísticos a datarem de 1869, se firmavam em atos de compra e venda de obrigações, títulos de crédito nacionais e estrangeiros, empréstimos de dinheiro, operações de câmbios, e revenda de lotaria espanhola, Ricardo Salgado frequentou o Ensino Secundário no Liceu Pedro Nunes e em 1969 concluiu a licenciatura em Economia no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. Nos anos do Quelhas conviveu com distintos alunos e mestres. Foi contemporâneo de colegas dos cursos anteriores como os irmãos e professores Pinto Barbosa, Pereira Dias, Eduardo Catroga, Gregório Luís, foi do curso do Mário Cristina de Sousa, Proença Varão e Marques da Silva, e ainda recebeu como caloiros (terá praxado?), entre outros, Abel Mateus, Espinho Romão, Miguel Beleza, António Borges, Carlos Silva Ribeiro, ou Jorge Vieira Jordão.
Os seus tempos do Quelhas pronunciavam já tempos de profunda mudança no mundo e particularmente em Portugal… É possível que se recorde que, estando a acompanhar o Prof. Pereira de Moura, numa visita de estudo às instalações da, hoje extinta, Metalúrgica Duarte Ferreira no Tramagal no dia 4 de Abril de 1968, recebe a notícia que Martin Luther King acabara de ser assassinado em Memphis, Tennessee pelas mãos de um pesadelo que lhe ceifou o sonho. E é no final da sua passagem pelo Quelhas enquanto estudante, que assiste ao estalar da crise académica que eclode a 17 de Abril de 1969.
Terminada a licenciatura, cumpriu o Serviço Militar na Marinha de Guerra Portuguesa, no Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval (15º CFORN), após o qual se junta à equipa do então Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa onde, em 1972, assune a direção do Gabinete de Estudos Económicos e posteriormente a Direcção de Crédito, onde fica até 1975. Em paralelo e no mesmo período de tempo, assume já um lugar na administração da Companhia de Seguros Bonança.
Assim que assume funções em 1972 no BESCL, Ricardo Salgado assiste na entrada do ano de 1973 a outra das grandes alterações de liderança no grupo económico onde trabalhava. Com a morte de seu tio-avô Manuel Ribeiro Espírito Santo e Silva, o último dos três irmãos, filhos do fundador (a segunda geração) que durante cinco décadas manteve a gestão homogénea e contínua do Banco, abre-se então a fase de uma nova liderança sob os auspícios da geração subsequente e inicialmente assumida por Manuel Ricardo Pinheiro Espírito Santo Silva, filho do anterior presidente do Banco.
Nesta altura o capital do banco eram um milhão e duzentos mil contos e o total dos depósitos à ordem e a prazo 38 milhões e duzentos mil contos, o que significava já uma posição de liderança do BESCL no mercado nacional.
Com a nacionalização da banca em 1975 o BESCL torna-se um de muitos bancos públicos que mais tarde serão alvos do processo de privatização e Ricardo Salgado arranca para uma segunda fase da sua vida agora sediada momentaneamente no estrangeiro. Em 1976 funda e é Director Superintendente e Director Presidente do Banco Interatlântico de Investimento no Rio de Janeiro, cargo que mantém até 1982.
Em 1980 negocia com o Grupo Monteiro Aranha a cedência de 50% do capital do Banco Interatlântico, e em 1981 negocia a cedência de 50% da posição Luso-Brasileira no Banco Interatlântico ao J. P. Morgan. Em 1982 Integra a Comissão Executiva da Compagnie Financière Espírito Santo em Lausanne e em 1985 participa na transação de aquisição pelo Credit Agricole da posição de 50% do J. P. Morgan no Banco Interatlântico. Em 1986 a Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o Crédit Agricole fundam o Banco Internacional de Crédito em Lisboa e a ESFG é admitida à cotação na Bolsa do Luxemburgo. Em 1990 assume a presidência do Conselho de Administração da Partran - SGPS, S.A. Portugal, holding que passa a deter a maioria do capital da Companhia de Seguros Tranquilidade que tinha sido entretanto reprivatizada.
Em 1991 é eleito Presidente do Conselho de Administração da ESFG - Luxemburgo e da Bespar - SGPS, S.A. Portugal, e em 1992, após a segunda fase da privatização do BESCL é nomeado Vice-presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo & Comercial de Lisboa (hoje BES).
É aqui necessário fazer um ponto de referência pela atividade até aqui desenvolvida pois foi ela que lhe permitiu granjear a confiança da sua numerosa família, mas acima de tudo, a confiança do mercado financeiro internacional e do mercado português, que viu nele a segurança e a estabilidade necessárias para o reassumir de funções à frente de um Banco, o que como sabem é sinal de prestígio e robustez curricular suficiente dada a normalmente exigente análise curricular que é imposta pela supervisão financeira bancária. Em 1993 a ESFG é admitida na Bolsa de Nova York.
Em 1996, Ricardo Salgado é admitido como membro do Instituto Internacional de Estudos Bancários (IIEB), e é nomeado para o seu Executive Committee em 2003, assumindo mesmo a sua presidência em 2006, onde logo nesse ano presidiu às reuniões de Budapeste e Atenas.
Em 1997 é eleito administrador não Executivo, para um mandato de três anos, do Banco Boavista Interatlântico, S.A. (Brasil) o qual foi posteriormente adquirido pelo Banco Bradesco, e em 1998 / 1999 participa no processo de segregação de funções entre as bolsas de Lisboa e Porto entre os negócios à vista e sobre derivados, levado a cabo sob o patrocínio da CMVM.
Mais tarde, e fruto do tempo que vivia de modernização da forma organizacional dos mercados organizados de bolsa, participou no processo de privatização das duas Bolsas, e na fusão das Bolsas de Lisboa e Porto (constituindo-se então a BVLP), sendo, em Dezembro de 1999, nomeado seu Presidente. Em 2002, associando-se ao irrevogável processo de internacionalização e integração de mercados, participa na integração da BVLP na Euronext, sendo nomeado para o Supervisory Board da Euronext NV (Amsterdão), e em 2006 participa na fusão da Euronext com o New York Stock Exchange (NYSE), tendo feito parte do seu Conselho como membro não Executivo até 2011.
Mais recentemente foi eleito Administrador não Executivo do Banco Bradesco (Brasil).
O seu prestígio tendo sido reconhecido não só em Portugal mas também além-fronteiras, tem sido agraciado com a atribuição de condecorações, das quais se destacam a ordem de Chevalier de L´Orde du Mérite National de France, o “Grau de Grande Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul", pelo Presidente da República Federativa do Brasil, a de Chevalier de la Légion D´Honneur da República Francesa e a de Commander’s Cross Order of Merit da República da Hungria, atribuída pelo Primeiro Ministro da República da Hungria em 2012.
Na sua qualidade de cidadão e de economista, o Dr. Ricardo Salgado tem angariado vários prémios e distinções como sejam a de nomeado Economista do Ano, em 1992 pela Associação Portuguesa de Economistas, em 2001 foi nomeado Personalidade do Ano pela Câmara Portuguesa de Comércio do Brasil, em S. Paulo, em 2008 foi reconhecido pela Academia das Ciências de Lisboa pelos altos serviços prestados, em 2011 foi-lhe atribuído o Excellence Award in recognition of the visionary leadership and contribution to the Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida, e em 2012 foi distinguido com o prémio de Lifetime Achievment em Mercados Financeiros pelo júri do Investors’ Relation and Governance Awards, prémio nacional instituído pela Deloitte em parceria com o Diário Económico.
A sua relação com o ISEG, e por essa via com a academia, é longa e saudável. Em 1969 licenciou-se em Economia e a esta escola voltou em 2001 quando, a meu convite, aceitou ser o mentor da licenciatura em Finanças entretanto reaberta. Nessa altura tive a oportunidade de o conhecer, recolhendo nele a maior das disponibilidades para servir esta Escola onde se formou como economista.
Mais tarde, em 2008, a Associação de Antigos Alunos do ISEG distinguiu-o com a distinção de Vetus Alumnus Anno, podendo ler-se no diploma então lavrado: “Pela sua capacidade empreendedora e de liderança no desenvolvimento do projeto do Banco Espírito Santo (BES), após a reprivatização em 1992. O BES é notoriamente reconhecido como um caso de sucesso competitivo no sistema bancário português, tendo a sua quota de mercado passado de 9% em 1992 para 20% em 2007, com crescimento sustentado de criação de valor. O BES, em múltiplas iniciativas, é um parceiro do ISEG sob o estímulo de Ricardo Salgado, o que muito contribui, também, para o prestígio da Escola”
Em 2009 foi cooptado, por eleição, como membro do Conselho de Escola não vinculado à mesma, cargo que ocupa desde essa data.
Mas é pela sua vida profissional que penso ser merecido a atual distinção. O BES na forma como hoje se encontra e pela forma como tem evoluído é um exemplo de liderança e de visão de quem conhece o negócio, tem as relações nacionais e internacionais certas, que delas faz a gestão sensata, e zela pelo ativo mais preciso da atividade bancária: a confiança. Aliás, o título BES é amiúde, ao longo dos últimos anos, um dos títulos que se destacam na bolsa portuguesa pela baixa volatilidade, o que não é alheio à forma como discreta e serenamente o banco é dirigido.
O doutoramento honoris causa ("por causa de honra") é um título honorífico concedido pelas universidades a pessoas eminentes, que se tenham destacado em determinada área, pela sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições. Sem dúvida que este será o caso do Dr. Ricardo Salgado a quem se reconhecem as já citadas qualidades de liderança em tranquilidade, de visão, de antecipação, de decisão em serenidade, de conhecimento técnico e capacidade de gestão. A forma como conseguiu assegurar a transformação do BESCL em BES numa sadia alteração de carreiras, linhas estratégicas e práticas, sem conflitos, deram força a um processo de privatização em que, especialmente na área financeira a confiança é “o ativo” que se trabalha. E neste aspeto o saber gerir a transição sem ruturas dramáticas é um bem escasso que só se aprecia quando se perde. E nós portugueses, nos dias recentes que acabamos de viver bem sabemos os efeitos devastadores que as convulsões irrefletidas podem gerar.
Devo ainda uma última nota que me parece ser muito significativa do que quero referir com “confiança”. O BES, foi o único dos grandes bancos portugueses, que não necessitou do apoio estatal para poder aumentar o seu capital em resultado da revisão recente dos rácios de solvabilidade bancária, o que mais uma vez denota a elevada confiança que os acionistas sentem nessa liderança.
Magnífico Reitor,
Pelo que expus, tendo em conta as apreciações positivas quer em sede do Conselho Científico do ISEG, quer em sede do Senado da UTL, sou a transmitir essa voz coletiva e assim expressar que penso justificar-se a atribuição do doutoramento honoris causa pela Universidade Técnica de Lisboa ao Dr. Ricardo Espírito Santo Silva Salgado."
João Duque
Professor Catedrático,
ISEG/UTL
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