sexta-feira, 17 de outubro de 2014
As cifras negras de Portugal (e já passaram 40 anos após o 25 de Abril)
Vale a pena meditar nestes números
Pobres em Portugal: 3 milhões de pessoas.
Desempregados: 1.300.000 indivíduos.
População activa em Portugal: 5.587.300 indivíduos.
População Prisional: 12.681 reclusos.
Emigrantes Portugueses (até à 3.ª geração): 31,2 milhões pelo mundo fora.
Crianças portuguesas com fome assinalados nas escolas: 12 mil.
Portugueses com fome: 300 mil.
Idosos na solidão: 23 mil idosos a viverem sozinhos ou na solidão (Censo da GNR).
Portugueses sem Médico de família: 700 mil pessoas.
Pessoas sem-abrigo: 3.500.
Pessoas sem água canalizada ou esgotos ao domicílio: 700 mil.
Preços Combustíveis: dos mais altos da Europa e do mundo, Gasolina €1,53, Gasóleo € 1,39
Remunerações dos conselhos de administração das 20 empresas portuguesas cotadas na Bolsa quintuplicaram entre 2000 e 2012. Paralelamente, os gestores das empresas portuguesas ganham, em média, cerca de 30 vezes mais do que os trabalhadores das empresas que administram.
As 100 maiores fortunas de Portugal valem 32 mil milhões de euros, o que corresponde a 20% da riqueza total nacional.
PIB Portugal em 2012: 165 mil milhões de euros (contração de 3,2% em relação a 2011)
Crescimento do PIB de 2000 a 2012: (segundo estudos do FMI) o PIB de Portugal cresceu apenas 1,97%.
25,4% (3.7 milhões) dos habitantes em Portugal vivem com menos de 414 euros por mês, ou sejam são os considerados oficialmente (!) como pobres.
41% dos portugueses vivem em privação material, (dificuldade, por exemplo, em pagar as rendas sem atraso, manter a casa aquecida ou fazer uma refeição de carne ou de peixe pelo menos de dois em dois dias).
14,5% por cento dos portugueses vivem em casas sobrelotadas.
População portuguesa abaixo do índice de pobreza: 20% - 2 milhões de pobres, sendo que 1/3 são reformados, 22% são trabalhadores remunerados e 21,2% são trabalhadores por conta própria.
5% da população portuguesa (530 mil pessoas) sofre sérias perturbações no acesso a alimentos.
Défice do Estado Português em 2012: 6,4% do PIB, ou seja 10,6 mil milhões de euros.
25% das crianças portuguesas que entram na escola (375 mil) vêm de famílias onde a pobreza é extrema.
Orçamento da Assembleia da República para 2013: 65 milhões 18 mil 783 euros.
Subsídios aos Partidos Políticos: 64 milhões 195 mil 300 €. (mais 56% do que em 2012)
Orçamento da Presidência da República Portuguesa para 2013: 16 milhões 272 mil 380 € (-0,84% do que em 2012). O Orçamento da Presidência da República portuguesa continua a ser assim superior em dobro ao da Casa Real espanholaque, em 2012, dispôs de um total de 8.264 mil euros, implicando uma redução de 2% relativamente ao ano anterior
Dívida Pública Portuguesa: Dívida total (fim de Março de 2013) : 199.676.349.188€ (123,6% do PIB). Em 1974 eram de 10 mil milhões, correspondendo a 20% do PIB, ou seja, em 39 anos a dívida foi multiplicada por 20 vezes mais.
Juros anuais da dívida pública portuguesa: Segundo o INE, em 2010, os juros da Divida Pública atingiram 6.849 milhões no final de 2012.
Reservas de Ouro do Banco de Portugal: 382.509,58 kg. Em 1974 eram de 865.936, ou seja, em 39 anos desapareceram 483.426,42 kg de ouro o que dá uma média de 13.428,5 kg por ano.
Dívida externa Portuguesa em Fevereiro de 2013: 734,3 mil milhões de Euros (cada Português deve € 69.300,00 ao estrangeiro).
Em 2012, cada cidadão pagou só de juros da dívida pública 754 euros o que, no conjunto, equivale a 4,4 por cento do PIB
Défice da balança comercial portuguesa de transações em Fevereiro de 2013:2.23 mil milhões de Euros.
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: 274.937 pessoas.
Salários dos principais gestores públicos em 2010: Presidente da TAP (Fernando Pinto) € 624.422,21 (igual a 55,7 anos de salário médio anual de cada português), o Presidente da CGD (Faria de Oliveira) recebeu € 560.012,80 (igual a 50 anos de salário médio anual de cada português) e o seu Vice-Presidente (Francisco Bandeira) recebeu € 558.891,00, Salário anual do Governador do Banco de Portugal 243 mil Euros, Salário anual do presidente da Anacom 234 mil Euros.
Despesa total do Estado com reformas de ex-políticos e ex-governantes em 2010: 280 milhões de euros, passando a serem secretos, portanto desconhecidos os números reais desde então, por ordem do Governo e da Assembleia da República.
Toxicodependentes: 50 mil toxicodependentes em tratamento.
Criminalidade em 2012: 385.927 crimes, 22.270 crimes violentos e graves, 419 sequestros, 149 homicídios, raptos e roubos.
Portadores de HIV: 41.035
Prostitutas e pessoas ligadas ao sexo: mais de 30.000.
Eletricidade 61% mais cara que a média da OCDE. Média da OCDE = 0,12 KVW, Portugal = € 0,16 KVW, Grécia = € 0,10 KVW, Espanha = € 0,14 KVW.
Petróleo Doméstico mais caro da Europa: Tonelada métrica em Portugal = € 386,00; Média da OCDE = € 333,00.
Gasolina com carga fiscal mais elevada da Europa, com 64% de impostos.
Gás natural mais caro da Europa = € 713,00; Média OCDE = € 580,00 Kcal; Grécia = € 333,00 Kcal.
Analfabetismo em Portugal, o mais elevado de toda a Europa: 7,5%.
[Dados do INE e do BdP relativos a 2012/2013]
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
O que poucos podem ver.
Em busca das estrelas e montanhas, o suisso, Cristian Mulhsuser, subiu, entre Agosto e Outubro de 2012, três vezes a montanha mais famosa da Suissa, a Matterhorn, para fazer este BELO filme de 4,15 minutos.
Ficou a dormir algumas noites a 2.700 metros de altura e com uma temperatura de menos de 12 graus centígrados.
A essa altura, sem contaminação de luz, só céus deslumbrantes.
Música é de Roberto Cacciapaglia.
http://player.vimeo.com/video/53018096?portrait=0&badge=0&color=ff9933
the Peak from Christian Mülhauser on Vimeo.
O túmulo mais visitado em Utah - USA
Este é o túmulo mais visitado em Utah - USA. Tudo por causa do texto gravado na lápide . Mr. Russell J. Larsen, de Logan, Utah, morreu sem saber que ganharia o concurso do túmulo mais visitado. Na lápide estão inscritas as 5 regras para o homem ter uma vida feliz.
Traduzindo:
1. É importante ter uma mulher que ajude em casa, saiba cozinhar, limpe a casa e tenha um emprego;
2. É importante ter uma mulher que te faça rir;
3. É importante ter uma mulher em quem possas confiar. E que não minta;
4. É importante ter uma mulher que seja boa na cama e que goste de estar contigo.
5. É muito, mas muito importante, que estas quatro mulheres nunca se conheçam, para não acabares como Mr. Russell Larsen.
Sexo depois de uma cirurgia . . .
Um recente artigo no jornal Correio da Manhã informava que uma mulher, Ana Martinho, pôs um processo ao Hospital S. José, alegando que logo após ter sido submetido a uma operação cirúrgica naquele hospital, o seu marido tinha perdido por completo o interesse pelo sexo... ... ....
Um representante do hospital respondeu-lhe somente isto:
“Estimada senhora Ana Martinho: o seu marido foi admitido em Oftalmologia e tudo o que lhe fizemos foi corrigir a miopia.”
O PSD vai ter um Canal próprio de TV
A equipa técnica, que está ainda em debate, deverá incluir:
Director Financeiro: Oliveira e Costa
Provedor de Ética: Miguel Relvas
Para além dos normais Telejornais, conduzidos por Manuela Moura Guedes, a programação deverá incluir, no prime-time, uma série de “talk shows”:
Segunda: “CSI Oeiras”, com Isaltino de Morais
Terça: “Portugal dos Pequeninos”, com Marques Mendes
Quarta: “Moda e Elegância”, com Carlos Abreu Amorim
Quinta: “Macho Latino”, com Paulo Portas e Pedro Mota Soares
Sexta: “Ética nos Negócios”, com Dias Loureiro
Ao Sábado e ao Domingo, haverá dois Concursos de Cultura:
“De onde sopra o Vento?”, com Marcelo Rebelo de Sousa, e
“Quem matou a Velha?”, com Duarte Lima.
As manhãs da semana, serão abrilhantadas com um programa de Culinária:
“Os meus Aventais”, com Luís Montenegro.
Para assegurar a total independência do canal, estão ainda pensados diversos debates de membros do Governo, com os principais líderes da oposição: Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Rui Rio.
Quinzenalmente, Alberto João Jardim animará um debate de Alcoólicos Anónimos.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Reflexão - Vírus Ébola
A economia política do ébola, por Leigh Phillips.
Se as pessoas infetadas pelo virus do ébola fossem brancas, o problema já estaria resolvido.
Quando em 2009 ocorreu um acidente num laboratório de investigação alemão, os canadianos acudiram prontamente com uma vacina contra o ébola. Por que motivo não se fez o mesmo em relação à África ocidental? O ébola é um problema que não está a ser resolvido porque há poucas hipóteses de fazer dinheiro com a sua cura. É uma doença que não dá lucro.
Cerca de 3.400 pessoas morreram desde que o ébola foi identificado pela primeira vez em 1976. As grandes farmacêuticas sabem que o mercado para combater o ébola é pequeno e os custos para desenvolver o tratamento ainda são enormes. Por isso, há muita gente a dizer para não dedicarmos tanta atenção a esta doença que mata muito menos do que, por exemplo, a malária (300 mil desde o início deste surto do ébola) ou a tuberculose (600 mil).
O National Institute of Allergy and Infectious Diseases desenvolveu uma vacina contra o ébola mas nunca conseguiu financiamento para o lançar no mercado. As grandes farmacêuticas foram, como sempre, forretas, porque sabem que teriam que investir muito para um produto que só é aplicado de 30 em 30 ou de 40 em 40 anos quando há surtos e não morre muita gente nesses surtos e, por isso, as grandes farmacêuticas não iriam ganhar muito com o produto. “Isto é a bancarrota moral do capitalismo perante a ausência de uma base ética e social”, disse, a propósito, John Ashton, presidente da Faculdade de Saúde Pública do Reino Unido.
A grande indústria farmacêutica não está disposta a investir centenas de milhões de dólares num produto que poucas pessoas vão tomar meia dúzia de vezes. Preferem investir em produtos altamente lucrativos destinados a serem tomados para tratar doenças crónicas como diabetes, asma e cancro e que obrigam os pacientes a consumi-los diariamente até ao fim das suas vidas.
Entretanto, já há, pelo menos, 5 empresas, a faturar à grande neste ambiente de pânico generalizado.
Outra começou a trabalhar a contra-relógio para produzir uma droga que possa ainda vir a ser testada durante este período de alarmismo. Tudo com o apoio da Bill and Melinda Gates Foundation, segundo o insuspeitíssimo Wall Street Journal.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Os dez Mandamentos alentejanos. Povo inteligente e diligente!
1 - Viva para descansar.
2 - Ame a sua cama, ela é o seu templo.
3 - Se vir alguém descansando, ajude-a.
4 - Descanse de dia para poder dormir à noite.
5 - O trabalho é sagrado, não toque nele.
6 - Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
7 - Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa faça.
8 - Calma, nunca ninguém morreu por descansar, mas você pode se machucar trabalhando...
9 - Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere o desejo passar.
10 - Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.
Finalmente, lembre-se do ditado:
'Quem trabalha muito, erra muito; quem trabalha pouco, erra pouco;
quem não trabalha não erra, e quem não erra é promovido.'
PASSEIO de UM ALENTEJANO
CALMA ... suas Malucas !!!
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
UM PASSEIO PELA BAIXA DE COIMBRA.
Há quem conheça bem, há quem não conheça, e há quem pense que conhecia!
Esta é a nossa Coimbra. Confirmem e vejam se é diferente daquela que vocês conhecem.
http://alfredo-moreirinhas.blogspot.pt
A minha pátria é uma cegada por BAPTISTA-BASTOS
Dois ministros, Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato, pediram publicamente desculpas pelas aleivosias que têm cometido. Milhões de portugueses sofreram o que numa sociedade organizada seria entendido como crime. Nada lhes vai acontecer além da punição "democrática" de ser votados fora. Mas há, em toda esta farsa preparada no Conselho de Ministros, algo de repugnante por muito pouco genuíno. As experiências que estes e outros consideráveis têm feito, na estrutura orgânica portuguesa, liquidando tudo o que vêem pela frente, em nome de uma "renovação" que mais não é senão a obediência a regras obsoletas e abstrusas de alteração política, económica, social e cultural, conduziram Portugal a um deserto de tudo, e os portugueses à mais atroz das misérias.
Há anos, numa declaração que deixou perplexos aqueles que ainda pensam por si, o dr. Passos Coelho, acabado de tomar posse como primeiro-ministro, pediu-nos desculpa em nome de quem? De José Sócrates, vejam a bizarria, pelas malfeitorias por este praticadas! Iniciava-se, daquela forma, o modo neossurrealista de governar, tão do gosto de Juncker e de Merkel.. O pessoal ficou muito comovido, sem relacionar os elos ideológicos que o texto de Passos possuía com o violento discurso de Cavaco contra Sócrates.
O que ocorre no nosso país é de tal gravidade que sobressalta, por exemplo, Adriano Moreira, cujas advertências constantes deveriam merecer toda a atenção do Governo; e Mário Soares, em textos que lembram o finis patriae e o dobre a finados a uma glória moribunda.
Enquanto os membros do Governo se divertem com estas tropelias de garotos, no PS o insulto fervilha, sem que da penosa balbúrdia surja uma ideia, uma, sequer!, de redenção e de grandeza. Os "debates" havidos entre Seguro e Costa estão pautados por uma notória procura de poder pessoal. Claro que ninguém acredita, nem eu, que sou crédulo por vacina, que o PS vai sair desta triste e fétida contenda um partido novo, pleno de genica, e revolucionário de punho cerrado e erguido. O que está em causa é a natureza de um sistema, manifestamente a desfazer-se, e que determinará, certamente, um conflito generalizado, como, aliás, o Papa Francisco assinalou. Tudo se encaminha para a catástrofe, e as semelhanças entre os antecedentes da tragédia de 1939 e os acontecimentos actuais são de molde a percebermos a magnitude do que está em jogo.
O Governo brinca connosco, o PS e os seus paladinos parece que nos não tomam a sério, o conceito de democracia foi substituído por aventuras momentâneas e pérfidas, as televisões enchem-se de chalaceiros ignaros, convertendo Portugal numa cegada brejeira mas cabisbaixa. E nós? Nós assistimos a tudo isto de braços cruzados.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico
terça-feira, 23 de setembro de 2014
A "escola" da Assunção Esteves... DESAFIO A TRADUZIR PARA A LÍNGUA DE CAMÕES
Confesso o meu "inconseguimento" a interpretar isto...
A "escola" da Assunção Esteves...
Há gente que devia estar proibida de escrever e falar…
Texto retirado de um despacho de Assunção Esteves, quando da sua passagem pelo Tribunal Constitucional:
"Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal como início do procedimento de requalificação no concreto e específico orgão ou serviço resulta de previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação..."
Desafia-se qualquer um a traduzir isto.
O mesmo desafio estende-se à frase por ela proferida em recente entrevista:
“…Houve um inconseguimento do soft power sagrado da Europa”
Há gente que devia estar proibida de escrever e falar…
Texto retirado de um despacho de Assunção Esteves, quando da sua passagem pelo Tribunal Constitucional:
"Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal como início do procedimento de requalificação no concreto e específico orgão ou serviço resulta de previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação..."
Desafia-se qualquer um a traduzir isto.
O mesmo desafio estende-se à frase por ela proferida em recente entrevista:
“…Houve um inconseguimento do soft power sagrado da Europa”
terça-feira, 16 de setembro de 2014
O DIREITO HUMANO e SAGRADO de CONTESTAR, RESISTIR, AFRONTAR e de DIZER BASTA a GOVERNOS CORRUPTOS e DESONESTOS...
Por Carlos Amaral
Sinceramente, fico cada vez mais boquiaberto com tanta lamúria nos painéis que faço parte, por toda a internet, com tanta insegurança, com tanto medo, com tanta cópia e partilha asséptica e não-activa, com tanto resmungo de mau humor que nada faz para além de articular que tudo está mal e que irá vir o pior... Enfim, estou cansado de tanta inércia e acefalismo. De facto, não fui talhado para calar-me perante a evidência de que a maioria dos seres humanos tornaram-se autómatos até na sua capacidade de cidadania e de reivindicar um mundo melhor e mais justo!
Caros amigos, leitores e subscritores – como é óbvio, nem sempre pegar em armas para enfrentar o Estado ou os governos produz resultados positivos para os manifestantes. Realmente eu sou contra toda a forma de violência, mesmo quando ela aparenta ser necessária. Acredito, pois, noutras formas de protesto. Por conseguinte, muitas vezes, é mais vantajoso encontrar formas alternativas de protesto, como os ‘empates’ liderados pelo famoso sindicalista acreano Chico Mendes, assassinado em 1988, ou os protestos pacíficos do líder indiano Mahatma Gandhi, que conduziu a sagrada Índia na luta pela independência da Inglaterra. De facto, essas pessoas buscaram métodos para contestar a lei ou o poder estabelecido, causando grandes revoluções sem usar a violência ou disparar um único tiro. Este tipo de manifestação, conhecida como desobediência civil, foi difundida pelo ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, que pregou uma forma de oposição política não violenta ao Estado, sem repliques ou agressões. A ideia era e, continua a ser bastante simples, mas eficaz: ao invés de criar tumultos em protestos, propõe que a população deva encontrar formas alternativas de demonstrar a insatisfação, com base no descumprimento da legislação. Esse princípio serviu de inspiração para sucessivas gerações de rebeldes, como a organização ambiental Greenpeace e, até mesmo, para o movimento hippie. Assim, a desobediência civil nada mais é do que um método pacífico de resistência, como fazer piquetes não agressivos nas portas de fábricas, de instalações governamentais, ou não pagar ou recolher determinados tributos considerados injustos – para lesar economicamente o Estado. Foi justamente isso o que fez o próprio Thoreau, na época da guerra contra o México, quando deixou de pagar impostos ao governo norte-americano, pois esse dinheiro era destinado ao aparelhamento do exército nos mais diversos conflitos havidos. Para os homens e mulheres de curta memória, aqui deixo a lembrança que, na prática, isto chegou a ser aplicado na tentativa de derrubar regimes políticos considerados abusivos ou no combate às leis discriminatórias: nos Estados Unidos da América, negros de todo o país foram às ruas para protestar contra a segregação racial, que inclusive tinha amparo legal, seguindo o pastor Martin Luther King. Também, na América do Norte, na década de 1970, muitos grupos contrários à Guerra do Vietname, como o movimento hippie, basearam-se nos princípios de Thoreau para protestar contra o conflicto na Ásia: inúmeros foram os cidadãos que foram às ruas para queimar publicamente as cartas de convocação do exército. No mesmo período, o ex-boxeador Muhamed Ali atirou o seu cinturão de campeão dos pesos pesados no Rio Mississipi, tornando-se um ícone do pacifismo daquela época!
É facto histórico que o principal ícone da desobediência civil sendo aplicada à prática é, sem dúvida, o líder indiano Mahatma Gandhi, que tentou emancipar a Índia e o Paquistão da Inglaterra para melhorar as condições sociais do povo sem que, para isso, fosse necessário pegar em armas ou usar a violência. Ele criou o princípio da doutrina do “satyagraha”, ou a força da verdade, que pregava formas de protesto sem respingues agressivas ou agressões – o que resultava em prisões de manifestantes e muitas surras, já que a força policial britânica não se continha. Essas manifestações fundamentadas na não-violência foram as formas encontradas por Gandhi para protestar contra o domínio britânico. O império britânico tremeu e, por fim, sucumbiu perante tanta UNIÃO e, a independência político-administrativa, foi dada!
De facto concluí há muito tempo, que a desobediência civil, pacífica, mas constante, é necessária e vital para uma sociedade justa. Alego, como todos os que antes de mim defenderam este princípio, que a democracia não é a última melhoria possível dos modos de governo, que um passo adiante em direcção ao reconhecimento e à organização dos direitos do homem é, sim, possível. Por fim, e lembrando, que Estado nenhum será iluminado e livre enquanto não reconhecer o indivíduo como poder maior e independente que a ele (Estado) deu origem. Neste conceito, acredito que, se um governo prende injustamente, os homens justos devem não a ele estar presos. Portanto, um dos pontos capitais deste texto, e que mais destaco, é a necessidade de “não prestarmo-nos ao mal que condenamos”; e parto do princípio de que o homem não precisa fazer tudo que é-lhe possível numa vida, mas precisa fazer sempre algo para melhorá-la. E, se precisa fazer algo, deve ser sempre algo para o BEM!
Em suma, e para terminar, podemos dizer, em termos gerais, que centenas de pessoas estão prontas para criticar alguém que não se move para melhorar as coisas, mas, apenas poucos realmente se movem. Eu sou uma delas, e creio que, comigo, haverá milhões!
E, por último, sabem que mais? Deviam, para cumprir o desiderato de serviço público, partilhar até à exaustão este artigo. Por que não? Chega de preguiça mental e dedal!!!
Sinceramente, fico cada vez mais boquiaberto com tanta lamúria nos painéis que faço parte, por toda a internet, com tanta insegurança, com tanto medo, com tanta cópia e partilha asséptica e não-activa, com tanto resmungo de mau humor que nada faz para além de articular que tudo está mal e que irá vir o pior... Enfim, estou cansado de tanta inércia e acefalismo. De facto, não fui talhado para calar-me perante a evidência de que a maioria dos seres humanos tornaram-se autómatos até na sua capacidade de cidadania e de reivindicar um mundo melhor e mais justo!
Caros amigos, leitores e subscritores – como é óbvio, nem sempre pegar em armas para enfrentar o Estado ou os governos produz resultados positivos para os manifestantes. Realmente eu sou contra toda a forma de violência, mesmo quando ela aparenta ser necessária. Acredito, pois, noutras formas de protesto. Por conseguinte, muitas vezes, é mais vantajoso encontrar formas alternativas de protesto, como os ‘empates’ liderados pelo famoso sindicalista acreano Chico Mendes, assassinado em 1988, ou os protestos pacíficos do líder indiano Mahatma Gandhi, que conduziu a sagrada Índia na luta pela independência da Inglaterra. De facto, essas pessoas buscaram métodos para contestar a lei ou o poder estabelecido, causando grandes revoluções sem usar a violência ou disparar um único tiro. Este tipo de manifestação, conhecida como desobediência civil, foi difundida pelo ensaísta norte-americano Henry David Thoreau, que pregou uma forma de oposição política não violenta ao Estado, sem repliques ou agressões. A ideia era e, continua a ser bastante simples, mas eficaz: ao invés de criar tumultos em protestos, propõe que a população deva encontrar formas alternativas de demonstrar a insatisfação, com base no descumprimento da legislação. Esse princípio serviu de inspiração para sucessivas gerações de rebeldes, como a organização ambiental Greenpeace e, até mesmo, para o movimento hippie. Assim, a desobediência civil nada mais é do que um método pacífico de resistência, como fazer piquetes não agressivos nas portas de fábricas, de instalações governamentais, ou não pagar ou recolher determinados tributos considerados injustos – para lesar economicamente o Estado. Foi justamente isso o que fez o próprio Thoreau, na época da guerra contra o México, quando deixou de pagar impostos ao governo norte-americano, pois esse dinheiro era destinado ao aparelhamento do exército nos mais diversos conflitos havidos. Para os homens e mulheres de curta memória, aqui deixo a lembrança que, na prática, isto chegou a ser aplicado na tentativa de derrubar regimes políticos considerados abusivos ou no combate às leis discriminatórias: nos Estados Unidos da América, negros de todo o país foram às ruas para protestar contra a segregação racial, que inclusive tinha amparo legal, seguindo o pastor Martin Luther King. Também, na América do Norte, na década de 1970, muitos grupos contrários à Guerra do Vietname, como o movimento hippie, basearam-se nos princípios de Thoreau para protestar contra o conflicto na Ásia: inúmeros foram os cidadãos que foram às ruas para queimar publicamente as cartas de convocação do exército. No mesmo período, o ex-boxeador Muhamed Ali atirou o seu cinturão de campeão dos pesos pesados no Rio Mississipi, tornando-se um ícone do pacifismo daquela época!
É facto histórico que o principal ícone da desobediência civil sendo aplicada à prática é, sem dúvida, o líder indiano Mahatma Gandhi, que tentou emancipar a Índia e o Paquistão da Inglaterra para melhorar as condições sociais do povo sem que, para isso, fosse necessário pegar em armas ou usar a violência. Ele criou o princípio da doutrina do “satyagraha”, ou a força da verdade, que pregava formas de protesto sem respingues agressivas ou agressões – o que resultava em prisões de manifestantes e muitas surras, já que a força policial britânica não se continha. Essas manifestações fundamentadas na não-violência foram as formas encontradas por Gandhi para protestar contra o domínio britânico. O império britânico tremeu e, por fim, sucumbiu perante tanta UNIÃO e, a independência político-administrativa, foi dada!
De facto concluí há muito tempo, que a desobediência civil, pacífica, mas constante, é necessária e vital para uma sociedade justa. Alego, como todos os que antes de mim defenderam este princípio, que a democracia não é a última melhoria possível dos modos de governo, que um passo adiante em direcção ao reconhecimento e à organização dos direitos do homem é, sim, possível. Por fim, e lembrando, que Estado nenhum será iluminado e livre enquanto não reconhecer o indivíduo como poder maior e independente que a ele (Estado) deu origem. Neste conceito, acredito que, se um governo prende injustamente, os homens justos devem não a ele estar presos. Portanto, um dos pontos capitais deste texto, e que mais destaco, é a necessidade de “não prestarmo-nos ao mal que condenamos”; e parto do princípio de que o homem não precisa fazer tudo que é-lhe possível numa vida, mas precisa fazer sempre algo para melhorá-la. E, se precisa fazer algo, deve ser sempre algo para o BEM!
Em suma, e para terminar, podemos dizer, em termos gerais, que centenas de pessoas estão prontas para criticar alguém que não se move para melhorar as coisas, mas, apenas poucos realmente se movem. Eu sou uma delas, e creio que, comigo, haverá milhões!
E, por último, sabem que mais? Deviam, para cumprir o desiderato de serviço público, partilhar até à exaustão este artigo. Por que não? Chega de preguiça mental e dedal!!!
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Depoimento de Vandana Shiva O tempo e o modo - [RTP 2012]
Um depoimento vital e indispensável duma Senhora incrível, com uma cultura vasta, uma inteligência brilhante e uma simplicidade desarmante!
"Vandana Shiva alia a física quântica ao ativismo social para resistir pacificamente a um sistema que considera ter colonizado a terra, a vida e o espírito. Conta-nos como começou a defender a floresta, as sementes e os modos de vida e produção locais contra o controlo e o registo de patentes feitos pelas multinacionais.
A análise de Shiva vai mais além: remete-nos para as profundas implicações que o sistema capitalista patriarcal tem na construção de um mundo desigual, com consequências dramáticas, como a fome ou as alterações climáticas, que, para Shiva, são sintomas de implosão de uma civilização que falha material e espiritualmente. A nossa civilização, para sobreviver, terá de rever o seu modelo de compreensão e de interação com o mundo, tendo como exemplo o conhecimento holístico das civilizações chinesa e indiana, que, para Shiva, sobreviveram à História essencialmente porque diferem do Ocidente na relação que estabeleceram com a natureza."
sábado, 13 de setembro de 2014
Alisa Sadikova, um génio
Alisa Sadikova, jovem russa, um verdadeiro anjo dos céus, emanando os sons tranquilos do paraíso.
Extremamente comovente.
http://www.chonday.com/Videos/harprusialg2
Extremamente comovente.
http://www.chonday.com/Videos/harprusialg2
VINTE VALORES PARA ESTA PROFESSORA . . . e que faça escola ! ! !
Uma professora de grande dignidade, coragem e naturalmente coerente.
Chama as coisas pelos nomes. Não percam esta entrevista pois o assunto directa ou indirectamente toca-nos.
http://www.youtube.com/watch?v=YjGm0XBj0wc
domingo, 7 de setembro de 2014
16/06/2014 Cientistas pedem a suspensão dos transgênicos em todo o mundo
* fonte da matéria:
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/532297-cientistas-pedem-a-suspensao-dos-transgenicos-em-todo-o-mundo
Carta aberta de cientistas de todo o mundo a todos os governos sobre os organismos geneticamente modificados (OGM).
– Os cientistas estão extremamente preocupados com os perigos que os transgênicos representam para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e animal, e, portanto, exigem uma moratória imediata sobre este tipo de cultivo em conformidade com o princípio da precaução.

Fonte: http://bit.ly/1ko1zyt
– Eles se opõem aos cultivos transgênicos que intensificam o monopólio corporativo, exacerbam as desigualdades e impedem a mudança para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde em todo o mundo.
– Eles fazem um apelo à proibição de qualquer tipo de patentes de formas de vida e processos vivos que ameaçam a segurança alimentar e violam os direitos humanos básicos e a dignidade.
– Eles querem apoio maior à pesquisa e ao desenvolvimento de uma agricultura não corporativa, sustentável, que possa beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.
A carta aberta está publicada no sítio Ecocosas, 07-06-2014. A tradução é de André Langer.
A carta é assinada por 815 cientistas de 82 países
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/532297-cientistas-pedem-a-suspensao-dos-transgenicos-em-todo-o-mundo
Carta aberta de cientistas de todo o mundo a todos os governos sobre os organismos geneticamente modificados (OGM).
– Os cientistas estão extremamente preocupados com os perigos que os transgênicos representam para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e animal, e, portanto, exigem uma moratória imediata sobre este tipo de cultivo em conformidade com o princípio da precaução.

Fonte: http://bit.ly/1ko1zyt
– Eles se opõem aos cultivos transgênicos que intensificam o monopólio corporativo, exacerbam as desigualdades e impedem a mudança para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde em todo o mundo.
– Eles fazem um apelo à proibição de qualquer tipo de patentes de formas de vida e processos vivos que ameaçam a segurança alimentar e violam os direitos humanos básicos e a dignidade.
– Eles querem apoio maior à pesquisa e ao desenvolvimento de uma agricultura não corporativa, sustentável, que possa beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.
A carta aberta está publicada no sítio Ecocosas, 07-06-2014. A tradução é de André Langer.
A carta é assinada por 815 cientistas de 82 países
Tarte de Tatin
Esta é uma das sobremesas mais simples de fazer. Sem natas, sem leite condensado, sem ovos...
É simplesmente deliciosa!
A história creio que todos a conhecem...Esta tarte foi criada por acidente pelas duas irmãs Tatin, que dirigiam o seu próprio Hotel, o Hotel Tatin.
Uma delas estava a fazer uma "normal" tarte de maçã, mas estava com muito trabalho nesse dia.
Levou então as maçãs a caramelizar com açúcar e manteiga, mas com o trabalho esqueceu-se dela ao lume. Para tentar salvar o "desastre", cubriu a frigideira onde estavam as maçãs com a massa e colocou assim directamente no forno.
Resolveu servir a tarte na mesma aos hóspedes do hotel, simplesmente virando a tarte para um prato de servir. Ao que parece foi um sucesso e manteve-se no menu do Hotel.
Não sei se esta história será a verdadeira.. mas tem a sua piada!
Ingredientes:
6 a 8 maçãs
1 placa de massa folhada
100gr de manteiga
100gr de açúcar
Preparação:
Descasque as maçãs e corte-as em quartos. Coloque o açúcar e a manteiga partida em pedacinhos numa frigideira, que possa ir ao lume e ao forno, e por cima desta coloque os quartos da maçã com a parte concava voltada para baixo.
Leve ao lume até as maçãs estarem caramelizadas.
Cubra depois a frigideira com a massa folhada, fazendo um furo a meio para libertar o vapor à medida que a massa coze.
Leve a forno quente 200ºC até a massa estar dourada.
Desenforme depois de morna virando a frigideira para um prato de servir.
Sirva simples, com natas batidas ou com 1 bola de gelado de Baunilha!
Bom Apetite!
É simplesmente deliciosa!
A história creio que todos a conhecem...Esta tarte foi criada por acidente pelas duas irmãs Tatin, que dirigiam o seu próprio Hotel, o Hotel Tatin.
Uma delas estava a fazer uma "normal" tarte de maçã, mas estava com muito trabalho nesse dia.
Levou então as maçãs a caramelizar com açúcar e manteiga, mas com o trabalho esqueceu-se dela ao lume. Para tentar salvar o "desastre", cubriu a frigideira onde estavam as maçãs com a massa e colocou assim directamente no forno.
Resolveu servir a tarte na mesma aos hóspedes do hotel, simplesmente virando a tarte para um prato de servir. Ao que parece foi um sucesso e manteve-se no menu do Hotel.
Não sei se esta história será a verdadeira.. mas tem a sua piada!
Ingredientes:
6 a 8 maçãs
1 placa de massa folhada
100gr de manteiga
100gr de açúcar
Preparação:
Descasque as maçãs e corte-as em quartos. Coloque o açúcar e a manteiga partida em pedacinhos numa frigideira, que possa ir ao lume e ao forno, e por cima desta coloque os quartos da maçã com a parte concava voltada para baixo.
Leve ao lume até as maçãs estarem caramelizadas.
Cubra depois a frigideira com a massa folhada, fazendo um furo a meio para libertar o vapor à medida que a massa coze.
Leve a forno quente 200ºC até a massa estar dourada.
Desenforme depois de morna virando a frigideira para um prato de servir.
Sirva simples, com natas batidas ou com 1 bola de gelado de Baunilha!
Bom Apetite!
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
A Máfia Médica" é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si...?
E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social... encontramos o mesmo.
- O poder económico?
Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes.... porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
- Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
- O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar... mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa... mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele... mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) - o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma acção que não se questiona
Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
- O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas... é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região... Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
- Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
- Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida... mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
- Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
- No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Laura Jimeno Muñoz
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si...?
E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social... encontramos o mesmo.
- O poder económico?
Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes.... porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
- Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
- O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar... mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa... mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele... mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) - o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma acção que não se questiona
Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
- O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas... é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região... Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
- Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
- Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida... mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
- Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
- No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Laura Jimeno Muñoz
sábado, 30 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Marmelada com Vinho do Porto
Lavar muito bem 2 kg de marmelos. De seguida, retirar as sementes, mas não descascar os marmelos e cortá-los em pedaços. Colocar os pedaços numa panela, onde já colocámos um pouco de água (que tape o fundo) e de seguida juntamos 2 kg de açúcar amarelo e vinho do Porto a gosto. Levamos ao lume. Quando o marmelo estiver cozido, trituramo-lo e deixamos o preparado ao lume para "apurar". É conveniente ir vigiando, pois este doce facilmente pode pegar ao fundo da panela.
Quando estiver pronto, retirar e colocar logo em recipientes. Não aconselho o uso de frascos, pois gosto de cortar a marmelada em tiras.
Aprendi esta receita numa aldeia na zona de Santarém.
P.S. Usei aproximadamente um cálice de Vinho do Porto nesta receita.
Quando estiver pronto, retirar e colocar logo em recipientes. Não aconselho o uso de frascos, pois gosto de cortar a marmelada em tiras.
Aprendi esta receita numa aldeia na zona de Santarém.
P.S. Usei aproximadamente um cálice de Vinho do Porto nesta receita.
domingo, 24 de agosto de 2014
Documentário "Mondego"
Este filme é o seu projecto final do mestrado em Wildlife Documentary Production da Universidade de Salford, onde teve aulas com Sir David Attenborough, Paul Reddish, Niel Lucas e outros nomes da BBC Natural History Unit, Bristol.
O filme foi classificado com uma distinção e o próximo passo é concorrer a festivais desta especialidade na Europa.
Agradecemos que vejam e partilhem o link do filme pois ele precisa de divulgação. Obrigado em nome do autor
http://vimeo.com/danielpinheiro/mondego
MONDEGO by Daniel Pinheiro from Daniel Pinheiro - Wildlife Films on Vimeo.
O LADO ERRADO DA CAMA . . .
Num convento de freiras, a Madre Superiora, rigorosíssima, levanta-se da cama e exclama:
- Que noite maravilhosa! Hoje estou tão feliz que até vou tratar bem as freiras!
Sai do quarto e encontra uma freira no corredor:
- Bom dia, Irmã Josefa. Está com muito boa aparência! E que bela camisola está a tricotar!
- Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?
A Madre não gostou nada do comentário, mas continuou..
Mais adiante, encontrou outra freira.
- Bom dia, Irmã Maria! Você parece muito bem! E o seu bordado está a ficar lindo. Parabéns!**
- Obrigada, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama...
A Madre Superiora ficou furiosa, mas seguiu o seu caminho.
Todas as freiras que encontrava e cumprimentava, respondiam a mesma coisa.
Assim, quando chegou à quinta freira, já estava irritadíssima e resolveu tirar a história a limpo.
- Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama?
- Sim, Madre...
- E posso saber porquê?
- É que a Madre calçou as sandálias do Padre António…
sábado, 23 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.
1. Os transgénicos não resolvem a crise alimentar
"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."*1
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent.
"O meu lado cínico acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."*2
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido
• Um relatório de 2008 do Banco Mundial*3 concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares!*4 Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
2. Os transgénicos não aumentam a produção
"Vamos falar claro. Neste momento [2008], não há variedades transgénicas em uso que tenham melhoria intrínseca de produtividade. Da mesma forma, não há qualquer transgénico disponível que resista à seca, use menos fertilizantes ou proteja o solo. Nem um."*5
Dr Doug Gurian-Sherman, previamente especialista em biotecnologia da Agência de Protecção Ambiental do governo americano e consultor em transgénicos da Autoridade de Segurança Alimentar (FDA) do governo americano.
• De acordo com números oficiais do governo americano,*6 não há transgénicos à venda que sejam mais produtivos do que as variedades de ponta convencionais. Apesar das promessas, o transgénico mais cultivado no mundo, a soja, tem uma produtividade reduzida face à soja convencional que pode atingir os 10% de quebra (400 kg por hectare).*7 O maior estudo europeu*8 sobre a matéria, realizado em Espanha, verificou que há mais regiões onde o milho transgénico não dá mais lucro face ao convencional do que o contrário.
3. Os transgénicos aumentam o uso de pesticidas
"A promessa era de que íamos usar menos químicos e obter mais produção. Mas deixem-me dizer-vos que nada disso é verdade."*9
Bill Christison, presidente da Associação Americana de Agricultura Familiar
• Dados publicados pelo Departamento de Agricultura americano*10 mostram que nos Estados Unidos as culturas transgénicas conduziram a um aumento - e não a uma redução - da aplicação de pesticidas, quando comparadas com culturas convencionais.
4. Há maneiras melhores de alimentar o mundo
"Actualmente já sabemos que quase todos os problemas que [os transgénicos] dizem que vêm resolver podem ser solucionados em poucos dias, se houver vontade política adequada."
Hans Herren, director geral do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia do Insecto, Quénia, e vencedor do Prémio Mundial da Alimentação de 1995
• Em 2008 foi publicado o maior estudo*11 jamais realizado sobre a agricultura mundial, financiado pelas Nações Unidas e Banco Mundial. No seu relatório final, compilado por mais de 400 especialistas de todo o mundo ao longo de quatro anos e ratificado já por 58 países, concluiu-se que os transgénicos têm pouco a oferecer à agricultura no que toca aos grandes desafios futuros: reduzir a pobreza, matar a fome, fazer frente às alterações climáticas e preservar a biodiversidade. Ainda segundo este documento, existem soluções melhores que podem desde já ser postas em prática. Haja vontade política.
5. Estão disponíveis outras e melhores tecnologias agrícolas
"Está a acontecer uma revolução silenciosa na área do mapeamento dos genes, que nos ajuda a entender melhor as variedades agrícolas. Isto já é uma realidade actualmente, e pode ter muito mais impacto na agricultura [do que os transgénicos]."*12
Prof John Snape, director do departamento de genética agrícola do Centro John Innes, Reino Unido
• A gestão integrada, o recurso a variedades tradicionais e outras metodologias de baixo consumo de recursos, incluindo a agricultura biológica, têm-se mostrado altamente eficazes no controlo de pragas, na minimização da poluição e na obtenção de uma produtividade sustentável ao longo do tempo.*13 Outras abordagens não-transgénicas para o melhoramento de variedades, como a selecção assistida por marcadores, têm grande potencial para contribuir para a melhoria futura da produtividade sem os perigos que a engenharia genética implica.*14
6. Está por demonstrar a segurança dos alimentos transgénicos
"Estamos a ser confrontados com a tecnologia mais poderosa que o mundo alguma vez conheceu, que está a ser generalizada rapidamente e sem praticamente nenhuma preocupação quanto às suas consequências."
Dra Suzanne Wuerthele, toxicóloga da Agência de Protecção Ambiental do governo americano
• A engenharia genética é uma técnica rudimentar e imprecisa de introduzir material genético (de vírus, bactérias, ou mesmo genes sintéticos) em plantas agrícolas. As consequências biológicas são, por definição, imprevisíveis, e nenhum dos transgénicos em circulação em Portugal foi objecto de qualquer estudo sobre os seus efeitos na saúde humana, quer a longo prazo, quer nas próximas gerações, apesar de serem testes obrigatórios previstos na legislação europeia. Alguns estudos preliminares de curta duração já detectaram efeitos preocupantes.*15 Existe um único estudo*16 sobre os efeitos directos em pessoas que comem transgénicos, onde se verificou que as bactérias do intestino incorporaram os transgenes provenientes da soja.
7. Os transgénicos tornaram-se invisíveis
"Cada europeu come diariamente uma dose de transgénicos."*17
Mike Mack, director geral executivo da Syngenta, a propósito do uso de transgénicos nas rações pecuárias
• A carne, ovos, leite e lacticínios dos animais alimentados com os milhões de toneladas de rações transgénicas que entram anualmente na União Europeia não têm de ser rotulados. Já há estudos científicos que demonstram que, quando os transgénicos são usados nas rações animais, é possível detectar material transgénico nos alimentos.*18 Nada garante a segurança de tais produtos.
8. Ninguém está a monitorizar o impacto dos transgénicos na saúde
"Nas actuais condições de montorização, quaisquer novas consequências negativas para a saúde teriam de ser um disastre monumental para se tornarem detectáveis."*19
Ben Miflin, previamente director do Instituto de Culturas Aráveis, Rothamsted, Reino Unido, e um defensor dos benefícios potenciais dos transgénicos
• Tem sido argumentado que os americanos comem transgénicos há uma década sem que surjam consequências. Mas nos Estados Unidos os transgénicos não são rotulados e não há estudos para detectar eventuais efeitos. Noutros escândalos alimentares, como por exemplo o das gorduras hidrogenadas, demorou décadas até se perceber e conseguir demonstrar que estavam a causar milhões de mortes entre os consumidores.*20
9. A coexistência entre agriculturas com e sem transgénicos é impossível
"Em relação aos transgénicos, estamos todos de acordo: não se consegue controlar a disseminação. Portanto não vamos correr esse risco."*21
Jean-Louis Borloo, Ministro francês da ecologia e do desenvolvimento sustentável
"Segundo o especialista [Joel Figueiredo, fundador e dirigente da Associação Nacional de Produtores de Milho e gerente da Cooperativa de Coimbra], uma parte importante das produções tradicionais de milho acaba por ser contaminada pela «polinização cruzada», sendo assim difícil encontrar milho que não contenha mais ou menos genes dos OGM."
Diário de Coimbra, 14 de Setembro de 2007
"Se algumas pessoas conseguirem o direito a cultivar e vender transgénicos, a consequência vai ser que em breve ninguém vai ter o direito a cultivar, vender e comer sem transgénicos. É uma escolha irreversível, como a introdução de coelhos na Austrália: uma vez feito, não pode ser desfeito."*22
Roger Levett, eticista e especialista em desenvolvimento sustentável
• A contaminação da produção convencional e biológica pelos transgénicos está a aumentar. Nos Estados Unidos, o cultivo experimental por um único ano de uma determinada variedade de arroz transgénico, não autorizado para venda, levou à contaminação generalizada da produção comercial de arroz longo e até das linhagens pré-comerciais.*23 No Canadá, a produção biológica de colza foi praticamente eliminada devido à contaminação por colza transgénica.*24 E em Espanha, um estudo recente verificou que o milho transgénico está a conduzir a uma redução drástica na produção biológica deste cereal.*25
10. As empresas dos transgénicos não são de confiança
"Os agricultores estão a ser processados por ter transgénicos na sua propriedade que eles não compraram, não querem, não vão usar, nem podem vender."*26
Tom Wiley, agricultor do Dakota do Norte, Estados Unidos
"A lista de acusações é horrífica, inexorável e convincente. A empresa multinacional Monsanto, que vende 90% dos transgénicos, mente em larga escala a muita gente e até ao mundo inteiro, com grande sucesso. Esse é o poder que o dinheiro e que o apoio, aparentemente ilimitado, do governo americano, conseguem atingir. Mas quem viu o documentário extraordinário 'O Mundo segundo a Monsanto' de Marie-Monique Robin já sabe isso tudo."
Le Monde, jornal francês
• As grandes multinacionais da engenharia genética têm um cadastro marcado pela mentira, contaminação, envenenamento e corrupção.*27 As sementes transgénicas são vistas como uma excelente oportunidade de negócio porque lhes permitem obter patentes e, assim, conseguir um monopólio sobre o que o mundo pode ou não cultivar e comer. Os agricultores que são apanhados a guardar sementes transgénicas da sua produção para voltar a semear no ano seguinte são arrastados para tribunal e daí para a falência. Isto passa-se mesmo quando esses transgénicos aparecem nos campos através de contaminação acidental devido ao vento ou aos insectos.*28
* REFERÊNCIAS
1. “Hope for Africa lies in political reforms”, Daniel Howden, The Independent, 8 Setembro 2008.
2. “GM: it's safe, but it's not a saviour”, Rob Lyons, Spiked Online, 7 Julho 2008.
3. “A Note on Rising Food Prices”, Donald Mitchell, World Bank report, 2008.
4. “Feed a company, starve a country”, Meredith Niles, Grist Magazine, 11 Novembro 2008.
5. “Genetic engineering - a crop of hyperbole”, Doug Gurian-Sherman, The San Diego Union Tribune, 18 Junho 2008.
6. “The adoption of bioengineered crops”, US Department of Agriculture Report, Maio 2002.
7. “Glyphosate-resistant soyabean cultivar yields compared with sister lines”, Elmore, R.W. et al., Agronomy Journal, Vol. 93, No. 2, 2001, pg. 408-412
8. “Bt corn in Spain - the performance of the EU's first GM crop”, Gómez-Barbero et al., Nature Biotechnology, Vol. 26, 2008, pg. 384-386.
9. “Family Farmers Warn of Dangers of Genetically Engineered Crops”, Bill Christison, In Motion magazine, 29 Julho 1998.
10. “Genetically engineered crops and pesticide use in the United States: The first nine years”, Benbrook, C., BioTech InfoNet, Technical Paper No. 7, Outubro 2004. Disponível aqui; “Agricultural Pesticide Use in US Agriculture”, Center for Food Safety, Maio 2008, com dados do Departamento de Agricultura do governo federal dos Estados Unidos
11. “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
12. “Gene mapping the friendly face of GM technology”, Professor John Snape, Farmers Weekly, 1 Março 2002, pg. 54
13. Ver, por exemplo: “Feeding the world?”, J. N. Pretty, SPLICE, magazine of the Genetics Forum, Vol. 4, Agosto/Setembro 1998; ou “Organic agriculture and food security in Africa”, United Nations report, 2008, disponível aqui; ou ainda “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
14. “Marker-assisted selection: an approach for precision plant breeding in the twenty-first century”, Collard, B.C.Y. and D.J. Mackill, Phil. Trans. R. Soc. B, Vol. 363, 2008, pg. 557-572, 2008; “Breeding for abiotic stresses for sustainable agriculture”, Witcombe J.R. et al., Phil. Trans. R. Soc. B, 2008, Vol. 363, pg. 703-716
15. Aqui apenas alguns exemplos desses artigos: “Genetically modified soya leads to the decrease of weight and high mortality rate of rat pups of the first generation”, Ermakova I.V., EcosInform, Vol. 1, 2006, pg. 4-9; “Fine structural analysis of pancreatic acinar cell nuclei from mice fed on GM soybean”, Malatesta, M. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 47, 2003, pg. 385-388; “Ultrastructural morphometrical and immunocytochemical analyses of hepatocyte nuclei from mice fed on genetically modified soybean”, Malatesta, M. et al., Cell Struct Funct., Vol. 27, 2002, pg. 173-180; “Ultrastructural analysis of testes from mice fed on genetically modified soybean”, Vecchio L. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 48, pg. 448-454, 2004; “A long-term study on female mice fed on a genetically modified soybean: effects on liver ageing”, Malatesta M. et al., Histochem Cell Biol., Vol. 130, 2008, pg. 967-977; “Effects of diets containing genetically modified potatoes expressing Galanthus nivalis lectin on rat small intestine”, Ewen S.W. and A. Pusztai, The Lancet, Vol. 354, 1999, pg. 1353-1354; “New Analysis of a Rat Feeding Study with a Genetically Modified Maize Reveals Signs of Hepatorenal Toxicity”, Séralini, G.-E. et al., Arch. Environ. Contam. Toxicol., Vol. 52, 2007, pg. 596-602.
16. “Assessing the survival of transgenic plant DNA in the human gastrointestinal tract”, Netherwood T. et al., Nature Biotechnology, Vol. 22, 2004, pg. 204-209.
17. “Syngentan is fighting an ideological battle”, Carl Mortished, The Times, 14 Fevereiro 2008.
18. “Detection of Transgenic and Endogenous Plant DNA in Digesta and Tissues of Sheep and Pigs Fed Roundup Ready Canola Meal”, Sharma, R. et al., J. Agric. Food Chem., Vol. 54, No. 5, 2006, pg. 1699-1709; “Assessing the transfer of genetically modified DNA from feed to animal tissues”, Mazza, R. et al., Transgenic Res., Vol. 14, No. 5, 2005, pg. 775-784; “Detection of genetically modified DNA sequences in milk from the Italian market”, Agodi, A., et al., Int. J. Hyg. Environ. Health, Vol. 209, 2006, pg. 81-88.
19. "Long-term effect of GM crops serves up food for thought", Butler, D. et al., Nature, Vol. 398, pg. 651-653, 1999.
20. “Trans Fats: The story behind the label”, Paula Hartman Cohen, Harvard Public Health Review, 2006.
21. "La France s'oriente vers un gel des cultures d'OGM", Jakubyszyn, C. et al., Le Monde, 20 de Setembro de 2007
22. "Choice: Less can be more", Levett, R., Food Ethics magazine, Vol. 3, No. 3, Autumn 2008, p. 11.
23. “Risky business: Economic and regulatory impacts from the unintended release of genetically engineered rice varieties into the rice merchandising system of the US”, Blue, Dr E. Neal, relatório para a Greenpeace, 2007.
24. “Seeds of doubt: North American farmers' experience of GM crops”, Soil Association, 2002.
25. “Coexistence of plants and coexistence of farmers: Is an individual choice possible?”, Binimelis, R., Journal of Agricultural and Environmental Ethics, Vol. 21, No. 2, April 2008
26. “Monsanto 'Seed Police' Scrutinize Farmers”, Stephen Leahy, InterPress Service, 15 Janeiro 2004.
27. Ver, por exemplo, o filme de Marie-Monique Robin, “Le Monde Selon Monsanto” (O Mundo segundo a Monsanto), ARTE, 2008; e a página da associação Coalition Against Bayer Dangers.
28. A Monsanto já lançou muitas acções em tribunal contra agricultores. Ver relato detalhado por exemplo em "Monsanto versus US Farmers".
Via Plataforma Transgénicos Fora!
Identificações: ZONA LIVRE de OGM
"A crise climática foi usada para promover os biocombustíveis, o que ajudou a criar a crise alimentar. E agora a crise alimentar está a ser usada para dar um novo fôlego à indústria da engenharia genética."*1
Daniel Howden, correspondente em África do jornal britânico The Independent.
"O meu lado cínico acha que eles estão a usar a actual crise alimentar e energética como mola para impulsionar os transgénicos a nível político. Percebe-se porque é que o fazem, mas o problema é que essas alegações de que os transgénicos vão resolver os problemas da seca ou da fome no mundo não passam de palermice."*2
Prof Denis Murphy, Director de Biotecnologia da Universidade de Glamorgan, Reino Unido
• Um relatório de 2008 do Banco Mundial*3 concluiu que a produção de biocombustíveis é responsável pela subida dos preços dos alimentos a nível mundial. A Monsanto, a maior multinacional dos transgénicos, tem estado na primeira linha a fazer pressão política a favor deste tipo de energia, que usa os alimentos para alimentar carros, e não pessoas. Ao mesmo tempo, enquanto a crise atingia o auge, a empresa conseguia lucros inimagináveis com a venda de sementes e pesticidas a preços inflacionados. Para 2008 a Monsanto já anunciou lucros líquidos de 11 mil milhões de dólares - em relação a 2007 isto representa um aumento de três mil milhões de dólares!*4 Para rematar, a mesma empresa tem defendido publicamente os (seus) transgénicos como solução para a crise alimentar que ajudou a criar.
2. Os transgénicos não aumentam a produção
"Vamos falar claro. Neste momento [2008], não há variedades transgénicas em uso que tenham melhoria intrínseca de produtividade. Da mesma forma, não há qualquer transgénico disponível que resista à seca, use menos fertilizantes ou proteja o solo. Nem um."*5
Dr Doug Gurian-Sherman, previamente especialista em biotecnologia da Agência de Protecção Ambiental do governo americano e consultor em transgénicos da Autoridade de Segurança Alimentar (FDA) do governo americano.
• De acordo com números oficiais do governo americano,*6 não há transgénicos à venda que sejam mais produtivos do que as variedades de ponta convencionais. Apesar das promessas, o transgénico mais cultivado no mundo, a soja, tem uma produtividade reduzida face à soja convencional que pode atingir os 10% de quebra (400 kg por hectare).*7 O maior estudo europeu*8 sobre a matéria, realizado em Espanha, verificou que há mais regiões onde o milho transgénico não dá mais lucro face ao convencional do que o contrário.
3. Os transgénicos aumentam o uso de pesticidas
"A promessa era de que íamos usar menos químicos e obter mais produção. Mas deixem-me dizer-vos que nada disso é verdade."*9
Bill Christison, presidente da Associação Americana de Agricultura Familiar
• Dados publicados pelo Departamento de Agricultura americano*10 mostram que nos Estados Unidos as culturas transgénicas conduziram a um aumento - e não a uma redução - da aplicação de pesticidas, quando comparadas com culturas convencionais.
4. Há maneiras melhores de alimentar o mundo
"Actualmente já sabemos que quase todos os problemas que [os transgénicos] dizem que vêm resolver podem ser solucionados em poucos dias, se houver vontade política adequada."
Hans Herren, director geral do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia do Insecto, Quénia, e vencedor do Prémio Mundial da Alimentação de 1995
• Em 2008 foi publicado o maior estudo*11 jamais realizado sobre a agricultura mundial, financiado pelas Nações Unidas e Banco Mundial. No seu relatório final, compilado por mais de 400 especialistas de todo o mundo ao longo de quatro anos e ratificado já por 58 países, concluiu-se que os transgénicos têm pouco a oferecer à agricultura no que toca aos grandes desafios futuros: reduzir a pobreza, matar a fome, fazer frente às alterações climáticas e preservar a biodiversidade. Ainda segundo este documento, existem soluções melhores que podem desde já ser postas em prática. Haja vontade política.
5. Estão disponíveis outras e melhores tecnologias agrícolas
"Está a acontecer uma revolução silenciosa na área do mapeamento dos genes, que nos ajuda a entender melhor as variedades agrícolas. Isto já é uma realidade actualmente, e pode ter muito mais impacto na agricultura [do que os transgénicos]."*12
Prof John Snape, director do departamento de genética agrícola do Centro John Innes, Reino Unido
• A gestão integrada, o recurso a variedades tradicionais e outras metodologias de baixo consumo de recursos, incluindo a agricultura biológica, têm-se mostrado altamente eficazes no controlo de pragas, na minimização da poluição e na obtenção de uma produtividade sustentável ao longo do tempo.*13 Outras abordagens não-transgénicas para o melhoramento de variedades, como a selecção assistida por marcadores, têm grande potencial para contribuir para a melhoria futura da produtividade sem os perigos que a engenharia genética implica.*14
6. Está por demonstrar a segurança dos alimentos transgénicos
"Estamos a ser confrontados com a tecnologia mais poderosa que o mundo alguma vez conheceu, que está a ser generalizada rapidamente e sem praticamente nenhuma preocupação quanto às suas consequências."
Dra Suzanne Wuerthele, toxicóloga da Agência de Protecção Ambiental do governo americano
• A engenharia genética é uma técnica rudimentar e imprecisa de introduzir material genético (de vírus, bactérias, ou mesmo genes sintéticos) em plantas agrícolas. As consequências biológicas são, por definição, imprevisíveis, e nenhum dos transgénicos em circulação em Portugal foi objecto de qualquer estudo sobre os seus efeitos na saúde humana, quer a longo prazo, quer nas próximas gerações, apesar de serem testes obrigatórios previstos na legislação europeia. Alguns estudos preliminares de curta duração já detectaram efeitos preocupantes.*15 Existe um único estudo*16 sobre os efeitos directos em pessoas que comem transgénicos, onde se verificou que as bactérias do intestino incorporaram os transgenes provenientes da soja.
7. Os transgénicos tornaram-se invisíveis
"Cada europeu come diariamente uma dose de transgénicos."*17
Mike Mack, director geral executivo da Syngenta, a propósito do uso de transgénicos nas rações pecuárias
• A carne, ovos, leite e lacticínios dos animais alimentados com os milhões de toneladas de rações transgénicas que entram anualmente na União Europeia não têm de ser rotulados. Já há estudos científicos que demonstram que, quando os transgénicos são usados nas rações animais, é possível detectar material transgénico nos alimentos.*18 Nada garante a segurança de tais produtos.
8. Ninguém está a monitorizar o impacto dos transgénicos na saúde
"Nas actuais condições de montorização, quaisquer novas consequências negativas para a saúde teriam de ser um disastre monumental para se tornarem detectáveis."*19
Ben Miflin, previamente director do Instituto de Culturas Aráveis, Rothamsted, Reino Unido, e um defensor dos benefícios potenciais dos transgénicos
• Tem sido argumentado que os americanos comem transgénicos há uma década sem que surjam consequências. Mas nos Estados Unidos os transgénicos não são rotulados e não há estudos para detectar eventuais efeitos. Noutros escândalos alimentares, como por exemplo o das gorduras hidrogenadas, demorou décadas até se perceber e conseguir demonstrar que estavam a causar milhões de mortes entre os consumidores.*20
9. A coexistência entre agriculturas com e sem transgénicos é impossível
"Em relação aos transgénicos, estamos todos de acordo: não se consegue controlar a disseminação. Portanto não vamos correr esse risco."*21
Jean-Louis Borloo, Ministro francês da ecologia e do desenvolvimento sustentável
"Segundo o especialista [Joel Figueiredo, fundador e dirigente da Associação Nacional de Produtores de Milho e gerente da Cooperativa de Coimbra], uma parte importante das produções tradicionais de milho acaba por ser contaminada pela «polinização cruzada», sendo assim difícil encontrar milho que não contenha mais ou menos genes dos OGM."
Diário de Coimbra, 14 de Setembro de 2007
"Se algumas pessoas conseguirem o direito a cultivar e vender transgénicos, a consequência vai ser que em breve ninguém vai ter o direito a cultivar, vender e comer sem transgénicos. É uma escolha irreversível, como a introdução de coelhos na Austrália: uma vez feito, não pode ser desfeito."*22
Roger Levett, eticista e especialista em desenvolvimento sustentável
• A contaminação da produção convencional e biológica pelos transgénicos está a aumentar. Nos Estados Unidos, o cultivo experimental por um único ano de uma determinada variedade de arroz transgénico, não autorizado para venda, levou à contaminação generalizada da produção comercial de arroz longo e até das linhagens pré-comerciais.*23 No Canadá, a produção biológica de colza foi praticamente eliminada devido à contaminação por colza transgénica.*24 E em Espanha, um estudo recente verificou que o milho transgénico está a conduzir a uma redução drástica na produção biológica deste cereal.*25
10. As empresas dos transgénicos não são de confiança
"Os agricultores estão a ser processados por ter transgénicos na sua propriedade que eles não compraram, não querem, não vão usar, nem podem vender."*26
Tom Wiley, agricultor do Dakota do Norte, Estados Unidos
"A lista de acusações é horrífica, inexorável e convincente. A empresa multinacional Monsanto, que vende 90% dos transgénicos, mente em larga escala a muita gente e até ao mundo inteiro, com grande sucesso. Esse é o poder que o dinheiro e que o apoio, aparentemente ilimitado, do governo americano, conseguem atingir. Mas quem viu o documentário extraordinário 'O Mundo segundo a Monsanto' de Marie-Monique Robin já sabe isso tudo."
Le Monde, jornal francês
• As grandes multinacionais da engenharia genética têm um cadastro marcado pela mentira, contaminação, envenenamento e corrupção.*27 As sementes transgénicas são vistas como uma excelente oportunidade de negócio porque lhes permitem obter patentes e, assim, conseguir um monopólio sobre o que o mundo pode ou não cultivar e comer. Os agricultores que são apanhados a guardar sementes transgénicas da sua produção para voltar a semear no ano seguinte são arrastados para tribunal e daí para a falência. Isto passa-se mesmo quando esses transgénicos aparecem nos campos através de contaminação acidental devido ao vento ou aos insectos.*28
* REFERÊNCIAS
1. “Hope for Africa lies in political reforms”, Daniel Howden, The Independent, 8 Setembro 2008.
2. “GM: it's safe, but it's not a saviour”, Rob Lyons, Spiked Online, 7 Julho 2008.
3. “A Note on Rising Food Prices”, Donald Mitchell, World Bank report, 2008.
4. “Feed a company, starve a country”, Meredith Niles, Grist Magazine, 11 Novembro 2008.
5. “Genetic engineering - a crop of hyperbole”, Doug Gurian-Sherman, The San Diego Union Tribune, 18 Junho 2008.
6. “The adoption of bioengineered crops”, US Department of Agriculture Report, Maio 2002.
7. “Glyphosate-resistant soyabean cultivar yields compared with sister lines”, Elmore, R.W. et al., Agronomy Journal, Vol. 93, No. 2, 2001, pg. 408-412
8. “Bt corn in Spain - the performance of the EU's first GM crop”, Gómez-Barbero et al., Nature Biotechnology, Vol. 26, 2008, pg. 384-386.
9. “Family Farmers Warn of Dangers of Genetically Engineered Crops”, Bill Christison, In Motion magazine, 29 Julho 1998.
10. “Genetically engineered crops and pesticide use in the United States: The first nine years”, Benbrook, C., BioTech InfoNet, Technical Paper No. 7, Outubro 2004. Disponível aqui; “Agricultural Pesticide Use in US Agriculture”, Center for Food Safety, Maio 2008, com dados do Departamento de Agricultura do governo federal dos Estados Unidos
11. “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
12. “Gene mapping the friendly face of GM technology”, Professor John Snape, Farmers Weekly, 1 Março 2002, pg. 54
13. Ver, por exemplo: “Feeding the world?”, J. N. Pretty, SPLICE, magazine of the Genetics Forum, Vol. 4, Agosto/Setembro 1998; ou “Organic agriculture and food security in Africa”, United Nations report, 2008, disponível aqui; ou ainda “International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development: Global Summary for Decision Makers (IAASTD)”, Beintema, N. et al., 2008. Acesso em Outubro de 2008.
14. “Marker-assisted selection: an approach for precision plant breeding in the twenty-first century”, Collard, B.C.Y. and D.J. Mackill, Phil. Trans. R. Soc. B, Vol. 363, 2008, pg. 557-572, 2008; “Breeding for abiotic stresses for sustainable agriculture”, Witcombe J.R. et al., Phil. Trans. R. Soc. B, 2008, Vol. 363, pg. 703-716
15. Aqui apenas alguns exemplos desses artigos: “Genetically modified soya leads to the decrease of weight and high mortality rate of rat pups of the first generation”, Ermakova I.V., EcosInform, Vol. 1, 2006, pg. 4-9; “Fine structural analysis of pancreatic acinar cell nuclei from mice fed on GM soybean”, Malatesta, M. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 47, 2003, pg. 385-388; “Ultrastructural morphometrical and immunocytochemical analyses of hepatocyte nuclei from mice fed on genetically modified soybean”, Malatesta, M. et al., Cell Struct Funct., Vol. 27, 2002, pg. 173-180; “Ultrastructural analysis of testes from mice fed on genetically modified soybean”, Vecchio L. et al., Eur. J. Histochem., Vol. 48, pg. 448-454, 2004; “A long-term study on female mice fed on a genetically modified soybean: effects on liver ageing”, Malatesta M. et al., Histochem Cell Biol., Vol. 130, 2008, pg. 967-977; “Effects of diets containing genetically modified potatoes expressing Galanthus nivalis lectin on rat small intestine”, Ewen S.W. and A. Pusztai, The Lancet, Vol. 354, 1999, pg. 1353-1354; “New Analysis of a Rat Feeding Study with a Genetically Modified Maize Reveals Signs of Hepatorenal Toxicity”, Séralini, G.-E. et al., Arch. Environ. Contam. Toxicol., Vol. 52, 2007, pg. 596-602.
16. “Assessing the survival of transgenic plant DNA in the human gastrointestinal tract”, Netherwood T. et al., Nature Biotechnology, Vol. 22, 2004, pg. 204-209.
17. “Syngentan is fighting an ideological battle”, Carl Mortished, The Times, 14 Fevereiro 2008.
18. “Detection of Transgenic and Endogenous Plant DNA in Digesta and Tissues of Sheep and Pigs Fed Roundup Ready Canola Meal”, Sharma, R. et al., J. Agric. Food Chem., Vol. 54, No. 5, 2006, pg. 1699-1709; “Assessing the transfer of genetically modified DNA from feed to animal tissues”, Mazza, R. et al., Transgenic Res., Vol. 14, No. 5, 2005, pg. 775-784; “Detection of genetically modified DNA sequences in milk from the Italian market”, Agodi, A., et al., Int. J. Hyg. Environ. Health, Vol. 209, 2006, pg. 81-88.
19. "Long-term effect of GM crops serves up food for thought", Butler, D. et al., Nature, Vol. 398, pg. 651-653, 1999.
20. “Trans Fats: The story behind the label”, Paula Hartman Cohen, Harvard Public Health Review, 2006.
21. "La France s'oriente vers un gel des cultures d'OGM", Jakubyszyn, C. et al., Le Monde, 20 de Setembro de 2007
22. "Choice: Less can be more", Levett, R., Food Ethics magazine, Vol. 3, No. 3, Autumn 2008, p. 11.
23. “Risky business: Economic and regulatory impacts from the unintended release of genetically engineered rice varieties into the rice merchandising system of the US”, Blue, Dr E. Neal, relatório para a Greenpeace, 2007.
24. “Seeds of doubt: North American farmers' experience of GM crops”, Soil Association, 2002.
25. “Coexistence of plants and coexistence of farmers: Is an individual choice possible?”, Binimelis, R., Journal of Agricultural and Environmental Ethics, Vol. 21, No. 2, April 2008
26. “Monsanto 'Seed Police' Scrutinize Farmers”, Stephen Leahy, InterPress Service, 15 Janeiro 2004.
27. Ver, por exemplo, o filme de Marie-Monique Robin, “Le Monde Selon Monsanto” (O Mundo segundo a Monsanto), ARTE, 2008; e a página da associação Coalition Against Bayer Dangers.
28. A Monsanto já lançou muitas acções em tribunal contra agricultores. Ver relato detalhado por exemplo em "Monsanto versus US Farmers".
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Identificações: ZONA LIVRE de OGM
domingo, 10 de agosto de 2014
Todo o mundo, ou quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, a canção Amazing Grace (algo como Surpreendente Graça ), que é uma música tradicional britânica. O que a maioria não sabe (eu não sabia) é que essa canção foi composta por um cidadão britânico de nome John Newton, no século dezoito, depois de uma conversão religiosa. Ele havia começado uma carreira na Marinha Real, mas abandonou-a para se tornar traficante de escravos. Conta-se que, numa das suas viagens, seu navio foi atingido no mar alto por uma tempestade. Newton, então, deu-se conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou fervorosamente a Deus. A graça aconteceu: ele conseguiu escapar são e salvo com o seu navio. Movido por aquilo, Johnn começou a ler o clássico cristão Imitação de Cristo , de Thomas Kempis, e ainda tocado pela Luz que o havia despertado interiormente, mudou a sua vida, libertou todos os escravos que venderia e passou a ser um lutador anti-esclavagista. Compôs, então, a canção Amazing Grace, como agradecimento e testemunho do que se havia passado com ele, no seu encontro com Deus. É esta canção que você ouve (e vê) no vídeo anexo, que mostra uma apresentação da mesma pelos meninos do incrível grupo vocal Il Divo, interpretando essa canção emocionante em pleno Coliseu, em Roma, onde, no passado, tantas pessoas perseguidas, maltratadas e escravizadas (inclusive cristãos), encontraram um fim trágico e cruel. Conhecendo a história, podemos apreciar ainda mais Amazing Grace e a sua interpretação única dos talentosos Il Divo ... e ver como uma admirável graça pode estar-nos procurando sem que a percebamos, sem que nos abramos sinceramente a ela, sejamos cristãos ou não. Até porque Cristo não é propriedade dos cristãos, mas está em tudo e em todos... sempre ...
OS ACTIVOS DA FAMÍLIA ESPÍRITO SANTO
Herdade da Comporta
(onde, candidamente, iam brincar aos pobrezinhos) com uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.
Industria hoteleira
Possui 14 unidades hoteleiras (Tivoli, Hotels & Resorts), todos de 4 e 5 estrelas. No Brasil 2 unidades ( S.Paulo e Praia do Forte em S.Salvador da Baía). Em Portugal 12 unidades (6 no Algarve, 3 em Lisboa, 2 em Sintra e um em Coimbra). Tem uma oferta total de 3000 quartos.
Operador Turístico
Tem mais de 50 balcões espalhados pelo País. A actividade alarga-se até Angola, Itália e Espanha. Opera com as marcas Top Atlântico, Carlson Wagonlit e BCD Travel. Detém a operadora online Netviagens. ES Bank no Panamá (acrescento eu), que o Estado tomou conta da Administração, não nacionalizou!
Portucale
Proprietários da herdade Vargem Fresca (Ribatejo) com cerca de 510 hectares, alberga dois campos de golfe, Ribagolfe I e II. A Portucale esteve envolvida num escândalo em conjunto com o governo Santana Lopes/Durão Barroso/Paulo Portas, acerca de um abate ilegal de sobreiros, autorizado às pressas e após terem perdido as eleições para o PS. Conta-se, que na altura o CDS teria recebido um milhão de euros e justificado ter sido oferecido por diversos donativos de militantes, entre eles, o muito glosado MANUEL LEITE DO REGO. Esta Propriedade foi destacada da Companhia das Lezírias (do Estado), com o argumento/justificação de que iriam ali plantar novas espécies arbóreas!!! Éra bom, conveniente, que alguém fizesse uma investigação sobre a forma como esta propriedade foi transacionada. Como foi retirada ao Estado, a que preço!
Espirito Santo Saúde
O grupo tem cerca de 18 unidades clínicas, 1200 camas e cerca de 9000 funcionários. Os três principais hospitais são o da Luz, em Lisboa, o da Arrábida, em Vila Nova de Gaia e o Beatriz Ângelo, em Loures.
Fazendas no Brasil
O Grupo Espírito Santo tem duas grandes fazendas no interior do Brasil. Uma no Estado de S. Paulo com 12 mil hectares, mais propriamente em Botucatu, chamada Fazenda Morrinhos. Produz, laranjas, limões, eucalipto e cana de açúcar.
A outra, é a Fazenda Pantanal de Cima, no estado de Tocatins, com uma área de 20 000 hectares, 3 mil dos quais asseguram produção de arroz no verão e de soja no inverno.
Herdade no Paraguai
É a maior herdade do Grupo, Estende-se por cerca de 135 mil hectares, no Paraguai. Este terreno tem uma dimensão equivalente à do quinto maior concelho do País (Uma área onde caberiam 16 Lisboas) Alberga mais de 53 mil cabeças de gado e possui 75 mil hectares de pastagens, 12 mil hectares de floresta e 5 mil de cultivo agrícola, nomeadamente de soja e algodão.
Atlantic Meals - Agroalimetar
Produz arroz, milho e alimento para crianças, como as farinhas sem glúten. Tem três unidades industriais em Portugal (Coruche, Biscainho e Alcácer do Sal) e uma outra em Sevilha. Opera com as marcas Ceifeira, Sorraia, Atlantic e Atlantic Le Chef. A Atlantic Meals é fornecedora das indústrias cervejeira e agroalimentar. Tem uma capacidade de secagem de arroz e milho de 50 mil ton. ano.
Espirito Santo Property Brasil
É a empresa imobiliária do grupo no Brasil associada à OA (Oscar Americano), com vários projectos residenciais, de comércio, parques logísticos, escritórios e loteamento. As actividades principais são em S.Paulo, onde desenvolve projectos imobiliários emblemáticos, como o complexo Villa Lobos, com área comercial e residencial, ou a Alameda dos Pinheiros. Tem expandido a actividade a outros estados brasileiros, como é o caso da Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Baía. Já concretizou empreendimentos fora do Brasil, como é o caso do edifício Plaza Miami, no centro desta cidade norte americana, um prédio com uma área total de 120 mil metros quadrados com área residencial, escritórios e hotel.
Espirito Santo Property (Portugal)
É um dos maiores promotores imobiliários de Portugal. Vocacionado para o segmento alto, a empresa foi criada com o nome Espart, designação que acabou por ser alterada em Novembro do ano transacto. Um dos primeiros grandes trabalhos foi o desenvolvimento da Quinta do Patiño, no Estoril (onde está o Dias Loureiro e o Rendeiro), transformando um antigo palácio e respectivos jardins numa das áreas mais exclusivas de Portugal. Conta além disso, no seu portfólio, com edifícios em Lisboa, com o nº. 15 da Rua Castilho e o 238 da Avª. da Liberdade, o Ivens 31, no Chiado e o Parque dos Príncipes, em Telheiras. E tem as residências do Palácio Estoril, a Quinta do Peru, em Azeitão, as Casas de São Francisco, em Santiago de Cacém, o Oeiras Golf & Residence, o Doro Atlantic Garden, em Gaia e as Quintas D'Al-Gariya, em Portimão, entre outros edifícios.
Companhia de Seguros Tranquilidade
Valor de activos sob gestão 800 (oitocentos) milhões de Euros.
Banco Espirito Santo
A GALINHA DOS OVOS DE OURO.
Não consta neste rol, as "poupanças estratégicas" eventualmente acantonadas em offshore´s (do BES/Angola, não se sabe onde param, cerca 5,7 mil milhões de $USA).
Sabe-se é que:
O BES/Portugal, emprestou 3 mil milhões de Euros. ao BES/Angola, os quais, dizem, estão perdidos.
O BES emprestou ao Grupo Espirito Santo 1 200 milhões de €. Com insolvência deste grupo, a liquidação desta verba é um sonho.
A Caixa Geral de Depósitos, desembolsou 300 milhões de €, recebendo como garantia as acções do grupo, nesta altura do campeonato valem um grandíssimo ZERO. A C.G.D. (empresa pública), empresta 300 milhões de €? E quem será o responsável? Logicamente a ministra das finanças. Estão todos calados que nem ratos...
No cômputo geral, a exposição de empresas portuguesas no Espírito Santos Financial Group (maior accionista do BES), é de cerca 5 000 milhões de € (cinco mil milhões de euros).
Ao ser aceite o pedido de protecção de credores e/ou em alternativa ser declarada a insolvência deste grupo, lá vem mais um "tsunami" financeiro (Quando o mar bate na rocha quem se lixa, quem é?, quem é?: Obviamente o mexilhão).
No meu mail de cinco do corrente, aconselhava a quem tivesse muita fé, a pôr uma velinha aos pés daN.S.de Fátima e que rezassem muito e com toda a veemência, a fim de não ser outra vez o "mexilhão" a pagar estes desmandos. Hoje, não peço que ponham uma velinha mas sim uma palete delas e não rezem, acampem na igreja e se possível, peçam acompanhamento pelo Duarte Lima.
A desgraça deste país é o sistema bancário e tudo o que rodeia. Não foi esta oligarquia, com o conforto do sr. governador do Banco de Portugal e do residente de Belém os incentivadores da chamada do FMI? com que objectivo? O objectivo era a salvação das suas casas bancárias, as maiores causadores da dívida soberana, hoje sobejamente sabido, ser ela mais privada do que pública em detrimento do povo português, vilmente sacrificado, para satisfação da ambição destes malandros.
Enoja, ver, ler e ouvir os mais diversos gurus do regime, tentar minimizar os desmandos desta "troupe". No entanto, o excremento é tanto, que a carpete da "sopeira", já não tem capacidade para acolher tanto lixo e este, já incontrolavelmente, é exposto à saciedade.
Onde estarão as críticas do Marcelo Rebelo de Sousa (cardeal Richelieu) e de Sousa Tavares? O primeiro tem como companheira, há longuíssimos anos, Rita Berta Cabral, administradora não executiva do BES e um dos três membros da Comissão de Vencimentos do BES, entre 2008/2012. Assíduo acompanhante de Ricardo Salgado nas férias no Mediterrâneo. Os netos do segundo (Sousa Tavares), são os mesmos netos do sr. Ricardo Salgado.
Em súmula, que tem o sr. Cavaco Silva e o Governo a comentar sobre estas turbulências? Terão o moral suficiente para tomar decisões adequadas e criticar o seu aliado mais forte no derrube do governo anterior? Já começa a ser trágico (para o povo português) o constante envolvimento destas entidades com esta pirataria bancária. E o que é constrange mais, desde o mais brilhante quadro até ao mais humilde servente? O saber-se que esta gente vai usufruir de chorudas pensões de reforma e passam incólumes perante esta (in)justiça portuguesa.
Por fim, descobriu-se um novo super-homem, Vítor Bento. Este sr. foi convidado para presidir à administração do BES (antes tinha sido convidado para ministro das finanças. Declinou (sempre é melhor banqueiro que ministro) e assim avançou outro super-homem Vítor Gaspar (...afinal havia outro..."vítoraf" ... como diz uma famosa canção), o que me leva a acreditar que o Vítor (Gaspar), não era tão super como os "gurus do regime" nos quiseram vender e este (Bento) será?
Desconfio e muito. Para já, o sr. Vítor Bento (protegido do Catroga) não tem qualquer experiência bancária. Teremos que acreditar na sua perspicácia e inteligência e apesar de lhe conceder o benefício da dúvida nestes requisitos, não acredito nele. E porquê? Quando este individuo afirma e reafirma que a actual situação económica/financeira tem por culpado primário o POVO PORTUGUÊS, por ter VIVIDO ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES, vai agora presidir a uma entidade, testemunho vivo, contrário à sua pseudo-teoria.
Estoril Sol - Um caso escandaloso, um roubo!!!!!
To: Gabinete do Primeiro Ministro ; Ministro das Finanças ; Presidência da República
Cc: Grupo Parlamentar "Os Verdes" ; Grupo Parlamentar do CDS- PP ; Grupo Parlamentar do PCP ; Grupo Parlamentar do PS ; Grupo Parlamentar do PSD
Foram hoje (?) publicadas, no site da CMVM, as contas respeitantes a 30/09/2013 da “Estoril Sol” ( Casinos do Estoril, de Lisboa-Expo, e da Póvoa de Varzim). Têm elementos muito curiosos:
- A empresa fechou o 3º Trimestre com lucros de 1.258.281 €;
-As receitas diminuíram 5% face às da mesma data de 2012. No entanto,fazendo uma análise mais fina, constata-se que caíram 7% as respeitantes às “slot-machines” e subiram 2% as respeitantes ao jogo bancado (bacará, gamão, etc);
-No total de 137.771.294 € de receita contabilizada, 42% respeitam ao Casino de Lisboa,37% ao Casino Estoril e 21% ao Casino da Póvoa;
- Os benefícios fiscais recebidos ascendem a 2.333.516 € ( 1,8% do total da receita e perto do dobro do lucro registado).Os benefícios foram atribuídos como apoio do Estado à renovação dos equipamentos de jogo e 405.000€ como apoio do Estado à “animação realizada”.
É bastante estranho! O Governo corta nas pensões mais baixas de viúvas e viúvos de poucas centenas de euros e concede benefícios de milhões para a renovação de “slot machines” e para os espetáculos realizados nos Casinos!
Tenho cá uma esperançazinha que o povo está quase a acordar desta letargia em que se tem mantido….
quinta-feira, 31 de julho de 2014
"Sermão do Bom Ladrão" (bem actual)
"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.
Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."
Padre António Vieira
Eduardo Galeano: "Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?" O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças
Por Eduardo Galeano
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

Eduardo Galeano: “Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou”
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.Leia também
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Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.
E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.
Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
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