Há muito tempo que não ia a Lamas, aldeia situada a 18 km de Coimbra, terra de meu pai. Foi o adeus á minha tia Caçilda que me levou a passar por aquelas paisagens já tão distantes da minha memória. Mas, antes do adeus, tive um momento quase de encantamento, que me fez esquecer o poder da morte e me levou a acreditar na força maior da vida, na solidariedade genuína, porque são os gestos simples, como os que vou contar, que ainda me surpreendem e me fazem emocionar. Cheguei a Coimbra às 13H00 e perguntei quando saía o autocarro para Lamas.
- Às 13H25, disseram-me, - Linha 13.
Esperei.13H25,13H30, na linha 13 não aparecia o autocarro. Aproximei-me de um grupo de motoristas e fiz novamente a pergunta.
- É comigo, disse um deles, é aquele carro ali que vai para Pousafoles, e despediu-se dos outros. Segui-o, olhei á volta e não vi mais ninguém. Subi e instalei-me à vontade. Saímos da garagem, eu e o motorista. Depositei as flores no banco do lado, olhei para trás e pareceu-me um autocarro enorme. Foi apenas um momento de quietude porque na paragem seguinte, na portagem, os passageiros apareceram, ou melhor, as passageiras. Assim que o motorista abriu a porta, diz-lhe uma senhora:
- Tenho aqui uma encomenda para lhe entregar, para Pousafoles, a rapariga que a deixou aqui disse que a mãe está lá na paragem, á espera, leva?
- Não levo, disse o motorista. Gerou-se um pequeno alvoroço.
- Então mas a mãe está lá á espera, a moça não podia cá ficar. Ó Maria, viste a rapariga não viste?
- Vi, disse a Maria.
- É amiga da Cristina não é?
- É, são amigas coitadinhas, pois são. Começaram as pessoas a entrar e a senhora que tinha a encomenda perguntou da rua:
- Está aí alguém que vá para Pousafoles? Não ia ninguém.
- E agora? Não vou deixar a encomenda da rapariga na rua.
- Olha lá, disse a Maria, há uma senhora que entra mais além, que é de Pousafoles, posso levá-la e ela entrega-lhe.
- E se ela não está lá ?- disse a outra.
- Há-de estar, pois se ela veio de manhã na camioneta, há-de voltar.
- Pois é, disse a outra, e isto também não há-de ser nenhuma bomba, e espreitou para o saco. De facto não era uma bomba.
- Pois isto há-de fazer falta à senhora, se a filha cá veio entregar, continuava. O motorista esperava pacientemente pela decisão do mulherio, se levavam ou não a encomenda.
- Olha, diz a que estava na rua, se ela não estiver lá, guarda-a e dás-ma depois.
- Pois claro, logo lha entregas, disse a Maria. Estava decidido! A encomenda seguia viagem. E não é que duas paragens mais á frente a tal senhora que ia para Pousafoles estava lá ?! ( Nem os serviços secretos fariam um controlo tão bem feito).
- Eu não a conheço, disse a Maria, mas que ela é de Pousafoles é. A senhora entra e ela logo lhe pergunta:
-Você não é de Pousafoles?
- Sou sim senhora.
- Tenho aqui uma encomenda, que a filha mandou para a mãe, que está à espera na paragem, você não se importa de a levar?
- Eu não conheço a pessoa mas o que é preciso é que esteja lá alguém para a receber.
- Há-de estar, pois se a filha a veio trazer. . . custa-lhe muito?
- Não custa nada.
- Obrigada. Pronto! Estava entregue a encomenda e por momentos fez-se silêncio na camioneta, sossegaram aquelas almas solidárias que por nada deste mundo deixariam de entregar a bendita. Tão bonito, pensei eu, na minha cidade corro para o autocarro, que ainda está na paragem, mas com a porta fechada, bato no vidro para que o motorista abra, mas ele arranca sem olhar para mim. Porque será? Lá seguimos viagem e descobri coisas que ainda não tinha visto, porque também aqui o progresso vai chegando. Vi estradas novas, pontes, novos pinheiros, embora poucos, no lugar daqueles que foram queimados, mas o que mais me encantou foram as gentes, também elas diferentes. Numa paragem mais á frente entrou um senhor que disse:
- Boas tardes para todos, e um coro de vozes respondeu:
- Boa tarde.
- Um bilhete para o Monte, por favor. Sentou-se atrás do motorista e quando chegámos ao Monte disse:
- Não se importa de me deixar aqui? Não vem mais ninguém. A camioneta parou no sítio pedido, porque a paragem era um pouco mais abaixo e não dava tanto jeito subir a ladeira porque as pernas já não ajudavam.
- Muito obrigado, disse.
- De nada, respondeu o motorista.
- Façam boa viagem, ainda se ouviu da rua. De dentro responderam:
- Que Deus o acompanhe. Eu continuava maravilhada com aqueles pequenos diálogos, tão esquecidos, tão bonitos! Cheguei a Lamas. Na paragem, a minha tia Augusta esperava por mim. Desci. Dentro do autocarro apenas ficou a senhora que ia para Pousafoles, e eu tenho a certeza absoluta que a encomenda foi entregue ao destinatário. Gostaria muito de voltar a fazer a mesma viagem, não pelas razões que me levaram á terra do meu pai, e, dessa vez, se houver alguém que queira mandar uma encomenda para Lamas, não se preocupem, eu própria a entregarei.
Carla Caetano
3/10/06
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Descubra porque consumir pimenta faz bem à saúde
Pesquisas científicas comprovam que a pimenta possui substâncias medicinais capazes de curar até cancros. O condimento picante ainda é considerado um vilão por muitas pessoas, que acreditam que seu uso pode trazer sérios problemas de saúde.
Seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que a pimenta deve ser evitada. Ela traz consigo alguns mitos, como por exemplo, o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróides. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto.
Os benefícios da pimenta vêm sendo investigados a todo o momento por especialistas para comprovarem, cientificamente, que o uso contínuo e moderado da pimenta faz bem à saúde. A substância química que dá à pimenta o seu carácter picante é exactamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.
ACÇÕES - A capsaicina e a piperina, substâncias picantes das pimentas, melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Elas possuem efeito carminativo (anti-flatulência) e estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.
Existem também estudos demonstrando a potente acção antioxidante (anti-envelhecimento) da capsaicina e piperina. A pimenta possui até propriedades anti-câncer.
Fonte da pesquisa: http://www.ecoengenho.org.br



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Para que a memória não se apague…
Fez no passado dia 27 de Fevereiro, 60 anos, o Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs . Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.
O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida.
A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra, mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso.
Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado, e só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.
O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento. O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substancial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %. A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida. O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983.
Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.
Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial, o que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de divisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.
Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais.
Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Humanidades . . .
. . . do que os Homens podem e deveriam ser capazes , sempre ! Por tudo "isto" , valeu a pena . . . "ter andado por cá" . . .
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA !
1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Euro-zona rejeita Medusa como negociadora grega:"Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Maratona.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Euro-zona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hetero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. O Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-abrigo.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos gregos!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
As Cinquenta Sombras de Grey em versão Alentejana
Quatro alentejanos costumam ir pescar há muitos anos, sempre na mesma época, montando um acampamento para o efeito.
Este ano, a mulher do João bateu o pé e disse que ele não ia. Profundamente desapontado, telefonou aos companheiros e disse-lhes que, desta vez, não podia ir porque a mulher não deixava.
Dois dias depois, os outros chegaram ao local do acampamento e, muito surpreendidos, encontraram lá o João à espera deles e com a sua tenda já armada.
- Atão, João, comé que conseguisti convencer a tua patroa a deixar-te viri?
- Bêm, a minha mulheri tên estado a ler "As Cinquenta Sombras de Grey" e, ontem à nôte, depois de acabar a última página do livro, arrastô-me para o quarto. Na cama, havia algemas e cordas!
Mandô-me algemá-la e amarrá-la à cama e opois disse: Agora, faz tudo o que quiseres...
E ê ... VIM PESCARI !!!
sábado, 7 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
MOMENTOS DE MAGIA . . . À Beira Mar
Do meu posto de vigia, junto ao mar, não vejo só cantores aflitos. Por vezes, também assisto a momentos de magia e nem sempre a minha leitura é um momento de concentração porque os sons que vêm da esplanada acabam por desviar a minha atenção para o que se passa à minha volta.
Em frente ao banco onde me sento, existe um muro que protege a esplanada da falésia e aí costumam poisar as pombas que observam com algum desdém o voo picado e gracioso das gaivotas. Incapazes de maiores proezas preocupam-se em procurar alimento deixado ao acaso por quem passa.
Atrás de mim, na esplanada, estava um casal com uma filha pequena e em cima do muro tinha pousado uma pomba que sem se atrever a voar, pelo espaço aberto que tinha à sua frente, como as destemidas gaivotas, se debruçou no muro de cabeça para baixo, em perfeito equilíbrio mas, para quem olhasse, numa posição de autêntico suicídio. Foi o que deve ter parecido à pequenita que disse aflita para o pai:
-Pai, pai, olha, a pomba vai cair!
O pássaro alheio à aflição da menina esticava o pescoço para fora do muro, espreitando, talvez, alguma lagartixa que por ali andasse a tomar banhos de sol.
Numa atitude de puro divertimento o pai resolve brincar com a filha e diz num jeito teatral:
Ó pomba, não! Não faças isso, pensa nos teus familiares, pensa nas pessoas que gostam de ti.
A pomba recuou na sua posição e entreteve-se a procurar umas migalhas que estavam caídas por ali.
A menina ria-se encantada e não tirava os olhos do animal. Regressei à leitura e passados alguns momentos voltou a menina ao seu chamamento aflito:
Pai, pai, olha a pomba!
E o pai voltou a brincar, vendo que o pássaro tinha voltado à sua posição suicida.
Ó pomba, não! Não faças isso, há sempre uma solução, pensa nos teus amigos, não!
E a ave voltava para trás, naturalmente, cansada da posição em que se encontrava, saltitando à procura de alimento.
A menina ria-se agarrada ao braço do pai, a mãe sorria feliz e o mágico, esse, estava encantado com os momentos de alegria que proporcionava à sua filhota. Esta, provavelmente, iria guardar na sua memória, as palavras mágicas do pai, num certo passeio a Cascais.
Eu, sorria para mim, pensando naquele momento de uma família em perfeita harmonia.
E continuo a acreditar que são estes pequenos momentos que fazem de nós pessoas felizes.
Todos os dias, à hora do almoço, do meu posto de vigia, eu vejo a vida acontecer!
Carla
Outubro 2007
O Trovador e . . . a Pequena "Manif"
Ontem, pude sentir, ao vivo, pela 1ª vez, o verdadeiro sentido de uma manifestação de solidariedade por aqueles que julgando que nada têm, possuem um instrumento ( a voz) capaz de mover outras vozes e outras consciências, em sua defesa.
Passo a explicar:
Perto do sítio onde trabalho, há um recanto, junto ao mar, com várias esplanadas e onde normalmente venho ler, na minha hora do almoço. A clientela é, nesta altura do ano, maioritariamente estrangeira e aproveitando as mentes abertas desta gente, os vários tocadores de verão vão dando uso à sua criatividade. Mas este dia foi diferente.
Entendeu a Autoridade Municipal que era preciso licença para tocar e queria, à força, que o tocador solitário que ali se encontrava, fosse embora dali.
Ele, agarrado à sua viola, cantava: So, so you think you can tell….
A polícia insistia para os acompanhar, coisa que ele não estava na disposição de fazer. A conversa começou a subir de tom e dizia o trovador: Não me calo! Só estou a cantar! E dedilhava a viola cantando: How I wish, how I wish you were here…. Está a ameaçar-me? Vai bater-me?
E o agente de autoridade que falava ( eles eram 4) dizia: baixa a voz que eu não sou surdo.
Nas esplanadas, à volta, começou a gerar-se uma certa movimentação de cadeiras e mesas, pessoas a levantarem-se, máquinas fotográficas prontas a disparar.
A troca de palavras tornou-se mais feroz e um dos agentes afastou-se para ir buscar reforços, enquanto os outros tentavam imobilizar o trovador. Uma saraivada de assobios inundou a esplanada e as máquinas começaram a disparar. O nosso homem debatia-se como um leão e continuava a dizer: Eu sou livre de cantar! Está outra vez a ameaçar-me? Ouviram? Vocês são minhas testemunhas, ele disse que aqui não é lugar para apanhar porrada. Eles vão bater-me. E cantava, So, so you think you can tell….
Nesse momento, sorri pela coragem do trovador, mas temendo por dentro, pelo que se ia seguir depois.
Vieram reforços, com algemas nas mãos, que tentaram agarrar o infeliz que se tinha deitado no chão, agarrado à viola e a gritar. Das esplanadas vieram vendavais de uuuuhs e Shame on you! CNN, CNN, e as máquinas a disparar. Os agentes tentavam imobilizar o trovador e outro afastava a multidão que o apoiava. Um senhor de cabelos brancos, de dedo espetado na cara do polícia dizia: You can´t do this, he is just playing, he is just singing. Nice songs, dizia outro , shame on you.
O agente dizia: Para trás! ( Nunca deve ter ouvido Pink Floyd)
Levaram o homem de rastos, ao som de assobiadelas e mais uuuuhs. Passados uns segundos a nossa vida voltou à normalidade, e eu acho que a manifestação teria sido completa, se tivéssemos resgatado o trovador das mãos da autoridade e cantado com ele:
…há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
Olhei para o meu livro, que estava fechado, para ter a certeza que não estava a ler ficção. Não, não era, isto foi real, aconteceu ontem, em Cascais, na minha hora de almoço!
Mas, hoje, fiquei feliz! De volta ao meu posto de vigia, reparei que o trovador tinha voltado. Não havia sinais de violência. Ele tinha um sorriso no rosto e cantava para a sua plateia: .. I wonna know, Have you ever seen the rain, I wonna know…
E assim, voltou a estar tudo no seu devido lugar!
Carla
Outubro 2007
Passo a explicar:
Perto do sítio onde trabalho, há um recanto, junto ao mar, com várias esplanadas e onde normalmente venho ler, na minha hora do almoço. A clientela é, nesta altura do ano, maioritariamente estrangeira e aproveitando as mentes abertas desta gente, os vários tocadores de verão vão dando uso à sua criatividade. Mas este dia foi diferente.
Entendeu a Autoridade Municipal que era preciso licença para tocar e queria, à força, que o tocador solitário que ali se encontrava, fosse embora dali.
Ele, agarrado à sua viola, cantava: So, so you think you can tell….
A polícia insistia para os acompanhar, coisa que ele não estava na disposição de fazer. A conversa começou a subir de tom e dizia o trovador: Não me calo! Só estou a cantar! E dedilhava a viola cantando: How I wish, how I wish you were here…. Está a ameaçar-me? Vai bater-me?
E o agente de autoridade que falava ( eles eram 4) dizia: baixa a voz que eu não sou surdo.
Nas esplanadas, à volta, começou a gerar-se uma certa movimentação de cadeiras e mesas, pessoas a levantarem-se, máquinas fotográficas prontas a disparar.
A troca de palavras tornou-se mais feroz e um dos agentes afastou-se para ir buscar reforços, enquanto os outros tentavam imobilizar o trovador. Uma saraivada de assobios inundou a esplanada e as máquinas começaram a disparar. O nosso homem debatia-se como um leão e continuava a dizer: Eu sou livre de cantar! Está outra vez a ameaçar-me? Ouviram? Vocês são minhas testemunhas, ele disse que aqui não é lugar para apanhar porrada. Eles vão bater-me. E cantava, So, so you think you can tell….
Nesse momento, sorri pela coragem do trovador, mas temendo por dentro, pelo que se ia seguir depois.
Vieram reforços, com algemas nas mãos, que tentaram agarrar o infeliz que se tinha deitado no chão, agarrado à viola e a gritar. Das esplanadas vieram vendavais de uuuuhs e Shame on you! CNN, CNN, e as máquinas a disparar. Os agentes tentavam imobilizar o trovador e outro afastava a multidão que o apoiava. Um senhor de cabelos brancos, de dedo espetado na cara do polícia dizia: You can´t do this, he is just playing, he is just singing. Nice songs, dizia outro , shame on you.
O agente dizia: Para trás! ( Nunca deve ter ouvido Pink Floyd)
Levaram o homem de rastos, ao som de assobiadelas e mais uuuuhs. Passados uns segundos a nossa vida voltou à normalidade, e eu acho que a manifestação teria sido completa, se tivéssemos resgatado o trovador das mãos da autoridade e cantado com ele:
…há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
Olhei para o meu livro, que estava fechado, para ter a certeza que não estava a ler ficção. Não, não era, isto foi real, aconteceu ontem, em Cascais, na minha hora de almoço!
Mas, hoje, fiquei feliz! De volta ao meu posto de vigia, reparei que o trovador tinha voltado. Não havia sinais de violência. Ele tinha um sorriso no rosto e cantava para a sua plateia: .. I wonna know, Have you ever seen the rain, I wonna know…
E assim, voltou a estar tudo no seu devido lugar!
Carla
Outubro 2007
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O ESCULTOR , OS BONECOS E O QUADRO
Os bonequitos lá partiram, saltitando alegremente, pelos trilhos da inocência, à procura das cores que melhor ilustrassem a tela que levavam debaixo do braço. Uns com melhor sorte, outros com maior dificuldade, foram experimentando as tonalidades de uma vida ainda sem côr, com mil promessas no olhar, cheios de esperança, cheios de ilusões.
Passou-se o tempo e os bonecos cresceram. Nas telas já surgiam vários traços, daquilo que viriam a ser as obras encomendadas pelo Mestre. Eram sonhos de cristal, em corações de prata, aguarelas de mil cores, na constante mutação dos tons, eram o Sol em posição vertical!
Lentamente, os anos foram passando. Os rabiscos inocentes deram lugar a traços complexos, a mistura de cores capazes de confundir a observação atenta de qualquer mestre. Alguns começavam a duvidar da sua capacidade para completar a pintura. Havia já pouco espaço na tela e pareciam dizer: Estamos perdidos!
Um dia, muito suavemente para uns, de repente para outros, os bonecos deram conta de que a corda que o Escultor lhes dera estava a acabar e assustaram-se. Lembraram-se que Ele lhes tinha falado em limite de tempo. E agora? Era altura de olhar o quadro e rever os detalhes. Que côr deveriam ter posto ali? Que pincel utilizado acolá? Já não havia tempo, tinham de regressar e, de tela ao peito, os bonecos, enfrentaram o Escultor murmurando: Mestre, um dia pediste-nos para pintarmos um quadro. Aqui o tens! Foi o melhor que soubemos fazer.
O Artista olhou-os um por um e disse: Não estão nada mal, cada um de vós trouxe-me um original. Vou ter de analisar obras de arte até à eternidade mas, até lá, vou continuar a fazer bonecos.
Carla Caetano
Outubro de 1999
Viver Sustentável: "Não beba água, beba cerveja" (link de matéria)
Viver Sustentável: "Não beba água, beba cerveja" (link de matéria): A matéria importantíssima e as fotos igualmente fortes vem do site Medium.com . Como a privatização da gestão da água, aliada ao descont...
Viver Sustentável: A forma como você se alimenta é um ato político
Viver Sustentável: A forma como você se alimenta é um ato político: Para a nutricionista Elaine de Azevedo, o consumo de orgânicos não está restrito à preocupação com a saúde por Mariana Melo — pub...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
CLARA
Bom dia, DIA!
Este é o meu mantra diário, assim que me levanto. Para me dar energias, para me limpar a mente das poeiras que vão ficando acumuladas. E o caminho que faço desde casa até à entrada do Metro já conhece o meu ritual. Baixinho, vou recitando agradecimentos por tudo de bom que me possa acontecer nesse dia. Pelo Sol, pela minha boa disposição, pelas rosas que florescem num jardim por onde passo, etc,etc.
De vez em quando , noto que algumas pessoas olham para mim e sorrio ao pensamento delas, que adivinho. Não, não estou doidinha, estou feliz, de bem com a vida, apesar de tudo.
E as coisas boas acontecem!
Entrei no Metro e sentei-me. Duas paragens mais à frente entrou uma senhora com uma criança que trazia um chupa-chupa. Para eu não ficar de pé com os meus sacos na mão, que nesse dia eram muitos, coloquei-os no chão e ofereci à criança , o meu colo.
Ela aceitou e ajeitou-se começando a falar comigo muito bem disposta.
Poisou a sua mãozita na minha e disse:
- A minha mão é mais pequena do que a tua.
- É verdade, a minha é muito grande.
- A minha é castanha e a tua é branca.
- Pois é, mas a tua é mais bonita, tens as unhas pintadas.
- Foi a minha tia.
-São da cor do teu chupa-chupa, cor-de-rosa.
- E da cor dos meus collans e esticou a pernita para eu ver uns collans brancos com uns lacinhos cor-de-rosa.
- Quantos anos tens? Contou pelos dedos.
- 1,2,3
Sabia as cores, sabia contar, sabia tudo.
De repente abriu a boca num bocejo comprido.
- Tanto soninho, disse eu.
- Pois é, vou dormir no teu colo.
- Então dorme.
Virou-se de lado e ajeitou-se no meu regaço , deitando a cabecita no meu peito.
Senti um calor dentro de mim. Ela, marota, levantou a cabeça e disse:
- Estou a dormir no teu colo.
- Que bom, faz ó-ó.
Ela voltou a aconchegar-se.
Ficámos assim alguns momentos, ela contente com o conforto do meu colo e eu feliz com o momento e com aquele abraço.
Algumas paragens depois , a mãe chamou-a:
- Anda, vamos embora.
Saltou do meu colo e eu despedi-me.
- Então adeus.
- Adeus, depois vens outra vez?
- Venho, amanhã venho outra vez.
Chamava-se Clara a menina que gostou do meu colo. É pouco provável que voltemos a encontrar-nos, é pouco provável que ela se recorde deste dia , mas eu ficarei sempre com a imagem daquele sorriso maroto , a dizer-me: - vou dormir no teu colo.
Dentro de mim voltei a murmurar baixinho: Bom dia, DIA!
Carla Caetano
12.05.2008
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Oh Susie !
Depois de um longo e agitado dia de trabalho, um homem sentou-se no comboio, recostou-se e fechou os olhos.
Quando o comboio saía da estação, a mulher que se sentara a seu lado, pegou no telemóvel e começou a falar alto:
-"Olá meu amor, aqui é a Susie, já estou no comboio... sim, eu sei, é o das seis e meia... não apanhei o das quatro e meia porque estive numa reunião que nunca mais acabava...
Nãooooo, não foi com o Leandro dos Recursos Humanos, foi com o meu chefe... Nãooooo amor, és o único da minha vida, tu sabes...... sim meu amor, amo-te tanto, bla, bla, bla, bla, bla,..."
Passados 15 minutos, a mulher continuava a falar, a falar, a falar, e sempre alto...
O homem, já cansado de a ouvir, aproximou-se dela, e com voz clara, disse quase encostado ao telemóvel:
- "Susie, desliga o telemóvel e volta para a cama!!!"
(Consta que Susie nunca mais usou o telemóvel na via pública...)
domingo, 25 de janeiro de 2015
JÁ LUTHER KING DIZIA QUE O SILÊNCIO DOS SENSATOS ERA A SUA GRANDE PREOCUPAÇÃO...
Uma perspectiva do Islão
O autor deste e-mail é dito ser o Dr. Emanuel Tanay, um conhecido e respeitado psiquiatra. Um homem cuja família pertencia à aristocracia alemã antes da segunda guerra mundial e era proprietário de uma série de grandes indústrias e propriedades.
Quando perguntado sobre quantos alemães eram verdadeiros nazis, sua resposta pode guiar nossa atitude em relação ao fanatismo: 'Muito poucas pessoas foram verdadeiras nazis', disse ele, 'mas muitos gostaram do regresso do orgulho alemão e muitos mais estavam demasiado ocupados para se importarem com isso?. Eu era um dos que pensavam que os nazis não eram mais que um bando de idiotas.
Assim, a maioria limitou-se a ficar sentada e a deixar tudo acontecer. E antes que nos apercebêssemos eles eram donos de nós, tínhamos perdido controlo da situação e tinha chegado o fim do mundo. Minha família perdeu tudo, eu acabei num campo de concentração e os aliados destruíram minhas fábricas.'
Tem-nos sido dito repetidas vezes por "especialistas" e "comentadores" que o Islão é uma religião de paz e que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. Ainda que esta afirmação possa ser verdadeira, ela é totalmente irrelevante. É treta sem sentido destinada a nos fazer sentir melhor e a minimizar o fantasma do alvoroço mundial em nome do Islão. Porém o facto é que são os fanáticos que mandam no Islão neste momento da história.
São os fanáticos que conduzem, são os fanáticos que empreenderam todas as 50 pungentes guerras no mundo, são os fanáticos que sistematicamente trucidam grupos cristãos ou tribais através da África e estão gradualmente tomando conta de todo o continente numa onda islâmica, são os fanáticos que bombardeiam, decapitam, assassinam em nome da lei, são os fanáticos que se vão apoderando das mesquitas, são os fanáticos que zelosamente espalham a tradição do apedrejamento e enforcamento das vítimas de violação e dos homossexuais, são os fanáticos que ensinam seus filhos a matar e a tornar-se bombistas suicidas.
Os factos, rigorosos e quantificáveis demonstram que a maioria pacífica, a 'maioria silenciosa', é cobarde e irrelevante.
A Rússia comunista era formada de russos que apenas queriam viver em paz, contudo os comunistas russos foram responsáveis pelo massacre de cerca de 20 milhões de pessoas. A maioria pacífica era irrelevante.
A enorme população da China também era pacífica, porém os comunistas chineses conseguiram matar uns 70 milhões de pessoas.
O japonês médio antes da segunda guerra mundial não era um sádico belicista. Todavia o Japão fez um percurso de assassinatos através do Sudeste Asiático numa orgia de matança que incluiu o sistemático abate de 12 milhões de chineses civis, mortos à espada, à pá e à baioneta.
E quem pode esquecer o Ruanda, que colapsou numa carnificina. Não poderíamos dizer que a maioria dos ruandeses eram 'amantes da paz'?
As lições da história são incrivelmente simples e claras, porém apesar de todo o nosso poder de raciocínio, falhamos a percepção dos pontos mais básicos e simples.
Os muçulmanos amantes da paz tornaram-se irrelevantes através do seu silêncio. Os muçulmanos amantes da paz tornar-se-ão nossos inimigos se não marcarem posição, pois que, à semelhança do meu amigo alemão, eles irão acordar um dia e descobrir que os fanáticos são seus donos e que o fim do seu mundo terá começado.
Alemães, japoneses, chineses, russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinianos, somalis, nigerianos, argelinos e muitos outros amantes da paz têm morrido porque a maioria pacífica não tomou posição até ser demasiado tarde. Quanto a nós que assistimos a todo este desenrolar, temos de prestar atenção ao único grupo que conta - os fanáticos que ameaçam nosso modo de vida.
Por último, quem quer que tenha dúvidas de que o problema é grave e simplesmente apague este e-mail sem o enviar, está contribuindo para a passividade que permite que o problema se intensifique. Por isso estique-se um pouco e retransmita esta mensagem uma e outra vez e ainda outra vez! Esperemos que milhares de pessoas em todo o mundo leiam isto, pensem nisto, e passem a mensagem.
Antes que seja tarde demais!
Império dos comentadores da TV
Não há crise para quem a comenta
«O império dos comentadores onde quem manda são os políticos» é o título de artigo de hoje no Público, que contém alguns números estonteantes.
Para começar este: «Se aos quatro canais generalistas se juntarem os canais de informação portugueses no cabo (RTP Informação, SIC Notícias e TVI24), é possível assistir a 69 horas de comentário político por semana. O equivalente a quase três dias completos em frente à televisão.» Que ninguém se queixe de falta de interesse das televisões pela política: mais do que isto só futebol!
Dos 97 comentadores com presença semanal na televisão, 60 são actuais ou ex-políticos. Sem espanto, em termos de número de comentadores, o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo PSD, seguido pelo PS e pelo CDS. E embora o PCP tenha mais deputados na Assembleia da República do que o Bloco, este está quantitativamente melhor representado.
Mas os números de facto impressionantes, se verdadeiros, são alguns (poucos) que são divulgados quanto à maquia que estes senhores levam para casa. E se não me suscita qualquer aplauso o facto de José Sócrates ter querido falar pro boneco na RTP, considero um verdadeiro escândalo que Marcelo Rebelo de Sousa ganhe 10.000 euros / mês (mais do que 20 salários mínimos por pouco mais de meia hora por semana a dizer umas lérias), Manuela Ferreira Leite metade disso e que Marques Mendes tenha preferido passar para a SIC por esta estação ter subido a parada da TVI que só lhe propunha 7.000. Claro que estamos a falar de estações privadas, em guerras de concorrência. Mas algo de muito estranho e esquizofrénico se passa num país quando o valor de mercado destes senhores é deste calibre. Estaremos em crise, mas comentá-la compensa e recompensa . . . e de que maneira!
AINDA HÁ MAIS
Os programas desportivos (trio de ataque, o dia seguinte, prolongamento,
contra golpe, etc ) têm comentadores que defendem interesses instalados
e não fazem análises honestas e isentas.
A maioria dos comentadores estrategicamente colocados são medíocres, intelectualmente desonestos e incompetentes.
Pasme-se . . . auferem uma média de 1250 euros por programa de uma hora,
ou seja, 5000 euros por mês...
domingo, 18 de janeiro de 2015
Tratamento caseiro para a Tosse
Um óptimo tratamento caseiro para acabar com a tosse com catarro é chá de canela em pau. Seu potencial curativo é potencializado quando a canela é usada em conjunto com o cravo-da-índia, limão e mel, porque ele ajuda a eliminar as secreções.
No entanto é aconselhado beber bastante água em temperatura ambiente várias vezes ao dia para acalmar a garganta e aliviar a tosse. Evitar ficar no vento e com os pés descalços também são recomendações que devem ser seguidas durante o tratamento para tosse.
Receita do chá de canela para acalmar a tosse
Esta receita de chá de canela é simples de fazer e só deve ser tomada no mesmo dia.
Ingredientes
1 pau de canela
3 cravos-da-índia
1 rodela de limão
1/2 litro de água
Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes num bule e deixe ferver por 5 minutos. Espere esfriar, coe, adoce com 1 colher de sopa de mel e beba 2 xícaras deste chá por dia.
A canela e o cravo-da-índia são bactericidas e ajudam a eliminar os micro-organismos causadores da tosse. Já o limão e o mel contêm propriedades expectorantes que ainda ajudam a fortalecer o sistema imune devido ao seu alto teor de vitamina C.
Este remédio caseiro só é contra-indicado para bebés com menos de 1 ano de idade, pois estes ainda não podem consumir o mel. Neste caso, pode-se recorrer à mesma receita, mas sem acrescentar o mel.
Remédio caseiro para tosse infantil
Um óptimo remédio caseiro para acabar com a tosse infantil, que persiste por mais algumas semanas após um episódio de gripe, é o suco puro da cenoura.
Ingredientes
1 cenoura de tamanho médio
Modo de preparo
Ralar a cenoura e colocá-la em um copo dentro da geladeira. Após alguns minutos, a cenoura irá largar um suco próprio. Coe e dê este suco à criança, misturado com a mesma quantidade de mel, várias vezes ao dia.
A cenoura contém altas doses de vitamina C e é antitússica, o que contribui para diminuir as crises de tosse na criança. Este é um excelente remédio caseiro para tosse nas crianças porque, além de ter propriedades anti-tússicas, é natural e tem sabor adocicado, sendo facilmente aceite pela criança.
Remédio caseiro para a tosse alérgica
A tosse alérgica é caracterizada por uma tosse seca persistente, que não está associada a gripes ou resfriados. Neste caso, um ótimo remédio caseiro para a tosse alérgica é o chá de urtiga.
Ingredientes
1 colher (de sopa) de folhas secas de urtiga
200 ml de água
Modo de preparo
Coloque a água em uma panela e deixe ferver, quando entrar em ebulição, apague o fogo e acrescente a urtiga. Tape a panela e espere amornar, coe e beba a seguir, podendo adoçar com 1 colher de mel. Tome 2 xícaras ao dia.
A urtiga é uma planta medicinal que contém propriedades anti-histamínicas e, por isso, combate as diversas alergias, sendo eficaz no combate à tosse seca, podendo ser utilizada até mesmo por crianças. No entanto, deve-se conversar com o pediatra antes de iniciar este tratamento, para se certificar de que se trata de uma tosse com fundo alérgico.
Mais sobre este assunto
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Solução Natural para Tosse
Ataque Cardíaco
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Das verdadeiras dificuldades da vida ninguém fala ! . . .
sábado, 10 de janeiro de 2015
Je ne suis pas Charlie
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Em primeiro lugar, eu condeno os atentados do dia do 7 de janeiro. Apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou um cara pacífico. A última vez que me envolvi em uma briga foi aos 13 anos (e apanhei feito um bicho). Não acho que a violência seja a melhor solução para nada. Um dos meus lemas é a frase de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobramos sinos: é por mim”. Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro. Ninguém merece. A morte é a sentença final, não permite que o sujeito evolua, mude. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem.
Após o atentado, milhares de pessoas se levantaram no mundo todo para protestar contra os atentados. Eu também fiquei assustado, e comovido, com isso tudo. Na internet, surgiu o refrão para essas manifestações: Je Suis Charlie. E aí a coisa começou a me incomodar.
A Charlie Hebdo é uma revista importante na França, fundada em 1970 e identificada com a esquerda pós-68. Não vou falar de toda a trajetória do semanário. Basta dizer que é mais ou menos o que foi o nosso Pasquim. Isso lá na França. 90% do mundo (eu inclusive) só foi conhecer a Charlie Hebdo em 2006, e já de uma forma bastante negativa: a revista republicou as charges do jornal dinamarquês Jyllands-Posten (identificado como “Liberal-Conservador”, ou seja, a direita européia). E porque fez isso? Oficialmente, em nome da “Liberdade de Expressão”, mas tem mais...
O editor da revista na época era Philippe Val. O mesmo que escreveu um texto em 2000 chamando os palestinos (sim! O povo todo) de “não-civilizados” (o que gerou críticas da colega de revista Mona Chollet – críticas que foram resolvidas com a saída dela). Ele ficou no comando até 2009, quando foi substituído por Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã – ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011.
Uma pausa para o contexto. A França tem 6,2 milhões de muçulmanos. São, na maioria, imigrantes das ex-colônias francesas. Esses muçulmanos não estão inseridos igualmente na sociedade francesa. A grande maioria é pobre, legada à condição de “cidadão de segunda classe”. Após os atentados do World Trade Center, a situação piorou. Já ouvi de pessoas que saíram de um restaurante “com medo de atentado” só porque um árabe entrou. Lembro de ter lido uma pesquisa feita há alguns anos (desculpem, não consegui achar a fonte) em que 20 currículos iguais eram distribuídos por empresas francesas. Eles eram praticamente iguais. A única diferença era o nome dos candidatos. Dez eram de homens com sobrenomes franceses, ou outros dez eram de homens com sobrenomes árabes. O currículo do francês teve mais que o dobro de contatos positivos do que os do candidato árabe. Isso foi há alguns anos. Antes da Frente Nacional, partido de ultra-direita de Marine Le Pen, conquistar 24 cadeiras no parlamento europeu...
De volta à Charlie Hebdo: Ontém vi Ziraldo chamando os cartunistas mortos de “heróis”. O Diário do Centro do Mundo (DCM) os chamou de“gigantes do humor politicamente incorreto”. No Twitter, muitos chamaram de “mártires da liberdade de expressão”. Vou colocar na conta do momento, da emoção. As charges polêmicas do Charlie Hebdo são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.
O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. (Isso gera situações interessantes, como o filme A Mensagem – Ar Risalah, de 1976 – que conta a história do profeta sem desrespeitar esse dogma – as soluções encontradas são geniais!). Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a estátua de Nossa Senhora para atacar os católicos. O Charlie Hebdo publicou a seguinte charge:

Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo”. Ok, o catolicismo foi banalizado. Mas isso aconteceu de dentro pra fora. Não nos foi imposto externamente. Note que ele não está falando em atacar alguns indivíduos radicais, alguns pontos específicos da doutrina islâmica, ou o fanatismo religioso. O alvo é o Islã, por si só. Há décadas os culturalistas já falavam da tentativa de impor os valores ocidentais ao mundo todo. Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses – famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerâmcia (ver Caso Dreyfus) – deram ganho de causa para a revista. Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã.
Mas existe outro problema, ainda mais grave. A maneira como o jornal retratava os muçulmanos era sempre ofensiva. Os adeptos do Islã sempre estavam caracterizados por suas roupas típicas, e sempre portando armas ou fazendo alusões à violência (quantos trocadilhos com “matar” e “explodir”...). Alguns argumentam que o alvo era somente “os indivíduos radicais”, mas a partir do momento que somente esses indivíduos são mostrados, cria-se uma generalização. Nem sempre existe um signo claro que indique que aquele muçulmano é um desviante, já que na maioria dos casos é só o desviante que aparece. É como se fizéssemos no Brasil uma charge de um negro assaltante e disséssemos que ela não critica/estereotipa os negros, somente aqueles negros que assaltam...

E aí colocamos esse tipo de mensagem na sociedade francesa, com seus 10% de muçulmanos já marginalizados. O poeta satírico francês Jean de Santeul cunhou a frase: “Castigat ridendo mores” (costumes são corrigidos rindo-se deles). A piada tem esse poder. Se a piada é preconceituosa, ela transmite o preconceito. Se ela sempre retrata o árabe como terrorista, as pessoas começam a acreditar que todo árabe é terrorista. Se esse árabe terrorista dos quadrinhos se veste exatamente da mesma forma que seu vizinho muçulmano, a relação de identificação-projeção é criada mesmo que inconscientemente. Os quadrinhos, capas e textos da Charlie Hebdo promoviam a Islamofobia. Como toda população marginalizada, os muçulmanos franceses são alvo de ataques de grupos de extrema-direita. Esses ataques matam pessoas. Falar que “Com uma caneta eu não degolo ninguém”, como disse Charb, é hipócrita. Com uma caneta se prega o ódio que mata pessoas.
No artigo do Diário do Centro do Mundo, Paulo Nogueira diz: “Existem dois tipos de humor politicamente incorreto. Um é destemido, porque enfrenta perigos reais. O outro é covarde, porque pisa nos fracos. Os cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo pertenciam ao primeiro grupo. Humoristas como Danilo Gentili e derivados estão no segundo.” Errado. Bater na população islâmica da França é covarde. É bater no mais fraco.
Uma das defesas comuns ao estilo do Charlie Hebdo é dizer que eles também criticavam católicos e judeus. Isso me lembra o já citado gênio do humor (sqn) Danilo Gentilli, que dizia ser alvo de racismo ao ser chamado de Palmito (por ser alto e branco). Isso é canalha. Em nossa sociedade, ser alto e branco não é visto como ofensa, pelo contrário. E – mesmo que isso fosse racismo – isso não daria direito a ele de ser racista com os outros. O fato do Charlie Hebdo desrespeitar outras religiões não é atenuante, é agravante. Se as outras religiões não reagiram a ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.
“Mas isso é motivo para matarem os caras!?”. Não. Claro que não. Ninguém em sã consciência apoia os atentados. Os três atiradores representam o que há de pior na humanidade: gente incapaz de dialogar. Mas é fato que o atentado poderia ter sido evitado. Bastava que a justiça francesa tivesse punido a Charlie Hebdo no primeiro excesso. Traçasse uma linha dizendo: “Desse ponto vocês não devem passar”.
“Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados – como o racismo ou a homofobia – isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim.
Por coincidência, um dos assuntos mais comentados do dia 6 de janeiro – véspera dos atentados – foi a declaração do comedianteRenato Aragão à revista Playboy. Ao falar das piadas preconceituosas dos anos 70 e 80, Didi disse: “Mas, naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam.”. Errado. Muitos se ofendiam. Eles só não tinham meios de manifestar o descontentamento. Naquela época, tão cheia de censuras absurdas, essa seria uma censura positiva. Se alguém tivesse dado esse toque nOs Trapalhões lá atrás, talvez não teríamos a minha geração achando normal fazer piada com negros e gays. Perderíamos algumas risadas? Talvez (duvido, os caras não precisavam disso para serem engraçados). Mas se esse fosse o preço para se ter uma sociedade menos racista e homofóbica, eu escolheria sem dó. Renato Aragão parece ter entendido isso.
Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis.
Voltando à França, hoje temos um país de luto. Porém, alguns urubus são mais espertos do que outros, e já começamos a ver no que o atentado vai dar. Em discurso, Marine Le Pen declarou: “a nação foi atacada, a nossa cultura, o nosso modo de vida. Foi a eles que a guerra foi declarada” (grifo meu). Essa fala mostra exatamente as raízes da islamofobia. Para os setores nacionalistas franceses (de direita, centro ou esquerda), é inadmissível que 10% da população do país não tenha interesse em seguir “o modo de vida francês”. Essa colônia, que não se mistura, que não abandona sua identidade, é extremamente incômoda. Contra isso, todo tipo de medida é tomada. Desde leis que proíbem imigrantes de expressar sua religião até... charges ridicularizando o estilo de vida dos muçulmanos! Muitos chargistas do mundo todo desenharam armas feitas com canetas para homenagear as vítimas. De longe, a homenagem parece válida. Quando chegam as notícias de que locais de culto islâmico na França foram atacados – um deles com granadas! - nessa madrugada, a coisa perde um pouco a beleza. É a resposta ao discurso de Le Pen, que pedia para a França declarar “guerra ao fundamentalismo” (mas que nos ouvidos dos xenófobos ecoa como “guerra aos muçulmanos” – e ela sabe disso).
Por isso tudo, apesar de lamentar e repudiar o ato bárbaro de ontem, eu não sou Charlie. No twitter, um movimento – muito menor do que o #JeSuisCharlie – começa a surgir. Ele fala do policial, muçulmano, que morreu defendendo a “liberdade de expressão” para os cartunistas do Charlie Hebdo ofenderem-no. Ele representa a enorme maioria da comunidade islâmica, que mesmo sofrendo ataques dos cartunistas franceses, mesmo sofrendo o ódio diário dos xenófobos e islamófobos, repudiaram o ataque. Je ne suis pas Charlie. Je suis Ahmed.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Eheheheh . . . eheheheheh . . .
Um homem bem-sucedido morreu e deixou tudo à sua dedicada esposa.
Ela era uma bela mulher e determinada a conservar a herdade enorme que o seu marido lhe deixara, mas sabia muito pouco das actividades da herdade, por isso, decidiu colocar um anúncio no jornal para contratar um empregado.
Dois homens candidataram-se ao emprego. Um era homossexual, o outro, um bêbado. Ela pensou muito seriamente sobre o assunto, e, como mais ninguém se candidatou, decidiu contratar o candidato homossexual, pensando que seria mais seguro tê-lo perto de casa do que o bêbado.
Ele demonstrou ser um excelente trabalhador, que fazia longas horas de trabalho por dia e sabia imenso do trabalho da herdade.
Durante semanas a fio, ambos trabalharam muito e a herdade estava muito bem. Então, um dia, a viúva disse ao empregado:
- Fizeste um óptimo trabalho e está tudo impecável. Já é tempo de ires até à cidade e divertires-te um bocado.
O empregado concordou e no sábado à noite foi até à cidade. No entanto, já eram 2 da manhã e ele não voltava. 3 da manhã, e o empregado, nada! Finalmente, pelas 4, lá regressou, e à sua espera, sentada à lareira, com um copo de vinho na mão, estava a viúva.
Chamou-o para junto dela e disse-lhe.
- Desabotoa a minha blusa e tira-a - disse ela.
A tremer, ele fez o que ela pediu.
- Agora, tira as minhas botas.
Ele fez o que ela disse, muito lentamente.
- Agora, tira as minhas meias.
Ele removeu cada uma com gentileza e colocou-as junto às botas...
- Agora, tira a minha saia.
Lentamente, ele desabotoou-a, observando constantemente os olhos dela à luz do fogo da lareira.
- Agora, tira o meu soutien.
Novamente, com as mãos a tremer, ele fez o que lhe era dito e deixou-o cair no chão.
- Agora... tira as minhas cuecas.
À luz da lareira, ele puxou-as suavemente para baixo e tirou-as.
Então, ela olhou bem para ele e disse-lhe:
- Se voltares a usar as minhas roupas para ir à cidade, DESPEÇO-TE!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
TTIP, tirem as mãos da comida! Uma ameaça paira sobre as políticas agroalimentares na Europa. Trata-se do Tratado de Livre Comércio entre os EUA e a UE. Como vampiros em busca de sangue, as multinacionais do agronegócio esperam lucrar, e muito, com estas novas medidas de liberalização comercial.
1 de Janeiro, 2015 - 23:16h
Esther Vivas
Uma ameaça paira sobre as políticas agroalimentares na Europa. Trata-se do Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia, mais conhecido como TTIP, a sua sigla em inglês, a longa sombra do agronegócio que se estende do campo ao prato. Como vampiros em busca de sangue, as multinacionais do setor esperam lucrar, e muito, com estas novas medidas de liberalização comercial.
Mas o que é o TTIP? Trata-se de um tratado negociado em segredo durante meses, escondido do público, pendente de aprovação pelo Parlamento Europeu, com uma campanha de marketing em marcha, e que tem como objetivo final igualar em baixa as legislações de ambos os lados do Atlântico em benefício único das grandes empresas. As suas consequências: mais desemprego, mais privatizações, menos direitos sociais e ambientais. Em resumo, servir numa bandeja os nossos direitos ao capital.
E, em matéria agrícola e alimentar? As empresas do setor, desde as companhias de sementes passando pela indústria biotecnológica, de bebidas, pecuária, alimentar, de rações… são as que mais têm pressionado a seu favor, à frente inclusive do lóbi farmacêutico, automobilístico e financeiro. Está muito em jogo para multinacionais como Nestlé, Monsanto, Kraft Foods, Coca Cola, Unilever, Bacardi-Martine, Cargill, entre outras. Dos 560 encontros consultivos da Comissão Europeia para a aprovação deste Tratado, 92% realizaram-se com grupos empresariais, 26% com instituições de interesse público. Como indica um relatório do Corporate European Observatory: “Por cada reunião com um sindicato ou um grupo de consumidores, houve 20 com empresas e federações industriais”.
Se o Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia for aprovado, que impacto terá na nossa mesa?
Mais transgénicos
A entrada massiva de transgénicos na Europa será uma realidade. Apesar de hoje já importarmos um número considerável de alimentos transgénicos, em particular rações para o gado e muitos produtos transformados que contêm derivados de soja e milho transgénico, como lecitina, óleo e farinha de soja, xarope e farinha de milho, a aprovação do TTIP significará um aumento dessas importações, especialmente das primeiras, e inclusive a entrada de transgénicos que na atualidade não são autorizados pela União.
Há que ter em conta que a legislação norte-americana é muito mais permissiva que a europeia tanto no cultivo como na comercialização de Organismos Geneticamente Modificados. Nos Estados Unidos, por exemplo, a rotulagem que identifica um alimento como transgénico é inexistente, ao contrário da Europa, onde apesar das limitações, as leis obrigam teoricamente a essa identificação. Além disso, na União apenas se cultiva um único alimento transgénico com fins comerciais: o milho MON 810 da Monsanto, apesar do impacto negativo no meio ambiente que este tem com a contaminação de outros campos de milho, tanto convencional como ecológico. Ainda que 80% de sua produção seja levada a cabo em Aragão e na Catalunha, a maior parte dos países europeus vetam-no. Nos Estados Unidos, pelo contrário, o número de culturas é muito mais alto. De aqui que a Europa seja um pedaço apetecido para multinacionais como Monsanto, Syngenta, Bayer, Dupont… e o TTIP pode tornar isso numa realidade.
Porco, vaca e leite com hormonas
O veto à carne e aos produtos derivados de animais tratados com hormonas e promotores de crescimento, até ao momento proibidos na Europa, será levantado, assim como o uso aqui dessas substâncias, com o consequente impacto na nossa saúde.
Nos Estados Unidos, os porcos e o gado bovino podem ser medicados com ratopamina, um fármaco usado como aditivo alimentar para conseguir uma maior engorda do animal, e maior lucro económico para a indústria pecuária. Na União, a utilização deste produto e a importação de animais tratados com o mesmo está proibida, tal como em outros 156 países como China, Rússia, Índia, Turquia, Egito, ao se considerar que não há dados suficientes que permitam descartar riscos para a saúde humana. Noutros 26 países, como Estados Unidos, Austrália, Brasil, Canadá, Indonésia, México, Filipinas, pelo contrário ele é utilizado.
O mesmo vai acontecer com o uso da hormona somatotropina bovina empregada, principalmente, em vacas leiteiras para aumentar a sua produtividade, e conseguir entre 10% e 20% mais leite. No entanto, vários são os efeitos secundários associados à sua utilização em animais (esterilidade, inflamação dos úberes, aumento da hormona do crescimento…) e o seu impacto nos humanos (alguns estudos ligam-no a um incremento do risco de cancro da mama ou da próstata e ao crescimento das células cancerosas). Por isso, a União Europeia, o Canadá e outros países proibiram o seu uso e a importação de alimentos de animais tratados com ela. Mesmo assim, outros países, principalmente os Estados Unidos, utilizam-na. O que é certo é que a empresa norte-americana Monsanto, a número um das sementes transgénicas, é a única do mercado que comercializa essa hormona, com o nome comercial de Posilac. Que coincidência.
Frangos clorados
A carne de frango “desinfetada” com cloro chegará também à nossa mesa. Se na Europa se utiliza um método de controlo de doenças das aves, desde a cria passando pelo seu desenvolvimento e sacrifício até à sua comercialização, com carácter preventivo, nos Estados Unidos optaram por otimizar custos baixando os padrões de segurança alimentar. Deste modo, as aves criadas e sacrificadas são desinfetadas unicamente no final da cadeia, submergindo-as numa solução química antimicrobiana geralmente à base de cloro ou, o que é o mesmo, dando-lhes simplesmente “um banho de cloro”. Assim os frangos ficam “limpos”, sem bactérias, bem branqueados, e o seu tratamento sai muito mais barato. Uma vez mais, tudo pelo dinheiro.
Mas que consequências pode ter isto para a nossa saúde? Na União, desde 1997, proíbe-se a entrada de carne de aves de capoeira dos Estados Unidos, devido a esses tratamentos e aos resíduos de cloro ou outras substâncias químicas empregadas para a sua desinfeção que podem persistir na carne que depois consumimos. Além disso, a indústria pecuária norte-americana afirma que estes tratamentos permitem eliminar os microrganismos patogénicos, no entanto as infeções não diminuem significativamente e inclusive o uso continuado de desinfetantes pode acabar por provocar resistências.
Dizem-nos que os padrões de segurança alimentar norte-americanos são dos mais seguros. Não apontam na mesma direção alguns relatórios que constatam que uma em cada quatro pessoas, 76 milhões, por ano nos Estados Unidos adoecem com doenças provocadas pelo consumo de alimentos. Destas, 325 mil são hospitalizadas e 5 mil morrem. Os peritos assinalam que a maioria dos casos poderia ser evitado com melhorias no sistema de controlo alimentar. Tirem as vossas conclusões.
Já vai sendo hora de dizermos ao TTIP: tirem as vossas mãos sujas da comida!
Artigo publicado em publico.es em 31 de dezembro de 2014. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net
Eu também creio . . . Um lindo "CREDO" para 2015 !
"Creio nos anjos que andam pelo mundo,
creio na deusa com olhos de diamantes,
creio em amores lunares com piano ao fundo,
creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;
creio num engenho que falta mais fecundo
de harmonizar as partes dissonantes,
creio que tudo é eterno num segundo,
creio num céu futuro que houve dantes,
creio nos deuses de um astral mais puro,
na flor humilde que se encosta ao muro,
creio na carne que enfeitiça o além,
creio no incrível, nas coisas assombrosas,
na ocupação do mundo pelas rosas,
creio que o amor tem asas de ouro. amém."
Natália Correia
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
PAVLOVA DE FRAMBOESAS
4 claras
225g de açúcar
1 colher de chá de farinha maisena
1 colher de chá de vinagre de vinho branco
Para a cobertura:
200ml de natas de bater
Raspa de 1 limão
1 colher de chá de extracto de baunilha
300g de framboesas (mas podem usar outros frutos silvestres congelados. Eu tinha as framboesas congeladas pró natal )
Açúcar em pó para polvilhar
Ligue o forno a 180º com ventilação.
Bata as claras em castelo. Quando estiverem bem firmes junte a pouco e pouco o açúcar (cerca de duas colheres de sopa de cada vez) deixando envolver bem antes de adicionar mais e sem nunca parar de bater. Depois de esgotar o açúcar continue a bater durante mais uns 3 a 4 minutos ou até o merengue ficar bem robusto e brilhante, fazendo picos.
Junte a maisena e o vinagre e bata só para envolver.
Há quem coloque nesta fase umas gotas de extracto de baunilha - é opcional. Eu só as usei para a cobertura, para aromatizar o chantilly.
Coloque o merengue sobre uma folha de papel vegetal não untado e com a espátula espalhe, rodando, para fazer um círculo de cerca de 20cm de diâmetro. Faça uma cavidade ligeira no centro para facilitar a colocação posterior da cobertura.
Coloque no forno, baixe imediatamente a temperatura para 120º ventilado e deixe cozinhar durante 1 hora e 30 minutos.
Desligue o forno e deixe o merengue arrefecer totalmente no interior (se o fizer no dia anterior deixe-o durante a noite).
Depois de frio retire o papel vegetal com cuidado e coloque a Pavlova num prato de servir. Ela estala com facilidade, por isso faça este trabalho com "dedinhos de lã".
Junte numa taça as natas acabadas de sair do frigorífico, bem frias, junte a raspa de limão e o extracto de baunilha e bata em velocidade média até ficar chantilly - atenção que para o chantilly sair bem, não se pode bater com velocidade muito forte.
Cubra a pavlova com este chantilly, coloque a fruta por cima e polvilhe com açúcar em pó.
BOM APETITE !
domingo, 28 de dezembro de 2014
A Abstenção é a única forma de fazer a Revolução . . .
Há muito que aprendi a lição
e cheguei à conclusão
de que a melhor decisão
seria aderir à abstenção .
Esta nossa Nação
está precisada de uma revolução
e a solução é a implosão
da actual governação .
Se queres acabar com a exploração
e a corrupção
desta má-criação
põe fim a esta confusão .
Na próxima eleição
toma a inteligente decisão
adere à abstenção
para que assim se faça a revolução .
Tudo o resto é pura ilusão . . .
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Marques, mentes? O Dr. Marques Mendes tem muito azar.

Joana Amaral Dias
Professora universitária
23.12.2014 00:30
Onde está uma empresa duvidosa, ele está. São vistos gold, imobiliárias, ações. Às vezes não se lembra muito bem de ter colaborado. Noutras ocasiões, explica que esteve mas pouco. Também já aconteceu ganhar milhões mas não saber como. A sua vida está cheia de mal- -entendidos, águas passadas. Trivialidades para um comum mortal. Pelo meio, só se pode concluir que há muitas sociedades recheadas de sócios importantes mas sem atividade ou muitos sócios importantes que se deixam associar porque acham que as sociedades estão inativas e, embora possam gerir a coisa pública, disso de sociedades não percebem nada. Isto é pessoal? Não, é político. O sistema está cheio de marqueses mentes, alimenta e alimenta--se deles, da casta que circula no triângulo das Bermudas que eclipsa o nosso dinheiro – governo, negócios e comunicação social (para defender os dois anteriores). Não, não é pessoal. É mais ou menos como o título do livro do próprio ex-ministro: É o estado em que estamos. pensaalto@gmail.com
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/joana_amaral_dias/detalhe/marques_mentes.html
NATAL / 2014
Amanhã , 25 de Dezembro , faz 2014 anos que nasceu Jesus ; dizem , e eu acredito , claro . . .
Mas quem foi Jesus ? Penso que , como outros , foi um menino que nasceu , cresceu e se fez homem ! Teve um pai e uma mãe , isso para mim , é uma certeza !
Filho de Deus Pai ? Isso será um dos "livros" que eu ainda não tive oportunidade de ler . . .
Jesus terá sido um menino igual a tantos outros , só que com uma "alma" enorme ! Bem cedo , leu , compreendeu e se incompatibilizou , demarcando-se de todo , da sociedade em que vivia ; é claro que os "poderosos" não gostaram , e . . . "apagaram-no" . . .
Mas este mundo tem conhecido outros "meninos" com uma alma igual ou parecida , o mesmo percurso de vida , os mesmos ideais , e com o mesmo fim trágico , infelizmente : crucificados , queimados vivos , decapitados , envenenados , fuzilados , linchados , electrocutados , etc . . . etc . . .
Amanhã , festejarei o Natal , sim ! Prestarei uma homenagem a todos esses "meninos" que nasceram e enquanto por cá os deixaram andar , tudo fizeram para que hoje todos vivêssemos num mundo mais alegre , justo e solidário , numa sintonia perfeita entre todos os elementos que constituem este mundo , que é o nosso habitat natural .
Evidentemente que eu não acredito nesse Deus todo poderoso , que vai assistindo impávido e sereno , a este completo disparate , que tem sido a evolução (?) deste mundo . . .
O dia 25 de Dezembro , dia em que nasceu Jesus , será para mim , apenas e só uma referência que simboliza o nascimento de todos esses "meninos" que eu aprendi a admirar , e de todos os outros que não cheguei a conhecer , mas que também "andaram por cá" , enquanto lhes foi permitido . . .
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Sub directora . . .
Enquanto o Povo se entretém a ver o circo montado à volta da detenção de José Sócrates, a Srª. ministra da Agricultura abriu concurso para um alto cargo no seu ministério. Como ninguém se mostrou disponível para concorrer, decidiu ela escolher uma técnica administrativa para ocupar o dito alto cargo de sub directora. Mesmo sabendo que a seleccionada é irmã da ministra da justiça, não creio que tenha havido tráfico de influências, cunhas ou outras influências. E mesmo por ela ser uma competência na administração do nosso território!!! Haja Deus!
É FARTAR VILANAGEM
Maria Manuela von Hafe Teixeira da Cruz , irmã da Ministra da (in)Justiça, Paula Teixeira da Cruz, foi nomeada por Assunção Cristas , sub directora Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano...
Por 3500 euros mensais com direito a respectivas regalias .
Que sorte...
Há pessoas, cuja estrelinha brilha mais forte e mais alto.
Trabalhava como assistente técnica na Parque Expo, que o governo vai desmantelar, renomear, privatizar, financiar ou outros cambalachos pouco recomendáveis.
Certamente a Maria Manuela iria engrossar os números do desemprego ,
Mas quis o destino que abrisse milagrosamente uma vaga no ministério da Assunção Cristas...
Não foi preciso seleccionar, ir a entrevistas ou sujeitar-se a avaliações ...
Bastou apenas, ter a felicidade de ser irmã da ministra da (in)justiça.
Que já tinha empregado todo o seu Escritório de Advogados, família, amigos e ainda alguns vizinhos.
A Assunção Cristas, justifica o injustificável e óbvio favor de atribuição do tacho, com as competências da Maria Manuela...
Paga por nós nomeada por vós...
Fruto de um acaso de fortuitidade feliz nunca visto... Ser parente da ministra.
Eu bem vos aviso: Filiai os vossos filhos e netos num partido, mas do arco da governação. É emprego certo.
Carlos Alexandre o Juíz de coragem . . .
É o juiz que ilibou o CDS no caso dos sobreiros.
É o juiz que ilibou Oliveira e Costa e os outros amigos de Cavaco no caso BPN e que não investigou nem levou a julgamento os responsáveis do mesmo.
Foi ainda o juiz de nome Carlos Alexandre quem interrogou Salgado, notificando-o na sua casa, deixando-o depois sair sob caução, e que ainda não prendeu, nem vai prender, ninguém do BES.
Tudo o que investiga sai, como que por magia, no Sol, no Correio da Manhã e na TVI, todos com ligações a Felícia Cabrita, que consegue sempre a primazia das informações e a quem não investiga por indícios de fuga ao segredo de justiça.
Isto não é Jornalismo. É Prostituição!
Juiz de coragem, como muitos lhe chamam?
Este "juiz", com a detenção de José Sócrates, acabou de garantir a sua grande "reforma vitalícia"!
Feliz Natal
Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arame em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
Ary dos Santos
domingo, 21 de dezembro de 2014
. . . porque afrontou interesses corporativos muito "poderosos" , abrindo frentes de batalha demais . . . os inimigos "figadais" , foram-se acumulando , e a vingança serviu-se fria ! ! !
O Linchamento de Sócrates
"Já não é a primeira vez que tentam o linchamento de Sócrates . Já ninguém se lembra da invenção das escutas de Belém . A direita tudo fará para o linchar , com a complacência da esquerda . A direita não perdoa a maioria absoluta e a esquerda o roubo dos votos . Não foi por acaso que se uniram para chumbar o PEC IV . Os padres estão furiosos devido aos casamentos gay e aborto . A Justiça porque lhe retirou regalias e férias . Os professores por causa das avaliações . As Organizações dos aventais , porque ele ascendeu ao poder e não pertence à Ordem ."
"Já não é a primeira vez que tentam o linchamento de Sócrates . Já ninguém se lembra da invenção das escutas de Belém . A direita tudo fará para o linchar , com a complacência da esquerda . A direita não perdoa a maioria absoluta e a esquerda o roubo dos votos . Não foi por acaso que se uniram para chumbar o PEC IV . Os padres estão furiosos devido aos casamentos gay e aborto . A Justiça porque lhe retirou regalias e férias . Os professores por causa das avaliações . As Organizações dos aventais , porque ele ascendeu ao poder e não pertence à Ordem ."
sábado, 20 de dezembro de 2014
SUBMARINOS AO FUNDO, PORTA-AVIÕES À SUPERFÍCIE
Por Carlos Braga
Após oito anos de investigação à compra dos submarinos, a montanha da Justiça pariu um rato. Dito de forma mais prosaica, arquivou o processo.
Isto, depois de sabermos que houve gente condenada na Alemanha. Corruptores, tanto quanto se sabe. Ora havendo corruptores por lá, forçoso é concluir - se a lógica não é uma batata - que há corrompidos por cá. Se há, esfumaram-se como o vento. Tiveram artes de escapar à Justiça, como areia fina por entre os dedos.
Isto, apesar do Ministério Público dizer, às escâncaras, que Paulo Portas "excedeu mandato" em negócio "opaco" dos submarinos. Pois: a opacidade da transparência, assim como quem suspeita - mas se fica por aí - de tudo aquilo que não está imediatamente à vista.
Fazendo jus ao provérbio chinês segundo o qual "quando a árvore cai espalham-se os macacos", ficámos a saber, pela boca de Ricardo Salgado, como foi feita a generosa distribuição dos milhões com que a intermediação da Escom premiou os Espírito Santo: um módico milhão para cada clã da família, 16 milhões para três administradores e 6 milhões para uma personagem de mistério, já que o ministério (público) não foi capaz de descobrir o embuçado. Ora bolas!
Transparente foi João Semedo, em entrevista ao Expresso. Sobre a comissão parlamentar de inquérito, desferiu estas setas certeiras: "há comissões de inquérito que têm conclusões pré-determinadas, como foi o caso dos submarinos (...). Houve uma maioria claramente liderada pelo CDS que tratou de proteger a actuação de Paulo Portas. Só mesmo em Portugal é possível que um destacadíssimo dirigente do CDS presida à comissão cujo objecto é o de analisar factos que potencialmente implicavam o líder! Só em Portugal isto não é uma incompatibilidade substantiva e formal!"
Afinal, parece querer dizer o Ministério Público, para quê tanta freima para encontrar provas de crimes se estes, a existirem, já estavam prescritos? Haja bom senso, deixem funcionar a Justiça, mesmo que com derrotas vergonhosas. De derrota em derrota até à vitória final. Já faltou mais...
E pronto. Paulo Portas respira de alívio. É, agora, um Sísifo (ou um Django?) libertado. Livrou-se desta. Só falta mesmo saber se conseguiu livrar-se da sombra negra da dúvida, e de algumas aves canoras de piar agoirento que tanto o apoquentaram ao longo dos anos.
É certo e sabido que o vamos ter cá pela Bairrada. Talvez em Setembro, ou Outubro de 2015, com o inseparável panamá a proteger-lhe a cabeça. Nas feiras da região, há-de renovar juras de amor à agricultura, essa nobre e humilde arte de empobrecer alegremente. E não vai deixar de dar uma mãozinha nas vindimas, para que os tonéis bairradinos fiquem ainda mais grávidos de mosto. In vino veritas.
Após oito anos de investigação à compra dos submarinos, a montanha da Justiça pariu um rato. Dito de forma mais prosaica, arquivou o processo.
Isto, depois de sabermos que houve gente condenada na Alemanha. Corruptores, tanto quanto se sabe. Ora havendo corruptores por lá, forçoso é concluir - se a lógica não é uma batata - que há corrompidos por cá. Se há, esfumaram-se como o vento. Tiveram artes de escapar à Justiça, como areia fina por entre os dedos.
Isto, apesar do Ministério Público dizer, às escâncaras, que Paulo Portas "excedeu mandato" em negócio "opaco" dos submarinos. Pois: a opacidade da transparência, assim como quem suspeita - mas se fica por aí - de tudo aquilo que não está imediatamente à vista.
Fazendo jus ao provérbio chinês segundo o qual "quando a árvore cai espalham-se os macacos", ficámos a saber, pela boca de Ricardo Salgado, como foi feita a generosa distribuição dos milhões com que a intermediação da Escom premiou os Espírito Santo: um módico milhão para cada clã da família, 16 milhões para três administradores e 6 milhões para uma personagem de mistério, já que o ministério (público) não foi capaz de descobrir o embuçado. Ora bolas!
Transparente foi João Semedo, em entrevista ao Expresso. Sobre a comissão parlamentar de inquérito, desferiu estas setas certeiras: "há comissões de inquérito que têm conclusões pré-determinadas, como foi o caso dos submarinos (...). Houve uma maioria claramente liderada pelo CDS que tratou de proteger a actuação de Paulo Portas. Só mesmo em Portugal é possível que um destacadíssimo dirigente do CDS presida à comissão cujo objecto é o de analisar factos que potencialmente implicavam o líder! Só em Portugal isto não é uma incompatibilidade substantiva e formal!"
Afinal, parece querer dizer o Ministério Público, para quê tanta freima para encontrar provas de crimes se estes, a existirem, já estavam prescritos? Haja bom senso, deixem funcionar a Justiça, mesmo que com derrotas vergonhosas. De derrota em derrota até à vitória final. Já faltou mais...
E pronto. Paulo Portas respira de alívio. É, agora, um Sísifo (ou um Django?) libertado. Livrou-se desta. Só falta mesmo saber se conseguiu livrar-se da sombra negra da dúvida, e de algumas aves canoras de piar agoirento que tanto o apoquentaram ao longo dos anos.
É certo e sabido que o vamos ter cá pela Bairrada. Talvez em Setembro, ou Outubro de 2015, com o inseparável panamá a proteger-lhe a cabeça. Nas feiras da região, há-de renovar juras de amor à agricultura, essa nobre e humilde arte de empobrecer alegremente. E não vai deixar de dar uma mãozinha nas vindimas, para que os tonéis bairradinos fiquem ainda mais grávidos de mosto. In vino veritas.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Esposa irritante
Um agricultor tinha uma esposa que o incomodava sem piedade. Da manhã à noite, ela estava sempre a reclamar com alguma coisa.
O único momento de alívio era quando ele arava a terra com a ajuda da sua velha mula.
Um certo dia, quando ele estava arando, a sua esposa trouxe-lhe o almoço.
Ele levou a velha mula para a sombra, sentou-se junto a uma árvore e começou a comer.
Imediatamente a sua esposa começou a importuná-lo novamente. Reclamar, reclamar, criticar e não parava.
De repente, a velha mula deu um coice na mulher acertando-lhe na nuca.
Foi Morte instantânea!!
No outro dia, durante o funeral, o padre notou algo bastante estranho.
Sempre que uma mulher enlutada se aproximava do velho fazendeiro, ele ouvia-a nesses momentos e em seguida, acenava com a cabeça concordando;
Mas quando os homens se aproximavam dele, ele ouvia-os e em seguida, abanava a cabeça negativamente.
Isto ocorreu por diversas vezes até que o padre indignado decidiu perguntar ao velho fazendeiro sobre o tal acontecimento.
Assim, após o funeral, o Padre perguntou-lhe:
- Porque razão você acenou sempre com a cabeça e concordou com todas as mulheres, mas sempre negou com a cabeça e discordou de todos os homens ?
O velho fazendeiro explicou ao Padre:
- Bem, as mulheres vinham e diziam algo de bom sobre a minha falecida esposa, então eu acenava com a cabeça concordando.
- E a sua atitude para com os homens? - Perguntou o Padre.
- Bem… Os homens só queriam saber se a mula estava à venda...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
"Incomodada ficava sua avó"
A frase é boa, mas não é minha. "Incômodo" era a palavra que as mulheres de mil novecentos e bolinha usavam para se referir à menstruação, e a marca de absorventes internos Tampax fez o trocadilho deste título em uma propaganda. Hoje ninguém mais usa essa expressão, mas nem por isso a referência direta à menstruação deixou de ser um incômodo. A fobia é tanta que - pode reparar - nenhum comercial de absorvente usa essa palavra.
Esse distanciamento se reflete na linguagem, mas é na relação da mulher cissexual consigo que ele se torna abismal. Quantos mililitros de sangue seu corpo elimina a cada mês? Como é o cheiro da sua menstruação? É da mesma cor que o sangue que sai de um corte? Tem a mesma textura? É bem provável que estas perguntas soem estranhas, quiçá nojentas. Talvez a própria palavra menstruação já cause incômodo em algumas pessoas. Melhor dizer que estamos "naqueles dias", assim não provocamos nenhum constrangimento.
Não importa: aqui vamos falar de vagina sim, e vamos falar sobre pêlos, sobre secreções, sobre histórias de parto humanizado. E hoje falaremos sobre menstruação.
A primeira coisa a ser dita é que não há nenhuma razão para ter nojo da menstruação. Nojo é um sentimento que nos impele a nos afastar de algo, o que pode ser muito útil no caso de fezes, ratos, ou outras coisas que possam colocar nossa saúde em risco. A menstruação, no entanto, sinaliza saúde. Não se trata de guardar o sangue para cultuar nele o feminino sagrado, mas de compreender que não há porque temê-lo. Pelo contrário: o sangue menstrual contém informações preciosas sobre o funcionamento do corpo da mulher, podendo sinalizar DSTs, anemias e outros problemas. Dar atenção à menstruação é algo tão saudável quanto acompanhar a pressão sanguínea.
Os absorventes que encontramos nas farmácias ou supermercados - aqueles que jamais mencionam a menstruação - vão na contramão desta intimidade com o próprio corpo. Com pequenas variações, as repetitivas propagandas vendem a ideia de que com o produto estaremos "mais limpas". Não chega a ser um milagre do calibre de converter água em vinho, mas a menstruação virou sujeira e nós nem percebemos. Mas não sejamos injustos: a Publicidade está apenas reproduzindo - e faturando com - uma ideia mais velha do que Eva e Adão. Não saberia dizer quem a inventou, mas há muitos anos uma turma de homens escreveu um livro importante sobre isso. O volume emplacou de tal maneira que hoje se acha gente em qualquer canto contando a estória da moça que comeu o que não devia, induziu seu companheiro, coitado!, a comer também, e deixou seu pai furioso. É por causa desse erro, diz o livro, que a mulher sente dor ao parir. Mais pra frente o livro adverte: enquanto houver sangue fluindo de dentro da mulher, ela ficará impura e ninguém deverá tocá-la. Pra não restar sombra de dúvida sobre o caráter das regras, os autores repetem à exaustão que também se torna impuro tudo e todos que tocarem a mulher durante o período menstrual.
Então ficou decidido assim: a menstruação é suja e fedida. A mulher maculou toda a humanidade com seu erro (mais pra frente o tal livro fala sobre um homem que teria vindo pra redimir a humanidade, mas isso é outra estória), e todo mês passará uma semana isolada em sua impureza. Quando, muito anos depois da publicação do referido livro, outra turma de meninos descobriu que a menstruação é tão somente um pedaço do ciclo que prepara a mulher para uma eventual gravidez, o estrago já estava feito. Mas a indústria de absorventes, generosa que só ela, vem fazendo o possível pra aliviar a barra das mulheres. Menção honrosa para o sabonete íntimo, porque não está certo vagina ter cheiro de vagina.
Chega de fábulas. Vejamos o que acontece na vida real quando compramos um absorvente e o colocamos dentro ou junto da nossa - vamos repetir? - vagina.
Quando o sangue menstrual entra em contato com o ar, inicia-se uma série de reações que você não quer que aconteçam ali, do lado de fora da sua vagina. É a festa da uva das bactérias: matéria orgânica rica em nutrientes e o seu calorzinho gostoso. É por isso que os absorventes contém perfumes: para neutralizar o odor que eles mesmos produzem. Se a mulher tiver feito a lição de casa direitinho e não houver pêlos na região, a exposição será maior, já que o contato será ainda mais direto. Pois é, os pêlos que a gente aprende desde o útero a odiar são a nossa calcinha natural, mas esse assunto merece um texto só pra ele.
Sobre o absorvente interno: a vagina é um local úmido, e permitir que o fluxo sanguíneo escorra livremente mantém essa condição. Os absorventes internos não querem saber de conversa: sugam tudo que é líquido, inclusive a secreção que mantém úmido o canal vaginal.
Além de tudo isso, os absorventes comuns produzem uma quantidade gigantesca de lixo ao longo da vida da mulher. Mas bem, who cares?, não é mesmo?

Dessa discussão sobre saúde - física e emocional - da mulher, nasceu o coletor menstrual. Esse copinho de silicone medicinal (hipoalergênico e antibacteriano) fica acomodado no canal vaginal mais ou menos como um absorvente interno. Custa em torno de sessenta reais e dura de cinco a dez anos - o que significa dizer que sua popularidade pode custar muito dinheiro às fábricas de absorventes.
Quando a mulher retira o copinho, lá está seu sangue. É possível conhecer sua textura, seu cheiro - de sangue, pasmem. Linhas horizontais ajudam a medir o volume do líquido, o que pode inclusive ajudar a diagnosticar uma anemia. É possível descartar o sangue no chuveiro ou na privada, mas vamos nos lembrar de que aquilo ali é matéria orgânica. Não é sujeira e não precisa de tratamento para retornar à natureza, por isso algumas mulheres fertilizam suas plantas com seu sangue, causando verdadeiro horror nos vaginofóbicos.
A menstruação é um dos infinitos exemplos de como a mulher é destituída de si mesma em função de sua utilidade. Nesta lógica puramente mercadológica, inventa-se o nojo, demoniza-se a menstruação e fatura-se com a venda de soluções. Não há nada de errado em desenvolver um produto bacana e lucrar com ele, mas fazer isso às custas da autoestima e, em alguns casos, da saúde da mulher é... corriqueiro. Passem pra cá nossos corpos: nós é que vamos decidi-los.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A escapadinha que custou caro ! ! !
Um sujeito casado volta de uma viagem de negócios na China, onde ele aproveitou para conhecer algumas garotas de programa.
Dias depois da volta, seu pênis ficou todo verde. Parecia sorvete de pistache: verde e flácido. Ele esconde isso da mulher do jeito que pode, e vai consultar um médico. O médico olha o órgão do sujeito e sentencia:
- Ahaa...! Você foi para a China! não?
- É verdade
- E conheceu umas garotas de programa!
- É verdade!
- Infelizmente isso não tem cura. Vamos ter que cortar.
O sujeito não acredita no que ouve, e vai consultar outro médico, mas o diagnóstico é o mesmo.
Em desespero, procura urologistas, especialistas, catedráticos, e todos, sem exceção, confirmam o diagnóstico.
Arrasado e sem saída, decide confessar suas escapadas à mulher que, depois de um tremendo 'barraco', se compadece do marido, e o aconselha a procurar um médico chinês.
Um especialista em urologia na própria China.Afinal eles devem estar acostumados com esta doença.
O sujeito volta à China, paga uma nota alta de passagem, e marca uma consulta com o médico mais renomado do país.
Ao examiná-lo, ele dá uma risadinha:
- Hehehehe! O senhor esteve na China lecentemente...non?
- É verdade.
- E o senhor fez umas bobagens com as galotas...non?
- É verdade.
- E o senhor foi vel médico potugues....non?
- É verdade.
- E médico potugues lhe disse que telia que coltar...non?
- É verdade.
- Médico português não sabe nada! Não plecisa cortar.
O sujeito nem acredita! Quase desmaia de tanta emoção.
Sai pulando pelo consultório.
Abraça e beija o médico. Seu pesadelo acabou!
- Então, existe tratamento para isso?
- No... no ... não plecisa cortar ..... Cai sozinho!
JUDEU NUM BORDEL
Jacob era um judeu que morava numa pequena cidade do interior. Fazia 3 anos que sua esposa tinha morrido e ele não havia conhecido nenhuma outra mulher.
Estimulado pelos amigos e clientes da lojinha ele resolveu aliviar o stress num bordel.
Ao chegar na casa, todas as meninas logo reconheceram Jacob, pois o judeuera conhecidíssimo por ter boas reservas financeiras. As meninas chegavam a brigar
para ver quem chegava mais perto do pobre homem. Todas queriam agradá-lo.
Depois de algumas bebidas e carinhos, Jacob fala para a bela morena de cabelos longos:
- Você faz como minha falecida Sarah fazia?!?! Para eu matar saudade!
A morena quase que com lágrima nos olhos diz:
- Claro que eu faço, Jacobzinho!
E vão os dois pra cama, fazem tudo normal com nada diferente. Aí a mulher pergunta:
- Afinal, o que é que sua falecida esposa fazia? Pois para mim foi tudo igual!
E ele responde:
- Sarah fazia de graça!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
A ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) . . . “é um vilão bem pior que os seres humanos conseguem ser.”
“DesCasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos” (Editora Saraiva) é um apanhado de histórias presenciadas pela autora em mais de dez anos de prática nos fóruns criminais. Nesse período, Alexandra conciliou seu trabalho como sócia de um importante escritório em São Paulo com a actividade gratuita prestada em penitenciárias, delegacias e associações.
Eu, que sempre prezei minha independência, tive que aprender a depender dos outros"
Alexandra Szafir
Irmã do ator Luciano Szafir, mãe de um casal de filhos (10 e 12 anos), Alexandra ganhou reconhecimento, recebeu do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) o Prémio Advocacia Solidária e livrou da cadeia pessoas que passariam anos a fio sem ter direito a um defensor. Foi nesse período também que os primeiros sinais da ELA começaram a se manifestar.
ELA é a abreviação que mudou a vida de Alexandra e colocou seu nariz novamente em evidência. Esclerose Lateral Amiotrófica, a mesma doença do físico Stephen Hawking. Os primeiros sintomas começaram em 2005 e como ela descreve no livro “é um vilão bem pior que os seres humanos conseguem ser.”
Primeiro foram as pernas, depois as mãos e os braços também foram afectados. Em pouco tempo atingiu as costas, a capacidade de deglutir e falar. “Estava praticamente incomunicável, minhas ideias e meus pensamentos presos em minha cabeça”, relata Alexandra no livro.
Em seu quarto, ao lado da cama, livros empilhados e processos criminais disputam espaço com o respirador e todo o aparato necessário para mantê-la longe das complicações da doença. “Eu, que sempre prezei minha independência, tive que aprender a depender dos outros. Mas estou cercada de pessoas maravilhosas e não tenho vocação para ser infeliz, então minha vida familiar é o mais normal possível”, disse Alexandra ao G1, em entrevista por e-mail.
E-mail, computador, peças jurídicas, tudo isso graças ao seu nariz e a um software instalado no notebook por sua fonoaudióloga. O programa utiliza a webcam para reconhecer em seu rosto o ponto central: o nariz, que passa a comandar o mouse. Assim, cada letra vai sendo digitada em um teclado virtual
Alexandra levou cerca de dois anos para escrever o livro utilizando esse software. O que pode parecer resultado de um esforço sobre-humano se revela, na verdade, a consequência de um trabalho que nunca parou. “Meu trabalho hoje consiste, quase que todo, em redigir peças: defesas, habeas corpus. Mas, quando necessário, vou ao júri (escrevo meu texto de antemão), oriento outros advogados por e-mail ou Messenger. E, claro, continuo advogando gratuitamente”, afirma.
O que Alexandra relata nos 21 pequenos capítulos de seu livro mais do que surpreender, assusta. São histórias colhidas ao longo de mutirões carcerários, visitas às delegacias (numa época em que serviam de depósito de presos) e até mesmo em audiências.
domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
O mel e a canela trazem vários benefícios à nossa saúde. Dentre eles, os mais populares são:
Doenças do coração
Faça uma pasta de mel com canela. Coma regularmente com pão ou com uma torrada no café da manhã. Reduz o colesterol das artérias e previne problemas do coração. O uso regular diminue a falta de ar e fortalece as batidas do coração.

Artrite e infecções de rins
Misture em uma chávena de água morna: 2 colheres (sopa) de mel e 1 colher (chá) de canela em pó. Beba 1 chávena de manhã e à noite. Faça isso regularmente.

Colesterol
Para eliminar o colesterol ruim, misture 2 colheres (sopa) de mel com 3 colheres (chá) de canela em meio litro de água. Tome 3 vezes ao dia.
Resfriados, sinusite e tosse
Misture 1 colher (sopa) de mel com uma colher (chá) de canela e tome com frequência.
Perda de peso
Diariamente, meia hora antes de tomar o café da manhã e meia hora antes de dormir, tome 1 chávena de água misturada com uma colher (sopa) de mel e uma colher (chá) de canela em pó.
Rejuvenescimento
Dissolva uma colher (chá) de canela em 3 chávenas de água e ferva. Depois que a água ficar morna, adicione 4 colheres (sopa) de mel, e tome 1/4 de chávena 3 a 4 vezes ao dia. Sua pele ficará mais suave e fresca e você se sentirá com mais energia.
Perda de cabelo
Se está tendo queda de cabelos, faça uma pasta de azeite de oliva (aqueça o óleo até uma temperatura suportável para a pele), com uma colher (sopa) de mel e uma colher (chá) de canela em pó. Aplique em seu couro cabeludo, deixe por 15 minutos e lave em seguida.
Picada de insecto
Faça uma pasta de 1 colher (chá) de mel, 2 de água morna e 1 de canela. Esfregue no local da picada. A dor e a coceira irão desaparecer em um ou dois minutos.
Diversos
A mistura de mel com canela alivia os gazes no estômago, fortalece o sistema imunológico e alivia a indigestão.
http://www.baudasideias.net/saudebeleza/mel-e-canela-para-sua-saude/
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