quinta-feira, 9 de julho de 2015
Ladrões de Bicicletas: Memória (IX)
Ladrões de Bicicletas: Memória (IX): Pedro Delgado Alves (ontem, no Debate do Estado da Nação) « 1. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que aumentou o IVA da restauração e ...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
ÉVORA ESPERA POR ELES . . .
Se calhar alguns dos 700 e tal portugueses lá com conta na Suiça, é com dinheiro deste…
Mas os burros gostam…
Não sendo novidade para muita gente, é sempre bom lembrar...
Lá diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba sempre por vir à tona.
1- A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi redirecionada pela investigação e pelos média para passar a visar principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN prometia dar cabo do PSD.
2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos média evitam tocar.
3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN, inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido. A tática então escolhida pelo polvo laranja foi desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar» a comunicação social! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.
4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.
5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de milhões, amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras. Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los generosamente» ao Estado para lá construir o IPO. Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os amigos vendedores compradores, quiçá com umas comissões a transferir para a Suíça.
6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética(!) do IPO entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha ótimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.
7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projeto não será da responsabilidade do município de Oeiras."
8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?
9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.
10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projeto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido muito diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.
11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês. Não sabemos o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes? Que Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do projeto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª). É bem possível que essa tenha sido a razão.
(ª) - É bom que se entenda que o polvo laranja tem como pai o Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Por que nós somos anarquistas?
Nós somos anarquistas, porque há vários séculos, temos sido vítimas de todos os tipos de governos, que ao longo dessa tirania, foi aparecendo mais um ladrão, mais um fanático, mais um assassino mais um déspota. Nós somos anarquistas porque nós achamos que não existem razões para ser explorado e para que tenhamos de trabalhar para que um grupo de sem vergonhas se tornem milionários. Nós somos anarquistas, porque não aceitamos nas leis que são inventadas para assassinar e sufocar o nosso grito de protesto. Nós somos anarquistas porque não acreditamos nas suas guerras, em suas pátrias, ou em seus deuses. Nós somos anarquistas porque detestamos sua polícia, os seus generais, reis e presidentes. Nós somos anarquistas, porque, ao contrário deles, sofremos com as desgraças humanas. Nós somos anarquistas, porque queremos vida livre, saudável, de respeito mútuo e igualdade para os nossos filhos e filhas. Nós somos anarquistas porque não agüentamos ver as lágrimas de tantas pessoas boas, humildes, que têm sido enganadas geração após geração. Nós somos anarquistas, porque estamos envergonhados desse sistema, em que vemos, não só morte, mas: fome, prisões, repressão, desigualdade, e alienação além de milhões de mentiras. Nós somos anarquistas porque conhecemos o seu poder, a sua força, seu terrorismo, a calúnia, vocês nos assassinam nos encarceram, nos difamam.
Chamamos de terroristas, algumas pessoas que dominam outras pessoas com bombas, tanques, armas, prisões,torturas e execuções, hospitais psiquiátricos e a mentira do inferno. Dizem que Anarquia é o caos, mas na sua sociedade capitalista é que vemos criminalidade, prostituição, desigualdade, destruição, ao mesmo tempo: excesso de comida e milhões de seres humanos morrendo de fome, bombardeios de povoados, cidades, países inteiros, arrasam tudo com sua ganância causando pânico geral.
Sua ambição, seu egoísmo, sua burrice, Sua cegueira e loucura pelo poder está destruindo a você mesmo, os seu filhos e seus netos não vão querer lembrar de você, seu sistema está em caos porque é sustentado por mentiras, terror, artigos, Códigos, leis, recompensas e punições. É por isso que somos anarquistas,somos anarquistas para mudar esta sociedade positivamente, para que você se cure dessa loucura perigosa, Nós somos anarquistas, porque é necessário que haja alguém para gritar suas atrocidades, porque não temos medo, como muitos não tiveram. Nós somos anarquistas nas ruas, na prisão, na cadeira elétrica, no julgamento e nos cemitérios.
Porque ser um anarquista é ser muitas coisas que você nem compreende nem tem capacidade de entender, e assim, nos assassinam desde séculos atrás, nos põem a culpa e nos aprisionam, alienam soldados e policias para que vos defendam, usam de todas as artimanhas para nos derrubar, mas, chegam a conclusão de que, para cada anarquista que vocês assassinam, nasce outro.
Não iremos lhes perdoar, não jogaremos o seu jogo, somos aqueles que não crêem em suas promessas, dói em vocês quando defendemos a liberdade e a igualdade, acreditamos na arte, no progresso, na educação, não precisamos nem de deuses, nem mestres, acreditamos nos seres humanos, na Natureza, nos direitos e deveres de cada um, queremos uma sociedade de paz, amor e respeito mútuo, uma sociedade que não parece ser nada igual a sua, queremos uma sociedade anarquista.
Definição de anarquia – Errico Malatesta
Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.
Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.
Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros.
Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo.
Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”.
Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o “Estado” com é chamado.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
" Quer dizer que nós portugueses, assim como espanhóis e os gregos, não deveríamos pagar a dívida?"
Resposta de Noam Chomsky, Filósofo e Activista político norte americano:
"Bem, uma grande parte da dívida é aquilo que na terminologia legal se
chama de "dívida odiosa", ou seja, uma dívida que não é da
responsabilidade das populações. Trata-se de um conceito da lei
internacional criado pelos EUA e que remonta há mais de um século.
Quando os EUA conquistaram Cuba, em 1898, não queriam pagar a enorme
dívida que Cuba tinha em relação a Espanha. Então os EUA determinaram
que a dívida não tinha sido contraída pelo povo cubano, mas pelos
ditadores, os colonizadores. Portanto, a dívida foi considerada
ilegítima e não teria de ser paga. Este é um conceito que tem sido
aplicado uma série de vezes. Se olharmos para as dívidas de países
como a Grécia, Portugal e Espanha, são contraídas por banqueiros,
governantes e elites. As populações não têm nada a ver com isso e
portanto não existe qualquer razão para pagarem".
(In E, revista do Expresso, de 16 de Maio de 2015)
"Bem, uma grande parte da dívida é aquilo que na terminologia legal se
chama de "dívida odiosa", ou seja, uma dívida que não é da
responsabilidade das populações. Trata-se de um conceito da lei
internacional criado pelos EUA e que remonta há mais de um século.
Quando os EUA conquistaram Cuba, em 1898, não queriam pagar a enorme
dívida que Cuba tinha em relação a Espanha. Então os EUA determinaram
que a dívida não tinha sido contraída pelo povo cubano, mas pelos
ditadores, os colonizadores. Portanto, a dívida foi considerada
ilegítima e não teria de ser paga. Este é um conceito que tem sido
aplicado uma série de vezes. Se olharmos para as dívidas de países
como a Grécia, Portugal e Espanha, são contraídas por banqueiros,
governantes e elites. As populações não têm nada a ver com isso e
portanto não existe qualquer razão para pagarem".
(In E, revista do Expresso, de 16 de Maio de 2015)
A origem da palavra “ejaculação”?
Não, não tem origem no latim, grego ou árabe, como muitas palavras portuguesas.
Aqui vai uma pérola da cultura oriental, mais propriamente chinesa.
... A origem da nobre palavra “ejaculação” é, de facto, chinesa e tem origem numa remota lenda chinesa que assim professa:
Um dia, ou melhor, uma noite, um casal chinoca entretinha-se no libidinoso prazer do sexo quando ela, já estafada do esforçado exercício coital, lhe pergunta:
- Amôle! Falta muito pala te viles?
Solícito, ele responde:
- É já, culação!
Naufragar é preciso?’ Texto de João Pereira Coutinho (escritor português) TEXTO PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO DESTA TERÇA-FEIRA
Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse?Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?
A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras
ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os
portugueses.
Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil.
Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros.
Questão de educação.
Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma declaração de princípios: “Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.
A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em certos casos, uma ortografia imaginária.
A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua.
Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os lados. Como foi isso possível?
Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista,
que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.
Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.
Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as consoantes mudas de certas palavras (“ação”, “ótimo” etc.). E respeito porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se apaixonou pela garota de Ipanema.
Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.
Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas, para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as antecedem. O “c” de “acção” e o “p” de “óptimo” sinalizam uma correta pronúncia.
A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos;
faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos, pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma língua passa pela sua literatura.
Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço nenhum português alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Nelson Rodrigues na ortografia brasileira.
Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses alfabetizados que sentem “desconforto” por não poderem comprar, em São Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países a preços civilizados.
Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores brasileiros.
De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a língua naufraga sempre no meio do oceano?
terça-feira, 2 de junho de 2015
TEORIA DE MARC FABER
Curiosa teoria económica anunciada nos Estados Unidos. O tipo chama-se
Marc Faber. É analista e empresário. Em Junho de 2008, quando a
Administração Bush estudava o lançamento de um projecto de ajuda à
economia americana, Marc Faber escrevia na sua crónica mensal um
comentário com muito humor:
"O Governo Federal está a estudar conceder a cada um de nós a soma de
600,00 $. Se gastamos esse dinheiro no Walt-Mart, esse dinheiro vai
para a China.
Se gastamos o dinheiro em gasolina, vai para os árabes. Se compramos
um computador o dinheiro vai para a India. Se compramos frutas, irá
para o México, Honduras ou Guatemala. Se compramos um bom carro, o
dinheiro irá para a Alemanha ou Japão. Se compramos bagatelas, vai
para Taiwan, e nem um centavo desse dinheiro ajudará a la economia
americana. O único meio de manter esse dinheiro nos USA é gastando-o
com putas ou cerveja, considerando que são os únicos bens realmente
produzidos aqui. Eu já estou a fazer a minha parte..."
Resposta de um economista PORTUGUÊS igualmente de bom humor:
"Estimado Marc: Realmente a situação dos americanos é cada vez pior.
Lamento no entanto informá-lo que a cervejeira Budweiser foi
recentemente comprada pela brasileira AmBev. Portanto ficam somente as
putas. Agora, se elas (as putas), decidirem mandar o seu dinheiro para
os seus filhos, ele virá directamente para a Assembleia da República e
Governo de Portugal, aqui em Lisboa, onde existe a maior concentração
de filhos da puta do mundo".
quarta-feira, 20 de maio de 2015
NÃO TINHAM QUE ESTAR LÁ ! ! !
O Mundo e a Nação Benfiquista teriam merecido uma festa bonita , no passado domingo e assim teria acontecido , bastando para isso , que os "guardas-abéis" não tivessem imposto a sua tão dispensável quanto provocatória e asquerosa presença . . .
Era uma festa dos Benfiquistas e as "forças da Ordem" apenas seriam solicitadas , se a mesma fosse desrespeitada . . .
Os "guardas-abéis , únicos responsáveis pelo que se passou no Marquês , no passado domingo , deveriam ser responsabilizados e punidos severa e exemplarmente , por tudo !
Esses projectos de "Agentes da Segurança" , deveriam ter ficado no seu próprio canto , a cuidar e consolar a "sua gente" , essa sim , a precisar dos seus préstimos . . .
NÃO TINHAM QUE ESTAR NO MARQUÊS ! ! !
. . . mas esta é a humilde opinião de um louco , diametralmente oposta à dos srs drs inteligentes , pois , para esses . . . os objectivos foram absoluta e amplamente atingidos . . . superados até ! ! !
. . . CORJA .
Era uma festa dos Benfiquistas e as "forças da Ordem" apenas seriam solicitadas , se a mesma fosse desrespeitada . . .
Os "guardas-abéis , únicos responsáveis pelo que se passou no Marquês , no passado domingo , deveriam ser responsabilizados e punidos severa e exemplarmente , por tudo !
Esses projectos de "Agentes da Segurança" , deveriam ter ficado no seu próprio canto , a cuidar e consolar a "sua gente" , essa sim , a precisar dos seus préstimos . . .
NÃO TINHAM QUE ESTAR NO MARQUÊS ! ! !
. . . mas esta é a humilde opinião de um louco , diametralmente oposta à dos srs drs inteligentes , pois , para esses . . . os objectivos foram absoluta e amplamente atingidos . . . superados até ! ! !
. . . CORJA .
quarta-feira, 13 de maio de 2015
ESTA ERA A REFORMA DO DITADOR OLIVEIRA SALAZAR..

quinta-feira, 30 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Cinco postais para o governo (do sociólogo Boaventura Sousa Santos)
"É isso mesmo, e eu continuo a insistir na reposição do dinheiro em caso de corrupção e aí não seria só BPN.... e, já agora que reformas douradas há por aí (Banco de Portugal e quejandos) e que trabalham em cargos executivos altamente. Porque não rever este assunto? É demasiado melindroso? É verdade que a Presidente da Assembleia da República se encontra reformada de uma entidade pública e continua a prestar serviço numa entidade pública quando um médico e outros não o podem fazer? Estamos onde? Num país a várias velocidades?
Ainda acrescentava mais umas "coisitas" mordomias, fundações,...
FINALMENTE ALGUÉM QUE VEM AJUDAR PAULO PORTAS E DIZER O QUE SÃO AS PEQUENAS E MÉDIAS POUPANÇAS?
Os fazedores de opiniões (Expresso. etc) não falam destas alternativas? só daquelas que lhes convém?
A bem do esclarecimento (e da verdade a que todos temos direito !!!"
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Comunicado no âmbito das Comemorações Populares do 25 de Abril 2015
Comunicado/Declaração do Núcleo da Associação José Afonso Região de
Aveiro nas Comemorações Populares dos 41 Anos do 25 de Abril em Aveiro
A Associação José Afonso, Núcleo Região de Aveiro, fazendo jus ao
legado do cantor da liberdade, que foi perseguido e preso por lutar
contra a ditadura, contra a guerra, contra todo o tipo de
discriminações sociais, quis mais uma vez, participar na evocação do
dia da Liberdade, na revitalização do significado e do legado do 25 de
Abril de 1974, para cuja ocorrência muito contribuíram as canções do
Zeca, os poemas de tantos poetas, o sacrifício físico de muitos/as
portugueses/as anónimos/as e não anónimos/as.
Há 41 anos, os fascistas foram expulsos do Poder pelos militares
revolucionários e o movimento popular que, como uma onda gigante,
então eclodiu, de forma não planeada, espontânea, viva e verdadeira,
trouxe-nos a alegria de podermos sonhar uma vida nova e real, sem
fantasmas, com paz e liberdade. Muitos direitos sociais foram então
conquistados.O povo estava na rua, a Poesia estava na rua, porque os
portugueses sentiram nas suas próprias vontades, nas suas mãos, o
destino do nosso país.
(Era o dia inicial / inteiro e limpo … que inspirava Sophia de Mello Breyner)
Hoje assistimos à banalização histórica, traiçoeira e mentirosa, desse período.
Com intuito pejorativo, chamam-lhe o período do PREC, decerto
ignorando alguns, até, que o significado dessas letras é PERÍODO
REVOLUCIONÁRIO EM CURSO.
E foi um dos mais gloriosos e mais belos períodos da nossa história!
O que eles pretendem, de facto, é desvalorizar a revolução,
desvalorizar e desfazer as conquistas alcançadas, nomeadamente, logo
em primeiro lugar, a Constituição da República Portuguesa.
Assistimos à desvalorização do trabalho, ao desprezo pelas pessoas, à
miséria, às crianças com fome, às pessoas que não se tratam porque não
têm dinheiro para os medicamentos, ao desemprego e à emigração dos
jovens, aos trabalhadores que se deixam humilhar nas empresas porque
têm medo de perder o emprego, à vergonha de ser despejado pelos
Bancos. Que mundo é este, cheio de novos pequenos e grandes ditadores,
em que vivemos?
Resistir!Resistir sempre!Não se trata de resistir à mudança, como
acusam os Vampiros (os tais que comem tudo e não deixam nada),
trata-se de resistir ao que eles querem para nós, que é fazer de nós
meros serviçais, baratos, que se contentem com pouco.
Quando já não formos capazes de lhes ser úteis, eles terão outros para
nos substituir.
É por isso que criam exércitos de desempregados cuja função é somente
estarem à espera que eles os chamem a troco de uma côdea. Foi por isso
que foram alterando as leis laborais, cada vez para pior.
Mas foi também por isso que um extraordinário Inspector-geral do
Trabalho, quando foi alterada a Lei Geral do Trabalho, ainda no tempo
de José Sócrates, se demitiu dizendo:
Com esta lei já não sirvo para nada. Não estaria aqui a fazer nada. Os
patrões vão fazer o que quiserem, quando quiserem.
Esta foi uma reacção corajosa.O caminho é resistir à opressão, ao
roubo, à injustiça. Dizer Não! Dizer Não! Como dizia o poeta. Não!
Parem de roubar! Parem de mentir! Parem de matar a nossa paz! A nossa
felicidade! Os portugueses têm direito a viver confiantes! Têm direito
à saúde, à alimentação, à habitação!Têm direito ao trabalho, a não
serem discriminados! E bastaria que as desigualdades sociais se
atenuassem pela melhor distribuição da riqueza. Bastaria que houvesse
mais honestidade e menos ganância.
Não é por acaso que os pequenos ditadores caseiros tentam impedir que
o povo saia para a rua no 25 de Abril para gritar: Basta! É porque
estes são os servidores dos Senhores do Dinheiro, e têm medo que as
pessoas se juntem, têm medo da força colectiva daqueles/as que estão a
ser humilhados/as, desprezados/as, espoliados/as!
A Associação José Afonso - Núcleo Região de Aveiro, está aqui presente
para lembrar e enaltecer o exemplo de resistência moral e cívica de
tantos aveirenses imortais, não só José Afonso, mas outros, como
Joaquim José de Queiroz, Domingos Leite, José Estevão, Homem Cristo,
Mário Sacramento, etc. que deram exemplo de sacrifício, de ideais
humanos solidários e desprovidos de intuitos interesseiros. E para
dizer Não! À deriva que nos quer fazer voltar ao passado fascista.
Não! Aos Vampiros que nos comem tudo!
Viva o 25 de Abril!! Viva a Liberdade!!
O Núcleo da AJA Região de Aveiro
Aveiro, 25/04/2015
AJA Núcleo da região de Aveiro
Link para a página da AJA: http://www.aja.pt/
Link para ficha de inscrição e contacto AJA: http://www.aja.pt/?page_id=3253
Naia Sardo
Maria José Morgado A VERDADE SEM MEDOS
"A Verdade Sem Medos ... podem bloquear-me, denunciar-me, reportar-me como inimiga ou terrorista, ou raio que os parta a todos até me podem vir prender, mas uma coisa vos posso garantir, ninguém me vai calar, nem a mim nem a esta Grande Senhora.... a partir de hoje este vídeo vai ser a minha publicação diária, sem tréguas ....."
Morgana Vasconcelos
"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a URNA onde já está apodrecendo o cadáver.
Expresso da Meia-Noite 25-04-2014 em directo SIC-N
Tema: 25 de Abril, 40 Anos depois
Ricardo Costa com: - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.
Morgana Vasconcelos
"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a URNA onde já está apodrecendo o cadáver.
Expresso da Meia-Noite 25-04-2014 em directo SIC-N
Tema: 25 de Abril, 40 Anos depois
Ricardo Costa com: - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Fiambre Assado
Ingredientes :
1 mini-fiambre inteiro , de 1 kg
Sumo de 2 laranjas
Sumo de 1 limão
Cravos da índia
3 dl de vinho branco
4 colheres de sopa de mostarda
3 colheres de sopa de pickles de pimentos vermelhos picados
150 gr de fios de ovos
Tempo de preparação
1 hora
Com a ponta afiada de uma faca , faça uma quadrícula grossa a toda a volta de uma peça de fiambre . Em cada intersecção , espete fundo um cravinho da índia .
Numa terrina , coloque o fiambre , com o sumo das laranjas , do limão e o vinho branco . Deixe marinar de um dia para o outro , coberto com película plástica , no frigorífico .
Retire o fiambre da marinada e reserve-a .
Misture a mostarda com os pickles picados e unte o fiambre com este preparado .
Asse-o numa assadeira refractária , por cerca de 50 minutos , em forno pré-aquecido a 180 graus . Durante este processo , vire o fiambre por 2 ou 3 vezes e vá regando com um pouco da calda da marinada .
Disponha o fiambre numa travessa e coloque por cima , um pouco do molho com os pickles de pimento vermelho . À volta da travessa , disponha os fios de ovos .
Sirva com batata-palha e arroz branco .
É claro que , aqui e ali , cada um pode dar o seu cunho pessoal a este verdadeiro petisco !
Bom Apetite
sexta-feira, 3 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Gregos avançam com auditoria à divida, Portugueses continuam a pagar dividas alheias.
Posted: 28 Mar 2015 08:50 AM PDT

Há anos que se recolhem assinaturas, em Portugal para legitimar o avanço de uma auditoria à divida portuguesa. No entanto a tarefa é inglória, os anos passam e não se conseguem encontrar 30 mil portugueses interessados em saber quem e como esbanjaram o nosso dinheiro, e por isso não foi possível ainda recolher as 30 mil assinaturas necessárias, neste site. Os portugueses continuam desinteressados, alienados, desunidos e pouco activos.
A da Grécia "É a primeira comissão de auditoria da dívida a ser formada na Europa"
Nós portugueses somos um país muito preocupado e dedicado mas em encher o bolso ao Jorge Jesus e ao Pinto da Costa, mas muito desinteressado em travar quem nos esvazia os bolsos.
Basta um joguinho de futebol e rapidamente se reúnem milhares e milhares de portugueses dispostos a abrir a carteira e pagar dezenas de euros de bilhete para ver a bola e ajudar os pobres jogadores e treinadores de futebol a pagar os seus luxos. Mas para apoiar uma auditoria à divida, uma simples assinatura grátis, andam alguns voluntários, anos a fio para reunir 30 mil assinaturas? Tanta indignação e ódio contra os corruptos e os desfalques deles e quando alguém se propõe a pedir contas, através de uma entidade internacional, não conseguimos unirmos? Nem em algo que beneficiaria todos os cidadãos, menos os que roubaram o país?
Grécia cria comissão de auditoria da dívida coordenada por
Eric Toussaint.
Segundo esclareceu a presidente do parlamento grego, "o objectivo é determinar o eventual carácter odioso, ilegal ou ilegítimo das dívidas públicas contraídas pelo governo grego".
"É a primeira comissão de auditoria da dívida a ser formada na Europa", lembrou, por sua vez, a deputada do Syriza Sofia Sakorafa.
Em conferência de imprensa, Konstantopoulou afirmou que a Grécia deve auditar a dívida "para saber que parte desta dívida foi utilizada para o bem comum e, como tal, é legal e deve ser paga, e que parte foi mal gasta e, portanto, é ilegal".
A responsável, citada pela agência EFE, considerou ainda que a auditoria à dívida "é um dever para com as gerações futuras, porque vão ter de pagar sem terem nenhuma responsabilidade".
Éric Toussaint, porta-voz do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, explicou que os créditos contraídos para pagar contratos fraudulentos são um exemplo da chamada dívida ilegal e apontou os celebrados com a multinacional alemã Siemens depois de subornos a membros do governo socialista grego.
Segundo o conhecido politólogo, a comissão de auditoria vai ter também em conta "os relatórios da Comissão dos Direitos Humanos ou do Conselho da Europa sobre as consequências dos programas de resgate em matéria de direitos humanos na Grécia".
A comissão vai começar a trabalhar em abril e apresentará um relatório no final de junho, numa conferência internacional sobre a dívida.
Questionada sobre o procedimento a adotar se parte da dívida for considerada ilegal, Konstantopoulou afirmou que as conclusões serão postas à disposição "do Parlamento, do Governo e da Justiça", que "farão o seu dever".
Em conferência de imprensa, Zoe Konstantopoulou frisou que a Grécia deve auditar a dívida "para saber que parte desta dívida foi utilizada para o bem comum e, como tal, é legal e deve ser paga, e que parte foi mal gasta e, portanto, é ilegal".
“Uma dívida ilegítima viola direitos humanos fundamentais”
"Vamos estudar em detalhe a constituição da dívida nos últimos anos, desde o início da ação da 'troika', mas também ter em conta o período anterior a 2010 ", avançou o politólogo.
Se se concluir que uma parte da dívida é ilegítima, “o governo grego poderá então tomar a decisão soberana de não pagar”, afirmou Toussaint, acrescentando que “a comissão tem por objetivo fornecer argumentos sólidos e científicos para sustentar, de seguida, uma decisão política que cabe ao governo da Grécia".
VEJA AINDA ESTES LINKS
Quem é e como opera Eric Toussaint
Mais um caso de auditoria a dividas
85% da divida foi gerada pela corrupção de décadas. PS, PSD, CDS...
NESTE VIDEO EX DEPUTADO DO PS GARANTE QUE É FÁCIL PERCEBER QUE A NOSSA DIVIDA É IMPRODUTIVA, PORQUE FOI FEITA PELA CORRUPÇÃO
domingo, 29 de março de 2015
VÁ ...... TOCA A REZAR .................... Pese a crise, o povo não perde o bom humor!
APELO A SANTO ANTONIO
Fantástico Poema Popular
Ó meu rico Santo Antonio
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Passos Coelho
Para junto do Sá Carneiro
Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso
Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a cousa
Arranja um cantinho
E leva o Jeronimo de Sousa
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está a preceito
Não te esqueças do Louçã
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes
Para que não haja mais troça
E se de tal não te importares
Mete lá nessa carroça
Toda a família Soares
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal
Quem é Paulo Núncio?
Antes de chegar ao Governo, o dirigente do CDS assessorou multinacionais no offshore da Madeira e o fabricante dos blindados no caso das falsas contrapartidas. No governo, destacou-se pela amnistia fiscal aos Espírito Santo que “lavou” as luvas dos submarinos e pela isenção milionária aos grandes grupos económicos.
20 de Março, 2015 - 15:13h
Foto Pedro Nunes/Lusa
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais pode mesmo vir a ser o único sobrevivente da vaga de demissões dos responsáveis pelo fisco português. Paulo Núncio foi o primeiro a desmentir a existência de uma “lista VIP” de contribuintes protegidos das consultas dos funcionários da administração fiscal, para depois se ver desmentido pelos factos. Mas esta polémica, em torno da proteção do cadastro fiscal de Passos Coelho, Paulo Portas, Ricardo Salgado, Cavaco Silva e muitos outros, não é a primeira em que o secretário de Estado está envolvido.No seu currículo de advogado fiscalista tem as sociedades Morais Leitão, Galvão Teles & Associados (MLGTS) e Garrigues & Associados, desde 2007 até à entrada no Governo. Na primeira, esteve ligado ao ramo do escritório para o offshore da Madeira, sendo representante da MLGTS Madeira Management & Investment SA. Esta sociedade foi apontada no livro Suite 605 como a criadora de um grupo de 112 sociedades com o mesmo nome, operação de clonagem que levou a investigações judiciais com origem em Itália. Antes das eleições de 2011, foi chamado por Paulo Portas para as reuniões com a troika, na altura apresentadas como “negociações”.
A maior amnistia fiscal de sempre ao dinheiro escondido no estrangeiro
Logo no primeiro Orçamento de Estado, é criado o terceiro Regime Especial de Regularização Tributária (RERT III), que permitiu a quem escondeu dinheiro em contas no estrangeiro legalizar a situação e proteger-se de futuras condenações a troco de uma taxa de 7,5% sobre o montante declarado. Ao contrário dos dois RERT anteriores, sob o governo Sócrates, este não obrigou ao repatriamento dos capitais, servindo apenas para os amnistiar. A descoberta do esquema de fuga de capitais revelado pela investigação Monte Branco levou ao prolongamento do prazo de candidatura a esta amnistia fiscal. Foi um recorde: 3.4 mil milhões de euros legalizados, mais do que nos RERT I e II juntos.
Paulo Núncio também esteve ligado aos RERT anteriores, mas então no apoio aos beneficiários, ao serviço da Garrigues & Associados. Em 2010, explicava esse regime aos seus clientes como uma “amnistia fiscal” que garante "um escudo protetor (relativamente aos valores declarados) de todas as obrigações fiscais e mesmo de todas as infrações cometidas”.
Entre outros negócios obscuros, o RERT III serviu para ilibar os dirigentes do Grupo Espírito Santo de qualquer acusação a respeito das luvas recebidas pela compra dos submarinos ao consórcio alemão, permitindo ao Ministério Público dar por encerrada a investigação. Paulo Núncio também esteve ligado aos RERT anteriores, mas então no apoio aos beneficiários, ao serviço da Garrigues & Associados. Em 2010, explicava esse regime aos seus clientes como uma “amnistia fiscal” que garante "um escudo protetor (relativamente aos valores declarados) de todas as obrigações fiscais e mesmo de todas as infrações cometidas”. Dois anos depois, falando ao Expresso sobre o RERT III, que criara enquanto governante, garantia que "o Governo rejeita expressões como 'amnistia fiscal' ou 'perdão fiscal'".
A isenção fiscal às SPGS
Poucos meses depois de entrar no governo, um despacho assinado por Núncio isentou os grandes grupos económicos do pagamento de milhões de euros em impostos. "Na prática, uma empresa que pague um euro de uma sua subsidiária pode estar isenta de milhões de euros das sedes dessas empresas", explicou na altura o deputado bloquista Pedro Filipe Soares.
O despacho sobre a tributação dos dividendos dos grupos com sociedades gestoras de participações sociais (SGPS) resultou da polémica venda da empresa telefónica Vivo por parte da Portugal Telecom, cujas mais valias avaliadas em 6 mil milhões de euros não pagaram um cêntimo de imposto. O labirinto montado para as SGPS por empresas de advogados como a de Paulo Núncio, com recurso a sociedades offshore ou paraísos fiscais como o Luxemburgo, permitia-lhes escapar a esta tributação. O despacho assinado pelo Secretário de Estado ajudou ainda mais as grandes empresas a escapar ao pgamento de milhões de euros em impostos. Em 2014, uma auditoria do Tribunal de Contas acusou o Governo de esconder a concessão de benefícios fiscais às SGPS no valor de 1045 milhões de euros.
As contrapartidas dos negócios militares
Quando a Fabrequipa é pressionada a assinar contrapartidas que não queria, Pita recorda a presença de Paulo Núncio em representação da Steyr. Já nessa altura, a maioria PSD/CDS protegeu Paulo Núncio, impedindo a sua audição e esclarecimento do seu papel neste negócio.
Se foi com o RERT III de Paulo Núncio que os beneficiários donegócio dos submarinos escaparam à lei, o próprio Secretário de Estado teve um papel importante, enquanto representante da austríaca Steyr, no negócio-fantasma das contrapartidas pela aquisição de blindados para o exército. Na abertura do concurso, Paulo Portas era ministro da Defesa e coube também ao líder do CDS adjudicar a compra dos Pandur à empresa representada por Núncio. Essa decisão é tomada já depois de Jorge Sampaio ter demitido o seu governo e justificada com a promessa de que isso faria renascer a entretanto encerrada fábrica da Bombardier na Amadora. Sete anos depois, o acordo era denunciado por incumprimento de prazos e outras obrigações da Steyr, entretanto adquirida por um fabricante norte-americano. Só em 2014 houve acordo para terminar o litígio do Estado com a empresa.
Em declarações na comissão parlamentar de inquérito, em 2014, o empresário Francisco Pita, da Fabrequipa, empresa do Barreiro subcontratada para o fabrico dos blindados, afirmou ter sido “obrigado” a adquirir uma empresa sem qualquer atividade e que detinha os direitos das contrapartidas, a GOM. E quando a Fabrequipa é pressionada a assinar contrapartidas que não queria, Pita recorda a presença de Paulo Núncio em representação da Steyr. Já nessa altura, a maioria PSD/CDS protegeu Paulo Núncio, impedindo a sua audição e esclarecimento do seu papel neste negócio.
terça-feira, 24 de março de 2015
PRESIDENTE DA REPÚBLICA, NÃO!... (glosa sobre o poema de Ary dos Santos intitulado “Poeta Castrado, Não!”)
Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
cabeçudo, dromedário,
fantoche de eleição,
parvónio, salafrário,
mestre-escola aldrabão,
oportunista, falsário
malabarista, cabrão.
Chamem-lhe o que quiserem:
Presidente da República, não!...
Os que sabem, como ele,
as linhas com que se cose
vêem o interesse dele em manter a sua pose:
egoísta, trambiqueiro
distorce a realidade,
ao escrever cada “Roteiro”,
para ter visibilidade!...
Os que sabem, como ele,
governar-se e encher a pança
aceitam que seja dele
tanta sede de vingança:
Político vingativo e que,
disso, não se cansa,
não quer saber do aflitivo caos
da actual governança!...
O tipo não faz história.
- Sua morte lenta é fatal!...
Irá ficar na memória
como um mesquinho banal!...
O seu fim poderá ser uma penosa agonia!...
O Povo irá fazer dele escárnio, em cada dia!...
Vai acabar por morrer,
ao parir a ninharia só descrita,
a bem dizer,
nos “Roteiros” da fantasia!...
Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
Chamem-no até p’lo nome,
Cavaco, sem coração,
ao ver que se passa fome
e nada faz p’la Nação!...
Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
Demagogo, mau profeta,
falso professor, ladrão,
um narcisista pateta,
quando calado ou não.
Será tudo o que disserem!...
PRESIDENTE DA REPÚBLICA É QUE NÃO!...
17/03/2015
Carlos Braga
terça-feira, 10 de março de 2015
Gafes anedóticas em tribunais made in Portugal!!!
Estas são piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal'. São coisas que
as pessoas realmente disseram e que foram transcritas textualmente pelos
taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos
realmente aconteciam à sua frente.
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Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todos os anos.
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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afecta a sua memória?
Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
Advogado : Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
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Advogado : Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
Advogado : E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.
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Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
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Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade é que ele tem?
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Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia?
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta
deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.
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Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vítima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
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******* Esta é a melhor! ********
Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado: Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!!
Acórdão do Tribunal da Relação - Finalmente, uma decisão do caralho ...
Agora quando te apetecer mandar aquele teu amigo chato ou o teu chefe "para o caralho", com as letras todas, já existe jurisprudência a teu favor. E que ninguém venha com a tanga de que é crime...
Aqui vai a versão resumida:
Quartel da GNR, 4 de Agosto de 2009. O Cabo da Guarda solicita troca de serviço, mas o superior hierárquico opõe-se. O militar responde-lhe: "Vá pró caralho".
Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal. A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa confirma aquela decisão com a seguinte argumentação:
«[...] A utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma [...] pois tal resulta da experiência comum, que caralho é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] não há nada a que não se possa juntar um caralho, funcionando este como verdadeira muleta oratória.»·
Tanto o juiz-desembargador relator como o juiz militar adjunto consideraram tratar-se apenas de "virilidade verbal".
Eu concordo!
O que poucos podem ver! Em busca das estrelas e montanhas, o suíço, Cristian Mulhsuser, subiu, entre Agosto e Outubro de 2012, três vezes à montanha mais famosa da Suíça, a Matterhorn, para fazer este BELO filme de 4,15 minutos. Ficou a dormir algumas noites a 2.700 metros de altura e com uma temperatura de menos de 12 graus centígrados. A essa altura, sem contaminação de luz, só céus deslumbrantes. A música é de Roberto Cacciapaglia.
ÚLTIMA MAMADA " The last feed by PAULA REGO
Um dos últimos quadros de Paula Rego. Quiçá como reação à extinção da Fundação Paula Rego, instalada na Casa das Histórias em Cascais, a pintora apresentou o trabalho intitulado The last feed (a última mamada).
Tendo sido apresentado em Londres, na sua última exposição (2013), representa a figura de umpalhaço rico (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Cavaco Silva), com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha e decrépita República aperaltada com um chapéu.
O palhaço com a mão esquerda coça a "micose". A Velha pode representar a política, ou a Nação.
Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais não há registo de grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa portuguesa.
Ainda não se sabe se/quando a exposição vier a Portugal e se o quadro fará parte dela.
Truca-Truca
O poema Truca-Truca foi escrito em 1982, durante o primeiro debate parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez.
A sessão plenária já ia a meio quando João Morgado, deputado do CDS, afirmou que “o acto sexual é para fazer filhos”.
Natália Correia, que lutava pela despenalização do aborto, inspirada pelas declarações do deputado, escreveu o poema e pediu a palavra.
Provocou gargalhadas em todas as bancadas parlamentares e a sessão teve de ser interrompida.
Truca-Truca
Já que o coito – diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração!...
...uma vez. E se a função
faz o órgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
Natália Correia
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Os homens trabalham melhor , quando trabalham para o bem do Homem e não para obter a "mais elevada produção" ou "o aumento da eficácia" , que têm sido os objectivos quase exclusivos da agricultura industrial . . .
O objectivo final da agricultura , não é o crescimento das colheitas , mas sim o cultivo e a realização dos seres humanos . . .
A agricultura selvagem não precisa de máquinas nem de produtos químicos e . . . basta-lhe pouca monda . . .
Masanobu Fukuoka
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Carta aberta de Alexis Tsipras à Alemanha: O que nunca foi contado sobre a Grécia.
Redacção Noticias Online / 30/01/2015

A maior parte de vós, caros leitores do Handelsblatt, terá já uma ideia preconcebida acerca do tema deste artigo, mesmo antes da leitura. Rogo que não cedais a preconceitos. O preconceito nunca foi bom conselheiro, principalmente durante períodos em que uma crise económica reforça estereótipos e gera fanatismo, nacionalismos e até violência.
Em 2010, a Grécia deixou de conseguir pagar os juros da sua dívida. Infelizmente, as autoridades europeias decidiram fingir que o problema poderia ser ultrapassado através do maior empréstimo de sempre, sob condição de austeridade orçamental, que iria, com uma precisão matemática, diminuir drasticamente o rendimento nacional, que serve para pagar empréstimos novos e antigos. Um problema de insolvência foi tratado como se fosse um problema de falta de liquidez.
Dito de outro modo, a Europa adoptou a táctica dos banqueiros com pior reputação, que não reconhecem maus empréstimos, preferindo conceder novos empréstimos à entidade insolvente, tentando fingir que o empréstimo original está a obter bons resultados, adiando a bancarrota. Bastava bom senso para se perceber que a adopção da táctica “adiar e fingir” levaria o meu país a uma situação trágica. Em vez da estabilização da Grécia, a Europa estava a criar as condições para uma crise auto-sustentada que põe em causa as fundações da própria Europa.
O meu partido e eu próprio discordamos veementemente do acordo de Maio de 2010 sobre o empréstimo, não por vós, cidadãos alemães, nos terdes dado pouco dinheiro, mas por nos terdes dado dinheiro em demasia, muito mais do que devíeis ter dado e do que o nosso governo devia ter aceitado, muito mais do que aquilo a que tinha direito. Dinheiro que não iria, fosse como fosse, nem ajudar o povo grego (pois estava a ser atirado para o buraco negro de uma dívida insustentável), nem sequer evitar o drástico aumento da dívida do governo grego, às custas dos contribuintes gregos e alemães.
Efectivamente, passado menos de um ano, a partir de 2011, as nossas previsões confirmaram-se. A combinação de novos empréstimos gigantescos e rigorosos cortes na despesa governamental diminuíram drasticamente os rendimentos e, não só não conseguiram conter a dívida, como também castigaram os cidadãos mais frágeis, transformando pessoas que, até então, haviam tido uma vida comedida e modesta em pobres e mendigos, negando-lhes, acima de tudo, a dignidade. O colapso nos rendimentos conduziu milhares de empresas à falência, dando um impulso ao poder oligopolista das grandes empresas sobreviventes. Assim, os preços têm caído, mas mais lentamente do que ordenados e salários, reduzindo a procura global de bens e serviços e esmagando rendimentos nominais, enquanto as dívidas continuam a sua ascensão inexorável. Neste contexto, o défice de esperança acelerou de forma descontrolada e, antes que déssemos por ela, o “ovo da serpente” chocou – consequentemente, os neo-nazis começaram a patrulhar a vizinhança, disseminando a sua mensagem de ódio.
A lógica “adiar e fingir” continua a ser aplicada, apesar do seu evidente fracasso. O segundo “resgate” grego, executado na Primavera de 2012, sobrecarregou com um novo empréstimo os frágeis ombros dos contribuintes gregos, acrescentou uma margem de avaliação aos nossos fundos de segurança social e financiou uma nova cleptocracia implacável.
Recentemente, comentadores respeitados têm mencionado a estabilização da Grécia e até sinais de crescimento. Infelizmente, a ‘recuperação grega’ é tão-somente uma miragem que devemos ignorar o mais rapidamente possível. O recente e modesto aumento do PIB real, ao ritmo de 0,7%, não indica (como tem sido aventado) o fim da recessão, mas a sua continuação. Pensai nisto: as mesmas fontes oficiais comunicam, para o mesmo trimestre, uma taxa de inflação de -1,80%, i.e., deflação. Isto significa que o aumento de 0,7% do PIB real se deveu a uma taxa de crescimento negativo do PIB nominal! Dito de outro modo, aquilo que aconteceu foi uma redução mais rápida dos preços do que do rendimento nacional nominal. Não é exactamente motivo para anunciar o fim de seis anos de recessão!
Permiti-me dizer-vos que esta lamentável tentativa de apresentar uma nova versão das “estatísticas gregas”, para declarar que a crise grega acabou, é um insulto a todos os europeus que, há muito, merecem conhecer a verdade sobre a Grécia e sobre a Europa. Com toda a frontalidade: actualmente, a dívida grega é insustentável e os juros não conseguirão ser pagos, principalmente enquanto a Grécia continua a ser sujeita a um contínuo afogamento simulado orçamental. A insistência nestas políticas de beco sem saída, e em negação relativamente a simples operações aritméticas, é muito onerosa para o contribuinte alemão e, simultaneamente, condena uma orgulhosa nação europeia a indignidade permanente. Pior ainda: desta forma, em breve, os alemães virar-se-ão contra os gregos, os gregos contra os alemães e, obviamente, o ideal europeu sofrerá perdas catastróficas.
Quanto a uma vitória do SYRIZA, a Alemanha e, em particular, os diligentes trabalhadores alemães nada têm a temer. A nossa tarefa não é a de criar conflitos com os nossos parceiros. Nem sequer a de assegurar maiores empréstimos ou, o equivalente, o direito a défices mais elevados. Pelo contrário, o nosso objectivo é conseguir a estabilização do país, orçamentos equilibrados e, evidentemente, o fim do grande aperto dos contribuintes gregos mais frágeis, no contexto de um acordo de empréstimo pura e simplesmente inexequível. Estamos empenhados em acabar com a lógica “adiar e fingir”, não contra os cidadãos alemães, mas pretendendo vantagens mútuas para todos os europeus.
Caros leitores, percebo que, subjacente à vossa “exigência” de que o nosso governo honre todas as suas “obrigações contratuais” se esconda o medo de que, se nos derem espaço para respirar, iremos regressar aos nossos maus e velhos hábitos. Compreendo essa ansiedade. Contudo, devo dizer-vos que não foi o SYRIZA que incubou a cleptocracia que hoje finge lutar por ‘reformas’, desde que estas ‘reformas’ não afectem os seus privilégios ilicitamente obtidos. Estamos dispostos a introduzir reformas importantes e, para tal, procuramos um mandato do povo grego e, claro, a cooperação dos nossos parceiros europeus, para podermos executá-las.
A nossa tarefa é a de obter um New Deal europeu, através do qual o nosso povo possa respirar, criar e viver com dignidade.
No dia 25 de Janeiro, estará a nascer na Grécia uma grande oportunidade para a Europa. Uma oportunidade que a Europa não poderá dar-se ao luxo de perder.
A versão original pode ser consultada aqui.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Mi l a g r e !
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja de uma aldeia próxima.
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... Foi com um padre nosso...mas ele já foi transferido!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A ENCOMENDA PARA POUSAFOLES
Há muito tempo que não ia a Lamas, aldeia situada a 18 km de Coimbra, terra de meu pai. Foi o adeus á minha tia Caçilda que me levou a passar por aquelas paisagens já tão distantes da minha memória. Mas, antes do adeus, tive um momento quase de encantamento, que me fez esquecer o poder da morte e me levou a acreditar na força maior da vida, na solidariedade genuína, porque são os gestos simples, como os que vou contar, que ainda me surpreendem e me fazem emocionar. Cheguei a Coimbra às 13H00 e perguntei quando saía o autocarro para Lamas.
- Às 13H25, disseram-me, - Linha 13.
Esperei.13H25,13H30, na linha 13 não aparecia o autocarro. Aproximei-me de um grupo de motoristas e fiz novamente a pergunta.
- É comigo, disse um deles, é aquele carro ali que vai para Pousafoles, e despediu-se dos outros. Segui-o, olhei á volta e não vi mais ninguém. Subi e instalei-me à vontade. Saímos da garagem, eu e o motorista. Depositei as flores no banco do lado, olhei para trás e pareceu-me um autocarro enorme. Foi apenas um momento de quietude porque na paragem seguinte, na portagem, os passageiros apareceram, ou melhor, as passageiras. Assim que o motorista abriu a porta, diz-lhe uma senhora:
- Tenho aqui uma encomenda para lhe entregar, para Pousafoles, a rapariga que a deixou aqui disse que a mãe está lá na paragem, á espera, leva?
- Não levo, disse o motorista. Gerou-se um pequeno alvoroço.
- Então mas a mãe está lá á espera, a moça não podia cá ficar. Ó Maria, viste a rapariga não viste?
- Vi, disse a Maria.
- É amiga da Cristina não é?
- É, são amigas coitadinhas, pois são. Começaram as pessoas a entrar e a senhora que tinha a encomenda perguntou da rua:
- Está aí alguém que vá para Pousafoles? Não ia ninguém.
- E agora? Não vou deixar a encomenda da rapariga na rua.
- Olha lá, disse a Maria, há uma senhora que entra mais além, que é de Pousafoles, posso levá-la e ela entrega-lhe.
- E se ela não está lá ?- disse a outra.
- Há-de estar, pois se ela veio de manhã na camioneta, há-de voltar.
- Pois é, disse a outra, e isto também não há-de ser nenhuma bomba, e espreitou para o saco. De facto não era uma bomba.
- Pois isto há-de fazer falta à senhora, se a filha cá veio entregar, continuava. O motorista esperava pacientemente pela decisão do mulherio, se levavam ou não a encomenda.
- Olha, diz a que estava na rua, se ela não estiver lá, guarda-a e dás-ma depois.
- Pois claro, logo lha entregas, disse a Maria. Estava decidido! A encomenda seguia viagem. E não é que duas paragens mais á frente a tal senhora que ia para Pousafoles estava lá ?! ( Nem os serviços secretos fariam um controlo tão bem feito).
- Eu não a conheço, disse a Maria, mas que ela é de Pousafoles é. A senhora entra e ela logo lhe pergunta:
-Você não é de Pousafoles?
- Sou sim senhora.
- Tenho aqui uma encomenda, que a filha mandou para a mãe, que está à espera na paragem, você não se importa de a levar?
- Eu não conheço a pessoa mas o que é preciso é que esteja lá alguém para a receber.
- Há-de estar, pois se a filha a veio trazer. . . custa-lhe muito?
- Não custa nada.
- Obrigada. Pronto! Estava entregue a encomenda e por momentos fez-se silêncio na camioneta, sossegaram aquelas almas solidárias que por nada deste mundo deixariam de entregar a bendita. Tão bonito, pensei eu, na minha cidade corro para o autocarro, que ainda está na paragem, mas com a porta fechada, bato no vidro para que o motorista abra, mas ele arranca sem olhar para mim. Porque será? Lá seguimos viagem e descobri coisas que ainda não tinha visto, porque também aqui o progresso vai chegando. Vi estradas novas, pontes, novos pinheiros, embora poucos, no lugar daqueles que foram queimados, mas o que mais me encantou foram as gentes, também elas diferentes. Numa paragem mais á frente entrou um senhor que disse:
- Boas tardes para todos, e um coro de vozes respondeu:
- Boa tarde.
- Um bilhete para o Monte, por favor. Sentou-se atrás do motorista e quando chegámos ao Monte disse:
- Não se importa de me deixar aqui? Não vem mais ninguém. A camioneta parou no sítio pedido, porque a paragem era um pouco mais abaixo e não dava tanto jeito subir a ladeira porque as pernas já não ajudavam.
- Muito obrigado, disse.
- De nada, respondeu o motorista.
- Façam boa viagem, ainda se ouviu da rua. De dentro responderam:
- Que Deus o acompanhe. Eu continuava maravilhada com aqueles pequenos diálogos, tão esquecidos, tão bonitos! Cheguei a Lamas. Na paragem, a minha tia Augusta esperava por mim. Desci. Dentro do autocarro apenas ficou a senhora que ia para Pousafoles, e eu tenho a certeza absoluta que a encomenda foi entregue ao destinatário. Gostaria muito de voltar a fazer a mesma viagem, não pelas razões que me levaram á terra do meu pai, e, dessa vez, se houver alguém que queira mandar uma encomenda para Lamas, não se preocupem, eu própria a entregarei.
Carla Caetano
3/10/06
- Às 13H25, disseram-me, - Linha 13.
Esperei.13H25,13H30, na linha 13 não aparecia o autocarro. Aproximei-me de um grupo de motoristas e fiz novamente a pergunta.
- É comigo, disse um deles, é aquele carro ali que vai para Pousafoles, e despediu-se dos outros. Segui-o, olhei á volta e não vi mais ninguém. Subi e instalei-me à vontade. Saímos da garagem, eu e o motorista. Depositei as flores no banco do lado, olhei para trás e pareceu-me um autocarro enorme. Foi apenas um momento de quietude porque na paragem seguinte, na portagem, os passageiros apareceram, ou melhor, as passageiras. Assim que o motorista abriu a porta, diz-lhe uma senhora:
- Tenho aqui uma encomenda para lhe entregar, para Pousafoles, a rapariga que a deixou aqui disse que a mãe está lá na paragem, á espera, leva?
- Não levo, disse o motorista. Gerou-se um pequeno alvoroço.
- Então mas a mãe está lá á espera, a moça não podia cá ficar. Ó Maria, viste a rapariga não viste?
- Vi, disse a Maria.
- É amiga da Cristina não é?
- É, são amigas coitadinhas, pois são. Começaram as pessoas a entrar e a senhora que tinha a encomenda perguntou da rua:
- Está aí alguém que vá para Pousafoles? Não ia ninguém.
- E agora? Não vou deixar a encomenda da rapariga na rua.
- Olha lá, disse a Maria, há uma senhora que entra mais além, que é de Pousafoles, posso levá-la e ela entrega-lhe.
- E se ela não está lá ?- disse a outra.
- Há-de estar, pois se ela veio de manhã na camioneta, há-de voltar.
- Pois é, disse a outra, e isto também não há-de ser nenhuma bomba, e espreitou para o saco. De facto não era uma bomba.
- Pois isto há-de fazer falta à senhora, se a filha cá veio entregar, continuava. O motorista esperava pacientemente pela decisão do mulherio, se levavam ou não a encomenda.
- Olha, diz a que estava na rua, se ela não estiver lá, guarda-a e dás-ma depois.
- Pois claro, logo lha entregas, disse a Maria. Estava decidido! A encomenda seguia viagem. E não é que duas paragens mais á frente a tal senhora que ia para Pousafoles estava lá ?! ( Nem os serviços secretos fariam um controlo tão bem feito).
- Eu não a conheço, disse a Maria, mas que ela é de Pousafoles é. A senhora entra e ela logo lhe pergunta:
-Você não é de Pousafoles?
- Sou sim senhora.
- Tenho aqui uma encomenda, que a filha mandou para a mãe, que está à espera na paragem, você não se importa de a levar?
- Eu não conheço a pessoa mas o que é preciso é que esteja lá alguém para a receber.
- Há-de estar, pois se a filha a veio trazer. . . custa-lhe muito?
- Não custa nada.
- Obrigada. Pronto! Estava entregue a encomenda e por momentos fez-se silêncio na camioneta, sossegaram aquelas almas solidárias que por nada deste mundo deixariam de entregar a bendita. Tão bonito, pensei eu, na minha cidade corro para o autocarro, que ainda está na paragem, mas com a porta fechada, bato no vidro para que o motorista abra, mas ele arranca sem olhar para mim. Porque será? Lá seguimos viagem e descobri coisas que ainda não tinha visto, porque também aqui o progresso vai chegando. Vi estradas novas, pontes, novos pinheiros, embora poucos, no lugar daqueles que foram queimados, mas o que mais me encantou foram as gentes, também elas diferentes. Numa paragem mais á frente entrou um senhor que disse:
- Boas tardes para todos, e um coro de vozes respondeu:
- Boa tarde.
- Um bilhete para o Monte, por favor. Sentou-se atrás do motorista e quando chegámos ao Monte disse:
- Não se importa de me deixar aqui? Não vem mais ninguém. A camioneta parou no sítio pedido, porque a paragem era um pouco mais abaixo e não dava tanto jeito subir a ladeira porque as pernas já não ajudavam.
- Muito obrigado, disse.
- De nada, respondeu o motorista.
- Façam boa viagem, ainda se ouviu da rua. De dentro responderam:
- Que Deus o acompanhe. Eu continuava maravilhada com aqueles pequenos diálogos, tão esquecidos, tão bonitos! Cheguei a Lamas. Na paragem, a minha tia Augusta esperava por mim. Desci. Dentro do autocarro apenas ficou a senhora que ia para Pousafoles, e eu tenho a certeza absoluta que a encomenda foi entregue ao destinatário. Gostaria muito de voltar a fazer a mesma viagem, não pelas razões que me levaram á terra do meu pai, e, dessa vez, se houver alguém que queira mandar uma encomenda para Lamas, não se preocupem, eu própria a entregarei.
Carla Caetano
3/10/06
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Descubra porque consumir pimenta faz bem à saúde
Pesquisas científicas comprovam que a pimenta possui substâncias medicinais capazes de curar até cancros. O condimento picante ainda é considerado um vilão por muitas pessoas, que acreditam que seu uso pode trazer sérios problemas de saúde.
Seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que a pimenta deve ser evitada. Ela traz consigo alguns mitos, como por exemplo, o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróides. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto.
Os benefícios da pimenta vêm sendo investigados a todo o momento por especialistas para comprovarem, cientificamente, que o uso contínuo e moderado da pimenta faz bem à saúde. A substância química que dá à pimenta o seu carácter picante é exactamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.
ACÇÕES - A capsaicina e a piperina, substâncias picantes das pimentas, melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Elas possuem efeito carminativo (anti-flatulência) e estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.
Existem também estudos demonstrando a potente acção antioxidante (anti-envelhecimento) da capsaicina e piperina. A pimenta possui até propriedades anti-câncer.
Fonte da pesquisa: http://www.ecoengenho.org.br



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Para que a memória não se apague…
Fez no passado dia 27 de Fevereiro, 60 anos, o Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs . Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.
O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida.
A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra, mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso.
Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado, e só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.
O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento. O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substancial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %. A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida. O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983.
Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.
Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial, o que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de divisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.
Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais.
Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Humanidades . . .
. . . do que os Homens podem e deveriam ser capazes , sempre ! Por tudo "isto" , valeu a pena . . . "ter andado por cá" . . .
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA !
1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Euro-zona rejeita Medusa como negociadora grega:"Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Maratona.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Euro-zona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hetero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. O Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-abrigo.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos gregos!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
As Cinquenta Sombras de Grey em versão Alentejana
Quatro alentejanos costumam ir pescar há muitos anos, sempre na mesma época, montando um acampamento para o efeito.
Este ano, a mulher do João bateu o pé e disse que ele não ia. Profundamente desapontado, telefonou aos companheiros e disse-lhes que, desta vez, não podia ir porque a mulher não deixava.
Dois dias depois, os outros chegaram ao local do acampamento e, muito surpreendidos, encontraram lá o João à espera deles e com a sua tenda já armada.
- Atão, João, comé que conseguisti convencer a tua patroa a deixar-te viri?
- Bêm, a minha mulheri tên estado a ler "As Cinquenta Sombras de Grey" e, ontem à nôte, depois de acabar a última página do livro, arrastô-me para o quarto. Na cama, havia algemas e cordas!
Mandô-me algemá-la e amarrá-la à cama e opois disse: Agora, faz tudo o que quiseres...
E ê ... VIM PESCARI !!!
sábado, 7 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
MOMENTOS DE MAGIA . . . À Beira Mar
Do meu posto de vigia, junto ao mar, não vejo só cantores aflitos. Por vezes, também assisto a momentos de magia e nem sempre a minha leitura é um momento de concentração porque os sons que vêm da esplanada acabam por desviar a minha atenção para o que se passa à minha volta.
Em frente ao banco onde me sento, existe um muro que protege a esplanada da falésia e aí costumam poisar as pombas que observam com algum desdém o voo picado e gracioso das gaivotas. Incapazes de maiores proezas preocupam-se em procurar alimento deixado ao acaso por quem passa.
Atrás de mim, na esplanada, estava um casal com uma filha pequena e em cima do muro tinha pousado uma pomba que sem se atrever a voar, pelo espaço aberto que tinha à sua frente, como as destemidas gaivotas, se debruçou no muro de cabeça para baixo, em perfeito equilíbrio mas, para quem olhasse, numa posição de autêntico suicídio. Foi o que deve ter parecido à pequenita que disse aflita para o pai:
-Pai, pai, olha, a pomba vai cair!
O pássaro alheio à aflição da menina esticava o pescoço para fora do muro, espreitando, talvez, alguma lagartixa que por ali andasse a tomar banhos de sol.
Numa atitude de puro divertimento o pai resolve brincar com a filha e diz num jeito teatral:
Ó pomba, não! Não faças isso, pensa nos teus familiares, pensa nas pessoas que gostam de ti.
A pomba recuou na sua posição e entreteve-se a procurar umas migalhas que estavam caídas por ali.
A menina ria-se encantada e não tirava os olhos do animal. Regressei à leitura e passados alguns momentos voltou a menina ao seu chamamento aflito:
Pai, pai, olha a pomba!
E o pai voltou a brincar, vendo que o pássaro tinha voltado à sua posição suicida.
Ó pomba, não! Não faças isso, há sempre uma solução, pensa nos teus amigos, não!
E a ave voltava para trás, naturalmente, cansada da posição em que se encontrava, saltitando à procura de alimento.
A menina ria-se agarrada ao braço do pai, a mãe sorria feliz e o mágico, esse, estava encantado com os momentos de alegria que proporcionava à sua filhota. Esta, provavelmente, iria guardar na sua memória, as palavras mágicas do pai, num certo passeio a Cascais.
Eu, sorria para mim, pensando naquele momento de uma família em perfeita harmonia.
E continuo a acreditar que são estes pequenos momentos que fazem de nós pessoas felizes.
Todos os dias, à hora do almoço, do meu posto de vigia, eu vejo a vida acontecer!
Carla
Outubro 2007
O Trovador e . . . a Pequena "Manif"
Ontem, pude sentir, ao vivo, pela 1ª vez, o verdadeiro sentido de uma manifestação de solidariedade por aqueles que julgando que nada têm, possuem um instrumento ( a voz) capaz de mover outras vozes e outras consciências, em sua defesa.
Passo a explicar:
Perto do sítio onde trabalho, há um recanto, junto ao mar, com várias esplanadas e onde normalmente venho ler, na minha hora do almoço. A clientela é, nesta altura do ano, maioritariamente estrangeira e aproveitando as mentes abertas desta gente, os vários tocadores de verão vão dando uso à sua criatividade. Mas este dia foi diferente.
Entendeu a Autoridade Municipal que era preciso licença para tocar e queria, à força, que o tocador solitário que ali se encontrava, fosse embora dali.
Ele, agarrado à sua viola, cantava: So, so you think you can tell….
A polícia insistia para os acompanhar, coisa que ele não estava na disposição de fazer. A conversa começou a subir de tom e dizia o trovador: Não me calo! Só estou a cantar! E dedilhava a viola cantando: How I wish, how I wish you were here…. Está a ameaçar-me? Vai bater-me?
E o agente de autoridade que falava ( eles eram 4) dizia: baixa a voz que eu não sou surdo.
Nas esplanadas, à volta, começou a gerar-se uma certa movimentação de cadeiras e mesas, pessoas a levantarem-se, máquinas fotográficas prontas a disparar.
A troca de palavras tornou-se mais feroz e um dos agentes afastou-se para ir buscar reforços, enquanto os outros tentavam imobilizar o trovador. Uma saraivada de assobios inundou a esplanada e as máquinas começaram a disparar. O nosso homem debatia-se como um leão e continuava a dizer: Eu sou livre de cantar! Está outra vez a ameaçar-me? Ouviram? Vocês são minhas testemunhas, ele disse que aqui não é lugar para apanhar porrada. Eles vão bater-me. E cantava, So, so you think you can tell….
Nesse momento, sorri pela coragem do trovador, mas temendo por dentro, pelo que se ia seguir depois.
Vieram reforços, com algemas nas mãos, que tentaram agarrar o infeliz que se tinha deitado no chão, agarrado à viola e a gritar. Das esplanadas vieram vendavais de uuuuhs e Shame on you! CNN, CNN, e as máquinas a disparar. Os agentes tentavam imobilizar o trovador e outro afastava a multidão que o apoiava. Um senhor de cabelos brancos, de dedo espetado na cara do polícia dizia: You can´t do this, he is just playing, he is just singing. Nice songs, dizia outro , shame on you.
O agente dizia: Para trás! ( Nunca deve ter ouvido Pink Floyd)
Levaram o homem de rastos, ao som de assobiadelas e mais uuuuhs. Passados uns segundos a nossa vida voltou à normalidade, e eu acho que a manifestação teria sido completa, se tivéssemos resgatado o trovador das mãos da autoridade e cantado com ele:
…há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
Olhei para o meu livro, que estava fechado, para ter a certeza que não estava a ler ficção. Não, não era, isto foi real, aconteceu ontem, em Cascais, na minha hora de almoço!
Mas, hoje, fiquei feliz! De volta ao meu posto de vigia, reparei que o trovador tinha voltado. Não havia sinais de violência. Ele tinha um sorriso no rosto e cantava para a sua plateia: .. I wonna know, Have you ever seen the rain, I wonna know…
E assim, voltou a estar tudo no seu devido lugar!
Carla
Outubro 2007
Passo a explicar:
Perto do sítio onde trabalho, há um recanto, junto ao mar, com várias esplanadas e onde normalmente venho ler, na minha hora do almoço. A clientela é, nesta altura do ano, maioritariamente estrangeira e aproveitando as mentes abertas desta gente, os vários tocadores de verão vão dando uso à sua criatividade. Mas este dia foi diferente.
Entendeu a Autoridade Municipal que era preciso licença para tocar e queria, à força, que o tocador solitário que ali se encontrava, fosse embora dali.
Ele, agarrado à sua viola, cantava: So, so you think you can tell….
A polícia insistia para os acompanhar, coisa que ele não estava na disposição de fazer. A conversa começou a subir de tom e dizia o trovador: Não me calo! Só estou a cantar! E dedilhava a viola cantando: How I wish, how I wish you were here…. Está a ameaçar-me? Vai bater-me?
E o agente de autoridade que falava ( eles eram 4) dizia: baixa a voz que eu não sou surdo.
Nas esplanadas, à volta, começou a gerar-se uma certa movimentação de cadeiras e mesas, pessoas a levantarem-se, máquinas fotográficas prontas a disparar.
A troca de palavras tornou-se mais feroz e um dos agentes afastou-se para ir buscar reforços, enquanto os outros tentavam imobilizar o trovador. Uma saraivada de assobios inundou a esplanada e as máquinas começaram a disparar. O nosso homem debatia-se como um leão e continuava a dizer: Eu sou livre de cantar! Está outra vez a ameaçar-me? Ouviram? Vocês são minhas testemunhas, ele disse que aqui não é lugar para apanhar porrada. Eles vão bater-me. E cantava, So, so you think you can tell….
Nesse momento, sorri pela coragem do trovador, mas temendo por dentro, pelo que se ia seguir depois.
Vieram reforços, com algemas nas mãos, que tentaram agarrar o infeliz que se tinha deitado no chão, agarrado à viola e a gritar. Das esplanadas vieram vendavais de uuuuhs e Shame on you! CNN, CNN, e as máquinas a disparar. Os agentes tentavam imobilizar o trovador e outro afastava a multidão que o apoiava. Um senhor de cabelos brancos, de dedo espetado na cara do polícia dizia: You can´t do this, he is just playing, he is just singing. Nice songs, dizia outro , shame on you.
O agente dizia: Para trás! ( Nunca deve ter ouvido Pink Floyd)
Levaram o homem de rastos, ao som de assobiadelas e mais uuuuhs. Passados uns segundos a nossa vida voltou à normalidade, e eu acho que a manifestação teria sido completa, se tivéssemos resgatado o trovador das mãos da autoridade e cantado com ele:
…há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
Olhei para o meu livro, que estava fechado, para ter a certeza que não estava a ler ficção. Não, não era, isto foi real, aconteceu ontem, em Cascais, na minha hora de almoço!
Mas, hoje, fiquei feliz! De volta ao meu posto de vigia, reparei que o trovador tinha voltado. Não havia sinais de violência. Ele tinha um sorriso no rosto e cantava para a sua plateia: .. I wonna know, Have you ever seen the rain, I wonna know…
E assim, voltou a estar tudo no seu devido lugar!
Carla
Outubro 2007
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O ESCULTOR , OS BONECOS E O QUADRO
Os bonequitos lá partiram, saltitando alegremente, pelos trilhos da inocência, à procura das cores que melhor ilustrassem a tela que levavam debaixo do braço. Uns com melhor sorte, outros com maior dificuldade, foram experimentando as tonalidades de uma vida ainda sem côr, com mil promessas no olhar, cheios de esperança, cheios de ilusões.
Passou-se o tempo e os bonecos cresceram. Nas telas já surgiam vários traços, daquilo que viriam a ser as obras encomendadas pelo Mestre. Eram sonhos de cristal, em corações de prata, aguarelas de mil cores, na constante mutação dos tons, eram o Sol em posição vertical!
Lentamente, os anos foram passando. Os rabiscos inocentes deram lugar a traços complexos, a mistura de cores capazes de confundir a observação atenta de qualquer mestre. Alguns começavam a duvidar da sua capacidade para completar a pintura. Havia já pouco espaço na tela e pareciam dizer: Estamos perdidos!
Um dia, muito suavemente para uns, de repente para outros, os bonecos deram conta de que a corda que o Escultor lhes dera estava a acabar e assustaram-se. Lembraram-se que Ele lhes tinha falado em limite de tempo. E agora? Era altura de olhar o quadro e rever os detalhes. Que côr deveriam ter posto ali? Que pincel utilizado acolá? Já não havia tempo, tinham de regressar e, de tela ao peito, os bonecos, enfrentaram o Escultor murmurando: Mestre, um dia pediste-nos para pintarmos um quadro. Aqui o tens! Foi o melhor que soubemos fazer.
O Artista olhou-os um por um e disse: Não estão nada mal, cada um de vós trouxe-me um original. Vou ter de analisar obras de arte até à eternidade mas, até lá, vou continuar a fazer bonecos.
Carla Caetano
Outubro de 1999
Viver Sustentável: "Não beba água, beba cerveja" (link de matéria)
Viver Sustentável: "Não beba água, beba cerveja" (link de matéria): A matéria importantíssima e as fotos igualmente fortes vem do site Medium.com . Como a privatização da gestão da água, aliada ao descont...
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