sábado, 29 de agosto de 2015
MADRUGADA - Vocal
You better run, you better run
You better not wait too long
You better run, you better run
You better run for you have a heart
So let's start, so let's start
So let's start, tear it all apart
You better run, you better run
You better run for you have a heart
Well, oh, well, oh, you know it's only so much I can take
I buried my head in that pillow for a million days
So, oh, oh well, I'm sorry but I do not care to wait
Dare not walk through the light
Dare not walk through the light
Your vision's travelled far today
So why don't you run away
Your vision's travelled far today
Like in the times when you say
I have a cry, I have a cry, and I will not be contained
I have a cry, I have a cry, and I will not be contained, no
Oh well, oh you know it is only so much I can take
Buried my head in that pillow a million days oh, oh
Oh well, I'm sorry but I do not care to wait
Oh, dare not walk through the light
Dare not walk through the light, oh
Oh, dare not walk through the light
Dare not walk through the light
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Palace Hotel do Buçaco - Aveiro - Portugal
Situado no coração da Mata Nacional do Buçaco, a escassos quilómetros da Mealhada, no distrito de Aveiro, em Portugal, o Palace Hotel do Buçaco é um verdadeiro palácio de conto de fadas em plena floresta encantada. Foi o último palácio mandado construir pelos reis de Portugal. Embora o projecto, em estilo neo-manuelino, datado do último quartel do século XIX, a conclusão da obra verificou-se em 1906, exactamente dois anos antes do Regicídio. Hoje transformado em hotel de luxo, o Palace é uma opção de sonho para quem puder ainda usufruir do acolhimento e do conforto requintados que ele proporciona.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Deep Purple - Woman From Tokyo
Fly into the rising sun,
Faces, smiling everyone
Yeah, she is a whole new tradition
I feel it in my heart
My woman from Tokyo
She makes me see
My woman from Tokyo
She's so good to me
Talk about her like a Queen
Dancing in a Eastern Dream
Yeah, she makes me feel like a river
That carries me away
My woman from Tokyo
She makes me see
My woman from Tokyo
She's so good to me
But I'm at home and I just don't belong ...
So far away from the garden we love
She is what moves in the soul of a dove
Soon I shall see just how black was my night
When we're alone in Her City of light
Rising from the neon gloom
Shining like a crazy moon
Yeah, she turns me on like a fire
I get high
My woman from Tokyo
She makes me see
My woman from Tokyo
She's so good to me
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Reflexões do Júlio Isidro

NÃO, NÃO ESTOU VELHO !!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO !
Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena….
Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente, ordenadamente, no respeito das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.
Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro entre os medicamentos e a comida.
E ainda têm que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de sair de casa, suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se de sangue, 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores de geração espontânea, mas 81.000 licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada” faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e autoestradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “in conseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penaltis escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.
É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
Júlio Isidro
BARCELONA - A Sagrada Família em ... 2026.
Vejam só a maravilha que vai ficar o "delírio genial" do GAUDI ! ! !
http://www.youtube.com/watch_popup?v=RcDmloG3tXU
Os pobrezinhos - Uma delícia sociológica de António Lobo Antunes
"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.
Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria: - Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da menina Teresinha.
O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, um bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:
- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.
Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres dinheiro, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto (- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro) de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico
- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho
o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:
- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu
Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros
- O que é que o menino quer, esta gente é assim
e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.
Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse
- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar
e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.
Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.
Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis"
Por António Lobo Antunes.
domingo, 23 de agosto de 2015
sábado, 22 de agosto de 2015
BREVE MEMÓRIA DA OCUPAÇÃO DA GRÉCIA PELA ALEMANHA DE HITLER - texto de ALFREDO BARROSO (*) no jornal «i»
24 de Junho de 2015 às 15:00
Da percepção que a generalidade das pessoas tem do terror nazi durante a II Guerra Mundial não consta, por desconhecimento, o sofrimento brutal infligido aos gregos pelas tropas de Hitler entre 1941 e 1944.
Todavia, como afirma o grande historiador inglês Mark Mazower em “Inside Hitler’s Greece – The Experience of Occupation, 1941-1944” (publicado em 1993), Atenas sofreu “a fome mais atroz que a Europa ocupada alguma vez conheceu fora dos campos de concentração”.
Para se ter uma pequena ideia da dimensão da tragédia, só no primeiro ano da ocupação nazi, entre Outubro de 1941 e Outubro de 1942, e só nas aglomerações urbanas de Atenas e do Pireu, 49.188 gregos morreram de fome, segundo uma estimativa muito por baixo. Durante todo o período da ocupação nazi, entre 1941 e 1944, terão morrido de fome cerca de 500 mil gregos. De facto, afirma Mark Mazower, “a inflação e a destruição que a Grécia conheceu não têm paralelo em toda a Europa ocupada”.
A comunidade judaica da Grécia, uma das mais antigas da Europa, foi praticamente aniquilada. E a repressão brutal e sangrenta levada a cabo pela Wehrmacht para tentar jugular a resistência grega – sobretudo o EAM/ELAS (Frente Nacional de Libertação/Exército Popular de Libertação Nacional, que chegou a ter cerca de um milhão de aderentes) – cifrou-se em dezenas de milhares de mortos.
O país que o próprio Hitler considerava o “símbolo da civilização humana” foi alvo da repressão mais brutal e desumana que se possa imaginar. Hitler considerava que na sua “nova ordem europeia” os seus súbditos apenas existiam para proporcionar ao Reich matérias--primas, mercadorias e mão-de-obra, e em nenhum caso poderiam esperar vir a ser associados políticos da Alemanha.
Talvez ninguém tenha expressado mais cruamente o pensamento de Hitler do que Hermann Göring ao dirigir-se aos comissários do Reich e aos comandantes dos territórios ocupados, em 6 de Agosto de 1942: “Por toda a parte nos territórios ocupados vejo pessoas a empanturrar-se, enquanto o povo alemão tem fome. Por amor de Deus, vocês não estão aí para trabalhar em prol da prosperidade dos povos que vos foram confiados, mas para lhes tirar tudo o que puderem. Espero que se consagrem a esse objectivo com todas as vossas forças. Essa preocupação permanente pelo bem-estar dos estrangeiros tem de cessar de uma vez por todas[…] Estou-me perfeitamente nas tintas para que os vossos administrados morram de fome. Eles que morram, desde que nenhum alemão morra de fome.”
No magnífico romance “Um Apartamento em Atenas”, publicado em 1945 pelo escritor americano Glenway Wescott (1901-1987), as forças de ocupação alemãs ordenam à família Helianos (um casal com dois filhos) que aloje no seu apartamento no centro de Atenas um obstinado e preconceituoso capitão do serviço de Intendência da Wehrmacht, Ernest Robert Kalter, que às tantas diz aos seus hospedeiros forçados: “Vocês, os gregos, estão todos cheios de doenças venéreas.”
O oficial nazi apropria-se da sala de estar, do quarto principal e da casa de banho, obrigando o casal Helianos a dormir na cozinha. Além disso, o casal tem de cozinhar para ele, lavar-lhe a roupa e estar permanentemente ao seu serviço. Entretanto, os filhos – o rebelde Alex e a misteriosa Leda – passam fome, enquanto o capitão Kalter dá os restos das suas copiosas refeições a um velho bull terrier.
Voltando à realidade descrita por Mark Mazower – de que não está longe a ficção de Wescott, que se baseia, aliás, num caso verdadeiro – “os cadáveres macilentos eram abandonados nas ruas durante horas até que as carroças municipais viessem buscá-los. Eram amontoados e depois levados para o cemitério mais próximo”. Mais: “O espectáculo dos cadáveres amontoados nas ruas mergulhava as pessoas numa angústia profunda” e muitas acabaram por enlouquecer depois de testemunhar e viver esse terror.
Nasci em Roma em 21 de Janeiro de 1945, poucos meses antes do fim da II Guerra Mundial. Vim para Lisboa em 1946, morar em casa dos meus avós paternos. Já com nove ou dez anos de idade, folheei às escondidas um álbum de fotos sobre o Holocausto nazi, que o meu avô tinha na sua pequena biblioteca, intitulado, se não me falha a memória, em inglês: “We Have not Forgotten”. Nunca mais esqueci o que vi.
Tal como os portugueses e quaisquer outros povos, os gregos também têm memória da sua própria história, designadamente, a que o seu país viveu em meados do tão sangrento século XX. Todavia, a Grécia nunca obteve o pagamento pela Alemanha das reparações que lhe eram devidas, apesar dos crimes contra a humanidade que foram cometidos contra os gregos pelos nazis durante a ocupação da Grécia pela Alemanha de Hitler. Porque os outros países aceitaram fechar os olhos.
Nota final: Escrevi este texto indignado com os insultos que têm sido lançados contra o governo grego e contra o Syriza por vários governantes portugueses,mas também por alguns dirigentes do PS, e sobretudo por jornalistas e comentadores outrora de extrema-esquerda, que se passaram para a direita e ainda não conseguiram exorcizar os seus velhos demónios. Que este texto lhes faça bom proveito. Se o lerem.
(*) Cronista, jornalista,ex-deputado e ex-secretário de Estado
TROIKA - Poderosa e Descontrolada.
Documentário do canal franco-alemão "Arte" sobre as intervenções da Troika.
É um documentário para ver com calma já que nunca o veremos na televisão. Não deve dar muito jeito ao poder instalado.
Tradução da Isabel Atalaia, que respondeu ao apelo do Aventar para que fosse legendado e disponibilizado aos portugueses.
https://www.youtube.com/watch?v=5-l4OK6NQX8
É um documentário para ver com calma já que nunca o veremos na televisão. Não deve dar muito jeito ao poder instalado.
Tradução da Isabel Atalaia, que respondeu ao apelo do Aventar para que fosse legendado e disponibilizado aos portugueses.
https://www.youtube.com/watch?v=5-l4OK6NQX8
AYN RAND (1950)

A 2 de fevereiro de 1905 nasceu em S. Petersburgo a filósofa e escritora americana Alissa Zinovievna Rosenbaum, mais conhecida como Ayn Rand, falecida em Março de 1982 em Nova York.
Ficou famosa esta frase dela, que se aplica como uma luva ao que vivemos no mundo, em particular em Portugal nos dias de hoje:
"Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz,
quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores,
quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e às influências, e não ao seu trabalho, e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti,
quando enfim descobrires ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrifício,
poderás afirmar, taxativamente, sem temor de te equivocares, que a tua sociedade está condenada".
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Timelapse - O'Porto (de Paulo Ferreira)
O Porto é uma cidade portuguesa, capital do distrito homónimo, situada no noroeste de Portugal e pertencente à região Norte e sub-região do Grande Porto.
A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte. Tem uma velha ligação socio-económica à Inglaterra e é a cidade onde vive a maior comunidade britânica em Portugal , sendo mesmo considerada a cidade portuguesa com o temperamento mais «centro-europeu» e onde se encontram as raízes judaicas mais antigas e consistentes dos portugueses, através de uma herança «marrana» milenar, onde melhor se pode verificar, em Portugal, o velho adágio centro-europeu da ética protestante que recupera o espírito de 'nação' judaico e que gerou o livre jogo do capitalismo e da economia de mercado: "Stadtluft macht frei" ("O ar da cidade liberta"). É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal e de onde, mais tarde, se construiu o Império Português, visto que foi construído, maioritariamente, por pessoas da Região Norte. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pela sua principal equipa de futebol, o Futebol Clube do Porto, bem como pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores a nível mundial e entre as 100 melhores universidades da Europa.
Em 2012 e 2014, a cidade do Porto foi eleita "Melhor Destino Europeu", distinção atribuída anualmente pela European Consumers Choice. Em 2013, foi eleita o "Melhor Destino de férias na Europa" pela Lonely Planet. Também no ano de 2014, a revista Business Destinations, que organiza anualmente os Bussiness Destinations Travel Awards, considerou que a Alfândega do Porto é o melhor espaço para “reuniões e conferências” da Europa, elegendo este centro de congressos pela sua qualidade e inserção urbana.
Porto, uma cidade maravilhosa que está à procura de ser descoberta.
Veja a segunda parte em: vimeo.com/123362932
Proibida a utilização deste vídeo para fins comerciais.
Para licenciamento: geral@ptimelapse.pt
EN:
Porto is a Portuguese city, capital of the homonymous district, located in the northwest of Portugal and belongs to the northern region and sub-region of Greater Porto.
The city of Porto is known as the City and Invicta as the Capital of the North. It has an old socio-economic link to England and is the city where the largest British community in Portugal, and even considered the Portuguese city with more temper 'Central European' and where are the oldest and most consistent of the Portuguese Jewish roots through a 'Marrano' ancient heritage, which can be seen best in Portugal, the old adage central European Protestant ethic that recovers the spirit of 'nation' Jewish and that generated the free play of capitalism and the market economy "macht frei Stadtluft" ("city air liberates"). It is the city that gave its name to Portugal - very early (. C 200 BC), when designated for Portus Cale, coming later to become the capital of Portucalense, where he graduated and Portugal where more later, they built the Portuguese Empire, since it was built, mostly by people from the North. It is also a known worldwide for its wine, its bridges and old architecture and contemporary city, its historical center, classified as World Heritage by UNESCO, the quality of its restaurants and its gastronomy, its main football team, Football Clube do Porto, as well as its main public universities: the University of Porto, ranked among the top 200 in the world and among the 100 best universities in Europe.
In 2012 and 2014, the city of Porto was voted "Best European Destination" award granted annually by the European Consumers Choice. In 2013, was voted the "Best Vacation Destination in Europe" by Lonely Planet. Also in 2014, the Business Destinations magazine, which annually organizes the Bussiness Destinations Travel Awards, considered the Customs Port is the best space for "meetings and conferences" Europe by electing this convention center for its quality and urban integration .
O'Porto, a wonderful city that is looking to be discovered.
See second part here: vimeo.com/123362932
Timelapse - O'Porto from ptimelapse on Vimeo.
A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte. Tem uma velha ligação socio-económica à Inglaterra e é a cidade onde vive a maior comunidade britânica em Portugal , sendo mesmo considerada a cidade portuguesa com o temperamento mais «centro-europeu» e onde se encontram as raízes judaicas mais antigas e consistentes dos portugueses, através de uma herança «marrana» milenar, onde melhor se pode verificar, em Portugal, o velho adágio centro-europeu da ética protestante que recupera o espírito de 'nação' judaico e que gerou o livre jogo do capitalismo e da economia de mercado: "Stadtluft macht frei" ("O ar da cidade liberta"). É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal e de onde, mais tarde, se construiu o Império Português, visto que foi construído, maioritariamente, por pessoas da Região Norte. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pela sua principal equipa de futebol, o Futebol Clube do Porto, bem como pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores a nível mundial e entre as 100 melhores universidades da Europa.
Em 2012 e 2014, a cidade do Porto foi eleita "Melhor Destino Europeu", distinção atribuída anualmente pela European Consumers Choice. Em 2013, foi eleita o "Melhor Destino de férias na Europa" pela Lonely Planet. Também no ano de 2014, a revista Business Destinations, que organiza anualmente os Bussiness Destinations Travel Awards, considerou que a Alfândega do Porto é o melhor espaço para “reuniões e conferências” da Europa, elegendo este centro de congressos pela sua qualidade e inserção urbana.
Porto, uma cidade maravilhosa que está à procura de ser descoberta.
Veja a segunda parte em: vimeo.com/123362932
Proibida a utilização deste vídeo para fins comerciais.
Para licenciamento: geral@ptimelapse.pt
EN:
Porto is a Portuguese city, capital of the homonymous district, located in the northwest of Portugal and belongs to the northern region and sub-region of Greater Porto.
The city of Porto is known as the City and Invicta as the Capital of the North. It has an old socio-economic link to England and is the city where the largest British community in Portugal, and even considered the Portuguese city with more temper 'Central European' and where are the oldest and most consistent of the Portuguese Jewish roots through a 'Marrano' ancient heritage, which can be seen best in Portugal, the old adage central European Protestant ethic that recovers the spirit of 'nation' Jewish and that generated the free play of capitalism and the market economy "macht frei Stadtluft" ("city air liberates"). It is the city that gave its name to Portugal - very early (. C 200 BC), when designated for Portus Cale, coming later to become the capital of Portucalense, where he graduated and Portugal where more later, they built the Portuguese Empire, since it was built, mostly by people from the North. It is also a known worldwide for its wine, its bridges and old architecture and contemporary city, its historical center, classified as World Heritage by UNESCO, the quality of its restaurants and its gastronomy, its main football team, Football Clube do Porto, as well as its main public universities: the University of Porto, ranked among the top 200 in the world and among the 100 best universities in Europe.
In 2012 and 2014, the city of Porto was voted "Best European Destination" award granted annually by the European Consumers Choice. In 2013, was voted the "Best Vacation Destination in Europe" by Lonely Planet. Also in 2014, the Business Destinations magazine, which annually organizes the Bussiness Destinations Travel Awards, considered the Customs Port is the best space for "meetings and conferences" Europe by electing this convention center for its quality and urban integration .
O'Porto, a wonderful city that is looking to be discovered.
See second part here: vimeo.com/123362932
Timelapse - O'Porto from ptimelapse on Vimeo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
O Amor
Via Lia Rosatto
E alguém disse:
Fala-nos do Amor:
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor,
Para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.
Khalil Gibran

E alguém disse:
Fala-nos do Amor:
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor,
Para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.
Khalil Gibran

O Direito ao Delírio - Eduardo Galeano*
Via Anabela de Araújo
"Mesmo que não possamos adivinhar o
tempo que virá, temos ao menos o direito
de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de
Direitos Humanos, mas a imensa maioria da humanidade
não tem mais que os direitos de: ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milénio vamos fixar os olhos mais para lá da
infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos
medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver
em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais
o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes
que se neguem a cumprir serviço militar,
mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida
à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países
adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres,
mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão
declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação
um negócio, porque a comida e a comunicação
são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém
morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la
e a polícia não será a maldição de quem
não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas,
condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se,
voltarão a juntar-se bem de perto,
costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo
de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer
nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio
tedioso dos deuses, mas neste mundo,
neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e
cada dia como se fosse o primeiro."

"Mesmo que não possamos adivinhar o
tempo que virá, temos ao menos o direito
de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de
Direitos Humanos, mas a imensa maioria da humanidade
não tem mais que os direitos de: ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milénio vamos fixar os olhos mais para lá da
infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos
medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver
em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais
o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes
que se neguem a cumprir serviço militar,
mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida
à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países
adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres,
mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão
declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação
um negócio, porque a comida e a comunicação
são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém
morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la
e a polícia não será a maldição de quem
não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas,
condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se,
voltarão a juntar-se bem de perto,
costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo
de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer
nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio
tedioso dos deuses, mas neste mundo,
neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e
cada dia como se fosse o primeiro."

quarta-feira, 19 de agosto de 2015
FIGOS SECOS (OU COMO SECAR FIGOS
Os meus pais tem uma pequena horta onde cultivam legumes, batatas cebolas e muito mais...tem também laranjeiras, nespereiras e uma figueira que dá figos muito bons e este ano deu tantos que além de os comermos ao natural e de acompanharem uma deliciosa sopa de tomate alentejana, a minha mãe experimentou secá-los ao sol e correu lindamente ficaram bem secos e no ponto, pois seguimos à risca as instruções que nos deram.
Deixo aqui todos os passos que seguimos, se houver interessados podem sempre secar figos para o ano.
Devem secá-los no mês de Agosto e até meados de Setembro.
Distribuir os figos por tabuleiros e deixá-los ao sol e ao ar durante o dia. Recolhem-se ao anoitecer e repete-se novamente este passo até que estejam secos.
O tempo que demoram a secar depende da quantidade de sol que apanham, se estiverem ao sol o dia inteiro deverão secar em sete ou oito dias, se estiverem ao sol só durante a tarde (que foi o que aconteceu com estes) demora um pouco mais, quinze dias. Os figos tem que ser virados para secarem por igual.
Quando os figos do tabuleiro já começavam a secar a minha mãe arranjou um "estendal" de figos...com fio de cozinha e uma agulha de cozer lã, passou-os pelo fio um a um e pendurou-os na janela (foto), assim secaram melhor e ficaram uniformes.
No fim do tempo já estão com aspecto de secos, mais mirrados...é bom sinal!
Para terminar a secagem e para que durem e fiquem bons, foram espalhados num tabuleiro e levados ao forno. Aquece-se o forno a 170º durante 5 min., assim que estiver na temperatura, leva-se o tabuleiro ao forno por 5min. exactos.
Ao levar os figos ao forno estamos a terminar a secagem e a queimar alguma impureza que tenha ficado em algum figo.
Depois de frios polvilham-se com farinha sem fermento, a farinha vai fazer com que não se colem uns aos outros, guardam-se em sacos de pano (algodão ou linho) e guardam-se num sitio seco e fresco.
Posso dizer-vos que fiquei admirada, pois sinceramente quando a minha mãe me disse que ía secar figos e mesmo quando os vi pendurados, pensei...isto não vai dar certo...vão apodrecer! Mas não, o certo e que deu certo e o aspecto e o perfume que passa por aquele saco de algodão onde a minha mãe os guarda é divinal!
Ficaram tão bons, é um regalo comê-los assim secos mas antes que acabem vou fazer um pão de figos secos. Vão ver vai ficar uma delicia.
MASSA DE PIMENTÃO
A massa de pimentão encontra-se à venda nos mais variados hipermercados... não há porque não a consumir e usá-la para tempero na confecção de diversos pratos, enriquecendo o seu sabor !
Mas se formos a comparar a massa de pimentão comprada nos hipermercados e a massa de pimentão que podemos preparar cómoda e facilmente em casa, a 2ª versão ganha por um avanço enorme, tendo em conta o preço que pagamos por um simples frasco e tendo em conta os conservantes que são utilizados para que dure e dure...
A massa de pimentão caseira é facilima de fazer, dura tanto ou mais que a de compra desde que se tenham 2 ou 3 cuidados e é muito mais saborosa, em minha opinião !
Assim sendo e porque o tio do meu marido nos deu bastantes pimentos vermelhos, eu aproveitei para congelar alguns e dos outros fiz massa de pimentão que a Mãe me ensinou a fazer há muitos anos e que está muito saborosa e tem feito as nossas delicias em assados, guisados, estufados, etc...
Ingredientes:
pimentos vermelhos (a quantidade que quiser)
sal
alhos (opcional)
Preparação:
Abra os pimentos, retire-lhes as sementes, lave-os e leve-os a cozer em água.
Depois de cozidos escorrê-los muito bem.
Caso opte por juntar alhos, é aqui que os deve introduzir, quando vai triturar os pimentos.
Triturar os pimentos na Bimby ou no liquidificador (aliás, na Bimby pode logo cozê-los, escorrer a água e triturar a seguir, que foi como eu fiz).

Depois, arranje uma medida qualquer, pode ser uma chávena de chá.
Numa tigela grande faça a proporção de 2 para 1, ou seja, para cada 2 medidas de massa de pimentão coloque 1 medida de sal.
Faça isso até esgotar a massa de pimentão.


Esterilize frascos de vidro, fervendo-os por 30 minutos, deixe-os secar e encha-os com o preparado.
Tape-os, vire ao contrário para ganhar vácuo e pronto, terá a sua massa de pimentão pronta em pouco Tempo e por muito Tempo ! :)

Quando os abrir para usar a massa, após retirar o que pretende coloque azeite a tapar a superfície e volte a tapar, pois assim evita que ganhe bolor se não usar muito frequentemente.
domingo, 16 de agosto de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Este alerta está colocado na porta de um consultório.

"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma. O resfriado escorre quando o corpo não chora. O estómago arde quando as raivas não conseguem sair. O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. O peito aperta quando o orgulho escraviza. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza. A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra. O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver. E as dores caladas? Como falam em nosso corpo? A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado Determinação, abundante combustível chamado Paciência. Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado Inteligência".
Empresas desenvolvem telha que substitui as placas solares - Opção é voltada para os consumidores que não querem prejudicar a estética dos telhados de suas casas.
3 DE AGOSTO DE 2015
PUBLICADO POR ALINE LIMA


Telhas são feitas de cerâmica e possuem células foto-voltaicas embutidas.
Unir sustentabilidade e beleza é um dos desafios do mercado de arquitetura. Por isso, com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos” envolvendo as placas solares convencionais, as empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM aprimoraram a tecnologia e desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício.
Pelo fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, fator que impedia a disseminação da energia solar.
Feitas de cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor.
Segundo o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa facilmente. Entretanto, essas telhas ainda são mais caras do que as placas convencionais.

Instalação das telhas solares é igual a de qualquer outro telhado.
A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na cidade italiana de Veneza, local onde a maioria dessas peças já foram instaladas. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.
Instalação
A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.
Se houver a necessidade de substituição de alguma dessas peças, o processo também é simples, devido ao aspecto modular do telhado.
Outros modelos de telhas solares
Como o mercado da arquitetura sustentável cresce cada vez mais, outras empresas pelo mundo já vinham desenvolvendo tipos de telhas solares, inclusive a própria Area Industrie Ceramiche já havia feito um modelo onde pequenos painéis fotovoltaicos eram acoplados no lado liso das peças cerâmicas. A empresa americana SRS Energy também produz uma placa em formato de telha de barro na cor azul escuro, porém, ela só é compatível com as telhas de cerâmica fabricadas por outra empresa parceira.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Tudo Sobre Plantas
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20 DE JULHO DE 2015 · 9:30
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Ana Primavesi – brasileira pioneira da agroecologia
Engenheira agrônoma brasileira, de 92 anos, receberá o principal prêmio de agricultura orgânica mundial.

Depois de 65 anos na luta pela saúde dos solos, a engenheira agrônoma Ana Primavesi, de 92 anos, receberá o One World Award – o principal título de agricultura orgânica mundial. Conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), o prêmio honra ativistas cujo trabalho tenha impactado positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos. Neste ano, a cerimônia será realizada em setembro, na Alemanha.
Uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil, a austríaca naturalizada brasileira foi escolhida pelo grande impulso que deu aos movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo, segundo os organizadores, para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.
Ana dedicou a sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades. “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Em 65 anos de trabalho, Ana não somente revolucionou a produção agrícola, mas também mudou a vida de muita gente para melhor. Por isso esse prêmio é mais que merecido. Se você quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma espetacular, vale a pena ler o livro Manejo Ecológico do Solo – escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país – ou assistir o documentário [O Veneno Está Na Mesa ].

Fonte: [ As Boas Novas ]
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20 DE JULHO DE 2015 · 9:30
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Ana Primavesi – brasileira pioneira da agroecologia
Engenheira agrônoma brasileira, de 92 anos, receberá o principal prêmio de agricultura orgânica mundial.

Depois de 65 anos na luta pela saúde dos solos, a engenheira agrônoma Ana Primavesi, de 92 anos, receberá o One World Award – o principal título de agricultura orgânica mundial. Conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), o prêmio honra ativistas cujo trabalho tenha impactado positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos. Neste ano, a cerimônia será realizada em setembro, na Alemanha.
Uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil, a austríaca naturalizada brasileira foi escolhida pelo grande impulso que deu aos movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo, segundo os organizadores, para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.
Ana dedicou a sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades. “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Em 65 anos de trabalho, Ana não somente revolucionou a produção agrícola, mas também mudou a vida de muita gente para melhor. Por isso esse prêmio é mais que merecido. Se você quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma espetacular, vale a pena ler o livro Manejo Ecológico do Solo – escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país – ou assistir o documentário [O Veneno Está Na Mesa ].

Fonte: [ As Boas Novas ]
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Fernando Namora - "Terra"
António, é preciso partir!
o moleiro não fia, a terra é estéril,
a arca vazia,
o gado minga e se fina!
António, é preciso partir!
A enxada sem uso,
o arado enferruja,
o menino quer o pão; a tua casa é fria!
É preciso emigrar!
O vento anda como doido – levará o azeite;
a chuva desaba noite e dia – inundará tudo;
e o lar vazio,
o gado definhando sem pasto,
a morte e o frio por todo o lado,
só a morte, a fome e o frio por todo o lado, António!
É preciso embarcar!
Badalão! Badalão! – o sino
já entoa a despedida.
Os juros crescem;
o dinheiro e o rico não têm coração.
E as décimas, António?
Ninguém perdoa – que mais para vender?
Foi-se o cordão,
foram-se os brincos,
foi-se tudo!
A fome espia o teu lar.
Para quê lutar com a secura da terra,
com a indiferença do céu,
com tudo, com a morte, com a fome, coma a terra,
com tudo!
Árida, árida a vida!
António, é preciso partir!
António partiu.
E em casa, ficou tudo medonho, desamparado, vazio.
* Fernando Namora, - 'Terra'
* Edouard Boubat

Neil Young sempre na luta , desta vez com o seu novo álbum , contra Monsanto , esse gigante do agro-negócio
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Chuck Norris critica Monsanto e os danos que a empresa causa à saúde global22 de janeiro de 2015 18h08

O novo disco de Young é um manifesto contra a Monsanto, empresa estadunidense que produz sementes geneticamente modificadas e agro-tóxicos. O cantor critica os possíveis impactos da actuação da companhia sobre a saúde humana e o meio ambiente, além da interferência económica na produção dos pequenos agricultores.
Uma das nove canções do álbum também crítica a rede Starbucks (“Rock Star Bucks a Coffe Shop”). Young passou a defender um boicote à cafetaria pela sua aliança contra a Monsanto. As duas empresas processaram o estado de Vermont por conta de uma inovação em sua legislação, que restringia o uso de transgénicos.
Nos últimos anos, Neil Young tem voltado sua atenção para os temas ambientais. Uma de suas iniciativas foi a de converter seu carro, um Linconl Continental produzido em 1959, em um veículo movido a etanol e baterias. O automóvel foi rebaptizado de LincVolt e um documentário sobre a iniciativa está sendo produzido.
Carreira
Neil Young se tornou um dos ícones da contracultura como um dos vocalistas da banda Buffalo Springfield, cuja canção “For What It's Worth” se tornou uma das músicasde protesto mais famosas na América do Norte. Após passar pelo grupo Crosby, Stills, Nash & Young, teve uma carreira solo bem sucedida, com canções célebres como “Rockin' in the Free World”, “Hey Hey, My My” e “Heart of Gold”.
MST realiza seminário estadual sobre arroz agroecológico
Movimentos sociais e lutas populares podem ser incluídos em lei antiterrorismo
Escócia proíbe cultivo de produtos transgênicos
‘Não é justo propagar o câncer em nome do lucro de meia dúzia’
sábado, 8 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Poema aos homens constipados - António Lobo Antunes -
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)
quinta-feira, 30 de julho de 2015
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA!
1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega:"Ela tem minhocas na cabeça!"
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é preso em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise:
os economistas estão todos falando grego!!!
Quadro de Rembrandt
Muita criatividade e ousadia!!! (vídeo curto, menos de 2 min)A patrulha da noite, quadro de Rembrandt (1642), foi o mote.
Na Holanda, os gestores do Rijksmuseum tiveram uma excelente ideia:
Levar o museu às pessoas, esperando que depois elas se dirijam ao museu.
Escolheram o quadro de Rembrandt, acima referido, como mote.
Aqui podem ver o resultado do espectáculo/montagem, exibido num centro comercial.
CLICAR :
http://www.youtube.com/embed/a6W2ZMpsxhg?feature=player_embedded
Na Holanda, os gestores do Rijksmuseum tiveram uma excelente ideia:
Levar o museu às pessoas, esperando que depois elas se dirijam ao museu.
Escolheram o quadro de Rembrandt, acima referido, como mote.
Aqui podem ver o resultado do espectáculo/montagem, exibido num centro comercial.
CLICAR :
http://www.youtube.com/embed/a6W2ZMpsxhg?feature=player_embedded
terça-feira, 28 de julho de 2015
MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: HÁBITOS DE CONSUMO DE CARNE E PEIXE
MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: HÁBITOS DE CONSUMO DE CARNE E PEIXE: Um video de 18 minutos que nos dá que pensar... a quem ainda não está completamente formatado. Muitos anos não comi carne nem peixe, e agora...
MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: ESPIRALIZADOR LURCH - UM MUST
MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: ESPIRALIZADOR LURCH - UM MUST: Isto sim, gostava de ter na minha cozinha. Aumentava o consumo de legumes crús e isso faria muito bem à saúde, à minha e à do planeta. Por i...
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
A indústria farmacêutica é considerada por muita gente uma verdadeira farsa, que apenas tem como objectivo arrancar-nos o máximo de dinheiro possível, aproveitando-se na falta de saúde da população, em vez de cuidar da nossa saúde.
Estima-se que durante a nossa vida, todos nós ingerimos imensos medicamentos e do mais variado tipo, para remediar algum tipo de patologia. Porém, muitas dessas situações poderiam ser resolvidas com remédios naturais que foram usados pelos nossos antepassados para tratar diversas doenças e problemas de saúde.
Esses remédios naturais usados pelos nossos antepassados, deixaram de ser usados e de se falar neles, porque na realidade com o tempo fomos tornando-nos mais preguiçosos, e além disso é mais fácil ir à farmácia comprar um medicamento, do que recorrer a produtos naturais.
Outro motivo do desaparecimento de muitos remédios naturais prende-se no facto de que prejudica o negócio das farmacêuticas e por isso se tornam indesejáveis.

Existem diversos remédios caseiros para os mais diversos problemas de saúde, mas um dos mais versáteis e menos conhecidos é mesmo o mel com canela.
A combinação do mel com a canela utilizou-se durante vários séculos, estes ingredientes tem propriedades curativas que se utilizaram durante muito tempo e que naturalmente devíamos continuar a utilizar.
Esta combinação ajuda a prevenir ataques de coração, prevenir AVC, reduz o colesterol, fortalece o sistema respiratório e o coração. O mel é o único alimento no mundo que no seu estado puro não se estraga ou apodrece, estando sempre pronto a usar quando o necessite.
Veja algumas das aplicações desta combinação de mel com canela:
Infecções da bexiga
Desfazer-se deste problema de saúde tão desagradável não é difícil, quando temos os incríveis benefícios da canela e do mel. Misture duas colheres pequenas de canela com duas colheres grandes de mel num copo com água morna. Esta combinação ingerida aos poucos ajuda a destruir as bactérias que residem na bexiga.
Doenças do coração
Misture meia colher de canela com uma colher de mel e ingira esta mistura todas as manhãs. Esta combinação ajuda a prevenir ataques do coração, reduz o colesterol, fortalece o coração e regulariza seu ritmo.
Dor de dentes
Se sofre gengivite ou dor de dentes, coloque na boca uma colher de mel misturada em meia colher de canela e deixe desfazer na boca, isso fará reduzir a infecção e a dor.
Para o acne
Esqueça os cremes vendidos para tratar o acne, utilize a canela e o mel e partes iguais misturados e aplique na zona afectada antes de ir para a cama, lave bem quando acordar na manha seguinte e em poucos dias notará muita diferença.
Artrite
Se sofre de artrite tome 2 vezes por dia uma mistura de 2 colheres de mel e meia colher de canela num copo com água morna, esta combinação ajuda a controlar a dor causada pela artrite.
Dores de estômago
Se sofre de dores de estômago ou azia, misture duas colheres de mel com uma colher de canela num pouco de água morna e ingira devagar, essa mistura aplicada lentamente ao nosso esófago e estômago ajuda a melhorar a digestão, alivia os gases, a azia e as dores de estômago.
Para as constipações e tosse
Esta receita serve também para curar e prevenir constipações e tosse.
Infecções ligeiras na pele
Misturar mel e canela em partes iguais e aplicar sobre a infecção, vai se surpreender com a rapidez que a infecção desaparece.
Baixar de peso
A combinação de mel e canela ajuda a ativar o metabolismo e a reduzir a ansiedade por consumir açúcar. Além disso, a canela é um bom regulador dos níveis de glicose no sangue, ajudando também a eliminar o excesso de líquidos e gordura no nosso organismo.
Combater a insónia
Se tem dificuldade para dormir, tome a mistura de uma colher de sopa de mel, com cerca de meia colher de canela num copo com água morna antes de deitar, vai reconfortar o organismo e facilitar o relaxamento, ajudando a dormir melhor.
" Os amigos " de Camilo Castelo Branco

Hoje escolhi trazer aqui um poema de Camilo Castelo Branco, que é dos que mais gostei. Camilo, neste soneto , demonstrou boa dose de humor, ridicularizando os "amigos" que o abandonaram quando cegou. É portanto uma lição de vida, que demonstra que a verdadeira amizade é aquela que não é circunstancial, mas a que se revela a todo tempo sempre presente, partilha alegrias, êxitos, tristezas e sofrimentos.
"Amigos" de circunstância são-no na ocasião e no momento, esfumam-se e são relevados pelo tempo.
" OS AMIGOS"
Amigos cento e dez, e talvez mais,
eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
mais ditoso mortal entre os mortais.
Amigos cento e dez, tão serviçais,
tão zelosos das leis da cortesia,
que eu, já farto de os ver, me escapulia
às suas curvaturas vertebraís.
Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente
que não desfez os laços quase rotos.
- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver". .
- Que cento e nove impávidos marotos!
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco ( nasceu em Lisboa, 16 de Março de 1825 — e morreu em S. Miguel de Seíde, Famalicão 1 de Junho de 1890). Camilo foi romancista, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa viver exclusivamente dos seus escritos literários e o maior romancista português do século XIX (19).
A Ordem Criminosa do Mundo
Excelente documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo actual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo.
O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos.
As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses.
Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.
Quem matou o carro eléctrico?
Em 1996, pensando em reduzir o efeito dos gases estufa, o Estado da Califórnia exigiu que as montadoras fabricassem uma pequena percentagem de carros que não emitissem poluentes, isso quer dizer, carro eléctrico.
As montadoras, então, se focaram em duas linhas de frente: 1-fazer o carro para cumprir a lei, 2-derrubar a exigência legal através de lobistas.
Conseguiram fabricar o carro, a exemplo dos EV1 da GM, que eram muito mais eficientes, duráveis, ágeis, silenciosos e sustentáveis que o velho carro de motor a combustão. Foi uma grande evolução para o meio-ambiente.
Mas conseguiram também derrubar a lei e, então, obrigaram os usuários (inclusive Tom Hanks e Mel Gibson) a devolver seus veículos eléctricos que estavam em leasing e... os destruíram!
Você tem ideia da razão de interesses estariam por trás de destruir os melhores carros até então construídos? O filme mostra esclarece, derrubando todos os mitos gerados pro interesses corporativos.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Celeiro Sustentável: Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fom...
Celeiro Sustentável: Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fom...: Mulher Karo retira folhas verdes dos talos da moringa para preparar refeição (Foto: © Haroldo Castro/Época) http://e...
domingo, 19 de julho de 2015
JORNALISMO, ÉTICA E NEUTRALIDADE
Carlos Braga
Diz o jornalista Bernardo Ferrão que muitos vêem, em Sampaio da Nóvoa (e neles certamente se inclui e revê) um homem carregado de "abrilismos vazios". Era bom que nos explicasse o que é que isto significa. E, já agora - acreditemos na dialéctica - que nos dissesse também o que significa, para si, a expressão "abrilismos cheios". Esta lengalenga dos "abrilismos", dos "abrilinos" e dos que em vez de dizerem 25 de Abril preferem dizer vinte e cinco barra quatro (25/4) é uma linguagem velha e revelha, típica da retórica da direita política, nomeadamente da sua ala mais conservadora.
Diz o jornalista Henrique Monteiro que odeia os que sublinham que o ministro das finanças alemão "anda numa cadeira de rodas", porque "nunca o fariam se ele fosse de esquerda". É pena que não nos diga como se comportaria a direita caso Schauble fosse de esquerda. E como não o diz, perpassa a ideia que conceitos como o de humanidade, ou o de tolerância, são atributos da direita. Assim se inverte a conhecida argumentação estalinista da pretensa "superioridade moral" da esquerda.
De Varoufakis (outro perigoso esquerdista...) diz ser alguém "cujo ego monumental lhe tolhe a lucidez". Olha quem fala! Quem assim perora é alguém que, há uns tempos, a pretexto de apoucar José Sócrates, resolveu encetar uma atrevida incursão na moral kantiana. Não hesitou mesmo em destapar alguns dos seus habituais frasquinhos de sabença, donde retirou algumas tiradas sobre Kant (do tipo "imperativo categórico" e outras que tais, assim como quem quer vincar bem a diferença entre quem sabe e quem julga que sabe).
Estes dois exemplos mostram bem como, a coberto duma enganadora neutralidade e objectividade jornalísticas, se proferem raciocínios vincadamente ideológicos. Mesmo quando se trata de raciocínios com a profundidade de uma tábua rasa.
Falamos de um tipo de jornalismo que utiliza de forma acrítica o discurso dos políticos e que por isso não passa de uma caixa de ressonância desses mesmos discursos. António Guerreiro retratou acertadamente essa forma de fazer jornalismo, nestas avisadas palavras: "jornalistas e políticos (...) pertencem à mesma classe, funcionam segundo a mesma lógica e falam a mesma linguagem".
São jornalistas. Umas vezes deselegantes e outras intolerantes. Intolerantes que lêem Kant, bem entendido.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Sabes o que acontece se aplicares Vic VapoRub na planta dos pés? Um resultado milagroso!
Quase ninguém sabe disto, mas ficas agora a saber que a planta dos pés tem a capacidade de absorver vários géneros de óleos, levando-os para o interior do nosso corpo.
E como não te vais acreditar, então faz este teste rápido, coloca um alho pressionado pelo pé contra o chão, e aguenta assim algum tempo… Passados 20 minutos vai sentir o sabor a alho na boca (faça o teste e comprove).

Alguns de nós temos usado o Vick Vaporub durante muitos anos como remédio para muitas coisas, mas nunca se tinha ouvido falar nisto. O que é certo, é que funciona a 100% de todas as vezes que se faz, apesar de os cientistas nao conseguirem encontrar explicação para que isso aconteça.

Para deter a tosse noturna tanto de uma criança como de um adulto, espalhe Vick Vaporub generosamente sobre a planta dos pés, e cubra logo com meias! Mesmo a tosse mais persistente, forte e profunda, irá parar no máximo em 5 minutos, e vai lhe dar muitas horas de alívio!
Funciona a 100% de todas as vezes que se faz, e funciona melhor nas crianças, tendo um efeito mais rápido e longo.

Além disso, é extremamente calmante e reconfortante, enquanto se dorme profundamente.
É surpreendente ver que é mais eficaz que os medicamentos prescritos para as crianças para essa causa.
Se você tem filhos, netos, ou amigos, partilhe esta mensagem. E se estiver com tosse ou conhecer alguém que esteja, experimente este método e comprove como é uma verdade surpreendente. Irá ficar maravilhado quando ver que funciona e se sentir mais aliviado!
Revelar origem da dívida grega provocaria revolução financeira mundial, diz auditora
Membro da comissão que auditou parte da dívida pública grega, Maria Lúcia Fattorelli questiona: é 'rídiculo' culpar Atenas pela crise europeia
15/07/2015
Por Vanessa Martina Silva,
Do Opera Mundi

Foto: Reprodução
A pressão realizada pelos credores europeus para que a Grécia aceitasse o acordo para um resgate financeiro foi, na verdade, uma tentativa de impedir que se conheçam as origens “ilegais e ilegítimas” da dívida, uma vez que isso provocaria “uma revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulou.
As conclusões iniciais a que o levantamento, do qual Fattorelli fez parte nas primeiras sete semanas de investigação, revelam que “os mecanismos inseridos nesses acordos [de resgate do país] eram para beneficiar os bancos e não a Grécia. (…) A questão é: por que eles [troika] têm que jogar tão pesado?”. Ela responde: “Porque a Grécia pode revelar o que está por trás. A tragédia da Grécia esconde o segredo dos bancos privados. Ela poderia colocar a nu as estratégias utilizadas para salvar bancos e colocar em risco toda a zona do euro, toda a Europa”, aponta a também fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida” no Brasil.
Fattorelli explica que no mesmo dia em que foi criado, em 2010, o plano de suporte à Grécia, a Comissão Europeia criou uma empresa privada em Luxemburgo e os países europeus se tornaram sócios da mesma, colocando garantias na ordem de 440 bilhões de euros, e que um ano depois chegaram à soma de 800 bilhões. A empresa, explica Fattorelli, serviu para “fazer o repasse de papéis podres dos bancos para os países, utilizando o sistema da dívida”. Paralelamente, também no mesmo dia, o Banco Central Europeu anuncia um programa de compra de papéis no mercado para ajudar bancos privados: “Isso é um escândalo. É ilegal, mas é colocado como se isso tivesse sido feito para salvar a Grécia”, aponta a economista.
“Eles poderiam vir a público denunciando o que já foi descoberto, as irregularidades que já foram apuradas. Todos nós gostaríamos que a Grécia reagisse agora diante dessa camisa de força do euro, desse poder dado ao Banco Central Europeu, das instituições acima dos países e toda essa situação financeira de dependência”, comenta a auditora, fazendo referência ao fato de que o sistema do euro impede que os países-membros exerçam uma política monetária independente.
Questionada sobre a possibilidade de os termos do acordo com a Grécia serem uma “punição política” ao premiê grego e também um recado aos demais países em dificuldades na Europa - como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha -, Fattorelli observa que essa é a estratégia que vem sendo adotada desde 2010. "A Grécia foi colocada sob os holofotes da grande mídia no mundo inteiro como se fosse a responsável pela crise Europeia. Isso é ridículo, porque quando você olha o tamanho da economia grega, em comparação com a europeia, o PIB da Grécia é em torno de 3% do europeu. Então, como 3% pode abalar 97%? Isso é uma criação e é absurdo que ninguém questione isso”, afirma.
Maria Lucia Fattorelli | Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Reestruturação da dívida
Apontada por Tsipras como uma vitória nas negociações com os credores, a reestruturação da dívida é, na opinião da auditora, contra indicada caso não tenha sido concluída a auditoria da dívida.
Fattorelli explica que se for feita neste momento, o país “vai reestruturar grande parte de uma dívida que deveria ser anulada. Antes de reestruturar, deveria ser concluída a auditoria para que se analise o que realmente deve ser reestruturado. Agora, como está, vão empacotar tudo junto: a parte ilegal e a ilegítima”, esclarece.
Entre a dívida ilegal, ela aponta os quase 50 bilhões de euros usados para salvar os bancos nos últimos anos. “Isso não é dívida pública, isso é outra coisa. Deveria ser considerado um empréstimo aos bancos privados, não uma dívida pública do país”, destaca.
Perda da soberania
Após a assinatura do acordo por Tsipras, analistas e mesmo setores da esquerda grega avaliaram que a adoção das medidas caracteriza uma perda da soberania do país. Fattorelli discorda. Para ela, Atenas perdeu a soberania já em maio de 2010, quando foi assinado o primeiro pacote de resgate e a troika [conjunto de credores gregos formado por FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia] "passou a mandar lá".
"Inclusive, a lei vigente sobre esses acordos é a lei inglesa, não é a grega. Além disso, se a Grécia tiver que ir a algum tribunal, ficará submetida ou ao tribunal de Luxemburgo ou ao de Londres”, acrescenta Fattorelli, que considera essa situação jurídica "um abuso".
Ela avalia, no entanto, que a oportunidade que os gregos tinham agora de retomar as rédeas sobre os rumos do país foi perdida. “O país está à venda desde que foram criados o fundo de estabilização para salvar os bancos e o fundo de privatização. Ambos determinados pelo FMI em 2010”.
‘Sistema é inviável’
A crise grega abre a possibilidade de que se discuta a fundo a questão do sistema da dívida, defende Fattorelli. No país helênico, os "bancos privados criaram derivativos em cima de derivativos. Papéis podres que estavam inundando seus balanços. Ou seja, eles estavam quebrados, mas foram considerados grandes demais para quebrar e continuaram com seus patrimônios intocáveis”. Contudo, quem está assumindo esse ônus são os países, “e é um ônus que não tem fim”, aponta.
“O último dado conhecido do volume de derivativos tóxicos divulgado pelo BIS (Banco Central dos Bancos Centrais), em 2011, informava que o montante chegava a 11 PIBs mundiais. Então eu questiono: esse salvamento vai resolver alguma coisa? Não! Será somente o adiamento até uma nova crise. E aí o que vai ser feito depois?”, indaga.
Na verdade, esse sistema “além de não ter lógica está comprometendo o emprego real, está comprometendo a indústria, o comércio. Ou seja, toda a economia real está comprometida, assim como a vida das pessoas”. Ela ressalta, no entanto, que isso não ocorre só na Grécia: “olha no Brasil, o que está acontecendo [com o ajuste fiscal levado a cabo pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy]. É o mesmo esquema, o mesmo sistema da dívida atuando”.
Argentina e Equador
Para um melhor entendimento da crise grega, Fattorelli a comparou à que foi vivenciada pela Argentina em 2000: “depois de cumprir todas as privatizações que o FMI queria, o fundo deu as costas ao país e deixou espaço aberto para os bancos privados oferecerem o acordo. Eles colocaram juros equivalentes ao crescimento do PIB e como consequência, hoje a dívida argentina já é um problema novamente e não significou nenhum benefício aquilo [o receituário do FMI]. Além disso, o país também não fez a auditoria”.
Em 2008, o presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou que não pagaria parte da dívida externa do país, após a realização de uma auditoria, da qual Fattorelli participou. A diferença do pequeno país sul-americano para a Grécia, Argentina ou mesmo o Brasil é explicada pela economista: “Correa conseguiu enfrentar o sistema porque, como o Syriza, chegou ao poder sem financiamento privado, não chegou lá atrelado aos interesses dos financiadores. Se olharmos no site do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] do Brasil, quem financiou as campanha presidenciais e legislativas foram os bancos privados e as grandes corporações”, aponta.
Ela conta também que o processo completo no Equador durou um ano e quatro meses. Além disso, o relatório foi submetido a um crivo jurídico nacional e internacional para garantir sua legitimidade.
Outro ponto é que o Equador, que diminuiu em 70% o valor devido aos credores, tinha, segundo Fattorelli, dinheiro para recomprar a dívida: "Fez a proposta e honrou".
“O problema da Argentina [de 2000] é que não fez auditoria, chegou ao fundo do poço e quebrou. Já a Grécia, quando o Syriza chegou ao poder, já estava quebrada e dentro da camisa de força da estrutura da zona do euro, em que não tem moeda própria. Nesse aspecto, a situação grega é até pior do que a Argentina, que tinha moeda própria”, acrescenta.
Solução possível
Apesar das conclusões de Fattorelli, ela não considera que o acordo feito por Tsipras era o único possível: “Eles poderiam criar uma moeda paralela temporária — solução apontada por economistas famosos, inclusive — até resolver a situação. Se adotassem isso, fariam um bem a toda a humanidade. Mas prosseguir com este modelo suicida não tem futuro”.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O homem e a mulher
-O homem é a mais elevada das criaturas ; a mulher é o mais sublime dos ideais .
-O homem é a águia que voa ; a mulher o rouxinol que canta . Voar é dominar o espaço , cantar é conquistar a alma .
-O homem é o cérebro ; a mulher o coração . O cérebro produz luz , o coração faz amor . A luz fecunda , o amor ressuscita .
-O homem é génio ; a mulher é anjo . O génio é incomensurável , o anjo é indefinível . Contempla-se o infinito , admira-se o inefável .
-A aspiração do homem é a suprema glória ; a aspiração da mulher é a virtude extrema . A glória constrói o grande , a virtude o divino .
-O homem tem a supremacia ; a mulher a preferência . A supremacia significa a força , a preferência representa o direito .
-O homem é forte pela razão ; a mulher é invencível pelas lágrimas . A razão convence , as lágrimas comovem .
-O homem é capaz de todos os heroísmos ; a mulher de todos os martírios . O heroísmo enobrece , o martírio sublima .
-O homem tem um farol : a consciência ; a mulher uma estrela : a esperança . O farol guia , a esperança salva .
Enfim , o homem está colocado onde termina a terra ; a mulher , onde começa o céu !
-O homem é a águia que voa ; a mulher o rouxinol que canta . Voar é dominar o espaço , cantar é conquistar a alma .
-O homem é o cérebro ; a mulher o coração . O cérebro produz luz , o coração faz amor . A luz fecunda , o amor ressuscita .
-O homem é génio ; a mulher é anjo . O génio é incomensurável , o anjo é indefinível . Contempla-se o infinito , admira-se o inefável .
-A aspiração do homem é a suprema glória ; a aspiração da mulher é a virtude extrema . A glória constrói o grande , a virtude o divino .
-O homem tem a supremacia ; a mulher a preferência . A supremacia significa a força , a preferência representa o direito .
-O homem é forte pela razão ; a mulher é invencível pelas lágrimas . A razão convence , as lágrimas comovem .
-O homem é capaz de todos os heroísmos ; a mulher de todos os martírios . O heroísmo enobrece , o martírio sublima .
-O homem tem um farol : a consciência ; a mulher uma estrela : a esperança . O farol guia , a esperança salva .
Enfim , o homem está colocado onde termina a terra ; a mulher , onde começa o céu !
domingo, 12 de julho de 2015
"Na Grécia a dignidade venceu a cobiça"

Anabela de Araújo
Não resisti...
Na Grécia a dignidade venceu a cobiça
08/07/2015
"Há momentos na vida de um povo em que ele deve dizer Não, para além das possíveis consequências. Trata-se da dignidade, da soberania popular, da democracia real e do tipo de vida que se quer para toda a população.
Há cinco anos que a Grécia se debate numa terrível crise econômico-financeira, sujeita a todo tipo de exploração, chantagem e até terrorismo por parte do sistema financeiro, especialmente de origem alemã e francesa. Ocorria uma verdadeira intervenção na soberania nacional com a pura e simples imposição das medidas de extrema austeridade excogitadas, sem consultar ninguém, pela Troika (Banco Central Europeu, Comissão Européia e o FMI).
Tais medidas implicaram uma tragédia social, face à qual o sistema financeiro não mostrava nenhum sentido de humanidade. “Salve-se o dinheiro e que sofra ou morra o povo”. Efetivamente desde que começou a crise ocorreram mais de dez mil suicídios de pequenos negociantes insolventes, centenas de crianças deixadas nas portas dos mosteiros com um bilhete das mães desesperadas:”não deixem minha criancinha morrer de fome”. Um sobre quatro adultos estão desempregados, mais da metade dos jovens sem ocupação remunerada e o PIB caiu 27%. Não passa pela cabeça dos especuladores que atrás das estatísticas se esconde uma via-sacra de sofrimento de milhões de pessoas e a humilhação de todo um povo. Seu lema é “a cobiça é boa”. Nada mais conta.
Os negociadores do novo governo grego de esquerda, do Syriza, com o primeiro ministro Alexis Tsipras e seu ministro da fazenda um acadêmico e famoso economista da teoria dos jogos Yanis Varoufakis que quiseram negociar as medidas de austeridade duríssimas encontraram ouvidos moucos. A atitude era de total submissão:”ou tomar ou deixar”. O mais duro era o ministro das Finanças alemão Wolfgang Sträuble:”não há nada para negociar; apliquem-se as medidas”. Nem pensar numa estratégia do ganha-ganha, mas pura e simplesmente do ganha-perde. A disposição era de humilhar o governo de esquerda socialista, dar uma lição para todos os demais países com crises semelhantes (Italia, Espanha, Portugal e Irlanda).
A única saída honrosa de Tsipras foi convocar um referendo: consultar o povo sobre se diria um Não (OXI) ou um Sim (NAI). Qual a posição face à inflexibilidade férrea da austeridade que aparece totalmente irracional por levar uma nação ao colapso, exigindo uma cobrança da dúvida reconhecidamente impagável. O própro Governo propôs a consulta e sugeriu o Não. Os credores e os governos da França e da Alemanha fizeram ameaças, praticaram um verdadeiro terroismo nas palavras do ministro Varoufakis e falsificaram as informações como se o referundo fosse para ficar na zona do Euro ou sair, quando na verdade não se tratava nada disso. Apenas era de aceitar ou rejeitar o “diktat” das instituições financeiras européias. A Grécia quer ficar dentro da zona do Euroa.
A vitória de domingo dia 5 de julho foi espetacular para o Não: 61% contra 38% do Sim. Primeira lição: os poderosos não podem fazer o que bem entendem e os fracos não estão mais dispostos a aceitar as humilhações. Segunda lição: a derrota do Sim mostrou claramente o coração empedernido do capital bancário europeu. Terceiro, trouxe à luz a traição da Unidade Européia a seus próprios ideais que era a integração com solidariedade, com igualdade e com assistência social. Renderam-se à lógica perversa do capital financeiro.
A vitória do Não representa uma lição para toda a Europa: se ela quer continuar a ser súcuba das políticas imperiais norteamericanas ou se quer construir uma verdadeira unidade européia sobre os valores da democracia e dos direitos. O insuspeito semanário liberal Der Spiegel advertia que através da Sra. Merkel, arrogante e inflexível, a Alemanha poderia, já pela terceira vez, provocar uma tragédia européia. Os burocratas de Bruxelas perderam o sentido da história e qualquer referência ética e humanitária. Por vingança o Banco Central Europeu deixou de subministrar dinheiro para os bancos gregos continuarem a funcionar e os obrigou a fechar.
Uma lição para todos, também para nós: quando se trata de uma crise radical que implica os rumos futuros do país, deve-se voltar ao povo, portador da soberania política e confiar nele. A partir de agora os credores e as inflexíveis autoridades do zona do Euro terão pela frente não um governo que eles podem aterroizar e manpular, mas um povo unido que tem consciência de sua dignidade e que não se rede à avidez dos capitais. Como dizia um cartaz:”Se não morremos de amor, por que vamos morrer de fome”?
Na Grécia nasceu, pela primeira vez, a democracia mas de cunho elitista. Agora, nesta mesma Grécia, está nascendo uma democracia popular e direta. Ela será um complemento à democracia delegatícia. Isso vale também para nós no Brasil.
Um prognóstico, quiçá uma profecia: não estaria nascendo, a partir da Grécia, a era dos povos? Face às crises globais serão eles que irão às ruas, como entre nós e na Espanha e tentarão formular os parâmetros políticos e éticos do tipo de mundo que queremos para todos. Já não confiamos no que vem de cima. Seguramente o eixo estruturador não será a economia capitalista desmoronando, mas a vida: das pessoas, da natureza e da Terra. Isso realizaria o sonho do Papa Francisco em sua encíclica: a humanidade “cuidando da Casa Comum”.
Leonardo Boff
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Ladrões de Bicicletas: O novo caminho para a servidão
Ladrões de Bicicletas: O novo caminho para a servidão: Ao contrário do que os media dão a entender, o futuro da zona euro e da UE não se decide neste fim-de-semana. Já foi decidido no passado ...
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Viver Sustentável: Causa primária e prevenção do câncer , por Otto H....
Viver Sustentável: Causa primária e prevenção do câncer , por Otto H....: Foi este homem: Otto Heinrich Warburg (1883-1970). Prêmio Nobel 1931 para a sua tese "a causa primária e prevenção do câncer&quo...
Ladrões de Bicicletas: Memória (IX)
Ladrões de Bicicletas: Memória (IX): Pedro Delgado Alves (ontem, no Debate do Estado da Nação) « 1. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que aumentou o IVA da restauração e ...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
ÉVORA ESPERA POR ELES . . .
Se calhar alguns dos 700 e tal portugueses lá com conta na Suiça, é com dinheiro deste…
Mas os burros gostam…
Não sendo novidade para muita gente, é sempre bom lembrar...
Lá diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba sempre por vir à tona.
1- A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi redirecionada pela investigação e pelos média para passar a visar principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN prometia dar cabo do PSD.
2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos média evitam tocar.
3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN, inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido. A tática então escolhida pelo polvo laranja foi desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar» a comunicação social! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.
4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.
5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de milhões, amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras. Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los generosamente» ao Estado para lá construir o IPO. Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os amigos vendedores compradores, quiçá com umas comissões a transferir para a Suíça.
6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética(!) do IPO entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha ótimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.
7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projeto não será da responsabilidade do município de Oeiras."
8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?
9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.
10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projeto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido muito diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.
11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês. Não sabemos o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes? Que Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do projeto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª). É bem possível que essa tenha sido a razão.
(ª) - É bom que se entenda que o polvo laranja tem como pai o Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Por que nós somos anarquistas?
Nós somos anarquistas, porque há vários séculos, temos sido vítimas de todos os tipos de governos, que ao longo dessa tirania, foi aparecendo mais um ladrão, mais um fanático, mais um assassino mais um déspota. Nós somos anarquistas porque nós achamos que não existem razões para ser explorado e para que tenhamos de trabalhar para que um grupo de sem vergonhas se tornem milionários. Nós somos anarquistas, porque não aceitamos nas leis que são inventadas para assassinar e sufocar o nosso grito de protesto. Nós somos anarquistas porque não acreditamos nas suas guerras, em suas pátrias, ou em seus deuses. Nós somos anarquistas porque detestamos sua polícia, os seus generais, reis e presidentes. Nós somos anarquistas, porque, ao contrário deles, sofremos com as desgraças humanas. Nós somos anarquistas, porque queremos vida livre, saudável, de respeito mútuo e igualdade para os nossos filhos e filhas. Nós somos anarquistas porque não agüentamos ver as lágrimas de tantas pessoas boas, humildes, que têm sido enganadas geração após geração. Nós somos anarquistas, porque estamos envergonhados desse sistema, em que vemos, não só morte, mas: fome, prisões, repressão, desigualdade, e alienação além de milhões de mentiras. Nós somos anarquistas porque conhecemos o seu poder, a sua força, seu terrorismo, a calúnia, vocês nos assassinam nos encarceram, nos difamam.
Chamamos de terroristas, algumas pessoas que dominam outras pessoas com bombas, tanques, armas, prisões,torturas e execuções, hospitais psiquiátricos e a mentira do inferno. Dizem que Anarquia é o caos, mas na sua sociedade capitalista é que vemos criminalidade, prostituição, desigualdade, destruição, ao mesmo tempo: excesso de comida e milhões de seres humanos morrendo de fome, bombardeios de povoados, cidades, países inteiros, arrasam tudo com sua ganância causando pânico geral.
Sua ambição, seu egoísmo, sua burrice, Sua cegueira e loucura pelo poder está destruindo a você mesmo, os seu filhos e seus netos não vão querer lembrar de você, seu sistema está em caos porque é sustentado por mentiras, terror, artigos, Códigos, leis, recompensas e punições. É por isso que somos anarquistas,somos anarquistas para mudar esta sociedade positivamente, para que você se cure dessa loucura perigosa, Nós somos anarquistas, porque é necessário que haja alguém para gritar suas atrocidades, porque não temos medo, como muitos não tiveram. Nós somos anarquistas nas ruas, na prisão, na cadeira elétrica, no julgamento e nos cemitérios.
Porque ser um anarquista é ser muitas coisas que você nem compreende nem tem capacidade de entender, e assim, nos assassinam desde séculos atrás, nos põem a culpa e nos aprisionam, alienam soldados e policias para que vos defendam, usam de todas as artimanhas para nos derrubar, mas, chegam a conclusão de que, para cada anarquista que vocês assassinam, nasce outro.
Não iremos lhes perdoar, não jogaremos o seu jogo, somos aqueles que não crêem em suas promessas, dói em vocês quando defendemos a liberdade e a igualdade, acreditamos na arte, no progresso, na educação, não precisamos nem de deuses, nem mestres, acreditamos nos seres humanos, na Natureza, nos direitos e deveres de cada um, queremos uma sociedade de paz, amor e respeito mútuo, uma sociedade que não parece ser nada igual a sua, queremos uma sociedade anarquista.
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