quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Amor

Via Lia Rosatto

E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
Para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.

Khalil Gibran



O Direito ao Delírio - Eduardo Galeano*

Via Anabela de Araújo

"Mesmo que não possamos adivinhar o
tempo que virá, temos ao menos o direito
de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de
Direitos Humanos, mas a imensa maioria da humanidade
não tem mais que os direitos de: ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milénio vamos fixar os olhos mais para lá da
infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos
medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver
em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais
o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes
que se neguem a cumprir serviço militar,
mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida
à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países
adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres,
mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão
declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação
um negócio, porque a comida e a comunicação
são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém
morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la
e a polícia não será a maldição de quem
não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas,
condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se,
voltarão a juntar-se bem de perto,
costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo
de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer
nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio
tedioso dos deuses, mas neste mundo,
neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e
cada dia como se fosse o primeiro."



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Choro da Avenida

FIGOS SECOS (OU COMO SECAR FIGOS


Os meus pais tem uma pequena horta onde cultivam legumes, batatas cebolas e muito mais...tem também laranjeiras, nespereiras e uma figueira que dá figos muito bons e este ano deu tantos que além de os comermos ao natural e de acompanharem uma deliciosa sopa de tomate alentejana, a minha mãe experimentou secá-los ao sol e correu lindamente ficaram bem secos e no ponto, pois seguimos à risca as instruções que nos deram.
Deixo aqui todos os passos que seguimos, se houver interessados podem sempre secar figos para o ano.



Devem secá-los no mês de Agosto e até meados de Setembro.

Distribuir os figos por tabuleiros e deixá-los ao sol e ao ar durante o dia. Recolhem-se ao anoitecer e repete-se novamente este passo até que estejam secos.

O tempo que demoram a secar depende da quantidade de sol que apanham, se estiverem ao sol o dia inteiro deverão secar em sete ou oito dias, se estiverem ao sol só durante a tarde (que foi o que aconteceu com estes) demora um pouco mais, quinze dias. Os figos tem que ser virados para secarem por igual.

Quando os figos do tabuleiro já começavam a secar a minha mãe arranjou um "estendal" de figos...com fio de cozinha e uma agulha de cozer lã, passou-os pelo fio um a um e pendurou-os na janela (foto), assim secaram melhor e ficaram uniformes.

No fim do tempo já estão com aspecto de secos, mais mirrados...é bom sinal!

Para terminar a secagem e para que durem e fiquem bons, foram espalhados num tabuleiro e levados ao forno. Aquece-se o forno a 170º durante 5 min., assim que estiver na temperatura, leva-se o tabuleiro ao forno por 5min. exactos.

Ao levar os figos ao forno estamos a terminar a secagem e a queimar alguma impureza que tenha ficado em algum figo.

Depois de frios polvilham-se com farinha sem fermento, a farinha vai fazer com que não se colem uns aos outros, guardam-se em sacos de pano (algodão ou linho) e guardam-se num sitio seco e fresco.



Posso dizer-vos que fiquei admirada, pois sinceramente quando a minha mãe me disse que ía secar figos e mesmo quando os vi pendurados, pensei...isto não vai dar certo...vão apodrecer! Mas não, o certo e que deu certo e o aspecto e o perfume que passa por aquele saco de algodão onde a minha mãe os guarda é divinal!

Ficaram tão bons, é um regalo comê-los assim secos mas antes que acabem vou fazer um pão de figos secos. Vão ver vai ficar uma delicia.

MASSA DE PIMENTÃO


A massa de pimentão encontra-se à venda nos mais variados hipermercados... não há porque não a consumir e usá-la para tempero na confecção de diversos pratos, enriquecendo o seu sabor !

Mas se formos a comparar a massa de pimentão comprada nos hipermercados e a massa de pimentão que podemos preparar cómoda e facilmente em casa, a 2ª versão ganha por um avanço enorme, tendo em conta o preço que pagamos por um simples frasco e tendo em conta os conservantes que são utilizados para que dure e dure...

A massa de pimentão caseira é facilima de fazer, dura tanto ou mais que a de compra desde que se tenham 2 ou 3 cuidados e é muito mais saborosa, em minha opinião !

Assim sendo e porque o tio do meu marido nos deu bastantes pimentos vermelhos, eu aproveitei para congelar alguns e dos outros fiz massa de pimentão que a Mãe me ensinou a fazer há muitos anos e que está muito saborosa e tem feito as nossas delicias em assados, guisados, estufados, etc...

Ingredientes:

pimentos vermelhos (a quantidade que quiser)
sal
alhos (opcional)

Preparação:

Abra os pimentos, retire-lhes as sementes, lave-os e leve-os a cozer em água.
Depois de cozidos escorrê-los muito bem.

Caso opte por juntar alhos, é aqui que os deve introduzir, quando vai triturar os pimentos.
Triturar os pimentos na Bimby ou no liquidificador (aliás, na Bimby pode logo cozê-los, escorrer a água e triturar a seguir, que foi como eu fiz).



Depois, arranje uma medida qualquer, pode ser uma chávena de chá.
Numa tigela grande faça a proporção de 2 para 1, ou seja, para cada 2 medidas de massa de pimentão coloque 1 medida de sal.
Faça isso até esgotar a massa de pimentão.






Esterilize frascos de vidro, fervendo-os por 30 minutos, deixe-os secar e encha-os com o preparado.
Tape-os, vire ao contrário para ganhar vácuo e pronto, terá a sua massa de pimentão pronta em pouco Tempo e por muito Tempo ! :)



Quando os abrir para usar a massa, após retirar o que pretende coloque azeite a tapar a superfície e volte a tapar, pois assim evita que ganhe bolor se não usar muito frequentemente.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Este alerta está colocado na porta de um consultório.





"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma. O resfriado escorre quando o corpo não chora. O estómago arde quando as raivas não conseguem sair. O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. O peito aperta quando o orgulho escraviza. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza. A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra. O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver. E as dores caladas? Como falam em nosso corpo? A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.


O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado Determinação, abundante combustível chamado Paciência. Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado Inteligência".

Empresas desenvolvem telha que substitui as placas solares - Opção é voltada para os consumidores que não querem prejudicar a estética dos telhados de suas casas.


3 DE AGOSTO DE 2015
PUBLICADO POR ALINE LIMA




Telhas são feitas de cerâmica e possuem células foto-voltaicas embutidas.

Unir sustentabilidade e beleza é um dos desafios do mercado de arquitetura. Por isso, com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos” envolvendo as placas solares convencionais, as empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM aprimoraram a tecnologia e desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício.

Pelo fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, fator que impedia a disseminação da energia solar.

Feitas de cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor.

Segundo o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa facilmente. Entretanto, essas telhas ainda são mais caras do que as placas convencionais.


Instalação das telhas solares é igual a de qualquer outro telhado.

A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na cidade italiana de Veneza, local onde a maioria dessas peças já foram instaladas. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.
Instalação

A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.

Se houver a necessidade de substituição de alguma dessas peças, o processo também é simples, devido ao aspecto modular do telhado.
Outros modelos de telhas solares

Como o mercado da arquitetura sustentável cresce cada vez mais, outras empresas pelo mundo já vinham desenvolvendo tipos de telhas solares, inclusive a própria Area Industrie Ceramiche já havia feito um modelo onde pequenos painéis fotovoltaicos eram acoplados no lado liso das peças cerâmicas. A empresa americana SRS Energy também produz uma placa em formato de telha de barro na cor azul escuro, porém, ela só é compatível com as telhas de cerâmica fabricadas por outra empresa parceira.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Tudo Sobre Plantas
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20 DE JULHO DE 2015 · 9:30
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Ana Primavesi – brasileira pioneira da agroecologia

Engenheira agrônoma brasileira, de 92 anos, receberá o principal prêmio de agricultura orgânica mundial.



Depois de 65 anos na luta pela saúde dos solos, a engenheira agrônoma Ana Primavesi, de 92 anos, receberá o One World Award – o principal título de agricultura orgânica mundial. Conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), o prêmio honra ativistas cujo trabalho tenha impactado positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos. Neste ano, a cerimônia será realizada em setembro, na Alemanha.

Uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil, a austríaca naturalizada brasileira foi escolhida pelo grande impulso que deu aos movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo, segundo os organizadores, para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.

Ana dedicou a sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades. “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Em 65 anos de trabalho, Ana não somente revolucionou a produção agrícola, mas também mudou a vida de muita gente para melhor. Por isso esse prêmio é mais que merecido. Se você quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma espetacular, vale a pena ler o livro Manejo Ecológico do Solo – escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país – ou assistir o documentário [O Veneno Está Na Mesa ].



Fonte: [ As Boas Novas ]

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Fernando Namora - "Terra"


António, é preciso partir!
o moleiro não fia,
a terra é estéril,
a arca vazia,
o gado minga e se fina!
António, é preciso partir!
A enxada sem uso,
o arado enferruja,
o menino quer o pão; a tua casa é fria!
É preciso emigrar!
O vento anda como doido – levará o azeite;
a chuva desaba noite e dia – inundará tudo;
e o lar vazio,
o gado definhando sem pasto,
a morte e o frio por todo o lado,
só a morte, a fome e o frio por todo o lado, António!
É preciso embarcar!
Badalão! Badalão! – o sino
já entoa a despedida.
Os juros crescem;
o dinheiro e o rico não têm coração.
E as décimas, António?
Ninguém perdoa – que mais para vender?
Foi-se o cordão,
foram-se os brincos,
foi-se tudo!
A fome espia o teu lar.
Para quê lutar com a secura da terra,
com a indiferença do céu,
com tudo, com a morte, com a fome, coma a terra,
com tudo!
Árida, árida a vida!
António, é preciso partir!
António partiu.
E em casa, ficou tudo medonho, desamparado, vazio.

* Fernando Namora, - 'Terra'
* Edouard Boubat



Neil Young sempre na luta , desta vez com o seu novo álbum , contra Monsanto , esse gigante do agro-negócio


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Chuck Norris critica Monsanto e os danos que a empresa causa ​​à saúde global22 de janeiro de 2015 18h08







O novo disco de Young é um manifesto contra a Monsanto, empresa estadunidense que produz sementes geneticamente modificadas e agro-tóxicos. O cantor critica os possíveis impactos da actuação da companhia sobre a saúde humana e o meio ambiente, além da interferência económica na produção dos pequenos agricultores.

Uma das nove canções do álbum também crítica a rede Starbucks (“Rock Star Bucks a Coffe Shop”). Young passou a defender um boicote à cafetaria pela sua aliança contra a Monsanto. As duas empresas processaram o estado de Vermont por conta de uma inovação em sua legislação, que restringia o uso de transgénicos.

Nos últimos anos, Neil Young tem voltado sua atenção para os temas ambientais. Uma de suas iniciativas foi a de converter seu carro, um Linconl Continental produzido em 1959, em um veículo movido a etanol e baterias. O automóvel foi rebaptizado de LincVolt e um documentário sobre a iniciativa está sendo produzido.

Carreira

Neil Young se tornou um dos ícones da contracultura como um dos vocalistas da banda Buffalo Springfield, cuja canção “For What It's Worth” se tornou uma das músicasde protesto mais famosas na América do Norte. Após passar pelo grupo Crosby, Stills, Nash & Young, teve uma carreira solo bem sucedida, com canções célebres como “Rockin' in the Free World”, “Hey Hey, My My” e “Heart of Gold”.

MST realiza seminário estadual sobre arroz agroecológico

Movimentos sociais e lutas populares podem ser incluídos em lei antiterrorismo

Escócia proíbe cultivo de produtos transgênicos

‘Não é justo propagar o câncer em nome do lucro de meia dúzia’

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Bobby McFerrin - Ave Maria

Duo Paradise

O Planeta Terra é Você...

Partida de Futebol dos Filósofos

Poema aos homens constipados - António Lobo Antunes -


Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

Portugal visto das nuvens

AirPano won "VR / 360 Photo" category the Epson International Pano Awards

Israel Kamakawiwo'ole - Over The Rainbow & What A Wonderful World - 1993

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA!


1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega:"Ela tem minhocas na cabeça!"
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Ári​​es, deus da guerra, é preso em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise:

os economistas estão todos falando grego!!!

Quadro de Rembrandt

Muita criatividade e ousadia!!! (vídeo curto, menos de 2 min)A patrulha da noite, quadro de Rembrandt (1642), foi o mote.

Na Holanda, os gestores do Rijksmuseum tiveram uma excelente ideia:
Levar o museu às pessoas, esperando que depois elas se dirijam ao museu.
Escolheram o quadro de Rembrandt, acima referido, como mote.
Aqui podem ver o resultado do espectáculo/montagem, exibido num centro comercial.
CLICAR :
http://www.youtube.com/embed/a6W2ZMpsxhg?feature=player_embedded




terça-feira, 28 de julho de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A indústria farmacêutica é considerada por muita gente uma verdadeira farsa, que apenas tem como objectivo arrancar-nos o máximo de dinheiro possível, aproveitando-se na falta de saúde da população, em vez de cuidar da nossa saúde.


Estima-se que durante a nossa vida, todos nós ingerimos imensos medicamentos e do mais variado tipo, para remediar algum tipo de patologia. Porém, muitas dessas situações poderiam ser resolvidas com remédios naturais que foram usados pelos nossos antepassados para tratar diversas doenças e problemas de saúde.

Esses remédios naturais usados pelos nossos antepassados, deixaram de ser usados e de se falar neles, porque na realidade com o tempo fomos tornando-nos mais preguiçosos, e além disso é mais fácil ir à farmácia comprar um medicamento, do que recorrer a produtos naturais.

Outro motivo do desaparecimento de muitos remédios naturais prende-se no facto de que prejudica o negócio das farmacêuticas e por isso se tornam indesejáveis.


Existem diversos remédios caseiros para os mais diversos problemas de saúde, mas um dos mais versáteis e menos conhecidos é mesmo o mel com canela.
A combinação do mel com a canela utilizou-se durante vários séculos, estes ingredientes tem propriedades curativas que se utilizaram durante muito tempo e que naturalmente devíamos continuar a utilizar.
Esta combinação ajuda a prevenir ataques de coração, prevenir AVC, reduz o colesterol, fortalece o sistema respiratório e o coração. O mel é o único alimento no mundo que no seu estado puro não se estraga ou apodrece, estando sempre pronto a usar quando o necessite.

Veja algumas das aplicações desta combinação de mel com canela:

Infecções da bexiga
Desfazer-se deste problema de saúde tão desagradável não é difícil, quando temos os incríveis benefícios da canela e do mel. Misture duas colheres pequenas de canela com duas colheres grandes de mel num copo com água morna. Esta combinação ingerida aos poucos ajuda a destruir as bactérias que residem na bexiga.

Doenças do coração
Misture meia colher de canela com uma colher de mel e ingira esta mistura todas as manhãs. Esta combinação ajuda a prevenir ataques do coração, reduz o colesterol, fortalece o coração e regulariza seu ritmo.

Dor de dentes
Se sofre gengivite ou dor de dentes, coloque na boca uma colher de mel misturada em meia colher de canela e deixe desfazer na boca, isso fará reduzir a infecção e a dor.

Para o acne
Esqueça os cremes vendidos para tratar o acne, utilize a canela e o mel e partes iguais misturados e aplique na zona afectada antes de ir para a cama, lave bem quando acordar na manha seguinte e em poucos dias notará muita diferença.

Artrite
Se sofre de artrite tome 2 vezes por dia uma mistura de 2 colheres de mel e meia colher de canela num copo com água morna, esta combinação ajuda a controlar a dor causada pela artrite.

Dores de estômago
Se sofre de dores de estômago ou azia, misture duas colheres de mel com uma colher de canela num pouco de água morna e ingira devagar, essa mistura aplicada lentamente ao nosso esófago e estômago ajuda a melhorar a digestão, alivia os gases, a azia e as dores de estômago.

Para as constipações e tosse
Esta receita serve também para curar e prevenir constipações e tosse.

Infecções ligeiras na pele
Misturar mel e canela em partes iguais e aplicar sobre a infecção, vai se surpreender com a rapidez que a infecção desaparece.

Baixar de peso
A combinação de mel e canela ajuda a ativar o metabolismo e a reduzir a ansiedade por consumir açúcar. Além disso, a canela é um bom regulador dos níveis de glicose no sangue, ajudando também a eliminar o excesso de líquidos e gordura no nosso organismo.

Combater a insónia
Se tem dificuldade para dormir, tome a mistura de uma colher de sopa de mel, com cerca de meia colher de canela num copo com água morna antes de deitar, vai reconfortar o organismo e facilitar o relaxamento, ajudando a dormir melhor.

" Os amigos " de Camilo Castelo Branco






Hoje escolhi trazer aqui um poema de Camilo Castelo Branco, que é dos que mais gostei. Camilo, neste soneto , demonstrou boa dose de humor, ridicularizando os "amigos" que o abandonaram quando cegou. É portanto uma lição de vida, que demonstra que a verdadeira amizade é aquela que não é circunstancial, mas a que se revela a todo tempo sempre presente, partilha alegrias, êxitos, tristezas e sofrimentos.
"Amigos" de circunstância são-no na ocasião e no momento, esfumam-se e são relevados pelo tempo.

" OS AMIGOS"

Amigos cento e dez, e talvez mais,

eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,
tão zelosos das leis da cortesia,
que eu, já farto de os ver, me escapulia
às suas curvaturas vertebraís.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente
que não desfez os laços quase rotos.

- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver". .
- Que cento e nove impávidos marotos!


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco ( nasceu em Lisboa, 16 de Março de 1825 — e morreu em S. Miguel de Seíde, Famalicão 1 de Junho de 1890). Camilo foi romancista, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa viver exclusivamente dos seus escritos literários e o maior romancista português do século XIX (19).

A Ordem Criminosa do Mundo





Excelente documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo actual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.

Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.

A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo.

O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos.

As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses.

Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.

A História dos Direitos Humanos (legendado)

Quem matou o carro eléctrico?



Em 1996, pensando em reduzir o efeito dos gases estufa, o Estado da Califórnia exigiu que as montadoras fabricassem uma pequena percentagem de carros que não emitissem poluentes, isso quer dizer, carro eléctrico.

As montadoras, então, se focaram em duas linhas de frente: 1-fazer o carro para cumprir a lei, 2-derrubar a exigência legal através de lobistas.

Conseguiram fabricar o carro, a exemplo dos EV1 da GM, que eram muito mais eficientes, duráveis, ágeis, silenciosos e sustentáveis que o velho carro de motor a combustão. Foi uma grande evolução para o meio-ambiente.

Mas conseguiram também derrubar a lei e, então, obrigaram os usuários (inclusive Tom Hanks e Mel Gibson) a devolver seus veículos eléctricos que estavam em leasing e... os destruíram!

Você tem ideia da razão de interesses estariam por trás de destruir os melhores carros até então construídos? O filme mostra esclarece, derrubando todos os mitos gerados pro interesses corporativos.


domingo, 19 de julho de 2015

JORNALISMO, ÉTICA E NEUTRALIDADE


Carlos Braga

Diz o jornalista Bernardo Ferrão que muitos vêem, em Sampaio da Nóvoa (e neles certamente se inclui e revê) um homem carregado de "abrilismos vazios". Era bom que nos explicasse o que é que isto significa. E, já agora - acreditemos na dialéctica - que nos dissesse também o que significa, para si, a expressão "abrilismos cheios". Esta lengalenga dos "abrilismos", dos "abrilinos" e dos que em vez de dizerem 25 de Abril preferem dizer vinte e cinco barra quatro (25/4) é uma linguagem velha e revelha, típica da retórica da direita política, nomeadamente da sua ala mais conservadora.

Diz o jornalista Henrique Monteiro que odeia os que sublinham que o ministro das finanças alemão "anda numa cadeira de rodas", porque "nunca o fariam se ele fosse de esquerda". É pena que não nos diga como se comportaria a direita caso Schauble fosse de esquerda. E como não o diz, perpassa a ideia que conceitos como o de humanidade, ou o de tolerância, são atributos da direita. Assim se inverte a conhecida argumentação estalinista da pretensa "superioridade moral" da esquerda.

De Varoufakis (outro perigoso esquerdista...) diz ser alguém "cujo ego monumental lhe tolhe a lucidez". Olha quem fala! Quem assim perora é alguém que, há uns tempos, a pretexto de apoucar José Sócrates, resolveu encetar uma atrevida incursão na moral kantiana. Não hesitou mesmo em destapar alguns dos seus habituais frasquinhos de sabença, donde retirou algumas tiradas sobre Kant (do tipo "imperativo categórico" e outras que tais, assim como quem quer vincar bem a diferença entre quem sabe e quem julga que sabe).

Estes dois exemplos mostram bem como, a coberto duma enganadora neutralidade e objectividade jornalísticas, se proferem raciocínios vincadamente ideológicos. Mesmo quando se trata de raciocínios com a profundidade de uma tábua rasa.

Falamos de um tipo de jornalismo que utiliza de forma acrítica o discurso dos políticos e que por isso não passa de uma caixa de ressonância desses mesmos discursos. António Guerreiro retratou acertadamente essa forma de fazer jornalismo, nestas avisadas palavras: "jornalistas e políticos (...) pertencem à mesma classe, funcionam segundo a mesma lógica e falam a mesma linguagem".

São jornalistas. Umas vezes deselegantes e outras intolerantes. Intolerantes que lêem Kant, bem entendido.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sabes o que acontece se aplicares Vic VapoRub na planta dos pés? Um resultado milagroso!


Quase ninguém sabe disto, mas ficas agora a saber que a planta dos pés tem a capacidade de absorver vários géneros de óleos, levando-os para o interior do nosso corpo.
E como não te vais acreditar, então faz este teste rápido, coloca um alho pressionado pelo pé contra o chão, e aguenta assim algum tempo… Passados 20 minutos vai sentir o sabor a alho na boca (faça o teste e comprove).


Alguns de nós temos usado o Vick Vaporub durante muitos anos como remédio para muitas coisas, mas nunca se tinha ouvido falar nisto. O que é certo, é que funciona a 100% de todas as vezes que se faz, apesar de os cientistas nao conseguirem encontrar explicação para que isso aconteça.


Para deter a tosse noturna tanto de uma criança como de um adulto, espalhe Vick Vaporub generosamente sobre a planta dos pés, e cubra logo com meias! Mesmo a tosse mais persistente, forte e profunda, irá parar no máximo em 5 minutos, e vai lhe dar muitas horas de alívio!
Funciona a 100% de todas as vezes que se faz, e funciona melhor nas crianças, tendo um efeito mais rápido e longo.


Além disso, é extremamente calmante e reconfortante, enquanto se dorme profundamente.
É surpreendente ver que é mais eficaz que os medicamentos prescritos para as crianças para essa causa.
Se você tem filhos, netos, ou amigos, partilhe esta mensagem. E se estiver com tosse ou conhecer alguém que esteja, experimente este método e comprove como é uma verdade surpreendente. Irá ficar maravilhado quando ver que funciona e se sentir mais aliviado!

Revelar origem da dívida grega provocaria revolução financeira mundial, diz auditora


Membro da comissão que auditou parte da dívida pública grega, Maria Lúcia Fattorelli questiona: é 'rídiculo' culpar Atenas pela crise europeia

15/07/2015

Por Vanessa Martina Silva,

Do Opera Mundi


Foto: Reprodução


A pressão realizada pelos credores europeus para que a Grécia aceitasse o acordo para um resgate financeiro foi, na verdade, uma tentativa de impedir que se conheçam as origens “ilegais e ilegítimas” da dívida, uma vez que isso provocaria “uma revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulou.

As conclusões iniciais a que o levantamento, do qual Fattorelli fez parte nas primeiras sete semanas de investigação, revelam que “os mecanismos inseridos nesses acordos [de resgate do país] eram para beneficiar os bancos e não a Grécia. (…) A questão é: por que eles [troika] têm que jogar tão pesado?”. Ela responde: “Porque a Grécia pode revelar o que está por trás. A tragédia da Grécia esconde o segredo dos bancos privados. Ela poderia colocar a nu as estratégias utilizadas para salvar bancos e colocar em risco toda a zona do euro, toda a Europa”, aponta a também fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida” no Brasil.

Fattorelli explica que no mesmo dia em que foi criado, em 2010, o plano de suporte à Grécia, a Comissão Europeia criou uma empresa privada em Luxemburgo e os países europeus se tornaram sócios da mesma, colocando garantias na ordem de 440 bilhões de euros, e que um ano depois chegaram à soma de 800 bilhões. A empresa, explica Fattorelli, serviu para “fazer o repasse de papéis podres dos bancos para os países, utilizando o sistema da dívida”. Paralelamente, também no mesmo dia, o Banco Central Europeu anuncia um programa de compra de papéis no mercado para ajudar bancos privados: “Isso é um escândalo. É ilegal, mas é colocado como se isso tivesse sido feito para salvar a Grécia”, aponta a economista.

“Eles poderiam vir a público denunciando o que já foi descoberto, as irregularidades que já foram apuradas. Todos nós gostaríamos que a Grécia reagisse agora diante dessa camisa de força do euro, desse poder dado ao Banco Central Europeu, das instituições acima dos países e toda essa situação financeira de dependência”, comenta a auditora, fazendo referência ao fato de que o sistema do euro impede que os países-membros exerçam uma política monetária independente.

Questionada sobre a possibilidade de os termos do acordo com a Grécia serem uma “punição política” ao premiê grego e também um recado aos demais países em dificuldades na Europa - como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha -, Fattorelli observa que essa é a estratégia que vem sendo adotada desde 2010. "A Grécia foi colocada sob os holofotes da grande mídia no mundo inteiro como se fosse a responsável pela crise Europeia. Isso é ridículo, porque quando você olha o tamanho da economia grega, em comparação com a europeia, o PIB da Grécia é em torno de 3% do europeu. Então, como 3% pode abalar 97%? Isso é uma criação e é absurdo que ninguém questione isso”, afirma.

Maria Lucia Fattorelli | Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados


Reestruturação da dívida

Apontada por Tsipras como uma vitória nas negociações com os credores, a reestruturação da dívida é, na opinião da auditora, contra indicada caso não tenha sido concluída a auditoria da dívida.

Fattorelli explica que se for feita neste momento, o país “vai reestruturar grande parte de uma dívida que deveria ser anulada. Antes de reestruturar, deveria ser concluída a auditoria para que se analise o que realmente deve ser reestruturado. Agora, como está, vão empacotar tudo junto: a parte ilegal e a ilegítima”, esclarece.

Entre a dívida ilegal, ela aponta os quase 50 bilhões de euros usados para salvar os bancos nos últimos anos. “Isso não é dívida pública, isso é outra coisa. Deveria ser considerado um empréstimo aos bancos privados, não uma dívida pública do país”, destaca.

Perda da soberania

Após a assinatura do acordo por Tsipras, analistas e mesmo setores da esquerda grega avaliaram que a adoção das medidas caracteriza uma perda da soberania do país. Fattorelli discorda. Para ela, Atenas perdeu a soberania já em maio de 2010, quando foi assinado o primeiro pacote de resgate e a troika [conjunto de credores gregos formado por FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia] "passou a mandar lá".

"Inclusive, a lei vigente sobre esses acordos é a lei inglesa, não é a grega. Além disso, se a Grécia tiver que ir a algum tribunal, ficará submetida ou ao tribunal de Luxemburgo ou ao de Londres”, acrescenta Fattorelli, que considera essa situação jurídica "um abuso".

Ela avalia, no entanto, que a oportunidade que os gregos tinham agora de retomar as rédeas sobre os rumos do país foi perdida. “O país está à venda desde que foram criados o fundo de estabilização para salvar os bancos e o fundo de privatização. Ambos determinados pelo FMI em 2010”.

‘Sistema é inviável’

A crise grega abre a possibilidade de que se discuta a fundo a questão do sistema da dívida, defende Fattorelli. No país helênico, os "bancos privados criaram derivativos em cima de derivativos. Papéis podres que estavam inundando seus balanços. Ou seja, eles estavam quebrados, mas foram considerados grandes demais para quebrar e continuaram com seus patrimônios intocáveis”. Contudo, quem está assumindo esse ônus são os países, “e é um ônus que não tem fim”, aponta.

“O último dado conhecido do volume de derivativos tóxicos divulgado pelo BIS (Banco Central dos Bancos Centrais), em 2011, informava que o montante chegava a 11 PIBs mundiais. Então eu questiono: esse salvamento vai resolver alguma coisa? Não! Será somente o adiamento até uma nova crise. E aí o que vai ser feito depois?”, indaga.

Na verdade, esse sistema “além de não ter lógica está comprometendo o emprego real, está comprometendo a indústria, o comércio. Ou seja, toda a economia real está comprometida, assim como a vida das pessoas”. Ela ressalta, no entanto, que isso não ocorre só na Grécia: “olha no Brasil, o que está acontecendo [com o ajuste fiscal levado a cabo pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy]. É o mesmo esquema, o mesmo sistema da dívida atuando”.

Argentina e Equador

Para um melhor entendimento da crise grega, Fattorelli a comparou à que foi vivenciada pela Argentina em 2000: “depois de cumprir todas as privatizações que o FMI queria, o fundo deu as costas ao país e deixou espaço aberto para os bancos privados oferecerem o acordo. Eles colocaram juros equivalentes ao crescimento do PIB e como consequência, hoje a dívida argentina já é um problema novamente e não significou nenhum benefício aquilo [o receituário do FMI]. Além disso, o país também não fez a auditoria”.

Em 2008, o presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou que não pagaria parte da dívida externa do país, após a realização de uma auditoria, da qual Fattorelli participou. A diferença do pequeno país sul-americano para a Grécia, Argentina ou mesmo o Brasil é explicada pela economista: “Correa conseguiu enfrentar o sistema porque, como o Syriza, chegou ao poder sem financiamento privado, não chegou lá atrelado aos interesses dos financiadores. Se olharmos no site do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] do Brasil, quem financiou as campanha presidenciais e legislativas foram os bancos privados e as grandes corporações”, aponta.

Ela conta também que o processo completo no Equador durou um ano e quatro meses. Além disso, o relatório foi submetido a um crivo jurídico nacional e internacional para garantir sua legitimidade.

Outro ponto é que o Equador, que diminuiu em 70% o valor devido aos credores, tinha, segundo Fattorelli, dinheiro para recomprar a dívida: "Fez a proposta e honrou".

“O problema da Argentina [de 2000] é que não fez auditoria, chegou ao fundo do poço e quebrou. Já a Grécia, quando o Syriza chegou ao poder, já estava quebrada e dentro da camisa de força da estrutura da zona do euro, em que não tem moeda própria. Nesse aspecto, a situação grega é até pior do que a Argentina, que tinha moeda própria”, acrescenta.

Solução possível

Apesar das conclusões de Fattorelli, ela não considera que o acordo feito por Tsipras era o único possível: “Eles poderiam criar uma moeda paralela temporária — solução apontada por economistas famosos, inclusive — até resolver a situação. Se adotassem isso, fariam um bem a toda a humanidade. Mas prosseguir com este modelo suicida não tem futuro”.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O homem e a mulher

   -O homem é a mais elevada das criaturas ; a mulher é o mais sublime dos ideais .
   -O homem é a águia que voa ; a mulher o rouxinol que canta . Voar é dominar o espaço , cantar é conquistar a alma .
   -O homem é o cérebro ; a mulher o coração . O cérebro produz luz , o coração faz amor . A luz fecunda , o amor ressuscita .
   -O homem é génio ; a mulher é anjo . O génio é incomensurável , o anjo é indefinível . Contempla-se o infinito , admira-se o inefável .
   -A aspiração do homem é a suprema glória ; a aspiração da mulher é a virtude extrema . A glória constrói o grande , a virtude o divino .
   -O homem tem a supremacia ; a mulher a preferência . A supremacia significa a força , a preferência representa o direito .
   -O homem é forte pela razão ; a mulher é invencível pelas lágrimas . A razão convence , as lágrimas comovem .
   -O homem é capaz de todos os heroísmos ; a mulher de todos os martírios . O heroísmo enobrece , o martírio sublima .
   -O homem tem um farol : a consciência ; a mulher uma estrela : a esperança . O farol guia , a esperança salva .
 
  Enfim , o homem está colocado onde termina a terra ; a mulher , onde começa o céu !

domingo, 12 de julho de 2015

"Na Grécia a dignidade venceu a cobiça"


Anabela de Araújo


Não resisti...

Na Grécia a dignidade venceu a cobiça

08/07/2015

"Há momentos na vida de um povo em que ele deve dizer Não, para além das possíveis consequências. Trata-se da dignidade, da soberania popular, da democracia real e do tipo de vida que se quer para toda a população.
Há cinco anos que a Grécia se debate numa terrível crise econômico-financeira, sujeita a todo tipo de exploração, chantagem e até terrorismo por parte do sistema financeiro, especialmente de origem alemã e francesa. Ocorria uma verdadeira intervenção na soberania nacional com a pura e simples imposição das medidas de extrema austeridade excogitadas, sem consultar ninguém, pela Troika (Banco Central Europeu, Comissão Européia e o FMI).
Tais medidas implicaram uma tragédia social, face à qual o sistema financeiro não mostrava nenhum sentido de humanidade. “Salve-se o dinheiro e que sofra ou morra o povo”. Efetivamente desde que começou a crise ocorreram mais de dez mil suicídios de pequenos negociantes insolventes, centenas de crianças deixadas nas portas dos mosteiros com um bilhete das mães desesperadas:”não deixem minha criancinha morrer de fome”. Um sobre quatro adultos estão desempregados, mais da metade dos jovens sem ocupação remunerada e o PIB caiu 27%. Não passa pela cabeça dos especuladores que atrás das estatísticas se esconde uma via-sacra de sofrimento de milhões de pessoas e a humilhação de todo um povo. Seu lema é “a cobiça é boa”. Nada mais conta.
Os negociadores do novo governo grego de esquerda, do Syriza, com o primeiro ministro Alexis Tsipras e seu ministro da fazenda um acadêmico e famoso economista da teoria dos jogos Yanis Varoufakis que quiseram negociar as medidas de austeridade duríssimas encontraram ouvidos moucos. A atitude era de total submissão:”ou tomar ou deixar”. O mais duro era o ministro das Finanças alemão Wolfgang Sträuble:”não há nada para negociar; apliquem-se as medidas”. Nem pensar numa estratégia do ganha-ganha, mas pura e simplesmente do ganha-perde. A disposição era de humilhar o governo de esquerda socialista, dar uma lição para todos os demais países com crises semelhantes (Italia, Espanha, Portugal e Irlanda).
A única saída honrosa de Tsipras foi convocar um referendo: consultar o povo sobre se diria um Não (OXI) ou um Sim (NAI). Qual a posição face à inflexibilidade férrea da austeridade que aparece totalmente irracional por levar uma nação ao colapso, exigindo uma cobrança da dúvida reconhecidamente impagável. O própro Governo propôs a consulta e sugeriu o Não. Os credores e os governos da França e da Alemanha fizeram ameaças, praticaram um verdadeiro terroismo nas palavras do ministro Varoufakis e falsificaram as informações como se o referundo fosse para ficar na zona do Euro ou sair, quando na verdade não se tratava nada disso. Apenas era de aceitar ou rejeitar o “diktat” das instituições financeiras européias. A Grécia quer ficar dentro da zona do Euroa.
A vitória de domingo dia 5 de julho foi espetacular para o Não: 61% contra 38% do Sim. Primeira lição: os poderosos não podem fazer o que bem entendem e os fracos não estão mais dispostos a aceitar as humilhações. Segunda lição: a derrota do Sim mostrou claramente o coração empedernido do capital bancário europeu. Terceiro, trouxe à luz a traição da Unidade Européia a seus próprios ideais que era a integração com solidariedade, com igualdade e com assistência social. Renderam-se à lógica perversa do capital financeiro.
A vitória do Não representa uma lição para toda a Europa: se ela quer continuar a ser súcuba das políticas imperiais norteamericanas ou se quer construir uma verdadeira unidade européia sobre os valores da democracia e dos direitos. O insuspeito semanário liberal Der Spiegel advertia que através da Sra. Merkel, arrogante e inflexível, a Alemanha poderia, já pela terceira vez, provocar uma tragédia européia. Os burocratas de Bruxelas perderam o sentido da história e qualquer referência ética e humanitária. Por vingança o Banco Central Europeu deixou de subministrar dinheiro para os bancos gregos continuarem a funcionar e os obrigou a fechar.
Uma lição para todos, também para nós: quando se trata de uma crise radical que implica os rumos futuros do país, deve-se voltar ao povo, portador da soberania política e confiar nele. A partir de agora os credores e as inflexíveis autoridades do zona do Euro terão pela frente não um governo que eles podem aterroizar e manpular, mas um povo unido que tem consciência de sua dignidade e que não se rede à avidez dos capitais. Como dizia um cartaz:”Se não morremos de amor, por que vamos morrer de fome”?
Na Grécia nasceu, pela primeira vez, a democracia mas de cunho elitista. Agora, nesta mesma Grécia, está nascendo uma democracia popular e direta. Ela será um complemento à democracia delegatícia. Isso vale também para nós no Brasil.
Um prognóstico, quiçá uma profecia: não estaria nascendo, a partir da Grécia, a era dos povos? Face às crises globais serão eles que irão às ruas, como entre nós e na Espanha e tentarão formular os parâmetros políticos e éticos do tipo de mundo que queremos para todos. Já não confiamos no que vem de cima. Seguramente o eixo estruturador não será a economia capitalista desmoronando, mas a vida: das pessoas, da natureza e da Terra. Isso realizaria o sonho do Papa Francisco em sua encíclica: a humanidade “cuidando da Casa Comum”.

Leonardo Boff

sexta-feira, 10 de julho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

CANÇÕES QUE NUNCA ESQUECEM - ANOS 60 E 70



http://sz.com.sapo.pt/Anos_Dourados.html

Tais Quais - "Moda da passarada"

Tais Quais - "Moda da passarada", moda tradicional, arranjos "Tais Quais" from MPAGDP on Vimeo.

Cidade subterrânea no Canadá - Path

Incríveis vistas das Cataratas de Niagara. Um espectacular vídeo para ver as cataratas de outra maneira, por câmara telecomandada.

Orquestra de jazz da Arménia

Relíquia

ÉVORA ESPERA POR ELES . . .


Se calhar alguns dos 700 e tal portugueses lá com conta na Suiça, é com dinheiro deste…
Mas os burros gostam…
Não sendo novidade para muita gente, é sempre bom lembrar...
Lá diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba sempre por vir à tona.

1- A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi redirecionada pela investigação e pelos média para passar a visar principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN prometia dar cabo do PSD.

2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos média evitam tocar.

3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN, inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido. A tática então escolhida pelo polvo laranja foi desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar» a comunicação social! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e desviar as atenções.

4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.

5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de milhões, amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras. Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los generosamente» ao Estado para lá construir o IPO. Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os amigos vendedores compradores, quiçá com umas comissões a transferir para a Suíça.

6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética(!) do IPO entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha ótimas relações para propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de homem que venceu o cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.

7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projeto não será da responsabilidade do município de Oeiras."

8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?

9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.

10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projeto Lima-Isaltino: o ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido muito diferente. E os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.

11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês. Não sabemos o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes? Que Cavaco queria a pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do projeto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª). É bem possível que essa tenha sido a razão.

(ª) - É bom que se entenda que o polvo laranja tem como pai o Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN...

Aldeias de Portugal

This is some of the most spectacular photography we have ever seen.

Bora à Pesca?!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Por que nós somos anarquistas?


   Nós somos anarquistas, porque há vários séculos, temos sido vítimas de todos os tipos de governos, que ao longo dessa tirania, foi aparecendo mais um ladrão, mais um fanático, mais um assassino mais um déspota. Nós somos anarquistas porque nós achamos que não existem razões para ser explorado e para que tenhamos de trabalhar para que um grupo de sem vergonhas se tornem milionários. Nós somos anarquistas, porque não aceitamos nas leis que são inventadas para assassinar e sufocar o nosso grito de protesto. Nós somos anarquistas porque não acreditamos nas suas guerras, em suas pátrias, ou em seus deuses. Nós somos anarquistas porque detestamos sua polícia, os seus generais, reis e presidentes. Nós somos anarquistas, porque, ao contrário deles, sofremos com as desgraças humanas. Nós somos anarquistas, porque queremos vida livre, saudável, de respeito mútuo e igualdade para os nossos filhos e filhas. Nós somos anarquistas porque não agüentamos ver as lágrimas de tantas pessoas boas, humildes, que têm sido enganadas geração após geração. Nós somos anarquistas, porque estamos envergonhados desse sistema, em que vemos, não só morte, mas: fome, prisões, repressão, desigualdade, e alienação além de milhões de mentiras. Nós somos anarquistas porque conhecemos o seu poder, a sua força, seu terrorismo, a calúnia, vocês nos assassinam nos encarceram, nos difamam.
   Chamamos de terroristas, algumas pessoas que dominam outras pessoas com bombas, tanques, armas, prisões,torturas e execuções, hospitais psiquiátricos e a mentira do inferno. Dizem que Anarquia é o caos, mas na sua sociedade capitalista é que vemos criminalidade, prostituição, desigualdade, destruição, ao mesmo tempo: excesso de comida e milhões de seres humanos morrendo de fome, bombardeios de povoados, cidades, países inteiros, arrasam tudo com sua ganância causando pânico geral.
   Sua ambição, seu egoísmo, sua burrice, Sua cegueira e loucura pelo poder está destruindo a você mesmo, os seu filhos e seus netos não vão querer lembrar de você, seu sistema está em caos porque é sustentado por mentiras, terror, artigos, Códigos, leis, recompensas e punições. É por isso que somos anarquistas,somos anarquistas para mudar esta sociedade positivamente, para que você se cure dessa loucura perigosa, Nós somos anarquistas, porque é necessário que haja alguém para gritar suas atrocidades, porque não temos medo, como muitos não tiveram. Nós somos anarquistas nas ruas, na prisão, na cadeira elétrica, no julgamento e nos cemitérios.
   Porque ser um anarquista é ser muitas coisas que você nem compreende nem tem capacidade de entender, e assim, nos assassinam desde séculos atrás, nos põem a culpa e nos aprisionam, alienam soldados e policias para que vos defendam, usam de todas as artimanhas para nos derrubar, mas, chegam a conclusão de que, para cada anarquista que vocês assassinam, nasce outro.
   Não iremos lhes perdoar, não jogaremos o seu jogo, somos aqueles que não crêem em suas promessas, dói em vocês quando defendemos a liberdade e a igualdade, acreditamos na arte, no progresso, na educação, não precisamos nem de deuses, nem mestres, acreditamos nos seres humanos, na Natureza, nos direitos e deveres de cada um, queremos uma sociedade de paz, amor e respeito mútuo, uma sociedade que não parece ser nada igual a sua, queremos uma sociedade anarquista.

Definição de anarquia – Errico Malatesta


Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.

Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.

Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros.
Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo.
Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”.
Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o “Estado” com é chamado.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

" Quer dizer que nós portugueses, assim como espanhóis e os gregos, não deveríamos pagar a dívida?"

Resposta de Noam Chomsky, Filósofo e Activista político norte americano:

"Bem, uma grande parte da dívida é aquilo que na terminologia legal se
chama de "dívida odiosa", ou seja, uma dívida que não é da
responsabilidade das populações. Trata-se de um conceito da lei
internacional criado pelos EUA e que remonta há mais de um século.
Quando os EUA conquistaram Cuba, em 1898, não queriam pagar a enorme
dívida que Cuba tinha em relação a Espanha. Então os EUA determinaram
que a dívida não tinha sido contraída pelo povo cubano, mas pelos
ditadores, os colonizadores. Portanto, a dívida foi considerada
ilegítima e não teria de ser paga. Este é um conceito que tem sido
aplicado uma série de vezes. Se olharmos para as dívidas de países
como a Grécia, Portugal e Espanha, são contraídas por banqueiros,
governantes e elites. As populações não têm nada a ver com isso e
portanto não existe qualquer razão para pagarem".

(In E, revista do Expresso, de 16 de Maio de 2015)

A origem da palavra “ejaculação”?


Não, não tem origem no latim, grego ou árabe, como muitas palavras portuguesas.

Aqui vai uma pérola da cultura oriental, mais propriamente chinesa.
... A origem da nobre palavra “ejaculação” é, de facto, chinesa e tem origem numa remota lenda chinesa que assim professa:

Um dia, ou melhor, uma noite, um casal chinoca entretinha-se no libidinoso prazer do sexo quando ela, já estafada do esforçado exercício coital, lhe pergunta:
- Amôle! Falta muito pala te viles?

Solícito, ele responde:

- É já, culação!

A revolução na Islândia abafada pela imprensa "livre e democrática"

Naufragar é preciso?’ Texto de João Pereira Coutinho (escritor português) TEXTO PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO DESTA TERÇA-FEIRA


Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse?Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?
A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras
ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os
portugueses.
Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil.
Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros.
Questão de educação.
Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma declaração de princípios: “Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.
A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em certos casos, uma ortografia imaginária.
A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua.
Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os lados. Como foi isso possível?
Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista,
que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.
Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.
Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as consoantes mudas de certas palavras (“ação”, “ótimo” etc.). E respeito porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se apaixonou pela garota de Ipanema.
Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.
Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas, para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as antecedem. O “c” de “acção” e o “p” de “óptimo” sinalizam uma correta pronúncia.
A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos;
faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos, pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma língua passa pela sua literatura.
Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço nenhum português alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Nelson Rodrigues na ortografia brasileira.
Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses alfabetizados que sentem “desconforto” por não poderem comprar, em São Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países a preços civilizados.
Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores brasileiros.
De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a língua naufraga sempre no meio do oceano?

terça-feira, 2 de junho de 2015

TEORIA DE MARC FABER


Curiosa teoria económica anunciada nos Estados Unidos. O tipo chama-se
Marc Faber. É analista e empresário. Em Junho de 2008, quando a
Administração Bush estudava o lançamento de um projecto de ajuda à
economia americana, Marc Faber escrevia na sua crónica mensal um
comentário com muito humor:
"O Governo Federal está a estudar conceder a cada um de nós a soma de
600,00 $. Se gastamos esse dinheiro no Walt-Mart, esse dinheiro vai
para a China.
Se gastamos o dinheiro em gasolina, vai para os árabes. Se compramos
um computador o dinheiro vai para a India. Se compramos frutas, irá
para o México, Honduras ou Guatemala. Se compramos um bom carro, o
dinheiro irá para a Alemanha ou Japão. Se compramos bagatelas, vai
para Taiwan, e nem um centavo desse dinheiro ajudará a la economia
americana. O único meio de manter esse dinheiro nos USA é gastando-o
com putas ou cerveja, considerando que são os únicos bens realmente
produzidos aqui. Eu já estou a fazer a minha parte..."
Resposta de um economista PORTUGUÊS igualmente de bom humor:
"Estimado Marc: Realmente a situação dos americanos é cada vez pior.
Lamento no entanto informá-lo que a cervejeira Budweiser foi
recentemente comprada pela brasileira AmBev. Portanto ficam somente as
putas. Agora, se elas (as putas), decidirem mandar o seu dinheiro para
os seus filhos, ele virá directamente para a Assembleia da República e
Governo de Portugal, aqui em Lisboa, onde existe a maior concentração
de filhos da puta do mundo".

quarta-feira, 20 de maio de 2015

NÃO TINHAM QUE ESTAR LÁ ! ! !

   O Mundo e a Nação Benfiquista teriam merecido uma festa bonita , no passado domingo e assim teria acontecido , bastando para isso , que os "guardas-abéis" não tivessem imposto a sua tão dispensável quanto provocatória e asquerosa presença . . .

   Era uma festa dos Benfiquistas e as "forças da Ordem" apenas seriam solicitadas , se a mesma fosse desrespeitada . . .

   Os "guardas-abéis , únicos responsáveis pelo que se passou no Marquês , no passado domingo , deveriam ser responsabilizados e punidos severa e exemplarmente , por tudo !

   Esses projectos de "Agentes da Segurança" , deveriam ter ficado no seu próprio canto , a cuidar e consolar a "sua gente" , essa sim , a precisar dos seus préstimos . . .

   NÃO TINHAM QUE ESTAR NO MARQUÊS ! ! !

   . . . mas esta é a humilde opinião de um louco , diametralmente oposta à dos srs drs inteligentes , pois , para esses . . . os objectivos foram absoluta e amplamente atingidos . . . superados até ! ! !

   . . . CORJA .

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ESTA ERA A REFORMA DO DITADOR OLIVEIRA SALAZAR..


Sempre desconfiei do descomunal saldo de 72 contos, (€360), que Salazar deixou aos seus herdeiros, quando se finou!! Afinal, era fruto desta opípara, escandalosa e pornográfica reforma, se assim se pode chamar, de 2.726 escudos, traduzidos para os dias de hoje, são: 13,60 (treze euros e sessenta cêntimos).




quinta-feira, 30 de abril de 2015



Um alentejano vai a um concurso de televisão e o apresentador pergunta:

- Como se chamam os habitantes de Beja?

Após algum silêncio, o alentejano responde:

- Porra! Todos, todos nã sei !

A Corrupção em Portugal

terça-feira, 28 de abril de 2015

Cinco postais para o governo (do sociólogo Boaventura Sousa Santos)


"É isso mesmo, e eu continuo a insistir na reposição do dinheiro em caso de corrupção e aí não seria só BPN.... e, já agora que reformas douradas há por aí (Banco de Portugal e quejandos) e que trabalham em cargos executivos altamente. Porque não rever este assunto? É demasiado melindroso? É verdade que a Presidente da Assembleia da República se encontra reformada de uma entidade pública e continua a prestar serviço numa entidade pública quando um médico e outros não o podem fazer? Estamos onde? Num país a várias velocidades?

Ainda acrescentava mais umas "coisitas" mordomias, fundações,...

FINALMENTE ALGUÉM QUE VEM AJUDAR PAULO PORTAS E DIZER O QUE SÃO AS PEQUENAS E MÉDIAS POUPANÇAS?

Os fazedores de opiniões (Expresso. etc) não falam destas alternativas? só daquelas que lhes convém?
A bem do esclarecimento (e da verdade a que todos temos direito !!!"







segunda-feira, 27 de abril de 2015

Comunicado no âmbito das Comemorações Populares do 25 de Abril 2015


Comunicado/Declaração do Núcleo da Associação José Afonso Região de
Aveiro nas Comemorações Populares dos 41 Anos do 25 de Abril em Aveiro

A Associação José Afonso, Núcleo Região de Aveiro, fazendo jus ao
legado do cantor da liberdade, que foi perseguido e preso por lutar
contra a ditadura, contra a guerra, contra todo o tipo de
discriminações sociais, quis mais uma vez, participar na evocação do
dia da Liberdade, na revitalização do significado e do legado do 25 de
Abril de 1974, para cuja ocorrência muito contribuíram as canções do
Zeca, os poemas de tantos poetas, o sacrifício físico de muitos/as
portugueses/as anónimos/as e não anónimos/as.

Há 41 anos, os fascistas foram expulsos do Poder pelos militares
revolucionários e o movimento popular que, como uma onda gigante,
então eclodiu, de forma não planeada, espontânea, viva e verdadeira,
trouxe-nos a alegria de podermos sonhar uma vida nova e real, sem
fantasmas, com paz e liberdade. Muitos direitos sociais foram então
conquistados.O povo estava na rua, a Poesia estava na rua, porque os
portugueses sentiram nas suas próprias vontades, nas suas mãos, o
destino do nosso país.

(Era o dia inicial / inteiro e limpo … que inspirava Sophia de Mello Breyner)

Hoje assistimos à banalização histórica, traiçoeira e mentirosa, desse período.

Com intuito pejorativo, chamam-lhe o período do PREC, decerto
ignorando alguns, até, que o significado dessas letras é PERÍODO
REVOLUCIONÁRIO EM CURSO.

E foi um dos mais gloriosos e mais belos períodos da nossa história!

O que eles pretendem, de facto, é desvalorizar a revolução,
desvalorizar e desfazer as conquistas alcançadas, nomeadamente, logo
em primeiro lugar, a Constituição da República Portuguesa.

Assistimos à desvalorização do trabalho, ao desprezo pelas pessoas, à
miséria, às crianças com fome, às pessoas que não se tratam porque não
têm dinheiro para os medicamentos, ao desemprego e à emigração dos
jovens, aos trabalhadores que se deixam humilhar nas empresas porque
têm medo de perder o emprego, à vergonha de ser despejado pelos
Bancos. Que mundo é este, cheio de novos pequenos e grandes ditadores,
em que vivemos?

Resistir!Resistir sempre!Não se trata de resistir à mudança, como
acusam os Vampiros (os tais que comem tudo e não deixam nada),
trata-se de resistir ao que eles querem para nós, que é fazer de nós
meros serviçais, baratos, que se contentem com pouco.

Quando já não formos capazes de lhes ser úteis, eles terão outros para
nos substituir.

É por isso que criam exércitos de desempregados cuja função é somente
estarem à espera que eles os chamem a troco de uma côdea. Foi por isso
que foram alterando as leis laborais, cada vez para pior.

Mas foi também por isso que um extraordinário Inspector-geral do
Trabalho, quando foi alterada a Lei Geral do Trabalho, ainda no tempo
de José Sócrates, se demitiu dizendo:

Com esta lei já não sirvo para nada. Não estaria aqui a fazer nada. Os
patrões vão fazer o que quiserem, quando quiserem.

Esta foi uma reacção corajosa.O caminho é resistir à opressão, ao
roubo, à injustiça. Dizer Não! Dizer Não! Como dizia o poeta. Não!
Parem de roubar! Parem de mentir! Parem de matar a nossa paz! A nossa
felicidade! Os portugueses têm direito a viver confiantes! Têm direito
à saúde, à alimentação, à habitação!Têm direito ao trabalho, a não
serem discriminados! E bastaria que as desigualdades sociais se
atenuassem pela melhor distribuição da riqueza. Bastaria que houvesse
mais honestidade e menos ganância.

Não é por acaso que os pequenos ditadores caseiros tentam impedir que
o povo saia para a rua no 25 de Abril para gritar: Basta! É porque
estes são os servidores dos Senhores do Dinheiro, e têm medo que as
pessoas se juntem, têm medo da força colectiva daqueles/as que estão a
ser humilhados/as, desprezados/as, espoliados/as!

A Associação José Afonso - Núcleo Região de Aveiro, está aqui presente
para lembrar e enaltecer o exemplo de resistência moral e cívica de
tantos aveirenses imortais, não só José Afonso, mas outros, como
Joaquim José de Queiroz, Domingos Leite, José Estevão, Homem Cristo,
Mário Sacramento, etc. que deram exemplo de sacrifício, de ideais
humanos solidários e desprovidos de intuitos interesseiros. E para
dizer Não! À deriva que nos quer fazer voltar ao passado fascista.
Não! Aos Vampiros que nos comem tudo!


Viva o 25 de Abril!! Viva a Liberdade!!


O Núcleo da AJA Região de Aveiro

Aveiro, 25/04/2015


AJA Núcleo da região de Aveiro
Link para a página da AJA: http://www.aja.pt/
Link para ficha de inscrição e contacto AJA: http://www.aja.pt/?page_id=3253


Naia Sardo

Michael Jackson - Earth Song

Maria José Morgado A VERDADE SEM MEDOS

"A Verdade Sem Medos ... podem bloquear-me, denunciar-me, reportar-me como inimiga ou terrorista, ou raio que os parta a todos até me podem vir prender, mas uma coisa vos posso garantir, ninguém me vai calar, nem a mim nem a esta Grande Senhora.... a partir de hoje este vídeo vai ser a minha publicação diária, sem tréguas ....."
Morgana Vasconcelos

"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a URNA onde já está apodrecendo o cadáver.

Expresso da Meia-Noite 25-04-2014 em directo SIC-N
Tema: 25 de Abril, 40 Anos depois
Ricardo Costa com: - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Fiambre Assado





Ingredientes :

 1 mini-fiambre inteiro , de 1 kg
 Sumo de 2 laranjas
 Sumo de 1 limão
 Cravos da índia
 3 dl de vinho branco
 4 colheres de sopa de mostarda
 3 colheres de sopa de pickles de pimentos vermelhos picados
 150 gr de fios de ovos

Tempo de preparação
 1 hora

 Com a ponta afiada de uma faca , faça uma quadrícula grossa a toda a volta de uma peça de fiambre . Em cada intersecção , espete fundo um cravinho da índia .
 Numa terrina , coloque o fiambre , com o sumo das laranjas , do limão e o vinho branco . Deixe marinar de um dia para o outro , coberto com película plástica , no frigorífico .
 Retire o fiambre da marinada e reserve-a .
Misture a mostarda com os pickles picados e unte o fiambre com este preparado .
 Asse-o numa assadeira refractária , por cerca de 50 minutos , em forno pré-aquecido a 180 graus . Durante este processo , vire o fiambre por 2 ou 3 vezes e vá regando com um pouco da calda da marinada .
 Disponha o fiambre numa travessa e coloque por cima , um pouco do molho com os pickles de pimento vermelho . À volta da travessa , disponha os fios de ovos .
 Sirva com batata-palha e arroz branco .

 É claro que , aqui e ali , cada um pode dar o seu cunho pessoal a este verdadeiro petisco !

 Bom Apetite