Rija, enquanto durou.
Agora q'amolengou e antes q'a morda a cobra, Vou atá-la c'uma corda Pra ela nã me fugiri. Preciso da sacudiri, Leva tempo pá'cordari Já nem se sabe esticari. Más lenta q'um caracoli, Enrola-se-me no lençoli. Ninguém a tira dali, Já só dá em preguiçari. Nada a faz alevantari E já nã dá com o monti, Nem água bebe na fonti Que bich'é que lhe mordeu? Parece defunta, morreu. Deu-lhe p'ra enjoari, Nem lh'apetece cheirari. Jovem, metia inveja. Com más gás q'uma cerveja, Sempre pronta p'ra brincari. Cu diga a minha Maria, Era de nôte e de dia. Até as mulheres da vila, Marcavam lugar na fila, P'ra eu lha poder mostrari ! Uma moura a trabalhari, Motivo do mê orgulho. Fazia cá um barulho ! Entrava pelos quintais, Inté espantava os animais. Eram duas, três e quatro, Da cozinha até ao quarto E até debaixo da cama. Esta bicha tinha fama. Punha tudo em alvoroço, Desde o mê tempo de moço. A idade nã perdoa, Acabô-se a vida boa ! Depois de tanto caçari, Já merece descansari. Contava já mê avô: "Niuma rata lhe escapou !" É o sangui das gerações. Mas nada de confusões, Pois esta estória aqui escrita, É da minha gata, a Pilita ! |
domingo, 26 de junho de 2016
A PILITA ALENTEJANA
terça-feira, 14 de junho de 2016
Eric Clapton & Duane Allman - Studio Jams. (No Label)
Cuando llevaban unos días de la grabación de las sesiones del álbum, Tom Dowd, que también estaba produciendo para The Allman Brothers Band su álbum Idlewild South, invitó a Clapton a asistir a uno de sus conciertos en Miami, siendo la primera vez que Clapton escuchaba a Duane Allman tocar en directo. Después de varias horas de grabación en el estudio, la banda fue al concierto, sentándose en las primeras filas junto a Dowd, que recuerda:
Recorded Live at Criteria Studios, Miami, Florida, USA - August 02, 1970.
Derek and the Dominos fue un supergrupo de blues rock formado en la primavera de 1970 por el guitarrista y cantante Eric Clapton, el teclista Bobby Whitlock, el bajista Carl Radle y el batería Jim Gordon, que habían participado junto a Clapton en Delaney, Bonnie & Friends.
Cuando llevaban unos días de la grabación de las sesiones del álbum, Tom Dowd, que también estaba produciendo para The Allman Brothers Band su álbum Idlewild South, invitó a Clapton a asistir a uno de sus conciertos en Miami, siendo la primera vez que Clapton escuchaba a Duane Allman tocar en directo. Después de varias horas de grabación en el estudio, la banda fue al concierto, sentándose en las primeras filas junto a Dowd, que recuerda:
Duane estaba en medio de un solo de guitarra; abre los ojos y mira abajo, con mirada fija, deja de tocar. Dickey Betts sigue tocando, pensando que a Duane se le había roto una cuerda o algo similar. Entonces, Dickey mira hacia abajo, ve a Eric, y le da la espalda. Así fue su primer encuentro.
Al día siguiente, el 27 de agosto de 1970, Duane llegó a los Estudios Criteria convirtiéndose inmediatamente en amigo de Clapton; Dowd dice que su facilidad para entablar amistad fue instantánea, intercambiándose las guitarras y tocando juntos. Después de estas jams Clapton invitó a Allman a unirse a la banda.
De esta amistad salio este increíble disco, con un audio excelente y unas jams dignas de las mejores críticas.
Disco 1
01. Jam 1
02. Jam 2
03. Jam 3
04. Jam 4
05. Jam 5
06. Jam 6
01. Jam 1
02. Jam 2
03. Jam 3
04. Jam 4
05. Jam 5
06. Jam 6
Disc0 2
01. Tell Me the Truth
02. Mean Old World
03. Mean Old World (Duet)
04. It's Too Late
05. Jam 7
01. Tell Me the Truth
02. Mean Old World
03. Mean Old World (Duet)
04. It's Too Late
05. Jam 7
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Fala do Velho do Restelo ao astronauta
Aqui na terra a fome continua
A miséria e o luto
A miséria e o luto e outra vez a fome
Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti eu nem sei que desejos
De mais alto que nós, de melhor e mais puro.
No jornal soletramos de olhos tensos
Maravilhas de espaço e de vertigem.
Salgados oceanos que circundam
Ilhas mortas de sede onde não chove.
Mas a terra, astronauta, é boa mesa
(E as bombas de napalm são brinquedos)
Onde come brincando só a fome
Só a fome, astronauta, só a fome.
A miséria e o luto
A miséria e o luto e outra vez a fome
Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti eu nem sei que desejos
De mais alto que nós, de melhor e mais puro.
No jornal soletramos de olhos tensos
Maravilhas de espaço e de vertigem.
Salgados oceanos que circundam
Ilhas mortas de sede onde não chove.
Mas a terra, astronauta, é boa mesa
(E as bombas de napalm são brinquedos)
Onde come brincando só a fome
Só a fome, astronauta, só a fome.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Sentir o Amor . . . Se estiveres atenta . . .
...Certo ... ou enganado
- Ao meu jeito... -
De uma forma que talvez te pareça
Demasiado lenta....
O meu coração
- Sempre a sorrir... outras vezes a medo!....-
Procura encontrar no teu peito
Um amor diferente!...
...Que como um bruxedo
Vindo de ti... porque ainda não encontrado
Já lhe rouba a tranquilidade...
- Ao meu jeito... -
De uma forma que talvez te pareça
Demasiado lenta....
O meu coração
- Sempre a sorrir... outras vezes a medo!....-
Procura encontrar no teu peito
Um amor diferente!...
...Que como um bruxedo
Vindo de ti... porque ainda não encontrado
Já lhe rouba a tranquilidade...
...Mas tem cuidado!...
Pelo desejo de viver esse amor ...
E pela dor que poderá sentir
Se tal não acontecer ...
Com a ansiedade... o sonho pode desabar!...
Pelo desejo de viver esse amor ...
E pela dor que poderá sentir
Se tal não acontecer ...
Com a ansiedade... o sonho pode desabar!...
...E tornar-se num coração fechado
- Até parar de bater!... -
E incapaz de mentir
Acabar por se esconder...
...Cansado...
E não mais irá procurar
...Nem o teu ...
Ou qualquer outro novo amor...
- Até parar de bater!... -
E incapaz de mentir
Acabar por se esconder...
...Cansado...
E não mais irá procurar
...Nem o teu ...
Ou qualquer outro novo amor...
...Mesmo que só para brincar...
manuel Sepúlveda*
quinta-feira, 21 de abril de 2016
The Byrds - Uma Canção da Liberdade
Far between sundown's finish and midnight's broken toll
We ducked inside the doorway, thunder crashing
As majestic bells of bolts, struck shadows in the sounds
Seeming to be the chimes of freedom flashing
Flashing for the warriors, whose strength is not to fight
Flashing for the refugees on the unarmed road of flight
And for each and every underdog soldier in the night
We gazed upon the chimes of freedom flashing
Even though a cloud's white curtain in a far off corner flashed
And the hypnotic splattered mist was slowly lifting
Electric light still struck like arrows, fired but for the ones
Condemned to drift or else be kept from drifting
Starry eyed and laughing, as I recall when we were caught
Trapped by no track of hours for they hanged suspended
And we listened one last time, and we watched with one last look
Spellbound and swallowed till the tolling ended
Tolling for the aching ones whose wounds cannot be nursed
For the countless confused, accused, misused, srung-out ones and worse
And for every hung-up person in the whole wide universe
We gazed upon the chimes of freedom flashing
https://www.youtube.com/watch?v=v7Uxguas1zc
We ducked inside the doorway, thunder crashing
As majestic bells of bolts, struck shadows in the sounds
Seeming to be the chimes of freedom flashing
Flashing for the warriors, whose strength is not to fight
Flashing for the refugees on the unarmed road of flight
And for each and every underdog soldier in the night
We gazed upon the chimes of freedom flashing
Even though a cloud's white curtain in a far off corner flashed
And the hypnotic splattered mist was slowly lifting
Electric light still struck like arrows, fired but for the ones
Condemned to drift or else be kept from drifting
Starry eyed and laughing, as I recall when we were caught
Trapped by no track of hours for they hanged suspended
And we listened one last time, and we watched with one last look
Spellbound and swallowed till the tolling ended
Tolling for the aching ones whose wounds cannot be nursed
For the countless confused, accused, misused, srung-out ones and worse
And for every hung-up person in the whole wide universe
We gazed upon the chimes of freedom flashing
https://www.youtube.com/watch?v=v7Uxguas1zc
segunda-feira, 18 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
quinta-feira, 3 de março de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Praxe académica: uma história longa e uma oportunidade única
JOÃO MINEIRO
Substituir os valores da praxe, isto é, da verticalidade, da hierarquia e da obediência ao superior, pelos valores da horizontalidade, do companheirismo e da igualdade, é uma tarefa urgente.
No passado dia 5 de Fevereiro, a Assembleia da República aprovou um conjunto de recomendações relacionadas com a questão das praxes académicas. Nelas os grupos parlamentares procuraram ensaiar um conjunto de respostas novas para enfrentar um problema que está longe de ser novo na sociedade portuguesa. Na verdade, desde pelo menos 1727 que os rituais de receção aos novos alunos nas universidades são alvos de contestação. Lembremos-nos que foi nessa data que curiosamente o rei absolutista D. João V declarou que “mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos”. Mas a proibição não impediu que no século XIX os mais comuns rituais de receção aos estudantes fossem coisas tão bárbaras como o canelão, que consistia em dar pontapés nas canelas dos mais novos, o rapanço, no qual se cortava o cabelo, e a pastada, em que os novatos tinham que simular que eram animais comendo o seu pasto.
Estes rituais bárbaros, chamados de “praxe” na segunda metade do século XIX, haviam de suscitar enorme agitação nas universidades e na sociedade ao longo de todo o século XX. A abolição do canelão em 1902 chamou a atenção de republicanos e progressistas que, já depois da instauração da República, aboliram também a praxe académica. A praxe voltará a ser reposta em 1919 e nas décadas seguintes há-de ser recuperada como símbolo da academia e do seu conservadorismo durante o Estado Novo. Mas essa recuperação não resistiu aos ventos de liberdade que se fizeram sentir nos anos 60 e 70. A dissidência política e cultural dos meios estudantis, fortemente organizada em torno da crítica ao regime e à guerra colonial, e que teve nas crises académicas de 62 e 69 a sua melhor expressão, fez com que se acentuasse uma contradição entre o discurso fortemente politizado que se expandia no movimento estudantil, e as práticas mais conservadoras que persistiam na academia, pautando quer pelo elitismo em relação ao exterior, quer pela forte hierarquia no seu interior. Esse paradoxo crescente explica, em parte, que a praxe tenha entrado naturalmente em desuso no final dos anos 60, na sequência do luto académico, desaparecendo nos anos 70 quando, com a explosão do 25 de Abril, as universidades se transformaram num palco de agitação política, ocupações e transformações sociais e culturais profundíssimas.
A praxe como a conhecemos regressa nos 80, na sequência do fim do luto académico em Coimbra e do resfriamento da atividade política nos meios estudantis, acompanhando o projeto de reorganização da universidade portuguesa que começa com a abertura do sistema aos privados e com as primeiras intenções de mercantilização do ensino. É depois desta década que a praxe se expande ao conjunto do país e a muitas universidades onde nunca constituiu qualquer “tradição”.
O crescimento do movimento praxista desde os anos 90 teve como natural consequência a proliferação de inúmeros casos de violência. No livroDesobedecer à Praxe (Deriva, 2015) que escrevi com o realizador Bruno Morais Cabral, analisámos os casos que deram origem a denúncias públicas, entre 1999 e 2014, e constatámos que foram mais de duas dezenas as situações de violência, agressões, humilhações sexuais, lesões físicas profundas ou até de mortes trágicas ocorridas em contexto de praxe. Muitos outros casos não vieram a público, ficando abafados pelos pactos de silêncio das comissões de praxe, pela ausência de apoio às vítimas e pela falta de coragem de muitos direções estudantis e instituições de ensino superior.
A escalada de violência e os valores profundamente retrógrados que estão na raiz da praxe, têm sido alvo, ano após anos, de denúncia pública e agitação nas universidades e fora delas. Desta vez, essa agitação atravessou os muros da academia e chegou à Assembleia da República que, no passado dia 5 de Fevereiro, chegou a um compromisso sobre o combate às praxes académicas, aprovando sem votos contra um conjunto recomendações propostas pelo BE (Projeto de Resolução n.º 21/XIII/1.ª) PS (Projeto de Resolução n.º 124/XIII/1ª) e CDS (Projeto de Resolução n.º 122/XIII/1ª). Estas recomendações assentam em três objetivos: dar informação; proteger as vítimas; e responsabilizar as instituições e os estudantes pela criação de alternativas às práticas de praxe.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Rastos e rostos de um Portugal profundo . . .
Simplesmente genial este fotógrafo. A música soberba. Rostos que
contam a vida árdua que levaram. As rugas vieram fora do tempo.
Rostos e olhares interrogantes...
Gestos ancestrais...
Modos de vida árduos...
Portugal profundo!
Os sinais da demografia em toda a sua pureza e esplendor…
PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL-100 FOTOGRAFIAS por DOMSOBREIRO
O SALAZARISMO FOI UMA DAS MAIS LONGAS DITADURAS DO SÉCULO XX, INSPIRADA NO MODELO FASCISTA ITALIANO. DURANTE ESTE PERÍODO PORTUGAL VIVEU NA CENSURA, REPRESSÃO E SOB O PODER AUTORITÁRIO SALAZARISTA , ADOPTOU O MODELO DO PARTIDO ÚNICO E DO CORPORATIVISMO DO ESTADO, SENDO SUPORTADO PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, UMA IGREJA TEMPORAL.
domingo, 24 de janeiro de 2016
sábado, 23 de janeiro de 2016
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
O Portugal de Miguel Torga
Miguel Torga é o nome literário de Adolfo Correia da Rocha. Tirou o curso de Medicina, publicou mais de 50 obras e chegou a ser apontado ao Nobel da Literatura.
Miguel Torga conhecia Portugal de norte a sul, amava a natureza das suas terras, tinha absoluta devoção à pátria, sofria e desiludia-se com os portugueses que viviam agarrados às glórias do passado.
O documentário ”Miguel Torga, o meu Portugal” conduz-nos numa viagem pelo país e pela identidade portuguesa a partir dos textos do escritor, sobretudo da produção em prosa que integra a coletânea “Portugal”, de 1950.
O próprio Torga é o narrador exclusivo do documentário, a sua voz é aqui substituída pela do actor Sinde Filipe, enquanto a recriação “visual” é assegurada pelo também actor José Pinto .
Esta viagem é enquadrada por diversos depoimentos, com destaque para Eduardo Lourenço e António Barreto. Embora de diferentes gerações, estes relevantes investigadores sociais e pensadores portugueses privaram com Miguel Torga, de quem foram amigos, pelo que disponibilizam uma análise exclusiva e privilegiada do pensamento e da visão peculiar de Torga sobre a realidade portuguesa.
Temas: Português, Literatura
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
"Tumbalalaika" é uma canção popular judaico-russa de amor cantada em yiddish, cujo nome pode ser traduzido como "o som da balalaica". A sua letra é composta por uma série de enigmas e respectivas soluções, intercalados pelo refrão "tumbala- tumbala- tumbalalaica, tumbalalaica - toque balalaica, tumbalalaica - e seja feliz".
Tem sido divulgada em várias línguas por diversos artistas e a versão que irão ouvir foi interpretada na Sinagoga Judaico-Portuguesa de Amesterdão, Holanda, que é iluminada apenas por velas - foi construída há várias centenas de anos e nunca a electrificaram.
O arco, assentos e tudo o mais foram feitos à mão, por construtores de barcos.
Inexplicavelmente, durante a 2ª. Guerra Mundial os nazis nunca se interessaram por esta preciosidade... Encontra-se, pois, intacta e tal como foi construída.
Inexplicavelmente, durante a 2ª. Guerra Mundial os nazis nunca se interessaram por esta preciosidade... Encontra-se, pois, intacta e tal como foi construída.
A história do porquê das mulheres terem ÚTERO

Uma história medicinal que toda mulher deve ler para recuperar a sua essência, as suas raízes e o significado de sua existência.
Este conto conta uma história muito, muito antiga, que muitos já não se lembram, ou que muitos já não falam, antes de os humanos aparecerem com duas pernas no chão, onde todas as mulheres, antes de serem mulheres, eram árvores e, como tal, tinham raízes que as tornavam unas com a Mãe Terra, mãos largas e casacos feitos de troncos, com longos cabelos que se cobriam de folhas, frutos e aves que cantavam na Primavera.
Elas viviam nos mais belos recantos, nutriam-se de sol, água e vento e jamais estavam sozinhas, pois rodeavam-nas todas as criaturas da floresta terrestre, a mais mágica podes imaginar. Da mesma forma, as guardava e nutria a mais sábia de todas as árvores, que elas chamaram de “Árvore Avó,” uma árvore muito antiga que conhecia todos os segredos da vida e da morte, e sempre que qualquer árvore-mulher de qualquer parte do mundo ficava doente, comunicava com a Árvore Avó através de suas raízes para se curar.
As mulheres árvore tinham poderes mágicos, elas comunicavam sem usar palavras, moviam os elementos sem ter mãos e podiam sentir todos os seres da Natureza através de uma rede profunda que formavam com as suas raízes dentro da terra.
Um dia, muito tempo depois, chegaram à Terra os humanos de duas patas, algo aconteceu e começaram os tempos de guerra, morte e destruição, alguns diziam que por causa da ambição do reino, o poder e a riqueza. Foi uma época terrível, onde muitas mulheres árvores foram transformadas em madeira e queimadas como uma forma de gerar calor. Assim, para manter vivas as suas filhas, a Avó permitiu que as árvores se desenraizassem e tivessem pés para poderem correr e esconderem-se longe do perigo. As mulheres árvores deveriam assim aprender a andar e a sobreviver por conta própria, em troca tiveram de perder as suas raízes e a sua conexão com a Mãe Terra e a todos os seres vivos, o que lhes causou grande dor e tristeza, mas esta foi a única maneira de sobreviverem e preservarem a tradição das mulheres árvore.
Quem me contou esta história diz que passaram muitos séculos até que a guerra pelos reinos terminou, e nela muitas mulheres árvore morreram de tristeza, pois não suportaram a solidão e o desenraizamento, outras se esqueceram de quem eram e aprenderam a viver com os humanos de duas patas e perderam os seus poderes e habilidades mágicas. Mas havia um outro grupo de mulheres árvore que foram distribuídas pelo mundo e, apesar de se separarem, prometeram nunca deixarem de serem quem eram e de conservar na memória mais profunda de DNA tudo o que elas aprenderam com a Árvore Avó. Este grupo de mulheres árvore comprometeu-se a reencontrar-se em todas as vidas seguintes, mantendo muito bem guardado o segredo das suas origens e poderes.
A Avó, também desejando não se separar deste bosque de donzelas, e num acto de amor profundo pelas suas filhas, abençoou todas as mulheres com uma árvore no seu ventre e esta árvore transformou-se naquilo que é hoje o nosso útero. Assim, todas as mulheres podem recuperar o seu enraizamento com a Mãe Terra nutrindo-se com o seu amor, pois o útero é a âncora da sua verdadeira essência. A partir dele está a forma de recuperar a razão mais primordial de ser mulher. E o maravilhoso desta bênção da Árvore Avó é que tenhamos ou não útero físico, teremos sempre o útero energético que nunca nada nem ninguém nos poderá retirar.
Esta é uma história muito, muito antiga, e muitos dizem que neste momento a Avó Árvore está a chamar em alto e bom som pelas suas filhas. Tanto é que se abraçares a árvore mais antiga do bosque e encostares o teu ouvido ao seu trono, ela te contará os segredos das mulheres árvore, te encherá de todo o seu amor e te doará toda a sua medicina ancestral. E a partir daí nunca mais estarás desconectada da Avó Árvore. O teu útero recuperará as suas raízes e caminharás sempre ancorada à Terra. Fim.
Toda a mulher que hoje possa estar a sentir uma ferida ancestral e um vazio emocional profundo sem explicação, é sinónimo de que tomou consciência que perdeu a sua raiz ancestral à Mãe Terra e à Avó Árvore. A forma de recuperar a alegria, o sentido da existência e o amor de ser mulher requer um regresso ao enraizar do útero na Terra, e isso passa por tomar consciência de que somos mulheres árvore e que em cada momento há uma rede invisível abaixo dos nossos pés que nos conecta a um sem fim de memórias ancestrais. Quando uma mulher está a sangrar a partir do seu ventre, toma consciência desta perda ancestral que lhe traz tristeza, vazio e a sensação de que lhe falta algo. Quando um homem faz amor com uma mulher, pode sentir por segundos o êxtase de estar conectado em unidade com o todo.
Desde relembrar que desde os nossos pés crescem raízes invisíveis que nos conectam a uma grande rede, um grande corpo energético, que são todos os seres vivos da Terra, mas que deves activar essas raízes que te conectarão a todas as mulheres, homens, animais, insectos, vegetais, minerais e aos elementos. Pois o nosso útero está conectado a um útero ainda maior, o útero primordial, aquele que dá à luz desde o início dos tempos a tudo o que é conhecido e desconhecido. Enraizar o nosso útero também tem muita relação com o recuperar da consciência e sabedoria da Terra, de menstruarmos de forma consciente e respeitar a vida em todos os sentidos.
Todos os úteros físicos ou energéticos que permaneçam sem esta conexão à Mãe Terra está suspenso no vazio e a mulher que o carrega sentir-se-á seca e sem vida. Recuperar a consciência raiz do útero é regressar ao sentido primordial da vida.
Com amor a todas aquelas que ainda não encontraram o sentido da sua existência, pois como mulher cheguei a experimentar esse vazia durante muito tempo na vida. Quando eu eu enraizei pela primei vez o meu útero à Terra, eu senti-me viva e recordei muitas memórias de dor que as minhas ancestrais sentiram e que eu deveria transmutar. Percebi que há uma ferida ancestral que todas carregamos e para curá-la é importante que as mulheres se unam e recordemos todas as nossas histórias e lembremos a magia que nos habita. Só desta forma pode também Mãe Terra para curar as suas feridas e os homens podem acompanhar-nos e serem guardiões desta evolução.
Por Ximena Hernandez Noemi Avila
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
CALENDÁRIO DE PLANTAÇÕES PARA O ANO INTEIRO
A primavera é, por excelência, a estação do ano em que os jardins se encontram no seu máximo esplendor. Mas, para que isso suceda, é preciso ter semeado e plantado antes as espécies mais adequadas a essa estação. Para que saiba quais as variedades florais que deve semear em cada uma das diferentes épocas, elaborámos um guia mensal que também lhe indica as sementeiras que deve fazer na sua horta, nos seus canteiros ou nos seus vasos, para que se possa organizar de uma forma efetiva e eficiente.
Janeiro
O primeiro mês do ano está longe de ser aquele que mais trabalho exige no seu jardim. Nesta época, a grande maioria das plantas encontra-se em descanso vegetativo. Ainda assim, depois de desfazer a árvore de Natal e de arrumar todas as prendas que a sua família recebeu durante a quadra natalícia, pode semear petúnias, ervilhas de cheiro e gipsófilas, além de espécies anuais de verão, bienais, rosas e bolbos de vaso.
Esta é uma boa altura para o fazer. Se tem uma horta ou gosta de fazer experiências no seu quintal ou até mesmo num dos cantos da sua varanda, pode sempre semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, espinafres e nabiças.
Fevereiro
O Carnaval aproxima-se a passos largos mas a máscara que vai usar este ano não pode ser a única coisa a ocupar a sua mente. Nesta altura do ano, deve ter as tesouras de poda sempre prontas para os trabalhos de poda. Tudo o que se encontre seco, deteriorado ou com mau aspeto deve ser removido. Esta é também a altura em que deve plantar coníferas, árvores de sombra de folha caduca e espécies de folha perene.
Esta é ainda uma boa época para semear coleos e ainda ervilhas de cheiro e gipsófilas, caso não o tenha feito em janeiro. Na horta, é tempo de avançar com a sementeira de abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beterrabas, cebolas, coentros, couve galega, couve de repolho, couve tronchuda, nabos, rabanetes, salsa e tomate.
Março
Com a primavera à porta, não espere demais para começar a preparar o espectáculo de cor que inundará o jardim nos próximos meses. Meta mãos à obra e semeie asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas, verbenas e zínias, além de ageratos, petúnias e cravos-túnicos. Na horta, este é um dos meses de maior actividade no que se refere a sementeiras e plantações.
Abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beringelas, beterrabas, cebolas, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve galega, couve lombarda, espinafres, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate são as espécies que deve semear.
Abril
Enquanto vai pensando nos seus planos para a Páscoa, centre as suas atenções nos bolbos estivais, comece a adubar e a incrementar as regas à medida que a temperatura vai subindo. No que respeita a novas sementeiras, esta é uma boa altura para fazer as de artemisas e cosmos (ao sol), astilibes (à sombra), asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas e zínias.
Na horta, semeie abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beringelas, beterrabas e cenouras. Coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate são outras das sementeiras que também pode (e deve) fazer ao longo deste mês.
Maio
Este é o mês em que se verifica uma profusão de flores nos jardins. Aproveite o bom tempo que se começa a fazer sentir e plante os bolbos e tubérculos que florescem já no verão ou no próximo outono, assim como begónias, dálias, asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas e zínias. Na horta, a lista de sementeiras não varia muito em relação aos meses anteriores.
Semeie abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beterrabas, cenouras, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, flor de mostarda, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate.
Junho
A sua mente já só pensa na praia, nas sardinhadas, nas festas dos santos populares e nos feriados mas, se quer mesmo ter um jardim bonito e florido, tem de arranjar tempo para calçar as luvas e enfiar as mãos na terra. Esta época é indicada para plantar vivazes, maciços à base de áster, rudbequias, heliantus e bolbosas como os gladíolos, begónias e agapantos.
É também uma boa altura para semear gipsófilas, goivos, miosótis e prímulas. Na horta, continua a ser tempo para semear abóboras, acelgas, agriões, alfaces, beldroegas, cenouras, coentros,
couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, flor de mostarda, rabanetes e salsa.
couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, flor de mostarda, rabanetes e salsa.
Julho
Nesta altura, só já pensa nas férias e nos mergulhos que irá dar ou na tal viagem que irá finalmente fazer. Este é, contudo, também o mês em que deve plantar as espécies com cores garridas que vão encher as suas jarras lá de casa no inverno. É tempo de plantar petúnias, salvas e cravos-túnicos, além de asteres, goivos, gipsófilas, prímulas e miosótis.
Na horta, se ainda não o fez, semeie acelgas, agriões, alfaces, beldroegas, beringelas, beterrabas, cenouras, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve chinesa, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, rabanetes e salsa.
Agosto
Enquanto aproveita para relaxar e conseguir o bronze que andou os últimos meses a ambicionar, o jardim continua a celebrar a grande festa do tempo quente que faz luzir uma panóplia de cores e cheiros sem fim. Se não estiver demasiado calor ou um tempo demasiado seco, transplante as bienais de primavera a partir das bandejas de sementeira e semeie amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas, além de coníferas de floração primaveril, adquiridas em centros de jardinagem.
Na horta, além de acelgas, agriões, alfaces, cenouras, coentros, couve-bróculo e couve-de-bruxelas, semeie couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres e salsa.
Setembro
Com o regresso às aulas e ao trabalho, o seu jardim passa a exigir novos cuidados. No que respeita a sementeiras e plantações, semeie bolbos de outono de floração primaveril, nomeadamente túlipas, narcisos, muscaris e crocos, além de amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas. Na horta, a lista não se altera muito.
Agriões, alfaces, beldroegas, cebolas, cenouras, coentros, couve-bróculo e couve-de-bruxelas,
couve-flor, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa são as sementeiras que deve fazer.
couve-flor, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa são as sementeiras que deve fazer.
Outubro
As folhas que começam a cobrir os solos tendem a provocar mais danos do que benefícios. Além de ter de as limpar para proteger outras espécies, não pode também descurar as sementeiras e plantações típicas desta época, como é o caso de crocus, muscari, arbustos perenes, coníferas, sebes, amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas.
Na horta, pode semear agriões, alfaces, alho francês, couve-flor, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, flor de mostarda, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa.
Novembro
Com a chuva e o frio, chega novamente o tempo de proteger e limpar as espécies do seu jardim. Uma vez que toda a protecção é pouca para o período de frio que se avizinha, não adie esta tarefa para muito mais tarde. Se quer ter um jardim florido, vistoso e cheiroso na próxima primavera, aproveite ainda para semear arábides e alhelies, além de amores-perfeitos e ervilhas de cheiro. Na horta, é tempo de semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, couve-flor, couve tronchuda, espinafres, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa.
Dezembro
Este é o mês em que o espírito natalício se apodera de si. E o stress provocado pelas compras de Natal e pelos preparativos da Consoada também! Sendo Dezembro um dos meses mais frios do ano, as flores e as plantas necessitam de cuidados especiais para fazerem face às baixas temperaturas.
No que respeita a sementeiras e plantações, as últimas semanas do ano devem ser aproveitadas para plantar amores-perfeitos e prímulas, mas também ervilhas de cheiro. Na horta, é tempo de semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, nabiças e salsa.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
CHICO BUARQUE Sonho Impossível
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
https://www.youtube.com/watch?v=aN_aAR2GgyU
Tarancón Soy Libre Soy Bueno
Soy Libre, Soy Bueno
Unos ojos estoy viendo,
Por esos ojos me muero.
Soy libre,Soy bueno
Y puedo querer.
Me han dicho que tiene dueño,
Y así, con dueño, los quiero.
Soy libre! Soy bueno!
Y puedo querer.
Quisiera cruzar el río
Sin que me sienta la arena.
Soy libre, Soy bueno
Y puedo querer.
Al Diablo ponerle grillos,
Y al amor unas cadenas.
Soy libre, Soy bueno
Y puedo querer.
https://www.youtube.com/watch?v=EwpIEvsE0FA
EL GUILLATÚN - VIOLETA PARRA
Millelche. está triste con el temporal
los trigos se acuestan en ese barrial,
los indios resuelven después de llorar
hablar con Isidro, con Dios y San Juan.
Camina la machi para el guillatún,
chamal y revoso, trailonco y kultrún,,
y hasta los enfermos de su machitún
aumentan las filas de ese guillatún.
La lluvia que cae y vuelve a caer
los indios la miran sin hallar qué hacer,
se arrancan el pelo, se rompen los pies,
porque las cosechas se van a perder.
Se juntan los indios en un corralón,
con los instrumentos rompió una canción,
la machi repite la palabra sol
y el eco del campo le sube la voz.
El rey de los cielos muy bien escuchó,
remonta los vientos para otra región,
deshizo las nubes después se acostó,
los indios la cubren con una oración.
Arriba está el cielo brillante de azul,
abajo la tribu al son del kultrún
le ofrece del trigo su primer almud
por boca de un ave llamado avestruz.
Se siente el perfume de carne y muday,
canelo, naranjo, corteza e'quillay
termina la fiesta con el aclarar,
guardaron el canto, el baile y el pan.
https://www.youtube.com/watch?v=I3fxk6BY84U
sábado, 2 de janeiro de 2016
THE WOLFE TONES - Sweet Carnlough Bay
When winter was brawling, o'er high hills and mountains
And dark were the clouds o'er the deep rolling sea,
I spied a wee lass as the daylight was dawning
She was asking the road to sweet Carnlough Bay
I said,"My wee lassie, I canna weel teIl ye
The number of miles or how far it might be
But if you'll consent I'll convoy you a wee bit
And I'll show you the road to sweet Carnlough Bay
You turn to the right and pass down by the churchyard
Cross over the river and down by the sea;
We'll call in Pat Hamill's and have a wee drop there
Just to help us along to sweet Carnlough Bay
Here's a health to Pat Hamill likewise the wee lassie
And to every laddie that's listening to me
And ne'er turn your back on a bonnie wee lassie
When she's asking the road to sweet Carnlough Bay
FOUR SEASONS - THE WOLFE TONES
Oh the Four Seasons come, and the Four Seasons go
In a cycle that spins our life away
The new year it is here and the old one has gone
For time it doesn't stop for any one
For 3 months of the year is the season of the spring
When all the birds begin to sing
Everything's bright and new, spring lambs, trees budding too
It's like unto ourselves when just a child
And the Four Seasons come …
Now the sun is on the sea and the wind is blowing free
The summertime is here in all its glory
In these months of gay life our cares are all unknown
It's like unto ourselves when we were young
And the Four Seasons come …
Soon the moon will hide its light from the heavens in the night
Too fast are (sic) these sunny days are fading
But there's beauty to be seen in these autumn leaves once green
And our lives, like these leaves, are decaying
And the Four Seasons …
Now stormy winds do blow with its (sic) frost and wind and snow
The harshness of wintertime is here
And at this late stage man reaches his old age
And the cycle meets its end where it began
And the Four Seasons …
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Um tributo a Ahmad Fouad Najm - Raja Chemayel
Um tributo a
Ahmad Fouad Najm
meu mestre, pai e ídolo.
Subjuguem todos os Regimes Árabes,
Subornem-nos e domestiquem-nos.
Enganem as massas árabes
abortem quaisquer direitos nacionais
suprimam todas as aspirações de liberdade
e depois chamem-lhe Paz
Invadam qualquer país não colaborante
ameacem qualquer país desafiador
abafem qualquer economia emergente
protejam qualquer sistema corrupto
e depois chamem-lhe Democracia
Enforquem os nossos líderes
Bombardeiem as nossas escolas
Treinem os nossos carcereiros e o aparelho secreto
Armem os nossos Ditadores, Reis e Princesas
Bombeiem o nosso petróleo
e depois chamem-lhe Liberdade.
e vendam-no de volta a nós próprios, como plástico
Roubem a nossa cultura
e vendam-na de volta, como desenvolvimento.
Falsifiquem a nossa Bíblia e as Escrituras
e vendam-nas de volta a nós próprios, como Israel.
Raja Chemayel
um anão, à beira de Ahmad Fouad Najm.
no oitavo dia do sétimo mês de 2008
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