domingo, 3 de janeiro de 2016

Tarancón Soy Libre Soy Bueno


Soy Libre, Soy Bueno 

Unos ojos estoy viendo,
Por esos ojos me muero.
Soy libre,Soy bueno
Y puedo querer.
Me han dicho que tiene dueño,
Y así, con dueño, los quiero.
Soy libre! Soy bueno!
Y puedo querer.
Quisiera cruzar el río
Sin que me sienta la arena.
Soy libre, Soy bueno
Y puedo querer.
Al Diablo ponerle grillos,
Y al amor unas cadenas.
Soy libre, Soy bueno
Y puedo querer.
https://www.youtube.com/watch?v=EwpIEvsE0FA


EL GUILLATÚN - VIOLETA PARRA


Millelche. está triste con el temporal
los trigos se acuestan en ese barrial,

los indios resuelven después de llorar
hablar con Isidro, con Dios y San Juan.

Camina la machi para el guillatún,
chamal y revoso, trailonco y kultrún,,
y hasta los enfermos de su machitún
aumentan las filas de ese guillatún.

La lluvia que cae y vuelve a caer
los indios la miran sin hallar qué hacer,
se arrancan el pelo, se rompen los pies,
porque las cosechas se van a perder.

Se juntan los indios en un corralón,
con los instrumentos rompió una canción,
la machi repite la palabra sol
y el eco del campo le sube la voz.

El rey de los cielos muy bien escuchó,
remonta los vientos para otra región,
deshizo las nubes después se acostó,
los indios la cubren con una oración.

Arriba está el cielo brillante de azul,
abajo la tribu al son del kultrún
le ofrece del trigo su primer almud
por boca de un ave llamado avestruz.

Se siente el perfume de carne y muday,
canelo, naranjo, corteza e'quillay
termina la fiesta con el aclarar,
guardaron el canto, el baile y el pan.

https://www.youtube.com/watch?v=I3fxk6BY84U


sábado, 2 de janeiro de 2016

THE WOLFE TONES - Sweet Carnlough Bay


When winter was brawling, o'er high hills and mountains
And dark were the clouds o'er the deep rolling sea,
I spied a wee lass as the daylight was dawning
She was asking the road to sweet Carnlough Bay
I said,"My wee lassie, I canna weel teIl ye
The number of miles or how far it might be
But if you'll consent I'll convoy you a wee bit
And I'll show you the road to sweet Carnlough Bay
You turn to the right and pass down by the churchyard
Cross over the river and down by the sea;
We'll call in Pat Hamill's and have a wee drop there
Just to help us along to sweet Carnlough Bay
Here's a health to Pat Hamill likewise the wee lassie
And to every laddie that's listening to me
And ne'er turn your back on a bonnie wee lassie
When she's asking the road to sweet Carnlough Bay

FOUR SEASONS - THE WOLFE TONES


Oh the Four Seasons come, and the Four Seasons go
In a cycle that spins our life away
The new year it is here and the old one has gone
For time it doesn't stop for any one
For 3 months of the year is the season of the spring
When all the birds begin to sing
Everything's bright and new, spring lambs, trees budding too
It's like unto ourselves when just a child
And the Four Seasons come …
Now the sun is on the sea and the wind is blowing free
The summertime is here in all its glory
In these months of gay life our cares are all unknown
It's like unto ourselves when we were young
And the Four Seasons come …
Soon the moon will hide its light from the heavens in the night
Too fast are (sic) these sunny days are fading
But there's beauty to be seen in these autumn leaves once green
And our lives, like these leaves, are decaying
And the Four Seasons …
Now stormy winds do blow with its (sic) frost and wind and snow
The harshness of wintertime is here
And at this late stage man reaches his old age
And the cycle meets its end where it began
And the Four Seasons …

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Um tributo a Ahmad Fouad Najm - Raja Chemayel

Um tributo a
Ahmad Fouad Najm
meu mestre, pai e ídolo.

Subjuguem todos os Regimes Árabes,
Subornem-nos e domestiquem-nos.
Enganem as massas árabes
abortem quaisquer direitos nacionais
suprimam todas as aspirações de liberdade
e depois chamem-lhe Paz
Invadam qualquer país não colaborante
ameacem qualquer país desafiador
abafem qualquer economia emergente
protejam qualquer sistema corrupto
e depois chamem-lhe Democracia
Enforquem os nossos líderes
Bombardeiem as nossas escolas
Treinem os nossos carcereiros e o aparelho secreto
Armem os nossos Ditadores, Reis e Princesas
Bombeiem o nosso petróleo
e depois chamem-lhe Liberdade.
e vendam-no de volta a nós próprios, como plástico
Roubem a nossa cultura
e vendam-na de volta, como desenvolvimento.
Falsifiquem a nossa Bíblia e as Escrituras
e vendam-nas de volta a nós próprios, como Israel.

Raja Chemayel
um anão, à beira de Ahmad Fouad Najm.
no oitavo dia do sétimo mês de 2008

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Bolo Rei de Enchidos

Alegrem-se todos os que não são apreciadores do tradicional "Bolo Rei", pois este é uma excelente alternativa.

Ingredientes:





540 g de farinha de trigo T 65
100 ml de leite;
3 ovos + 1 gema;
50 ml de cerveja;
25 ml de água ardente;
100 g de manteiga;
50 ml de azeite;
raspa de 1 laranja;
8 g de sal marinho tradicional;
4 g de fermento seco de padeiro.
* Todos os ingredientes deverão estar à temperatura ambiente.

Recheio e Cobertura
100 g de chouriço;
100 g de presunto;
100 de salpicão;
100 g de moira;
100 g de chouriço de cebola;
100 g de bacon;
50 g de chouriço de porco preto;
folhas de salva q.b.
ramos de alecrim q.b.
100 g de amêndoas com pele:
75 g de pinhões;
50 g de azeitonas pretas;
50 g de azeitonas verdes;
orégãos q.b.
flor de sal q.b.
leite para pincelar.

Preparação:
Preparar a esponja, dissolvendo o fermento no leite morno e juntando 100 g de farinha, misturar bem. Se optar por usar fermento fresco necessita de 20 g (1 cubo). Tapar com película aderente e deixar levedar cerca de 30 minutos, até que duplique de volume e esteja “borbulhante”.
Colocar a restante farinha peneirada num recipiente e abrir um buraco ao centro. Juntar a esponja, os ovos, a manteiga (amolecida) a raspa de laranja; a cerveja, a água ardente, o azeite e o sal. Amassar muito bem, inicialmente a massa é pegajosa, mas aos poucos vai-se tornando elástica e descolando das beiras do recipiente. Formar uma bola e deixar levedar em local aquecido (pode ser dentro do forno no programa para levedar, ou a 40.º). Quando tiver duplicado de volume (após cerca de 2 horas, mas pode precisar de mais tempo) voltar a amassar bem, agora ao esticar a massa deve ser possível ficar bem fina, sem romper. Voltar a deixar levedar até de duplique ou triplique de volume.
  
Montagem:

Verter  a massa sobre uma bancada (ou sobre uma tábua de madeira), salpicada com um pouco de farinha e com as mãos estendê-la, esticando-a até obter um rectângulo.
Cortar o bacon, o presunto e todos  os enchidos em pedaços pequenos, reservando alguns maiores para a decoração.
Saltear o bacon.
Picar as folhas de salva e de alecrim. 
Espalhar sobre a massa o bacon , o presunto, os enchidos, as ervas aromáticas, os pinhões e as amêndoas.

Enrolar com se fosse uma torta.
Formar uma coroa, unindo bem as extremidades (meter uma dentro da outra e pressionar para que fiquem bem juntas).
Transferir para um tabuleiro enfarinhado.
Pincelar com leite.
Decorar com rodelas dos enchidos, tiras de presunto e de bacon, azeitonas, pinhões, amêndoas e ramos de alecrim.
Salpicar com orégãos e flor de sal.


Deixar levedar, num local aquecido (pode ser dentro do forno a 40.º) entre 30 a 45 minutos.
Cozer no forno, pré-aquecido a 200. º, coberto com papel de alumínio, durante 35 minutos. Retirar o papel de alumínio de cozer mais 10 minutos ou até que fique dourado.


domingo, 6 de dezembro de 2015

Portugal , País de idiotas . . . mesmo !




Vivo num país , onde um pouco mais de metade dos cidadãos são uns idiotas chapados , cúmplices deste sistema político , viciado e corrupto , a que teimam em chamar . . . Democracia ! Cúmplices , sim , pois . . . eleições após eleições , vão , com o seu voto , legitimando esta democracia de treta . . . apresentando-se , de livre vontade (o que é espantoso !) , afim de escolherem os "carrascos" que nos irão chicotear a todos , o que é de uma injustiça a toda a prova . . . eu acho .

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

LIBERTEM DEUS !

   Há dias, chocou-me a notícia segundo a qual um poeta palestiniano, preso há cerca de dois anos, foi condenado à morte por "insulto a Deus". Arrepiei-me com esta atitude. Não entendo que se mate em nome de Deus. Um poeta encerra em si a poesia do verdadeiro Deus. Sua graça? Ashraf Fayadh.
   Hoje, li que um físico iraniano foi suspenso por ter "voz demasiado aguda", como se isso fosse sinónimo de feminilidade e, consequentemente, motivo para o retirar do ensino. Ao ler a história verifico que a comissão cultural o questionou sobre que "lugar ocupa Deus nas suas aulas"? A resposta, científica, deve ter-lhe saído de chofre, "a universidade paga-me para dar aulas e, como profissional da matéria, só falo de Física". E faz muito bem, pensei eu. Sua graça? Qasem Exirifard. Não foi condenado à morte, mas não pode ensinar e está revoltado.
   No primeiro caso temos um poeta, no segundo um físico. Vítimas da "presença de um Deus". Mas que raio de Deus é este que mata poetas e expulsa cientistas? Só pode ser um Deus triste que foi aprisionado pelos homens. O mal dos homens foi terem agrilhoado Deus, impedindo-O de desfrutar a sua verdadeira essência, liberdade cheia de amor infinito.
   Comecei a ouvir a falar de Deus desde muito cedo, às tantas ainda não devia saber balbuciar as palavras mais simples. Com o tempo comecei a construir uma ideia a Seu propósito em contraste com o que ia ouvindo. Era comum ouvir que Deus castigava. Sempre que fazia uma "asneira", e deviam ser muitas, massacravam o meu pequeno cérebro com várias frases em que a ameaça e o castigo de Deus eram uma constante. Sempre que acontecia algo a alguém, nomeadamente tragédias, ouvia, invariavelmente,: - "Foi castigo de Deus"! Eu, apesar de não compreender bem o mundo e os homens que me cercavam, comecei a duvidar dessa ideia tenebrosa. Na altura não se podia refilar ou argumentar contra os adultos, padre, professor ou as beatas de farto buço e lenço na cabeça, sempre a ameaçarem, por tudo e por nada, as pobres crianças. Agora, a uma distância muito razoável, consigo analisar o meu sorriso a propósito desses comportamentos, um sorriso cínico a bailar nos lábios de uma criança. Para mim, Deus teria um outro significado, não podia ser nada do que diziam. "Confundia-O" com o cheiro intenso a erva fresca das manhãs de maio, o calor avermelhado que acompanhava o anoitecer prolongado dos dias compridos, quando no cimento brincava com as minhas caricas a fingir de ciclistas da volta a Portugal, ou as noites explosivas de estrelas em que os riscos de Deus se faziam sentir de vez em quando, misturando-se com a suave brisa, a saber a algodão doce, que subia do rio conjuntamente com os sons insistentes das cigarras nas noites de verão. Para mim, isso deveria ser Deus, algo livre, doce, quente, suave e tranquilizador.
   Nunca entendi por que razão O aprisionavam no sacrário. Diziam que Ele estava ali. Era a sua morada. Um dia, sabendo onde o sacristão colocava a chave, atrevi-me a libertá-Lo. Entrei sozinho no templo com dois objectivos, vê-Lo e libertá-Lo. No entanto, ao aproximar-me do altar, uma figura negra e monstruosa, onde conseguia ver apenas o cabeção branco, interpelou-me junto à porta da sacristia: - O que é que estás aqui a fazer? Surpreendido, disse: - Nada! - Nada? A sua voz, tonitroante, assustava qualquer um, até o diabo em pessoa. - Bem, vim ver o menino Jesus! - Tu? Vieste ver o menino Jesus? Desaparece daqui antes que leves uma bofetada. Xô! Fora daqui. Às arrecuas, batendo em tudo, inclusive escorreguei, ferindo um joelho já massacrado, consegui correr pelo templo e fugir. Depois, sentei-me nas escadas de granito, cujo calor conseguiu acalmar o frio que sentia e pensei: - Sacana do padre. Não deixou que libertasse Deus. Ele continua preso!
   Pois. Se os homens deixassem de O aprisionar, o mundo seria muito mais feliz. Deus acabaria por se manifestar de forma livre como só uma criança consegue saber, poupando poetas, físicos e...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Você sabia isto , da Síria ? . . .


Por Áurea Braga (indicado por Amyra El Khalili)

A família Assad pertence ao Islã tolerante da orientação Alawita.
As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação.
Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional.
A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.
Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.
Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida.
A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.
A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.
Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona.
Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.
A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional.
A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa.
Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.
Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais?
Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da guerra civil na Síria e de quem a patrocina …

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25/11/2015 Declaração política de Mariana Mortágua no dia seguinte a Cavaco Silva proceder à indigitação de António Costa para primeiro-ministro.

Pão Alentejano com alho e azeite


Ingredientes:
Fatias finas de pão Alentejano (ou semelhante)
Dentes de alho q.b.
Azeite q.b.
Salsa picada q.b. (opcional)

Preparação:
Comece por cortar as fatias de pão finas.
Regue-as com um fio de azeite, distribuindo-o bem por toda a superfície do pão.
Leve ao forno ou torradeira.
Em seguida, pegue num dente de alho e raspe-o (esfregue-o) bem na superfície do pão que contem azeite e leve ao forno por apenas alguns minutos.
Sirva de imediato com, ou sem, salsa picada.

A gastronomia como património cultural
https://www.facebook.com/republicoffoodies

terça-feira, 24 de novembro de 2015

PRESIDENTE DA REPÚBLICA, NÃO!... (glosa sobre o poema de Ary dos Santos intitulado “Poeta Castrado, Não!”)


Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
cabeçudo, dromedário,
fantoche de eleição,
parvónio, salafrário,
mestre-escola aldrabão,
oportunista, falsário
malabarista, cabrão.
Chamem-lhe o que quiserem:
Presidente da República, não!...

Os que sabem, como ele,
as linhas com que se cose
vêem o interesse dele em manter a sua pose:
egoísta, trambiqueiro
distorce a realidade,
ao escrever cada “Roteiro”,
para ter visibilidade!...

Os que sabem, como ele,
governar-se e encher a pança
aceitam que seja dele
tanta sede de vingança:
Político vingativo e que,
disso, não se cansa,
não quer saber do aflitivo caos
da actual governança!...

O tipo não faz história.
- Sua morte lenta é fatal!...

Irá ficar na memória
como um mesquinho banal!...

O seu fim poderá ser uma penosa agonia!...

O Povo irá fazer dele escárnio, em cada dia!...

Vai acabar por morrer,
ao parir a ninharia só descrita,
a bem dizer,
nos “Roteiros” da fantasia!...

Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
Chamem-no até p’lo nome,
Cavaco, sem coração,
ao ver que se passa fome
e nada faz p’la Nação!...

Chamem-lhe o que quiserem,
por justiça ou rejeição:
Demagogo, mau profeta,
falso professor, ladrão,
um narcisista pateta,
quando calado ou não.
Será tudo o que disserem!...

PRESIDENTE DA REPÚBLICA É QUE NÃO!...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Diferenças: Anos 60 - Anos 2000

Férias.

Anos 1960:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar e os miúdos para as aulas.

Ano
s 2000:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
 as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Anos 1960:
Não se passa nada.

Ano
s 2000:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.


Situação: O Pedro está a pensar ir até à mata depois das aulas, Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder cortar uns ramos e fazer uma fisga.

Anos 1960:
O professor vê, pergunta-lhe onde se vendem daquelas navalhas, e mostra-lhe a
 sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano
s 2000:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
 para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Anos 1960:
Os companheiros animam a luta, puxam por eles, e o Carlos ganha. Apertam as mãos e
 acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano
s 2000:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar.
 O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Anos 1960:
Mandam o Jaime falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
 de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano
s 2000:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
 parece um zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Anos 1960:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
 universidade e converte-se num homem de negócios bem-sucedido.

Anos 2000:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
 paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A professora encontra-o sentado na berma da pista a chorar  e abraça-o para o consolar.

Anos 1960:
Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.


Anos 2000:
A professora é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
 Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a professora por trauma emocional, ganhando ambos os processos.
A professora, no desemprego e cheia
 de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da professora por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Anos 1960:
Depois de uns socos de parte a parte, levantam-se e vai cada um para sua casa.
 Amanhã são amigos.

Anos 2000:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
 grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revoltar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Anos 1960:
O professor espetava-te duas valentes lambadas bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano
s 2000:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
 desculpa e compra-te uma Playstation 3.
 É a vida J

Tango - Genial . . . um espectáculo de humor e criatividade !

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A cor do meu batuque
Tem o toque, tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante
Vermelhão

O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor
Vermelho!


You say you don't want me you say you don't care
You say that your heart ain't got no room for me there
You say you don't need me
But I know that it's just a lie

'Cause you call me in the night
Tellin' me your life is better off without me
How come you're sleepin' all alone
Tellin' me you don't ever think about me

Hey you're givin' yourself away
It's there in every move you make
You can't hide your heartache away

Hey it's something you don't have to say
It's written in the tears on your face
I see through the part that you play
You're givin' yourself away

So you got all your freedom and you got all your time
So you got the illusion that you're doin' fine
So you smile in the mirror
Through the sadness your smile can't disguise

Why don't you come right out and say
"Baby you can't take another day without me?"
You know I'm runnin' through your blood
You need me like a drug and you can't live without me

Hey you're givin' yourself away
It's there in every move you make
You can't hide your heartache away

Hey it's something you don't have to say
It's written in the tears on your face
I see through the part that you play
You're givin' yourself away, you're giving yourself away

It doesn't matter what you say
You're givin' yourself away

And when you call me in the night
Tellin' me your life is better off without me
I know that you're lyin' there alone
Baby 'cause I know, you can't live without me

Hey you're givin' yourself away
It's there in every move you make
You can't hide your heartache away

Hey it's something you don't have to say
It's written in the tears on your face
I see through the part that you play
You're givin' yourself away, you're giving yourself away

It doesn't matter what you say
You're givin' yourself away

Hey it's something you don't have to say
It's written in the tears on your face
I see through the part that you play

Hey you're givin' yourself away...

https://www.youtube.com/watch?v=PlBPy...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Carta dirigida pelo Dr. Frederico de Moura, Médico e Historiador de Vagos, ao Dr. Nogueira de Lemos, Médico Cirurgião de Aveiro


Meu caro Lemos,

É coisa axiomática que o pénis não obedece a freio; e é coisa de esperar que, a natureza o tenha dado a animal que lhe não obedece. Mas como a esta estuporada profissão que exercemos só aparecem anormalidades, aberrações e coisas em desacordo com a natureza, surgiu-me hoje no consultório esse rapazinho que lhe envio, com um freio de tal dureza e de tal conformação que o insubmisso pénis, tradicionalmente indomável, não teve outro remédio senão ceder. Calcule os mistérios e os paradoxos desta ladina natureza! Esse moço, na casa dos 20 anos com uns corpos cavernosos que devem estar isentos de qualquer esclerose ou de qualquer obstrução, e concerteza dispondo de uma libido afinada capaz de lhe fazer sair, erecto, o próprio umbigo, resolve ir para o casamento com os seus (dele) três vinténs e confirma, então a suspeita que já tinha, de que no auge da metálica erecção, o pénis fica em crossa como o báculo de um bispo, por incapacidade de vencer a brevidade e a dureza do freio que lho verga para a terra. Calculará o meu prezado Lemos, as acrobacias de alcova que este desgraçado terá de realizar para conseguir a penetração de um membro viril, quase tão torto como uma ferradura, na vagina suplicante da consorte. De modo que o rapazinho veio pedir-me socorro, e eu condoído peço-lhe a sua colaboração em favor da harmonia conjugal, com a certeza de que por isso ninguém nos irá acoimar de chegadores. Condoa-se a cirurgia de braço dado com a medicina que, por intermédio deste fraco servidor que eu sou, já se condoeu e endireitemos o pénis torto (e nada de confusões, que não é mole pelo que me afirma o proprietário). Lembremo-nos, sobretudo, ao praticarmos esta obra, que vem aí um tempo em que um pénis destes, mesmo em arco ou em forma de saca-rolhas, nos faria um jeitão, e ajudemos o pobre rapaz que se compromete comigo a fazer bom uso dele, emprenhando a mulher da primeira vez que o usar, depois da operação ortomórfica que o meu amigo lhe vai fazer sem sombra de dúvida. Desculpe mandar-lhe desta vez uma tarefa fálica! Ouvi uma mulher um dia dizer que um Phallus é um excelente amuleto e que dá sorte verdadeira. Se quiser tirar a prova não tem mais que endireitá-lo... e jogar a seguir na lotaria. Desculpe, pois, a remessa de bicho tão metediço que eu por mim prometo, logo que possa, e em compensação, mandar-lhe uma vulva virgem e nacarada como uma concha de madrepérola.

Um abraço do seu amigo certo
Frederico de Moura

P.S. – Como a minha letra é muito má segundo a sua opinião, e como o assunto desta carta é muito importante para duas pessoas, uma das quais do sexo fraco, entendi do meu dever dactilografá-la. Assim, não haverá nenhuma razão para que o meu amigo dizer que não entendeu o que eu queria e, por partida, deixar o aparelho na mesma ou pior ao rapaz.
Quero ainda dizer-lhe que para sua compensação, tenciono depois do êxito que o seu ferro cirúrgico vai alcançar, comunicar o seu nome à mulher beneficiada que, por certo, lhe ficará eternamente grata, ficando sempre com a sua pessoa presente na memória nos momentos – e oxalá que sejam muitos! – em que se sentir penetrada por um pénis que só o meu Amigo conseguiu endireitar. E nem sei se o Estado virá louvar a sua acção, se lhe for dado conhecimento que os filhos que saírem daquele casal são devidos em grande parte (não ao seu pénis) mas, sem dúvida, à sua mão.
E filhos com a mão nem toda a gente se poderá gabar de os fazer!

Creia-me seu afeiçoado,
Frederico

27/3/1958

domingo, 25 de outubro de 2015

A Boneca



PARA ONDE VAI O AMOR QUE SE PERDE?

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.

Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

Pedro Barroso , um resistente e , para mim , o grande trovador da actualidade

Todos os dias "Deus"(?) nos presenteia com o melhor.. E o melhor não está nas grandes coisas da vida. O melhor está na troca das simples alegrias. Está em tudo o que nos faz bem, em tudo o que nos faz feliz.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O LOUCO

NO JARDIM dum manicómio
encontrei um rapaz
de rosto pálido e belo ,
cheio de espanto .

Sentei-me a seu lado
no banco e perguntei-lhe :
— Porque estás aqui ?

Olhou-me assombrado
e disse :
— É uma pergunta indiscreta ,
mas vou responder .

Meu pai queria executar em mim
uma reprodução de si próprio
e o mesmo quis fazer o meu tio .

Minha mãe queria converter-me
na imagem de seu ilustre pai .

Minha irmã fazia
do navegador seu esposo
o exemplo perfeito
que eu devia seguir .

Meu irmão pensava
que eu devia ser como ele ,
um excelente atleta .

Por sua vez os meus professores ,
o doutor em Filosofia ,
o mestre de Música ,
o de Lógica ,
estavam resolvidos ,
cada um deles ,
a que eu fosse apenas
o reflexo do seu rosto no espelho .

Foi assim que vim parar a este lugar .

Acho-o , aliás , mais cordato .

Pelo menos , aqui ,
posso ser eu próprio .

Depois , subitamente ,
voltou-se para mim e perguntou :
— Mas diz-me lá ,
também te trouxeram a este lugar
a educação e o bom conselho ?

— Não , respondi .
Eu sou um visitante .

Então ele disse-me :
— Ah ! Tu és um daqueles
que vivem no manicómio ,
do outro lado do muro .

— Khalil Gibran —

domingo, 4 de outubro de 2015

DECLARAÇÃO de . . . "NÃO VOTO"


Depois deste triste espectáculo , tão lamentável quanto degradante , de actos "libidino- masturbatórios" , públicos e publicitados , que foi a campanha eleitoral e que culminará com os mais variados orgasmos . . .

eu , que sou louco , decidi e declaro que :
(atendendo a que aceitaram as regras do jogo . . .)

- os perdedores , deverão calar-se , amargar e arcar com a azia da derrota (o Kompensan . . . o Vingel e outros , aliviam ! . . .) e esperar quatro anitos , até às próximas eleições , quem sabe . . . terão mais sorte . . .

- os ganhadores continuem a fazer aquilo que melhor fazem . . . (des)governar , governando-se . . .

eu e os outros , que não aceitamos e jamais aceitaremos as regras deste vosso jogo imundo e viciado , continuaremos a "refilar"com toda a legitimidade que nos assiste e a pugnar por uma mudança das regras , mas sempre com uma réstia de esperança de que um dia voltaremos a frequentar uma mesa de voto , cumprindo sim o nosso dever , mas numa Democracia de Verdade . . .

Até lá . . . tudo o que esperamos é que este regime político , esta democracia de treta . . . IMPLUDA de vez !

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Estrumeira Imunda . . .

   Hoje , ao contrário do que vem sendo habitual nos últimos tempos , acordei com uma vontade enorme de me declarar vivo e de ir buscar forças , onde parece já não existirem , para enfrentar , de "peito aberto" , a . . . corja !
   Crise de refugiados . . . de desemprego . . . de ensino . . . de saúde . . . de valores . . . já não tenho pachorra para tanta "crise" ! A única e verdadeira crise , que consigo descortinar , e bem profunda , é a da inteligência e do bom senso , nestes "seres" arrogantes e auto-proclamados de (únicos) animais racionais .
   Sinto nojo e um desprezo muito grande mesmo , por todos esses projectos de gente , que tomaram de assalto e se apoderaram dos mais variados lugares de decisão , neste mundo que é de todos nós e onde , todos , poderíamos e deveríamos viver em perfeita harmonia . Utopia ? Claro que sim , pelo menos de momento , mas tão desejável quanto realizável , assim fosse a vontade de todos . . .