My heart sings for you
Arms wide craving what’s true
Our love sent running wild
When we reconcile
That sweet day
Deep from within my dear soul
My heart was made to
Call your name
Under the skies full of stars
My life takes flight on wings of hope
When we land in paradise
A bright future in our eyes
This dreamer dreams of you
A vision lost in blue
Sink with me in this realm
Take my hand my love
Hold me, never leave
Adventures of your sweet touch
My darling just won’t you
Fly with me
Under the skies full of stars
My life takes flight on wings of hope
When we land in paradise
A bright future in our eyes
Together we can be free
Harmony held between us
Hand in hand we’ll take flight
Live our life in paradise
Just let your eyes gaze into mine
Drink down my love like a fine wine
Empty your heart, start anew
Now that I’m right here for you
Under the skies full of stars
My life takes flight on wings of hope
When we land in paradise
A bright future in our eyes
Amigo amante da música sertaneja e fã do site Sertanejo Oficial, hoje você vai conhecer um pouco sobre a queima do alho, comida dos boiadeiros e curiosidades de um almoço simples que virou concurso e mantém a tradição cultural da nossa terra.
O nome Queima do Alho é dado a tradição da culinária típica das comitivas de peões de boiadeiro e é uma das principais atrações em festas agropecuária, encontros de comitivas, cavalgadas entre elas a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.
Em geral o cardápio é composto de arroz carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne e churrasco. A comida é feita em fogão de lenha improvisado. Os concursos culinários de queimas de alho possuem regras que em sua maioria o vencedor é o cozinheiro que prepara a melhor refeição à moda dos tropeiros, no menor espaço de tempo. Existe até um circuito de queima de alho com classificação e tudo.
A comida tropeira era por si só simples prática e de muita “sustança”, como os próprios tropeiros a definiam. O básico que o tropeiro levava para comer no caminho era o feijão, o arroz, a carne-seca e o toucinho. Depois vinham os acompanhamentos, como as farinhas de milho e de mandioca, o sal, o alho, a rapadura ou açúcar e o pó de café. Tudo transportado em “bruacas de carga” (caixas de madeira encapadas de couro) no lombo de mulas.
Logo de madrugada, o cozinheiro, que em geral era o mais jovem de todos, acordava e colocava o feijão para cozinhar, em um trempe “tripé” (arco de ferro com três pés, e sob o qual se coloca a panela ao fogo), enquanto os outros arreavam a tropa e colocavam a carga nos animais. Depois do feijão cozido, fazia-se o café, e, numa panela, fritava-se o toucinho, preparando um feijão tropeiro bem gordo, completando com a farinha de milho. Tomava-se o café com este feijão. O resto do feijão cozido, sem tempero, era colocado num caldeirão e levado para o almoço no caminho. Depois de pelo menos 4 léguas (mais ou menos 25 Km), os tropeiros paravam num rancho, debaixo de arvores e o cozinheiro ia preparar o almoço. Sempre chegando antes de todos.
Fritava o torresmo numa panela, tirando o excesso de gordura, e só então colocava o feijão já cozido, os temperos e a farinha de milho, fazendo novamente o feijão tropeiro que em geral é seco, sem caldo, já o feijão gordo tem um caldo gordo. Alguns tinham a carne-seca e a linguiça que eram acrescidas ao feijão. Na sequência, preparava-se o arroz tropeiro, fritando torresmo em pedaços, escorrendo o excesso de gordura e depois colocando o arroz para cozinhar.
Esse era o almoço e o jantar do tropeiro. Um outro fato curioso era o preparo do café, que era bebido logo após as refeições.
O tropeiro colocava o pó de café e a rapadura ou açúcar numa água já quente. Quando essa mistura fervia, para decantar o pó, o tropeiro colocava três carvões dentro da água, ou então uma pedra, que era esquentados no próprio fogo. Após esse procedimento, virava o café noutra vasilha e distribuíam para os membros da tropa.
O tropeiro colocava o pó de café e a rapadura ou açúcar numa água já quente. Quando essa mistura fervia, para decantar o pó, o tropeiro colocava três carvões dentro da água, ou então uma pedra, que era esquentados no próprio fogo. Após esse procedimento, virava o café noutra vasilha e distribuíam para os membros da tropa.
Muitas músicas sertanejas de raiz falam em suas letras sobre almoços caipiras e queimas de alho. Sou suspeito em falar sobre o assunto, pois também sou cozinheiro de comitivas em minhas horas vagas e o negócio é bom demais. Semana que vem tem mais curiosidades e histórias da nossa cultura brasileira, grande abraço.
Por: Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) para o site Sertanejo Oficial
www.clubedocaipirao.com.br
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Luiz Henrique Pelicia