sábado, 13 de maio de 2017

“Os professores devem recusar humilhações, disparates e parvoíces”


Arsélio Martins recebeu o Prémio Nacional de Professores em 2007. Deu aulas de Matemática reformou-se. Continua atento. Estuda, lê romances, fala sobre o estado das coisas. As retenções não fazem sentido, as políticas que não melhoram condições de trabalho transformam o sistema numa “escola do Tonecas”. Esta é a primeira entrevista do EDUCARE.PT aos professores que o Ministério da Educação decidiu, um dia, distinguir.

Sara R. Oliveira

23-03-2016



Licenciou-se em Matemática passou por várias escolas. Começou a dar aulas no dia 1 de outubro de 1972 no Liceu Nacional de Vila Real. Aposentou-se da Escola Secundária de José Estêvão, em Aveiro, a 1 de agosto de 2011. Escreveu para jornais e rádios locais, esteve em vários lugares, na gestão das escolas, na formação contínua de professores, na coautoria de programas de ensino. Foi distinguido com o Prémio Nacional de Professores pelo Ministério da Educação, em 2007. Foi o primeiro professor a ser premiado pela tutela.

“Os professores devem estar prontos para estudar e para prestar provas e para dar boa prova da sua vida”, diz nesta entrevista ao EDUCARE.PT. Afirma também que os docentes devem combater tudo o que não tenha sentido. “Os professores, se é que são precisos para educar para a democracia, para a autonomia, para a responsabilidade individual, devem ter voz ativa em tudo o que lhes diz respeito”, refere.

Os problemas não devem passar de mão em mão, as retenções não fazem sentido. “Na sala de aula nunca haverá solução para todos os problemas”, observa. Mas os chumbos não são solução. “Devia haver recuperações a tempo de não quebrar e separar o que é importante no ensino e o que é importante para as crianças e jovens em socialização.”

Os exames, na sua opinião, fornecem dados sobre a prestação individual dos alunos, sobre alguns aspetos da aprendizagem. Todavia, nada dizem sobre o trabalho realizado, sobre capacidades individuais. “Nunca nos revela a verdade toda e, para quem não vive a escola concreta nem sabe de que perguntas são feitos os exames, conduz o olhar para uma luz ao fim de um túnel estreito.”

EDUCARE.PT: Para que serve a escola? A pergunta foi o ponto de partida de um debate em que participou. Tem resposta para a questão?
Arsélio Martins (AM): Usando a minha experiência pessoal e a escola tal como a fui conhecendo como aluno e como professor, posso dizer que pela escola (primária, secundária, superior) aprendi e aprendemos, tivemos acesso a conhecimentos, competências, a que nunca teríamos chegado sem ela. Foi pela escola e pelo prosseguimento de estudos que convivi com pessoas diferentes, dos campos e das cidades, das artes e das ciências, da resignação e da rebelião, da obediência e da desobediência… da liberdade. E foi a escola pública e popular a que acederam as crianças e jovens pelas mãos dos pais que sempre viram a escola como elevador social e que ao quererem a escola querem mais da sociedade toda. A boa exigência sobre a sociedade assim introduzida, por cidadãos educados e escolarizados, foi muito importante para o país em desenvolvimento.

E: A escola tem forçosamente de se adaptar ao seu tempo, ao contexto em que se insere, à comunidade que tem à volta, às expectativas dos alunos que entram nos seus portões, aos pais que exigem certificações e diplomas?
AM: Claro que tem de se adaptar ao seu tempo, mas não aos interesses particulares de cada família ou das famílias quando elas truncam ou extravasam o papel geral e social da escola para todos. A escola trata do ensino das línguas, literaturas, história, artes, ciências, educação física, em todos os seus aspetos. Estou a referir-me à escola pública aberta a todos e, por isso, republicana, democrática, laica. E onde alunos de todas as classes sociais, todas as etnias, todos os credos podem conviver no recreio e nas aulas, podem conhecer as histórias e culturas de todos os outros e de si mesmos. E a escola atribui as certificações e diplomas que correspondem ao trabalho realizado por alunos e avaliado dentro das normas do Estado Social.

E: Quem anda na escola não trabalha, quem trabalha não estuda. Esta ideia feita tem sido devidamente contrariada ou ainda prevalece?
AM: Nem tem sido devidamente contrariada, nem prevalece. Tornou-se um lugar comum do limbo: para uns a escola é a prisão, para outros o recreio da prisão, em que brincar e trabalhar são opcionais para todos quantos habitam a prisão, vivendo no recreio... como se não pudessem voar e sonhar.

À medida do desenvolvimento da escola para todos, os jovens são cada vez mais os filhos de pais escolarizados que sabem quanto se coopera e trabalha na escola para ganhar aptidões que podem ser mobilizadas para viver bem na sociedade e para melhorar as comunidades e a sociedade em que se inserem. Esperamos que os pais escolarizados que enfrentam as crises sociais não desistam da escola e sejam exigentes com ela, não para que ela seja feita à imagem e semelhança do que acham melhor para os seus filhos (para si), mas antes para participarem num debate tão livre quanto pragmático que leve a melhorias da escola para todos.

E: O sistema educativo está em mudança. Tínhamos exames nacionais no 4.º ano, no 6.º ano, no 9.º ano e no ensino secundário. Temos agora provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos e exames nacionais no 9.º e no secundário. Percebe as alterações? Percebe a política do exame nacional?
AM: As políticas que não pensam em melhorar as condições de trabalho nas escolas, nem a liberdade de aprender e ensinar, transformam todo o sistema numa imensa escola do Tonecas: dão aos professores tempo para a obrigação de fazer perguntas sobre essa coisa nenhuma ensinada para a qual não foi dado tempo nem lugar de encontro.

Se todo o tempo for para aprender e ensinar como ocupações vitais, com sentido e consentidas, nenhum exame pode constituir problema, nem problema de consciência. Se todo o espaço é para ser ocupado por enxames de exames amplificados pelo altifalante discurso sobre o exame como detonador de ensino-bomba, nada resta para além de um conjunto bem ordenado de meninos fardados a prestar-se ao exame, a partir do qual o externo avaliador possa dizer que desvela uma doença que pensa não ser a sua doença.

Percebo as alterações. Claro que os nascidos na década de 40 do século passado só se apercebem de alterações que se percebem. Mudámos de regime político, de Constituição, e a escola para todos tem significados diferentes para grupos sociais diferentes. Podia não haver alterações, ajustamentos, etc.?

E: A avaliação externa foi sempre apresentada como uma marca de rigor. A mesma prova para todos os alunos para avaliar conhecimentos. Não bastaria a avaliação interna?
AM: A avaliação interna tem tudo para nos dar boa e rigorosa conta do rendimento da escola e dos estudantes porque pode levar em consideração as diversas condições de vida, oportunidade e realização de cada estudante no seu contexto e na comparação com outros. Os exames fornecem dados sobre a prestação individual dos estudantes sobre alguns aspetos da aprendizagem em dada disciplina. Não nos diz nada sobre o trabalho realizado, sobre diversas capacidades individuais, etc., nunca nos revela a verdade toda e, para quem não vive a escola concreta nem sabe de que perguntas são feitos os exames, conduz o olhar para uma luz ao fim de um túnel estreito.

E: Que importância devem ter as retenções? O sucesso ou insucesso escolares estão a ser bem analisados?
AM: Não devia haver retenções. Devia haver recuperações a tempo de não quebrar e separar o que é importante no ensino e o que é importante para as crianças e jovens em socialização. Analisamos tudo à superfície da vida, sem sermos capazes de fazer as sínteses necessárias que nos permitam fazer uma construção sólida, sem tomar medidas que valham a sua concretização por esta ser fecunda e integradora e bondosa para o conjunto das pessoas, sendo exigente e bondosa para cada pessoa no seu crescimento.

E: As comparações dos desempenhos escolares dos alunos portugueses com os dos alunos internacionais fazem sentido? As comparações podem ser um motor de mudança?
AM: Fazem sentido se não as usarmos para tirar conclusões ajustadas só aos “números”, mas também às diferenças sociais, marcadas por culturas diferentes e pelas diferenças de riqueza das nações. Ajudam-nos a compreender como vamos sendo acomodados no concerto das nações, o que nos interessa receber e aprender e o que de nós pode ser dado para reforçar e enriquecer culturas.

E: A Matemática tem mantido o estatuto de disciplina estruturante no conhecimento dos alunos e figura, a par do Português, nos exames nacionais. É uma importância que se justifica?
AM: Não sei responder a isso. Mas sei que se tornou uma carga socialmente desajustada porque é redutor como património cultural científico promovido pela escola. Porque é visto, muitas vezes, em contradição com a cultura popular em geral e é esta que, em sociedade, anima e mobiliza a sociedade. Há quem defenda que à Matemática (e ao Português) deve ser dado algum predomínio e há quem defenda um caldo cultural em que todas as partes sejam usadas, não só para serem uma totalidade, mas para serem caminhos para o estudo e uso da Língua e da Matemática.

Já ninguém estranha que a Educação Física possa vir pela prática desportiva, das danças, etc., ou que o desenho e os jogos de luz possam ser forma de chegar ao estudo da Física, da Química e das Artes Visuais ou que a Literatura, a História e Geografia possam ser aprofundadas pela necessidade da dramaturgia, do teatro, etc.

E: Disse, em tempos, que alguns governos têm um jeito natural para agravar o mal-estar docente. É esse o caso agora? Tem sido assim nos últimos anos?
AM: O Governo da anterior legislatura esforçou-se por criar uma situação tal que se constitui em prova de um jeito perverso nesse campo. Criou campos de uma tal insegurança e tristeza na vida dos professores que a democracia não pode permitir. Tenho uma preocupação desmesurada com o estado a que a educação e a ciência foram levadas por via da crise.

Uma escola sem meios e, por essa via, autoritária faz dos professores e restantes agentes exemplos do que supostamente devemos ser em oposição a cidadãos livres, empenhados e exigentes, que, pelo seu exemplo e pela sua vida e função, formam e pugnam por levar os jovens a serem cidadãos educados e cultos, livres, empenhados e exigentes. E, com alegria, solidários suportes do Estado Social. Do seu tempo.

E: Há quem defenda um pacto de regime na educação para que as mudanças não perturbem o sistema de ensino. Acredita que funcionaria?
AM: Sei lá. As mudanças perturbam o sistema de ensino? Perturbador mesmo é o desejo de parar tudo até ter uma paz de cemitério.

Claro que há mudanças boas e más, para o bem e para o mal. Como decidir o que é bom e o que é mau? Só conheço uma forma: vitalidade da democracia participativa, debate social, movimentos de professores, etc.

Más são certamente as mudanças feitas em ambiente de desmobilização forçada dos movimentos de professores, estudantes, pais, etc., e só possíveis depois de criadas condições para que ninguém tenha opinião e que não aceitam alternativas e geralmente só conhecem a marcha atrás como mudança. Piores ainda são as feitas por mandantes e caciques estranhos aos sistemas que pretendem influenciar ou só deprimir.

E: O que lhe veio à cabeça quando foi anunciado, e depois colocada em prática, uma prova para avaliar conhecimentos e capacidades de professores contratados com menos de cinco anos de serviço?
AM: Os professores devem estar prontos para estudar e para prestar provas e para dar boa prova da sua vida. E devem recusar humilhações, disparates e parvoíces, devem combater tudo o que não tenha sentido. Os professores, se é que são precisos para educar para a democracia, para a autonomia, para a responsabilidade individual, devem ter voz ativa em tudo o que lhes diz respeito. Devem enfrentar, repudiar e denunciar perante a sociedade todos os atropelos que possam diminuir a dignidade da educação e dos educadores, da docência e dos docentes.

Os professores têm formação superior e, por razões de defesa da sua independência no magistério e da sua liberdade de pessoas no exercício de funções próprias na sociedade, podem e devem requerer para cada um e para todos os profissionais da educação e ensino um sistema justo no ingresso e que respeitem a dignidade e a decência na profissão durante o seu exercício.

E: A precariedade pode condicionar a forma como se ensina?
AM: Claro. Para o mal dos pecados da nossa sociedade.

E: Os sindicatos e organizações que representam os professores têm feito um bom trabalho na chamada de atenção para os temas que mais preocupam a comunidade educativa?
AM: Acho que, no conjunto, sim. Para enfrentar a complexidade da situação social e política, o movimento deve estar armado da simplicidade orgânica que consiste na sua sistemática renovação, e manter a iniciativa no espaço dos direitos no trabalho, nas condições de trabalho e de vida, por um lado, e dos direitos relativos ao desenvolvimento das competências pedagógica, científicas, técnicas e tecnológicas e no específico exercício profissional com independência, por outro.

E: Os professores estão cada vez mais formatados? Limitam-se a cumprir os programas oficiais e pouco mais?
AM: Espero que não. Mas há intervalos de tempo em que todas as exigências vão nesse sentido. Mas há sempre quem resista e seja mais feliz e, por isso, acorde o desejo da liberdade. E a vontade de colaborar. E de juntar as forças todas.

E: A autoridade do professor era, há algum tempo, inquestionável. Hoje não é bem assim. O que mudou?
AM: Nunca foi nem nunca será inquestionável. Tudo se pode questionar. Todas as autoridades, todas as ações. Questionar uma profissão, um organismo… garante e reforça a sua vitalidade.

O que pode acontecer e, infelizmente, aconteceu, é tornar a vida dos professores e também dos alunos em algo que lhe retira toda a virtude e dignidade. Colocar os professores e os alunos a treinar-se e a testar-se mutuamente com tarefas que são estranhas ao ensino e à aprendizagem.

E: “Um professor não pode desistir de um aluno.” A afirmação é sua numa entrevista dada ao EDUCARE.PT em 2007. Soa a frase feita. Era uma chamada de atenção?
AM: Soa a frase feita e é feita de luta contra o abandono, contra a possibilidade de reprovar um aluno para que ele mude de professor e de escola no mesmo sistema, como se passássemos o problema de mão em mão até nos esquecermos de qual é o problema, quem é a pessoa, o que aprendeu ela para viver… que vida.

Quando não sabemos como passar um aluno para o lado da nossa disciplina, a tentação é livrarmo-nos dele e isso concretiza-se pela reprovação e retenção para nós seguirmos em frente, mais leves. A culpa não é de ninguém em particular. É uma ferramenta usada para salvaguardar a maioria. Na sala de aula nunca haverá solução para todos os problemas. É preciso algo mais de que todos se esquecem porque raramente se vê num sistema que promove a retenção ou a repetição como solução. E, imaginem só, como prova de exigência e rigor e… de inteligência social.

E: Autonomia tem sido uma palavra pronunciada com insistência pela tutela. As escolas não são autónomas?
AM: Neste tempo? Quando se fala seriamente de autonomia, ou se fala de nada ou das pequenas grandes coisas possíveis. As escolas não têm autonomia financeira, não têm autonomia para escolher programas disciplinares ou para determinar modelos de avaliação, modelos de direção, administração, gestão, etc…

Mas podem arrogar-se o direito da liberdade metodológica dos professores e do tipo de trabalho realizado para cumprir programas e avaliar, tomar medidas para escolher e garantir a realização de projetos de escola, de decidir sobre grande parte da formação contínua dos professores nas escolas com apoio dos centros das associações de escolas, pelo menos, com projetos que não dependam de apoios financeiros. Os professores podem juntar-se para colaborar uns com os outros e para levar avante atividades associativas, sindicais e de animação cultural e científica na comunidade escolar. E reivindicar condições de trabalho coletivo, contra o isolamento individualista sem força mesmo sendo esforçado. Ou podem nem soprar para não ter ondas a cavalgar.

E: Fala-se também do processo de municipalização do ensino, com a passagem de competências dessa área para as autarquias. Será uma boa ideia?
AM: Aí está uma tão boa quanto má… ideia. Sem tradição, sem discussão, com desconfiança mútua, só pode dar barraca. Maior barraca ainda por não haver meios e haver alguma tentação em fazer da escola uma certa escola à imagem e semelhança de alguma escola que alguém teve.

Já se discutiu isso muitas vezes? Já. Com grande intervenção independente de professores, funcionários, pais, alunos? Todas as vezes em que estive a assistir ou a participar, tudo foi dito por atores que são mais autores no sentido de que o seu papel é dito e sentido técnica ou cientificamente. Ou seja, com palavras de outras paragens que inibem as palavras por dizer pelas plateias.

Alguma experiência já temos. A forma como se realizaram obras e mais obras localmente para oferecer grandes centros educativos onde as crianças e jovens entram no confronto com grandes grupos muito cedo. Para socializar, dizem. Para terem mais meios, bibliotecas, etc., também dizem.

Podemos antes ver uma nova desertificação das aldeias e repovoamento de vilas ou pequenas cidades? A um outro nível, mas o mesmo modelo de antigamente em que só comandava o poder central. E isso significava deslocar população para os grandes centros educativos, industriais e comerciais, dentro e fora do país. O que isso nos custou em cultura, identidade, economia, geografia, demografia,… Não sei bem. Comecei a divagar, no remorso de não saber tomar conta da terra herdada e não ver coisa alguma ou alguém que me substitua com vantagem.

E: Foi distinguido na estreia do Prémio Nacional de Professores em 2007. Foi considerado um “exemplo de cidadania e um mestre no verdadeiro sentido do termo”. Era assim que se sentia?
AM: Eu não sentia coisa alguma. Eu sempre agi em várias instâncias, motivado pela profissão. Fui professor e, por isso, fui ativo na escola e em órgãos de direção, ativista e dirigente de associações estudantis, profissionais e científicas, nos sindicatos, nos sistemas de formação de professores, no cooperativismo, etc.

Por ser professor participei na criação de meios e escrevi para jornais e rádios locais. Por ser professor, participei em muitas iniciativas de vários governos, desde a gestão das escolas, passando pela formação contínua de professores até à coautoria de programas de ensino, etc.

Os meus colegas de profissão, em Aveiro, pensaram em mim para o prémio e, em sua representação, o presidente do Conselho Executivo da minha escola disse-me que eu correspondia ao que se pretendia com o Prémio Nacional de Professores e perguntou-me se eu aceitava ir receber o prémio caso me fosse atribuído. E eu disse que iria sim, sem pensar no assunto. E eles apresentaram a minha candidatura. Mais tarde, recebi um telefonema de Daniel Sampaio a dizer-me que tinha sido escolhido para receber o Prémio.

Nessa altura, percebi que tinham juntado a tralha variada que tinha reunido na casa que era a minha vida e isso era o que era: professor, pessoa com muitos desempenhos, incluídos os associativos, políticos e cívicos… durante muitos anos. E foi uma honra ir a Lisboa receber o prémio, representando os professores e dizer que José Pereira Tavares, reitor do liceu que eu tinha frequentado em criança e tinha(?) dirigido quando adulto, merecia o prémio.

E: Sente saudades da escola? De ensinar?
AM: Eu continuo a fazer parte do que sempre fiz. Leio romances, estudo matemática básica que não sei (especialmente geometria) e desenho. E falo de tudo isso sempre que alguém precisa de mim para ouvir falar de alguma ligação da Matemática com o resto e com a escola. Vou à escola sempre que posso e falo com os que me acompanham no estudo de Matemática, nas construções e desenhos, nas ligações da Matemática com a literatura. E falo de mais, com toda a gente que ande por perto.

E: O que diria a um jovem professor em início de carreira?
AM: Que faça tudo o que puder para fazer da carreira, o carreiro por onde toda a gente queira passar e passear. Se no fim da carreira continuar a estudar a sua especialidade (e o que do básico dela não sabe), a ler romances, a discutir e a falar de tudo e mais alguma coisa com toda a gente, saberá que correu tudo bem.

NOVA TENDÊNCIA SEXUAL PARA 2017




Foto: SAPO Lifestyle

Não pense que praticar sexo ecológico é fazer amor em árvores ou em refúgios sustentáveis. Passa, sim, pela utilização de produtos eróticos "amigos do ambiente" como vibradores sem plásticos nocivos, lubrificantes naturais, cápsulas afrodisíacas biológicas, entre outros.

A ideia de sustentabilidade e de um mundo mais ecológico tem vindo a assumir formas cada vez mais abrangentes. Ser ecológico não passa apenas por separar o lixo, reduzir o consumo de plásticos ou comprar alimentos biológicos. Passa, também, por uma mudança de atitude no nosso dia-a-dia, e inclusive na nossa cama. Uma das tendências para 2015 apontadas pelo jornal El País, é a da prática de um sexo ecológico.

O referido sexo ecológico pretende levar as pessoas a consumir produtos eróticos produzidos com substâncias naturais, mas não só. Também se apela a que depois do ato sexual, o casal tome banho em conjunto para reduzir o consumo de água, apague as luzes durante o ato sexual, ou use velas, para poupar energia. Para os que gostam de usar acessórios, as associações pró-verde aconselham que se compre materiais em madeira certificada, produzida em bosques sustentáveis, ou chicotes feitos de materiais reciclados em vez do couro. Os preservativos devem ser de latex 100% natural e os óleos de massagem orgânicos.

Este é um mercado em verdadeira expansão, pois existem já várias marcas em todo o mundo a oferecer produtos para uma sexualidade mais verde.

Em Berlim, por exemplo, encontra a primeira sex shop totalmente ecológica chamada The Other Nature.

Divinextases, uma marca francesa de cosméticos eróticos, viu a sua faturação triplicar entre 2010 e 2013 e considera que este é um nicho de mercado muito interessante e com potencial. Os Laboratórios franceses Claude, outro dos exemplos, distribuem em farmácias, lojas e sex shops cápsulas 100% orgânicas, para serem usadas entre 30 a 60 minutos antes do ato sexual para um maior prazer, pretendem alargar num curto prazo a oferta dentro da gama dos produtos eróticos.

Fonte: Sapo LifeStyle

sexta-feira, 12 de maio de 2017

��Flávio Leandro e Sarah - Oferendar

"Deixa eu desvendar tua paixão, deixa eu me apaixonar
E a cada manhã o meu amor te oferendar"

VERÍSSIMO: UM GOVERNO PARA OS POBRES ERA UMA AMEAÇA PARA O PODER REAL

Em análise sobre o possível impeachment de Dilma Rousseff, o escritor Fernando Verissimo diz que o processo vai além do PT e da figura do ex-presidente Lula: “Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incómodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima”

14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 06:53 // 247 NO TELEGRAM // 247 NO YOUTUBE

247 – Em análise sobre o possível impeachment de Dilma Rousseff, o escritor Fernando Verissimo diz que o processo vai além do PT e da figura do ex-presidente Lula:

“Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incómodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima”.

VNV Nation - If I Was

O mágico fez um gesto e desapareceu a fome , fez outro e desapareceu a injustiça , fez um terceiro e desapareceram as guerras . O político fez um gesto e . . . desapareceu o mágico ! ! !


Romance e intriga na horta


As cenouras amam as cebolas . As cebolas amam os tomates . Os tomates amam as cenouras e as cebolas também .

Já a salsa e os coentros , que costumam emparceirar na cozinha , na horta não têm relações muito cordiais .
E que dizer dos feijoeiros e das cebolas ? Não somos de intrigas mas parece que andam mesmo de candeias às avessas . Ver o feijoeiro feliz , é pô-lo em companhia do milho , da batata e das abóboras. Adoram-se !
. . . Enfim , é o complexo e fascinante mundo das consociações .


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Love Secret - Buddha Bar

Que seja duradouro o que te absorve. Forte o que te acolhe. Intenso o que sentes. Vivo o que te aguarda. Doce o que te envolve. Suave o que provas. Presente, o que sonhas. Eterno, o que amas.

Freedom - Valdi Sabev


The First Hug



É verdade que eles são livres e sua casa é o mundo inteiro mas eles também estão expostos a todos os perigos, já para não falar que muitos deles nascem e morrem na rua, sem nunca sentirem o amor de um humano.

É muito simples abraçar um animal. Foi com base nessa frase que surgiu a ideia de “The First Hug” (O Primeiro Abraço), onde um jovem passa o dia abraçando e dando carinho a animais de rua carentes. Pacientemente ele chama os caninos e aos poucos vai ganhando sua confiança.

Ganhar os Dois


O que tem Salvador Sobral a ver com o Benfica? É ver este vídeo

Chama-se Miguel Lambertini e trabalhou no Grupo Nabeiro como “Corporate and Digital Communications Manager”.
É o autor de um vídeo que está a viralizar na internet, porque mistura três conceitos: a Eurovisão, Fátima e o Benfica.
Miguel usa a melodia do cantor Salvador Sobral (“Amar Pelo Dois”), deu-lhe outra letra e o resultado é este “Ganhar a Dois”

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A MAN'S WORLD

Beth Hart - With You Everyday

I guess you’re late but wasn’t invited
To get out your way I did everything
But I’ve been falling in love with you every day

It wasn’t easy, I know
Some of those nights have probably seemed impossible
I’ve been falling in love with you every day

If it’s unknown, so concern
I turn back around
I’m climbing on the walls that I’ve built
To keep you out
And all the bridges you, you tried to burn
Al fallen down
It’s you and me now

Next to you I want to lye
I’m your shoulder when I need to cry
I’m so happy that you came
To ease the darkness and ease the pain
I’ve been falling in love with you
Falling in love with you
Falling in love with you

Falling in love
Falling in love with you every day

I’ve been falling in love with you every day

Beth Hart - Tell Her You Belong To Me

"Tell her you're mine
That you have been blind
Tell her it's over
And you belong to me
Tell me to come
And like hell I will run
Back into your arms
'Cause you belong to me
There's a river on my skin
There's a dragon in the dark
Nothing scares me more
Than the silence of your heart
If you wanna hold me
If you wanna know me again
If you wanna love me
Than take me home
I've been at the bottom
The deep end of the ocean
Barely surviving by the dark side of her street
Tell her you belong to me
She'll never win
I'm not giving in
No matter how long
I still be hanging on
This kind of love
I'm not giving up
So tell her, tell her
Tell her you were fooling
Yeah
If you wanna hold me
If you wanna know me again
If you wanna love me
Just take me home
I've been at the bottom
The deep end of the ocean
Barely surviving by the dark side of her street
Tell her you belong to me"

Sade & Santana - why can't we live together

Tell me why tell me why tell me why
Umm why can't we live together
Tell me why tell me
Umm why can't we live together
Everybody wants to live together
Why can't we be together

No more war no more war no more war
Umm just a little peace
No more war no more war all we want
Is some peace in this world

Everybody wants to live together
Why can't we be together

No matter no matter what color
Umm you are still my brother
I said no matter no matter what color
Umm you are still my brother

Everybody wants to live together
Why can't we be together

Everybody wants to live
Everybodys got to be together
Ooh everybody wants to live
Everybodys got to be together

Ooh Ooh laaa laa laa laa
Everybodys got to be together
Everybody wants to be together

I said no matter no matter what color
Umm you are still my brother
I said no matter no matter what color
You are still my brother

Everybody wants to live together
Why can't we be together

Goitta live together

Together!

Im in love with you

"Eres Todo En Mí" - Chayanne & Vanessa Williams (Baila Conmigo)

terça-feira, 9 de maio de 2017

É na solidão da noite


É na solidão da noite
Quando o olhar vaga incerto
Que me descubro em teu destino

É no silêncio da madrugada insone
Quando nada mais me chama
Que meu corpo te pronuncia

E meu coração confidencia a tua falta
É no deambular do pensamento
Que a minha saudade regressa a ti

E despido de todos os segredos
Meu corpo abraça a tua ausência
É no suspiro do amor que fulge

No meneio do desejo, sem qualquer receio
Na nudez do confessar-te tua
Que meu olhar te oferece ao meu sonho.

Pablo Neruda

Pablo Neruda, Cem Sonetos de Amor


Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

Ana Carolina, Seu Jorge - Tanta Saudade

domingo, 7 de maio de 2017




“Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”

*José de Sousa Saramago



sábado, 6 de maio de 2017

“ELES CHEGARAM. ELES TINHAM A BÍBLIA, NÓS TÍNHAMOS A TERRA. ELES NOS DISSERAM FECHEM OS OLHOS E REZEM. QUANDO ABRIMOS OS OLHOS, ELES TINHAM A TERRA E NÓS TÍNHAMOS A BÍBLIA”





“Eles chegaram. Eles tinham a bíblia, nós tínhamos a terra. Eles nos disseram fechem os olhos e rezem. Quando abrimos os olhos, eles tinham a terra e nós tínhamos a bíblia”. Esta frase é do arcebispo Desmond Tutu, e ela refere-se à África, porém, também vale para a América: Diante desta frase podemos perceber que a “colonização”, ou melhor, o Estado e Igreja atuaram lado a lado nesta tal de “colonização.

Se analisarmos bem, vemos que os primeiros missionários que chegarão à América crucificam-se os índios em nome de Cristo. Para salvá-los do inferno, é preciso evangelizar os pagãos. Mas esses colonizadores e missionários não estava preocupados em salvá-los das trevas; mas a maior preocupação deles era de levar riquezas para a coroa.

A Igreja impôs uma nova doutrina Cristã ao índio, no qual eles eram obrigados a aceitarem. Pois os missionários condenarão vários aspectos da cultura indígena, considerando que tais manifestações eram diabólicas. Por exemplo, eles combateram a poligamia e as divindades indígenas em nome da moralidade cristã. O autor Josep Barnadas “discute bem essa questão mostrando como a igreja católica enquanto instituição e defensora do cristianismo estabeleceram novas regras sociais e morais, que provocaram uma verdadeira desestruturação social ou desraizamento cultural em muitos grupos étnicos indígenas. Algumas das consequências desse processo foram os suicídios coletivos e a embriaguez desmedida de muitos índios”.

Entretanto quando analisamos o processo de catequese, os missionários praticaram um verdadeiro genocídio de muitas comunidades indígenas e a cristianização de outras refletiu o domínio militar e espiritual dos europeus sobre os nativos, de certa forma os índios não tinha muitas alternativas, pois se eles não aceitassem a nova doutrina, morreria e se eles aceitassem, ficaria sobre o domínio dos europeus. Ou seja, estava entre a cruz e a espada, literalmente.

Entretanto a frase, “Eles chegaram. Eles tinham a bíblia, nós tínhamos a terra. Eles nos disseram fechem os olhos e rezem. Quando abrimos os olhos, eles tinham a terra e nós tínhamos a bíblia”. Mostra o quanto a igreja não estava preocupada com o bem espiritual dos índios, mas estava preocupada em conseguir as riquezas que os índios tinham.

Portanto para eles consegui entrar nestas terras era preciso dominar os índios de qualquer maneira, e como a Igreja Católica estava lado a lado com a coroa, inverteram a “catequização dos índios”. Só que de formar muito cruel, muitos deles foram escravizados e mortos, tudo isso porque eles queriam ficar com riqueza dos “Bárbaros” com diz eles, dessa forma quando os europeus chegaram os índios tinhas muitas terras, os europeus com a catequização tomaram a terra e os índios ficaram, ou melhor, foram obrigados a ficar com a nova doutrina, ou seja, “a bíblia”, o cristianismo.

Josimar Ribeiro

sexta-feira, 5 de maio de 2017

FÁTIMA E AS "APARIÇÕES"



por Carlos Braga

À medida que se aproxima o centenário das "aparições", figuras gradas da Igreja Católica resolveram falar do assunto. Disse o padre e professor universitário Anselmo Borges: "É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima". Se tivesse aparecido - acrescento eu - talvez dissesse, em bom português: "Eu sou a Vossa Senhora" e não "Eu sou a Nossa Senhora".

Já o bispo D. Carlos Azevedo disse: "Fátima foi visão mística. Maria não vem do céu por aí abaixo". E acrescentou: "Nossa Senhora não aprendeu português para falar com Lúcia".


Ficámos assim a saber que Maria - erigida intermediária pelos católicos portugueses à revelia da sua Igreja, para quem apenas Cristo é mediador entre Deus e os homens - não caiu do céu aos trambolhões nem alguma vez aterrou na célebre azinheira. Também não será poliglota, pois se não aprendeu português para falar com Lúcia, também não terá aprendido francês para falar em Lourdes, nem polaco para se exprimir em Czestochowa.

De modo que, talvez o que mais se aproxime nos dias de hoje de um milagre, mesmo que só para benefício de alguns (é sabido como os milagres diminuíram consideravelmente da Idade Média até aos nossos dias...) seja a tolerância de ponto concedida por um governo laico de um Estado laico. Ou talvez o milagre possa ocorrer ainda com o terço gigante concebido pela artista plástica Joana Vasconcelos, numa linha coerente de continuidade com a produção de outras peças gigantes: um sapato, um bule, um galo de Barcelos, ou até um candelabro concebido com recurso a tampões higiénicos.

Aos crentes de Fátima pouco importa que se lhes diga que à medida que as obras de Joana Vasconcelos crescem a sua arte encolhe. Garantido é que quando os LEDS deste avantajado terço de 26 metros iluminarem a noite, derramando sobre os fiéis aquilo a que poderíamos chamar uma versão pós-moderna da luz do Espírito Santo no século XXI, um charco de luz vai inundar o santuário do Céu à Terra.

E aí, nenhum peregrino envolto em fervor místico se atreve a questionar se Fátima foi ou não uma montagem do clero de Ourém. Como nenhum peregrino se preocupa com o facto de o milagre que abriu caminho à canonização dos pastorinhos não poder ser confirmado por fontes independentes e credíveis, porque não se sabe quem é a criança que foi alvo de uma cura inexplicável, nem o local exacto onde tal aconteceu, nem os médicos ou o hospital onde foi socorrida.

A religião tem realmente razões que a razão desconhece. Afinal, perante o Bezerro de Ouro todos nós somos pagãos.
Foto de Carlos Braga.

Porque, em Lisboa, se chama Bica ao café


"Porque na primeira pastelaria que abriu em Lisboa (A Brasileira), as pessoas não estavam
habituadas a beber café, e pensavam que este era para beber tal e qual como era servido,
(ou seja sem açúcar). Como era de imaginar, as pessoas não gostavam do sabor.
O responsável do estabelecimento para avisar as pessoas escreveu um cartaz que dizia:

Beba Isto Com Açúcar

As pessoas habituaram-se e começaram
a chamar o café de BICA pois era as iniciais do cartaz."



Venice Vacation Travel Guide | Expedia

Sarah McLachlan - Angel [Official Music Video]

. . . e porque Dia da Mãe é todos os dias , como tu sabes , Emilu . . .


"Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações .
Perguntou :
- Como é que está o meu filho ? Ele vai ficar bom ?
Quando é que eu posso vê-lo ?
O cirurgião responde :
- Tenho muita pena . Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu .
A mãe perguntou :
- Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro ?
Será que Deus não se preocupa ?
- Aonde estavas tu , Deus , quando o meu filho necessitava ? . . .
A viagem para casa foi muito difícil .
Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia .
Deitou-se na cama dele , agarrou-se na almofada e chorou até adormecer .
Era quase meia noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta .
A carta dizia :
- Querida mãe ,
sei que vais ter muitas saudades minhas ; mas não penses que me vou esquecer de ti , ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para te dizer : "AMO-TE" .
Eu vou sempre amar-te cada vez mais , Mãe , por cada dia que passe .
Um dia vamos estar juntos de novo .
Mas até chegar esse dia , se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha , por mim está bem .
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar . Mas se preferires uma menina , ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós , rapazes , gostamos .
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam , tu sabes .
Não fiques triste a pensar em mim . Este lugar é mesmo fantástico !
Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo , mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo .
Os Anjos são mesmo lindos ! Adoro vê-los a voar !
E sabes uma coisa ? . . .
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos , embora quando o vi o tenha conhecido logo .
Ele levou-me a visitar Deus !
E sabes uma coisa ? . . .
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele , como se eu fosse uma pessoa importante . Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta , para te dizer adeus e tudo mais .
Mas eu já sabia que não era permitido .
Mas sabes uma coisa Mãe ? . . .
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta .
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta .
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste ,
"Aonde estava Ele quando eu mais precisava ?" . . .
Deus disse que estava no mesmo sítio , tal e qual , quando o filho dele ,
Jesus , foi crucificado . Ele estava presente , tal e qual como está com todos os filhos dele .
Mãe , só tu é que consegues ver o que eu escrevi , mais ninguém .
As outras pessoas vêm este papel em branco .
É mesmo maravilhoso não é ?! . . .
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida .
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus .
Tenho a certeza que a comida vai ser boa .
Estava quase a esquecer-me : já não tenho dores , o câncer já se foi embora .
Ainda bem , porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim .
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar .
O anjo disse que eu era uma encomenda especial ! O que dizes a isto ? . . .
Assinado com Amor de Deus , Jesus e de mim ."

. . . e de mim também !

Roupa Nova ��Amar é...

Influência da Lua na Agricultura


Como estudante de Astrologia, questiono-me frequentemente com a questão da influência que os planetas exercem efectivamente sobre o planeta Terra e sobre os seres vivos. Será que realmente nos influenciam? De que forma? Em que medida?

Embora muito permaneça por responder a estas questões, de uma coisa tenho a certeza, e daí este artigo : o Sol e a Lua exercem influência directa e indirecta, sobre todos os seres vivos aqui na Terra.

A Lua recebe a luz do sol e reflecte sobre a terra emitindo energia, força de gravidade, a qual actua sobre as plantas, animais, água e terra.

Desde a antiguidade que a Lua provoca o imaginário da humanidade, sendo para alguns povos uma fonte de poderes sobrenaturais, que controla a vida humana. No presente, existem comunidades rurais que relatam experiências bem sucedidas, no aumento de produtividade das práticas agrícolas, ao usarem o saber lunar.

Na produção de alimentos, a influência da lua sobre as plantas é conhecida pelos agricultores desde a antiguidade. É milenar o conhecimento que os chineses detêm, por exemplo, sobre o corte do bambu e madeira: a ser realizado entre lua minguante e a nova, quando o teor de seiva e humidade dentro dos troncos é menor. Usando este conhecimento é possível trabalhar com o ritmo da Natureza e usá-lo em beneficio da plantas.

As fases da Lua

A lua passa por quatro fases: minguante, nova, crescente e cheia. Cada fase dura sete dias.

Em cada uma das fases, a lua tem diferentes níveis de influência para um determinado conjunto de plantas.

Vejamos então a influência da Lua na agricultura em cada uma das suas fases!




Lua minguante

Nesta fase é pouca a influência da lua sobre a terra. É provável que esta força seja insignificante. A energia ou força contida na terra tende a descer. Daí pensam no que os mais velhos dizem “nesta fase da lua as coisas que crescem da terra para fora minguam, e as coisas que crescem de fora para dentro vigora (raízes)”.

Nesta fase a força da seiva diminui, indo para a parte inferior da planta. A planta absorve menos quantidade de seiva no caule, nas folhas e nos ramos. Fase boa para tirar bambus, madeiras para construção e cabos para ferramentas, etc.

Na prática, observando o comportamento das hortaliças, concluiu-se que nesta fase plantam-se raízes; rabanetes, beterraba, cenoura, batata e outras. Isto porque a planta ao germinar, primeira força o enraizamento, demora mais a nascer, retarda um pouco o crescimento, porte menor, raízes mais desenvolvidas.

Deve colher o milho, abóbora e outros para armazenamento, porque resiste mais ao ataque do caruncho.

Boa época para podar.

Colher as sementes uns dias antes da Lua Nova.

OBS: Em todas as fases deve usar o auge da lua (dois ou três dias após ter começado a fase); com excepção da minguante, que poderá usar a partir do quinto dia da cheia, isto porque está minguando, mas não descartando a possibilidade dela exercer pequena influência sobre a planta.

Lua nova

Nesta fase a seiva atinge o seu pico máximo de retrocesso. As plantas têm baixa resistência às pragas. Nesta fase, ela começa exercer influência sobre a Terra, a seiva manifesta-se em maior quantidade no caule, em direcção aos ramos.

Planta-se mais couve – comum, cebolinha, espinafre, plantas medicinais e outras. Bom também para o plantio de árvores cujo objectivo é produção de madeira.

OBS: Planta-se mais para o aproveitamento de folhas; excepto as verduras folhosas que aglomeram as folhas (o mesmo que formar cabeça) repolho, chicória, alface, couve –chinesa e outras.

Do que precede tiramos as regras seguintes: que entre a lua minguante e a nova deve ser plantado tudo o que dá “abaixo do solo” (raízes, tubérculos, rizomas e bulbos comestíveis) e, que entre a lua crescente e a cheia, deve-se plantar tudo o que dá “acima do solo” (folhas, flores e frutos comestíveis).

Lua Crescente

Fase em que a lua exerce influência muito boa sobre as plantas. Nesta fase a seiva está presente em maior quantidade no caule, nos ramos e nas folhas.

Fase em que a seiva é atraída para cima, para as folhas, favorecendo o crescimento da parte superior da planta.

Período favorável ao plantio de cereais, frutas e flores e colheita de verduras.

É uma boa fase para plantar tomate, pimentão, quiabo, beringela, feijão – vagem, pepino, abóbora, milho, arroz, feijão e outras, sejam frutíferas, legumes ou cereais.

Bom para se fazer enxerto e poda. Boa época para se preparar o solo com compostos e cobertura vegetal (mulch).

OBS: O tomate plantado nesta fase lunar produz mais; já na minguante, produz pouco; na lua nova, alonga-se a haste e as pencas distanciam mais uma das outras; na cheia, vegeta mais, menos frutos por penca com maior probabilidade de ataque de pragas.

Lua Cheia

Fase em que a influência sobre a terra chega ao ponto máximo, mas só nos primeiros dias, porque depois passa a sofrer efeito da minguante. No início desta fase planta-se: repolho, couve-flor, alface e outras. Além das hortaliças esta fase é óptima para o plantio de flores.

É importante frisar que nesta fase a seiva concentra-se na copa da planta (ramos e folhas).

Esta fase da Lua é boa para colher plantas medicinais e frutos — os frutos estão mais suculentos devido a maior quantidade de seiva encontrada nos frutos.

Sabia que …
Para seguir a fase lunar deve partir desde o semeio ou plantio porque são nos primeiros dias de vida da planta que a Lua exerce maior influência.
Para colher frutos, a melhor fase é a lua cheia. Os frutos estão mais suculentos devido a maior quantidade de seiva encontrada nos frutos. Já para as raízes e vagens, na minguante, pois a planta encontra-se com menos seiva facilitando o cozimento.
Para colher milho, arroz, abóbora e outros para armazenamento, são melhor colher na minguante porque resiste mais ao ataque de caruncho, gorgulho, etc.
Melhores fases para plantar banana: na nova e crescente. Na minguante, leva muito tempo para produzir e produzir cachos pequenos.
Alguns agricultores plantam feijão , milho, ou mesmo frutíferas na minguante para evitar ataque de lagartas, etc. Muitos usam este método mesmo sabendo de uma possível queda de produção.
Se fizermos semeio de uma determinada cultura numa fase lunar, o plantio deverá obedecer a mesma fase. Caso contrário, sofrerá influência das duas fases. Tendo a fase inicial como dominante.
O plantio por estaca deve ser efectuado na lua nova, cujo objectivo é a produção de caule e folha, já para produção de frutas, o mais indicado é na lua crescente.
Os insectos manifestam-se mais nas luas fortes.

E para quem acredita… A lua biodinâmica

Também a relação entre a lua e as constelações determina o que deveremos fazer no campo.

Segundo o site sersustentavel, existe uma relação entre a posição em que a lua se encontra nas constelações e os órgãos das plantas que se encontram em maior actividade.

Se a lua se encontrar numa constelação do elemento fogo (carneiro, leão, sagitário) estamos num dia de fruto e por isso é o fruto da planta que está mais potencializado. É por isso altura para trabalhar as culturas que nos darão o fruto – as courgetes, os tomates, as abóboras,… É também nestes dias que deveremos fazer as podas para que possamos ter frutos vigorosos.

Se a lua se encontrar numa constelação do elemento terra (touro, virgem, capricórnio) estamos num dia raiz e por isso são as raízes que estão mais activas. Nestes dias devemos semear, transplantar e cuidar de vegetais de raiz ou tubérculos.

Se a lua se encontrar numa constelação do elemento água (caranguejo, escorpião, peixes) o dia é chamado de folha e por isso são os vegetais de folha a quem devemos dar particular atenção – couves, alface, salsa,…. Para a colheita deste tipo de vegetais é preferível, no entanto, escolher dias de fogo ou ar para que eles se conservem melhor.

Se a lua se encontrar numa constelação do elemento ar (gémeos, balança, aquário) deveremos tratar das plantas das quais estamos interessados em obter as flores como por exemplo a couve-flor, os bróculos e as flores em particular.

Existem calendários que nos dizem em que tipo de dia estamos. http://www.the-gardeners-calendar.co.uk/

Fontes e textos por:
sersustentavel.pt : semear-e-plantar-com-a-lua-agricultura-biodinamica/
agrisustentavel.com: lunar.html

quinta-feira, 4 de maio de 2017


Quando se ama de verdade , não há lugar para dúvidas . . . angústias ou outros "sentimentos" negativos .

Amar , deve "descomprimir" , "tranquilizar" e alegrar a alma . . .

É como uma sensação permanente de paz e bem-estar . . .

. . . e eu sempre amo de verdade !

Miguel Portas foi um incansável combatente pela liberdade, que sempre a associou à justiça, ao diálogo intercultural e à emancipação de cada homem e de cada mulher. Travou esse combate em Portugal e foi um combatente sem-fronteiras. A liberdade concreta foi o horizonte de todo o empenhamento político, cultural e associativo de Miguel Portas, um artífice, como poucos, de pontes e de diálogos para todos os passos que a ela conduzissem. E foi assim porque Miguel Portas foi, acima de tudo, um homem imensamente livre e imensamente solidário.


Miguel Portas condecorado com a grã-cruz da Ordem da Liberdade

O Presidente da República condecorou esta segunda-feira, postumamente, por proposta do primeiro-ministro, o antigo dirigente do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, com a grã-cruz da Ordem da Liberdade, no dia do seu aniversário, passados cinco anos da sua morte.

1 de Maio, 2017 - 18:08h




Miguel Portas (1958-2012). Foto de Enric Vives-Rubio

A informação foi avançada à agência Lusa por fonte da Presidência da República, que disse que Marcelo Rebelo de Sousa "condecorou, sob proposta do primeiro-ministro [António Costa], o doutor Miguel Portas, com a grã-cruz da Ordem da Liberdade".

"Essa condecoração ocorre no dia do seu aniversário, passados cinco anos sobre o falecimento", assinalou a mesma fonte.

Miguel Portas, o primeiro eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda, morreu no dia 24 de abril de 2012, poucos dias antes de completar 54 anos, num hospital de Antuérpia, na Bélgica, vítima de cancro.

O Esquerda.net transcreve, na íntegra, a nota a nota da direção do Bloco de Esquerda:

A atribuição da Ordem da Liberdade a Miguel Portas constitui um gesto certo e justo.

Miguel Portas foi um incansável combatente pela liberdade, que sempre a associou à justiça, ao diálogo intercultural e à emancipação de cada homem e de cada mulher. Travou esse combate em Portugal e foi um combatente sem-fronteiras. A liberdade concreta foi o horizonte de todo o empenhamento político, cultural e associativo de Miguel Portas, um artífice, como poucos, de pontes e de diálogos para todos os passos que a ela conduzissem. E foi assim porque Miguel Portas foi, acima de tudo, um homem imensamente livre e imensamente solidário.

O Bloco de Esquerda associa-se por inteiro a esta atribuição da Ordem da Liberdade a Miguel Portas, assumindo o seu legado de arrojo e de mudança como exigência essencial para o nosso tempo.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

The Plastic Ono Band - Give Peace A Chance

Since Your Love (ft. Brandon Hampton)



You are the light
Song of my life
You always lead me
You are the voice inside

You are my love
No one before you
All that I am
Points to you

And I was made by you
I was made for you
I am unfulfilled without full communion

You are the light
Song of my life
You always lead me
You are the voice inside

You are my love
No one before you
All that I am
Longs for you

And I was made by you
I was made for you
I am unfulfilled without full communion

I was made by you
And I was made for you
I am unfulfilled without full communion

Since your love got a hold of me
Since your love got a hold of me
I’m a new creation
I’m forever changed

I was made by you
I was made for you
I am unfulfilled without full communion

In you, is all I need
You’re my breath, you’re my life, you’re my everything

George Michael - One More Try



I've had enough of danger
And people on the streets
I'm looking out for angels
Just trying to find some peace
Now I think it's time
That you let me know
So if you love me
Say you love me
But if you don't just let me go

'Cause teacher
There are things that I don't want to learn
And the last one I had
Made me cry
So I don't want to learn to
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because it ain't no joy
For an uptown boy
Whose teacher has told him goodbye, goodbye, goodbye

When you were just a stranger
And I was at your feet
I didn't feel the danger
Now I feel the heat
That look in your eyes
Telling me no
So you think that you love me
Know that you need me
I wrote the song, I know it's wrong
Just let me go

And teacher
There are things
That I don't want to learn
Oh the last one I had
Made me cry
So I don't want to learn to
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because it ain't no joy
For an uptown boy
Whose teacher has told him goodbye, goodbye, goodbye

So when you say that you need me
That you'll never leave me
I know you're wrong, you're not that strong
Let me go

And teacher
There are things
That I still have to learn
But the one thing I have is my pride
Oh so I don't want to learn
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because there ain't no joy
For an uptown boy
Who just isn't willing to try

I'm so cold
Inside
Maybe just one more try

Keane - Everybody's Changing

Leonard Cohen - You Got Me Singing - Lyrics

SEXALESCENTES: a geração que rejeitou os “sexagenários”






Vem a propósito...Na foto vemos Sharon Stone que faz 60 anos em Março de 2018...

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova classe social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade. Os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século 20, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados… Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já o fizeram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos,
preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar sem pensar em
mais nada, ou seguir o vôo de um pássaro da janela de um 5.º andar…
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta”, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram muda-lo.
Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra…
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada.
Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo…
Nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.
Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase
inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome.
Antes seriam velhos e agora já não o são.
Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias tolas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios…
Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60
no século 21…

Sabor a ti . . .



Não sabe a mel nem a fel
Não sabe a terra nem a céu
Nem ao calor da tua pele.
Sabe às mãos que me afagam
E às palavras que me embalam.
Sabe ao ombro que me recolhe
E ao peito que me escolhe.
Sabe ao olhar que me entende
E a um beijo que me atende
Sabe a dor na tua ausência
E à cor da tua essência
Sabe a tons do arco-íris
Sabe a paz e a confidência
Sabe a dádiva e a carinho
Sabe ao Amor em que me aninho


Fernanda Paixão
02-05-2012

Afinal os portugueses não são pobres… são mansos!


Isto não é bem uma anedota, é uma realidade, mas que vista com sentido de humor dá para rir…
Estava a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:

Sabes amigo, nós os portugueses, somos pobres…

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu aqui?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80% mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000$US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e no gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc., que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até 300 % do valor original, e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso
pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA…

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro porque não tem políticos que se preocupem com as pessoas, mas sim com os grandes grupos económicos.

Vocês, portugueses não são pobres, ou são uns estúpidos ou uns mansos…
Vem sempre que desejares , Emilu !
Beijiiinhoossssss e . . .
Aquele abraço

terça-feira, 2 de maio de 2017

Beverley Craven - Promise Me (Lyrics)



"Põe-te bonita para ti. Sorri para ti. Faz planos para ti. Sê feliz para ti, e se essa pessoa quiser partilhar tudo isso contigo, bom... se não, melhor para ti! "



"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade"

____________arte de George Lundeen

Água de Canela


A água de canela é uma bebida muito fácil de preparar e com grandes benefícios à saúde.
Ela tem cinco fortes indicações:

1ª Normalizar o colesterol
2ª Controlar a glicose e, assim, combater o diabetes
3ª Acelerar o metabolismo, favorecendo a perda de peso
4ª Regularizar a menstruação
5ª Melhorar a digestão

Mas o consumo regular dessa bebida pode proporcionar muitos mais benefícios ao corpo.
De acordo com pesquisa da universidade do Texas, a canela é uma promessa para várias doenças neurodegenerativas, incluindo doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla, tumor cerebral e meningite.
A pesquisa mostrou que a canela reduz a inflamação crônica associada a esses distúrbios neurológicos.
Nas mulheres, ajuda a combater a infertilidade, pois contém a substância cinamaldeído, que segundo estudos aumenta o hormônio progesterona e diminui a produção de testosterona em mulheres, ajudando a equilibrar os hormônios.
Publicação da revista americana Nutrition and Cancer mostra que a canela pode reduzir a proliferação de células cancerosas.
A canela tem se mostrado capaz de reduzir os sintomas relacionados com a dor de artrite.
A canela também tem demonstrado ser um bom remédio natural para eliminar dores de cabeça e aliviar a enxaqueca.
Em estudos, a canela mostrou-se eficaz contra úlcera, eliminando a bactéria H. pylori e outros patógenos.
E teste feitos em uma universidade na Alemanha, com 30 pessoas, chegou à conclusão de que as que ingeriram canela diariamente melhoraram a memória e a função cognitiva.
São muitas, portanto, as virtudes da canela.
E todas essas qualidades podem ser obtidas de uma forma muito saborosa: consumindo a refrescante água de canela.

Veja como é fácil o preparo dela:

INGREDIENTES
1 colher (sopa) de canela em pó ou dois pedaços de canela em pau (mais ou menos do tamanho de um dedo indicador)
1 litro de água

MODO DE PREPARO
À noite, já perto de dormir, coloque 1 colher (sopa) de canela em pó ou dois pedaços de canela em pau dentro de 1 litro de água.
Se usar canela em pó, fique atento, pois algumas marcas vendidas nos supermercados são misturadas com açúcar (leia o rótulo para saber se há açúcar ou se é canela pura).
Haverá a necessidade de misturar bem os ingredientes (com o auxílio de uma colher de pau) se você usar canela em pó.
Ponha a água na geladeira e, no outro dia, tome no mínimo dois copos dela.
Se usou canela em pó, antes de consumir a água, agite sempre a jarra ou a garrafa onde ela está armazenada.

fonte:http://www.curapelanatureza.com.br/

Celtic Woman - You Raise Me Up

Paula Fernandes, Leonardo - Tocando Em Frente


Samuel “Mighty Sam” McClain nació el 15 de abril de 1943 en Monroe (Luisiana) y falleció el 16 de junio de 2015 a consecuencia de un derrame cerebral que padeció en el mes de abril de ese año. Cantante de “southern soul-blues”, grabó unos cuantos temas de R&B en los sesenta y trabajó durante los siguientes años en varias ocupaciones al margen de la música hasta los ochenta en que volvió mediante una gira por el Japón y posteriores colaboraciones estelares. Sacó varios discos a su nombre y creó su propio sello, Mighty Music.

domingo, 30 de abril de 2017

43 anos atrás , na Catedral "a Mobil" , pedi-te , oficialmente , que namorasses comigo e tu aceitaste . Como nunca anulámos , oficialmente , o acordo . . . continuamos legalmente namorados , não estamos a cometer ilegalidade nenhuma :) :D eheheh . . . então , que siga o baile ! ! ! Não o da Pena . . . antes o da Vida . . .


Tínhamos acabado de nos conhecer , na Pastelaria do Parque (?! não sei se era assim que se chamava . . .) viemos a esta paragem , apanhar o teu autocarro para a Pedrulha e recordo-me que te acompanhei até à tua saída , voltando de novo para a cidade ! Todo eu tremia de nervosismo e excitação . . .




. . . em 1974 , poderíamos e deveríamos ter sido nós . . . até estamos bem parecidos com o que éramos , à data . . . eu acho :)

Tem beijo doce, apertado, amigo, namorado.
Beijo demorado, beijo roubado.
Beijo apressado, melado, beijo calado, beijo salgado.
Beijo de oi, de bom dia, de adeus.
Beijo desajeitado, comportado.
Beijo na calma e beijo na alma...
Tem selinho, beijo apaixonado beijo safado.
Beijo ardente, beijo frio, o beijo quente e o inocente.
De longe, de perto, sonhado, enviado.
Não importa a forma, o jeito.
Beijo é mensagem que vem de dentro.
Com um selo de carinho.

Pablo Neruda - É Proibido



É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A DIFICULDADE EM SER TRANSPARENTE EM UM MUNDO CHEIO DE MÁSCARAS…

Deborah Izy • 8 de dezembro de 2016

Imagine um baile de máscaras, onde neste baile, não é obrigatório usar máscaras, mas por ser um baile com este tema, os convidados optam por usar, até porque, é mais bonito, mais chamativo. Você pode escolher por uma máscara brilhante, diferente, cheia de enfeites.

Ou então pode optar por usar uma mais simples, mas ainda assim usar uma máscara. Ou melhor ainda, por não ser obrigatório, você decidir ser autêntico e não usar, você ser aquela pessoa que “dá a cara pra bater”. Talvez seja um exemplo bobo, mas ultimamente, eu tenho visto a vida exatamente assim – e as pessoas se portando com máscaras.

Na vida, não é obrigatório você fingir ser o que não é, mas ser quem somos, nos dias atuais, se tornou um desafio. A maioria das pessoas, infelizmente, optam por ser mais elegante para agradar a um certo público, e isso querido leitor, me causa arrepios.

Eu sou uma pessoa mega transparente, na maioria das vezes, por inocência mesmo. Eu acabo dizendo coisas, que para as pessoas, é o cúmulo do absurdo de ser dito, sempre ficam espantadas. Mas sabem porquê?

A cultura que vivemos, nos moldou para fazermos a “boa praça”. É comum da nossa cultura atrasar os eventuais compromissos, e se você ousa dizer para a pessoa que está insatisfeito com o atraso, você é o chato da turma. É comum da nossa cultura mentir sobre algo que você não gosta, só para agradar.

Quantas vezes você já disse que gosta de algo só para fazer a vontade do outro? Não que seja errado realizar o desejo da pessoa que você gosta, mas deixar claro que você NÃO GOSTA é essencial. E mais, deixar claro que você está fazendo “tal coisa” porque o quer ver feliz, é mais essencial ainda. Entende a diferença? É comum da nossa cultura não dizer o que pensamos em momento algum. Se você cobra um direito seu, você é correto demais. Se você diz NÃO, você é ruim demais. Se você contraria a maioria, você não serve para estar ali. Isso é desgastante pra quem não sabe usar as malditas máscaras.

É difícil conviver quando você não sabe dançar a música do baile. Mas não impossível! Eu sou tão transparente, que já perdi as contas, das vezes que eu contei algo do meu dia para uma pessoa, e acabei falando demais. É sem querer mesmo, faz parte da minha personalidade ser assim… E sei que existe mais pessoas assim, e eu adoro pessoas transparentes.

Claro né? Sinceridade tem limite como tudo na vida. Tem coisas que devemos dizer apenas se a nossa opinião for solicitada… faz parte do código de etiqueta.

De uma coisa eu sei: nunca mude seu jeito, nunca! Se tiver que dizer NÃO, diga! Isso vai fazer bem para você, e cai entre nós, quem diz não, faz todo mundo valorizar seu sim, já pensou nisso? Jamais deixe de ser autêntica, esse é seu brilho e isso que faz a diferença. Se não gostam do seu jeito é porque não suportam a verdade, e pode ter certeza que as pessoas que estão como você, é porque realmente amam seu jeito e sentem bem com sua companhia.
Se ser transparente em um mundo de máscaras é um problema, eu quero mais é que esse baile exploda!

Seja sempre feliz consigo mesma, e acima de tudo, SEJA SEMPRE VOCÊ COM SEU ÚNICO E LINDO JEITO

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Conselhos de um velho apaixonado: uma crónica de Carlos Drummond de Andrade


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.