quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Portugal devastado: rotina ou terrorismo?




José Goulão

QUINTA, 17 DE AGOSTO DE 2017




O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.
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CréditosPaulo Cunha / Agência Lusa

O terrorismo tem mil caras. Lançar o terror contra pessoas comuns e quase sempre indefesas, ou atemorizar populações e devastar países usando os cidadãos apavorados como reféns são práticas que preenchem os nossos dias num mundo que, pela mão de dementes usando o poder acumulado por conglomerados do dinheiro, caminha para inimagináveis patamares de destruição.

Portugal tem tido a sorte de ser poupado pelo terrorismo, diz-se e repete-se, por vezes com inflexões de um misticismo bolorento próprio de pátrias «escolhidas» para auferir das mercês do sobrenatural. Uma interpretação com curtos horizontes e vistas estreitas, características cultivadas por uma comunicação social habilmente arrastada para realidades paralelas e que reduz o terrorismo dos nossos dias ao estereótipo do muçulmano fanático imolando-se com explosivos à cintura, ou atropelando a eito, não se esquecendo de deixar o cartão de identidade, intacto, num local de crime reduzido a destroços humanos e amontoados de escombros.

Assim sendo, deixa de ser terrorismo, por exemplo, o que a NATO fez na Líbia, o que Israel pratica em Gaza, os massacres que as milícias nazis integradas no exército nacional da Ucrânia «democratizada» cometeram, por exemplo, na cidade de Odessa.

Olhando em redor, porém, é imperativo que cada um de nós estilhace a dependência em relação a um conceito de terrorismo que corresponde a uma ínfima parte da gravidade do fenómeno global. Só assim alongaremos os horizontes e alargaremos as vistas que permitirão reflectir a sério, e profundamente, sobre a realidade que devasta Portugal e que, com uma irresponsabilidade e uma inevitabilidade próprias de uma cultura tecnocrática e desumana, chegou a ser conhecida como «a época dos incêndios».

Se quisermos reflectir livre e abertamente sobre o maior número possível de aspectos da situação com que nos confrontamos é imprescindível associar o poder destruidor e aterrador dos incêndios deste ano ao quadro político-social que vivemos em Portugal; e também à memória que em muitos ainda estará viva e que outros poderão consultar junto dos mais velhos ou das fontes de uma época que dista 42 anos. Chamaram-lhe o «Verão quente de 1975».

Pois nesse «Verão quente», assim baptizado não por causa do terrorismo incendiário mas de uma instabilidade política inerente às situações revolucionárias e também organizada, em grande parte, por conspiradores externos, internos e todos os outros manobradores integráveis no diversificado círculo dos contrarrevolucionários, multiplicaram-se as práticas terroristas.

Houve os assassínios políticos puros e duros, os assaltos às sedes dos partidos de esquerda, quase sempre culminados com incêndios, a intimidação e perseguição de democratas em regiões onde o salazarismo campeava como se nada tivesse acontecido, forçando a restauração de situações de clandestinidade; e houve os incêndios: no Alentejo, ferindo a Reforma Agrária, que depois viria a ser assaltada e liquidada em nome da «normalidade», da «estabilidade», enfim, da «democracia do arco da governação»; e que deflagraram também em muitas outras regiões do país onde não ameaçavam os grandes interesses económicos estabelecidos – desde logo protegidos pela contrarrevolução – caracterizadas por populações economicamente mais débeis, socialmente vulneráveis, presas fáceis das mensagens contra a «indisciplina», a «balbúrdia» e todos os outros nefastos efeitos atribuídos à revolução.

Hoje os tempos são outros, mas quem dispuser de olhos para ver não terá dificuldade em encontrar pontos de contacto. A própria comunicação social, no seu afã recadeiro de apontar culpados e responsáveis pelas causas e consequências da interminável vaga de incêndios, abre interessantes pistas de análise e, por certo involuntariamente, ajuda a estabelecer diferenças gritantes entre a tragédia deste ano e as rotineiras «épocas de incêndios».

Sem precisar de evocar essas discrepâncias, é evidente que o actual governo português, pesem embora as suas subserviências, que são também fontes das suas fragilidades, não goza das simpatias dos interesses que gerem a União Europeia, a NATO, enfim das gentes que dirigem o mundo. Tal como em 1975, mesmo que as semelhanças sejam pouco mais que imperceptíveis.

Porém, nunca como agora, nos tempos da «estabilidade», um governo foi atado ao pelourinho dos responsáveis pela vaga estival de incêndios, tanto pela oposição como pela comunicação social. São conjecturas, especulações, exigências de demissões, acusações levianas de incompetência, sucessivas adivinhações sobre «remodelações ministeriais», aproveitamentos necrófilos das vítimas, mentiras sobre suicídios e outras desgraças – o quadro é tão conhecido que não vale a pena prosseguir com a enumeração das malfeitorias.

As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos, quando o verdadeiro pecado do executivo, nesta matéria, é sujeitar-se a mendigar investimentos a sociopatas, pondo liminarmente de lado o dever de colocar tais entidades ao serviço dos portugueses e às ordens do Estado Português, porque manipulam interesses estratégicos dos cidadãos nacionais, prejudicando-os.

No meio da altercação passa de fininho o facto mais repugnante das manobras: foi a actual oposição quem entregou esses serviços fundamentais a entidades que nem querem ouvir falar em pessoas e nos inconvenientes que provocam ao bem-estar do mercado.


«As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos»

Indo por este caminho, porém, perder-nos-íamos em atalhos da política de bordel e nunca chegaríamos ao patamar de reflexões que a situação dos incêndios em Portugal exige.

O princípio da abordagem é tão óbvio que a comunicação social foge dele como o diabo da cruz: o fogo que alastra em Portugal, sem descanso, resulta da acumulação de incêndios isolados provocados por fenómenos naturais ou pela demência de pirómanos? Ou é uma vaga terrorista organizada para devastar o país, delapidar o que resta da sua riqueza natural e impedir o governo de governar até que mãos salvadoras venham encarreirar a pátria nos trilhos de onde jamais deveria ter saído?

Estamos, obviamente, a lidar, com uma teoria da conspiração.

Assim era também o argumento fatal em 1975, como muitos se recordarão. No entanto, na sombra, organizações terroristas como o ELP («Exército de Libertação de Portugal«) e o MDLP («Movimento Democrático de Libertação de Portugal»), dirigidas por mãos experientes como as do marechal Spínola e de profissionais do terror instalados em embaixadas estrangeiras – de países da NATO, naturalmente – conduziam a vaga de incêndios e outras acções terroristas contra Portugal e os portugueses. O objectivo era virar as populações indefesas contra a «balbúrdia» criada pelo movimento transformador, abrindo as portas à contrarrevolução, à «estabilidade». E conseguiram-no.

Quando se saúda que Portugal tem estado imune ao terrorismo costuma acrescentar-se que o mesmo acontece em relação a organizações fascistas, por sinal numa Europa onde elas se desenvolvem a ritmo veloz. Será?

Ora vivendo nós em macro estado policial formado pela União Europeia e a NATO, onde as organizações internas e externas para devassa secreta da vida dos cidadãos se atropelam, ao que parece para detectar as intenções ínfimas de um qualquer muçulmano, não haverá meios para investigar a possibilidade de existir um ataque terrorista sistematizado contra Portugal através desta espécie de fogo inquisitorial? Ou será porque não querem? Ou será porque tal hipótese nem sequer passou por cabeças tão informadas sobre as vocações conspirativas de cada qual?

Ou porque entendem que é suficiente resumir os autos aos interrogatórios de dezenas de incendiários já detidos, como se o banal executante do crime soubesse dizer alguma coisa sobre os chefes terroristas supremos? Se acham que investigar assunto tão corriqueiro é enfadonho, ao menos ouçam os bombeiros.

Até à vista desarmada – sem necessitar da espionagem por satélites ou da caça aos telefones e e-mails de cada um de nós – se percebe que nem tudo é aleatório no quadro de incêndios em Portugal. O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.

As vítimas da catástrofe são pequenos e médios proprietários fundiários, normalmente esquecidos pelos governos e indefesos perante as calamidades; o terror ataca pequenas aldeias que até os mapas oficiais olvidam, ou então preciosidades do património humano, histórico e natural que é de todos, como no caso da Gardunha e suas aldeias, onde chegou a hora do ataque das chamas.

Tanto como destruir, o efeito procurado é o de aterrorizar. Não é difícil perceber que o fogo, entendido como a soma de todos os incêndios, escolhe áreas a consumir, combustíveis e rotas que não são apenas as ditadas pelos ventos. Ao menos a grande parte do Alentejo flagelada em 1975 tem sido agora poupada, provavelmente porque os ventos, tal como os tempos, também mudaram.

Se pedirem a cada uma das pessoas directamente prejudicadas pela calamidade que cite responsáveis pela tragédia, certo será, mesmo sem qualquer sondagem, que o governo ficará com as orelhas a arder. As pessoas sentem, mas também ouvem e assimilam, sobretudo o que via TV's, rádios e jornais as ajuda a identificar os alvos mais fáceis para descarregar a raiva do desespero.

O ELP e o MDLP já lá vão, sendo certo que as suas mentalidades não se desvaneceram, tudo tem o seu aggiornamento.

Ignorar, para os devidos efeitos, que a vaga de incêndios em curso em Portugal, pelas suas características, regiões de acção e contumácia, pode ser uma operação de terrorismo organizado é um crime contra o país e todos os portugueses. Uma hipótese como essa não pode ser descartada.

Por isso, é dever de todos os cidadãos interrogar-se, reflectir e exigir respostas das autoridades competentes sobre quem tira proveito dos dois crimes: o dos incêndios e o do laxismo no apuramento de uma eventual componente terrorista.

Uma coisa parece óbvia e pode servir como ponto de partida para uma investigação que se pretende indispensável: ninguém, desde o Presidente da República ao mais comum dos cidadãos, pode garantir que o ataque incendiário em curso contra Portugal não é uma operação terrorista.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Para entender a Venezuela


por Marcelo Zero — publicado 10/08/2017 14h04

Não se pode compreender a crise atual e o chavismo sem saber como era o país antes da ‘revolução bolivariana’ e o seu papel geopolítico para os EUA

Cristian Hernández/EFE


Pose para a foto oficial dos eleitos para a Assembleia Nacional Constituinte

Não é possível entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavistasem compreender como era esse país antes da “revolução bolivariana” e qual o seu significado geopolítico para os EUA. A Venezuela tem a maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo mundial, localizado a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas.

O petróleo do Oriente Médio, em comparação, está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta.

Essas imensas reservas começaram a ser exploradas no governo de Juan Vicente Gómez (1908-1935) e a renda gerada pela produção e exportação de hidrocarbonetos possibilitou a construção de infraestrutura viária e portuária e a implantação de um aparelho de Estado centralizado. A consolidação do Estado Nacional venezuelano embasou-se apenas na exportação de petróleo para o mercado norte-americano, o que levou à Venezuela a desenvolver “relações privilegiadas” com os EUA.

Na década de 1950 do século passado, a Venezuela já havia se convertido no segundo produtor e no primeiro exportador mundial de petróleo. No entanto, essa notável afluência econômica, obtida numa relação de estreita dependência com os EUA, não se refletia na diminuição de suas graves desigualdades sociais, na diversificação de sua estrutura produtiva e na implantação de um regime democrático estável.

O país era marcado por profunda dependência em sua política externa, o que resultou em um sistema político formalmente democrático, porém profundamente oligárquico, em uma política externa avessa à integração regional e à articulação com outros países periféricos e a uma estrutura social marcada pela desigualdade e a pobreza.

O isolacionismo dependente da Venezuela só começou a ser parcialmente revisto ao final da década de 1980, quando a relativa abundância de petróleo no mercado internacional, que fez diminuir o preço dessa commodity, somada à crise da dívida, que viria a atingir aquele país ao final do decênio, produziu uma modesta mudança na estratégia de sua política externa. Ela passou a buscar progressivamente a inserção no cenário externo mais realista, na qual o Caribe e a América do Sul passaram a ter lugar de destaque.

Contudo, mesmo com essa mudança modesta e parcial, a Venezuela continuou a orbitar em torno dos interesses estratégicos do EUA na região, constituindo-se, junto com a Colômbia, no seu aliado mais fiel.

Antes do governo de Chávez, em 1998, o país com a maior reserva de óleo do mundo tinha 70% de sua população abaixo da linha da pobreza, 40% na pobreza extrema e 21% da população estavam subnutridos. Essa era a Venezuela dos Capriles, dos López e da “oposição democrática”.

Em relação à saúde pública, é preciso ressaltar que a mortalidade infantil era de 25 por mil, em 1990, quase o dobro da brasileira de hoje (13,8 por mil). Em relação à educação, apenas 70% das crianças concluía o ensino primário e o acesso às universidades era restrito às elites e à pequena classe média. A maioria dos idosos não contava com aposentadoria e simplesmente vivia à míngua.

Desse modo, a Venezuela chegava ao fim do século XX com uma contradição gritante e insustentável: apesar das grandes riquezas derivadas da exportação de petróleo, o país convivia com problemas sociais muito graves.

Embora o chavismo não tenha alterado, de forma significativa, a estrutura produtiva da Venezuela, que permaneceu estreitamente dependente das exportações do petróleo, Chávez implodiu as arcaicas estruturas sociais e políticas da Venezuela, bem como a política externa de alinhamento automático aos EUA.

A desigualdade, medida pelo índice de Gini, foi reduzida em 54%. A pobreza despencou de 70,8%, em 1996, para 21%, em 2010, e a extrema pobreza caiu de 40%, em 1996, para 7,3%, em 2010.

O chavismo implantou as chamadas misiones, projetos sociais diversificados e amplos que beneficiam cerca de 20 milhões de pessoas, e passou a criar um verdadeiro Estado de Bem-Estar Social na Venezuela. Hoje, 2,1 milhões de idosos recebem pensão ou aposentadoria, ou seja, 66% da população da chamada terceira idade.

Na Venezuela pós-chavismo, a desnutrição é de apenas 5%, e a desnutrição infantil 2,9%. Após o chavismo, a Venezuela tornou-se o segundo país da América Latina (o primeiro é Cuba) e o quinto no mundo com maior proporção de estudantes universitários.

Em relação à saúde pública, é preciso ressaltar que a mortalidade infantil diminuiu de 25 por mil, em 1990, para apenas 13 por 1000, em 2010. Atualmente, 96% da população já tem acesso à água potável. Em 1998, havia 18 médicos por 10.000 habitantes, atualmente são 58. Barrio Adentro, o programa de atenção primária à saúde que recebe a ajuda de mais de 8.300 médicos cubanos, salvou cerca de 1,4 milhão de vidas. Chávez deu início também a um ambicioso programa de habitações populares, proporcionalmente o maior da América Latina.

No campo da política externa, Chávez rompeu com o paradigma anterior de país periférico e dependente e investiu na integração regional e no eixo estratégico da geoeconomia e geopolítica Sul-Sul, com destaque para as relações bilaterais com o Brasil, o que acabou conduzindo à adesão da Venezuela como membro pleno do Mercosul, algo que nos beneficia muito.

A Venezuela chavista tornou-se uma grande parceira do Brasil, comprando vorazmente nossos produtos e recompensando-nos com elevados superávits comerciais e com forte apoio político à integração do nosso subcontinente. Chávez era, sobretudo, um grande amigo do Brasil.

Ademais, Chávez estabeleceu relações próximas com Rússia, China e Cuba e passou a apoiar experiências políticas que divergiam da ordem mundial dominada pelos interesses dos EUA. Em contraste com o isolacionismo anterior, Chávez fundou a ALBA e criou a Petrocaribe, objetivando fornecer petróleo a preços convidativos para os países daquela região. Isso explica porque a OEA, apesar dos esforços febris dos EUA e do Brasil, não consegue aprovar uma resolução forte contra o governo de Maduro.

Mas o principal mérito do chavismo foi ter implodido o pacto que mantinha as oligarquias venezuelanas se alternando no poder, sem dar espaço a novos partidos. Mas foi além e organizou e mobilizou as massas destituídas, bem como passou a dominar setores importantes do aparelho de Estado, como as forças armadas e o poder judiciário.

Isso acabou privando as oligarquias venezuelanas de seus principais instrumentos de intervenção política. São esses fatores que ajudam a explicar a radicalidade do atual processo político venezuelano.

A reação

Como todos sabem, a reação das oligarquias ao chavismo não tardou. Além do conhecido golpe de 2002, que quase resultou na execução de Chávez, houve também o processo conhecido como “paro petrolero”, a suspensão das atividades da PDVSA, a estatal do petróleo da Venezuela. A suspensão das atividades da PDVSA, controlada então pelas oligarquias venezuelanas, resultou numa contração do PIB de 18%, entre 2002 e 2003, inflação, carestia de produtos básicos, desemprego, aumento do risco país etc.

No país com a maior reserva de petróleo do mundo, houve até falta de gasolina. O governo brasileiro, ao final de 2002, enviou navio tanque com gasolina para suprir parcialmente a carência de combustíveis na Venezuela.

O “paro petrolero” forçou o chavismo a intervir na PDVSA, dominando-a, assim como o golpe de 2002 forçou o chavismo a controlar mais fortemente as forças armadas.

É eloquente a falta de compromisso real das oposições venezuelanas, como López, Capriles e Ledezma, com a democracia. O “paro petrolero”, em particular, evidencia que tais oligarquias não têm pruridos em arruinar a economia do país, desde que isso signifique uma oportunidade para voltar a controlar o poder perdido.

A situação da Venezuela atual é muito próxima da existente no período 2002-2003. A vitória de Maduro sobre Capriles, ainda que por pequena margem, frustrou as expectativas da oposição. Pouco tempo depois, os setores mais radicalizados, liderados por Leopoldo López, iniciaram o processo denominado de “la salida”, a utilização de manifestações violentas de rua, com a formação de barricadas, as chamadas “guarimbas”, incêndio de edifícios públicos e até mesmo de atos terroristas com o intuito de derrubar o governo eleito.

Entre 2013 e 2016, esse processo político radicalizado pela oposição de direita acabou provocando a morte de pelos menos 46 pessoas, a maioria chavistas ou de pessoas sem afiliação política, bem como danos milionários a equipamentos públicos.

Tais “guarimbas” foram e são financiadas desde o exterior. Com efeito, há uma conexão clara da direita venezuelana, particularmente dos setores ligados a Leopoldo López, com a extrema direita da Colômbia, principalmente com Álvaro Uribe e seus grupos de extermínio. São essas conexões e os reiterados atos de violência que levaram à prisão de López e Antonio Ledezma na Venezuela.

Caracterizá-los como presos políticos que tivessem cometido “crimes de consciência”, como faz a imprensa brasileira, é desconhecer a realidade de uma direita que não tem, de fato, qualquer compromisso com a democracia e os direitos humanos e que aposta sistematicamente na violência como arma política preferencial.

Concomitantemente, foi iniciado um processo econômico que visa a produzir carestia, desabastecimento e inflação, tal como ocorreu, por exemplo, no Chile de Allende ou mesmo na própria Venezuela dos anos 2002 e 2003. Em parte, como resultado e a economia venezuelana ser ainda muito dependente das exportações do petróleo e com agricultura e indústria débeis.

Mas há também uma guerra econômica em curso que utiliza: 1) o desabastecimento programado de bens essenciais; 2) a inflação induzida; 3) o boicote a bens de primeira necessidade; 4) o embargo comercial disfarçado; e 5) o bloqueio financeiro internacional.

Essa guerra vem ajudando a radicalizar ainda mais o processo político venezuelano. Nos últimos 4 meses, morreram mais de 100 pessoas nos conflito de ruas. Houve linchamentos de chavistas, inclusive de um que foi queimado vivo, atentados terroristas, incêndios de prédios públicos, inclusive de uma maternidade. Houve também, é claro, a morte de manifestantes da oposição pelas forças de segurança. A violência se generalizou.

O governo chavista optou pela convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, prontamente rejeitada pela oposição, que logo alegou ser inconstitucional e que visava a perpetuar o poder de Maduro.

Em primeiro lugar, tal convocação não é inconstitucional. A convocação da Assembleia Constituinte pelo presidente da república está prevista clara e explicitamente no artigo 348 da Constituição da Venezuela. Em segundo, a Constituinte não substitui a Asamblea Nacional (o parlamento unicameral da Venezuela), como foi afirmado falsamente, a qual continuará a funcionar e a cumprir suas funções legislativas.

Em terceiro lugar, a convocação de assembleias constituintes é um mecanismo frequentemente usado em países democráticos como solução pacífica para impasses políticos e institucionais como o que acomete a Venezuela atual.

Em quarto lugar, a convocação teve apoio expressivo da população. O número de votantes para a assembleia (mais de 8 milhões) foi superior aos votos que teriam sido obtidos pelo plebiscito informal que a oposição convocou uma semana antes contra a assembleia (cerca de 7,2 milhões de votos). Observe-se que esse plebiscito é que foi, sim, inteiramente ilegal. Não fosse o clima de violência criado pela oposição, as barricadas que impediram o acesso aos centros de votação e o boicote ostensivo das empresas de transporte, que fizeram locaute no dia da votação, a participação eleitoral poderia ter sido bem superior.

Em quinto lugar, os objetivos estratégicos da Assembleia Constituinte são bem mais amplos do que o suposto desejo de perpetuar Maduro no poder. A Assembleia visa essencialmente a constitucionalizar as misiones sociais, bem como estabelecer as bases jurídicas e institucionais de uma economia pós-petroleira. A preocupação fundamental é impedir retrocessos sociais, como os que ocorrem atualmente no Brasil, e criar mecanismos econômicos que levem a Venezuela a ampliar a base produtiva de sua economia. Há de se enfatizar, além disso, que o texto que sairá dessa Assembleia só terá valor jurídico se for aprovado pela população em referendo.

Assim sendo, caracterizar a convocação da Assembleia Constituinte como um “golpe” ou uma “ruptura da ordem democrática” é algo de evidente má-fé. Pode-se não concordar com tal convocação, mas não se pode denominá-la de “golpe”. Golpe foi que aconteceu no Brasil. A alternativa à Constituinte parece ser uma guerra civil aberta. Ao menos, a Constituinte cria uma oportunidade para que se estabeleça um diálogo que supere o atual impasse político e institucional daquele país.

Leia a íntegra desse artigo: Para Entender a Venezuela

*Marcelo Zero é sociólogo, especialista em Relações Internacionais e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI)

Aprenderam a deixar os dias mais simples, e as noites mais leves, aprenderam a preencher a vida na cadência do tempo.
Aprenderam a selar os braços à distância, aprenderam a não deixar morrer a vontade e o desejo, de morar dentro de um beijo.

Eles eram completamente loucos, e insistiam em permanecer na loucura... até perderem a alegria e adrenalina, que movia o corpo e a alma, de tudo o que era bom e não se via.
Eles sabiam que certos momentos se conquistavam, numa taquicardia sem preço.

Eles eram loucos... Sofriam do coração.

Carla Tavares


20 millones de musulmanes marchan contra ISIS en Irak y los medios occidentales lo ignoran por completo -- El Niño de la Sociedad -- Sott.net

20 millones de musulmanes marchan contra ISIS en Irak y los medios occidentales lo ignoran por completo -- El Niño de la Sociedad -- Sott.net: https://es.sott.net/article/49656-20-millones-de-musulmanes-marchan-contra-ISIS-en-Irak-y-los-medios-occidentales-lo-ignoran-por-completo

sábado, 19 de agosto de 2017

Joe Dassin - L'été Indien (with lyrics)



Sabes, eu nunca fui tão feliz como naquela manhã
Andávamos por uma praia parecida com esta
Era Outono, um Outono de sol
uma estação que só existe lá na América do Norte.
As pessoas lhe chamam de verão indiano (Canadá)
mas simplesmente era o nosso
Com teu vestido longo, parecias
uma aguarela de Marie Laurencin
e lembro-me, lembro-me perfeitamente
do que eu te disse naquela manhã
há um ano, há um século, há uma eternidade.


Iremos onde tu quiseres, quando quiseres
e nos amaremos outra vez, mesmo que o amor tenha morrido.
A vida toda será como aquela manhã
com as cores do verão indiano

Hoje estou bem longe daquela manhã de Outono
mas é como se eu estivesse lá
Continuas na minha memória
Onde estás tu? O que andas a fazer?
Será que ainda existo para ti?
Fico olhando para esta onda que jamais alcançará a duna
Repara, como ela, estou me deitando na areia
e vou me lembrando. Vou me lembrando das marés altas
do sol e da felicidade que iam passando pelo mar
há um ano, há um século, há uma eternidade




Iremos onde tu quiseres, quando quiseres
e nos amaremos outra vez, mesmo que o amor tenha morrido.
A vida toda será como aquela manhã
com as cores do verão indiano.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Harry Belafonte & Miriam Makeba - Malaika

"Malaika, nakupenda Malaika
Malaika, nakupenda Malaika
Ningekuoa mali we, ningekuoa dada
Nashindwa na mali sina we, ningekuoa
Malaika

Pesa, zasumbua roho yangu
Pesa, zasumbua roho yangu
Nami nifanyeje, kijana mwenzio
Nashindwa na mali sina we
Ningekuoa Malaika

Kidege, hukuwaza kidege
Kidege, hukuwaza kidege
Ningekuoa mali we, ningekuoa dada
Nashindwa na mali sina, we
Ningekuoa Malaika
Malaika, nakupenda Malaika
Malaika, nakupenda Malaika
Ningekuoa mali we, ngekuoa dada
Nashindwa na mali sina we, Ningekuoa Malaika"

quinta-feira, 17 de agosto de 2017



Amor que fica,
amizade que sobrevive,
companhia que vai,
memória que vem,
coração que permanece habitado
é saudade.


É saudade
a lembrança que desce
e se agiganta no peito.

Sérgio Lizardo

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Que bela homenagem !




Carlos Tenreiro
17 h · São Paulo, Brasil ·


Plantava nos campos o que plantava nos ares: o suor, os sonhos, a poesia das folhas, a lenda das flores, o romance dos juncos. Tecia no sol o sumo: o traço, o Lácio, o fruto, a sombra das rendas, a fibra das noites, as cores dos lúmens. Flutuava por dentro da terra com suas mãos, artesão que era dos grãos, dos sins, dos tempos de plantio e cura, porque, lavrador, fazia seu arado onde as horas exigiam a semente de cada dia e os concretos a sina de cada pão.
Camponês do norte da Ibéria, Dom Quixote das almas, lutando contra a secura e seus moinhos, Alberto se abria para o meio-dia dos figos contra o frio dos seres humanos. Cantarolava suas cantigas guardadas sobre as asas, sobrevoando veredas dos tempos antigos. E florescia: em suas pétalas destituía as intrigas de cada segundo sobre a mesa farta que a todos provia. Nenhuma migalha de alma sobre os pratos, nenhum azedume sobre os dissabores da vida. Tudo era limpo e bom, verdade e perdão, mesmo nos vãos dos seres, mesmo diante dos nãos que feriram seu coração.
Alberto e seus linhos: sobre suas cicatrizes, as dores se convertiam em lírios; sobre suas dores, seus olhos formavam rios e tudo era afago e dom. Camponês, artesão, senhorio das brisas quando, sustentando a enxada, abria a terra para plantar sua alma dia após dia, arejando o sol entre os olhos e os olhos entre os grãos.
Nos restaurantes, nos ônibus, nas padarias, nos bares, nas lojas onde fez seu ganha-pão, colheu histórias e amigos; na terra, nos cimentos, nos balcões, fez-se campônio, e tudo era campo, fado, suor, plantio e som. Assim era Alberto, meu pai, ourives dos campos, olaria das luzes, semente que continua frutificando um amor que nunca teve nãos.
Eu sou apenas o que restou do meu passado .
As minhas memórias e . . . o presente ,
Apenas isso .
. . . e . . . o amanhã ?! Desconheço .

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Rachel Yamagata - I´ll Find A Way

oração . a banda mais bonita da cidade (c/ leo fressato)

Meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor
Cabe essa oração


domingo, 6 de agosto de 2017

Todos os médicos que tem feito frente à grande indústria farmacêutica, aos poucos vão sendo dizimados. Ann Boroch Médica Holística, Naturopata e Pesquisadora apareceu morta na passada quinta-feira. Esta Senhora ficou famosa por se ter curado a ela própria de uma esclerose múltipla quando tinha apenas 24 anos e durante vinte anos (até agora à sua morte) nunca mais tinham surgido sintomas da doença. O papel desta Senhora foi também muito importante ao revelar os perigos das vacinas.
"Com os seus vinte anos, ela iniciou a luta contra a esclerose múltipla. Quando a medicina tradicional não forneceu alívio, ela criou o seu próprio programa de auto-ajuda e descobriu que as toxinas de fungos e fermentos são os principais culpados da doença auto-imune. Ao manter diligentemente uma dieta restrita, Ann conseguiu curar-se da doença. Agradecida pelo triunfo da cura, ela percebeu que a sua missão era educar o público.

"Ann voltou para a escola e tornou-se uma naturopata, hipnoterapeuta clínica certificada e consultora nutricional certificada. Depois disso, Ann abriu o seu próprio consultório em Los Angeles, e por quase 20 anos tem sido a luz orientadora da cura para milhares de pessoas ao redor do mundo ".
Chegou a vez dela. Calaram-na.
A comunidade médica que nos últimos anos tem divulgado os perigos da vacinação está em estado de choque.


Famous author Ann Boroch was found dead in L.A. on Thursday, as the community of holistic healers continues to be decimated.
YOURNEWSWIRE.COM|POR BAXTER DMITRY

. . . faz hoje 72 anos . . .


A 6 de Agosto de 1945, era lançada a primeira bomba atómica em cenário de Guerra, pelo bombardeiro norte-americano Enola Gay. A bomba tinha o nome de código "Little Boy", três metros de comprimento, 71 cm de largura e uma potência equivalente a 13 quilotoneladas de TNT.

Estima-se que a bomba, que detonou a cerca de 600 metros de altura muito próximo do local onde foi erguido o Parque da Paz, acabou de forma imediata com a vida de cerca de 80.000 pessoas.

No final de 1945 o número de mortos era elevado a cerca de 140.000, sem contar as vítimas da radiação nos anos posteriores.

Depois do ataque sobre Hiroshima, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba nuclear a 9 de agosto de 1945 sobre a cidade de Nagasaki, o que forçou a capitulação do Japão seis dias depois e pôs fim à II Guerra Mundial.



  • terça-feira, 1 de agosto de 2017


    Berlin - Take My Breath Away

    - Je t'aime je t'aime
    Oh oui je t'aime
    - Moi non plus
    - Oh mon amour
    - Comme la vague irrésolue
    Je vais, je vais et je viens
    Entre tes reins
    Je vais et je viens
    Entre tes reins
    Et je me retiens

    - Je t'aime je t'aime
    Oh oui je t'aime
    - Moi non plus
    - Oh mon amour
    Tu es la vague, moi l'île nue
    Tu vas, tu vas et tu viens
    Entre mes reins
    Tu vas et tu viens
    Entre mes reins
    Et je te rejoins

    - Je t'aime je t'aime
    Oh oui je t'aime
    - Moi non plus
    - Oh mon amour
    - L'amour physique est sans issue
    Je vais je vais et je viens
    Entre tes reins
    Je vais et je viens
    Je me retiens
    - Non ! maintenant viens...
    https://vimeo.com/53067865

    Jane Birkin & Serge Gainsbourg, Je T'aime moi non plus 1969 from Obsessive Collectors on Vimeo.

    sábado, 29 de julho de 2017

    "Women are lucky, they get to have the only organ in the human body dedicated exclusively for pleasure: the clitoris! In this humorous and instructive animated short film, find out its unrecognized anatomy and its unknown herstory."

    sábado, 22 de julho de 2017

    Lassa



    Tesão — força que move a vida.
    Na plenitude, é felicidade pura.
    Na carência, é dor que dói.

    Ó gozo de ver, admirar, acariciando.
    Ò gozo de abraçar, beijar, bolinando
    Ó supremo gozo de meter, possuir, penetrando,
    na divina convulsão rítmica do coito.

    Ficar lá dentro abismado, apertado.
    Sentindo o grelo tremer de gozo.
    O sacro canal melar, enlanguescer.
    Vendo você se aquietar, lassa.
    Tudo, afinal, uma tremura arrepiada.
    .
    - Darcy Ribeiro, no livro “Eros e tanatos”. [ilustrações Mello Menezes; posfácio Moacry Félix]. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.


    Darcy Ribeiro - poemas | Prosa, Verso e Arte
    Darcy Ribeiro - poemas; livro “Eros e tanatos”.
    POEMARIO-PROSAEVERSO.BLOGSPOT.COM

    Vientos del Pueblo - Cantando espero a la muerte



    Vientos del pueblo me llevan
    vientos del pueblo me arrastran
    me esparcen el corazón
    y me aventan la garganta

    Los bueyes doblan la frente
    impotentemente mansa
    delante de los castigos
    Los leones la levantan
    y al mismo tiempo castigan
    con su clamorosa zarpa

    No soy de un pueblo de bueyes
    que soy de un pueblo que embargan
    yacimientos de leones
    desfiladeros de águilas
    y cordilleras de toros
    con el orgullo en el asta

    Nunca medraron los bueyes
    en los páramos de España
    ¿Quién habló de echar un yugo
    sobre el cuello de esta raza?
    ¿Quién ha puesto al huracán
    jamás ni yugos ni trabas
    ni quién al rayo detuvo
    prisionero en una jaula?

    Asturianos de braveza
    vascos de piedra blindada
    valencianos de alegría
    y castellanos de alma
    labrados como la tierra
    y airosos como las alas

    Andaluces de relámpagos
    nacidos entre guitarras
    y forjados en los yunques
    torrenciales de las lágrimas

    Extremeños de centeno
    gallegos de lluvia y calma
    catalanes de firmeza
    aragoneses de casta

    Murcianos de dinamita
    frutalmente propagada
    leoneses navarros dueños
    del hambre el sudor y el hacha

    Reyes de la minería
    señores de la labranza
    hombres que entre las raíces
    como raíces gallardas
    vais de la vida a la muerte
    vais de la nada a la nada

    Yugos os quieren poner
    gentes de la hierba mala
    yugos que habéis de dejar
    rotos sobre sus espaldas
    crepúsculo de los bueyes
    está despuntando el alba

    Los bueyes mueren vestidos
    de humildad y olor de cuadra
    las águilas los leones
    y los toros de arrogancia
    y detrás de ellos el cielo
    ni se enturbia ni se acaba

    La agonía de los bueyes
    tiene pequeña la cara
    la del animal varón
    toda la creación agranda

    Si me muero que me muera
    con la cabeza muy alta
    Muerto y veinte veces muerto
    la boca contra la grama
    tendré apretados los dientes
    y decidida la barba

    Cantando espero a la muerte
    que hay ruiseñores que cantan
    encima de los fusiles
    y en medio de las batallas




    Albaluna & Helena Madeira | Hija Mia

    Patrulha Canina



    Micas, Hulk e Max em acção de vigilância contra incêndios num eucaliptal.

    Salvador Sobral - Nem Eu



    “…
    O amor acontece na vida
    Estavas desprevenida e por acaso eu também
    E como o acaso é importante, querida
    De nossas vidas a vida fez um acaso também
    …”

    Ataques de Pânico


    “O Pânico é Ansiedade máxima em situações inexplicáveis.”

    Um estado de Pânico é um fenómeno físico resultante do processo de Ansiedade. Falamos em Pânico quando se sente um nível extremo de Ansiedade.

    A Ansiedade é um fenómeno físico de reacção à emoção Medo, provocado pela libertação de várias hormonas no sangue pelas glândulas supra-renais, nomeadamente adrenalina.

    Em momentos de Ansiedade, é libertada adrenalina em quantidades abundantes, preparando o organismo para grandes esforços físicos, através de estímulos ao coração, elevação da tensão arterial e do relaxamento de certos músculos e da contracção de outros.





    CAUSAS DOS ATAQUES DE PÂNICO

    Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso, o que causa um colapso físico que se manifesta através de um estado semelhante a um Ataque de Pânico… Não sendo um ataque de Pânico, é tão traumático como os Ataques de Pânico. As pessoas podem sentir o primeiro episódio de Pânico em qualquer circunstância, como, por exemplo, a dormir, a conduzir, num centro comercial, em casa, entre outras situações.

    Assim, quem sofre o primeiro evento traumático, associa inconscientemente os sintomas às circunstâncias onde estava, começando a fugir dessas circunstâncias para evitar sentir os sintomas. Como exemplo, se as pessoas têm um Ataque de Pânico a conduzir, desenvolvem um medo enorme de conduzir; se o primeiro Ataque de Pânico for num centro comercial, vão evitar espaços semelhantes no futuro; se tiverem um Ataque de Pânico e sentirem dificuldade em respirar, vão, no futuro, evitar espaços onde se sintam fechados sem arejamento, entre outras variadas situações normais que as pessoas com esta perturbação se sentem verdadeiramente impedidas de viver.

    Quem sofre desta perturbação, sente uma Ansiedade máxima em situações inexplicáveis, não conseguindo reconhecer os medos que lhes são inerentes.

    A maior parte das vezes, as pessoas que sofrem desta perturbação não são corretamente diagnosticadas devido à dificuldade que, muitas vezes, existe em detetar este distúrbio, o que leva frequentemente a pensar que são apenas episódios de Ansiedade simples ou meras fobias.


    SINTOMAS MAIS FREQUENTES DOS ATAQUES DE PÂNICO



    Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar
    Vertigens, instabilidade ou desmaio
    Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
    Tremuras ligeiras ou acentuadas
    Sudação
    Falta de ar
    Náuseas, dor de estômago ou diarreia
    Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente
    Sensações de adormecimento ou de formigueiros
    Ruborização ou calafrios
    Dor ou incomodidade no peito
    Medo de morrer
    Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo

    Este distúrbio mental erróneo provoca uma Ansiedade elevadíssima todas as vezes que se está perante estas experiências consideradas agressoras. As pessoas perturbadas com este síndrome são levadas a pensar que têm fobias diversas quando, na verdade, o que sentem é um medo extremo de estar expostas a experiências potencialmente agressoras.

    Na verdade, as pessoas com o Distúrbio Cíclico da Ansiedade, têm medo de sentir medo.


    COMO SE PODE TRATAR OS ATAQUES DE PÂNICO?

    Os Ataques de Pânico tratam-se na sua origem, ajudando as pessoas que sofrem a afastarem-se das emoções de medo traumático resultante do primeiro evento de pânico.

    Coldplay gravity

    quinta-feira, 20 de julho de 2017

    India Arie - Ready For Love


    "I am ready for love
    Why are you hiding from me
    I'd quickly give my freedom
    To be held in your capitivity
    I am ready for love
    All of the joy and the pain
    And all the time that it takes
    Just to stay in your good grace
    Lately I've been thinking maybe
    You're not ready for me
    Maybe you think I need to learn maturity
    They say watch what you ask for 'cuz you might receive
    But if you ask me tomorrow, I'll say the same thing
    I am ready for love
    Would you please lend me your ear
    I promise I won't complain
    I just need you to acknowledge I am here
    If you give me half a chance
    I'll prove this to you
    I will be patient, kind, faithful and true
    To a man who loves music
    A man who loves art
    Respect the spirit world and thinks with his heart
    I am ready for love
    If you'll take me in your hands
    I will learn what you teach
    And do the best that I can
    I am ready for love
    Here with an offering of my voice
    My voice, my eyes, my soul, my mind
    Tell me what is enough
    To prove I am ready for love"

    quarta-feira, 19 de julho de 2017

    CIENTISTA DO MIT AVISA: NINGUÉM DEVIA SER VACINADO!

    "Não sei se esta cientista ainda está viva, mas a estar (que eu desejo com imensa força) vai passar "as passas do Algarve". Quem se mete com a industria farmacêutica mete-se com uma das organizações mais perigosas do planeta. A senhora enfrentou-os de 'caras' tem o destino traçado.
    Um destes dias surgirá a noticia de que se "suicidou" ou teve um "acidente" de carro, o costume.
    Nunca o planeta teve tanto bandido à solta."

    sábado, 15 de julho de 2017

    Escrito por quem mudou de opinião


    «O último sonho do toiro antes de morrer . . .

    "Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão (...) Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade. O último sonho do toiro antes de morrer..."»



    A minha família nāo desgostava de touradas. Não que se babassem por ir ver o Tito Capristano à Moita ou o Nelo Cagarras a Santarém, mas lá em casa, se passava uma Corrida, a malta ficava a ver. Nas férias andaluzes, chegados ao apartamento com sal mediterrânico, o meu Pai punha na TVE e até ao jantar sorvíamos a cantilena espanhola dos comentadores especialistas e 8 ou 10 toiros de morte.

    Não éramos aficionados mas gostávamos de ver. Do espectáculo. Da arte do matador. Da faena. Da orquestra. Do tribalismo. Só não podíamos ver os cavaleiros. Gajos de jaqueta brilhante montados num cavalo a espetar farpas que se transformavam em bandeirinhas que acenavam ao público. Degradante. O cavaleiro é o cobarde da tourada, é o puto que insulta e depois foge. Tínhamos, eu e o meu Pai, um sonho: unir a Ibéria numa só tourada: matadores espanhóis, forcados portugueses. Os cavaleiros passariam a alisar a areia, a limpar os estábulos e a dar água aos toiros.



    Olho a televisão com o canal público a dar tourada. Aquelas mesmas caras de sempre de olhar bovino. Caras de gente laranja, de bigodes falsamente aristocráticos, as famílias da "tradição", os betos e os que querem passar por betos, as calças caqui, os penteados, as patilhas, uma portugalidade meio bizarra que parece advir de promíscuas relações entre primos e irmãos. Esta gente que ali está atrás das tábuas funde-se com as vacas em noites de Inverno: por isso aquele bovino olhar, a mansidão das carecas reluzentes, a lhaneza.

    Pai, eu já não posso continuar a ver isto. Não é fácil questionarmos as coisas que enquanto crescemos eram naturais. Mais difícil quando as víamos junto aos que amamos. O meu Pai gostava de ver e eu via e também gostava porque gostava dele. Vamos continuar a ir aos nossos sítios a que íamos sempre juntos. Vamos a Moledo, a Ceuta, a Sevilha, a Mijas, ao Forte de Peniche, às Caldas do Luiz Pacheco, a Vilarelho ouvir o Maestro Coca-Cola Killer ensinar Bach às gentes do campo, vamos continuar a ir ao Estádio da Luz e a abraçarmo-nos dentro dos golos do Benfica, mas, Pai, a TVE para mim acabou.



    Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão.

    O animal sorve a vida de forma natural. Passa anos a comer ervinhas, a ver pores-do-sol, a esfocinhar amorosamente com outros animais. Vive a vida em liberdade, em campos abertos de luz, por onde pode correr, parar, dormitar, ficar só a ver. Ficar só a viver. Recebe arco-íris com uma chuvinha que lhe molha a língua e as dentolas, afasta borboletas e mosquitos com um espirro, ressona e acorda os pássaros da árvore onde está encostado. O animal não reflecte sobre o mundo, mas vive-o. Sobretudo, sente-o. Os elementos da natureza são-lhe prazenteiros. É-lhe natural ir beberricar aquela água, comer este molhe de ervas, cagar ou mijar onde lhe apetecer. O céu é-lhe natural, as nuvens e o Sol, os caminhos de terra, as plantas, os passarinhos. Aquela brisa que vem em Agosto com cheiro a cereais. Ele levanta a cabeça, fecha os olhos e sente-a. Não pensa sobre ela, mas sabe-a.

    De repente, uma arena! Um cubículo de areia com milhares de pessoas e vozes e urros! De repente, o horror. Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo. Encosta-se às tábuas, sente a madeira, procura um caminho para voltar para o campo. Está cercado. Cornetas, luzes, gritos. Rios de sangue escorrem-lhe pelo corpo. O peso das bandarilhas coloridas enquanto corre. Não entende aquilo, não sabe o porquê. Cansado, ofegante, em pânico, investe contra o carrossel de homens e cavalos que o rodeiam.



    Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade. O último sonho do toiro antes de morrer .

    sexta-feira, 14 de julho de 2017

    I Santo California -Torneró - Traduzido

    O Silêncio dos Lobos


    Pense em alguém poderoso.
    Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo?
    Os lobos não gritam.
    Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio.
    Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
    Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
    Exactamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
    Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
    Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
    Olhe… sorria… silencie… vá em frente.


    Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
    Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
    Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
    Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
    Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
    Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
    Você pode escolher o silêncio.
    Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:
    “Arrependo-me de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio.”


    Responda com o silêncio, quando for necessário.
    Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais, use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos.
    Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
    E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

    Escrito por Aldo Novak

    Beth Hart & Joe Bonamassa - Don´t Explain



    "Hush now, don't explain
    You're my joy and pain
    I'm glad you're back
    Don't explain

    Quiet, don't explain
    I'm missed with some dame
    Skip that lipstick
    Don't explain

    You know that I love you
    And what love endures
    Nothing rates above you
    And I'm so completely yours

    Cry to hear folks chatter
    And I know you cheat
    Right and wrong don't matter
    When you're with me, sweet

    Hush now, don't explain
    You're my joy and pain
    I'm glad you're back
    Don't explain

    You know that I love you
    And when love endures
    All my thoughts are of you
    When I'm so completely yours

    Cry to hear folks chatter
    And I know you cheat
    Right and wrong don't matter
    When you're with me, sweet

    Hush now, don't explain
    You're my joy and pain
    My life's yours, love
    Don't explain, don't explain"


    quinta-feira, 13 de julho de 2017


    O arquitecto Manuel Salgado, vereador da CML, com o pelouro do Urbanismo, autorizou a demolição do quartel de bombeiros mais moderno de Lisboa, que fica paredes meias com o Hospital da Luz (BES), pois este pretende expandir a sua área de construção...

    Agora aqui vai o melhor, que são meras coincidências:

    1º. O arquitecto Manuel Salgado é autor do projecto de expansão do Hospital da Luz!

    2º. O arquitecto Manuel Salgado é primo direito do Ricardo Espírito Santo Salgado!

    Este país é realmente uma pequena aldeia, não acham?!


    Esta notícia necessita de alguma explicação da sua história:


    1) O Hospital da Luz necessitava de terreno para expansão e com todo o direito, pelo valor que acrescenta à cidade, só podendo isto ser feito, para onde estava o quartel de bombeiros.

    2) A opinião da estrutura dos bombeiros era de que aquele quartel era necessário. (Está tudo na Internet).

    3) O óbvio seria o Hospital da Luz pagar a construção de um outro quartel naquela zona e trocá-lo pelo terreno que necessitava.

    4) A CML necessitava de dinheiro.

    5) O Arq. Manuel Salgado conseguiu a opinião de outra estrutura dos bombeiros em que era dito não ser necessário aquele quartel.

    6) A CML fez um leilão do terreno onde estava o quartel em causa e o único licitante, é claro, foi o Hospital da Luz.

    7) O Hospital da Luz contratou o escritório do filho do Arq. Salgado, que também é arquitecto, (o Arq. Salgado deixou de ser sócio quando entrou para a CML), para fazer o aumento do edifício principal.

    8) Aprendam como se fazem as coisas nas câmaras municipais, porque assim ficaram todos contentes..., menos os bombeiros.

    . . . porque me apeteces


    Eu amo a Natureza e as coisas que vou conquistando , ao longo desta minha caminhada .
    Amo o meu Cantinho , o quintal , os jardins , os gatos , os cães , a moto , a bicicleta . . .
    Também amo os meus amigos , familiares (aqueles que gostam de mim , claro !) .
    Amo o Sol , a Lua , as estrelas , o dia , a noite , o vento , a chuva . . .
    Amo aquele que considero "o meu mundinho" . . . todas as minhas coisas estão lá .

    Paixão é outra coisa . . . arrebata-me , transporta-me no espaço e no tempo , desassossega-me , desconjunta-me . . .
    Posso apaixonar-me por alguma coisa ou alguém , mesmo sem o seu conhecimento ou , sequer , permissão . . .
    Visitando uma Galeria de Arte , posso perfeitamente "apaixonar-me por uma obra" , mesmo que não tenha dinheiro para a adquirir . . . continuando , no entanto , a "amar as minhas coisitas" , por mais modestas e simples , que sejam .

    Claro que acontecem paixões ( serão antes ilusões !?) fugazes , que se esfumam , com o tempo , com maior ou menor grau de dificuldade , acabando por serem substituíveis ou compensáveis . . . mas outras acontecem , que são para sempre .
    Serão coisas do coração e não dos sentidos . . . eu acho !

    Apenas posso amar aquilo ou aquele que me está próximo , visível e , por outro lado , consigo apaixonar-me por alguma coisa ou alguém , mesmo que me seja , de todo , inacessível .
    Estou convicto de que o amor é coisa dos sentidos , não dependendo apenas de mim , enquanto as paixões . . . são coisas do . . . coração . . .

    Sei , por experiência própria , que também se pode amar de paixão .
    Eu amo-te de paixão .
    És a minha Utopia !
    . . . para que serve a Utopia !? Para continuar "caminhando" , acreditando sempre , que é possível alcançar . . .

    e sim . . . sei que sou louco .

    Alexandre

    quarta-feira, 12 de julho de 2017


    Alimentação saudável : comer sem pesticidas !


    JOÃO MIGUEL DE FREITAS - MÉDICO

    14 ABR 2017 / 02:00 H.

    Estou a escrever-vos este artigo com um autêntico “nó” na garganta. Ainda que, tal como a maioria das pessoas, tenha contactado com informação relativa à produção massificada de alimentos, quer de origem animal, quer vegetal, neste passado fim de semana, pude realizar um módulo de formação subordinado à contaminação dos nossos alimentos, que me deixou ainda mais preocupado.

    Quais são os alimentos que apresentam os maiores índices de pesticidas? O que fazer para consumir mantimentos com confiança e tranquilidade?

    De uma forma comum, somos “bombardeados” com a importância do consumo de alface, tomate, pepino, maçã, peixe, frango... alimentos de que, de uma forma geral, gostamos. Mas o pior é que são esses os alimentos que, geralmente, contêm as doses residuais mais elevadas de pesticidas, como DDT, capazes de agir sobre o nosso sistema endócrino e imune, ou seja, substâncias que podem alterar o nosso normal funcionamento.

    Este cocktail químico influencia-nos através de uma redução da fertilidade, de um aumento de alguns tipos de tumores, do aparecimento de diabetes mellitus e da obesidade. Estes componentes, infelizmente, estão também presentes em outros produtos que utilizamos diariamente, tais como: fármacos, cosméticos, embalagens, recipientes de plástico e até revestimentos de latas.

    A questão não é, de todo, simples! Por um lado, necessitamos de alimentos para uma população em crescendo, mas, por outro lado, é fundamental garantir que os mesmos alimentos são submetidos a controlos mais ou menos severos para garantir a saúde do consumidor. Ainda não se conhece bem os efeitos no nosso organismo de todas estas substâncias utilizadas para evitar o ataque de pragas e insetos e para melhorar a aparência e a durabilidade do que consumimos. Sabemos, sim, que os alimentos em que foram encontrados mais resíduos de pesticidas são: alface, tomate, pepinos, maçãs, pêssegos, pimentos, morangos, peixe criado em viveiros e animais submetidos a alimentação à base de ração (contendo restos animais, hormonas de crescimento e antibióticos). Os menos contaminados são: banana, cenoura, ervilhas, legumes e hortaliças protegidos por uma casca mais grossa, peixe capturado “selvagem” e animais criados sem suplementação alimentar.

    No dia-a-dia, e como consequência da crise económica que estamos a atravessar, sabemos que uma parte significativa da população consome de forma insuficiente frutas, verduras e legumes. Se a este aspeto associarmos alguns componentes tóxicos, esta situação sofre um claro agravamento que se vai refletir num aumento do número de casos de tumores, malformações congénitas, patologias endócrinas, neurológicas e mentais.

    O ideal para a saúde pública seria evitar ou reduzir ao máximo o consumo dos pesticidas nos cultivos e na alimentação em geral, mas é preciso ser realista: compete a cada um de nós a missão de eliminar parte do risco. Alguns aspetos fundamentais passam por lavar os produtos antes do seu consumo, por exemplo, no caso dos morangos e tomate, como o tóxico utilizado é de superfície, temos de lavar bem a parte externa do alimento com água para eliminar o risco. Para outros alimentos em que o produto penetra e afeta o seu interior, o aquecimento pode inativar os efeitos adversos dos pesticidas, excetuando o zinco e o estanho, já que, nestes casos, o aquecimento não elimina o perigo.

    Deixo 6 sugestões amigas para a sua mesa:

    1. Comprar, sempre que possível, alimentos frescos provenientes da agricultura orgânica onde não são utilizados pesticidas ou fertilizantes químicos. Por exemplo, procurar conhecer os produtores que não utilizam estes componentes;

    2. Lavar cuidadosamente as frutas e verduras com água e bicarbonato de sódio: não serve para remover completamente todos os pesticidas, porém ajuda na remoção de grande parte;

    3. Tirar a casca aos alimentos antes de consumi-los – os pesticidas têm maior concentração na porção externa;

    4. Comprar, de preferência, peixe “selvagem”;

    5. Aderir, com outras pessoas, a grupos de compra de produtos biológicos, tais como: frango, carne de vaca, porco, ovos, frutas e legumes. A associação estimulará o aparecimento de mais produtores deste modelo de produção;

    6. Sempre que possível, cultive alguma coisa, mantenha pequenas hortas no jardim, no quintal ou em zonas urbanas. Os resultados serão modestos, mas o tempo dedicado ao cultivo, para além de poder ser um ponto zero em tecnologias, feito apenas de convívio familiar, poderá possibilitar-lhe a produção de hortaliças e legumes com nenhum traço de pesticida, em condições controladas por si.

    Proteja a sua saúde, não a envenene!


    O presidente Lula é inocente. Por mais de três anos, Lula tem sido objeto de uma investigação politicamente motivada. Nenhuma evidência crível de culpa foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são descaradamente ignoradas. Este julgamento politicamente motivado ataca o Estado de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos de Lula. É uma grande preocupação para o povo brasileiro e para a comunidade internacional.

    O juiz Moro deixou seu viés e sua motivação política claros desde o início até o fim deste processo. Seu julgamento envergonhou o Brasil ao ignorar evidências esmagadoras de inocência e sucumbir a um viés político, ao mesmo tempo em que dirige violações contínuas dos direitos humanos básicos e do processo legal. O julgamento prova o que argumentamos o tempo todo - que o juiz Moro e a equipe do Ministério Público na Lava Jato foram conduzidos pela política e não pela lei.

    O presidente Lula tem sido vítima do lawfare, o uso da lei para fins políticos, famoso método foi usado com efeitos brutais em diversas ditaduras ao longo da história. Este julgamento politicamente e tendencioso mostra bem como os recursos judiciais do presidente Lula foram esgotados internamente e por que foi necessário encaminhar este caso para o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra.

    Ninguém está acima da lei, mas ninguém está abaixo da lei. O presidente Lula sempre cooperou plenamente com a investigação, deixando claro para o juiz Moro que o local para resolver disputas políticas são as urnas, não as cortes de justiça. A investigação teve um impacto enorme na família de Lula, sem deixar de mencionar sua esposa Marisa Letícia, que morreu tragicamente este ano.

    O processo foi um enorme desperdício do dinheiro dos contribuintes e envergonhou o Brasil internacionalmente. É tempo agora para reconstruir a confiança nas leis brasileiras e o juiz Moro deveria se afastar de todas suas funções.

    Nós provaremos a inocência de Lula em todas as cortes não tendenciosas, incluindo as Nações Unidas.

    Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, advogados do ex-presidente Lula.

    Morrissey - Everyday Is Like Sunday

    Everyday Is Like Sunday
    Trudging slowly over wet sand
    Back to the bench
    Where your clothes were stolen
    This is the coastal town
    That they forgot to close down
    Armageddon - come Armageddon!
    Come, Armageddon! Come!

    Everyday is like Sunday
    Everyday is silent and grey

    Hide on the promenade
    Etch a postcard
    "How I Dearly Wish I Was Not Here"
    In the seaside town
    ...that they forgot to bomb
    Come! Come! Come - nuclear bomb!

    Everyday is like Sunday
    Everyday is silent and grey

    Trudging back over pebbles and sand
    And a strange dust lands on your hands
    (And on your face...
    On your face ...
    On your face ...
    On your face ...)

    Everyday is like Sunday
    "Win Yourself A Cheap Tray"
    Share some greased tea with me
    Everyday is silent and grey

    https://www.youtube.com/watch?v=d0LeL9BUPtA

    terça-feira, 11 de julho de 2017

    O NOSSO MUNDO - Florbela Espanca



    Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
    Como um divino vinho de Falerno!
    Poisando em ti o meu amor eterno
    Como poisam as folhas sobre os lagos...


    Os meus sonhos agora são mais vagos...
    O teu olhar em mim, hoje, é mais terno...
    E a Vida já não é o rubro inferno
    Todo fantasmas tristes e pressagos!

    A vida, meu Amor, quer vivê-la!
    Na mesma taça erguida em tuas mãos,
    Bocas unidas hemos de bebê-la!

    Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
    Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...
    O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...

    art"fabian perez"

    Ghost (O Espírito do Amor)Tradução HD



    Oh,Meu amor,Minha querida
    Eu tenho Ansiado por teu toque
    Há um longo e solitário tempo
    O tempo passa Tão devagar
    E o tempo pode fazer tanto
    Tu ainda és minha?
    Eu Preciso do teu amor
    Que Deus traga Rápido o teu amor para mim
    Rios Solitários Correm
    Para o Mar,para o Mar
    Para os Braços abertos ao Mar
    Yeah
    Rios Solitários Suspiram
    _Espera por mim_,Espera por mim
    Eu vou voltar para casa
    Oh,Meu amor,Minha querida
    Eu tenho Ansiado por teu toque
    Há um longo e solitário tempo
    O tempo passa Tão devagar
    E o tempo pode fazer tanto
    Tu ainda és minha?
    Eu Preciso do teu amor
    Que Deus traga Rápido o teu amor para mim

    Ghost (O Espírito do Amor)Tradução HD

    segunda-feira, 10 de julho de 2017

    VANGELIS - Conquest of Paradise (HQ Sound, HD 1080p) Lexi's

    Nosso amor esfumou-se. Para além da curva do tempo. Como deserto feito de mar. Chega mais perto de mim, amor. Preciso de te falar de nós. Dos barcos que naufragam nas minhas lágrimas. Contar-te das velas que morrem deitadas no meu sal. Os teus lábios são água, a minha boca é sede. Mas tu estás longe e eu sedento. Sou espera e muita saudade. Procuro-te. Há uma mágoa que arde, arde, arde. Atrás dos montes, das cinzas. Quando as nossas mãos se enlaçavam eram livros e vinho. Beijos e desejo. Os teus olhos eram horizontes luminosos. Neles mergulhava sem sufocar. Espreitava a tua claridade sem cegar. Queria viver em ti. Ser o teu sonho mais puro. Agora, amor, sinto tanto os frios. E morrem-me as palavras no escuro da insónia. Chega mais perto de mim, amor.


    Quando "partem teu coração"
    em pedacinhos tão pequenos
    que nem sabes
    por onde começas a colar.
    Vem a vida e te ensina
    que podes fazer um tal "mosaico",
    cujas emendas viram enfeite
    e ele pode bem "bonitinho" ficar.
    Mesmo que digam que "bonitinho"
    é o feio melhorado, disfarçado de belo...
    Não há como negar... "Mosaico de Coração"
    não passa de cacos de dor
    que a esperança teima em juntar.
    CikaParolin


    quinta-feira, 6 de julho de 2017

    NÃO VÁS EMBORA



    Posso tudo perder

    Além do que já perdi.
    Mas a ti não,
    ... Que és tudo para mim!


    Mendigo com prazer
    Apenas para te ter,
    Que outra coisa não quero
    Além de ti.

    Tanto te quero que falta
    Não sinto do que não tenho.
    Tu me bastas em muito, em tudo!

    Porque sem ti, as rosas murcham,
    As flores caem, o Inverno chega,
    O mundo acaba para mim.
    Sinto um frio inconsolável...
    Preciso de ti!

    Fernando Figueirinhas


    quarta-feira, 5 de julho de 2017

    Pink Floyd - Wish You Were Here

    GARY MOORE - One Day

    Poema dos Amigos


    Pintor: Eugene de Blaas

    Não posso dar-te soluções
    Para todos os problemas da vida,
    Nem tenho resposta
    Para tuas dúvidas ou temores,
    Mas posso ouvir-te
    E compartilhar contigo.

    Não posso mudar
    O teu passado nem o teu futuro.
    Mas quando necessitares de mim
    Estarei junto a ti.

    Não posso evitar que tropeces,
    Somente posso oferecer-te a minha mão
    Para que te sustentes e não caias.

    As tuas alegrias
    Os teus triunfos e os teus êxitos
    Não são os meus,
    Mas desfruto sinceramente
    Quando te vejo feliz.

    Não julgo as decisões
    Que tenhas na vida,
    Limito-me a apoiar-te,
    A estimular-te
    E a ajudar-te, sem que me peças.

    Não posso traçar-te limites
    Dentro dos quais deves actuar.
    Mas sim, oferecer-te o espaço
    Necessário para cresceres.

    Não posso evitar o teu sofrimento
    Quando alguma mágoa
    Te parte o coração,
    Mas posso chorar contigo
    E recolher os pedaços
    Para armá-los novamente.

    Não posso decidir quem foste
    Nem quem deverás ser,
    Somente posso
    Amar-te como és
    E ser teu amigo.

    Todos os dias, penso
    Nos meus amigos e amigas,
    Não estás acima,
    Nem abaixo, nem no meio,
    Não encabeças
    Nem concluis a lista.
    Não és o número um
    Nem o número final.

    E tão pouco tenho
    A pretenção de ser
    O primeiro
    O segundo
    Ou o terceiro
    Da tua lista.
    Basta que me queiras como amigo.

    Dormir feliz.
    Emanar vibrações de amor.
    Saber que estamos aqui de passagem.,
    Melhorar as relações.
    Aproveitar as oportunidades.
    Escutar o coração.
    Acreditar na vida.

    Obrigado, por seres meu amigo.

    José Luís Borges.
    http://youtu.be/MuhzV1Up4ys

    segunda-feira, 3 de julho de 2017


    Isto está bonito . . . está ! Continuem a votar na corja . . .

    . . . é claro que Forças Armadas "armadas" poderiam ser um perigo para toda esta canalha que nos vem (des)governando . . .


    AOFA - Associação de Oficiais das Forças Armadas

    Coronel António Feijó - "DEIXEMO-NOS DE FANTASIAS"

    O que aconteceu com o paiol de Tancos foi realizado por quem sabe e tem capacidade para o fazer, não olhando a meios, incluindo, muito provavelmente, a eliminação de quem, eventualmente, se lhes opusesse. Poder-se-á aventar a hipótese que, se por acaso, a ronda militar apanhasse em flagrante este grupo, muito provavelmente seria neutralizada ou até eliminada. E sabem porquê? É que as sentinelas nos nossos quartéis andam sem carregadores municiados nas armas e apenas dispõem de um outro, nas cartucheiras, com poucos cartuchos e lacrado. Em resumo: NÃO PODEM DEFENDER AS INSTALAÇÕES QUE LHES SÃO CONFIADAS, MESMO QUE O QUEIRAM: retirar o carregador vazio, deslacrar o que levam na cartucheira, colocá-lo na arma e disparar é uma impossibilidade, porque antes - já foram desta para melhor.
    E isto a que é devido? A uma directiva política que proíbe os militares de defenderem o que é da sua responsabilidade. Não têm cobertura legal e, por conseguinte, há uma ausência de regras de empenhamento conformes que lhes dêem a capacidade de serem oportunos no cumprimento da a sua missão com eficiência e eficácia. Assim, actualmente, se uma sentinela, no exercício da sua missão, disparar a sua arma em defesa do pessoal, das instalações ou do material que lhe estão confiados, uma coisa é certa: está metido numa encrencada que pode resultar na sua prisão e pagar grossa indemnização ao(s) "coitado(s)" de um ou mais assaltantes.
    Continuando: o Exército está a cumprir com grande dificuldade as suas missões - que lhes são cometidas pelo poder político -como deve ser - à custa de enormes sacrifícios dos seus militares - que os fazem devido ao seu inexcedível profissionalismo, ao espírito do Dever e, principalmente, ao seu amor à Pátria.
    Este Ramo das FFAA está a trabalhar aquém dos mínimos em pessoal. Segundo consta, tem menos de uma dezena de milhar de homens nos quadros orgânicos aprovados. Mesmo assim, não regateia esforços e, exemplo disso, é a sua presença na Colômbia, no Mali, no Afeganistão, Iraque e em outras partes do Mundo. Por cá, encontramo-lo nos treinos operacionais para render os seus militares nos Teatro de Operações onde estão empenhados, apoiar as populações desprotegidas e a combater incêndios com grande eficiência e descrição.
    A descredibilização da Defesa e a Segurança do País tem sido uma constante dos agentes políticos que têm exercido o poder, sejam de que partido forem. Olham para a estrutura do Estado, como uma sua quinta para colocarem os seus boys na manjedoura do orçamento. E se dúvidas houver, basta olhar para a Protecção Civil e SIRESP. Choram lágrimas de crocodilo. Já é tempo de dizer BASTA!

    . . . num mundo de valores , não compro nem vendo . . . apenas troco . . .



    Você pode controlar a diabetes, melhorar o fígado e tratar problemas nos rins de uma maneira muito simples.

    Infelizmente, na maioria das vezes, as pessoas desconhecem os tratamentos naturais e gastam com remédios caros e com composição química nociva.

    Neste post, você vai aprender um remédio caseiro com três maravilhosas sementes: alpiste, amêndoas e abóbora/jerimum.

    No entanto, basta um pouco de conhecimento para saber que alpiste é uma das sementes mais milagrosas do mundo.

    Experiências realizadas com pacientes voluntários mostraram que o alpiste pode combater várias doenças, graças à capacidade de gerar enzimas e proteínas para o corpo humano.

    O melhor de tudo é que o alpiste é um perfeito anti-inflamatório para órgãos, como fígado, rins e pâncreas.

    Além disso, ele pode curar doenças hepáticas, limpar o aparelho urinário e eliminar o excesso de líquido que se acumula no corpo.

    Quer mais?

    O alpiste é tão poderoso que normaliza a pressão arterial e cura gastrite e úlceras.

    Ah, estamos falando do alpiste que também serve de alimento para aves, OK?

    Agora aprenda a receita:




    INGREDIENTES


    1 litro de água mineral

    40g de amêndoas descascadas

    5 colheres (sopa) de alpiste

    50g de sementes de abóbora

    MODO DE PREPARO

    Coloque num recipiente o alpiste, as amêndoas e as sementes jerimum de molho na água.

    Feito isso, coe e leve as sementes para bater no liquidificador com 1 litro de água mineral ou filtrada.

    Em seguida, passe a mistura numa peneira grossa.

    Pronto!

    A bebida já pode ser consumida.

    Coloque na geladeira e vá consumindo durante o dia.

    Crying In The Rain A-ha (TRADUÇÃO) HD (Lyrics Video)

    domingo, 2 de julho de 2017

    . . . claro que não julgo , né ?!

    Heaven - tradução

    Nicki Parrott - I Will Wait For You

    If it takes forever I will wait for you
    For a thousand summers I will wait for you
    Till you're back beside me, till I'm holding you
    Till I hear you sigh here in my arms

    Anywhere you wander, anywhere you go
    Every day remember how I love you so
    In your heart believe what in my heart I know
    That forevermore I'll wait for you

    The clock will tick away the hours one by one
    And then the time will come when all the waiting's done
    The time when you return and find me here and run
    Straight to my waiting arms

    If it takes forever I will wait for you
    For a thousand summers I will wait for you
    Till you're here beside me, till I'm touching you
    And forevermore sharing our love

    Till you're here beside me, till I'm touching you
    And forevermore I will wait for you

    Fabrizio Paterlini - Conversation With Myself

    sábado, 1 de julho de 2017


    "Quero um amor que leia a pele. Que mergulhe pelos olhos e cause arrepios na Alma. Que faça canções aos meus ouvidos, que colheu nas notas da Música das Esferas. E quando me olhar eu sinta o sabor das manhãs ensolaradas. Que ao ouvir a sua voz, seja como se pisasse nas estrelas. Que o seu abraço tenha o aconchego das noites enluaradas. E que seu coração soe no compasso do som do meu coração. E quando em seus braços sentir que neste abraço é o melhor lugar do mundo para estar."

    ~ Rosiana Ni Carvalho