terça-feira, 31 de outubro de 2017
domingo, 29 de outubro de 2017
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
Ivar Corceiro
A Minha Mãe E Um Saco De Tempo
Perdi a conta às más notícias que dei à minha mãe durante a minha vida. Dei algumas boas também, mas por qualquer motivo sinto que dei mais más do que boas. Uma delas foi que tinha perdido o emprego e estava sem dinheiro. Dessa vez, como em todas as outras, a primeira resposta da minha mãe foi sorrir e dizer que tudo tem solução.
A minha mãe não sabe, mas nesses momentos ensinou-me sempre que um sorriso pode salvar uma vida. É que uma vida inteira pode ter milhões e milhões de segundos, mas tem que se salvar em cada um que passa.
Foi também assim que aprendi a parar no tempo, esse monstro invisível que me estava a matar. Foi o tempo de estudar, o tempo de casar, o tempo de constituir família, o tempo de ter um emprego tão bom quanto o dos outros, o tempo de ter um carro e o tempo de ter uma casa. Foram vários tempos com tempo para tudo menos para viver.
E então parei e meti esse tempo todo num saco.
Andei por aí. Do que me lembro é de ter lido um livro no topo duma montanha, de ter ouvido uma música numa praia e de me ter apaixonado num jardim. Às vezes com dinheiro, outras vezes sem, mas sempre com o tempo todo só para mim. Ainda hoje vivo assim, com os outros a viverem mais depressa do que eu, e lembro-me sempre da minha mãe a sorrir e a dizer que tudo tem solução.
Talvez não haja outro truque nesta vida do que viver sem pressas, mas a pressa de viver não nos deixa percebê-lo. Digo-o eu agora, que quando espreito o saco do meu tempo passado reparo naquilo que não reparei quando o vivi.
Foi a minha mãe que mo ensinou.
sábado, 21 de outubro de 2017
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

quarta-feira, 18 de outubro de 2017
domingo, 15 de outubro de 2017
sábado, 14 de outubro de 2017
Coldplay & Big Sean - Miracles (Someone Special) - Official Lyric Video
My father said never give up son
Just look how good Cassius become
Mohammed, Mahatma, and Nelson
Not scared to be strong
Now you could run and just say they’re right
No there’ll never be no one in my whole life
Or you could turn and say no wait they're wrong
And get to keep on dancing all life long
My father said never give up son
Just look what Amelia and Joan done
Or Rosa, Teresa their war won
Not scared to be strong
Now you could run and just say they’re right
No I’ll never be no one in my whole life
Or you could turn and say no wait, they’re wrong
And get to keep on dancing all life long
Yeah you could be someone special
You've got bright in your brains
And lightning in your veins
You'll go higher than they've ever gone
In you I see someone special
You've got fire in your eyes
And when you realize
You'll go further than we've ever gone
Just turn it on
Look I paid my intuition I couldn't afford tuition
My funds was insufficient, it felt like I'm in prison
And suddenly I realized I had to set my mind free
I was trusting statistics more than I trust me
Get a degree, good job, 401k
But I’m trying to turn k’s to m’, what does it take?
And maybe I could be the new Ali of music prolly
Instead of doing it just as a hobby
Like these boys told me to
I guess you either watch the show or you show ‘em proof
Prove it to them or you prove it to yourself
But honestly it's better if you do it for yourself
Never complacent till we hit the oasis
One life don't waste it feel my heart races
Success I taste it, ah
Ah we on the verge of getting every single thing
That we deserve
Yeah you could be someone special
You've got fire in your eyes
I see heaven inside
You'll go further than we've ever gone
In you I see someone special
You've got bright in your brains
You can break through those chains
You'll go higher than we've ever gone
Just turn it on
In you I see someone special
Don't go to war with yourself
Just turn, just turn, just turn it on
And you can't go wrong
Imagine Dragons - Thunder
Just a young gun with a quick fuse
I was uptight, wanna let loose
I was dreaming of bigger things
And wanna leave my own life behind
Not a yes sir, not a follower
Fit the box, fit the mold
Have a seat in the foyer, take a number
I was lightning before the thunder
Thunder, thunder
Thunder, thun', thunder
Thun-thun-thunder, thunder, thunder
Thunder, thun', thunder
Thun-thun-thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder
Thunder, thunder
Thunder
Kids were laughing in my classes
While I was scheming for the masses
Who do you think you are?
Dreaming 'bout being a big star
You say you're basic, you say you're easy
You're always riding in the back seat
Now I'm smiling from the stage while
You were clapping in the nose bleeds
Thunder
Thunder, thun', thunder
Thun-thun-thunder, thunder, thunder
Thunder, thun', thunder
Thun-thun-thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder
Thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder, thunder
Thunder, feel the thunder
Lightning and the thunder, thunder
Thunder, thunder, thunder
Thun-thun-thunder, thunder
Thunder, thunder, thunder
Thun-thun-thunder, thunder
Thunder, thunder, thunder
Thun-thun-thunder, thunder
Thunder, thunder, thunder
Thun-thun-thunder, thunder
domingo, 8 de outubro de 2017
sábado, 7 de outubro de 2017
terça-feira, 3 de outubro de 2017
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
domingo, 1 de outubro de 2017
Não se esqueçam de ser coerentes , de votar sempre nos mesmos ! Aqui no cavaquistão , em Vagos , com a excepção de uma ou outra colagem (surpreendente ou talvez não . . .) aos ganhadores vitalícios do pêpêdê-pêéssedê . . . tudo na mesma cumá lesma . . .

Arminda Ribau Eu voto em ti para comentador político!

Alexandre Sarabando . . . ainda ias presa ! Não vês o que está a acontecer na Catalunha ?! Eleições para "comentadeiros" políticos . . . não estão previstas na constituição . . . mas agradeço-te na mesma , amiga
;)
:p
Arminda Ribau Já me informaram de que poderia ser "incomodada" pela minha "ousadia".

Alexandre Sarabando . . . vou eliminar este "post" . . . antes que se faça tarde . . .

Arminda Ribau Mas eu não me incomodo com coisas vis. Só com assuntos sérios.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo
RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo: Este é um excelente texto escrito por Manuela Cadellias,
terça-feira, 26 de setembro de 2017
sábado, 23 de setembro de 2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor...não cante
o humano coração com mais verdade...
amo-te como amigo e como amante
numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
e te amo além, presente na saudade
amo-te, enfim, como grande liberdade
dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
de um amor sem mistério e sem virtude
com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim,muito e amiúde
é que um dia em teu corpo, de repente
hei-de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Morais, in" O Operário em Construção"
youtu.be/XhcWkSeoE88
Vinícius de Morais & Carlos Jobin * A felicidade / Água de Beber
Pintor: Andrei Protsui
domingo, 17 de setembro de 2017
Over The Rhine - I Want You To Be My Love
I want you to be my love
I want you to be my love
'Neath the moon and the stars above
I want you to be my love
I want you to know me now
I want you to know me now
Break a promise make a vow
I know you want me now
Like I want you
I want you to be my love
I want you to be my love
'Neath the moon and the stars above
I want you to be my love
'Cause I want you
I know all you
All you've been through
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
É PRECISO...
É preciso partir
para lembrar
chegar
para recordar
falar
para não esquecer
chorar
para aliviar
aceitar
para não magoar
sorrir
para esconder
amar
para continuar
lutar
para sobreviver
ouvir cantar
para pensar
abraçar
para sentir
respeitar
para ser respeitado
É preciso calar
até o momento chegar
é preciso não esquecer
que sem amigos
não é possível viver
(Xica)
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Visão de um cubano sobre o furacão Irma
Irma, mulher furiosa, que, com seu andar destruidor, nos dá uma lição de política prática.
Anuncia que vai para Cuba e que daí viajará, como qualquer balseiro, rumo à Flórida para buscar o sonho americano.
Oh, surpresa! O sonho americano consiste num grito que diz “lá vem o Irma, salve-se quem puder”. As pessoas correm ao supermercado para acumular comida até desabastecê-lo totalmente. As pessoas, em seus carros, procedem à evacuação gerando o bloqueio das vias. As pessoas pensam se está em dia o pagamento do seguro.
A população da Flórida foge do Irma. Em sua fuga, a gasolina se esgota e as vias se engarrafam com a quantidade de carros. Em seu fuga, movida por combustível fóssil, garantem que virão mais furacões ainda maiores.
Darwinismo social, sobrevive quem tem.
Em Cuba, pequena ilha bloqueada e solidária, de imediato formam-se as brigadas de trabalho, que são a forma organizada de defender o outro, o vizinho, o irmão, o desconhecido. Uns põem a comida e os medicamentos de todos a salvo; outros se ocupam de lhe fazer manutenção do saneamento básico para mitigar as inundações; podam-se as árvores para que os ramos não sejam projéteis assassinos; ocupam-se de levar as pessoas a refúgios e instalações militares seguras. Ante o perigo coletivo, o plural é a resposta. A ira do Irma encontra um povo, por amor e por dever reunido.
Antes de morrer, Irma saberá que sua ira é inútil quando há um muro de corações que se juntam.
Sergio Serrano (@Cubanamera)
domingo, 10 de setembro de 2017
UMA VERDADEIRA MISÉRIA NA COREIA DO NORTE, SEM O CAPITALISMO!
Emprego: pleno emprego, não existe desemprego.
Moradia: governo fornece de forma gratuita.
Saúde: gratuita. Um médico para cada grupo de 10 a 15 famílias. Hospitais de especialidades.
Educação: gratuita em todos os níveis. 35% dos estudantes têm acesso a Universidade. Erradicação do analfabetismo. Ensino a distância.
Cultura: teatro, música, artes plásticas, cinema e valorização da cultura nacional. Excelentes museus.
Lazer: parques de diversões, pistas de skate, patinagem no gelo, golfe, quadras de desportos, circos, zoológicos, parques aquáticos, estação de esqui, colónias de férias e forte turismo interno.
Tecnologia: celulares, computadores, TV (cinco canais), TV tela plana e Internet. Energia nuclear, hidroelétrica e recentemente solar e eólica.
Indústria pesada, ligeira, nuclear e aeroespacial: fabricação de navios, trens, pequenas aeronaves, motos, carros, tratores, máquinas agrícolas, informática, alimentos, roupas, sapatos, móveis, bomba atómica, bomba H, mísseis balísticos, satélites de comunicação etc.
Drogas ilícitas: não existe drogas nem tráfico. Proibido.
Reforma agrária: aconteceu na década de 1940. As terras são do estado. Camponeses se organizam em cooperativas.
Prostituição: inexistente e é proibida.
Transportes: autocarros, trens, metro, bondes, bicicletas, táxi e avião. Companhia aérea Air Koryo com 35 aeronaves de fabricação russa.
Segurança alimentar: cada família recebe mensalmente cupons para trocar por: arroz, soja, legumes, frutas, bombons, cervejas, chá e roupas íntimas.
Impostos: todos os impostos foram abolidos em 1974.
Lixo: cada família leva no posto de coleta do bairro e recebe dinheiro por isso. O lixo é reciclado.
Trânsito: não existe um trânsito intenso. Existe a política do governo que definiu que as pessoas trabalhem perto de casa. O transporte público custa na generalidade entre 15 e 20 cêntimos do Euro. Crianças, estudantes, reformados e militares não pagam.
Serviço funerário: gratuito e o defunto é cremado. O costume de enterrar só existe nas pequenas vilas do interior.
Comida: diversificada; carne de porco e pato, legumes, arroz, soja e frutas. A fruta nacional é a maçã. Comem tomate como fruta. Aliás, é uma fruta. Comida muito apimentada. Kimchi é o prato nacional - conserva de acelga apimentada. Tomam cerveja, aguardente de arroz e licor. Muito chá de cevada. Ótima água mineral. Refrigerantes de vários sabores, sendo os mais populares de maçã e de morango. Sorvetes e chocolates não são muito doces. O paladar para doce deles é diferente dos ocidentais. Comem pouco doces.
Salários: três níveis salariais. Os maiores são dos cientistas, professores, camponeses cooperados, mineiros e trabalhadores da indústria da pesca.
Ruas: limpas com ausência de pedintes, drogados, sem-tetos e crianças ao relento.
Desportos nacionais: futebol, voleibol, basquetebol, levantamento de peso e ténis de mesa.
Roupas: homens usam muito roupas sociais e as mulheres são bem vestidas. Usam maquilhagem, muitos sapatos e sandálias de salto alto. Adereço e brilhos nas roupas. Usam o Handok - roupa típica em ocasiões especiais.
Religião: católica, chandoísmo, budismo e ortodoxa russa. Só 2% da população pratica algum tipo de religião.
Campos Victor
A Coreia do Norte é uma afronta ao mundo 'civilizado'.
Não pagam impostos?
Não há putas?
A saúde é grátis?
Reforma Agrária?
Os pescadores ganham tanto como os Professores, como os Camponeses, como os Cientistas?
Não há nada para 'snifar', nem para meter na veia?
Bah!!! Acabem com essa merda de país, como acabaram com a Líbia, como estão fazendo à Síria e tantos outros.
VIVA a Democracia ocidental!
Morte aos comunas!
VIVA o cavaco!
VIVA o trump!
VIVA o barroso!
coelhos ao poder, JÁ!
Pim! Pam! Pum!
Fernando P. Pereira
sábado, 9 de setembro de 2017
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Mallu Magalhães - Velha e Louca
Pode falar que eu não ligo
Agora, amigo
Eu tô em outra
Eu tô ficando velha
Eu tô ficando louca
Pode avisar que eu não vou
Oh oh oh
Eu tô na estrada
Eu nunca sei da hora
Eu nunca sei de nada
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom
Pode falar que nem ligo
Agora eu sigo
O meu nariz
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca
Pode falar, não importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom
https://www.youtube.com/watch?v=f7UBDGt8VK8
domingo, 3 de setembro de 2017
sábado, 2 de setembro de 2017
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Encontros
Nos encontros do caminho
O meu amor,
Tropeçou no teu destino.
Amei-te o cheiro
E o jeito de dormir,
Amei-te o riso
E os acordes do peito,
Amei-te o gesto
E a vontade.
Amei-te a alma
E o charme,
Amei-te a viagem
No calor do prazer,
Amei-te a distância
Até ao sol nascer.
Amei-te os segredos
E os pecados,
Amei-te o provocar
Pela madrugada,
Amei-te o adeus
Apertado.
Amei-te por um dia
Querendo-te toda vida,
Amei-te a mentira
Na hora errada,
Amei-te numa ilusão
De porta fechada.
Mas...
Amei-te tanto!
Carla Tavares
Fiquei doido , fiquei tonto . . .
Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...
Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p´ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.
Ah que tontura e que fogo!
Se eu estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Pedida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.
Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado em teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos céus.
Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.
Fernando Pessoa.
(Pessoa Por Conhecer)
http://youtu.be/j1yJD72iO-o
Quem De Nós Dois.
Pintor: Al Buel
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
VENTO
Passaram os ventos de agosto, levando tudo.
As árvores humilhadas bateram, bateram com os ramos no chão.
Voaram telhados, voaram andaimes, voaram coisas imensas;
os ninhos que os homens não viram nos galhos,
e uma esperança que ninguém viu, num coração.
Passaram os ventos de agosto, terríveis, por dentro da noite.
Em todos os sonos pisou, quebrando-os, o seu tropel.
Mas, sobre a paisagem cansada da aventura excessiva -
sem forma e sem eco,
o sol encontrou as crianças procurando outra vez o vento
para soltarem papagaios de papel.
Cecília Meireles,
Diz-me por favor onde não estás
em qual lugar posso não te ver,
onde posso dormir sem te lembrar
e onde relembrar sem que me doa.
Diz-me por favor onde posso caminhar
sem encontrar as tuas pegadas,
onde posso correr sem que te veja
e onde descansar com a minha tristeza.
Diz-me por favor qual é o céu
que não tem o calor do teu olhar
e qual é o sol que tem luz apenas
e não a sensação de que me chamas.
Diz-me por favor qual é o lugar
em que não deixaste a tua presença.
Diz-me por favor onde no meu travesseiro
não tem escondida uma lembrança tua.
Diz-me por favor qual é a noite
em que não virás velar meus sonhos.
Que não posso viver porque te espero
e não posso morrer porque te amo.
Gustavo Alejandro Castiñeiras
Atribuído a Borges. Nome original: Poema de un Recuerdo)
em qual lugar posso não te ver,
onde posso dormir sem te lembrar
e onde relembrar sem que me doa.
Diz-me por favor onde posso caminhar
sem encontrar as tuas pegadas,
onde posso correr sem que te veja
e onde descansar com a minha tristeza.
Diz-me por favor qual é o céu
que não tem o calor do teu olhar
e qual é o sol que tem luz apenas
e não a sensação de que me chamas.
Diz-me por favor qual é o lugar
em que não deixaste a tua presença.
Diz-me por favor onde no meu travesseiro
não tem escondida uma lembrança tua.
Diz-me por favor qual é a noite
em que não virás velar meus sonhos.
Que não posso viver porque te espero
e não posso morrer porque te amo.
Gustavo Alejandro Castiñeiras
Atribuído a Borges. Nome original: Poema de un Recuerdo)
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Chico Buarque (Teaser "As Caravanas")
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará — do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o combio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá — é o bicho, é o buchicho é a charanga
Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
Diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré
Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné
Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão
E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Irajá, o combio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá — é o bicho, é o buchicho é a charanga
Em sungas estufadas e calções disformes
Diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Mark Knopfler - Why Worry
Baby, I see this world has made you sad
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby, I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
And turn your blue skies into gray
Why worry
There should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Why worry now
Baby, when I get down I turn to you
And you make sense of what I do
And though it isn't hard to say
But baby, just when this world seems mean and cold
Our love comes shining red and gold
And all the rest is by the way
Why worry
There should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Why worry now
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby, I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
And turn your blue skies into gray
Why worry
There should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Why worry now
Baby, when I get down I turn to you
And you make sense of what I do
And though it isn't hard to say
But baby, just when this world seems mean and cold
Our love comes shining red and gold
And all the rest is by the way
Why worry
There should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now
Why worry now
Chico Buarque - "As Caravanas" (Vídeo Oficial)
CARAVANAS (Chico Buarque)
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
E um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará - do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá - é o bicho, é o buchicho, é a charanga
Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
Diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré
Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné
Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão
E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Esqueçamos as palavras, as palavras:
As ternas, caprichosas, violentas,
As suaves de mel, as obscenas,
As de febre, as famintas e sedentas.
Deixemos que o silêncio dê sentido
Ao pulsar do meu sangue no teu ventre:
Que palavra ou discurso poderia
Dizer amar na língua da semente?
José Saramago,
art"daria endresen"

As ternas, caprichosas, violentas,
As suaves de mel, as obscenas,
As de febre, as famintas e sedentas.
Deixemos que o silêncio dê sentido
Ao pulsar do meu sangue no teu ventre:
Que palavra ou discurso poderia
Dizer amar na língua da semente?
José Saramago,
art"daria endresen"

Portugal devastado: rotina ou terrorismo?

José Goulão
QUINTA, 17 DE AGOSTO DE 2017
O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.
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CréditosPaulo Cunha / Agência Lusa
O terrorismo tem mil caras. Lançar o terror contra pessoas comuns e quase sempre indefesas, ou atemorizar populações e devastar países usando os cidadãos apavorados como reféns são práticas que preenchem os nossos dias num mundo que, pela mão de dementes usando o poder acumulado por conglomerados do dinheiro, caminha para inimagináveis patamares de destruição.
Portugal tem tido a sorte de ser poupado pelo terrorismo, diz-se e repete-se, por vezes com inflexões de um misticismo bolorento próprio de pátrias «escolhidas» para auferir das mercês do sobrenatural. Uma interpretação com curtos horizontes e vistas estreitas, características cultivadas por uma comunicação social habilmente arrastada para realidades paralelas e que reduz o terrorismo dos nossos dias ao estereótipo do muçulmano fanático imolando-se com explosivos à cintura, ou atropelando a eito, não se esquecendo de deixar o cartão de identidade, intacto, num local de crime reduzido a destroços humanos e amontoados de escombros.
Assim sendo, deixa de ser terrorismo, por exemplo, o que a NATO fez na Líbia, o que Israel pratica em Gaza, os massacres que as milícias nazis integradas no exército nacional da Ucrânia «democratizada» cometeram, por exemplo, na cidade de Odessa.
Olhando em redor, porém, é imperativo que cada um de nós estilhace a dependência em relação a um conceito de terrorismo que corresponde a uma ínfima parte da gravidade do fenómeno global. Só assim alongaremos os horizontes e alargaremos as vistas que permitirão reflectir a sério, e profundamente, sobre a realidade que devasta Portugal e que, com uma irresponsabilidade e uma inevitabilidade próprias de uma cultura tecnocrática e desumana, chegou a ser conhecida como «a época dos incêndios».
Se quisermos reflectir livre e abertamente sobre o maior número possível de aspectos da situação com que nos confrontamos é imprescindível associar o poder destruidor e aterrador dos incêndios deste ano ao quadro político-social que vivemos em Portugal; e também à memória que em muitos ainda estará viva e que outros poderão consultar junto dos mais velhos ou das fontes de uma época que dista 42 anos. Chamaram-lhe o «Verão quente de 1975».
Pois nesse «Verão quente», assim baptizado não por causa do terrorismo incendiário mas de uma instabilidade política inerente às situações revolucionárias e também organizada, em grande parte, por conspiradores externos, internos e todos os outros manobradores integráveis no diversificado círculo dos contrarrevolucionários, multiplicaram-se as práticas terroristas.
Houve os assassínios políticos puros e duros, os assaltos às sedes dos partidos de esquerda, quase sempre culminados com incêndios, a intimidação e perseguição de democratas em regiões onde o salazarismo campeava como se nada tivesse acontecido, forçando a restauração de situações de clandestinidade; e houve os incêndios: no Alentejo, ferindo a Reforma Agrária, que depois viria a ser assaltada e liquidada em nome da «normalidade», da «estabilidade», enfim, da «democracia do arco da governação»; e que deflagraram também em muitas outras regiões do país onde não ameaçavam os grandes interesses económicos estabelecidos – desde logo protegidos pela contrarrevolução – caracterizadas por populações economicamente mais débeis, socialmente vulneráveis, presas fáceis das mensagens contra a «indisciplina», a «balbúrdia» e todos os outros nefastos efeitos atribuídos à revolução.
Hoje os tempos são outros, mas quem dispuser de olhos para ver não terá dificuldade em encontrar pontos de contacto. A própria comunicação social, no seu afã recadeiro de apontar culpados e responsáveis pelas causas e consequências da interminável vaga de incêndios, abre interessantes pistas de análise e, por certo involuntariamente, ajuda a estabelecer diferenças gritantes entre a tragédia deste ano e as rotineiras «épocas de incêndios».
Sem precisar de evocar essas discrepâncias, é evidente que o actual governo português, pesem embora as suas subserviências, que são também fontes das suas fragilidades, não goza das simpatias dos interesses que gerem a União Europeia, a NATO, enfim das gentes que dirigem o mundo. Tal como em 1975, mesmo que as semelhanças sejam pouco mais que imperceptíveis.
Porém, nunca como agora, nos tempos da «estabilidade», um governo foi atado ao pelourinho dos responsáveis pela vaga estival de incêndios, tanto pela oposição como pela comunicação social. São conjecturas, especulações, exigências de demissões, acusações levianas de incompetência, sucessivas adivinhações sobre «remodelações ministeriais», aproveitamentos necrófilos das vítimas, mentiras sobre suicídios e outras desgraças – o quadro é tão conhecido que não vale a pena prosseguir com a enumeração das malfeitorias.
As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos, quando o verdadeiro pecado do executivo, nesta matéria, é sujeitar-se a mendigar investimentos a sociopatas, pondo liminarmente de lado o dever de colocar tais entidades ao serviço dos portugueses e às ordens do Estado Português, porque manipulam interesses estratégicos dos cidadãos nacionais, prejudicando-os.
No meio da altercação passa de fininho o facto mais repugnante das manobras: foi a actual oposição quem entregou esses serviços fundamentais a entidades que nem querem ouvir falar em pessoas e nos inconvenientes que provocam ao bem-estar do mercado.
«As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos»
Indo por este caminho, porém, perder-nos-íamos em atalhos da política de bordel e nunca chegaríamos ao patamar de reflexões que a situação dos incêndios em Portugal exige.
O princípio da abordagem é tão óbvio que a comunicação social foge dele como o diabo da cruz: o fogo que alastra em Portugal, sem descanso, resulta da acumulação de incêndios isolados provocados por fenómenos naturais ou pela demência de pirómanos? Ou é uma vaga terrorista organizada para devastar o país, delapidar o que resta da sua riqueza natural e impedir o governo de governar até que mãos salvadoras venham encarreirar a pátria nos trilhos de onde jamais deveria ter saído?
Estamos, obviamente, a lidar, com uma teoria da conspiração.
Assim era também o argumento fatal em 1975, como muitos se recordarão. No entanto, na sombra, organizações terroristas como o ELP («Exército de Libertação de Portugal«) e o MDLP («Movimento Democrático de Libertação de Portugal»), dirigidas por mãos experientes como as do marechal Spínola e de profissionais do terror instalados em embaixadas estrangeiras – de países da NATO, naturalmente – conduziam a vaga de incêndios e outras acções terroristas contra Portugal e os portugueses. O objectivo era virar as populações indefesas contra a «balbúrdia» criada pelo movimento transformador, abrindo as portas à contrarrevolução, à «estabilidade». E conseguiram-no.
Quando se saúda que Portugal tem estado imune ao terrorismo costuma acrescentar-se que o mesmo acontece em relação a organizações fascistas, por sinal numa Europa onde elas se desenvolvem a ritmo veloz. Será?
Ora vivendo nós em macro estado policial formado pela União Europeia e a NATO, onde as organizações internas e externas para devassa secreta da vida dos cidadãos se atropelam, ao que parece para detectar as intenções ínfimas de um qualquer muçulmano, não haverá meios para investigar a possibilidade de existir um ataque terrorista sistematizado contra Portugal através desta espécie de fogo inquisitorial? Ou será porque não querem? Ou será porque tal hipótese nem sequer passou por cabeças tão informadas sobre as vocações conspirativas de cada qual?
Ou porque entendem que é suficiente resumir os autos aos interrogatórios de dezenas de incendiários já detidos, como se o banal executante do crime soubesse dizer alguma coisa sobre os chefes terroristas supremos? Se acham que investigar assunto tão corriqueiro é enfadonho, ao menos ouçam os bombeiros.
Até à vista desarmada – sem necessitar da espionagem por satélites ou da caça aos telefones e e-mails de cada um de nós – se percebe que nem tudo é aleatório no quadro de incêndios em Portugal. O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.
As vítimas da catástrofe são pequenos e médios proprietários fundiários, normalmente esquecidos pelos governos e indefesos perante as calamidades; o terror ataca pequenas aldeias que até os mapas oficiais olvidam, ou então preciosidades do património humano, histórico e natural que é de todos, como no caso da Gardunha e suas aldeias, onde chegou a hora do ataque das chamas.
Tanto como destruir, o efeito procurado é o de aterrorizar. Não é difícil perceber que o fogo, entendido como a soma de todos os incêndios, escolhe áreas a consumir, combustíveis e rotas que não são apenas as ditadas pelos ventos. Ao menos a grande parte do Alentejo flagelada em 1975 tem sido agora poupada, provavelmente porque os ventos, tal como os tempos, também mudaram.
Se pedirem a cada uma das pessoas directamente prejudicadas pela calamidade que cite responsáveis pela tragédia, certo será, mesmo sem qualquer sondagem, que o governo ficará com as orelhas a arder. As pessoas sentem, mas também ouvem e assimilam, sobretudo o que via TV's, rádios e jornais as ajuda a identificar os alvos mais fáceis para descarregar a raiva do desespero.
O ELP e o MDLP já lá vão, sendo certo que as suas mentalidades não se desvaneceram, tudo tem o seu aggiornamento.
Ignorar, para os devidos efeitos, que a vaga de incêndios em curso em Portugal, pelas suas características, regiões de acção e contumácia, pode ser uma operação de terrorismo organizado é um crime contra o país e todos os portugueses. Uma hipótese como essa não pode ser descartada.
Por isso, é dever de todos os cidadãos interrogar-se, reflectir e exigir respostas das autoridades competentes sobre quem tira proveito dos dois crimes: o dos incêndios e o do laxismo no apuramento de uma eventual componente terrorista.
Uma coisa parece óbvia e pode servir como ponto de partida para uma investigação que se pretende indispensável: ninguém, desde o Presidente da República ao mais comum dos cidadãos, pode garantir que o ataque incendiário em curso contra Portugal não é uma operação terrorista.
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Presidente da Associação Sindical dos Magistrados Belgas . . .









