quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Bacalhau com batatas a murro





Ingredientes para o Bacalhau:

02 Postas de Bacalhau
03 dentes de alho picado
50 ml de Azeite

01 folha de louro
Tomilho fresco a gosto
01 colheres de café bem cheia de Colorau

Pimenta do reino a gosto
Salsa picada a gosto
Azeitonas Pretas a gosto

P.S – Se for fazer mais postas vá aumentando os ingredientes propocionalmente. mas cuidado com o colorau.

Modo de Preparo:

Dessalgar o bacalhau em água gelada por 48 horas na geladeira trocando a água duas a três vezes ao dia.

Ferva água numa panela, quando a água ferver coloque as postas de bacalhau tampe a panela, apague o fogo e deixe por 08 minutos. Retire,com cuidado e jogue água fria para interromper o cozimento.

Faça uma mistura com o azeite, o tomilho, o alho picado, o louro e colorau. Espalhe por cima das postas de bacalhau e leve ao forno alto, na parte de cima, apenas para dourar as postas. Retire e espalhe o Alecrim por cima.

Ingredientes para a Batata ao Murro:

Batatas pequenas (quantidade de sua preferêrencia)
50 ml de azeite
06 dentes de alho picados

01 colher de café bem cheia de colorau
Alecrim a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo das batatas:

Lave bem as batatas e cozinhe com as casca até ficarem ao dente (não cozinhe demais), depois de cozidas escorra em água fria para interromper o cozimento. Dê um ligeiro e leve murro de maneira que elas apenas abram.

Numa frigideira grande, coloque o azeite e refogue o alho picado. Junte o colorau e mexa bem para dilui-lo no azeite, coloque as batatas misturando bem, mas com cuidado para não desmancha-las. Tempere com sal e pimenta do reino. Prove e corrija o sal. Deixe até ficarem douradas sempre mexendo com cuidado para que o tempero se espalhe por toda batata.

domingo, 25 de novembro de 2018



EXTREMADAS PAIXÕES

O tempo passa a idade avança
Conserva-se a fé e a esperança
Perde-se o orgulho e a vaidade
Numa vida vazia de felicidade


E acompanhados pela solidão
Na triste demanda da tradição
Um povo que julga sem saber
E em censura só diz por dizer

Mantem-se imagem e fachada
O triste destino cheio de nada
Onde seu amor nunca singrou
Por quem o seu espirito lutou

Num instante de pura revolta
Pela frescura que já não volta
E já com a débil alma perdida
Surge aquela paixão proibida

Arrebatados são seus carinhos
Apertados abraços e beijinhos
E revivem-se os dias sonhados
De doces desejos apaixonados

Então volta a vontade de viver
Ainda há tempo de belo prazer
O pensamento só tem um fado
Na direcção do coração amado

A saudosa emoção permanece
O jeito de amar nunca esquece
Porque os resistentes corações
Preservam extremadas Paixões

By Dom

Extractos de "Escritos da vida"
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Chanfana à Senhor da Serra





INGREDIENTES

1,5 kg de carne de cabra nova ;
150 gr de toucinho fumado ;
120 gr de banha ;
10 dentes de alho ;
2 colheres (sopa) de azeite ;
Salsa ;
Louro ;
Sal ;
Pimenta ;
0,5 dl de vinho tinto ;
2 dl de água.

PREPARAÇÃO

Depois de limpa, corta-se a carne aos bocados, deita-se num tacho
de barro preto, tempera-se com os dentes de alho esmagados mas com a casca, a banha, o azeite, a salsa, o louro, o vinho, a água e o toucinho já cortado às tiras.
Deixa-se assim, de um dia para o outro.
A seguir assa-se no forno até à carne estar tenra.
Servir com batatas cozidas.

sábado, 24 de novembro de 2018


Álvaro Cunhal em Setúbal

17 DE NOVEMBRO DE 2018 - MANUEL AUGUSTO ARAUJO - SETÚBAL

Em Setúbal, na avenida Álvaro Cunhal a autarquia fez uma obra de requalificação para melhorar substancialmente as condições de circulação pedonal e de velocípedes e homenagear essa figura rara da história de Portugal pela sua dimensão de político e intelectual.

Fotografia Pedro Soares




Concretizou-se a homenagem recorrendo aos desenhos executados na prisão por Álvaro Cunhal colocados em painéis verticais na placa divisória central. O primeiro impacto ao olhar para cada uma das reproduções é verificar a resistência à alteração de escala. Nas grandes ampliações a que naturalmente foram sujeitos os originais, folhas de papel de dimensões aproximadas de 25 por 40 centímetros para reproduções com mais de dois metros, não se perde nenhum dos valores plásticos dos desenhos seleccionados o que evidencia a sua qualidade, o rigor do traço e das subtilezas das modelagens dos cinzentos todos feitos com lápis de grafite ou carvão com a mesma dureza. As alterações de escala, sobretudo as com um índice desse teor, podem ter efeitos desastrosos por perca dos pormenores ou por tornarem os pormenores grosseiros. Aqui o resultado é como se os desenhos tivessem sido feitos para se fixarem naquela dimensão final o que demonstra a desenvoltura e a segurança do traço do autor.

A selecção dos desenhos foi feita a partir das duas séries conhecidas, uma feita na Penitenciária e outra no Forte de Peniche. É necessário sublinhar que esses desenhos são feitos em condições inenarráveis que condicionam a sua feitura, transformam a folha de papel branco numa janela da liberdade de que Álvaro Cunhal estava violentamente subtraído para aí, no tempo suspenso que estava a viver, inscrever a imaginação de memórias vividas e inventadas a partir da realidade. Há grandes diferenças entre as duas séries de desenhos condicionadas pela luz que iluminava o papel. Na primeira série, feita sob luz artificial invariável, não existem grandes contrastes na vasta gama de cinzentos o que surge na segunda, feita no ciclo normal da luz do dia, em que se verifica uma gradação do negro ao branco. Em todos nunca se sente a presença de traço rápido. Constroem-se com lentidão serena e intensa.

Os desenhos de Álvaro Cunhal são narrativas em que o protagonista é colectivo, é o povo. O povo a trabalhar, a lutar, a sofrer, o povo a enfrentar as suas misérias mas também a viver alegrias, festas, danças. Sempre o povo mesmo quando as personagens são individualizadas em raras figuras isoladas que são colocadas em diálogo connosco pelo autor que lhes insufla a ternura firme que é a sua. As movimentações dos protagonistas em espaços abertos, só em dois desenhos há referências ao território, num deles uma torre uma provável referência ao Forte de Peniche, remetem-nos para o Trecentto italiano e para Giotto. A fortíssima dinâmica que imprime aos movimentos dos personagens a Pietr Brueghel, o Velho, recuperados para um contexto neo-realista onde são evidentes as influências de Portinari, dos muralistas mexicanos, sobretudo Orozco e Siqueiros, em que frequentemente o ponto de vista do pintor por vezes é elevado e colocado no meio da acção. As anatomias dos protagonistas e dos instrumentos de trabalho são alteradas, exageradas para sublinhar emocionalmente a história que está a ser registada e contada e que é tão forte que todos os desenhos dispensam títulos antecipando o que Álvaro Cunhal escreverá em A Arte, o Artista e a Sociedade: “o significado social não precisa de ser explicitado para ser suficientemente expressivo”. No caso é tão expressivo que dispensa rótulos.

Estes desenhos remetem-nos para outra questão: que artista teria sido Álvaro Cunhal se “o absorvente empenhamento noutra direcção de actividade” como refere no prefácio ao ensaio referido não tivesse adiado até tornar inviável o “aprofundamento ulterior do estudo que acompanhasse a evolução das ideias e das obras de arte no quadro das realidades sociais no mundo em mudança (…) Por razões óbvias o que não foi possível já não o será. Entretanto se o projecto ficou adormecido, nunca o ficou a reflexão.” Também nunca terá deixado de desenhar e pintar mas também aqui sem ter tempo nem espaço para aprofundar e evoluir esteticamente o que se anunciava nos desenhos editados. Em paralelo com as suas reflexões sobre a arte e a sociedade devemos interrogar qual poderia teria sido a sua contribuição para a evolução das artes em Portugal mesmo sem o impacto do seu pensamento político e ideológico que corre mundo e o coloca na primeira linha dos pensadores e revolucionários marxistas-leninistas de sempre. “O que não foi possível já não o será” mas deixa-nos o imenso prazer de ver e rever os seus desenhos, agora revelados em grandes formatos, a evidenciarem a qualidade de um artista que nunca se afirmou enquanto artista por nunca, por opção política militante, desenhar e pintar numa sequência normal de trabalho com uma perspectiva de evolução. O que fica e é inapagável é a sua ímpar dimensão de político e intelectual que continua e continuará a ser uma fonte inesgotável de ensinamentos e de estudo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A pobreza da riqueza


Por Cristóvam Buarque

"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.

Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.

No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.

Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.

Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.

A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.

Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.

Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.

Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.

Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".



Clique a seguir para ler outra matéria de Cristóvam Buarque - Internacionalização da Amazônia

Os (5) sentidos

Sinto (te) o cheiro
Pelas ruas pisadas
E pedras por inteiro
Olhares tão perdidos
E palavras embutidas
Em paredes escorridas
Sinto (te) o sabor
Nos beijos inventados
E nos gestos em flor
Com portas fechadas
Com janelas abertas
E bocas descobertas
Sinto (te) o tacto
De mãos frias e suadas
No olhar e no impacto
Na pele lisa e macia
E na tua prosa poesia
Sinto (te) na voz
Num timbre rouco
Numa expressão feroz
O cântico ensurdecedor
Que o coração algema
Ao segredar um poema
Sinto (te) o olhar
Tão vago e distante
Nas noites a espreitar
Como segredo estonteante
De quem fala com a mente
Num corpo que consente.

AC............... Alice Coelho

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

domingo, 21 de outubro de 2018






Dores….!!

Poema inédito de Alice Coelho

Há dores sem lágrimas
Tempestades sem ventos
Nas palavras sinónimas
Os sentires sem lamentos
Há gargalhadas cretinas
Silêncios em tuas melodias
Ao toque de concertinas
No declamar de poesias
Há segredos sem pecados
Numa sã e alegre sintonia
Amantes bem embrulhados
De dia e à noite pornografia
Há dores sem lágrimas
Convertidas
Assumidas
Sem adeus nem despedidas

A batata-doce é a chave para o fim da gastrite refluxo azia e até mesmo úlceras

Provavelmente já conheceu pessoas com gastrite, refluxo, azia ou úlceras, certo? São diagnósticos muito incómodos que podem prejudicar muitas pessoas até ao resto das suas vidas.

Mas foi descoberto um ingrediente capaz de eliminar todos esses problemas estomacais e intestinais.

E tudo de uma maneira muito fácil.

Isso mesmo, a batata-doce junto com 600 ml de água filtrada são capazes de curar estes distúrbios.

Modo de preparação

Deve descascar a batata e colocá-la com um pouco de água numa tigela, apenas para não escurecer.
Depois, coloque a batata e os 600 ml de água num liquidificador e com um pano, coe a mistura.
O resultado está abaixo, a parte escura é o líquido e a parte branca é o polvilho.

Depois, deite o líquido fora e fique apenas com o polvilho.
Coloque o que sobrou numa zona seca, para secar.

Quando tudo secar, dissolva uma colher do polvilho de batata-doce em 200 ml de água e mexa bastante.
Agora é só beber!

Mas lembre-se de tomar um copo em jejum, um antes do almoço e outro antes de jantar.
O resultado não vai demorar, e vai eliminar alguns problemas estomacais, como os que já foram citados.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Earth Song - Animal Cruelty



Por Boaventura de Sousa Santos

"Sei que muitos não poderão recomendar o voto em Haddad, tal é o seu ódio ao PT. Basta que digam: não votem em Bolsonaro.

Imagino e espero que isso seja dito publicamente e muitas vezes por alguém que em tempos foi um grande amigo meu, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil e, antes disso, um grande sociólogo e doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, de quem eu fiz o elogio. Todos e todas (as mulheres não vão ter nos próximos tempos um papel mais decisivo para as suas vidas e a de todos os brasileiros) devem envolver-se activamente e porta-a-porta.


E é bom que tenham em mente duas coisas. Primeiro, o fascismo de massas nunca foi feito de massas fascistas, mas sim de minorias fascistas bem organizadas que souberam capitalizar nas aspirações legítimas dos cidadãos comuns a viverem com um emprego digno e em segurança. Segundo, ao ponto que chegámos, para assegurar uma certo regresso à normalidade democrática não basta que Haddad ganhe, tem de ganhar por uma margem folgada."


JORNALISTASLIVRES.ORG

Democratas brasileiros, uni-vos! | Jornalistas Livres
Por Boaventura de Sousa Santos A democracia brasileira está à beira do abismo. O golpe institucional que se iniciou com o impeachment da Presidente Dilma e prosseguiu com a injusta prisão do ex-presidente Lula da Silva está quase consumado. A consumação do golpe significa hoje algo muito difer...

segunda-feira, 1 de outubro de 2018


O bailarino Tetsuya Kumakawa, a maior estrela do Royal Ballet do Japão, foi considerado agora o maior bailarino do mundo. Superou, inclusive, os melhores russos. É impressionante a perfeição dos passos, realçada pela leveza e sincronia dos movimentos.


ALEMANHA
Polícia alemã prende extremistas de direita

Seis suspeitos de fundar grupo terrorista de extrema direita teriam atacado estrangeiros e planejariam atentado. Gangue atuava na área de Chemnitz, cidade que foi palco de onda de protestos anti-imigrantes em agosto.





Protesto de extrema direita em Chemnitz


Uma megaoperação da polícia alemã prendeu nesta segunda-feira (01/10) seis homens suspeitos de fundar um grupo de radicais de extrema direita que participaram de um ataque contra estrangeiros na cidade de Chemnitz, no leste da Alemanha.

Os cidadãos alemães, com idade entre 20 e 31 anos, foram detidos por suspeita de formarem um grupo terrorista chamado "Revolução Chemnitz", com o objetivo de subverter o Estado democrático.

"Para este fim, eles planejavam lançar ataques violentos e armados contra estrangeiros e pessoas que tivessem visões políticas diferentes das deles”, afirmou a Procuradoria-Geral da Alemanha, sediada em Karlsruhe, através de nota. A célula também tentou obter armas de fogo.

Segundo os procuradores, os alvos incluíam representantes de diferentes partidos políticos, assim como representantes da sociedade civil.

As autoridades alemãs não afirmaram se os suspeitos estiveram envolvidos na organização da onda de protestos xenófobos registrada em Chemnitz no final de agosto, após a morte por esfaqueamento de um homem, supostamente vítima de um ataque realizado por um requerente de refúgio.

Mas os promotores informaram que em 14 de setembro pelo menos cinco dos suspeitos "armados com garrafas de vidro, luvas com soqueira e aparelhos de eletrochoque, atacaram e feriram vários residentes estrangeiros" em Chemnitz, pouco depois de uma manifestação do movimento populista de direita Pro Chemnitz.

"As investigações mostram que a agressão era um teste para um ataque marcado para 3 de outubro de 2018", disseram os promotores, referindo-se ao Dia da Unidade da Alemanha, comemorado na quarta-feira.

O que exatamente era planejado para o dia ainda continua sendo objeto de investigação.

Os cinco presos nesta segunda-feira são tidos como membros da liderança de gangues neonazistas, de holligans e skinheads de Chemnitz, tendo sido identificados como Sten E. e Hardy Christopher W., de 28 anos; Martin H., de 20 anos; Sven W., de 27 anos; Marcel W. e Tom W, de 30 anos.

Um outro suspeito, tido como um dos líderes do grupo, Christian K., de 31 anos, já estava preso desde em 14 de setembro, acusado por desordem pública.

Mais de 100 policiais foram mobilizados para realizar buscas em apartamentos e outros locais.

A semana de protestos xenófobos de agosto em Chemnitz chocou profundamente a Alemanha e levou a chanceler Angela Merkel a exortar os alemães a se levantarem contra a direita.

Merkel deve visitar Chemnitz em novembro, mas pode enfrentar uma recepção fria, já que há uma profunda frustração entre setores da população na região por causa de sua política liberal de migração, que permitiu a chegada à Alemanha de mais de um milhão de refugiados desde 2015.

MD/dpa/afp

sábado, 29 de setembro de 2018



DOCES FANTASIAS

Aproveitar esta onda de calma
Pra saciar a sede da minha alma
Nos seus ternos lábios me afogar
E a minha voracidade alimentar


Percorrer os relevos da sua pele
Absorver o que o êxtase expele
E nesses deleites derramados
Realizar os desejos sonhados

Experimentar seu peito quente
E quando a beijo sofregamente
Ouvir seus gemidos abafados
Ficar com os lençois colados

Sentir nossos corpos suados
Dos belos momentos gozados
Desfrutar o íntimo do prazer
E nessa aprazível paixão viver

Vem e faz-me enlouquecer
Ao beber o amor do meu ser
Tirar provento destas alegrias
E usufruir de doces fantasias

By Dom

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018


Passeata dos Cem Mil
26 de Junho de 1968 - Centro do Rio de Janeiro

Marchavam de braços dados: Chico Buarque, Itala Nandi, Edu Lobo, Nana Caymmi, Norma Bengel, Marieta Severo, Odete Lara, Antônio Pedro, Jaguar, Dias Gomes, Vinícius de Moraes, Glauber Rocha, Djanira, Carlos Scliar, Leandro Konder, Oduvaldo Viana Filho, Ferreira Gullar, Millôr Fernandes, Antônio Pitanga...

Foto: Arquivo Vladimir Palmeira


Marcha pela Paz, em Lisboa, com José Saramago, Piteira Santos, Maria Rosa Colaço, Lopes Graça, Manuel da Fonseca, José Cardoso Pires e Urbano Tavares Rodrigues, em 1983. (Foto de Rui Pacheco)
(através de Carlos Fonseca)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018



LEVAR-TE COMIGO

Quem me dera ser o teu olhar
Teus sinuosos destinos trilhar
Viver uma alegre vida contigo
Fazer cessar este meu castigo


E podermos juntos navegar
Pela imensidão do azul mar
Atravessar pelo árido deserto
Para ter o teu amor por perto

Percorrer contigo o Universo
Dedicar-te uma rima em verso
Altas montanhas poder mover
Tão-somente para te merecer

Adorava ao teu lado acordar
Apreciar o teu doce despertar
Nas noites geladas te aquecer
E em teus sonhos poder viver

Eu só quero sentir a emoção
Viver os devaneios da paixão
Oferecer-te meu ombro amigo
E finalmente levar-te comigo

By Dom

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018


A Ordem Criminosa do Mundo

A Ordem Criminosa do Mundo - Documentário que passou na TVE há cerca de 5 anos, com testemunhos de Jean Zieglere Eduardo Galeano, entre outros. Já difundido em muitos blogues, se ainda não viu, não perca, pois apesar de ser de 2006 é actualíssimo e explica de um modo bem compreensível os principais motivos da podridão desta civilização cujo objectivo é a maximização do lucro. FUNDAMENTAL!

domingo, 16 de setembro de 2018

Me fale diabruras



Não há espaço
para você aqui,
leve agonia
existencial,
vai ler as audaciosas
teorias Sartreanas
e siga
nem que seja
para o país
das maravilhas


de longe
ao meu ver,
todos no centro urbano
parecem fazer parte
de um jogo
virtual

o azul do céu
esmagador,
o céu não tem vícios
o céu não dá
um trago no cigarro
e nem tem abstinência
sexual
o céu é um monge

as flores amarelas
estão com semblante misterioso
como as que brotaram no túmulo
citado por Carlos Drummond

amarelo
amar
elo

eloquentemente
é saber que se vem mais
um dia
exigindo mais de
sua alma

eu continuarei
a perceber borboletas
desvairadas
com seu último
minuto de vida
vadias livres
e belas

noite estrelada de
Van Gogh
me faz escutar vozes
incansáveis
vozes dos que... beijam a vida

como se beijasse um cacto

o tempo
me fala diabruras e ditaduras

como se beijasse um cacto
sem medo dos espinhos

vou aqui me sujar, com tintas
e com horas.

Yanna Lílian

Muito mais que emergência . . . é um imperativo e uma obrigação ! ! !

Odeio e acuso todos os fascistas do "antes de Abril/74" , assim como os neo-fascistas do "depois de Abril/74" . por serem os únicos responsáveis pela construção e administração desta sociedade acéfala . . . desumana . . . anti-natural  , que mais se assemelha a uma estrumeira imunda ! Quem sabe . . . os que restarem , um dia sentarão o cú no mocho , para responderem por todos os seus "crimes" . . . o meu maior sonho , de momento . . .

. . . também eu sorri e agradeci . . .



Quando eu nasci, ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias, nem o Sol escureceu, nem houve Estrelas a mais... Somente, esquecida das dores, a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci, não houve nada de novo senão eu.
As nuvens não se espantaram, não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme, bastava toda a ternura que olhava nos olhos de minha Mãe...


(Sebastião da Gama)



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

   Odeio a emigração ! Sinto profundo desprezo assim como uma raiva incontida pelas políticas fascistas e neo-fascistas que a "fabricaram" e . . . continuam a fabricar . . . 

terça-feira, 28 de agosto de 2018


Sereia

Numa praia enfeitiçada
Está uma sereia estendida
Nua a cantar no rochedo
Para o marinheiro perdido
Dançou ao toque da flauta
Em plena sedução e vigilia
Roteiros a servir de pauta
Enquanto Leucósia textos lia
Navegantes apaixonados
Ondas e marés atraiçoadas
Pelos cânticos fascinados
Em noites de luas prateadas.
Sereia azul de mar salgado
Em tempo de areia afogado.


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved





Solidão a dois





Com sorrisos cada vez mais raros e sem poder de contagiar; com impaciência ao invés de brincadeiras e um torturante silêncio onde deveriam existir palavras e palavras, cada vez mais pessoas vivenciam a solidão a dois, termo que ouvi pela primeira vez na voz de Cazuza, em “Eu queria ter uma bomba”, música do Barão Vermelho.

São olhares vazios, pensamentos dispersos e uma sensação enorme de “tanto faz”. Na mesa do restaurante, o casal insiste em prestar atenção exclusivamente às telas de seus celulares; enquanto caminham, nenhuma palavra sai de seus lábios, e na despedida um beijo frio. No sexo, por não exigir diálogo, as coisas fluem um pouco melhor. Mas ainda assim é insuficiente.

O relacionamento, contudo, é mantido. Talvez por conveniência ou talvez porque essa realidade basta. Existem pessoas que se contentam com o básico e outras que temem a solidão mais do que qualquer outra coisa. Elas não percebem, porém, que estão sozinhas, apesar de terem uma companhia.

Parece contraditório, mas não é. Soa como se as pessoas, com medo da solidão, resolvessem ficar sozinhas juntas. Assim é formada uma multidão de almas vazias, de corações partidos e mentes desencontradas.

Elas se sentem perdidas da mesma forma. Estão a sós com seus pensamentos, embora segurem uma mão. Sonham acordadas, mas preferem não falar sobre isso. Passam horas tentando saber porque aquelas pessoas malucas escrevem poemas e canções.

Ficam inconformadas por aqueles que dizem que até o céu muda de cor quando estão amando. “Porra, o céu é azul. Sempre foi e sempre será”, concluem. Mas é mentira. O céu é da cor que querem aqueles que não sentem uma solidão esmagadora, estejam acompanhados ou não.

E assim assistimos relacionamentos começando e terminando dia após dia. Não haveria problema nenhum nisso, afinal, nossa existência é efêmera, e somos feitos de dúvidas e erros. O problema é assistir o seu relacionamento começar e acabar e ainda assim não aprender nada de valioso com ele. E sabe por que não? Porque vocês não estavam juntos. Apenas estavam sozinhos no mesmo lugar.

Salame de Oreo





Ingredientes:
1 ovo

100 gr de açúcar
vinho do porto q.b.

100 gr de margarina
200 gr de bolacha oreo
1 folha de papel vegetal

100 gr de chocolate em pó
1 folha de papel de alumínio

Modo de preparação



Partir as bolachas em pedaços pequenos, uma parte poderá ser moída, reservar.
Numa taça bater o ovo com o açúcar. Juntar a margarina (costumo utilizar planta) derretida.
Juntar o chocolate e mexer bem. Juntar as bolachas e envolver bem.

Embeber ligeiramente a folha de papel vegetal com vinho do porto (+/- meio cálice). Para ajudar a espalhar o vinho do porto no papel pode utilizar um pincel de cozinha ou verter no papel e espalhar com os dedos. Sobre o papel vegetal moldar o salame. Levar ao congelador durante algumas horas.

Quando o salame está bem congelado, retirar o papel vegetal e substituir por papel de alumínio.
Voltar a colocar no congelador. Retirar do congelador algum tempo antes de servir para não estar tão congelado.

eliminar pulgas e carrapatos



Ingredientes:

Vinagre de maçã: 200 ml
Sal marinho: meia colher de chá
Bicarbonato de sódio: meia colher de chá
Água morna: duas ou três colheres de sopa
Preparação:

Ponha o vinagre o sal e o bicarbonato num frasco de spray
Acrescente depois as colheres de água morna e agite o frasco para misturar
Pulverize o pêlo do seu animal de estimação com este preparado, especialmente nas orelhas pernas e pescoço

Este remédio vai tratar de tirar os intrusos naturalmente, mas é bom adquirir o hábito de inspecionar os pêlos dos seus bichos para retirar algum insecto que não tenha saído com o remédio. Escovar o cão e o gato é também uma boa prática contra pragas.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Liberdade que desassossega . . .



Livre

Sou livre como o vento
A soprar em uivos frios
Desespero do momento
Na imensidão dos vazios
Como um pássaro a voar
Num rasgar de horizontes
Num azul de céu a vibrar
Em saciar sede nas fontes
Com um sonho de mulher
Com desejos à flor da pele
Como melhor me aprouver
Como quem junta ou repele
Em toques quentes a ferver
No mar que se arrependem
A enxaguar um corpo de sal
Teorias em que se aprendem
A amar nas folhas do missal.
Sou livre de viver a liberdade
A par e passo com a verdade


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

". . . uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!”


“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!”
__ Florbela Espanca__



VOU TE ESPERAR...

(Francisco de Assis Silva)

Eu vejo tanta gente sofrer o mal sem cura
De uma franca e vã desesperança,
E ficar condenada a viver só de lembrança
Sem poder alcançar uma ventura.


Se eu chamasse de dor e de amargura
Toda esta saudade azeda e mansa
Que me leva aos tempos de criança,
Só porque eu te espero com doçura!

E pensar que a minha existência é má!
Bem feliz de quem espera e alcança;
Serei feliz um dia pois ela há de voltar...

Regressará – irrequieta e comovida...
Ah! hei de esperar tendo a esperança
E isto é a mais terna esperança desta vida!





A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,

a boca espera
(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)

espera o ardor
do vento
para ser ave,
e cantar.

Eugénio de Andrade





sábado, 18 de agosto de 2018

Kris Kristofferson, Lyle Lovett, Emmylou Harris (Johnny Cash Tribute) - ...

Why Me Lord - Kris Kristofferson, Lee Ann Womack, Reba..etc..

Willie Nelson and Shania Twain, Blue eyes crying in the rain

Kris Kristofferson - For The Good Times

Kris Kristofferson and Rita Coolidge Help me make it through the night



Pintura belíssima de Ana Cunhal Zivick , sobrinha da minha grande amiga Alice Capela e filha de Alvaro Cunhal
A modelo é uma sua amiga de origem árabe.


Alice Capela
13 de Dezembro de 2014

domingo, 12 de agosto de 2018



Demoro(me)

Num colo onde me debruço
Num beijo onde mato a sede
Num discurso onde te ouço
Em tempo despido de parede
Demoro(me)
Num pensamento galopante
Num sorriso alegre e ousado
Bico de um pássaro cantante
Asas de vento em voo alado
Demoro-me
Na ausência dos teus olhares
No segredo dos teus poemas
Em loucas pressas e vagares
Nos teus teoremas e dilemas
Demoro(me)
Num céu azul que se espanta
Na ternura que a noite levanta


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

 


Uma das muitas razões para eu não querer fascistas por perto . . . é a emigração das gentes mais pobres , que eles sempre fomentaram e continuam a fomentar e incentivar ! Há muitos anos atrás , impediram que eu crescesse com o meu pai por perto , pois ele "precisou" de emigrar quando eu não tinha ainda um mês de idade .
Agora , os actuais neofascistas , com todas estas políticas de merda que vêm engendrando preparam-se para me impedir de envelhecer e morrer com o meu único filho por perto . . .

segunda-feira, 30 de julho de 2018


Adivinho(te)

Adivinho-te no silêncio
Bebo as gotas de amor
Que salpicam teus dias
Catalogados de irreais
Impossíveis qual iguais
Que nos alimentam a pele
Seca de beijos desejados
E de olhares nus filtrados
Adivinho-te no silêncio
Nos gestos do Outono frio
Nas ondas do mar revoltas
Nas palavras ditas no vazio
Nas noites de ternura soltas.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A vida


Avança e recua
Espera.
Salta para a rua
Desespera
A vida
Anda depressa
Lentamente
Faz promessa
Carente
A vida
Despeja emoções
Entorna sensações

AC............... Alice Coelho
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quarta-feira, 25 de julho de 2018



BOTEI VOCÊ NA MOLDURA
Ricardo Kelmer, 2004
.

Botei você na moldura da recordação
Pra lembrar das paisagens da paixão

Nosso amor foi um sol de verão
No meio dos dias frios
Espantando os calafrios
Me enchendo de calor
O que era cinza se coloriu de toda cor
E o tempo parou pra ver
A vida pintando o nosso amor

Mas nessa vida são tantas estações
E o verão apaixonado se foi
Levando as paisagens bonitas
Com que ele me aqueceu
Por que fingir que não aconteceu?
Vou guardar com carinho a pintura
Do amor que a gente viveu

Lila Shakti - Alma Una (rituais do sagrado feminino)



Celebrar o milagre de ser
O assombro de viver
Na doce magia da noite
Minha alma é noiva desse ritual

O fogo me aquece num abraço amigo
As fagulhas são reflexos do infinito
Eu danço o mistério da Lua
Linda, nua e natural

Eu faço amor com a Terra
Sou a amante eterna
Do fogo, da água e do ar

Sou irmã de tudo que vive
Ninfa que brinca com a vida
Alma una com tudo que há

Salamandras brincam na fogueira…
Guerreiras aladas trazem oferendas…
Se aproximam os animais de poder…
Planta-mestra, eu quero aprender…
Guardiães, abençoem meu caminho…
Tambores do xamã, toquem pra mim…
Grande Mãe, estou aqui

segunda-feira, 23 de julho de 2018


O que não digo...

Quando ensaboo o abraço
E o beijo se faz prolongar
Quando o eco é o espaço
E o olhar pára para pensar
Quando a lua é um feitiço
E o sol espreita a festejar
O corpo entra em rebuliço
E o sonho no mar a flutuar
Quando a mente te apalpa
E a língua viscosa atordoa
Cada pé em terra se calca
Cada gesto em ti se afeiçoa
O que eu não te digo é louco
E o que te digo é tão pouco.


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


Dou-te um Poema



Dou-te o meu poema
De inquieta incerteza
Com rima ou sem ela
A espreitar pela janela
Dou-te o meu poema
A água doce e salgada
Preso por uma algema
Em noite surda e suada
Dou-te a minha poesia
A boca de areia quente
Suave gosto a maresia
Um olhar doce suplente
Dou-te um poema
E o pôr do sol ensaiado
No meu corpo espraiado


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


sábado, 21 de julho de 2018

Foi


Foi a noite mais bela
De tantas as noites
Em que me apetecias
E pelo escuro sorrias
Foi aquela noite tardia
Com palavras moucas
O tempo me acontecia
E as mãos eram loucas
Foi uma noite iluminada
Ou apenas uma miragem
Que nos trilhou a estrada
Que te retocou a imagem
Foi o sonho enlouquecido
Tão atrevido e destemido

AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


sexta-feira, 20 de julho de 2018



Sede

Tenho sede
A garganta seca
Lábios ressequidos
Calor desesperado
Gritos suados
Entre seios perdidos
Em mãos encontrados
Mata-me a sede
Em fonte cristalina
Encostada à parede
Canção de menina
Tenho sede
Dum poema que segrede


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved



Poema aos Homens Constipados

Publicado em Dezembro 14, 2015 por Maria do Céu Brojo


Fine Invisible Man – Jim Warren

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.

Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes


Num "se"

Se num sonho me engasgas
Com o sabor dos momentos
Com as palavras me entregas
Todos os teus pensamentos
E pelo sonho ao céu subimos
Pelo mar nós vamos entrando
Num mundo que descobrimos
Tão diferente quanto estranho
Não desperdices teus poemas
Sentada no parapeito da janela
Ao decorar todos os teoremas
Ao escrever à luz de uma vela
Se num sonho me engasgas


AC............... Alice Coelho
© All Rights Reserved


quinta-feira, 19 de julho de 2018


AVESSO DO DIA

Acordar e sentir
os teus lábios pousados
nos meus

Esvair-se a névoa
em figuras de estilo
sensuais e delineadas

Sentir no céu da boca
o saibo do cio
dos beijos molhados

A noite cair
a lua girar nos rodados
de um sonho acordado

É virar o avesso do dia
e deixar que renasça
o amor
ainda mais louco
intenso
e retesado.

nataliadinis
Direitos reservados de autor
Photo by, Maria Diniz
18/Julho /2018

Nicolás Maduro: AL deberá luchar contra el imperialismo de EE.UU.

terça-feira, 17 de julho de 2018



O Dicionário de Oxford elegeu o verbete “pós-verdade” como a palavra do ano. Segundo os autores, pós-verdade seria a circunstância em que fatos objetivos possuem menos importância que as crenças individuais. Num mundo dividido em bolhas virtuais, cada pessoa montaria sua realidade de acordo com as suas crenças e não como o resultado do confronto entre as ideias e a experiência sensível.

Penso que, pior que os boatos, que as mentiras, são as verdades selecionadas. É possível mentir dizendo apenas a verdades. Tal método não é novo, mas continua sendo um dos mais eficazes. Como no exemplo abaixo.

O site Spotinik é muito eficiente em fazer esse tipo de manipulação. A missão desse blog é bem simples: provar a qualquer custo que o liberalismo radical é a única forma aceitável de pensar a política. Mas e se a realidade mostrar algo diferente? Problema dela. Eles a adaptam a imagem e semelhança da teoria.

Poucos conferem os números apresentados, caso sejam do agrado do leitor, os dados são aceitos e ajudam a reforçar o universo ideológico que aprisiona e impede o pensamento crítico.

O texto abaixo é um belo exemplo desse método de manipulação. Nele, não há nenhuma referência bibliográfica. Apenas indicadores que contam com a fé do leitor. Como nunca fui muito afeito à religião, resolvi conferi-los.

Por sorte, descobri a fonte na qual os autores do blog se basearam. Trata-se da coleção História da América Latina da Universidade de Cambridge (Volume IX) Essa coleção é monumental (só o volume nove tem 1110 páginas). É o melhor estudo geral sobre a história da America Latina. Eles teriam dados suficientes para escrever um ótimo texto. Mas não era esse o objetivo. Na verdade, a intenção é defender o liberalismo a qualquer custo e não analisar a história da forma séria.

Vamos lá: na página 201 o manual diz que Cuba tinha uma das maiores rendas da América Latina (374 dólares). Diz tbm que somente México e Brasil superavam Cuba em número de rádios. A ilha tbm era a primeira do continente em quantidade de jornais, telefones e veículos a motor. Por fim, o livro diz, nesse mesma página, que o analfabetismo era de 20% (o Spotinik inverteu, não pega bem falar em analfabetismo, então eles colocaram 80% de letrados, não é mentira, mas o efeito é mais positivo. Tbm esqueceram de dizer que esse número é referente à capital Havana.).

Até aí tudo certo. O problema é que eles pinçaram esses números. Procuraram dados positivos no meio de uma série de outros negativos. O que é mais importante, número de rádios ou água corrente? Apenas 15% da população tinha água encanada. De fato, havia muitos rádios, mas só 9% dos lares do campo possuíam eletricidade. O analfabetismo no interior chegava a 50%. Em 1957 17% da população ativa estava desempregada e o subemprego chegava a 13%. Os que restavam empregados, em sua maioria, cortavam de cana. A profissão de boia fria, como nós brasileiros conhecemos bem, está longe de ser a mais desejada pelos jovens. Sem falar que o corte de cana é sazonal e apenas 30% dos trabalhadores conseguiam emprego o ano inteiro. Dois terços da renda de Cuba vinha das exportações para os EUA. O capital americano controlava 90% da telefonia (por isso o número alto de aparelhos telefônicos). A economia aberta fez de Cuba um país sem indústria. Caso um trabalhador pobre quisesse fugir da miséria, teria que trabalhar com o turismo. O problema é que essa atividade só existia em pouquíssimos lugares e era muito concentrada em Havana.

Enfim, há mais números, mas eu acho melhor parar aqui. A minha pergunta é: pq os dados negativos foram ignorados pelo autor do texto? Essa coleção de Cambridge é umas das fontes mais confiáveis e certamente o Spotinik se baseou nela. Mas eles escolheram a dedo o que iria ser mostrado. Afinal, é preciso que as informações passem pelo filtro ideológico do blog antes de chegar ao rebanho. Não queriam informar, mas manipular. Reforçar verdades pré-fabricadas.

No dia 04 de dezembro de 2016, data do enterro do Fidel, dois milhões de pessoas foram às ruas se despedir do presidente. Fulgencio Batista morreu em 1973, exilado na Espanha. Nesse caso, não houve choro, vela e nem fita amarela. O reconhecimento também é um fato social importante e, muitas vezes, diz mais sobre um povo que os números frios.

Eduardo Migowski


domingo, 15 de julho de 2018



Quando

É tempo que despenteia
Vento que amacia a pele
É silêncio que desnorteia
Distância que nos repele
Quando
É poema que nos arranha
Rima que de desconcerta
É luxúria que nos assanha
Sinfonia que se desaperta
Quando
A vida tem sono de criança
Sonho acorda a esperança.


AC............... Alice Coelho
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. . . amo essa mulher . . . será que posso ?!

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Eugénio de Andrade

"Manoela D´ávila tem uma coisa perturbadora para uma candidata à presidente da República. Não é só o fato dela ser mulher, jovem, e ainda bonita, que impede corações e mentes deste Brasil violentamente varonil de ouvir a inteligência clara da candidata. É que ela é espontânea. E isso é insuportável. Tem que ser calado. Pouquíssimos políticos são autênticos, e Lula, o maior de todos, paga o preço desta autenticidade, no seu caso, multiplicado pela origem pobre. Há um ódio surdo, como aquelas notas graves quase inaudíveis de filmes de terror, que NÃO ACEITA que quem é oprimido seja autêntico. Não pode! O oprimido tem que se submeter ao olhar do opressor. Tem que se ater ao seu personagem. Em Os fuzis, o clássico imortal de Ruy Guerra, tem um momento no qual Gaúcho, o soldado desertor, está provocando os seus ex-colegas, no bar. Eles o mandam calar a boca. Ele cala, e ri para seus agora inimigos. Eles o mandam parar de rir. Ele responde, ainda sorrindo: "não vou rir, não vou falar...só vou beber". Poucos minutos depois, ele explode em rebelião, e é morto a tiros. Porque é inaceitável. É um ódio informulado, fundo, visceral, espesso. Por isso não a deixaram falar, no Roda Viva. Manuela é a face luminosa do que podemos ser. O reverso radical da cultura do estupro. Uma mulher que pode o que quiser, que é o que é, com brilho e desenvoltura, fora do quadro e dos esquadros deste mundo escroto, nojento, purulento como as tripas dos mortos-vivos que tomaram o país. Sobre as cabeças destes walking dead, Manuela dança. Temo por ela."

publicação de Leandro Saraiva.
15 de Julho de 2018 12:47




terça-feira, 10 de julho de 2018


O AMOR QUE SINTO

O amor que sinto
é um labirinto.

Nele me perdi
com o coração
cheio de ter fome
do mundo e de ti
(sabes o teu nome),
sombra necessária
de um Sol que não vejo,
onde cabe o pária,
a Revolução
e a Reforma Agrária
sonho do Alentejo.
Só assim me pinto
neste Amor que sinto.

Amor que me fere,
chame-se mulher,
onda de veludo,
pátria mal-amada,
chame-se "amar nada"
chame-se "amar tudo".

E porque não minto
sou um labirinto.

José Gomes Ferreira
(9 Jul,1900 - 8 Fev,1935)

Lino Réquio

terça-feira, 3 de julho de 2018

RAY CHARLES - I JUST CAN´T STOP LOVING YOU (LEGENDADO PT-BR)



NÃO É POR ACASO
Não é por acaso / Que existe um espaço / Entre dois braços / Lugar onde se semeiam / Germinam e crescem / Os abraços. ....

Alice Queirós / Jardim de Afectos


Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen

ESTA GENTE

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

sexta-feira, 29 de junho de 2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

MULHER

Tu, Mulher-Mãe
mágica chave da vida,
raiz sonhadora
de todos os sonhos,
onde a injustiça dos tempos
é dor fustigada.

Tu, Mulher-Mãe coragem
flor e perfume
dos nossos sentidos,
semente futura
dos que estão por nascer,
grito renascido
do sobreviver.

Tu, Mulher-Mãe-Companheira e
Trabalhadora
NÃO TE DEIXES TOMBAR!
Porque Hoje e Sempre
És hino de luta,
dignidade e amor,
memória infinita
do nosso amanhã,
DE PÉ FICARÁS!
nesta Terra que é tua
(nossa)
e onde o sorriso do Sol,
te beijará cada dia.

APSilva (21-Março-2018)

pintura de Claudia Tremblay
Foto de Alice Capela.

quinta-feira, 21 de junho de 2018



Liberdade

Liberto os pensamentos
Arrumo as feridas secas
Esvoaçam os momentos
Arregaço as lembranças
Embainho as memórias
E conto muitas histórias
Liberto palavras enxutas
Na magia de mil poemas
Caminho árduo de lutas
A liberdade que espreita
No corpo nu e arrepiado
No dia a dia reinventado


AC............... Alice Coelho
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Sun's gone dim

Foy Vance - Make it rain



PULGÕES E PRAGAS NAS PLANTAS: 8 REMÉDIOS NATURAIS PARA SE LIVRAR DELES


DICAS.CO

PULGÕES E PRAGAS NAS PLANTAS: 8 REMÉDIOS NATURAIS PARA SE LIVRAR DELES