sábado, 3 de julho de 2021

«𝐕𝐢𝐯𝐚 𝐚 𝐋𝐢𝐛𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞! 𝐀𝐛𝐚𝐢𝐱𝐨 𝐚 𝐃𝐢𝐭𝐚𝐝𝐮𝐫𝐚, 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐬!»


Garcia Pereira

«Os gritos de “Viva a Liberdade! Abaixo a Ditadura!” que, antes do 25 de Abril, levaram quem os proferisse a ser vigiado, perseguido, preso e torturado estão, todavia, e por mais terrível que isto possa parecer, a tornar-se cada vez mais actuais. Dirão alguns que se trata de um exagero, que já não há Pide, que podemos falar livremente e que, ao menos formalmente, vivemos em Liberdade e Democracia. A verdade, porém, é que, em matéria de expressão de ideias e opiniões, porventura teremos ainda a liberdade de gritarmos a nossa revolta, mas apenas no deserto ou para dentro de um poço e (quase) só isso, enquanto os nossos dados e os nossos movimentos são rigorosamente vigiados.
Com efeito, vigora cada vez mais a “lei da rolha”, quer no sector laboral privado (com as crescentes cláusulas, políticas salariais e outras, e regimes ditos de “confidencialidade”[1]), quer no sector público (com a perseguição implacável, inclusive criminal, a quem ouse denunciar irregularidades e ilegalidades)[2]. E agora, e como melhor veremos mais adiante, assistimos nas próprias redes sociais aos novos senhores do mundo digital (a começar pelo Facebook e pelo Twitter) a defenderem e a aplicar, sem direito de defesa ou contraditório, medidas de censura.
𝐍𝐨𝐯𝐚𝐬 𝐏𝐢𝐝𝐞𝐬
1. Enquanto escasseia o dinheiro para acorrer aos necessitados e famintos, sobra ao Estado um milhão de euros para melhorar a Plataforma para o Intercâmbio da Informação Criminal, o chamado “google dos polícias”.
2. Conforme se descobriu finalmente, a Câmara Municipal de Lisboa tratou de ceder, mais de uma centena de vezes, os dados pessoais (incluindo telefone e morada!) de responsáveis de manifestações, não apenas a vários serviços e polícias portuguesas (do SIS ao SEF), como também às embaixadas dos países contra cujos governos se realizavam tais manifestações e que são conhecidos pelos métodos pidescos que usam relativamente aos respectivos dissidentes (da Rússia a Israel, passando por Angola e pelo Irão), em completa e claríssima violação quer da lei nacional, quer do Regulamento Comunitário de Protecção de Dados[3].
3. Confirmou-se recentemente que todos os dados pessoais que são transmitidos pelos passageiros às companhias aéreas, incluindo a TAP (nome, morada, telefone, identificação das pessoas com que viajam, número de malas, etc.) são colocados, pelo menos durante 5 anos, numa mega base de dados a que acedem serviços de informações e polícias de todo o mundo.
4. Foi revelado que diversos sites públicos portugueses (SNS, PSP, Governo, etc.) forneceram à Google os dados de navegação dos cidadãos que a eles acederam.
5. Os dados pessoais dos cidadãos que aderiram ao IVAUCHER[4] (nome, NIF, morada, n.º das contas bancárias, etc.) foram entregues pelo governo português a uma empresa privada, a Pagaqui[5].
6. O Governo tratou de, através de uma Portaria do presente mês de Junho, atribuir aos administradores de insolvência – que não são magistrados nem polícias – o poder de acederem aos dados dos cidadãos constantes da Autoridade Tributária, dos Registos Civil, Comercial, Predial e Automóvel, da Segurança Social, da Caixa Geral de Aposentações e até do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP).
Como vemos, existem várias “Pides”, com diversos e variados nomes e, sobretudo, com meios infinitamente mais sofisticados do que os da velha polícia política.
𝐀 𝐂𝐨𝐯𝐢𝐝-𝟏𝟗 𝐞 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢çã𝐨 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚
O alegado combate à pandemia da Covid-19 é, todavia, o pior e o mais significativo exemplo do que é este processo de corrosão e de completa deliquescência da Liberdade e da Democracia. Como é hoje fácil de verificar (não só em Portugal), o verdadeiro debate (quer científico, quer político) sobre esta matéria foi por completo impedido e abafado. As vozes divergentes foram silenciadas ou reduzidas à expressão mais ínfima que permita manter uma aparência de Democracia. A liberdade de expressão sem qualquer tipo ou forma de censura, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informado sem impedimentos nem discriminações[6], na prática, estão reduzidos a quase nada.
Com a “prestimosa” e insubstituível colaboração, quer dos gigantes das redes sociais, quer da maioria da Comunicação Social (quase toda falida e dependente seja das receitas da publicidade, seja dos apoios estatais e, logo, tendente a ser “responsável” e “colaborante” com o Poder e com os poderes), tornou-se propositadamente impossível discutir quer a “estratégia” (melhor, as estratégias, porque foram mudando, às vezes de semana para semana…) política e administrativa de combate à doença, quer os fundamentos alegadamente científicos em que se baseavam.
Os direitos dos cidadãos de tomarem parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país e de serem esclarecidos objectivamente sobre actos de Estado e demais entidades públicas e de serem informados pelo governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos[7] foram varridos do mapa. Propaganda é a palavra mais adequada para definir aquilo a que vimos assistindo. E agora até já vemos – tal como sucedeu pouco antes do golpe militar de 28 de Maio de 1926, que pôs fim à I República e instaurou a Ditadura – vozes a sustentar que “isto só vai lá com os militares no Poder!”.
Não se apostou a sério na testagem e na realização em massa dos inquéritos epidemiológicos para se determinar onde estavam as cadeias de transmissão e a melhor forma de a estancar; não se definiram, muito menos com a precisão e celeridade que se impunham, quais eram os alvos mais vulneráveis e que, logo, maior protecção precisavam; encerraram-se milhares de velhos em lares e residências (muitos deles, cerca de 3.500, ilegais, coisa que toda a gente sabia, mas que o governo só descobriu agora) sem quaisquer condições higiénicas e sanitárias e deixaram-se tais cidadãos morrer que nem tordos, por uma forma de actuar cuja responsabilidade política, e mesmo jurídico-criminal, está ainda hoje por apurar, e assim se pretende que permaneça (sempre sob o famigerado “argumento” de que “em tempo de incêndios não se atacam os bombeiros”); não se aproveitou o Verão do ano passado para se reforçar a sério o depauperado SNS, em termos logísticos, materiais e sobretudo humanos; não se apostou a tempo – como só agora se começa a falar – na sequenciação do mais que previsível surgimento das novas variantes de um vírus como este.
Por outro lado, ainda hoje não se sabe exactamente como distinguir os pacientes que, padecendo de outras patologias, faleceram (também) com Covid daqueles que, como causa directa e necessária, morreram de Covid. E as entidades públicas resistem a disponibilizar os dados oficiais dos óbitos, como se de segredos nucleares se tratasse!
Ora, com um Serviço Nacional de Saúde gravemente deteriorado e até, nalguns sectores, desmantelado – e que só conseguiu sobreviver mercê do esforço sobre-humano e até heroico dos seus profissionais, dos médicos e enfermeiros aos técnicos e auxiliares –, foram praticamente abandonados durante mais de um ano os doentes não Covid, actuação esta com terríveis consequências para os portadores de doenças crónicas mais graves (como, por exemplo, as oncológicas, as cardio-vasculares e as respiratórias) e com o aumento drástico da sua mortalidade (quer por não detecção precoce, quer por não acompanhamento e tratamento adequado).
Fez-se, na verdade, uma clara opção de classe, disfarçando-a com argumentos científicos (como o de que o vírus não “atacaria” nos superlotados transportes públicos e hipermercados), mantendo-se a trabalhar os trabalhadores dos serviços considerados essenciais, de actividades insusceptíveis de teletrabalho (da produção agrícola à construção civil, dos transportes, públicos e privados, e da recolha de lixo aos supermercados), colocou-se em teletrabalho o essencial do sector dos serviços e encerraram-se sectores inteiros como a restauração e o comércio local, com consequências absolutamente desastrosas para a economia e, logo, para a subsistência e sobrevivência das pessoas. Mas, obviamente, nada disto pôde ser adequadamente discutido e qualquer tentativa de debate foi logo abafada sob os epítetos de “negacionistas”, “adeptos das teorias da conspiração” e quejandos, com os resultados que agora se começam a ver.
E nem vale a pena repisar o óbvio – em nome do combate ao vírus, os portugueses têm de ficar encerrados em casa, mas já os ingleses podem vir a Portugal sob o pretexto de assistirem (mesmo que em Albufeira…) à final da “Champions League” que, recorde-se, o governo inglês não quis que se realizasse no seu próprio país. Repisa-se todos os dias que é preciso manter o distanciamento social, mas todos os dias vemos altos responsáveis do Estado (do Presidente da República ao Primeiro Ministro) a ostensivamente não respeitarem esse distanciamento. As forças policiais, que tanta energia mostram para dispersar “festas ilegais” de dezenas de jovens, nada fazem perante grandes concentrações, designadamente desportivas.
E, ainda agora, estamos à espera do inquérito necessário para se saber como foi possível a forma como correram os festejos da conquista do campeonato de futebol e – mais importante ainda – se houve alguma contribuição desse acontecimento, e qual, para a disseminação da Covid-19 (já que, para a mortalidade, parece evidente que não terá havido, pelo menos de forma significativa), e que conclusões se poderiam e deveriam retirar daí.
Como, porém, o adequado esclarecimento de tudo isto poria em causa muitas das autênticas falsidades que são diariamente vendidas como verdades absolutas, melhor é deixar tudo no nevoeiro e continuar na via das meras medidas de restrição, tantas vezes estúpidas e irracionais, dos direitos dos cidadãos. Por exemplo, a última proibição de saída da Área Metropolitana de Lisboa para os seus habitantes, como forma de pretenso combate à Covid-19, deu este resultado: quem tem possibilidades e meios financeiros para tal (uma vez mais!), pôde sair à hora de almoço de sexta-feira e ir para qualquer ponto do país e os que ficaram dentro dela puderam circular livremente, inclusive entre zonas muito diversas e com graus de incidência da Covid-19 muito distintos!?
Qual a eficácia – e nem esse seria um critério único ou sequer essencial – desta medida, ninguém conseguiu demonstrar. E, bem pior do que isso, dentro da lógica de que os fins justificariam os meios, temos um direito constitucionalmente consagrado[8], como é o direito de deslocação a ser restringido a até eliminado, fora de qualquer estado de sítio ou de emergência, e não por lei, mas por um acto regulamentar como uma Resolução do Conselho de Ministros. E temos até uma Justiça Administrativa (neste caso, do próprio Supremo Tribunal Administrativo), cada vez mais próxima das teorias (de antes do 25 de Abril) da presunção de legalidade de todos os actos da Administração e de que o Estado tem sempre razão, a considerar que não há aqui qualquer inconstitucionalidade!?
𝐔𝐦𝐚 𝐯𝐚𝐜𝐢𝐧𝐚çã𝐨 “𝐥𝐢𝐯𝐫𝐞” 𝐞 “𝐞𝐬𝐜𝐥𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐝𝐚”?
Quanto à vacinação – e atenção, eu não sou “anti-vacina”, pelo contrário![9] – passa-se algo semelhante. Os temas relativos a possíveis efeitos adversos, inclusive a morte, de cada uma das vacinas e a respectiva dimensão real, a razão de ser do seu (des)aconselhamento a diferentes escalões etários ou estados de saúde ou de gravidez e até as mudanças desse (des)aconselhamento, as vantagens e desvantagens já conhecidas de cada uma das ditas vacinas, os critérios que levaram o Governo a adquirir umas e não outras, ainda que absolutamente indispensáveis para a formação de um consentimento verdadeiramente livre e informado, são, todavia, temas absolutamente tabus e a lógica é a de que o cidadão leva a vacina que lhe derem, quando derem e como derem e também nesta matéria deve é “comer e calar”. Ainda por cima, apesar do silêncio anti-científico que se tentou impor, já se sabe que não só cidadãos vacinados podem contrair a infecção (1/3 dos que estão internados nos hospitais estarão nessa situação), como também cidadãos vacinados podem transmitir a doença.
𝐎 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐯𝐢𝐝 𝐞 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐬𝐜𝐫𝐢çã𝐨 𝐝𝐨𝐬 “𝐢𝐦𝐩𝐮𝐫𝐨𝐬”
Ora, o que se está a tratar de se impor – uma vez mais contra a lei e contra a Constituição, mas também contra a Ciência – é a obrigatoriedade do chamado passaporte sanitário ou “certificado digital Covid,” tornando a sua posse e exibição requisito indispensável, não só para que o cidadão possa circular, inclusive dentro do seu próprio país, mas até para que possa ir às compras, tomar uma refeição ou simplesmente aceder a um espaço público!?
Justificação científica para semelhante atrocidade anti-constitucional não há nenhuma, até porque, repito, mesmo os vacinados podem transmitir a Covid-19 e, sobretudo, porque se continua a não conseguir determinar com o mínimo de exactidão quais as causas e as cadeias da transmissão. Mas as consequências sociais e políticas são gravíssimas, pois a partir daqui teremos a “raça pura” dos vacinados – que podem circular livremente, apesar de poderem estar também a disseminar a infecção – e os “impuros” e “inferiores” não vacinados – culpados de todos os males de Covid e, assim, “legitimamente” condenados a uma eterna “prisão domiciliária” e outras medidas restritivas.
E como se faz relativamente aos “impuros” que os interesses económicos e financeiros dominantes exigem que continuem a trabalhar e, logo, a deslocar-se entre casa e trabalho e trabalho e casa? É simples: ou se lhes impõe um “passe” que só lhes permite circular nesse percurso e nesse período, ou se lhes impõe, sob a ameaça de despedimento com justa causa em caso de recusa, a vacinação, embora se continue a dizer que esta é voluntária!?…
𝐏𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 “𝐛𝐞𝐦” 𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 “𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬”
Esta técnica de gestão política, assente na divisão entre os cidadãos e, como vimos, sem base quer científica, quer jurídico-constitucional é, todavia, o que está a ser imposto todos os dias. Para que essa imposição seja mais fácil, é essencial proteger o “unanimismo” oficial e fechar a boca aos renitentes e divergentes. Ora, no essencial na Comunicação Social, escrita e falada, isso já está hoje assegurado pelos “praticantes do bem”, ou seja, pelos censores, digo, editores de serviço.
Nas redes sociais, o art.º 6.º da famigerada “Carta Portuguesa dos Direitos Humanos da Época Digital”[10] prevê que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) vigie, analise, decida e puna condutas de pessoas singulares e colectivas que pratiquem alegada “desinformação”. E esta é definida como “toda a narrativa comprovadamente falsa ou enganadora, criada, apresentada e divulgada para obter vantagens económicas ou para enganar deliberadamente o público, e que seja susceptível de causar um prejuízo público, nomeadamente ameaça aos processos políticos democráticos, aos processos de elaboração de políticas públicas e a bens públicos”[11]. A mesma lei estabelece que “O Estado apoia a criação de estruturas de verificação de factos por órgãos da comunicação social devidamente registados” e que “incentiva a atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas dotadas do estatuto de utilidade pública”[12] (sic).
Tudo isto levanta três questões incontornáveis:
1.ª É claro que as ideias propositadamente falsas e enganosas devem ser combatidas e rebatidas. Mas isso faz-se, sobretudo e acima de tudo, pelo debate ideológico e não por medidas de censura administrativa; faz-se pela força e justeza dos nossos argumentos e não pelo tapar da boca de quem discorda – por ventura dura e até erradamente – de nós.
2.ª “Quem guarda o guarda?” Quem controla, e de que forma, o modo como a ERC e as tais “estruturas de verificação” vão decidir que uns têm direito a que as suas opiniões sejam expressas e conhecidas e outros não? Como o pode alguém avaliar correctamente se, desde logo, não for avaliado também? E alguém tem dúvidas de que personagens políticos como o Primeiro-Ministro, a Ministra da Saúde ou o Ministro da Administração Interna e aqueles que apoiam tenderão a qualificar como “desinformação” todas as denúncias e críticas que lhes sejam dirigidas?[13]
3.ª “Selos de qualidade” em matéria de informação já muitos de nós sabemos bem o que representam – o ignorar e violar, por exemplo, os básicos e constitucionais o direito de “exprimir e divulgar o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio” e o princípio geral, em matéria de eleições, de “igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas”[14], tudo em nome dos eternamente insondáveis e insindicáveis critérios editoriais dos guardiões do pensamento dominante.
A questão é, pois, demasiado grave para que a possamos ou queiramos ignorar, até porque já vimos, e demasiadas vezes, o que fazem auto-proclamados democratas quando se apanham com o “lápis azul” da censura e com o poder (designadamente o decorrente de maiorias absolutas ou coisas similares) nas mãos…
𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 (𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐨) 𝐬𝐮𝐢𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨, 𝐧ã𝐨!
Não se trata, pois, de nada fazermos perante posições e atitudes que se nos afiguram erradas ou até bastante incorrectas. Trata-se é de não seguirmos o caminho, perigoso e anti-democrático, de, sem permitir a discussão e sem qualquer demonstração de erro, se silenciar e se segregar quem discorda de nós, deixando que “guardiões do templo” decidam em nosso nome e disfarcem a sua incompetência, a sua prepotência, e até as suas falsidades sob o manto diáfano da legitimidade dos fins (do combate à Covid-19 e à “desinformação”).
Não queiramos, pois, regressar ao passado e voltar ao país retratado pelo poeta José Carlos Ary dos Santos neste belo poema:
"Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabri
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado."
Viva a Liberdade! Abaixo a Ditadura, em todas as suas formas!»
António Garcia Pereira
http://www.noticiasonline.eu/viva-a-liberdade-abaixo-a.../

[1] Como sucede, por exemplo, na TAP e na generalidade das empresas de novas tecnologias.
[2] O Ministério Público quer, por exemplo, levar a julgamento o funcionário de uma empresa gestora de resíduos hospitalares que denunciou um licenciamento “aligeirado” e “relâmpago” concedido à empresa.
[3] Em vigor desde Maio de 2018.
[4] Programa do governo destinado a dinamizar o consumo nos sectores mais afectados pela pandemia e que permite a utilização posterior de 50% de IVA acumulado pago nos sectores da restauração, da hotelaria e da cultura.
[5] Entretanto adquirida pelo grupo privado internacional do sector dos pagamentos Saltpay.
[6] Formalmente consagrados no art.º 37.º, n.º 1 e n.º 2º da Constituição.
[7] Proclamados no art.º 48.º, n.º 1 e n.º 2 da Constituição.
[8] Art.º 44.º da Constituição.
[9] Considero que a vacinação, se suficientemente testada e com eficácia cientificamente (e não “por encomenda política”) comprovada, constituiu um meio importante de combate à Covid-19, mas tem de assentar no princípio do livre e esclarecido consentimento.
[10] Aprovada pela Lei n.º 27.º/2021, de 17/05.
[11] De acordo com o n.º 2.
[12] Veja-se o n.º 6.
[13] Recordo que Marta Temido chegou a apresentar, junto da Ordem dos Advogados, uma queixa disciplinar contra mim, pela forma como defendi os enfermeiros em luta e critiquei a requisição civil contra eles decretada.
[14] Art.º 113.º, n.º 3, al. b) da Constituição.
—-
Via António Abreu

terça-feira, 30 de março de 2021

Primeira Pessoa

Primeira Pessoa: Maria José Morgado - Maria José Morgado é para muitos portugueses um símbolo do combate à corrupção na Justiça nacional. Há em si o desejo permanente

quarta-feira, 10 de março de 2021

Covid-19: para acabar a pandemia, abram tudo já!


por Max

A Covid deve poder circular livremente ou vamos demorar dez anos a livrar-nos dela. Ou seja: abram tudo ou isso nunca acaba.

Esta não é uma piada dum blog bombástico, mas a opinião de três cientistas que publicaram os resultados dum estudo na revista Science, uma das mais prestigiadas a nível internacional. O estudo tem o título de Immunological characteristics govern the transition of Covid-19 to endemicity ("Características imunológicas regem a transição da Covid-19 para a endemicidade").

Jennie Lavine e Rustom Antia, do Departamento de Biologia da Universidade Emory em Atlanta, juntamente com Ottar Bjornstad, do Centro de Dinâmica das Doenças Infecciosas da Universidade Estatal da Pensilvânia, desenvolveram um modelo teórico que confirma a hipótese de que a Covid-19 se tornará endémica e a sua letalidade acabará por ser de cerca de 0.1%, abaixo do nível da gripe sazonal. O SARS-Cov-2 já não pode ser eliminado de forma directa.

Podemos pensar: "É só mais uma opinião entre as muitas que ouvimos este ano". Sim, com a diferencia que as outras não eram publicadas no Science.

Estamos actualmente confrontados com a questão de como a gravidade da infecção da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SRA-CoV-2) pode mudar nos próximos anos. A nossa análise de dados imunológicos e epidemiológicos sobre o coronavírus humano endémico (HCoV) mostra que a imunidade de bloqueio da infecção diminui rapidamente, mas que a imunidade de redução da doença é de longa duração. O nosso modelo, que incorpora estas componentes da imunidade, avalia tanto a gravidade actual da infecção SARS-CoV-2 como a natureza benigna dos HCoVs, sugerindo que, uma vez atingida a fase endémica e a exposição primária na infância, o SARS-CoV-2 pode não ser mais virulento do que a constipação comum.

O modelo explica o perfil da doença estruturada em função da idade e avalia o impacto da vacinação. A transição na dinâmica da epidemia para endemia está associada a uma mudança na distribuição etária das infecções primárias para grupos etários mais jovens, o que por sua vez depende da rapidez com que o vírus se espalha. Uma imunidade esterilizante mais duradoura irá retardar a transição para a endemicidade. Dependendo do tipo de resposta imunitária que gera, uma vacina poderia acelerar um estado de endemicidade de doença ligeira.

Na prática: o SARS-CoV-2 tem que tornar-se endémico, assim como endémicos são os outros Coronavírus que circulam normalmente entre nós todos. O que significa "endémico"? Uma doença endémica é uma doença localizada num espaço limitado denominado "faixa endémica". Isso quer dizer que a endemia é uma doença que ocorre apenas num determinado local ou região, não atingindo outras comunidades de forma pandémica.

No caso do SARS-CoV-2, estamos a falar dum vírus que, como afirmam os pesquisadores, "pode não ser mais virulento do que a constipação comum". Mas se queremos atingir rapidamente a fase endémica é necessário que a taxa de contagiosidade R0 seja igual a 6. Ou seja, que uma pessoa infecte seis outras pessoas, muito além dos valores de R0 apontados pelos órgãos de informação durante o último ano.

Gráfico simplificado dos cenários com R0=2, 4 e 6 (fonte: estudo citado no texto)

Os cientistas americanos chegaram a esta conclusão considerando que "existem quatro coronavírus de interesse humano (Hcov) que causam o resfriado comum, ou síndromes do tracto respiratório superior, e que circulam endemicamente por todo o mundo. Causam apenas sintomas ligeiros e não representam um perigo significativo para a saúde pública". Os autores do estudo acreditam que todos os Hcovs provoquem imunidade com características semelhantes e que "o grave problema actual de saúde pública é uma consequência do surgimento da epidemia numa população imunologicamente não tratada, onde os grupos etários mais velhos sem exposição prévia são mais vulneráveis".

Devemos agir com vacinas? Sim e não. O que é preciso é "um reforço frequente da imunidade através da circulação viral em curso, para manter a protecção contra a doença; então pode ser melhor que a vacina imite a imunidade natural na medida em que previne a doença, sem bloquear a circulação do vírus", diz Jennie Lavine, co-autora do estudo. Os cientistas acrescentam que "a infecção ou vacinação pode proteger, mas não fornecer o tipo de imunidade de bloqueio de transmissão que permite a blindagem ou a geração de imunidade de rebanho de longo prazo".

Ou seja: a vacina não é o fim do vírus, nem é necessária. Pode ajudar a prevenir as formas mais graves (dado que uma cura alternativa continua a não ser investigada), mas não é a solução.

Como repetido até a náusea nestas páginas, um vírus que mata o hospedeiro e não consegue adaptar-se (tornando-se endémico) é um erro da evolução. O SARS-CoV-2 não é mais estúpido dos outros vírus, quer espalhar-se alcançando o maior número de indivíduos: mas, para fazer isso, tem que adaptar-se ao hospedeiro (eis as "terríveis" variantes) até passar quase despercebido.

Vice-versa, os lockdown, as máscaras e a parafernália toda impedem a circulação do vírus e o seu natural processo de adaptação. As medidas de prevenção atrasam a "endemização" do SARS-CoV-2, evitando a sua adaptação e mantendo em circulação por mais tempo a versão original do vírus, aquela que produz mais prejuízos. E proteger as crianças é o pior dos erros possíveis.

Num artigo posterior numa outra publicação entre as mais conceituadas, Nature, Jennie Lavine explica:


O vírus ataca, mas uma vez que as pessoas desenvolvem alguma imunidade, seja através de infecção natural ou da vacinação, não sentirão sintomas graves. O vírus tornar-se-ia um inimigo encontrado pela primeira vez na primeira infância, quando geralmente causa pouca ou nenhuma infecção.

É possível conviver com a Covid? Claro que sim e este tem que ser o nosso objectivo, tal como acontece com os outros coronavírus endémicos: após exposição à constipações comuns, é gerada uma protecção, uma imunidade generalizada adquirida desde a infância. Falamos aqui de cross reactivity ("reactividade cruzada"), graças à qual os anticorpos são capazes de reconhecer um novo vírus com uma composição genética semelhante a outros agentes patogénicos com os quais entraram em contacto. Não surpreendentemente, para a maioria das crianças, a Covid-19 não representa um risco. O nosso sistema imunitário é uma defesa fantástica que serviu de forma exemplar ao longo de, pelo menos, os últimos 300 mil anos (no mínimo): não precisa de pedaços de RNA sintético, é preciso deixa-lo trabalhar.

A vacina? Pode ajudar, como afirmado no estudo, mas não como "esterilização".

Se quisermos chegar rapidamente a uma fase endémica, um forte distanciamento social não é a solução. Continuando desta forma, os pesquisadores assumem um período de dez anos para chegar à endemia:

Um R0 mais elevado resulta numa epidemia inicial maior, mais rápida e numa transição mais veloz para a dinâmica endémica.

E que o SARS-CoV-2 tenha que tornar-se endémico está fora de discussão: um inquérito entre mais de 100 imunologistas, investigadores de doenças infecciosas e virologistas, realizado em Janeiro pela revista científica Nature, revelou que a maioria dos que trabalham na área (quase 90% dos inquiridos) disseram esperar que o SARS-CoV-2 se torne endémico, uma presença constante na nossa sociedade.

E os mesmos especialistas afirmam que estes vírus endémicos não requerem medidas de bloqueio, como mascaras e distanciamento social, devido a uma combinação de vacinas anuais e imunidade adquirida, resultando em menos mortes daquelas provocadas pelas doenças sazonais (como a gripe).

Para concluir: todas as medidas de isolamento têm como resultado o adiamento do final deste pesadelo.

Já agora, eis do mesmo estudo uma comparação entre Covid-19 (Cov-2), a SARS ou SRAG de 2003 (CoV-1) e MERS:

(fonte: estudo citado no texto)

E aqui a comparação entre cenários teóricos entre as mesmas doenças segundo valores de R0 de 2, 4 e 6.

(fonte: estudo citado no texto)

Isso tanto para perceber o que realmente é esta "pandemia"...

segunda-feira, 1 de março de 2021



Boa noite,

Segue Informação ao seu Pedido: 
1 - Kit Solar Termossifão 300L Inox 316L - 30 Tubos Vácuo __ 795,00€ 
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Atenciosamente. 
Rui Sousa

domingo, 28 de fevereiro de 2021

La dura carta de una médica avergonzada por las falsedades en torno a la pandemia - 6 septiembre, 2020



Cómo siempre es importante escuchar todas las voces, me siento obligada a elevar la mía: luego de haber leído algunas notas de Instituciones, tales como la Sociedad Argentina de Terapia Intensiva (SATI) y la Facultad de Medicina de la U.B.A., siento mucha tristeza y vergüenza ajena por el grado al cuál ha llegado la corrupción y deshumanización en este país y en el mundo entero.
Quiénes me conocen saben de mi perfil académico, que no es menester en este momento aclarar ni pretendo darle relevancia. Simplemente lo menciono porque he sido y sigo siendo parte de muchas de estas instituciones y hoy generan mi más profundo cuestionamiento acerca de los intereses por los cuáles ellas se mueven o defienden.
De seguro, con este tipo de comunicados, puedo darme cuenta que no están en la línea de descubrir la verdad y abrir verdaderas líneas de investigación respecto a lo que está sucediendo.
Hoy, ¡ninguna de ellas me representa! Y lo quiero decir con énfasis.
¿Por qué? Simplemente porque no se puede responzabilizar a la población de acciones que le corresponden al Estado y a los gobiernos. Es responsabilidad de ellos ofrecer la adecuada infraestructura tanto edilicia como en recursos humanos y materiales para cualquier contingencia de Salud. Y han dejado de hacerlo hace mucho tiempo. El Sistema de Salud no colapsa desde marzo del 2020 y ni siquiera desde ahora: eso es una mentira. ¡El sistema de salud colapsa hace mucho tiempo y cada año!
Los médicos no estamos desbordados desde ahora, estamos agotados desde hace años en este sistema perverso, del cual ahora muchos dirigentes de obras sociales, gremialistas, dueños de instituciones privadas y prepagas se jactan. ¡Ellos son a quienes deberían dirigirse! Es una vergüenza y grave error realmente responsabilizar a la población y hacerse eco de esto que no es más que otra estrategia, inhumanamente planificada, con el simple objetivo de enfrentarnos, de ser nuestros propios espías y custodios.
Hoy la población está sin trabajo, muchos perdieron sus inversiones de toda una vida, sus pequeñas o grandes Pymes, están sin salud, viviendo una situación de estrés crónico y agotador que la enferma más que cualquier nueva enfermedad que se pretenda frenar o prevenir. Sus sistemas inmunes están al borde del abismo a consecuencia de las medidas tomadas. Se necesita un gran altruismo para reconocer el error y poder enmendarlo. Este Gobierno debería hacerse cargo. Y nosotros, como médicos, exigírselo y no responzabilizar a la población.
La gente está sufriendo, ¡agotada también! Agotada del miedo, que les transmiten minuto a minuto a través de los medios de comunicación y, ahora, a través de instituciones como éstas. Me parece vengozoso que se presten a este tipo de acciones.
La gente está quebrada, sin trabajo, agotada emocionalmente. Sin controles todos aquellos con patologías crónicas, con enfermedades graves. Pero los CEOs de las prepagas, sindicatos y obras sociales nunca dejaron de recibir sus pagos y no prestaron servicios en todos estos meses. ¿Y le pedimos responsabilidad a la gente?
¿Qué nos pasa?
El gobierno les ofreció a los médicos un bono que nunca pagó. Los jueces y senadores cobran más que un médico que hoy en fundamental en este escenario ¿y nosotros responsabilizamos a la gente?
¿Qué nos pasa?
Tenemos cuatro trabajos habitualmente para llegar a vivir dignamente. Corremos de punta a punta la ciudad en la que vivamos, tenemos condiciones laborales inconstitucionales. En un 80% no tenemos relación de dependencia, no gozamos de vacaciones pagas ni ningún beneficio que cualquier trabajador tiene y lo merece tal cuál lo dice la constitución argentina. ¿Y nosotros hoy responsabilizamos a la gente?
¿Qué nos pasa?
Nos aplauden y nos hacen creer héroes ¿y compramos la infamia?
¿Qué nos pasa? ¿Cuándo dejamos de ser empáticos con el sufrimiento del otro?
Esto es un llamado de atención a ustedes, a mis colegas.
¡Vuelvan, por favor, a sí mismos! Simplemente dejen de repetir protocolos. Razonen, hagan medicina. Piensen cada cosa que se les está pidiendo que hagan. ¡Nada tiene lógica ni sentido común!
Repasen como se hace una PCR, lean ciencia independiente… así pueden entender lo que está pasando y salir de sus miedos.
En un grito desesperado. Les pido que despierten y dejen de repetir órdenes. No somos soldados de guerra, somos médicos.
Nada es lógico en esta “pandemia” (que ni siquiera debiera llamarse así). Leamos y repasemos conceptos de salud pública y epidemiología.
No asustemos a la gente. Y salgan de sus miedos. ¡Salgan de sus miedos!
La gente está sufriendo. Lo vivimos en cada consulta, en cada historia que es desgarradora. ¿Nos estamos deshumanizando?
¿Qué nos pasa?
Exijamos que las muertes se investiguen. Aprendamos como aprendimos siempre. Hagámonos preguntas. Busquemos respuestas. Dejemos de rendir honores a quien necesita exponer su ego para sentirse seguro y nuestra sumisión y ausencia de pensamiento libre para que eso simplemente sea.
¡Cuestionen esos protocolos que están repitiendo sin pensar y en automático!
Hicimos un juramento hipocrático que está por encima de cualquier Institución y entidad. Juramos no hacer daño. ¡No dejemos que nos usen!
Es responsabilidad del Estado que un sistema de salud funcione adecuadamente y que nuestros sueldos sean acordes a nuestra labor. ¿Por qué se lo cobramos a la gente?
¿Qué nos pasa?
Eleven una nota al Presidente, al senado y exijan el pago de honorarios justos. En seis meses se podrían haber construido cinco hospitales nuevos. Si faltan camas o elementos o recursos, no es a la gente a quien se lo tenemos que reclamar. Ellos son a quienes tenemos que cuidar, y ayudar a sanar.
El periodismo se ha ocupado de manejar información que no entiende y ha generado mucha confusión. Se ha puesto en manos de la gente información que no sabe procesar por no tener el background para hacerlo.
Lean más allá de los papers de revistas prestigiosas. Investiguen. Repasen conceptos que aprendimos en primer y tercer año de la facultad de Medicina.
Salgan de su sillón de comodidad dejando que otros piensen por ustedes. Les grito: ¡Despierten! La gente nos necesita más lúcidos que nunca. ¡Y sin miedos!
Todos nos necesitamos para poder salir de esta situación.
Exijamos a quienes tengamos que exigir.
Dejemos de sostener que los “respiradores” son la única solución o la única terapéutica en este contexto porque no es así. Dejemos de creer que los “antivirales” más caros de la historia son la única solución a estas neumonías. Hay muchísimos tratamientos probados en el mundo y nosotros tenemos el acceso a todos ellos y poder usarlos incluso en etapas no complicadas de la enfermedad. Abrámonos a toda terapéutica para salvar a nuestros pacientes, como siempre lo hicimos.
Dejemos de “aislar” a las personas, sin base científica. Dejemos que un padre se encuentre con su hija. Dejemos que una paciente grave pueda ser abrazada en el momento que más lo necesita ¡Dejemos de internar a la gente sana! Dejémosla vivir. Están asustados, angustiados y sin entender. Yo sé que ustedes también, pero tienen la posibilidad de abrirse a otras respuestas y poder salir de sus miedos.
Reforcemos nuestros sistemas inmunes, salgamos al sol, miremos la luna, pisemos la tierra, riamos. ¿Cuándo nos dio tanto miedo vivir?
Dejemos de llamar “enfermo” a una persona sin síntomas, con un test positivo. Un test que tiene pésima especificidad. Los científicos del mundo lo están diciendo. Investiguen. Las secuencias genéticas que detectan estos test son comunes a otros coronavirus y otros virus respiratorios que viven con nosotros. Eso nos explica los falsos positivos o falsos negativos.
¡Despierten! La gente nos necesita.
Cuestionen a las Sociedades, a las Instituciones, a la OMS. ¡Pidámosles respuestas a ellos! No a la gente que no puede más. Y nosotros no podemos ser cómplices y seguir con miedo.
Abramos una investigación científica y seria, como siempre lo hicimos.
Exijamos auditorías, autopsias.
Exijamos honorarios justos para todos los médicos. ¡Nunca más médicos fuera de relación de dependencia! Ni en este Gobierno ni en ninguno.
Responzabilicemos a quién corresponde.
¿Qué nos pasa?
¿Existe un protocolo para humanizarnos? Si existe, te lo pido en un grito desesperado, activá ese protocolo. Volvamos a nosotros mismos. Volvamos a ser humanos. Volvamos a vivir.
¿Sabés qué es lo contrario al miedo? ¡El amor!
Abrí tu corazón. Abrilo a vos mismo, abrazate, querete, perdonate y desde esa vibración hacelo con cada ser a tu alrededor. Todos somos uno. Viví en ese amor y el miedo simplemente se diluirá. Te lo puedo asegurar.
Todos nos necesitamos y volver al corazón es nuestra única esperanza.

Dra. M. Cecilia López
Médica cardióloga (M.N. 134.504)
Miembro de Epidemiólogos Argentinos Metadisciplinarios (La Prensa).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Insomnia (Beatzone Remix) New Video HD 2021

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

LISTA DE ALTERAÇÕES SUBSTANCIAIS PARA O PLANO DE RE-ESTRUTURAR PORTUGAL - Dr Diogo Cabrita


Diogo Cabrita

1- Defendo as 30 horas como forma de aumentar trabalho por turnos, trazer mais gente ao emprego, dar mais estabilidade a todos.
2- Defendo que uma parte dos salários seja sempre por produtividade aferindo dinheiro a tarefas realizadas: Em quantas comissões participou um deputado? Quantos relatos redigiu? Quantas auditorias dirigiu? Vale xxx
3- Defendo que em TODOS os lugares dirigentes (Bancos, Escolas, Empresas Públicas e Privadas, Deputados, Autarcas, etc) deve haver um limite de tempo para garantir sanidade, ausência de utilização indevida do poder, reduzir o crime...
4- Defendo que Portugal deve apostar os seus engenheiros em criação de patentes como baterias eléctricas e sistemas fáceis de as recarregar, estar na linha da frente do fim dos cabos eléctricos, estar na liderança da tinta exterior capaz de absorver energia solar sustentável para as casas...
5- Defendo uma exposição da música e da pintura portuguesa que percorra os grandes centros culturais do Mundo, com uma curadoria profissional, uma organização impecável, catálogos desejáveis... Registos inesquecíveis...
6- Defendo a construção de um carro português - eléctrico, de grande autonomia, versátil, com seis lugares como base, utilizável militar e civilmente.
7- Criar apoios nos domicílios para doentes acamados com utilização de familiares desempregados a quem se dá formação e condições e se audita na função....
8 - Aposta no ensino e no desporto até aos vinte anos de idade criando condições e escolas melhores com professores empenhados e dedicados, remunerados também por essas qualidades (prefiro a cenoura ao chicote).
9- Após contabilizar todo o dinheiro perdido por má gestão (PT mil milhões, BPN quatro mil milhões, BES cinco mil milhões, Transportes Públicos 10 mil milhões, etc) defendo o confisco de fortunas dos maus gestores e das práticas criminosas. O enriquecimento inexplicável deve ser criminalizado e o confisco a medida de os conter. Nem precisam prender. Coloquem 450 euros/mês na mão do PREVARICADOR.
10- Volto a dizer que defendo o internamento compulsivo de várias patologias: ciúme patológico com violência doméstica, violência associada a toxicodependência, alcoolismo cronico com episódios anti-sociais. UM PRESÍDIO TERAPÊUTICO PARA IMPEDIR O DRAMA.
11- Defendo a liberalização do mercado aos prestadores de luz e de gás e de TV. A água é do povo e um direito nunca privatizável.
12 - E defendo ainda um valor máximo na Função Publica, um tecto salarial que permita que fique claro que o Serviço Público não é lugar de fazer fortuna, não é lugar de enriquecimento. Ninguém na Função Pública deve ganhar mais que o Primeiro-ministro, mesmo que somadas horas e incentivos.
13 - Na Função Pública deve medir-se a produtividade, a eficiência, mas não deve haver esquemas de pagamento incompreensíveis e favorecedores de alguns. Sou contra suplementos e acrescentos, taxas e bonificações. Salários dignos e cumprimento de horários permitem mais funcionários, mais distribuição do bolo digno, por mais pessoas. Sim , sou contra horas extraordinárias, tarefas extra e outros esquemas que levaram alguns a utilizar o poder de modo indigno e desigual.
14 - Quem não trabalha nunca teve problemas em Portugal. Sou a favor de que nos critérios de avaliação estejam os da produtividade real. Quem não produz nada tem que ser inquirido mais vezes do que quem produz!
15 - Defendo uma aposta clara no ramo Naval das Forças Armadas Portuguesas. Defendo uma força militar activa, comprometida Internacionalmente, prestando missões com risco mas devidamente equipada e protegida pela qualidade e a formação. Uma força militar que nos deixe o território marítimo (muito superior ao terrestre) claramente defendido.
16 - Defendo que a GNR deve ser uma força paramilitar com funções na área civil. Mas A GNR pode ser o ramo militar terrestre com componentes específicas quer na Cavalaria mantendo a tradição equestre, quer nos grupos de intervenção mais específicos da defesa Nacional dentro de portas.
17 - Defendo milhares de Câmaras de Vídeo nos lugares públicos e identificação e prisão EDUCATIVA dos meliantes e dos bandidos que impedem o prazer de todos nós. Há que ir buscar a casa quem percebemos que leva a vida a perturbar o bem-estar colectivo. Aqui incluo a proibição de claques organizadas no futebol, de bandos de idiotas a percorrer ruas protegidas pela polícia, de lugares de colocar selvagens em campos onde queremos as famílias e os filhos a divertirem-se.
18 - Defendo a LEGALIZAÇÃO de quase tudo: a droga, a prostituição, o álcool, mas balizando os comportamentos e as consequências dos actos. O meu inimigo são as pessoas que exploram ou escravizam outras. O meu inimigo são os facínoras e não as que se vendem ou os que no seu recanto se drogam e bebem.
19 - A jurisprudência como regra da nova reforma da justiça. Decisões semelhantes sobre assuntos semelhantes devem ser a regra e não excepção. Construir a justiça com base em alguns indicadores ou fluxogramas é um princípio que resultou de modo excelente na saúde e resultará, feito por pessoas inteligentes e sabedoras na justiça séria, coerente e transparente. Reduzir o livre arbítrio da cabeça dos juízes é uma reforma igual à que cria guidelines à actuação oncológica - na saúde trouxe melhoria franca, menos erro, menos mortalidade.
de modo muito livre e claro, "surfando" pelos temas para não ser um documento pomposo e vaidoso (são apontamentos pessoais) irei continuar a expor a lista de coisas que já expus ao PS e não sei se alguma lhe interessa...
20 – Para revitalizar os centros históricos das cidades defendo que não se deixe construir em terrenos onde nunca houve construção. A aposta deve ser na reabilitação urbanística sobretudo da centralidade, na remodelação das zonas velhas com inovação e com casas para habitação.
21 – Rever a política dos Centros Comerciais é uma prioridade, optando pelo comércio tradicional nas ruas e sobretudo nas artérias pedonais. Portugal, onde há melhores centros comerciais que na Alemanha, na Holanda, em França tem de ser um Portugal doente e com uma dimensão distorcida da realidade. Aqui onde os compradores escasseiam, onde os salários são miseráveis, onde os Shoppings vão à falência por não cumprimento de rendas dos lojistas, há projectos megalómanos que estão por perceber. Também esta opção levou à destruição da “baixa” das cidades.
22 – Após longa e diversificada leitura sou hoje um defensor do fim do acordo ortográfico. Seria um gesto eficiente terminar com essa doença legislativa que caracteriza as governações onde também incluo o disparate do acordo ortográfico, que afinal é uma mudança da nossa ortografia pois mais ninguém o aprovou.
23 – Uma lei deve ser aprovada por 2/3 dos deputados se houver em vigor outra sobre a mesma problemática há menos de cinco anos e deve ter uma validade de pelo menos nove anos, permitindo que as empresas, os cidadãos se adaptem, construam o projecto e criem mais-valias. O método de contínuas distorções do espírito da lei tem de ser abolido a bem da coerência e do equilíbrio de todos.
24 – Acabar com as taxas diferentes nas auto-estradas. Modelos 2 e outros devem desaparecer e fomentar a presença dos TIR nestas vias.
25 – Opção por edificar acessibilidades, ELEVADORES POR EXEMPLO, onde elas não existiram por manifesta falta de senso dos reguladores ou falha dos fiscais. Todos os prédios devem ter uma solução fácil para colocar elevadores ou soluções de acessibilidade a idosos e deficientes, ou doentes. Esta é uma primazia para a reconstrução dos centros históricos.
26- Estacionamentos. Sem parques de estacionamento não pode haver instituições públicas. Essa obrigatoriedade tem de colocar-se para Hospitais, tribunais, penitenciárias, estádios de futebol, escolas, universidades. Há que resolver o estacionamento das cidades com soluções rápidas e urgentes.
27- Incentivo da estrutura/marca Lusa no sentido de criar lugares de venda de produtos de qualidade feitos em Portugal, por criadores portugueses, por fábricas no nosso território. A MARCA LUSA terá um processo de selecção que se torna um valor de excelência, uma sofisticação das marcas para inclusão nela. Pertencendo à loja LUSA estão projectados em todas as capitais importantes do Mundo. Como em tudo, os lugares não são para sempre e obedecem a regras e critérios e um deles será máximo de cinco anos.
28 – Rever todas as Fundações. Será proibido lugares vitalícios em Fundações que auferem comparticipações públicas ou que têm negócios com o Estado.
29 – O total de impostos sobre empresas e cidadãos tem de estar abaixo de 45% do que facturamos (inclui este valor: taxas, IRS, IVA, IMI, IRC). Assim se coloca dinheiro no bolso das pessoas. O escalão de cobrança aumenta com o valor dos rendimentos mas até ao máximo referido. O Estado deve ser gerido tendo em conta o valor do PIB. A inscrição do valor de gastos do Estado tem de ter em conta esta regra que alterará por completo o modo de governar e as prioridades do Estado. O Estado tem um máximo de rendimento que pode utilizar e tarefas claras na educação, saúde, segurança, justiça, desporto, defesa do território.
30 - Inventariar todas as compras do Estado num valor superior a 400.000 euros e ver quantas não estão a ser rentabilizadas. Porque se compraram? com que fim? Não permitir nenhuma outra compra até este assunto estar claro. Cruzar esta informação com todos os concursos acima de 400.000 euros que se desejaram abrir ou pediram para abrir. Redistribuir, reorganizar o dinheiro do Estado. Vender o devoluto, arrasar tudo o que está desocupado há mais de 30 anos. Terraplanar.
31 - Promover a agregação populacional nas cidades e vilas reduzindo o número de aldeias e casas dispersas. A dispersão das construções tem custos públicos inaceitáveis para um Estado mínimo em saneamento, electricidade, água e luz.
32 - Acabar com 13º e 14º mês e aumentar o valor mensal dos salários. Criar um salário mínimo de 800 euros. Acabar com subsídios e taxas. Salários dignos não precisam de truques para ganhos extra. Impedir quase todas as horas extra em favor de empregos rotativos e mais pessoas com emprego.
33 - Baixar os impostos dos carros pequenos e modernos. Reduzir custos para quem retira do mercado carros poluentes ou que não respeitam as medidas de segurança. Objectivo: Melhorar a qualidade do ar e proteger melhor as pessoas.
34 - Unificar os serviços médicos mais dispendiosos como unidades de transplantação, reanimação, cardiologia de intervenção, reduzindo a sua existência a menos, melhor e com mais actividade.
35 - Reduzir o número de camas de cuidados continuados nacionais e criar o conceito de proximidade: por exemplo ensino de familiares desempregados para serem cuidadores e permitir que com a experiência tenham conseguido uma formação/ferramenta de trabalho. Ajudar na adequação dos domicílios para permanecer com as pessoas nos seus espaços.
36 - Taxar os alimentos prejudiciais à saúde, diferenciando e promovendo os comportamentos de vida saudável.
37 - Promover a saúde oral trazendo para o Serviço Nacional de Saúde jovens dentistas.
38 - Mais referendos para decisões do tipo património da humanidade.
39 - Redução drástica do número de Câmaras tendo em conta o número de eleitores e um espaço
geográfico mais amplo. Reduzir o volume do Estado é fundamental para que o valor arrecadado à sua
função não ultrapasse os 45% do que se pode cobrar às populações
e empresas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Por Mia Couto



"Preocupa-nos que os nossos estudantes entrem para universidade com fraco desempenho académico. Pois eu acho mais preocupante ainda que os nossos jovens cresçam sem referências morais. Estamos empenhados em assuntos como o empreendedorismo como se todos os nossos filhos estivessem destinados a serem empresários. Ocupamos em cursos de liderança como se a próxima geração fosse toda destinada a criar políticos e líderes. Não vejo muito interesse em preparar os nossos filhos em serem simplesmente boas pessoas, bons cidadãos do seu país, bons cidadãos do mundo.
Escrevi uma vez que a maior desgraça de um país pobre é que, em vez de produzir riqueza, vai produzindo ricos. Poderia hoje acrescentar que outro problema das nações pobres é que, em vez de produzirem conhecimento, produzem doutores (até eu agora já fui promovido..,) . Em vez de promover pesquisa, emitem diplomas. Outra desgraça de uma nação pobre é o modelo único de sucesso que vendem às novas gerações. E esse modelo está bem patente nos vídeo-clips que passam na nossa televisão: um jovem rico e de maus modos, rodeado de carros de luxo e de meninas fáceis, um jovem que pensa que é americano, um jovem que odeia os pobres porque eles lhes fazem lembrar a sua própria origem.
É preciso remar contra toda essa corrente. É preciso mostrar que vale a pena ser honesto. É preciso criar histórias em que o vencedor não é o mais poderoso. Histórias em que quem foi escolhido não foi o mais arrogante mas o mais tolerante, aquele que mais escuta os outros."
(Mia Couto)
6 de Setembro de 2017 •





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A estratégia de Putin



Global Research acaba de publicar um artigo de Pepe Escobar que convido a ler neste link (a ligação deveria abrir a versão já traduzida em Português).

O artigo de Escobar é sem dúvida válido, mas acho que ignora outros pontos que justificam o apelo da Administração ZomBiden contra a "ameaça russa" e para que os aliados europeus "cerrem as fileiras".

Um facto é que a Rússia de Putin é hoje o maior obstáculo à Nova Ordem Mundial assim como entendida pelo World Economic Forum. O Presidente russo compreendeu muito bem que o avanço da NATO para leste (Ucrânia, Geórgia e outros Países) não se limita ao nível militar e económico, mas faz parte de uma campanha de agressão contra a integridade do Estado russo pela sua visão da ideologia liberalista. Putin está a opor-se à esta "nova" concepção do mundo através da defesa da identidade nacional, a rejeição do projecto globalista que nega os valores tradicionais, incluindo os da Igreja Ortodoxa Russa.

Todos os valores que no Ocidente, e em particular na União Europeia, estão a ser substituídos pelo relativismo moral. Graças também ao manifesto de apoio espiritual da Igreja Ortodoxa, Putin consegue contrariar a ofensiva ideológica desencadeada pelos agentes da NWO. Não acaso, no discurso público em Valdai (na Rússia), referindo-se ao Ocidente declarou:

Deixámos para trás a ideologia soviética sem retorno, mas ao mesmo tempo não estamos inspirados pelo liberalismo ocidental. […]. Um neobarbarianismo moral está a bater às portas e quer destruir as pátrias através da depravação moral, especialmente a destruição da família tradicional e natural com os casais homossexuais, a perda da fé em Deus e a crença em Satanás. Os valores naturais e tradicionais devem ser defendidos. […] Cada Estado deve ter forças militares, tecnológicas e económicas, mas o que conta acima de tudo é a força moral, intelectual e espiritual dos seus cidadãos. O passado trágico da URSS deveu-se sobretudo à falta de valores morais e espirituais. […] É necessário regressar à mentalidade de responsabilidade connosco, para com a sociedade e para com a lei; se não soubermos como sair da actual crise moral e espiritual, não nos recuperaremos.

Podemos concordar ou não com as ideias de Putin, mas uma coisa tem que ser reconhecida: estão em aberto contraste com a "fé" do Great Reset e, mais no geral, com as ideias" dos "progressistas" ocidentais. Isto explica também a agressão das forças globalistas contra o governo de Putin, que legisla a favor da família, contra as uniões homossexuais, pelo aumento da taxa de natalidade, contra o aborto e a pornografia. Não podemos ignorar a importância destes aspectos porque, além dos proclamas ideológicos (políticos, económicos, ambientalistas, etc.) são estes que mais podem reflectir o espírito dum cidadão, são estes que determinam os valores no meio dos quais um cidadão actua.

Contrariamente ao que acontece no Ocidente, onde o cidadão é voluntariamente desorientado com a repentina substituição de valores milenários com outros, frutos da vontade de minorias e desligados das efectivas exigências da sociedade, Putin oferece uma sociedade onde a continuidade dos valores é central: isso cria certeza, cria segurança, o exacto contrário do que acontece no Ocidente. Continuo convencido de que a questão dos valores numa sociedade seja de extrema importância: apesar de não concordar com alguns dos valores apresentados por Putin, reconheço nele uma estratégia capaz de apresentar dividendos no médio e longo prazo. Uma estratégia que também respeita a sociedade, vista não apenas como ovelhas desnorteadas mas como ovelhas unidas por algo mais do que o dinheiro (mas sempre ovelhas, claro: Putin não é um santo).

Perante esta estratégia, acontece que em Moscovo os diplomatas ocidentais são apanhados em flagrante delito enquanto instigam protestos sob o pretexto de "violação dos direitos humanos": a Embaixada dos Estados Unidos na capital russa publicou uma lista de manifestações pró-Navalny que incluía reuniões desconhecidas até aos organizadores locais. Uma táctica que reforça ainda mais a posição de Putin que, neste caso, tem jogo simples em demonstrar a "barbaridade" e as contradições do Ocidente. Não acaso, Navalny foi citado pelo mesmo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Putin (e cortado nas reportagens ocidentais) em paralelo aos dissidentes perseguido no Ocidente: Julian Assange no Reino Unido, os dissidentes catalães, o professor iraniano Kaveh L. Afrasiabi detido nos EUA pela FBI sob a acusação de "fazer propaganda a favor do Irão". Não são pormenores: os diplomatas ocidentais que participaram nas manifestações de protesto violam as regras,em vigor em todo o mundo acerca do comportamento do pessoal diplomático.

Putin é neste momento o principal obstáculo ao projecto geopolítico do NWO, muito mais do que a China: a Rússia apoia o eixo de resistência no Médio Oriente (Síria-Irão-Hezbollah), apoia os Países que tentam libertar-se do domínio dos Estados Unidos na Ásia, bem como na América Latina. Os agentes da NWO estão furiosos com Putin porque este estragou os planos na Ucrânia, na Síria, agora na Venezuela e está a desafiar muitos dos princípios que compõem a ideologia de base da NWO. ZomBiden e Victoria Nuland (aquela que distribuía bolachas durante o golpe em Kiev em 2014) estão à espera de uma possível jogada errada de Putin. Mas este é um jogador navegado.

Como sempre: não é o caso de idolatrar nem Putin (cujo conceito de "democracia" é no mínimo singular) nem o regime dele. O Leitores de Informação Incorrecta bem sabem que não há Bons dum lado contra Maus do outro. Mas é sempre positivo, ao menos, reconhecer as facções em campo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

"O filósofo Byung-Chul Han sobre a Sociedade da Sobrevivência:



O vírus é o espelho da nossa sociedade. Ele torna evidente em que sociedade vivemos. Hoje, a sobrevivência é absolutizada, como se estivéssemos num estado de guerra permanente. Todas as forças vitais são utilizadas para prolongar a vida. A sociedade
paliativa revela-se uma sociedade da sobrevivência. Perante a pandemia, a amarga luta pela sobrevivência sofre um agravamento viral. O vírus invade a zona de bem-estar paliativa e transforma-a numa quarentena, na qual a vida se suspende para sobreviver.
Quanto mais a vida é uma sobrevivência, mais medo se tem da morte. A algofobia é, em última análise, uma tanatofobia. A pandemia torna de novo visível a morte, que, com todo
o cuidado, tínhamos afastado e deslocalizado. A presença constante da morte na comunicação social põe as pessoas nervosas.
A sociedade da sobrevivência perde completamente o sentido do bem viver. O prazer também é sacrificado à saúde elevada a objetivo em si. O rigor da proibição de fumar é um exemplo da histeria da sobrevivência. O prazer também tem de recuar perante a sobrevivência. O prolongamento da vida a todo o custo avança globalmente em direção a um valor superior, que se sobrepõe a todos os outros valores. Em nome da sobrevivência,
sacrificamos tudo o que dá valor à vida. Perante a pandemia, também se aceita inquestionavelmente a restrição radical dos direitos fundamentais. Sem opormos resistência, submetemo-nos ao estado de emergência, que reduz a vida à vida nua. Sob o
estado de emergência viral, trancamo-nos voluntariamente em quarentena. Esta é uma variante viral do campo de concentração, no qual predomina a vida nua. O campo de trabalho neoliberal em tempos de pandemia chama-se homeoffice. Apenas a ideologia da
saúde e a liberdade paradoxal da autoexploração o distinguem do campo de trabalho do regime despótico.
Em face da pandemia, a sociedade da sobrevivência proíbe serviços religiosos mesmo na Páscoa. Os padres também praticam o “distanciamento social” e usam máscara.
Sacrificam totalmente a crença à sobrevivência. Paradoxalmente, o amor do próximo manifesta-se como distanciamento. O próximo é um portador de vírus potencial. A virologia desautoriza a teologia. Todos estão atentos ao que dizem os virologistas, que alcançam uma supremacia de exegese absoluta. A narrativa da ressurreição cede por completo o passo à ideologia da saúde e da sobrevivência. Perante o vírus, a fé degenera e transforma-se numa farsa. Ela é substituída por unidades de cuidados intensivos e por
ventiladores. Contam-se os mortos diariamente. A morte domina por completo a vida e esvazia-a em nome da sobrevivência.
A histeria da sobrevivência torna a vida radicalmente transitória. Ela é reduzida a um processo biológico, que precisa de ser otimizado. Perde toda a dimensão meta-física. O auto-rastreamento torna-se um culto. A hipocondria digital, a avaliação permanente de si
mesmo com aplicações de saúde e de boa forma física degrada a vida, torna-a uma função.
A vida é despojada de qualquer narrativa com sentido. Ela deixa de ser narrável e passa a ser mensurável e contável. A vida fica nua, e mesmo obscena. Nada promete durabilidade. Também se desvaneceram por completo todos os símbolos, narrativas ou
rituais que permitiam que a vida fosse mais do que mera sobrevivência. A verdade é que práticas culturais como o culto dos antepassados também conferem uma vida aos mortos.
A vida e a morte associam-se numa permuta simbólica. Uma vez que perdemos todas as práticas culturais que dão estabilidade à vida, impera a histeria da sobrevivência. Hoje, é-nos particularmente difícil morrer, pois já não é possível terminar a vida de uma forma significativa. Ela termina de uma forma intempestiva. Quem não consegue morrer na altura certa irá acabar num momento indevido. Envelhecemos sem nos tornarmos velhos.
À luta pela sobrevivência deve opor-se a preocupação com o bem viver. A sociedade dominada pela histeria da sobrevivência é uma sociedade de mortos-vivos. Estamos demasiado vivos para morrer e demasiado mortos para viver. Na preocupação exclusiva
com a sobrevivência, assemelhamo-nos ao vírus, este morto-vivo que só se reproduz, ou seja, que só sobrevive sem viver.
Apesar de todo o risco, que não deve ser minimizado, o pânico desencadeado pela pandemia do coronavírus é desproporcional. Nem mesmo a muito mais mortal gripe espanhola teve efeitos tão devastadores sobre a economia. A gripe espanhola foi desencadeada em meados da Primeira Guerra Mundial. Naquela época, o mundo inteiro estava cercado de inimigos. Ninguém teria associado a epidemia a uma guerra ou a um inimigo. Mas hoje vivemos numa sociedade totalmente diferente. Na verdade, vivemos há muito tempo sem inimigos. A guerra fria acabou há muito tempo. Ultimamente, até mesmo o terrorismo islâmico parecia ter-se mudado para áreas remotas. Exatamente há
dez anos, argumentei, no meu ensaio “A Sociedade do Cansaço”, a tese de que vivemos numa época em que o paradigma imunológico, que se baseia na negatividade do inimigo,
perdeu a sua validade. Tal como nos tempos da Guerra Fria, a sociedade imunologicamente organizada caracteriza-se por viver cercada por fronteiras e cercas, que impedem a circulação acelerada de mercadorias e capitais. Ora, no meio desta
sociedade tão imunologicamente enfraquecida pelo capitalismo global, o vírus irrompe de repente. Em pânico, restauramos os limiares imunológicos e fechamos as fronteiras. O inimigo voltou. A reação imunológica é muito violenta porque vivemos durante muito tempo numa sociedade sem inimigos, numa sociedade de positividade, e agora o vírus é percebido como um terror permanente.
Mas há outra razão para o pânico tremendo. Tem a ver com a digitalização. A digitalização elimina a realidade. A realidade é vivida graças à resistência que oferece e também pode ser dolorosa. A digitalização, toda a cultura do like, suprime a negatividade da resistência. E na era pós-factual das fake news e dos deepfakes surge uma apatia em relação à realidade. Portanto, aqui está um vírus real, e não um vírus de computador, que
causa comoção. A realidade, a resistência, faz-se sentir novamente na forma de um vírus inimigo. A reação de pânico violenta e exagerada ao vírus é explicada em termos dessa comoção que a realidade desencadeia.
A COVID-19 está atualmente a mostrar que a vulnerabilidade humana ou a mortalidade não é democrática, mas depende do status social. A morte não é democrática. A COVID19 também não mudou nada. A morte nunca foi democrática. A pandemia, em particular, revela convulsões sociais e diferenças nas respectivas sociedades. Pense-se nos Estados Unidos. Os afro-americanos estão a morrer em números desproporcionais de COVID-19
em comparação com outros grupos. A situação é semelhante em França. De que serve o recolher obrigatório se os comboios suburbanos que ligam Paris aos subúrbios pobres
estão lotados? Os trabalhadores pobres de origem imigrante dos banlieues urbanos apanham e morrem de COVID-19. É preciso trabalhar.
Cuidadores, operários de fábricas, empregados de limpeza, vendedores ou lixeiros não podem trabalhar de casa. Os ricos, por outro lado, refugiam-se nas suas casas de campo.
A pandemia, portanto, não é apenas um problema médico, mas também social. Outra razão pela qual não morreram tantas pessoas na Alemanha é o facto de os problemas sociais não serem tão graves como em outros países europeus e nos EUA. O sistema de
saúde na Alemanha também é muito melhor do que nos EUA, França, Inglaterra ou Itália.
Mas mesmo na Alemanha, a COVID-19 expõe diferenças sociais. Também na Alemanha os socialmente fracos morrem mais cedo. As pessoas pobres que não podem comprar carro estão a amontoar-se em autocarros, elétricos e metros cheios. A COVID-19 mostra
que vivemos numa sociedade de duas classes.
O segundo problema é que a COVID-19 não conduz à democracia. Como é amplamente conhecido, o medo é o berço da autocracia. Numa crise, as pessoas anseiam novamente por líderes fortes. Viktor Orban está a beneficiar enormemente com isso. Já estabeleceu o estado de emergência como normal. E isso é o fim da democracia.
O vírus não vencerá o capitalismo. A revolução viral não chegará a ocorrer. Nenhum vírus é capaz de fazer a revolução. O vírus isola-nos e individualiza-nos. Não gera nenhum sentimento coletivo forte. De alguma maneira, cada um preocupa-se apenas com
a sua própria sobrevivência. A solidariedade que consiste em guardar distância mútua não é uma solidariedade que permita sonhar com uma sociedade diferente, mais pacífica, mais
justa. Não podemos deixar a revolução nas mãos do vírus. Precisamos de acreditar que, após o vírus, virá uma revolução humana. Somos nós, pessoas dotadas de razão, que
precisamos de repensar e de restringir radicalmente o capitalismo destrutivo, e a nossa ilimitada e destrutiva mobilidade, para nos salvarmos, para salvar o clima e o nosso belo
planeta."
Fonte: Excertos de Byung-Chul Han, traduzidos e adaptados por Manuel Xavier.






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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Covid: a Rússia regressa à normalidade


https://informacaoincorrecta.com

Num percurso contrário á paranóia dos governos ocidentais, Vladimir Putin anuncia o regresso à normalidade na Rússia: a situação do Coronavírus está a estabilizar; as restrições impostas pela pandemia podem ser gradualmente levantadas. Em geral, a situação epidemiológica no País está gradualmente a estabilizar-se. Há mais pessoas curadas do que pessoas doentes: o número de pessoas infectadas está a diminuir; é inferior a 20 por mil. Isto torna possível a remoção cuidadosa das restrições impostas.

Actualmente, na maioria das regiões da Federação Russa já existem muito poucas restrições desde o Verão passado, em comparação com os Países ocidentais: todos os serviços e lojas funcionam (bares e restaurantes em várias regiões deveriam fechar às 23:00... em teoria. Na prática, muitos fecham apenas ao amanhecer). As únicas limitações são a exigência (mais uma vez muito teórica) de máscara nos transportes públicos e lojas, e a limitação de 50% da taxa de ocupação em cinemas, museus, etc. Na verdade a população segue poucas das recomendações: a máscara raramente é usada, mesma coisa com o distanciamento social.

O significado da declaração de Vladimir Putin é político: mostra ao clã dos globalistas da Rússia, liderado pelo Presidente da Câmara de Moscovo, Sergeij Sobjanin (que queria reforçar as medidas de "contenção"), que o jogo acabou. Em Agosto, tinha sido Vladimir Putin a ordenar ao Sobjanin que levantasse a quarentena; na semana passada, foi novamente o Putin que ordenou ao Sobjanin que suspendesse a educação "à distância" introduzido em Outubro para a maioria dos estudantes. Hoje, portanto, Putin declara que a nível nacional as coisas já duraram o suficiente: embora haja certamente uma justificação eleitoral para esta decisão, a mensagem é clara: enquanto nos Países ocidentais a paranóia está ao rubro, a Rússia escolhe outro caminho.

E, claro está: no meio deste processo o papel de protagonista é da nova vacina, a Sputnik V. Há seis meses atrás, no dia 11 de Agosto de 2020, o anúncio de Putin de que a Rússia tinha desenvolvido a primeira vacina contra o Coronavírus despertou cepticismo e ironia. Hoje, os governos ocidentais são forçados a rever os seus planos de vacinação: os fornecimentos prometidos pela americana Pfizer e pela alemã Biontech foram cortados. O mesmo acontecerá com britânica AstraZeneca tal como está a acontecer com outras vacinas nas quais os Países da UE optaram por confiar.

Portanto, agora, em torno da vacina russa chamada Sputnik V, o cepticismo e a ironia de muitos desapareceram dando lugar a uma abertura sobre a sua possível utilização. Se até ontem a Sputnik V tinha sido utilizada principalmente por apenas alguns Países emergentes, atraídos pelo preço conveniente (menos de dez Dólares por dose: são precisas duas para serem protegidos do vírus, como acontece com as vacinas ocidentais) ou impulsionados por laços com a Rússia, agora as coisas estão a mudar. A Bielorrússia de Lukashenko foi o primeiro País a aprovar a vacina russa no seu território: não foi uma grande operação de imagem, mas tem funcionado. Depois vieram a Argentina, Venezuela, Bolívia, Argélia, Guiné, Sérvia e Palestina... e assim por diante. No início de Dezembro, 55 Países participaram na apresentação da vacina, por videoconferência, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A Sputnik V não necessita de condições especiais de transporte, tais como temperaturas a -50 ou -70 graus: tudo é muito mais simples e mais eficaz, uma enorme vantagem para muitos Países com recursos sanitários limitados e condições de armazenamento e preservação complexas ou deficitárias. Isso sem esquecer a disponibilidade imediata numa altura em que, no mundo rico e "desenvolvido", estão a surgir os primeiros inesperados e importantes problemas de abastecimento.

A fim de expandir a base de clientes do Sputnik V, Moscovo garante que esta será produzido em breve em sete Países. Com base neste último argumento, em 20 de Janeiro, a Rússia apresentou um pedido de aprovação do Sputnik V à União Europeia, esperando abrir algumas novos mercados: os documentos solicitados, tais como os resultados provisórios dos estudos clínicos da fase três, estão à disposição da Agência Europeia de Medicamentos. De momento, a Agência Europeia dos Medicamentos limitou-se a reconhecer o pedido e anunciou que notificará logo que seja iniciado um processo de exame.

Eis, segundo Forbes, a situação da "pandemia" na Rússia:



Entretanto, na Rússia bares, restaurantes, clubes nocturnos e discotecas poderão oficialmente voltar a servir os clientes das 23:00 às 06:00 horas da manhã: uma regra que traz de volta à vida social de Moscovo. A ordem para que 30% do pessoal das empresas tinha de ser colocado em teletrabalho ou smart-working agora é uma simples recomendação. Sobram apenas algumas restrições em cinemas, teatros e museus, obrigados a trabalhar em 50% da capacidade máxima.

Como o mesmo Sobjanin escreveu no seu blog:

A situação da propagação da infecção pelo Coronavírus continua a melhorar. Na última semana, o número de novas infecções não excedeu 2-3 mil por dia. O número de pessoas hospitalizadas diminuiu em milhares. Mais de 50% das camas estão livres nos hospitais pela primeira vez desde meados de Junho do ano passado. A pandemia está em declínio, e nestas condições é nosso dever criar as condições para uma recuperação económica tão rápida quanto possível, principalmente para os sectores mais afectados do mercado de consumo

Isso na Rússia. E por aqui? Por aqui temos mais sorte: não temos a Sputnik V mas temos Anthony Fauci, que é uma garantia. Lembramos as suas proféticas palavras:

Espero que os russos tenham, de facto, provado definitivamente que a vacina é segura e eficaz. Duvido seriamente que eles o tenham feito. [...] Os anúncios dos chineses ou dos russos de que têm uma vacina são diferentes dos feitos nos EUA, porque temos uma forma de fazer as coisas neste país que nos faz preocupar com a segurança.

Bem visto. Em Moscovo são uns sádicos que não têm problemas em matar milhões de pessoas com uma vacina ineficaz. São uns ex-comunistas, estamos à espera de quê? Nós ficamos com Fauci, máscaras, distanciamento social e recolheres obrigatórios: coisas que em Moscovo agora só podem sonhar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Covid : as previsões e uma boa notícia .




Estudiosos das universidades Duke, Harvard e Johns Hopkins concluíram que poderia haver mais cerca de um milhão de mortes nas próximas duas décadas devido ao confinamento obrigatório. O documento, intitulado The Long-Term Impact Of The Covid-19 Unemployment Shock On Life Expectancy And Mortality Rates ("O Impacto a Longo Prazo do Choque do Desemprego Provocado pela Covid-19 na Esperança de Vida e nas Taxas de Mortalidade") especula que "Para a população em geral, o aumento das taxas de mortalidade como resultado da pandemia Covid-19 implica um espantoso 0.89% e 1.37 milhões de mortes adicionais durante os próximos 15 e 20 anos, respectivamente".

O estudo sobre como o desemprego afecta a mortalidade e a esperança de vida centrou-se em 67 anos de dados das instituições norte-americanas Bureau of Labor Statistics e Centers for Disease Control and Prevention (CDC) sobre desemprego, esperança de vida e taxas de mortalidade. O documento sugere que as mortes causadas pelo declínio económico e social como resultado dos lockdowns podem "exceder em muito as mortes directamente relacionadas com a Covid-19 crítica aguda. A recessão provocada pela pandemia pode pôr em perigo a saúde da população durante as próximas duas décadas".

Não que fosse preciso um génio para desenvolver a equação "mais desemprego = mais mortes", mas uma coisa é intuir isso, outra é estudar os dados e avançar com projecções baseadas naquela mesma ciência utilizada para justificar regras como confinamento obrigatório, distanciamento social, etc.

O estudo explica:


Estes números correspondem a 0.24% e 0.37% da população dos EUA, com base em projecções a 15 e 20 anos, respectivamente. Para os afro-americanos, estimamos 180.000 e 270.000 mortes adicionais ao longo dos próximos 15 e 20 anos, respectivamente. Estes números correspondem a 0.34% e 0.49% da população afro-americana estimada de 15 e 20 anos, respectivamente. Para os brancos, projectamos mais 0.82 e 1.21 milhões de mortes durante os próximos 15 e 20 anos, respectivamente. Estes números correspondem a 0.30% e 0.44% da população branca estimada de 15 e 20 anos, respectivamente. Estes números são divididos de forma aproximadamente uniforme entre homens e mulheres.

Os autores salientam ainda:

Com base nos dados emergentes, é provável que o acesso limitado aos cuidados de saúde durante o lockdown, a suspensão temporária das intervenções de cuidados preventivos, a perda maciça da cobertura do seguro de saúde fornecida pelo empregador, bem como a preocupação contínua da população em procurar cuidados médicos para evitar a contratação da Covid-19, terão um impacto ainda mais grave nas taxas de mortalidade e na esperança de vida. [...] Interpretamos estas conclusões como uma direcção clara para os decisores políticos considerarem as sérias implicações a longo prazo desta recessão económica na vida das pessoas quando deliberarem sobre medidas para recuperar da Covid-19 e conter a mesma.

Estes dados e previsões, obviamente, são limitados ao território dos Estados Unidos. Resumindo: a cura é pior do que a doença.

Nenhuma novidade: o Ministro alemão para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, Gerd Muller, advertiu recentemente que os bloqueios resultantes da Covid-19 irão causar "uma das maiores" crises de fome e pobreza da história:

Esperamos mais 400.000 mortes por malária e VIH só este ano no continente africano, mais meio milhão de pessoas morrerão de tuberculose.

Os comentários de Muller chegaram meses depois do estudo divulgado pelo Ministério do Interior alemão ter revelado que o impacto dos lockdowns no País poderia matar mais pessoas do que o Coronavírus, devido à incapacidade de tratar outras doenças graves.

Estudos e pesquisas neste sentido é algo que não falta, sendo constantemente ignorados mesmo que a mortalidade provocada pelas medidas anti-Covid seja um factor intuitivo. Apenas uma mão cheia de links para os mais interessados: The Guardian, Financial Mail, The Lancet, Just Facts, outra vez The Guardian, Daily Mail, novamente Daily Mail...
A boa notícia

Mas não há apenas más notícias ligadas ao Coronavirus, também há novidades positivas: há quem esteja a recuperar da Covid de forma rápida e sem sequelas. Se calhar não são muitos, mas há. Para sermos mais precisos, falamos aqui das 1.000 pessoas mais ricas do planeta que em nove meses recuperaram todas as perdas. Nada mal, não é?

Este é o resultado dum outro estudo, desta vez da Oxfam. O documento mostra que a Covid-19 tem o potencial de aumentar a desigualdade económica em quase todos os Países ao mesmo tempo: a primeira vez que isto acontece desde que os registos começaram há mais de um século. O aumento da desigualdade significa que pode ser preciso mais tempo para que as pessoas que vivem na pobreza regressem aos níveis pré-pandémicos do que foi necessário para os 1.000 sortudos bilionários. Quanto "mais tempo"? Bom, não muito: 14 vezes mais. Um pouco de paciência nunca matou alguém.

O estudo é acompanhado por um inquérito global a 295 economistas de 79 Países: 87% dos inquiridos esperam um "aumento" ou um "grande aumento" da desigualdade nos rendimentos do respectivo País como resultado da pandemia.

O relatório da Oxfam mostra como o sistema económico está a permitir a uma elite super-rica acumular riqueza no meio da pior recessão desde a Grande Depressão, enquanto milhares de milhões de pessoas lutam para sobreviver. Revela como a pandemia está a aprofundar as divisões económicas, raciais e de género de longa data.

Tudo isso é mau? Não sejam tão negativos: aprendam a sorrir com a sorte de 1.000 pessoas.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

O Código de Nuremberg proíbe procedimentos médicos forçados, que incluem vacinas obrigatórias.




02/01/2021

Algumas pessoas podem não estar familiarizadas com o verbo “dissimular”, mas todos nós precisamos nos familiarizar com ele, porque há muita dissimulação acontecendo.

Basicamente, significa ocultar ou ofuscar algo deliberadamente, de modo que a atenção seja mal direcionada ou desviada de tudo o que o Dissimulador deseja obscurecer. Como a verdade. E, neste caso, a verdade sobre o Código de Nuremberg e a proteção que ele nos oferece de aceitar qualquer procedimento médico ou terapia forçada .

Junto com lançar dúvidas e calúnias, dissimular é uma das principais ferramentas na caixa de ferramentas do propagandista.

Há alguns dias, escrevi um artigo explicando que a vacinação forçada é uma violação do Código de Nuremberg. Observe a palavra “forçado”. Na verdade, qualquer procedimento médico ou terapia forçada é contra o Código de Nuremberg.

Todos os procedimentos e terapias médicas devem ter consentimento totalmente informado e dado livremente, na medida do possível – o que significa que as pessoas conscientes e capazes de decidir as coisas por si mesmas permanecem no controle de seu destino médico.

Somente quando você está em uma situação desesperadora e inconsciente é que os profissionais médicos podem intervir e tomar decisões “por você”.

Tudo isso é cortado, seco e fixado em cimento desde os anos 1940, mas agora temos pessoas tentando dissimular, diluir e reinterpretar o Código de Nuremberg como aplicável apenas à experimentação médica.

Isso não.

O próprio Código explica exatamente a que se aplica, e embora os casos que deram origem ao Código surgissem de experiências médicas em campos de concentração e envolvessem experimentação médica forçada em assuntos involuntários, o cerne do Código de Nuremberg atendeu à situação e proibiu todos os tipos de procedimentos médicos forçados e terapias . Não apenas procedimentos experimentais.

Qualquer procedimento médico ou terapia da qual não queira participar, você tem o direito total, gratuito e sem preconceitos de recusar.

Não acredite na palavra de ninguém. Nem mesmo meu. Tenha certeza. E aproveite bem as informações se alguém bater em sua porta com uma agulha na mão.

Outro bom exemplo a ser citado em seus rostos é a sua estimada decisão Roe vs. Wade , a desculpa para permitir o aborto sob demanda. Meu corpo, minha escolha . Isso se aplica a todos os aspectos do seu corpo, o que você retira e o que coloca nele também.

Aqui está um exemplo de um artigo de ‘notícias’ dissimulado para que você possa ver exatamente como eles disfarçam as informações importantes reais e as deturpam para significar outra coisa. (Carregue no link por favor)

O mesmo artigo chama a atenção para o facto de que o Código de Nuremberg não torna a vacinação ilegal. Quem disse que sim? Eles estão criando deliberadamente um argumento falso como um meio de ofuscar.

O Código de Nuremberg torna a vacinação FORCED ilegal – junto com todos os outros procedimentos e terapias médicas forçadas. O Código de Nuremberg não destaca vacinações ou qualquer outro procedimento ou terapia – ele proíbe todos os procedimentos e terapias forçados com o mesmo pincel .

Então, se você quiser ser vacinado, depois de ser totalmente informado de todas as desvantagens e consequências possíveis, depois de entender exatamente o que a vacina contém, depois de entender que você terá direitos de recurso extremamente limitados se tomar a injeção voluntariamente e algo der errado -então você está livre para arriscar e fazer o que quiser. É sua escolha.

O Código de Nuremberg não o protegerá de seu consentimento totalmente divulgado.

Mas vai protegê-lo de ser imposto por políticos e “forças de segurança privada” contratadas por bancos que estão conspirando neste esquema para fraudar a América sob a cor da lei.

O Código de Nuremberg lhe dá plena legitimidade, se eles tentarem violá-lo e forçar qualquer tipo de vacinação involuntária ou não divulgada sobre você por qualquer meio – seja lutando contra você no chão ou ameaçando privá-lo de qualquer outro direito ou privilégio, incluindo o direito de viajar e usar instalações públicas.

Todas as indicações são de que estamos entrando em um capítulo muito sombrio da história. Você precisará ficar alerta e informado, e não está recebendo informações directas de nenhum dos canais de Média comercial ou de seus acólitos e trolls pagos. Você precisa ler as coisas com um olhar crítico e ser capaz de discernir os truques que os propagandistas empregam.

Agora leia as Secções Declaração Universal das Nações Unidas sobre Bioética e Direitos Humanos de – Artigo 6, Secções 1 e 3.

Artigo 6, Secção 1:
Qualquer intervenção médica preventiva, diagnóstica e terapêutica só pode ser realizada com o consentimento prévio, livre e informado do interessado, fundamentado em informação adequada. O consentimento deve, quando apropriado, ser expresso e pode ser retirado pela pessoa em questão a qualquer momento e por qualquer motivo, sem desvantagem ou preconceito.

Artigo 6, Secção 3:
Em nenhum caso, um acordo comunitário coletivo ou o consentimento de um líder comunitário ou outra autoridade deve substituir o consentimento informado de um indivíduo .

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O Código de Nuremberg consiste, de facto, nos dez pontos a seguir, estabelecidos no direito internacional durante um dos Julgamentos de Nuremberg.

Em 9 de dezembro de 1946, um tribunal militar americano abriu um processo criminal contra 23 importantes médicos e administradores alemães por sua participação voluntária em crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Este caso é conhecido como “Doctors Trial” ( EUA v. Karl Brandt et. Al ). Em 19 de agosto de 1947, os juízes do tribunal deram seu veredicto. Mas antes de anunciar a culpa ou a inocência de cada réu, eles enfrentaram a difícil questão da experimentação médica em seres humanos.

Vários médicos alemães argumentaram em sua própria defesa que seus experimentos diferiam pouco daqueles conduzidos antes da guerra por cientistas alemães e americanos. Além disso, eles mostraram que nenhuma lei internacional ou declaração informal diferenciava a experimentação humana legal da ilegal. Esse argumento foi uma grande preocupação para dois médicos americanos que trabalharam com a promotoria durante o julgamento, o Dr. Andrew Ivy e o Dr. Leo Alexander.

Como resultado, em 17 de abril de 1947, o Dr. Alexander apresentou um memorando ao Conselho dos Estados Unidos para Crimes de Guerra. O memorando delineou seis pontos que definiram a pesquisa médica legítima. O veredicto do julgamento de 19 de agosto reiterou quase todos esses pontos em uma seção intitulada “Experimentos médicos permitidos”. Ele também revisou os seis pontos originais em dez, e esses dez pontos ficaram conhecidos como o “Código de Nuremberg”.

No meio século após o julgamento, o código informou várias declarações internacionais de ética. Sua força legal, entretanto, não estava bem estabelecida. No entanto, continua a ser um documento de referência em ética médica e um dos produtos mais duradouros do “Julgamento dos Médicos”.

Experimentos médicos permitidos

O grande peso das evidências diante de nós é no sentido de que certos tipos de experimentos médicos em seres humanos, quando mantidos dentro de limites razoavelmente bem definidos, estão em conformidade com a ética da profissão médica em geral. Os protagonistas da prática da experimentação humana justificam seus pontos de vista com base no fato de que tais experimentos produzem resultados para o bem da sociedade que não podem ser encontrados por outros métodos ou meios de estudo. Todos concordam, entretanto, que certos princípios básicos devem ser observados a fim de satisfazer os conceitos morais, éticos e legais:

1. O consentimento voluntário do sujeito humano é absolutamente essencial .

Isso significa que a pessoa envolvida deve ter capacidade legal para dar consentimento; deve estar situado de forma a ser capaz de exercer o livre poder de escolha, sem a intervenção de qualquer elemento de força, fraude, engano, coação, exagero ou outra forma ulterior de constrangimento ou coerção ; e deve ter conhecimento e compreensão suficientes dos elementos do assunto envolvido, de modo a capacitá-lo a tomar uma decisão compreensiva e esclarecida . Este último elemento requer que, antes da aceitação de uma decisão afirmativa pelo sujeito experimental, seja dada a conhecer a natureza, a duração e o propósito do experimento; o método e os meios pelos quais deve ser conduzido; todos os inconvenientes e perigos razoavelmente esperados; e os efeitos sobre sua saúde ou pessoa que podem vir de sua participação no experimento.

O dever e a responsabilidade de verificar a qualidade do consentimento recaem sobre cada indivíduo que inicia, dirige ou se engaja no experimento. É um dever e responsabilidade pessoal que não pode ser delegado impunemente a outrem.

2. O experimento deve produzir resultados frutíferos para o bem da sociedade, improcuráveis ​​por outros métodos ou meios de estudo, e não aleatórios e desnecessários por natureza.

3. O experimento deve ser planejado e baseado nos resultados da experimentação animal e no conhecimento da história natural da doença ou outro problema em estudo, de forma que os resultados esperados justifiquem a realização do experimento.

4. O experimento deve ser conduzido de modo a evitar todo sofrimento e lesões físicas e mentais desnecessárias.

5. Nenhum experimento deve ser conduzido onde há uma razão a priori para acreditar que ocorrerá morte ou lesão incapacitante ; exceto, talvez, naqueles experimentos em que os médicos experimentais também servem como sujeitos.

6. O grau de risco a ser assumido nunca deve exceder aquele determinado pela importância humanitária do problema a ser resolvido pelo experimento.

7. Devem ser feitos preparativos adequados e providenciadas instalações adequadas para proteger o sujeito experimental contra possibilidades remotas de lesão, deficiência ou morte .

8. O experimento deve ser conduzido apenas por pessoas cientificamente qualificadas. O mais alto grau de habilidade e cuidado deve ser exigido em todos os estágios do experimento daqueles que conduzem ou se engajam no experimento.

9. Durante o curso do experimento, o sujeito humano deve ter a liberdade de encerrar o experimento, caso tenha atingido o estado físico ou mental em que a continuação do experimento lhe pareça impossível.

10. Durante o curso do experimento, o cientista responsável deve estar preparado para encerrar o experimento em qualquer estágio, se ele provavelmente tiver motivos para acreditar, no exercício da boa fé, habilidade superior e julgamento cuidadoso exigidos dele que uma continuação do experimento pode resultar em ferimentos, invalidez ou morte ao sujeito experimental.

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Então, mantenha sua posição firme contra procedimentos médicos forçados de qualquer tipo e também contra todos os dissimulados artistas BS por aí, porque eles estão se multiplicando como coelhos na primavera. Você pode se posicionar contra essa praga de mentirosos, juntando-se a outros que pensam da mesma forma e alertam que reivindicaram sua posição política de direito inato e que agora estão a assumir a responsabilidade de um autogoverno – em relação à saúde e todos os outros assuntos – por meio do seu Estado de Montagem.

Claramente, as vacinações obrigatórias da Covid-19 violam o Código de Nuremberg, por vários motivos.

É claro que a Covidians contornará o Código de Nuremberg alegando que ele se aplica apenas a experimentos médicos, enquanto as vacinas da Covid-19 são carimbadas como ‘programas de saúde aprovados pelo governo legítimo’.

Eles não são. Eles são completamente experimentais e violam até mesmo as regulamentações de vacinas frouxas de hoje, que foram “suspensas” sob a alegação patentemente falsa de que a Covid-19 é uma “pandemia mortal” que representa uma “terrível ameaça à saúde pública global”.

Qualquer pessoa envolvida na promoção ou execução de programas de vacinação obrigatória ‘porque a Covid’ estará violando o Código de Nuremberg e as leis internacionais. Como tal, eles terão ‘se tornado nazistas’ e serão pessoalmente responsáveis ​​em quaisquer julgamentos futuros por crimes contra a humanidade.

Lembre-se, os julgamentos pós-Segunda Guerra Mundial por crimes contra a humanidade estabeleceram que “Eu estava apenas cumprindo ordens” NÃO é uma defesa legal.

Fonte: sott.net