domingo, 1 de novembro de 2020


"PANDEMÍDIA"

O toque de recolher, o confinamento forçado é um instrumento militar e policial,e não de saúde e bem estar social.

É usado em guerras para controlar o movimento das pessoas.

É usado em grandes catástrofes para prevenir possíveis saques.

É completamente estúpido e decididamente não científico pensar que servirá para controlar um vírus, como se o vírus não tivesse o dia todo para se mover para onde bem quer. Sem açaimos, os manifestantes podem morder, e transformar-se num foco de contágio do vírus, não da covid.

O toque de recolher é a enésima prova de que estamos submetidos a uma gangue de criminosos psicopatas que impõe uma ditadura com a desculpa da saúde.

Todos os seus atos, absolutamente todos, baseiam-se na agressão e humilhação do cidadão, nunca no cuidado com a sua saúde: pistolas termométricas apontadas desnecessariamente para a cabeça (a temperatura pode ser medida em diversos locais), ameaças constantes, multas desproporcionais, insultos, acusações (irresponsáveis!), denúncias, linchamentos de quem não se comporta "como deveria", polícia nas ruas, confinamentos aleatórios.

É escandalosamente óbvio que nada disso serve para nada, já que somos como somos, mas tudo isso continua enquanto países afundam, enquanto pessoas morrem de doenças não tratadas ou vão para as ruas em busca do seu sustento, em linha com o com fome.

Governos que agem segundo as ordens de uma "comissão de especialistas" que não existia, que mentiu sobre as máscaras e sobre tudo mais, antes, durante e depois, Governos que barganha, em troca cede a soberania dos seus países trocam a liberdade do seu povo por poder.

Eles sabem quê que é capaz de defender uma coisa e outra ao mesmo tempo.

Mas o pior de tudo, são vocês os covardes que diariamente aplaudem 👏 cada uma dessas medidas e defendem seus próprios algozes, só porque estão com tanto medo que voluntariamente renunciaram suas liberdades e se recusam a pensar e raciocinar.

Enquanto a humanidade cruzam os braços uma NOVA ORDEM MUNDIAL esta em pleno curso

“A Nova Idade das Trevas Está a Chegar.”.

Texto de José Ferreira da Cunha

Acrescento, NOVO ANORMAL em curso. O inaceitável tornou-se anormalmente inaceitável

Ni Hao Zen #stayawake

MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: 35 ANOS EM IMAGENS

MALFADADO, O CONTESTATÁRIO: 35 ANOS EM IMAGENS: Numa altura em que se vivem tempos conturbados na Quercus, por causa dos associados terem deixado a porta aberta a gente sem nível nenhum, c...

 




“Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão...”

Miguel Torga

sexta-feira, 30 de outubro de 2020




Raquel Varela
Historiadora Labour Historian

Os Putos da Nazaré, e a F1 de Portimão
Posted on October 30, 2020


Nas ondas da Nazaré estavam 1000 miúdos, deixem-me dizer miúdos, acho muito carinhoso, e a maioria de máscara, a ver ondas num espaço público, sem pagar bilhete. Na Fórmula 1, em Portimão, estavam 27 mil num espaço privado, depois de pagar um bilhete. A polícia impediu os primeiros, e garantiu a segurança dos segundos. Ontem, aqueles jovens levaram com um banho de realidade da sociedade em que vivem. Aprenderam de uma só vez o complexo conceito de “feitiço” da mercadoria: o que inclui trocas com dinheiro brilha, o que inclui relações sociais não mercantilizadas é visto com maus olhos pelo Estado. Têm hoje, graças a esta medida descabida, menos respeito pela medidas anunciadas (a tal “fadiga” de que falam os epidemologistas), menos consideração pela polícia, e menos respeito pelo Estado, que os escorraçou dali com o recurso a agentes armados, e à lei. Nós podemos sempre no pensamento criar teorias que justifiquem as nossas posições, o que nunca podemos é inventar uma realidade que não existe. A lição que ontem o Estado deu na Nazaré e em Portimão é esta: pode-se ter prazer num desporto durante a pandemia e assistir a ele, desde que se pague. Nesse caso a polícia estará lá, num evento privado, para dar indicações de como se estaciona o carro…

Enfim, como dizia o Herman, não havia necessidade. A precipitada demonstração de força da policia na Nazaré teve o efeito contrário – trazer mais desobediência e não menos. Neste ponto o Governo também tem sido um desastre em matéria de gestão das medidas. Deixem de fazer dos miúdos – uma vez no Brasil perguntaram-me se eu estava a falar de “miúdos de galinha” e eu ainda fiquei a gostar mais da palavra – deixem, dizia eu, de fazer dos miúdos bodes expiatórios: as cadeias de contágio estão no trabalho e nas escolas, que não se podem fechar. Achar que impedimos a pandemia fechando os momentos de lazer quando acaba o trabalho e a escola é inaceitável, porque é falso – não combate a pandemia, instala a neurose colectiva, o medo, a tristeza, porque a sociabilidade pode e deve ser restrita, devemos educar para o cuidado, mas não podemos fechar as pessoas num isolamento total durante 2 meses, 6 ou 1 ano. O resultado disso, que tem sido amplamente descrito na comunidade científica de saúde, é por num lado doenças mentais graves, e por outro crescente descaso pelas medidas. Ainda não aconteceu em Portugal mas já aconteceu em vários países do mundo, manifestações gigantes, sem máscara e sem cuidado, porque as pessoas ficam desesperadas e fartas. Ora, para evitar isso é preciso equilíbrio nas medidas, educação e não repressão, cirurgicamente escolhida. Havia muito mais gente no metro às 8 da manhã fechados do que na Nazaré ao ar livre. E isso é uma verdade que todos sabemos – e que não podemos alterar porque não se pode fechar o trabalho. É preciso – insisto – reforçar os serviços de saúde. É aí que está toda a resposta.

sábado, 24 de outubro de 2020

 

A MELHOR CITAÇÃO DOS ÚLTIMOS TEMPOS!
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“A vacina deve ser testada primeiro nos políticos. Se sobreviverem, a vacina é segura. Se não sobreviverem, o país está seguro.”
— Monika Wiśniewska, escritora polaca
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Old Boys Network

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Bob Halverson Band - Watching You


Margarida Abreu
Médica, especialista em Medicina Geral e Familiar
E se, afinal, for tudo ao contrário?

E se, afinal, a vida que sempre levámos, mais felizes, mais fortes imunologicamente, seja o segredo para nos irmos imunizando contra a Covid-19?

14 out 2020, 00:02

E se, afinal, o uso de máscaras não só não for benéfico, como for prejudicial?

E se, afinal, as máscaras mais não forem do que armazéns húmidos, a 37º C, de gotículas de bactérias e vírus circulantes que nelas se vão depositar, através das quais, nós e os nossos filhos somos obrigados a respirar, vezes sem conta, ao longo do dia?

Tal explicaria porque o número de infectados com SARS-CoV-2 não pare de aumentar, apesar do uso obrigatório de máscaras em espaços públicos fechados e do seu uso crescente, pela população, em espaços públicos ao ar livre.

Tal explicaria porque países como a Espanha, onde o uso generalizado de máscaras em espaços públicos, abertos e fechados, que se iniciou, de forma obrigatória, há já vários meses, tenha um dos maiores números de infectados na Europa, de infectados graves em UCI e de mortes.

Tal explicaria porque em Portugal, em que todos andámos sem máscara nas praias, mesmo estando estas cheias de gente, os números de infectados diários tivessem diminuído drasticamente e agora, no Outono, mesmo com temperaturas estivais, o número de infectados não pare de aumentar.


E se as máscaras funcionarem como reservatórios de tecido, húmidos e quentes, de vírus e outros agentes infecciosos que andam no ar, em circulação, bem como reservatórios dos micróbios que saem de dentro de nós e que a elas se fixam?

E se ao colocá-las à frente do nosso nariz e da nossa boca, horas a fio, por imposição legal e através das quais temos de respirar vezes sem conta, estivermos apenas a aumentar a probabilidade de nos infetarmos com maior número de vírus e bactérias?

Que lógica há, em mandar arejar salas de aula se, depois, se obriga a colocar à frente da boca e do nariz de alunos e professores obstáculos de tecido que impedem a normal ventilação do ar e agregam em si múltiplos micróbios?

Já repararam na humidade de uma máscara após várias horas de utilização e no seu cheiro? Já imaginaram a porcaria que é?

E porque é que nunca obrigaram a usar máscaras nos habituais surtos de gripe sazonais, que todos os anos ocorrem no Inverno? Porque dos múltiplos estudos efetuados ao longo de vários anos, o uso de máscara nunca conseguiu provar ser eficaz, ou ter qualquer influência na prevenção da transmissão da gripe.

E se, afinal, for ao contrário e a utilização sistemática de álcool gel nas mãos, mais não fizer do que diminuir a eficácia do nosso sistema imunitário, a única arma de valor de que atualmente dispomos para lutar contra a Covid-19?

E se a utilização de álcool gel, de forma obrigatória e repetida por nós e pelas nossas crianças, servir para a destruição do contributo que as mãos fornecem ao nosso sistema imunitário, através do seu microbioma habitual, para que o mesmo reconheça agentes infecciosos e os destrua, sem que eles tenham que, obrigatoriamente, nos infetar?

E se ao destruirmos com álcool gel a camada lipídica da pele, que permite mantê-la impermeável a vários agentes infecciosos e tóxicos, mais não estamos a fazer do que permitir que passem através dela muito mais micróbios do que quando não usávamos álcool gel, aumentando a nossa suscetibilidade às infecções?

E se estivermos a contribuir para diminuir a capacidade que as nossas crianças têm para se defenderem das doenças infecciosas?

E se, afinal, o distanciamento social que determina que filhos e netos não possam abraçar e beijar os seus idosos criando, desde há sete meses, uma tristeza crescente em todos, mais não faça do que também diminuir a eficácia do nosso sistema imunitário, como, aliás, já foi demonstrado em relação a doenças como a depressão, em que a tristeza se associa ao aumento de probabilidade de contrair doenças infecciosas?

E se, com este distanciamento obrigatório nos lares, estivermos apenas a aumentar a probabilidade dos nossos idosos, quando adoecerem, adoecerem logo com doença grave (seja esta, ou qualquer outra) por se encontrarem profundamente deprimidos?

A diminuição da eficácia do sistema imunitário não só facilita o aparecimento de infecções, como diminui a capacidade do mesmo para reconhecer células cancerígenas e eliminá-las, contribuindo assim para o aumento do surgimento de cancros e para o aumento da mortalidade associada aos mesmos.

E se o tão falado confinamento, mostrado como o nosso último recurso de salvação, mais não faça do que colocar no mesmo espaço fechado, sob o mesmo teto, confinados, uma série de seres humanos impedidos de andar ao ar livre, promovendo de forma exponencial a propagação e gravidade da doença entre os confinados, como, aliás, se verificou nos países que tiveram confinamentos mais obsessivos e mais prolongados, como Itália e Espanha, onde a doença foi mais grave do que nos outros países?

Que lógica encontraríamos nós, em confinarem-nos num espaço exíguo dias, meses a fio, com indivíduos infectados, por exemplo, com tuberculose? Estaríamos à espera que ela desaparecesse por artes mágicas, ou estaríamos à espera que, ao fim de pouco tempo, o número de infectados fosse cada vez maior?

Não verificámos, que durante o período de confinamento português, em que quase não podíamos respirar ar puro, foi a altura em que houve mais doença grave, com maior número de indivíduos em cuidados intensivos e maior número de mortes?

Já pensaram que a melhor maneira de nos vacinarmos contra esta doença seria fazê-lo da forma mais natural possível (uma vez que até agora não há outra forma), expondo-nos a quantidades mínimas de vírus, permitindo que o nosso sistema imunitário os reconhecesse e os aniquilasse?

Ao retirarem de circulação os assintomáticos infectados (obrigando-os a ficarem em casa isolados, dias ou semanas a fio) – assintomáticos esses, habitualmente, com baixos níveis de vírus circulantes e que são exatamente as pessoas com quem seria benéfico irmos todos contactando para criarmos a nossa própria imunidade – estão a permitir que o nosso contacto com o vírus seja, sobretudo, com pessoas com a doença, com níveis muito mais elevados desse mesmo vírus, aumentando a probabilidade de adoecermos também, quando poderíamos contactar com o vírus através de indivíduos assintomáticos, situação em que aumentaríamos a probabilidade de ficarmos imunes sem adoecermos.

Tantas medidas tão sem fundamento, tão sem validade científica, todas obrigatórias. Tantas medidas que só têm feito mal à restante saúde das populações e à economia. Tantas medidas que nada fazem à Covid-19, como se pode observar pelo número de casos positivos que não param de aumentar nos países que as adotaram (alguns, já com maior número de casos do que em Março e Abril).

E se, além de nada fazerem para nos protegerem da doença, as medidas contribuírem, ainda, para a sua maior propagação? E se, afinal, for ao contrário e tudo isto mais não faça do que nos prejudicar?

E se, afinal, tudo o que nos fizeram e continuam a mandar fazer, para nosso suposto bem, estiver errado?

E se, afinal, a vida que sempre levámos, mais felizes, mais fortes imunologicamente, seja o segredo para nos irmos imunizando contra a Covid-19, tal como o temos feito, ao longo dos anos, para as outras doenças virais respiratórias?

E se, afinal, for tudo ao contrário?

terça-feira, 6 de outubro de 2020

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O maravilhoso mundo do microbioma

07-01-2017, no Expresso

No inverno, os vírus e as bactérias que habitam o nosso corpo proliferam, transmitem-se mais facilmente e provocam danos. Mas estudos recentes indicam que a solução não passa pela limpeza extrema e pelo seu extermínio. Neste artigo, publicado originalmente na Revista de 15 de dezembro de 2012 e que agora republicamos, são explicadas as vantagens em manter vivos certos organismos, que constituem o nosso microbioma



CHRISTIANA MARTINS


Mário de Sá Carneiro escreveu, Adriana Calcanhoto cantou - "Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio". E nós não somos só os 23 mil genes e os dez biliões de células, somos também os cem biliões de bactérias que habitam o nosso intestino e os muitos biliões que estão na pele, boca, cavidade nasal e no aparelho urinário. Todo um outro "eu" que num adulto chega a pesar dois quilos. Mas, sobretudo, somos o resultado desta convivência, nem sempre pacífica.

Durante a gravidez somos mantidos num ambiente estéril. Quando nascemos, trazemos a memória genética dos nossos antepassados e vamos construindo uma memória ambiental, com base no que ingerimos, tocamos, respiramos. Para explicar como tudo começa, é clássica a referência às pesquisas de Philipp Semmelweiz, médico húngaro do século XIX, que percebeu as consequências mortíferas para as mães e os bebés de os médicos e as parteiras não lavarem as mãos antes de acompanharem os partos. Porquê? Porque o nosso primeiro contacto com o mundo real dá-se no ato do parto e, a seguir, com as mãos que nos recebem. São os primeiros passos para a construção do nosso microbioma, esta espécie de outro eu, formado pelo conjunto de micro-organismos que nos habitam.


À semelhança do genoma humano, o microbioma é o património genético dos micro-organismos que vivem com o ser humano. A comunidade dos minúsculos seres que residem em diversos sistemas do corpo, do aparelho respiratório ao gastrointestinal, da pele ao aparelho geniturinário, é classificada de microbiota. Os especialistas já perceberam que devem ser considerados parceiros imprescindíveis na obtenção de um adequado estado de saúde e alertam para as consequências negativas do afastamento da natureza, da alteração de hábitos alimentares e da generalização da utilização de antibióticos.

Como explica Mário Morais de Almeida, coordenador do Centro de Imunoalergologia dos Hospitais CUF, "para além das influências genéticas, a epidemia da doença alérgica ocorrida nas últimas décadas (asma, rinite alérgica eczema, alergia alimentar), o aumento recente da incidência de doenças autoimunes (artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, diabetes), a eclosão de doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, colite ulcerosa) entre muitas outras, são algumas das doenças crónicas em que a modificação ou desequilíbrio do microbioma, direta ou indiretamente, está envolvido".

Este mundo só agora começa a ser devidamente estudado, percebendo-se que até doenças como o autismo poderão estar relacionadas com o microbioma intestinal. Em causa estará a produção de substâncias chamadas fenóis, fabricadas por bactérias para erradicar outras competidoras, mas que são tóxicas para as células humanas. Para neutralizar os fenóis, o corpo produz substâncias à base de enxofre, que, se for escasso, pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro. Qual a relação com o autismo? Ainda é difícil garantir, mas indivíduos com esta doença apresentam problemas no metabolismo do enxofre.

A dificuldade é que ao longo de todo o século XX, os médicos lutaram contra as bactérias tendo como principais aliados os antibióticos.

E, quando estes entravam em cena, matavam tudo ou quase tudo que encontravam pela frente. Mas esta abordagem está a mudar desde que os cientistas começaram a alertar para a importância de manter no organismo as bactérias que ajudam a saúde. Um dos caminhos a explorar será inclusive o "transplante" de bactérias. Já se tornou claro que a conceção de que os micro-organismos são inimigos e de que devemos viver num mundo absolutamente higiénico, está ultrapassada.

Temos de ser seletivos e eliminar apenas os mais agressivos.

"Adequados e razoáveis hábitos de higiene, o voltar a pisar a terra, ou seja, o contacto habitual com a natureza, a promoção do aleitamento materno e do consumo da dieta mediterrânica, a prevenção de infeções e o uso muito criterioso de agentes antibacterianos são algumas das medidas com efetivo potencial na proteção da comunidade de micro-organismos que convivem positivamente com as pessoas", ensina Mário Morais de Almeida.

Começa-se cedo a construir um microbioma positivo para a vida futura. A microbiota, ou flora intestinal, por exemplo, desenvolve-se desde os primeiros dias de vida, tornando-se essencial nos processos de reconhecimento e tolerância imunológica, e o seu perfil depende do tipo de parto (normal ou cesariana) e da forma de aleitamento (materno ou fórmulas lácteas).

Os micro-organismos também começam logo a trabalhar. O leite materno contém carbohidratos chamados glicanos que não são digeridos pelas enzimas humanas mas são pelas bactérias. A microbiota produz vitaminas, como B2, B12 e ácido fólico. Nos bebés produz mais ácido fólico do que nos adultos. E o microbioma de um adolescente rural do interior do Malawi será diferente do de um jovem europeu urbano. Como o de uma criança da década de 50 será distinto do de uma que consuma junk food habitualmente.

Ainda é cedo para se conhecer a totalidade do potencial do microbioma e a sua imutabilidade, mas o bacteriologista Miguel Viveiros, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) não tem dúvidas quanto à necessidade de se modificarem as abordagens terapêuticas dos processos infecciosos: "Há uma enorme falência das estratégias clássicas e têm de ser encontradas alternativas. A campanha europeia de alerta ao aumento da resistência aos antibióticos é sinal desta situação." E, por isso, mesmo os incómodos processos de vaginoses bacterianas ou fúngicas começam a ser tratados de formas alternativas.

Estes organismos oportunistas e patogénicos, como o fungo candida albicans, vivem habitualmente no sistema geniturinário, sobretudo das mulheres, e desencadeiam um processo infeccioso quando entram em desequilíbrio hormonal, imunitário ou nutricional. Como? Muitas vezes devido à utilização de calças apertadas. Qual o problema da roupa justa? É que reduz o acesso do oxigénio às áreas afetadas, promovendo à reprodução destes micro-organismos, que gostam de ambientes pouco oxigenados.

"A metodologia clássica indicava a utilização de um antibiótico que teria como consequência a eliminação de todos os micro-organismos, mas há alguns anos um conjunto de especialistas recuperou registos antigos da Ásia Central que referiam que as mulheres daquelas regiões tratavam-se com a aplicação local de iogurte, um meio ácido e rico em leveduras e lactobacilos, com resultados positivos", explica Miguel Viveiros.

Porquê? "Desta forma inibiam a reprodução dos micro-organismos patogénicos e os médicos começaram a fazer terapias de base biológica, muitas vezes com melhores resultados." Até nos processos de emagrecimento, as bactérias começam a ser vistas positivamente.

Já se sabia que o aumento de peso resultava de alterações genéticas, hormonais, ambientais e comportamentais, mas um artigo da revista "Nature" revelou recentemente que as bactérias presentes no intestino têm aqui um papel a desempenhar. Um desequilíbrio nesta comunidade pode provocar um processo inflamatório que estará na raiz da obesidade porque fragmentos destes micro-organismos escapam do seu habitat habitual, entram na corrente sanguínea e chegam às células da gordura, alterando-lhes o metabolismo. A consequência? Mais células gordas!

Mas nem sempre o relacionamento entre homens e micro-organismos é harmonioso e, nas alturas em que os agentes infecciosos entram em ação, é preciso dominá-los. "O sistema imunológico é extremamente competente na limitação de danos provocados por muitos agentes e uma terapêutica anti-infecciosa só deve ser considerada se houver benefícios no tratamento com antibióticos", explica Mário Morais de Almeida.

O médico recorda que "a maioria das infeções, nomeadamente respiratórias, tão frequentes nesta época do ano, é de origem viral, sem indicação para o uso de antibióticos". Explica ainda que em cerca de 90% das crises de asma graves das crianças e até em 70% dos adultos, "são as infeções virais que desempenham o principal papel no agravamento da doença". E, nestas situações, "um combate anti-infeccioso abrangente fragiliza-nos ao provocar danos em muitos micro-organismos que convivem positivamente connosco".

Alerta ainda para a identificação cada vez mais frequente de estirpes bacterianas mais agressivas e resistentes aos medicamentos que tradicionalmente as combatem, "situação que se verifica logo na idade pediátrica". É a altura para entrarem em ação os imunomoduladores, também eles de origem infecciosa, que amplificam a competência do organismo humano na resposta ao processo infeccioso. Geralmente são ingeridos por via oral, podendo estar, ou não, associados ao uso de antibióticos. São fabricados a partir de extratos bacterianos, estimulam o sistema imunitário das mucosas e protegem os seus consumidores de vários tipos de infeções.

O maior problema, contudo, é quando os micro-organismos infecciosos se tornam resistentes aos antimicrobianos e às defesas naturais do hospedeiro: são os mortais "superbugs". Então, a grande preocupação dos investigadores é perceber se estão a surgir novos vírus para os quais as populações não estão imunizadas.

Em 1918/19, a pandemia de gripe matou cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, a gripe de Hong Kong no fim da década de 60 matou um milhão, a sida já terá morto 30 milhões.

O próximo Big One? Provavelmente terá origem animal, explicam os especialistas.

E o que acontece se uma bactéria que causa uma simples infeção na garganta se torna resistente a todos os antibióticos disponíveis? "Os médicos terão um grande problema. Não há muito a fazer e o paciente poderá morrer de uma infeção que seria simples", explica o virologista Ricardo Parreira, do IHMT. Há, contudo, uma saída: "A natureza ofereceu-nos uma solução. Tal como as plantas ou os animais, as bactérias são infetadas por vírus, designados bacteriófagos." É o bichinho a comer o bicharoco!

O BICHINHO E O BICHAROCO


VÍRUS

Do latim veneno. São agentes infecciosos extremamente pequenos, considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem das células que habitam para se multiplicar. Representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, fungos, plantas e animais juntos. Exemplos de doenças humanas provocadas por vírus: hepatite, sarampo, gripe, poliomielite, varíola, sida. Os antibióticos não combatem os vírus e as vacinas são utilizadas como método de prevenção, pois estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos.

BACTÉRIAS

Do grego bastão, são organismos unicelulares que se reproduzem rapidamente e podem ser encontrados isolados ou em colónias. Podem viver na presença ou na ausência do ar, estando entre os organismos mais antigos do planeta. Existem várias espécies de bactérias usadas na preparação de comidas ou bebidas fermentadas, dos queijos, iogurtes, vinhos ou leites fermentados. Atuam como agentes infecciosos, mas muitas ajudam a digestão e impedem a proliferação de micróbios patogénicos. Podem ser combatidas com antibióticos.

1. BOCA, FARINGE E SISTEMA RESPIRATÓRIO

Streptococcus gordonii
Apresentam metabolismo fermentativo, estão amplamente distribuídos na natureza e são difíceis de serem tratados

Haemophilus
São o agente mais comum da meningite bacteriana em crianças, a fonte de infeção é o homem

2. ESTÔMAGO E INTESTINOS

Escherichia coli
Também conhecidas pela abreviatura E.coli, são uma das mais comuns e mais antigas bactérias simbiontes do homem. Causam infeções urinárias. São um indicador da qualidade da água e dos alimentos

Lactobacillus
Têm importante valor comercial para a indústria alimentar, produzem ácido láctico e auxiliam no equilíbrio gastrointestinal. Reduzem a intolerância à lactose. Consideradas bactérias amigáveis

Bifidobacterium
São positivas para a saúde humana porque previnem distúrbios intestinais infecciosos, fazem parte do grupo de bactérias que compõem a flora intestinal e vivem no cólon

Enterobacteriaceae
Muito abundantes e com grandes variedades patogénicas, como as salmonelas

3. PELE

Staphylococcus epidermis
Amplamente presentes na natureza, são responsáveis por infeções hospitalares, mas não produzem toxinas

4. SISTEMA GENITURINÁRIO

Candida albicans
Espécie de fungo, causa infeções orais e vaginais nos humanos, podem ser encontradas em 80% da população sem que implique efeitos prejudiciais à saúde. O excesso causa candidíase

Klebsiella
Aparecem na água, solo, frutas, vegetais, cereais e nas fezes. Provocam pneumonias

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Quando eu era cachopito , era normal ouvir dos velhotes , quase todos crentes , frequentadores assíduos nas missas e nos terços . . . "Deus é grande" . . . "Deus é pai" . . . "Deus não dorme" . . . " a Justiça tarda mas não falha" e outros "slogans" do género !
Faz muito tempo que eu venho dizendo que este mundo acéfalo e cada vez mais desumanizado , só pode estar em vias de extinção , caminhando a passos largos para o abismo , para auto-destruição total .
Diz-se agora que está para breve um nova "ordem mundial" . Pois que venha ela , então . . . eu aguarda-la-ei , serenamente , claro que apreensivo , mas sem medos , pois acho muito difícil , mesmo practicamente impossível , construir-se um mundo pior do que este . Penso , até , que muitos dos fantoches acagaçados e mascarados que andam p'raí , chafurdando na estrumeira imunda que é esta sociedade , têm toda a razão para andarem acagaçados , mas não por causa do tal bicho que até é bem simpático . . .

sábado, 8 de agosto de 2020

Médicos da Espanha denunciam possível fraude mundial e questionam “pandemia”



José Mateus Moreno 07 Ago 2020 01:37 Saúde

Cento e quarenta médicos espanhóis denunciam um possível desastre mundial provocado por autoridades

No passado domingo (dia 02), a Associação dos Médicos pela Verdade (AMV) questionou, publicamente, a versão oficial do Coronavírus veiculada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a publicação na Estudos Nacionais.Com, os médicos reuniram-se no Palacio de La Prensa, em Madrid, com mais de quatrocentos profissionais da área médica.

Heiko Schöning, representante da Comissão na Alemanha, mencionou a existência de um relatório oficial do Ministério do Interior do governo alemão, indicando que o risco da pandemia foi superestimado e provavelmente o perigo representado pelo vírus chinês foi além do nível normal, encerrando com uma revisão de 04 pontos fundamentais das investigações das autoridades pela Associação de Médicos pela Verdade - lê-se na notícia da Estudos Nacionais.Com.

Na sequência, as conclusões que foram destacadas são estas:

1 – Máscaras não são recomendadas.

2 – O confinamento de pessoas saudáveis ​​não é recomendado.

3 – Os testes não são confiáveis, portanto, nem as estatísticas de infectados.

4 – O número de mortes também não é confiável porque, embora os pacientes tenham coronavírus, eles geralmente morrem por outras patologias.

5 – Milhares de pessoas morreram devido aos tratamentos equivocados recomendados pela OMS, principalmente no início.

6 – Após autópsias na Itália, soube-se que eles morreram de coágulos e inflamação pulmonar, portanto, são recomendados anticoagulantes e anti-inflamatórios.

7 – Embora a OMS não admita, tecnicamente agora a epidemia acabou porque a mortalidade caiu drasticamente.

8 – O único estudo para avaliar as vacinas contra gripe e coronavírus é um estudo do Pentágono dos EUA em 2020 que constatou que a vacina contra a gripe AUMENTA os riscos de coronavírus em 36 %.

9 – Mensagem dos médicos para a verdade

10 – A opinião médica não está sendo ouvida.

11 – Não somos negadores e reconhecemos a doença.

12 – A curva de epidemia, contágio e mortalidade caiu drasticamente.

13 – Os médicos opinam com rigor científico, documentação e fazemos isso dando nosso nome e sobrenome.

14 – O dogmatismo é típico da Idade Média, temos que superar esse estágio e questionar tudo para que a ciência avance.

15 – A transmissão ocorre apenas por espirros e tosse de uma pessoa com sintomas, não pelo ar, objetos, água, fala ou ar condicionado.

16 – Portanto, o uso permanente de luvas ou tiras de queixo não é recomendado, pois estão causando outras doenças respiratórias e da pele.


17 – O uso permanente de uma máscara produz doenças nas vias respiratórias superior e inferior, auto-contaminação, proliferação de microrganismos, pneumonia.

18 – O isolamento geral da população saudável não é necessário, pois na história da medicina sempre foi isolado com bons critérios seletivos apenas para os doentes.

19 – Muitas pessoas morrem por não terem os cuidados médicos corretos. Isso piora ainda mais a imagem, mantendo-os isolados por vários meses, situação imunossupressora.

20 – A OMS teve uma divulgação totalmente irresponsável de informações, divulgando estudos científicos não comprovados, eticamente proibidos.

21 – Os números divulgados confundem totalmente a população mundial. Não parece o mesmo dizer que 500 pessoas morreram do que dizer que 0,0001 de um país morreu.

22 – O dióxido de cloro tem uma tolerância muito boa, existem muitos depoimentos de médicos e pacientes que revelam uma grande melhoria na saúde, além de um amplo efeito anti-infeccioso para vírus, bactérias, fungos e parasitas. A Bolívia já autorizou oficialmente seu uso e, na Espanha, solicitamos que seja iniciado um estudo oficial para permitir seu uso.

23 – A hidroxicloroquina tem bons efeitos terapêuticos, mas não é um retroviral e possui muitos efeitos colaterais adversos, principalmente cardíacos.

24 – Devido ao manejo incorreto da situação na gestão da saúde, muitas situações graves de saúde foram causadas desnecessariamente, em muitos casos levando à morte, devido à falta de atenção médica na população, que poderia ter sido fornecida sem problemas.

25 – Os testes de PCR não detectam vírus infecciosos, mas detectam parte do material genético, mas podem ser de vírus de anos anteriores ou restos virais de vacinas contra influenza.

26 – 95% dos contaminados não apresentam a doença, embora a PCR tenha testado positivo, eles são pessoas assintomáticas.

27 – Pessoas assintomáticas não estão doentes nem são contagiosas.

28 – A situação é agravada pelo fato de os trabalhadores da saúde não receberem os elementos básicos de proteção.

29 – É importante esclarecer que a maioria dos médicos que morreram tinha outras doenças anteriores, principalmente cardiovasculares,

30 – O mesmo aconteceu com o resto das vítimas fatais, 93% tinham mais de 80 anos e apenas 5% foram tratados.

31 – Não é um vírus letal em si, como o Ebola ou o patógeno do antraz. Porém, pode agravar uma situação anterior de doença, se houver falta de atenção médica correta, podendo levar à morte a morte.

32 – As vacinas precisam de anos de pesquisa em várias fases. Não é necessário sair de forma imediata e irresponsável com uma vacina de emergência para um vírus não letal.

33 – Ao contrário do que está sendo feito, precisamos fortalecer nosso próprio sistema imunológico com os rios e praias abertos, ao ar livre, com alegria e sem o medo causado pelas medidas sanitárias erradas.

34 – Finalmente, os médicos pedem à imprensa e às autoridades governamentais responsabilidade e consciência. (sic)

*Com informações da Tribuna Diária

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Esperança . . .



Não temos emprego , não temos comida na mesa e a nossa casa está hipotecada , mas pelo menos temos "esperança" . Muito obrigado por isso .

- "Mãe , tenho fome . . . posso comer um bocadinho de esperança ?"

- "Não filho , hoje não há esperança ; só amanhã - a esperança é sempre amanhã ."

- "Então como amanhã , mãe ?"


- "Podemos ter esperança disso , querido , mas se não for amanhã , resta-nos esperar que seja no dia seguinte ."

E assim continua . É assim que funciona a "esperança" . Ou melhor , que não funciona . . .

Para os que maltratam os animais . . .



Um casal fez um acordo que, se existisse reencarnação, o primeiro a morrer
informaria o outro como é que era. O marido foi primeiro, contactou a mulher
e contou-lhe:
"Bem, levanto-me cedo e faço sexo. Tomo o pequeno almoço e vou para o campo
de golfe. Faço mais sexo, apanho sol e faço sexo mais algumas vezes. Depois
almoço (você gostaria: muitas verduras!!). Mais sexo, um passeio pelo campo
de golfe e mais sexo o resto da tarde. Depois do jantar, volto ao campo de
golfe e faço mais sexo até anoitecer. Depois durmo muito bem para recuperar,
e no dia seguinte recomeça tudo igual outra vez."
A mulher pergunta: "Você está no Paraíso?"
- "Não, já reencarnei. Agora sou um coelho e vivo numa coutada no Alentejo."

quinta-feira, 23 de julho de 2020

COVID-19: O Maior Embuste e Desastre Económico do Século XXI




JULHO 7, 2020 POR LUÍS GOMES





A economia está destruída. Para a zona Euro, o BCE prevê uma contracção económica de 8,7% em 2020 (Fonte: BCE).

No caso de Portugal, o Banco de Portugal estima que o PIB irá cair 8,7% (Fonte: Banco de Portugal); no caso de Espanha, estima-se algo pior, um tombo de 11,6%!

Os países do sul da Europa encontram-se em maiores dificuldades, dada a sua dependência do turismo; sector de actividade severamente afectado pela Crise Covid-19.

Todos os dias escutamos a expressão: “…a crise causada pela pandemia Covid-19”.
Nada mais longe da verdade. Esta crise foi causada pelos confinamentos e restrições à liberdade dos cidadãos decretados pelos governos.

Infelizmente, a verdade será, mais uma vez, ignorada, restando-nos apenas a mentira. O ministro da propaganda do nazismo, Joseph Goebbels, dizia: “…uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Os recentes dados publicados pelo instituto europeu de estatística, o Eurostat, vêm, mais uma vez, demonstrar que o Covid-19 é simplesmente o maior embuste do século XXI. Senão vejamos.

Previamente à análise dos dados, importa actualizar o número de óbitos por milhão em cada país atribuído ao vírus Covid-19. Na figura 1, podemos constatar que a Bélgica é o pior caso do mundo.

A Suécia, que não decretou o encarceramento da população, é o quinto pior caso do mundo, com 524 óbitos por milhão de habitantes.
Figura 1



Em primeiro lugar, o caso Belga.

Na figura 2, podemos observar o número de óbitos totais com idade inferior a 70 anos ocorrido nas semanas 45 a 52 (Novembro a Dezembro) e 1 a 23 (Janeiro à primeira semana de Junho) para vários períodos compreendidos entre 2000 e 2020.
Figura 2



Torna-se absolutamente evidente que não existe qualquer risco para este grupo etário da população, com idade inferior a 70 anos, aquele que na sua maioria é constituído por crianças e população activa.

Como podemos observar na Figura 2, a evolução do número de óbitos apresenta uma tendência decrescente; no entanto, o estado belga, tal como os demais estados, decidiu decretar um confinamento despótico!
Onde reside o problema?

Na população com idade igual ou superior a 70 anos.

Efectivamente, para o período 2019/2020 verificou-se um máximo histórico na Bélgica para o número de óbitos para este grupo etário.

Entre 3 de Novembro de 2019 (início da semana 45) e o último dia 6 de Junho de 2020 (final da semana 23) registaram-se 60 511 óbitos para a população com idade igual ou superior a 70 anos.
Figura 3



Para cotejar diferentes períodos, importa, em primeiro lugar, ter em conta a evolução da população com idade igual ou superior a 70 anos, sem a qual esta análise estaria incorrecta.

Na figura 4, podemos observar esta evolução. Entre 2000 e 2019, a população belga com idade igual ou superior a 70 anos cresceu 30%, passando de 1,2 milhões para 1,6 milhões aproximadamente.
Figura 4



Se tivermos em conta a taxa de mortalidade para este grupo etário, dividindo o número de óbitos pela população, podemos obter conclusões surpreendentes (ver Figura 5).
Figura 5


A taxa de mortalidade em 2019/2020 encontra-se em valores perfeitamente normais: para o pior caso Covid-19 do mundo!

Em 2000/2001, 2001/2002, 2002/2003, 2004/2005 e 2014/2015, anos com taxas de letalidade iguais ou superiores, ninguém decretou a restrição ou eliminação de liberdades individuais.

Em conclusão, trata-se de uma patranha bem vendida, através da propagação do pânico e do medo.

Agora vamos analisar o caso Sueco, o menino mal comportado desta história: segundo a imprensa!

Um imenso número de países não permite a entrada de suecos, incluindo os seus vizinhos escandinavos.
Como se atreveram a não seguir o rebanho!

Vejamos então os números da “grande tragédia” sueca.

Na figura 6, podemos observar o número de óbitos totais ocorrido na Suécia para as semanas 45 a 52 (Novembro a Dezembro) e 1 a 25 (de Janeiro à terceira semana de Junho) para 20 períodos entre 2000 e 2020.
Figura 6



Em 2004/2005, alguém lançou este “circo de falsidades”, em que ocorreu, para o mesmo período, um valor de óbitos superior a 2019/2020, o ano da “pandemia” Covid-19!

Todos os dias, não cessa a propaganda negativa sobre a tragédia sueca. Mas a surpresa não termina aqui.

Se tivermos em conta a taxa de letalidade apenas para o grupo etário com idade igual ou superior a 70 anos, os dados tornam-se ainda mais surpreendentes: o período 2019/2020 apresenta a penúltima taxa de letalidade mais baixa dos últimos 20 anos!

Podemos observar este valor na Figura 7.
Figura 7



Definitivamente, estamos perante o maior embuste da história; nunca antes a economia foi destruída em nome de algo que assola a humanidade desde sempre: o aparecimento de um vírus!
Porque razão estamos na presença de uma enorme cavilação?

Em primeiro lugar, a absoluta desinformação da população, com o único propósito de propagar o pânico e o medo; felizmente, começam a aparecer vozes que arrazoam a verdade (fonte1; fonte 2) sobre tudo isto.

Numa primeira fase, as máscaras não eram necessárias, depois tornaram-se obrigatórias; no entanto, em nenhum momento, apareceu qualquer estudo científico a comprovar a sua eficácia para evitar a propagação do vírus.

Já em Fevereiro do presente ano, a revista Forbes – um dos órgãos de informação que colaboraram nesta farsa – afirmava que o seu uso não permitia qualquer protecção, apenas evitava infectar os demais.
Não tardará muito e este último mito também cairá.

Esta plangente imprensa também afirma que a “pandemia” Covid-19 apresenta a maior taxa de letalidade dos últimos 100 anos; como por exemplo, este artigo no Financial Times, onde se afirma: “Since the start of what has become the worst virus pandemic for a century…”.
Não têm rebuço na propalação de mentiras!

Basta a estes senhores consultarem os dados da pandemia de 1957 (Gripe Asiática), mencionada no nosso blog, ou a de 1968-1970 (Gripe de Hong Kong), para provar de que se trata de uma patranha; as taxas de letalidade foram muito superiores à actual “pandemia” Covid-19, mesmo aceitando as estatísticas oficiais em relação aos “óbitos” atribuídos ao Covid-19”.
Na altura, ninguém decretou a prisão domiciliária nem a utilização obrigatória de máscaras.



Utilizam um duplo critério sistematicamente.

Não se indignam com determinados ajuntamentos, desde que pertençam a determinada ideologia ou movimento, ou sejam oficializados pelo poder vigente; o mesmo não acontece para as demais, essas devem merecer uma pesada punição e sujeitas ao opróbrio público, através de horas e horas de debates a respeito, em que participa uma pletora de comentadores “indignados” e histéricos”.
O eclipse dos mais desfavorecidos das notícias.

Não têm a possibilidade de ensinar os filhos em casa ou proporcionar-lhes computadores com ligação à Internet; e são obrigados a utilizar transportes públicos sobrelotados, enquanto se investem milhares de milhões em empresas de transporte aéreo falidas.

Em nenhum momento, os órgãos de imprensa noticiam a situação dramática destas pessoas, que dependem de empregos de “guerra”, tais como, caixas de supermercados, empregados de mesa, atendimento ao público ou construção civil.
Para esses: “Fique em casa”; não interessa de que forma a comida aparece no prato!

Estamos a assistir ao encobrimento de qualquer alvitre que denuncie o disparate dos confinamentos.

Recentemente, um especialista da Universidade de Stanford afirmava que a taxa de letalidade do Covid-19 na população com idade inferior a 45 anos é praticamente nula, obtemperando a decisão de confinar a população.

Sem cessar, a imprensa difunde que a nossa salvação só será possível com a vacina, dissimulando que as anteriores pandemias foram resolvidas, na sua maioria, através da imunidade de grupo.
O único país que adoptou tal método, a Suécia, é visto como o menino mal comportado.

Ninguém nos explica com rigor qual o método para classificar um óbito atribuído ao Covid-19. Talvez por essa razão, como em Portugal ou na Suécia, o número de óbitos relacionados com outras patologias tenha espantosamente diminuído, pois o número total de óbitos para o período 2019/2020, em comparação com períodos anteriores, está dentro de valores normais.
O que importa é continuar a inflar o pânico e o terror!

Esta é a mesma imprensa que gera uma indignação global com base numa mentira (Fonte), mas não comenta ou encobre situações semelhantes (situação 1; Situação 2; Situação 3; Situação 4), no entanto, bem reais e a lamentar.

Ao mesmo tempo, promovem assuadas que desrespeitam a lei e a ordem.
Sobre a credibilidade desta imprensa estamos conversados.
Agora o que nos espera?

Esta crise está a ser utilizada para um novo ataque à população, visando impor uma ditadura fiscal, restringir direitos e liberdades e obrigar a população a aceitar um controlo absoluto das suas vidas, terminando, de vez, com a sua privacidade.

Com a desculpa do Covid-19, os Bancos Centrais imprimem dinheiro sem fim, na prática um confisco de propriedade privada, possibilitando, em alguns casos, novos máximos históricos ao mercado accionista, beneficiando apenas 1% da população e resgatando, uma vez mais, um sistema financeiro insolvente que actua com base num sistema fraudulento – as reservas fraccionadas.

Na Figura 8, podemos observar que o dinheiro impresso pela Reserva Federal permitiu que o DOW 30, um dos principais índices bolsistas norte-americanos, recuperasse rapidamente de uma queda próxima de 40%, entre 12 de Fevereiro e 23 de Março do presente ano.

Bastou o anúncio de compra de dívida emitida pelas empresas por parte da Reserva Federal. Actualmente, encontra-se a apenas 11% do seu máximo histórico, no meio de uma recessão e desemprego sem precedentes!



Na realidade, toda esta recuperação é um processo inflacionário, fruto da perda de poder aquisitivo do USD – um confisco dos mais desfavorecidos, aqueles que têm rendimentos fixos e não possuem activos financeiros –, pois o índice DOW 30, quando cotado em onças de ouro – ainda não é possível imprimir –, encontra-se numa tendência descendente, rompendo, recentemente, uma bandeira no sentido descendente, tal como podemos observar na Figura 9.
Figura 9



Os que logram proteger-se da inflação dos bancos centrais, mantêm o seu poder aquisitivo, caso contrário, o valor aquisitivo dos seus rendimentos é arrasado!
Tudo isto, como é óbvio, é publicitado e implementado em nome do combate à crise “pandémica” Covid-19.

Para ajudar os mais “frágeis” da sociedade, os que mais sofreram com a “pandemia” – nunca mencionam que serve para comprar votos com o dinheiro dos demais –, propõem uma nova subida de impostos (fonte 1, fonte 2)!

Um dia destes, no final de tudo isto, iremos entregar tudo o que produzimos ao estado, para depois receber senhas de consumo, de acordo com os ditames da casta que nos governa, tal como ocorre num regime totalitário.
Para se assegurarem que conhecem tudo, mas absolutamente tudo, o que produzimos e possuímos, propõem um aperto do “big brother”.

Claro está, este novo ataque à nossa privacidade é realizado em nome do pomposo combate ao branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo (proposta de lei), ocultando que apenas serve para nos tornar absolutamente indefesos da voracidade fiscal dos estados. Senão vejamos.

Com a aprovação da proposta de lei 16/XIV/1.ª, como sempre, emanada da ditadura de Bruxelas, os bancos comerciais passarão a ser obrigados a informar as autoridades sobre os titulares das caixas fortes e quem as visita: hora, dia e quem.

Caso as visitas sejam frequentes, o cliente deverá ser classificado como delinquente.
Na próxima proposta de lei, seguramente, exigirão conhecer o que se encontra na caixa forte: já faltou mais!

Com a aprovação da proposta de lei 16/XIV/1.ª, o comércio e a custódia de moedas virtuais, a Bitcoin por exemplo, passarão a ser actividades reguladas, com o único propósito de conhecer as carteiras virtuais e os movimentos dos cidadãos com este tipo de activos. Já podemos imaginar o caminho que a coisa toma, a possível ilegalização deste negócio ou estar sujeito ao livre arbítrio de um esbirro.

Para se assegurarem que em breve não poderemos levantar o nosso dinheiro dos bancos ou conhecerem todas as nossas transacções (refeições, viagens, livros adquiridos…), acabando de vez com a nossa privacidade, estão a preparar-se para eliminarem o dinheiro físico (fonte1; fonte2).

Para além de terem determinado o fim de qualquer actividade indispensável a qualquer ser humano (sair à discoteca, ir a um bar…), como confraternizar, conversar, conhecer, em particular tudo o que seja contacto humano, todos os dias propõem medidas que restringem as nossas liberdades individuais: uso obrigatório de máscaras, distanciamento social e controlo nos aeroportos.
No futuro, já podemos supor como irá terminar. No momento de entrar num avião: tem as vacinas em dia? Fez o teste ao Covid-19?

A coberto da crise Covid-19, optam agora pela nacionalização de empresas falidas, obviamente com o nosso dinheiro, com o argumento de que se trata de uma empresa “estratégica” – vá-se lá saber o que significa! –, desvirtuando, por completo, as regras de um mercado livre: quem falha vai à falência!

Para estes senhores é diferente: os lucros são privados e as perdas são dos contribuintes. Para quê empreender ou inovar, o importante é ter contactos que assegurem a salvação em momentos de aperto.

Na idade média, os servos pagavam ao senhor 1/3 do que produziam; hoje, um servo seria seguramente um perigoso evasor fiscal.
Com a crise Covid-19, preparamo-nos para ser transformados em simples escravos: do estado e da banca!

Amy Winehouse, la chica de Camden



por JUJE BERMUDEZ
22 JULIO
PORTADA, PROTAGONISTAS, QUÉ ESCUCHAR



“Para mi era importante cantar pero nunca pensé que terminaría trabajando como cantante”, así lo manifestó la cantante británica, Amy Winehouse, quien nunca imaginó la magnitud que iba a alcanzar en la historia de la música mundial. Fue inspiración de artistas plásticxs, diseñadorxs de moda y colegas músicxs.

Googlear a Amy Winehouse implica visualizar en los primeros títulos entradas relacionadas a su muerte, sus adicciones y sus males de amores. En la mayoría la encasillan y mencionan muy por arriba su talento. Parece que al comprar un personaje, la estrella queda de lado.

“Mi música no está en esa escala, no creo que vaya a hacerme famosa”, dijo una vez. Un poco de historia de la cantante Amy Winehouse para reivindicar su carrera y su hambre voraz por hacer música. Para ella el éxito era hacer lo que quisiera y componer como ella quisiera. Lo hizo con sus 27 años y tres discos.

Su barrio Camden Town, en su Londres natal, conserva su esencia y le brinda homenaje en el mercado vintage, llamado Stables Market, donde sus fanáticxs posan con la estatua de tamaño real y realizada en bronce por el escultor Scott Eaton.



Estuvo atravesada por la música desde muy niña: su padre fue quien la introdujo en el mundo del jazz y le presentó a uno de sus ídolos, Frank Sinatra. Amy cantaba sus canciones todo el día, hasta que el colegio le hizo un llamado de atención para que dejara de hacerlo. Tuvo su primera banda a los 10 años: con influencias de rap formó Sweet ‘n’ Sour. A los 13, tuvo su primera guitarra con la que empezó a componer y a los 16 años integró el grupo musical llamado The National Youth Jazz Orchestra.

Amy cantaba y tocaba la batería, pero también se presentaba como guitarrista. “Para mí el éxito es tener la libertad de trabajar con quien yo quiera, poder mandar todo a la mierda cuando me parezca e ir al estudio cuando tenga que ir . Cuando más me conoce la gente, se da cuenta que sólo sirvo para hacer música”, desafió.

Sacó dos discos en vida: “Frank” y “Back to black”. El segundo sería el que la consagrara mundialmente y la hizo merecedora de cinco premios Grammys: Mejor nuevo artista, Grabación del año, Canción del año, Mejor álbum pop vocal y Mejor interpretación femenina por su canción “Rehab”, la más versionada y polémica de la artista.

Ya estaba en la mira de los paparazzis británicos, pero esta validación por parte de la industria de la música hizo que todo el mundo quisiera una parte de ella. “A cada paso que des, a cada respiro, te estaré observando”, como diría The Police. Siempre enfocándose en el personaje, no así en la persona ni en su estrella. Tal fue el hostigamiento que tuvo que hacer un retiro a la isla caribeña de Santa Lucía. Allí pudo relajarse y reencontrarse consigo misma. Su paraíso en la tierra, su refugio, donde comenzó a componer material para su tercer y póstumo disco “Lioness: Hidden Treasure”.



Cómo si el reconocimiento por su álbum “Back To Black” no hubiera sido suficiente, Amy fue invitada por una de las leyendas del jazz, Tony Bennet, a participar en su nuevo disco “Duets II” en el track llamado “Body & Soul”. “Nunca he hecho algo así como cantar con uno de mis ídolos”, le confesó Amy. Durante la grabación a ella se la ve insegura y dudando de su talento. “ Te hago perder el tiempo”, le decía a Bennet, cuando en realidad para él era una cantante de jazz que “estaba a la altura de Ella Fitzgerald o Billie Holiday”, artistas a las que Amy les tenía devoción. Fue su última grabación en estudio.

La chica de Camden, como se la conocía, dejó enmarcada su huella en el barrio que la vio disfrutar sus días y en el mundo de la música, por su voz tan personal: una mezcla perfecta entre el soul y el jazz, llena de sentimiento e intención. Una artista que dejó su cuerpo y alma por lo que más le gustaba hacer: cantar y componer canciones. Su barrio y sus fanáticxs la extrañan. Ojalá hubiera tenido más tiempo. 
– Este artículo fue producido en el marco del Taller de Periodismo Feminista de Feminacida –

"Sofreram horrores os cães e gatos que morreram queimados em Santo Tirso.


Crónica de Miguel Esteves Cardoso, Jornal Público, 20-07-2020.


"Sofreram horrores os cães e gatos que morreram queimados em Santo Tirso.

Apareceram muitas pessoas para os salvar, mas não os deixaram entrar.

Os tribunais hão-de castigar os responsáveis, directos e indirectos, mas seria uma pena que não se aprendesse nada com a desgraça.

Portugal já mostrou ao mundo — mais recentemente com a descriminalização
do consumo de drogas duras, mais remotamente com a abolição da pena de morte — que pode ser pioneiro da humanidade. Não se poderia fazer o mesmo com os animais? Não seria até uma forma barata de melhorar a nossa imagem e de atrair os turistas que mais nos interessam?

O problema dos canis, legais ou ilegais, é o problema dos animais em Portugal: é falta de dinheiro. Não é mais nada. É falta de dinheiro público.

Não havendo dinheiro, toda a gente ralha e ninguém tem razão. Apontam-se culpas e a discussão moral não acaba. Confia-se na bondade de associações de cidadãos que surgem para tentar colmatar as falhas dos poderes públicos.

Falem com os heróis de Santo Tirso que acorreram para salvar animais. Falem com as associações. Falem com o PAN. Falem com os portugueses que têm cães e gatos. Falem com os que não têm.

Sabe-se o que há para fazer — a começar pelas esterilizações —, mas é preciso dinheiro para arranjar terrenos, pagar a tratadores e veterinários, assegurar a saúde e a felicidade dos bichos.

Façam-se parques de animais que mostrem ao mundo como se pode ser bondoso com os animais e gozar a companhia deles — sobretudo todos aqueles que não os podem ter em casa.
Depressa."

quarta-feira, 8 de julho de 2020

DEUS SEGUNDO SPINOZA



"Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pará de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste
comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pará de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti."

terça-feira, 7 de julho de 2020

Dos mortos registados como COVID-19 em Itália, só 12% faleceram efectivamente da doença


6 de Julho de 2020

O professor Walter Ricciardi, conselheiro científico do Ministro da Saúde italiano afirmou: “A forma como classificamos as mortes no nosso país foi muito generosa, no sentido em que todas as pessoas que morreram com o Corona Vírus foram classificadas como tendo morrido de Corona Vírus. Numa re-avaliação feita pelo Instituto Nacional de Saúde, em apenas 12% dos certificados de morte parece haver uma causalidade directa com o Corona Vírus, enquanto 88% dos pacientes que faleceram, tinha pelo menos outra doença – muitos tinham duas e três.”

É um relato impressionante! Significa que das cerca de 21 mil mortes em Itália até ao momento destas declarações, só cerca de 2400 se podem classificar como sendo directamente relacionadas com o COVID-19.

Mais uma prova de como se tem andado a brincar com os números! E são os números que têm andado a brincar com as emoções das pessoas.

Fonte:

Telegraph

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Saudades



" São saudades de um mundo que tem cheiro de quintal lá da infância da gente. Que é macio para todos os seres que nem lençol recém-trocado. Que tem o timbre de voz amada quando toca o nosso ouvido. Um mundo bacana onde as vezes pessoas têm clima de passeio. Onde não existem armas, visíveis ou não. Onde a gente vive com o sentimento de estar brincando de roda uns com os outros: se um leva um tombo reflete na roda inteira. São saudades de um mundo contente feito céu estrelado. Feito flor abraçada por borboleta. Feito café da tarde com bolinho de chuva. Onde a gente se sente tranquilo como se descansasse num cafuné. Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso, a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza. Um mundo onde as pessoas confiam umas nas outras, não pode ser de outro jeito se estamos em família na humanidade. Um mundo onde a culpa deixou de ser uma desculpa para não sermos felizes. São saudades de um mundo onde o respeito não tem cheiro de mofo: todos somos iguais e todos somos diferentes e isso é claro, natural e indiscutível."


Ana Jácomo

quinta-feira, 25 de junho de 2020







Luis Júdice
23 de junho ·



O governo, os partidos do arco parlamentar e a comunicação vendida ao grande capital hão-de ter de explicar como é que os números deste quadro se compaginam com os "comportamentos condenáveis" que, segundo eles, levaram a repor o confinamento e o estado de calamidade em 5 distritos do país - Loures, Sintra, Odivelas, Amadora e Lisboa.


Vão ter de explicar, também, como é que para o "surto" agora identificado contribuíram, em cerca de metade dos casos identificados, idosos e trabalhadores de lares para a chamada 3ª idade. Querem ver que andaram TODOS numa "velocidade furiosa" a correr as "raves", a encharcarem-se em álcool, adquirido em bombas de gasolina como se não houvesse amanhã, com o único objectivo de contrair COVID-19?!!!


Governo e apoiantes das medidas de confinamento policial e repressivo imposto às populações, têm de ser responsabilizados pelas 4 mil mortes não COVID-19 a mais registadas este ano, por comparação com período homólogo do ano de 2019. E pelo crescendo do desemprego, da miséria e da fome, que nenhuma "caridadezinha" mitigará, antes agravará a humilhação a que sujeitam os trabalhadores e suas famílias.

domingo, 21 de junho de 2020

“Se voltarmos à normalidade é porque não valeu nada a morte de milhares de pessoas”, escreve Ailton Krenak



Em novo livro, um dos mais importantes líderes indígenas do país fala sobre a pandemia do coronavírus, a "necropolítica" de Bolsonaro e os ensinamentos que podemos tirar desta experiência



Ailton Krenak na Flip de 2019. Foto: Walter Craveiro/ Divulgação

O mundo está agora numa suspensão. E não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. É como um anzol nos puxando para a consciência. Um tranco para olharmos para o que realmente importa”, escreve Ailton Krenak em O Amanhã Não está à Venda (disponível para download gratuito). Um dos mais importantes líderes indígenas brasileiros da atualidade – famoso por sua marcante fala na Assembleia Constituinte de 1987 e por seu intenso ativismo socioambiental -, Krenak acaba de lançar pela Companhia das Letras este pequeno livro com reflexões sobre os tempos de pandemia da Covid-19 e o mundo que virá a seguir.

“O presidente da República disse outro dia que brasileiros mergulham no esgoto e não acontece nada. O que vemos nesse homem é o exercício da necropolítica, uma decisão de morte. É uma mentalidade doente que está dominando o mundo. E temos agora esse vírus, um organismo do planeta, respondendo a esse pensamento doentio dos humanos com um ataque à forma de vida insustentável que adotamos por livre escolha, essa fantástica liberdade que todos adoram reivindicar, mas ninguém se pergunta qual o seu preço”, afirma Krenak – autor também do livro Ideias para Adiar o Fim do Mundo (2019) – em outro trecho do texto.

O autor, que no momento está isolado na aldeia Krenak, em uma reserva de quatro hectares em Minas Gerais, questiona, portanto, a ideia de “volta à normalidade”, ressaltando que ela não é nem possível nem desejável. “O que estamos vivendo pode ser a obra de uma mãe amorosa que decidiu fazer o filho calar a boca pelo menos por instante. Não porque não goste dele, mas por querer lhe ensinar alguma coisa. ‘Filho, silêncio’.” E, mais à frente, ele arremata: “Tomara que não voltemos à normalidade, pois, se voltarmos, é porque não valeu nada a morte de milhares de pessoas no mundo inteiro. (…) Seria como se converter ao negacionismo, aceitar que a Terra é plana e que devemos seguir nos devorando. Aí, sim, teremos provado que a humanidade é uma mentira”.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Muitos sobreviverão à Covid 19, mas permanecerão mortos por dentro



Muitos sobreviverão à Covid 19, mas permanecerão mortos por dentro. E o pior é que teste médico algum é capaz de diagnosticar isso.

Por Prof. Marcel Camargo
-27 de abril de 2020

A pandemia da Covid 19 coloca o mundo de cabeça para baixo, colapsando sistemas económicos e de saúde, expondo a nefasta desigualdade social que existe, desmascarando a verdadeira face de pessoas, de governos, de religiões. Nada mais será como antes, ninguém mais conseguirá se ver com os mesmos olhos.

Na ânsia por encontrar respostas e causas que dêem alguma lógica a isso tudo, somam-se teorias conspiratórias, lendas urbanas, fantasmas do comunismo, supostos golpes políticos, entre outros palpites sem embasamento satisfatório. Quase ninguém, porém, atenta para a negligência humana em relação à natureza e às necessidades básicas dos cidadãos, que perdura há séculos.

Fomos nos distanciando, ao longo do tempo, da espiritualidade, da religiosidade, da valorização daquilo que nos compõe a essência e não se pode comprar. Fomos colocando, como centro de tudo, o consumo e a materialidade, regidos pelos ditames económicos, mesmo que às custas de desigualdades cada vez mais acirradas.

Fomos nos distanciando da natureza e dos animais, em suas necessidades e exigências, enquanto nos contentávamos com jardins de inverno arquitectónicos e com animais de estimação. Fomos nos afastando do auto-conhecimento, que precisa do olhar sobre o outro. Aliás, o outro passou a ser menos importante do que a satisfação de nossos próprios desejos, fechados que muitos estamos em nossa bolha de conforto.

Isso tudo vai deixando as pessoas insensíveis, frias, incapazes de serem atingidas pelas misérias de quem quer que seja. Empatia zero. Isso impede que o ser humano enxergue as terríveis consequências de seu descaso com o meio ambiente, com a fauna e com a flora. Impede, da mesma forma, que o ser humano perceba o quanto machuca as pessoas, o quanto suas atitudes podem ser nocivas ao todo – a alguns só interessa o eu mesmo.

Não é à toa, portanto, que muitos assistem às cenas dantescas dos estragos causados pela pandemia da Covid 19, no Brasil e no mundo, incapazes de se escandalizarem, mesmo com valas colectivas sendo abertas, caminhões com refrigeração estacionados às portas de hospitais e de cemitérios, filas de ambulâncias paradas nos hospitais à espera de leitos vagos. Em nome da manutenção da economia, que deveria ser bem melhor respaldada pelos governos, os quais mal direccionam verbas e mal cortam gastos supérfluos, cogita-se afrouxar o isolamento, mesmo quando esse procedimento já tenha se comprovado ineficaz e perigoso em contextos precedentes.

Quando se julga qual vida tem mais ou menos valor, é sinal de que a humanidade caminha mal. Nada será como antes. Quem não melhorar após tudo isso, não melhorará nunca mais. Muitos sobreviverão à Covid 19, mas permanecerão mortos por dentro. E o pior é que teste médico algum é capaz de diagnosticar isso.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Invasões. Pandemia. Golpe Econômico. Cuba e Venezuela no Canal Resistentes



Folar de Vale de Ílhavo

Ingredientes:
1 kg de farinha
15 g de sal
20 g de fermento padeiro
400 g de açúcar
5 gemas de ovo
4 ou 3 ovos (cozidos em casca de cebola)
50 g de manteiga derretida
200 ml de água morna
Canela a gosto (ou raspa de limão, opcional)



Modo de preparação:

Junta-se a farinha (cerca de 500 g), o sal, o fermento e a água morna, amassando tudo muito bem e deixando levedar, pelo período de aproximadamente uma hora.

Depois de a massa estar levedada, juntam-se o açúcar, os ovos e a manteiga previamente derretida, misturando tudo muito bem. Acrescenta-se a restante farinha (500 g) e a canela (ou a raspa de limão), envolvendo bem. Deixa-se levedar novamente.

Quando tiver levedado (aproximadamente para o dobro), tende-se a massa em forma de bolo do tamanho que se pretende, decorando com os ovos (previamente cozidos em água com casca de cebola), e pequenas tiras formadas com uma parte da massa que se entrelaçam com os ovos. Vai ao forno de lenha, previamente aquecido.

Dica: um kilo de farinha dá para fazer um folar médio, que se enfeita com 4 ovos, ou 3 pequenos que se enfeitam com um ovo cada.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Porque é que devemos ver já os nossos pais e avós


OPINIÃO DE HENRIQUE RAPOSO


08 mai, 2020

O sucesso da república, do capitalismo e da ciência criaram um enorme paradoxo: os ocidentais não sabem lidar com o risco e com a morte devido ao seu enorme sucesso político, económico e médico. Paradoxalmente, a nossa história triunfante desarmou-nos; somos flores de uma estufa ahistórica que não resistem aos ventos da história política e da história natural. O parlamento, a empresa e o laboratório (três conceitos desprezados pelo pós-modernismo das elites de esquerda e agora pelo pós-verdade do povo trumpista) são três escudos que filtram o caos que era normal nas gerações anteriores: o risco permanente, os dilemas morais a sério, as doenças, as epidemias, a morte como parte do dia-a-dia. O pináculo desta obsessão pelo controlo talvez seja esta: a nossa civilização aplaude a morte desejada e controlada pelo homem (eutanásia), mas fica paralisada perante a morte natural. Isto porque a morte natural escapa ao controlo antropocêntrico.

Nesta obsessão por evitar o risco, muitos dizem que, no quadro da covid-19, não devemos estar com os nossos pais e avós. É um risco, dizem. Pois é. Mas viver é um risco. Fumar é um risco. Conduzir é um risco. O parto é um risco. Fazer certos desportos é um risco. Certos alimentos são um risco, tal como certas bebidas. Fazer sexo pode ser um risco. Fazer uma empresa é um risco. Caçar é um risco. Ter filhos é arriscar. Sem risco não há vida, há apenas algodão ensopado em desinfectante, há apenas a dormência de uma sociedade esterilizada. Eu percebo a prudência, acho apenas que a prudência já descambou na servidão - a servidão do medo. Os nossos velhos devem, em nome da prudência, evitar a vida social, mas não podem ficar paralisados no medo e longe da vida familiar. Se os nossos pais e avós envelhecerem 3, 4 ou 5 anos durante os 3, 4 ou 5 meses da quarentena, isso não será uma grande vitória, aliás, será uma derrota que não estou disponível para apoiar com o meu medo. Defendo a vida, não o medo de morrer. Ver os netos é o alimento moral dos nossos pais. Privá-los dos netos é literalmente encurtar-lhes a vida, até porque a noção de tempo deles não é a mesma que a nossa. Para nós, seis meses são apenas seis meses; para eles, meio ano é um artigo de luxo.

É pouco provável que as minhas filhas infectem a minha mãe com covid, mas, sim, o risco existe. Tenho medo. Mas, por outro lado, é altamente provável que a ausência das minhas filhas atire a minha mãe para algo pior do que o vírus. A solidão e o pânico matam, sobretudo na velhice. Matam, porque aceleram problemas de saúde física. Matam, porque criam ou aceleram problemas de saúde mental. Lamento, mas a verdade é que os velhos têm razão desde o início desta crise: a quarentena é muito pior do que o vírus.

domingo, 26 de abril de 2020

Como fazer uma excelente caipirinha



Por isso, é deveras importante saber fazer uma caipirinha de qualidade para aproveitar todo o sabor de uma bebida que também conquistou Portugal. Assim sendo, aqui fica uma receita para a caipirinha perfeita, sem sabor amargo, sem excesso de cachaça ou cheia de açúcar no fundo:
Corte as limas em fatias finas e esmague levemente com o açúcar. Não esmague de mais nem utilize uma batedora;
Corte limas ao meio e depois em fatias finas, tipo meia-lua;
Volte a esmagar levemente as fatias de lima com o açúcar num copo baixo (e não esqueça que esmagar em demais vai deixar a bebida amarga);
Encha o copo com gelo e deite a cachaça, misturando os ingrediente e finalizando com algumas fatias de lima;
Se vai preparar caipirinha para muita gente tenha sempre em atenção a regra dos terços: uma parte do copo ou jarra de fatias de lima, uma parte de gelo e uma parte de cachaça;
Não se esqueça que quanto melhor a cachaça, melhor a caipirinha.

quinta-feira, 9 de abril de 2020


A vida na Terra continua com toda a sua beleza . . . apenas se colocaram os humanos em jaulas . Penso que , com isto , o planeta nos estará a enviar a seguinte mensagem :
"Vocês humanos , não são essenciais à Vida , pois o Dia , a Noite , o Sol , a Terra , o Ar e a Água passam muito bem sem a vossa presença . Quando e se voltarem a sair das jaulas , lembrem-se de que são apenas meus convidados . . . não os meus donos ."

Ilustração lindíssima da minha amiga d'além-mar
Yanna Lílian