sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Music For Montserrat was a concert held on September 15, 1997 at the Royal Albert Hall. Musicians came together to raise funds for the Caribbean island of Montserrat after a major volcanic eruption earlier that year had left the island devastated. The concert starred musicians such as Phil Collins, Ray Cooper, Carl Perkins, Jimmy Buffett, Mark Knopfler, Sting, Elton John, Eric Clapton, Paul McCartney, Midge Ure, Arrow and many more, all of whom had once recorded at the island's famous AIR Studios. The concert was arranged and produced by George Martin, with proceeds from the show evening, DVD and CD, used for immediate relief and also helping fund the building of a new cultural center in Montserrat. On completion in 2006, George Martin gifted the centre to the islanders. For Carl Perkins this was his last major live performance as he died just over four months later on January 19, 1998

O dia em que acabou a crise !

Concha Caballero é licenciada em filosofia e letras, é professora de línguas e literatura. Entre 1993 e 2008 ocupou um lugar no parlamento da Andaluzia.
Deputada autonómica entre 1994 e 2008 foi uma das deputadas chave na aprovação da Reforma do Estatuto Autonómico da Andaluzia a que imprimiu um caracter mais social e humano do que, no principio, os grupos maioritários do parlamento pretendiam.
Actualmente colabora em diferentes meios de comunicação. Escreve sobre actualidade politica. Em 2009 publicou o livro “Sevilha cidade das palavras”.

“O dia em que acabou a crise!

Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários…

Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a actitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.

Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objectivos foram claros e contundentes:

Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maliáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.

Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenhas destruído todas as pontes de solidariedade. ENTÃO ANUCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.

Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.

Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.

Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e “voila”: A sua obra estará concluída.

Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.”


Concha Caballero

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Prevenção natural da gripe

O Dr. Vinay Goyal, urgentista reconhecido mundialmente, director de um departamento de medicina nuclear, tiroídica e cardíaca pede para você
divulgar a mensagem abaixo para o maior número de pessoas possível, a fim de contribuir para minimizar o número de casos da Gripe A, causada pelo vírus H1N1.

"As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca e a garganta. Em relação a esta epidemia tão vastamente propagada, apesar de todas as precauções, é praticamente impossível não estar em contacto com portadores do vírus que a promove. Contudo, alerto para o seguinte: o problema real não é tanto o contacto com o vírus, mas a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias. Infelizmente, estas precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente
na maior parte das comunicações oficiais.

(porque será? Por ser barato demais e não haver lucros ?).

Eis algumas precauções:

1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos frequentemente.

2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.

3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contacto com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha.
Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada.
Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.

4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução
de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus.
O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da Índia.

5. Reforce o seu sistema imune comendo alimentos ricos em vitamina C.
Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos,
assegure-se de que contem Zinco, a fim de acelerar a absorção da vit.C.

6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.).
As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem
sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação."

Amigo (a): Será uma grande contribuição se você fizer chegar esta mensagem ao maior número de pessoas possível. Você prestará um serviço de grande utilidade pública, ajudando no combate desta gripe que já dizimou tantas pessoas.

Emmylou Harris, Joan Baez and Jackson Browne - July 27, 2013

Joan Baez - Suzanne

Um filme internacional que trata a adaptação de animais selvagens às grandes cidades. A cidade escolhida foi Lisboa!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

10 razões para beber água com limão pela manhã





Em vez de começar o dia com uma xícara de café, por que não substituí-la com uma bebida morna de água com limão? Abaixo estão os motivos para considerar essa mudança de hábito:

Estimula o sistema imunológico: Limões são ricos em vitamina C, o que é óptimo para combater resfriados. Eles são ricos em potássio, que estimula o funcionamento do cérebro e dos nervos. Potássio também ajuda a controlar a pressão arterial.

Equilíbra o pH do corpo: Beber água de limão todos os dias contribui para reduzir a acidez total do seu corpo. O limão é um dos alimentos mais alcalinos que existe. Sim, limão tem ácido cítrico, mas não cria a acidez no corpo uma vez metabolizado.

Ajuda com a perda de peso: Limões são ricos em fibras de pectina, que ajuda a combater aos ataques de fome. Também foi mostrado que as pessoas que mantêm uma dieta mais alcalina perdem peso mais rápido.

Ajuda na digestão: O suco de limão ajuda a expulsar materiais indesejados. Ele estimula o fígado a produzir bile que é um ácido que é necessário para a digestão. Digestão eficiente reduz a azia e a prisão de ventre.

É um diurético: Limões contribuem para a eliminação de líquidos pelo corpo, o que ajuda a purificar. As toxinas são, portanto, liberadas em uma taxa mais rápida, o que ajuda a manter o trato urinário saudável.

Limpa a pele: A vitamina C ajuda a diminuir as rugas e manchas. A água com limão elimina toxinas do sangue, que ajuda a manter a pele mais clara. Ela pode inclusive ser aplicada directamente sobre as cicatrizes para ajudar a reduzir a sua aparência.

Refresca a respiração: Não só isso, mas pode ajudar a aliviar a dor de dente e gengivite. Mas cuidado, o ácido cítrico pode corroer o esmalte do dente, por isso você deve monitorar isso.

Alivia problemas respiratórios: água morna com limão ajuda a se livrar de infecções pulmonares e deter aquelas tosses incómodas. Acredita-se ser útil também para as pessoas com asma e alergias.

Mantém você zen: A vitamina C é uma das primeiras coisas consumidas quando você submete sua mente e seu corpo ao estresse. Como mencionado anteriormente, os limões são repletos de vitamina C.

Ajuda a largar o vício do café: Depois de tomar um copo de água quente de limão, a maioria das pessoas sente menos necessidade de tomar o café.

Por que tem que ser água morna e não fria? Água fria proporciona um fator de choque ou stress para o corpo. É preciso energia para o seu corpo para processar água fria.

A receita é muito simples - um copo de água morna (não quente) com o suco de metade de um limão.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Doce de Laranja

Daniela de Santos Ave Maria live

Excelente voz do Luís Alcoforado , da "Escola do . . . D. Duarte !"

Cristiano Ronaldo, condecorado por Cavaco Silva, como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, por “serviços relevantes a Portugal”. (in “media” 21 Janeiro 2014)


Cristiano Ronaldo, português, considerado o melhor jogador do mundo de futebol, foi condecorado pelo Presidente da República (PR) de Portugal.

É opinião unânime que Ronaldo é um modelo de jogador de futebol, bom profissional, dá a conhecer Portugal, para além de ganhar uns pornográficos 180 mil contos (sim, daqueles contos antes do euro) por mês, fora outras comissões.

Dá gosto vê-lo jogar (para quem gosta de futebol) e pronto: faz o que gosta, tem boa vida, ganha um ordenado escandaloso, é um exemplo de dedicação e profissionalismo.

O suficiente para ser, quiçá, condecorado pela Federação Portuguesa de Futebol, mas não, foi o PR de Portugal que o condecorou, tornando-o “Grande-Oficial da ordem do Infante D. Henrique”.

Confesso que me senti incomodado, pois a justificação foi por “serviços relevantes a Portugal”.

Não sei porquê, lembrei-me de outros Ronaldos que ficaram no baú do esquecimento do PR.

Lembrei-me do povo português que tem vivido esmagado em impostos, para que a classe política viva à grande e à francesa, com o dinheiro do povo.

Lembrei-me do povo português que se vai matando e emigrando, desesperados, enquanto gente sem escrúpulos ocupa os mais altos cargos da Nação, alguns presos, outros sob suspeita, a maioria impunes.

Lembrei-me do povo português que deixa de estudar, de ir ao médico, de comer, para que meia dúzia de gaiatos se pavoneiem em carros de luxo topo de gama, alemães, claro!

Lembrei-me do povo português que está desempregado ou com ordenados de miséria, enquanto a classe política vai delapidando o pouco que sobra de Portugal, nas PPP’s, nas rendas da EDP, no BPN, Estaleiros Navais e tantos outros.

Lembrei-me da Rita que, aos 25 anos de idade viu o marido falecer de cancro, ficou com dois bebés para criar, está na iminência de ficar sem emprego, enquanto os filhos órfãos, recebem cerca de 38,5 € cada um, pelo facto de terem ficado órfãos. O Sr. Presidente da República enganou-se mais uma vez, pois esqueceu-se de condecorar colectivamente o povo português pela paciência, pachorra, tolerância em demasia com a incompetência, falta de vergonha, de moral, de honestidade das nossas elites políticas que nos desgraçam.

O Sr. Presidente da República fez mais do mesmo, foi previsível, quando o povo lhe pedia um sinal de esperança.

O meu Ronaldo, Sr. Presidente, é a Rita e, as muitas “Ritas” deste país que, ainda se chama… Portugal!

José Lucas
Óbidos (Portugal), 21 de Janeiro 2014

Portugal na linha da frente , sempre !


O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas

Eugénio de Andrade

AMAZING Cat Feeding Ducklings DAY 6

Influência da Lua na Agricultura


Sabia que além do sol existe outro astro que exerce influência sobre o planeta terra?

Esse astro é a lua. Ela recebe a luz do sol e reflecte sobre a terra emitindo energia, força de gravidade, a qual actua sobre as plantas animais, água e terra.

Fases da Lua

A lua passa por quatro fases: minguante, nova, crescente e cheia. Cada fase dura sete dias.

Lua minguante

Nesta fase é pouca a influência da lua sobre a terra. É provável que esta força seja insignificante.A energia ou força contida na terra tende a descer. Daí pensam no que os mais velhos dizem “nesta fase da lua as coisas que crescem da terra para fora minguam, e as coisas que crescem de fora para dentro vigora (raízes)”.

Na prática observando o comportamento das hortaliças, concluiu-se que nessa fase plantam-se raízes; rabanetes, beterraba, cenoura, inhame, batata, cebola de cabeça (bulbos) e outras. Isto porque a planta ao germinar, primeira força o enraizamento, demora mais a nascer, retarda um pouco o crescimento, porte menor, raízes mais desenvolvidas.

Quanto à seiva, a planta absorve menos quantidade de seiva no caule, nas folhas e nos ramos. Fase boa para tirar bambus, madeiras para construção e cabos para ferramentas, etc.

OBS: A durabilidade é maior, resiste mais ao ataque de pragas. Bom para fazer desbrota (porque a planta está menos concentrada de seiva, cicatriza mais rápidos os ferimentos e dificulta a penetração de parasitas). Faz-se a poda caso queira retardar a brotação (lembrando que podas repetitivas nessa fase da lua podem levar a planta ao enfraquecimento, e até mesmo interromper o seu ciclo de vida).

O que acontecerá se plantarmos raízes na lua forte? No caso das hortaliças, a planta vegeta muito chegando algumas a não produzirem raízes.

OBS: Em todas as fases sempre é bom você pegar o auge da lua (dois ou três dias após ter começado a fase); com excepção da minguante, que você poderá pegar a partir do quinto dia da cheia, isto porque está minguando, mas não descartando a possibilidade dela exercer pequena influência sobre a planta.

A batata – doce e a mandioca têm duas opções para o plantio:

1. Plantar na minguante as ramas da batata ou a maniva da mandioca no mesmo dia que forem colhidas.

2. Colher a ramas ou as manivas dois ou um dia antes da nova, deixar murchar a sombra e plantar a partir do segundo dia da nova.

Quando colocamos as ramas ou as manivas para murchar, elas perdem reservas (seivas) e ao plantar na lua nova elas tendem a forçar tanto o broto quanto a raiz (lei de sobrevivência).

Lua nova

Nesta fase, ela começa exercer influência sobre a Terra, a seiva (sangue da planta) manifesta-se em maior quantidade no caule, em direcção aos ramos. Nesta fase, planta-se mais couve - comum, almeirão, cebolinha, espinafre, plantas medicinais e outras.

OBS: Planta-se mais para o aproveitamento de folhas; excepto as verduras folhosas que aglomeram as folhas (o mesmo que formar cabeça) repolho, chicória, alface, couve –chinesa e outras.

Bom também para o plantio de árvores cujo objectivo é produção de madeira.

LUA CRESCENTE

Fase em que a lua exerce influência muito boa sobre as plantas, nessa fase a seiva está presente em maior quantidade no caule, nos ramos e nas folhas.

Fase boa para plantar tomate, pimentão, jiló, quiabo, berinjela, feijão – vagem, pepino, abóbora, milho, arroz, feijão e outras, sejam frutíferas, legumes ou cereais.

Bom para se fazer enxerto, poda (para brotação rápida).

OBS: O tomate plantado nesta fase lunar produz mais, as pencas ficam mais próximas, com mais frutos; já na minguante, produz pouco; na lua nova, alonga-se a haste e as pencas distanciam mais uma das outras; na cheia, vegeta mais, menos frutos por penca com maior probabilidade de ataque de pragas.

Lua Cheia

Fase em que a influência sobre a terra chega ao ponto máximo, mas só nos primeiros dias, porque depois de sofrer efeito da minguante. No início desta fase planta-se: repolho, couve-flor, alface e outras. Além das hortaliças esta fase é óptima para o plantio de flores.

É importante frisar que nesta fase a seiva se concentra na copa da planta (ramos e folhas).

Você Sabia

« Para seguir a fase lunar deve partir desde o semeio ou plantio porque são nos primeiros dias de vida da planta que a Lua exerce maior influência.

« Para colher frutos, a melhor fase é a lua cheia. Os frutos estão mais suculentos devido a maior quantidade de seiva encontrada nos frutos. Já para as raízes e vagens, na minguante pois,,,,, a planta encontra-se com menos seiva facilitando o cozimento, segundo afirma a engenheira agrónoma e pesquisadora Ana Primavesi – Edição Guia Rural Abril.

« Para colher milho, arroz, abóbora e outros para armazenamento, são melhor colher na minguante porque resiste mais ao ataque de caruncho, gorgulho, etc.

« Melhores fases para plantar banana: na nova e crescente. Na minguante, leva muito tempo para produzir e produzir cachos pequenos.

« Alguns agricultores plantam feijão , milho, ou mesmo frutíferas na minguante para evitar ataque de brocas, lagartas, etc. Muitos usam este método mesmo sabendo de uma possível queda de produção.

« Se fizermos semeio de uma determinada cultura em uma fase lunar, o plantio deverá obedecer a mesma fase. Caso contrário, sofrerá influência das duas fases. Tendo a fase inicial como dominante.

O plantio por estaca deve ser efectuado na lua nova cujo objectivo é a produção de caule e folha, já para produção de frutas, o mais indicado é na lua crescente. Seguindo os mesmos requisitos do item anterior.

« Os insectos se manifestam mais na lua fortes.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Duo Paradise Le plus grand Cabaret du Monde

Vladimir Gusev, Russian painter, was born in 1957. The first teacher of drawing and painting in Vladimir was his father, the artist Sergey Gusev. He studied at the State Institute of Art Moscow. VISurikova, graduating in 1981.Trabaja in the Department of Painting. It is a creative artist, working successfully genre paintings, landscapes, still lifes and portraits. His landscape works are always interesting in composition and color space. Make an optimistic perception of nature that lets you make a sharp poetic expression. His paintings give a feeling of lightness and ease of perception. His works are in private collections in the Soviet Union, Japan, France, Italy, Yugoslavia, Germany, UK, Poland and Finland. Musica : Brian Crain

CENTO E VINTE E DUAS PÁGINAS PARA ISTO ?



E perguntavam todos para que é que servia a Comissão Europeia !

Euro sobrevalorizado, derrocada financeira dos países do Sul, políticas económicas desastrosas, etc., não fazem com que os comissários europeus percam o sentido das prioridades. A prova? O último projecto da Comissão:

Normalizar o conteúdo das bacias dos WC na União.

Após 3 anos de investigação (não estou a inventar nada) a Comissão encontrou A SOLUÇÃO e acaba de a expor num relatório de 122 páginas: Devem ser 5 litros para evacuação das retretes e de 1 litro para os urinóis.

CENTO E VINTE E DUAS PÁGINAS PARA ISTO?

Percebemos a vossa indignação. Mas... CALMA! O relatório trata doutras matérias, que vão desde contabilizar o número de WC na União e locais de "alívio" por país da União. Ficámos assim a saber que os franceses são os europeus que mais partilham as retretes (0,65 WC/ habitante), enquanto os alemães e espanhóis são os mais individualistas neste aspecto (0,94 e 1,04). Fascinante!

Não dá para acreditar, se pensarmos que funcionários que recebem mais de Eur. 10.000,00 por mês (dos nossos impostos) se ocupam mais dos problemas das retretes do que do desemprego na Europa... São os mesmos que se reúnem há anos para definir o calibre das bananas...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

For the love of the wolf



"In the end we will conserve only what we love and respect.We will love and respect only what we understand.
We will understand only what we are taught
or allowed to experience."

The video is taken From the movie Living with Wolves (Discovery) and the song is Sacred Spirit Yeha Noha
Not intention to infringe copyrights just a way for send a message of love and respect .

domingo, 19 de janeiro de 2014

Arroz de Marisco





O arroz de marisco é um prato tradicional da cozinha portuguesa, típico das zonas costeiras. Como o próprio nome indica, trata-se de um prato feito à base de vários tipos de marisco, nomeadamente amêijoas, camarão, berbigão, mexilhão, lagosta e sapateira. Há pequenas variações regionais da receita, marcadas sobretudo pelas diferentes combinações do marisco utilizado. Ingredientes: 500 grs de mexilhão 400 grs de arroz 500 grs de amêijoas 500 grs de camarão 4 bocas de sapateira 4 colheres de sopa de azeite 1 cebolas médias picadas 50 grs de margarina 2 dentes de alho picados 1 molhinho de coentros picante q.b. sal 1 dl de vinho branco Confecção: Limpe e lave os mariscos. Coza-os e descasque--os, aproveitando a água de todos eles, e deixando alguns camarões inteiros para decoração. Com as cascas e cabeças do camarão faça um bom caldo. Refogue os alhos picados e as cebolas no azeite e margarina, sem deixar queimar. Junte o caldo, e o vinho deixe levantar fervura e, junte o arroz (4 chávenas de caldo para 1 de arroz) deixe cozer por 12 minutos, junte os mariscos e os coentros picados, rectifique os temperos e deixe ao lume por mais 3 minutos. Retire o tacho do lume e decore com alguns camarões inteiros. Sirva de imediato.

Natural e simples ! Mas é muito mais "lucrativo para alguém", complicar o que deveria ser simples . . .

COMO SE MATA UM DEPUTADO J.Notícias- Paulo Ferreira- 18/01/2014


A emoção quase lacrimejante com que uma dúzia de deputados do PSD levantou, anteontem, a mão no Parlamento para dizer que, sendo favorável à coadoção por casais do mesmo sexo, teve que votar a favor de um tonto referendo porque a isso foi obrigada pela liderança da bancada, é das coisas mais desprezíveis que me recordo de assistir na Assembleia da República.

Há quem veja neste gesto algo de nobre: não consigo perceber porquê. Num tema que envolve, antes de tudo e acima de tudo, a consciência de cada um e uma revisitação aos valores de cada um, num tema destes não pode haver condescendência. Só pode haver decência. Coerência. Aquiescência com aquilo que queremos e gostamos de ser. Não pode haver subserviência.

Os dedos erguidos carregaram, figurativamente, no gatilho de uma pistola. Cada estalido foi um estalo na democracia. Cada tiro acertou direitinho no alvo de que pretendia escapar: na cara de cada um de nós e no coração de cada um dos deputados. As lágrimas de crocodilo pretendiam esconder o haraquíri a que se submeteu cada deputado que optou por jogar este vergonhoso jogo. Ao invés, mostrou-o em toda a sua plenitude. Foi uma coisa infantil. Muito infantil. Que apenas 11% dos portugueses confiem nos deputados e 9% nos partidos parece, a esta luz, um verdadeiro milagre. Porque uns e outros continuam a brincar à roleta russa, imaginando que não há balas no revólver. Há.

Oiço vozes que tecem elogios grandiloquentes a Teresa Leal Coelho. Não as percebo, francamente. A deputada do PSD saiu do hemiciclo na altura de votar a realização do referendo, e a seguir demitiu-se do cargo de vice-presidente da bancada parlamentar. O truque não basta para merecer aplausos. A única coisa que, em bom rigor, lhe resta é decidir se quer continuar a integrar uma bancada que faz politiquice da mais rasteira com valores civilizacionais dos mais elevados. Quer? Fica. Não quer? Sai. Ela e todos os outros que ergueram piedosamente o dedo e rabiscaram conscientemente declarações de voto, procurando aliviar a consciência, assim como quem toma um ben-u-ron para aliviar uma dor de cabeça.

O expediente de última hora usado pelo PSD, colocando na frente da batalha, tipo carne para canhão, um jovem da JSD com naturais dificuldades para defender o indefensável, mereceu, ontem, o comentário do primeiro-ministro. "Não vejo nenhum inconveniente [na realização do referendo]. Da mesma maneira que durante estes três anos a Constituição não ficou suspensa porque vivemos numa situação de emergência, assim a democracia não pode ficar suspensa porque as pessoas entendem que há outras matérias para discutir".

Faltava esta pequena peça para se fechar o puzzle onde se vê Passos Coelho a segredar qualquer coisa ao deputado "jota". O que será?

Os malefícios do leite . . . a reflectir !



Evite o leite… pela sua saúde! – Portugal Mundial

Excelente trabalho do meu amigo Nelson Costa , o qual , acho que deve ser partilhado e divulgado até à exaustão , para despertar algumas consciências , a ver se ainda vamos a tempo de "alguma coisa" . . .






*Publico estes estudos nesta pagina porque penso que é do interesse da concelho, a preservação das nossas praias. Como tem havido muitos comentários mas pouca informação, decidi pesquisar alguns estudos que tratassem esta questão. E a verdade é que apesar da proveniência distinta destes estudos (um deles inclusive do ministério do ambiente), parecem concordar em que a erosão repentina da nossa costa durante o seculo passado tem pouco a ver com a subida media das aguas do mar e mais a ver com falta de areia nas praias. A subida do nivel das aguas do mar é real, mas não foram os 20cm de aumento neste ultimo século que causou a erosão repentina que temos estado a assistir nas ultimas decadas. Mas não vos aborreço com as minhas palavras e passo a transcrever dos autores:

"Estudo de Avaliação da Situação Ambiental e Proposta de Medidas de Salvaguarda para a Faixa Costeira Portuguesa"
(...)
"Estimativas recentes (Andrade, 1990; Ferreira et al, 1990) sobre a percentagem de recuo da linha de costa directamente atribuível à actual elevação do nível do mar revelam valores relativamente modestos. Assim, essa elevação poderia justificar, no máximo 15 a 30% do recuo verificado da linha de costa em litorais arenosos. Pode afirmar-se, portanto, que na maior parte do litoral português, a actual elevação do nível do mar é uma causa directa menor no que se refere ao recuo da linha de costa."
(...)
"A diminuição do fornecimento de sedimentos ao litoral está, na maior parte, directa ou indirectamente relacionada com as actividades antrópicas. À medida que a capacidade tecnológica do homem para intervir no ambiente em que vive vai aumentando, vai diminuindo, simultaneamente, a quantidade de areias que, por via fluvial, alimentam a deriva litoral. Assim, constata-se que a diminuição do fornecimento sedimentar ao litoral tem atingido amplitude exponencialmente crescente ao longo deste século."
(...)
"Um dos elementos inibitórios do transporte fluvial de areias mais relevante é constituído pelos aproveitamentos hidroeléctricos e hidroagrícolas, isto é, pelas barragens."

"(...)os desenvolvimentos portuários, bem como o progressivo aumento do calado dos navios, vieram aumentar as exigências no que se refere à estabilidade dos canais denavegação e à sua profundidade. Consequentemente, as obras de dragagem para abertura, manutenção ou aprofundamento desses canais têm vindo, progressivamente, a atingir maior amplitude."
(...)
"Há que reconhecer que os molhes e quebra-mares dos portos são imprescindíveis para o desenvolvimento económico e social do país (mas) como é evidente, tais estruturas perturbam profundamente a dinâmica intrínseca do litoral, entre outras razões porque: a) modificam, as condições locais da deriva litoral, induzindo fenómenos de difracção, refracção e reflexão da agitação marítima totalmente estranhos ao funcionamento natural do sistema; b) frequentemente, divergem para o largo as correntes de deriva litoral, o que tem como consequência a deposição de areias a profundidades em que dificilmente são remobilizadas, o que se traduz numa diminuição da deriva litoral nesse troço costeiro; c) interrompem, quase por completo, a deriva litoral (pelo menos até colmatação completa do molhe), o que tem consequências profundamente nefastas para o litoral a jusante dos molhes"
http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/Ambicost/4_Ambicost_Causas%20Er.pdf

Estudo Sintético de Diagnóstico da Geomorfologia e da Dinâmica Sedimentar dos Troços Costeiros entre Espinho e Nazare

" Com efeito, este molhe (do porto de aveiro) veio interromper a deriva litoral, evitando que as areias nela envolvidas continuassem a assorear a barra. No entanto, como se referirá nos pontos seguintes, esta interrupção da deriva litoral provocou forte deficiência sedimentar a sul, de onde resultou assinalável recuo da linha de costa. Assim, pode afirmar-se que os graves problemas de erosão costeira na costa sul adjacente à barra de Aveiro se iniciaram quando o molhe norte foi prolongado para o mar.(...)É indubitável que os molhes do porto de Aveiro tiveram notáveis consequências positivas na operacionalidade da barra e, mesmo, no corpo lagunar. Todavia, no litoral adjacente, os impactes nem sempre foram positivos, sendo até, a Sul, extraordinariamente negativos."http://w3.ualg.pt/.../JAD/ebooks/EsaminAveiro/9_CAveiro.pdf

Caracterização dos principais factores condicionantes do balanço sedimentar e da evolução da linha de costa entre Aveiro e o Cabo Mondego

"Concluiu-se que o recuo existente, ainda que sendo promovido pela acção dos temporais, deriva sobretudo da carência no fornecimento de sedimentos pelas fontes originais, a qual é, em grande parte, consequência de acções antrópicas (acções humanas). Daqui resulta que a saturação da deriva litoral, por forma a equilibrar o balanço sedimentar, seja actualmente feita a custa da erosão das praias e das dunas. " http://dspace.hidrografico.pt/jspui/handle/123456789/2082

este do Ministerio do Ambiente...
Gestão de Resíduos e Valorização do Dominio Hídrico:

(pag15)"Causas da Degradação de zonas costeiras com erosão da faixa litoral - Redução significativa do contributo de fontes aluvionares em resultado da construção de aproveitamentos hidráulicos, da realização de dragagens, quer para recolha de inertes quer nas áreas portuárias, e da construção de obras portuárias que interrompem o trânsito sedimentar litoral."
http://www.apambiente.pt/_zdata/planos/PGRH4/RB%5CParte%202%5C7.Diagnostico%5C7.3_Diagnostico%5Crh4_
http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/Ambicost/4_Ambicost_Causas%20Er.pdf
w3.ualg.pt

sábado, 18 de janeiro de 2014

Temporal em La Guardia

Donos Angolanos de Portugal‏


Foi ontem apresentado em Lisboa o livro Os Donos Angolanos de Portugal, uma obra que denuncia a crescente influência dos investimentos angolanos em Portugal, encabeçados por Isabel dos Santos (filha primogénita de JES), Manuel Vicente (vice-presidente da República e ex-director da Sonangol) e pelo general Vieira Dias ?Kopelipa? (ministro de Estado e chefe da Casa Militar do presidente da República).

O livro, da autoria de três dirigentes da formação política Bloco de Esquerda, retrata a teia de interesses e parcerias entre as elites político-empresariais angolanas e portuguesas, numa altura em que a tensão entre os dois países se intensifica. O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década e, no seu conjunto, os angolanos são os investidores estrangeiros com maior peso na Bolsa de Valores de Lisboa. Interesses angolanos detêm agora posições significativas no sector bancário, nas telecomunicações, na energia e na comunicação social em Portugal.

A acumulação de capital em Angola, resultado de uma década de elevados preços do petróleo e da institucionalização da corrupção, liderada pelo presidente da República, coincidiu com a crise económica em Portugal.

A fragilidade da economia portuguesa, assim como a predisposição da sua classe política e económica para fechar os olhos à proveniência dos capitais angolanos, completaram um quadro em que os interesses das principais figuras angolanas encontraram em Portugal portas abertas para o branqueamento de capitais e para a internacionalização de investimentos obtidos de forma ilícita.

De acordo com Jorge Costa, um dos autores do livro, ?Portugal está a transformar-se, fruto da promiscuidade política entre o regime angolano e quase todos os partidos portugueses, numa placa giratória para a aplicação de capitais, que, pela sua origem, teriam muita dificuldade em ser aplicados noutros países europeus?.

Isabel dos Santos, a primeira mulher bilionária africana, cuja fortuna foi acumulada através de decretos presidenciais, é o exemplo máximo do crescente poder angolano sobre a economia portuguesa. A filha de José Eduardo dos Santos é uma das maiores accionistas em empresas portuguesas, com participações na banca (BPI, BIC), nas telecomunicações (ZON) e na energia (Amorim Energia).

Numa sala cheia da livraria FNAC, no centro de Lisboa, o jornalista e director-adjunto do semanário português Expresso, Nicolau Santos, apresentador do livro, indicou que, para além dos investidores angolanos, ninguém com capital disponível teria interesse em investir na comunicação social em Portugal, sector com pouca ou nenhuma rentabilidade. O interesse angolano neste sector destina-se unicamente a influenciar a cobertura noticiosa sobre Angola.

António Mosquito, um dos investidores angolanos com forte presença em Portugal, adquiriu recentemente uma participação na Controlinveste, grupo de media que integra importantes órgãos de comunicação social em Portugal, incluindo a estação radiofónica TSF e os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias, entre outros.

De acordo com o jornalista, que afirma desconhecer casos de censura directa, existe agora, nos meios de comunicação portugueses que têm participações angolanas, grande hesitação em publicar notícias negativas sobre Angola. ?As oito mil empresas portuguesas em Angola e os 150 mil portugueses que agora trabalham em Angola exercem de igual forma pressão para que não haja cobertura noticiosa negativa sobre Angola, de modo a não prejudicar os seus interesses?, acrescentou Nicolau Santos.

As alianças entre as elites político-empresariais angolanas e portuguesas resultam, segundo Jorge Costa, em ?prejuízo para o povo angolano, que vê drenadas do seu país riquezas que poderiam ser usadas em seu benefício, bem como para o povo português, que vê serem entregues ao capital angolano interesses estratégicos de Portugal?.

O livro, que pretende constituir um levantamento exaustivo desta teia de alianças, inclui a listagem de todos os governantes portugueses, desde 1974, com ligações empresariais a Angola, revelando casos de muitos ex-ministros com protagonismo nestes grupos económicos.

Os Donos de Portugal, de autoria de Jorge Costa, Francisco Louçã e João Teixeira Lopes, é uma edição da Bertrand Editora.

Alguns dos gráficos reproduzidos no livro Os Donos Angolanos de Portugal, ilustrando as participações cruzadas de interesses económicos angolanos e portugueses:











MERGULHO NO FUNDO DO MAR DE BALI

Se estiver a fazer amor e o seu par pedir para fazer o 84,87... ...não fique assustado...! É o mesmo que 69, mas com o IVA incluído (a 23%)!!!


"A beleza não está só no corpo onde muitos a procuram , mas na alma onde poucos a encontram . "



Esta saxofonista, apelidada de "SaxxGrrl", mostra neste vídeo como deixar qualquer homem hipnotizado ao som de "Get Lucky" dos Daft Punk. smiley



A porta da felicidade abre só para o exterior ; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais .

Sören Kierkegaard

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

UM ARTIGO DE JACQUES AMAURY , SOCIÓLOGO E FILÓSOFO FRANCÊS , ACERCA DE PORTUGAL

"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá
que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e
consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má
aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e
adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito
retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na
qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades
primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de
futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas,
fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a
empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a
agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem
as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a
próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes
superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça,
frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no
que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes
negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente
persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos
penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam
essencialmente como agências de emprego que admitem os mais
corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas
permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.

Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores,
assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas
dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso
nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica,
entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de
direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder,
que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.

Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas
com telhados de vidro e linguagem pública, diametralmente oposta ao que os
seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.

À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior,
mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações
ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a
população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à
esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação
social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão
inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das
realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a
democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação,
ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse
fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no
secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não
ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o
grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são
na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à
industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários
países.

Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma
alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda.

Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre
ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada
por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos
sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e
calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos
gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita
exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são
condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a
prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento
dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr
em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por
isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas
ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano
que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas
recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática
da apregoada democracia.

Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a
fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais
célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar
consciência e lucidez sobre os seus desígnios.

Depoimento de Eduardo Galeano na praça Catalunya , 24/05/11 . Sábias palavras !

The Shadows

Império dos comentadores da TV





Quem comenta

«O império dos comentadores onde quem manda são os políticos» é o título de artigo de hoje no Público, que contém alguns números estonteantes.

Para começar este: «Se aos quatro canais generalistas se juntarem os canais de informação portugueses no cabo (RTP Informação, SIC Notícias e TVI24), é possível assistir a 69 horas de comentário político por semana. O equivalente a quase três dias completos em frente à televisão.» Que ninguém se queixe de falta de interesse das televisões pela política: mais do que isto só futebol!

Dos 97 comentadores com presença semanal na televisão, 60 são actuais ou ex-políticos. Sem espanto, em termos de número de comentadores, o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo PSD, seguido pelo PS e pelo CDS. E embora o PCP tenha mais deputados na Assembleia da República do que o Bloco, este está quantitativamente melhor representado.

Mas os números de facto impressionantes, se verdadeiros, são alguns (poucos) que são divulgados quanto à maquia que estes senhores levam para casa. E se não me suscita qualquer aplauso o facto de José Sócrates ter querido falar pro bono na RTP, considero um verdadeiro escândalo que Marcelo Rebelo de Sousa ganhe 10.000 euros / mês (mais do que 20 salários mínimos por pouco mais de meia hora por semana a dizer umas lérias), Manuela Ferreira Leite metade disso e que Marques Mendes tenha preferido passar para a SIC por esta estação ter subido a parada da TVI que só lhe propunha 7.000.

Claro que estamos a falar de estações privadas, em guerras de concorrência. Mas algo de muito estranho e esquizofrénico se passa num país quando o valor de mercado destes senhores é deste calibre.

Estaremos em crise, mas comentá-la compensa e recompensa – e de que maneira!

AINDA HÁ MAIS

Os programas desportivos (trio de ataque, o dia seguinte, prolongamento, contra golpe, etc ) têm comentadores que defendem interesses instalados e não fazem análises honestas e isentas.

A maioria dos comentadores estrategicamente colocados são medíocres, intelectualmente desonestos e incompetentes.

Pasme-se auferem uma média de 1250 euros por programa de uma hora, ou seja, 5000 euros por mês.

NÃO QUEREMOS COMENTADORES

COM FALTA DE ÉTICA E DE RESPEITO PELA VERDADE

PAGAMOS ÀS OPERADORAS (MEO, ZON E CABOVISÃO)

EXIGIMOS PROGRAMAS MAIS CREDÍVEIS.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Opssssssss . . . creeeeedooo ! Quem vai lá não sabe que agora poderá ter dentes ....



Na África do Sul, um em cada quatro homens comete violação.

Veja que ideia genial!!!

A violação tornou-se um problema endémico na África do Sul, então uma técnica da área médica, chamada Sonette Ehlers desenvolveu um produto que imediatamente chamou a atenção mundial. Ehlers nunca se esqueceu de uma vítima de estupro lhe dizendo, "Se ao menos eu tivesse dentes lá em baixo." Algum tempo depois, um homem chegou ao hospital no qual Ehlers trabalha com uma dor terrível, por conta do zipper que havia fechado sobre seu pénis. Ehlers misturou as duas imagens e desenvolveu um produto chamado Rapex.

O produto parece um tubo, com fisgas dentro. A mulher o coloca como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que tentar estuprar a mulher irá se rasgar com as fisgas e precisará ir a um hospital para remover o Rapex.

Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."

A África do Sul tem índices nada agradáveis de violência sexual e, por causa disso, Sonette Ehlers inventou uma arma contra estupro a camisinha feminina chamada Rape-aXe. Sonette é sul-africana e trabalha com vítimas de violência há bastante tempo.

A ideia de haver dentes num lugar tão inesperado é aterrorizante para qualquer homem e, segundo a sua inventora, a simples visão do mecanismo já inibe a ação de voiladores. Ela conta que um diretor de polícia lhe contou que, depois de uma apresentação do produto, eles ficaram três meses sem registrar nenhuma queixa de violência contra mulher.

A camisinha é cheia de farpas que ficam na parte interna e, depois que ela morde, só solta com ajuda médica. Daí, além do desconforto de ter suas partes pudendas (órgãos genitais) perfuradas, o homem também vai ter que conviver para sempre com o estigma do violador.

Tango - Roxanne

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Forever Tango - A Evaristo Carriego

Portugal visto por António Lobo Antunes

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.

Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.

Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.

Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.

Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estoico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.

O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal.

Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:

- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro

- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima

- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo

que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores, que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.

As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de

enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas

passaremos semdificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.

Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!

Loureiro para o Panteão já!

Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!

Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.

Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram. Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.

Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.

Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.

Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar.

Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.

Agradeçam a Linha Branca.

Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar.

Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.

Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.

Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.

Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?

O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

António Lobo Antunes

sábado, 11 de janeiro de 2014

Les oiseaux-du-Paradis, film tourné en Nouvelle-Guinée par deux moineaux de l'Université de Cornelle, département d'Ornithologie.

" . . . Não pertenço já a esse mundo que permanece , mas sem uma parte de mim . O português foi expulso do seu próprio espaço continuando , paradoxalmente , a ocupá-lo ."


O roubo do presente
José Gil




Há pelo menos uma década e meia está a ser planeada e experimentada quer a nível do nosso país, quer na Europa e no mundo uma nova ditadura- não tem armas, não tem aparência de assalto, não tem bombas, mas tem terror e opressão e domesticação social e se deixarmos andar, é também um golpe de estado e terá um só partido e um só governo- ditadura psicológica.

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e diante de nós, um buraco negro. O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de nada serve e o futuro entupiu. O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho. O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares, imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões, patologias border-/ine enchem os gabinetes dos psiquiatras que os acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens). O presente não é uma dimensão abstracta do tempo, mas o que permite a consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam irradiar no presente em múltiplas direcções. Tiraram-nos os meios desse encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa presença no presente do espaço público. Actualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente, as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro» deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convívio. A solidariedade efectiva não chega para retecer o laço social perdido. O Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a sociedade civil. Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser espectral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si. Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português. Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria­-nos do nosso poder de acção. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país."

Ramal Lousã - Comboio Vapor em Coimbra-Lousã-Serpins




Para os mais velhos. Quem se lembra destas imagens ?


Dantes, comboios a vapor .... floresta não ardida ...


Hoje, comboios eléctricos ... floresta toda ardida ...

Claro que a culpa é dos comboios ! ....

http://www.youtube.com/watch?v=-vrM6rS50JY

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Lizzie quer transformar o ódio em amor. Veja o vídeo



Lizzie Velasquez sofre de uma síndrome raro que tem feito dela uma vítima de bullying, mas, a mulher de 24 anos fez do preconceito a sua força. Não se escondeu, mostrou-se e revelou-se uma oradora que motiva pessoas por todo o lado. A «mulher mais feia do mundo», como já foi apelidada, deu uma conferência TEDx linda, em Austin, nos Estados Unidos. E com muito humor.


Lizzie tem uma síndrome tão raro, tão raro que só há mais duas pessoas no mundo que sofrem da mesma doença. Na conferência, Lizzie arranca gargalhadas enquanto descreve a sua doença da qual se sabe muito pouco ou nada praticamente, e descreve os seus «benefícios».

«Não consigo ganhar peso, soa tão bem quanto isto!», diz Lizzie logo no primeiro minuto e deixa o público a rir. Quando tantas pessoas lutam contra o excesso de peso, Lizzie Velasquez nunca pesou mais do que 30 quilogramas, apesar de fazer cerca de 60 pequenas refeições por dia.

A boa disposição de Lizzie Velasquez é resultado de um caminho longo e feito de muita coragem. A dureza de uma adolescente que descobre um vídeo viral na Internet sobre si como a «mulher mais feia do mundo», com comentários violentos. A luta começou no momento em que nasceu, quando os médicos prepararam os pais para que a filha nunca falasse e andasse. Lizzie é hoje oradora, tem livros editados e acabou a faculdade.

«Você é o condutor do seu carro, decide a sua vida», afirma Lizzie, a oradora motivacional que aceita o seu estado, o seu problema e vê o lado bom da sua vontade. Mesmo que só tenha um olho bom. A síndrome já lhe provocou a cegueira do olho direito.

«Usem a negatividade que existe na vossa vida para se tornarem pessoas melhores. Usem isso e garanto-vos que vão ganhar».

Na conferência TEDx de Austin, nos Estados Unidos, no final de dezembro, Lizzie, mais do que uma conferência, deu uma lição de vida.

Lizzie começou quase como acabou, perguntando ao público: «o que é que vos define?». Afinal, todos somos diferentes.

10 minutos de pura magia , com a beleza de África

O Maior Cabaret do Mundo

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Os perigos da história única (vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=EC-bh1YARsc

Esta crónica da escritora nigeriana Chimamanda Adichie num programa TED, legendada em português mas com um excelente dicção em inglês, foca com muita inteligência um tema que poucas vezes nos preocupa: a capacidade da difusão única ou muito dominante duma só visão unilateral dos acontecimentos nos moldar a ponto de deixarmos de aceitar a realidade. Como dizia julgo que o nazi Goebbels, "uma mentira continuamente repetida transforma-se em "verdade"".
Em Outubro passado, Chimamanda foi entrevistada - com uma entrevista também muito interessante - pela RTP 2. Se procurarem no Google "chimamanda rtp2" chegam rapidamente ao vídeo dessa entrevista.

A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado.

«Este Governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resgatados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda.
Como conta Sócrates na entrevista que hoje se publica, Barroso sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberania que a Espanha de Zapatero e depois de Rajoy evitou.
Pedro Passos Coelho foi a São Bento e concordou. O resto, como se diz, é história. E não é contada por José Sócrates que um dia a contará toda. No livro conta-se que uma personagem chamada Marco António Costa, porta-voz das ambições do PSD, entalou Passos Coelho entre a espada e a parede. Ou havia eleições no país ou havia eleições no PSD. Pedro Passos Coelho escolheu mentir ao país, dizendo que não sabia do PEC4. Cavaco acompanhou. E José Sócrates demitiu-se, motivo de festa na aldeia.

Detenho-me nesta mentira porque, quando as águas se acalmam no fundo poço, é o momento de nos vermos ao espelho. Pedro Passos Coelho podia ter agido como um chefe político responsável e ter recusado a chantagem do seu partido. Podia ter respondido ao diligente Marco António que o país era mais importante do que o partido e que um resgate seria um passo perigoso para os portugueses. Não o fez. Fraquejou.

Um Governo que começa com uma mentira e uma fraqueza em cima de uma chantagem não acaba bem. Houve eleições, esse momento de vindicação do pequeno espaço político que resta aos cidadãos, e o PSD ganhou, proclamando a sua pureza ideológica e os benefícios da anunciada purga de Portugal. Os cidadãos zangados com o despesismo de José Sócrates e do PS, embarcaram nesta variação saloia do mito sebástico. O homem providencial. Os danos e o sofrimento que esta estupidez tem provocado a Portugal são impossíveis de calcular. Consumada a infâmia, a campanha contra José Sócrates continuou dentro de momentos. Todos os dias aparecia uma noticiazinha que espalhava pingos de lama, ou o Freeport, ou a Face Oculta, ou a TVI, ou todas as grandes infâmias de que Sócrates era acusado. Ao ponto do então chefe do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que se tinha aliado ao PCP e ao PSD para deitar o Governo abaixo e provocar a demissão e eleições (no cálculo eleitoralista misturado com a doutrina esquerdista que ignorava a realidade e as contas de Portugal), me ter dito numa entrevista que considerava "miserável" a "campanha pessoal" da direita contra Sócrates. Palavras dele.
Aqui chegados, convém recordar o que o Governo de Passos Coelho tem dito e feito. Recordar as prepotências de Miguel Relvas, os despedimentos, os SMS, os conluios entre a Maçonaria e os serviços secretos, os relatórios encomendados, os escândalos, a ameaça da venda do canal público ao regime angolano, e, por fim, o suave milagre de um inexistente diploma. Convém recordar as mentiras sobre o sistema fiscal, os cortes orçamentais, a adiada e nunca apresentada reforma do Estado, as privatizações apressadas e investigadas pelo MP, os negócios e nomeações, a venda do BPN, as demissões (a de Gaspar, a "irrevogável" de Portas), as mentiras de Maria Luís, os swaps e, por último, cúmulo das dezenas de trapalhadas, o espetáculo da "Razão de Estado" vista pela miopia de Rui Machete. Convém recordar que na semana da demissão de José Sócrates os juros do nosso financiamento externo passaram de 7% para 14%. E os bancos avisaram-no de que não aguentavam. Sócrates sentou-se e assinou o memorando.

Que o atual primeiro-ministro não hesitasse, mais uma vez, em invocar um segundo resgate para ganhar as eleições autárquicas que perdeu, diz tudo sobre a falta de escrúpulos deste Governo, a que se soma a sua indigência, a sua incompetência, o seu amadorismo. A intransigência. Este é o problema, não a austeridade.

José Sócrates foi estudar. Escreveu uma tese, agora em livro, que o honra porque tem um ponto de vista bem argumentado, politicamente corajoso vindo de um ex-primeiro-ministro. E vê-se que sabe o que diz. Podem continuar a odiá-lo, criticá-lo, chamar-lhe nomes. Não alinho nas simpatias ou antipatias pela personagem, com a qual falei raras vezes. O que não podem é culpá-lo de uma infâmia que levou o país ao colapso político, financeiro, cívico e moral.

Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado».


Clara Ferreira Alves

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Duas cartas de Eusébio: «Deus ajuda sempre»




«A formação cristã que minha Mãe me deu e a que recebi também dos padres missionários que estavam lá perto da minha terra [Moçambique] hão-de ajudar-me muito na vida»: este é um excerto de uma carta que o jogador de futebol Eusébio escreveu em Lisboa, quando estava hospitalizado, em dezembro de 1960.

Noutra missiva, escrita a 5 de agosto de 1967 no Estádio da Luz, sede do Sport Lisboa e Benfica, clube do coração de Eusébio, pelo qual ganhou vários títulos nacionais e europeus, o futebolista sublinha: «Na vida há sempre dificuldades a vencer e problemas que temos de resolver. Mas resolvem-se quando a nossa vontade é forte. E Deus ajuda sempre».

As duas cartas de Eusébio da Silva Ferreira, que morreu este domingo, 5 de janeiro, em Lisboa, aos 71 anos, integram o livro O que as almas são por dentro - 99 Testemunhos, da autoria do cónego António de Azevedo Pires, publicado em 1967 pela Editorial Pórtico. São estas duas missivas que transcrevemos na íntegra.



Lisboa,
Hospital da C. U. F.
Dezembro de 1960.

Aqui estou neste Hospital depois da operação que há dias me fizeram. Espero que hei-de ficar bom depressa. Deus há-de-me ajudar.

Desde que vim de Moçambique lembro-me muito de minha Mãe. Escrevo-lhe muitas vezes a dar notícias minhas, porque sei que ela gosta muito de as receber. Eu gosto de lhe dar alegria. No futuro, se as coisas me correrem bem, ela nunca será esquecida, Se eu triunfar no futebol e os jornais vierem a falar de mim e se eu ganhar dinheiro grande, não quero isso para vaidade minha. Quero para dar alegria à minha Mãe. Não gosto de ser vaidoso, mas quero que os meus triunfos vão dar gosto à minha Mãe. Ela merece. Fez muito pelos filhos, por mim e pelos meus irmãos. Não esqueço a formação que me deu, para ser um homem bom e honrado.

A formação cristã que minha Mãe me deu e a que recebi também dos padres missionários que estavam lá perto da minha terra hão-de ajudar-me muito na vida.

A minha Mãe Elisa é extraordinária, Também quero ajudá-la com o dinheiro que eu ganhar.

Lembra-se da conversa que tivemos aqui, há pouco, neste quarto do Hospital, com o sr. José Travassos que veio também visitar-me? Estávamos só os três. Conversámos muito. O sr. Travassos, que foi grande jogador, foi muito largo nos elogios que me dirigiu. Ouviu aquilo que ele me disse e que eu não esperava?:

«O Eusébio, se trabalhar e se tiver sempre juízo, pode ir longe no futebol. Já o vi jogar, e digo-lhe que tem qualidades para vir a ser o melhor jogador português de todos os tempos. Aproveite-as, trabalhe e nunca seja vaidoso.»

Isto foi o que disse o sr. José Travassos ao querer ser amável comigo, lembra-se? Como sou muito novo e estou a começar a minha carreira, naturalmente ele disse aquelas coisas só para me estimular. Mas vou aproveitar o estímulo e vou trabalhar a sério, para vir a ser alguém. Não quero vaidades. Quero ser um homem, e quero dar muitas alegrias à minha Mãe Elisa.

Eusébio da Silva Ferreira



Lisboa,
Estádio da Luz, 5/8/1967.

Conversámos muito, em Dezembro de 1960, no Hospital, quando fui operado. Falei-lhe da minha Mãe e do muito que lhe devo, falei-lhe dos meus irmãos e dos meus desejos de vir a ser um homem como se deve ser.

Agora passados alguns anos confirmo tudo o que lhe disse então: lembro-me muito da minha Mãe e dos conselhos que sempre me deu; escrevo-lhe e às vezes telefono-lhe para ter o gosto de a ouvir e para que a Mãe Elisa tenha também o gosto de escutar a voz do filho, pois é muito minha amiga.

Ao que então disse a respeito da Mãe, junto agora um novo amor, Flora, a Mulher com quem casei.

A vida, a experiência destes 7 anos, ensinaram-me algumas coisas úteis. Tenho viajado muito, visitei muitos países imensas cidades, convivi com muita gente e aprendi alguma coisa.

Não sei se o futebol me deverá alguma coisa, mas o que sei é que eu devo muito ao futebol.

Na vida há sempre dificuldades a vencer e problemas que temos de resolver. Mas resolvem-se quando a nossa vontade é forte. E Deus ajuda sempre...

domingo, 5 de janeiro de 2014

Cheira a Pólvora na Europa PAULO NETO 02/01/2014 - 01:41


No plano político, factos recentes agudizaram a tensão na Europa.

No final de 1938, poucos meses antes do início da II Guerra Mundial, Peter Drucker publicou The End of Economic Man, um livro onde antecipou a tragédia que, de forma vertiginosa, se aproximava da Europa e que, no seu entender, era resultado de “uma perda de fé política, de uma alienação política por parte das massas europeias, e de uma total ausência de liderança na Europa, apesar do palco político estar repleto de personagens a trabalharem freneticamente”.Em The End of Economic Man, os capítulos “Desespero das Massas” e o “Regresso dos Demónios” foram especialmente premonitórios. E os demónios de que Peter Drucker falava eram o desemprego, a crise, o nacionalismo e a guerra.

Setenta e seis anos depois, multiplicam-se os apelos sobre a necessidade da União Europeia (UE) tomar medidas que reavivem os valores e os desígnios da União. O Relatório de 2013 do Eurobarómetro do Parlamento Europeu, publicado em Setembro, expõe uma realidade europeia muito preocupante: i) Apenas 43% dos inquiridos afirma ter algum interesse pelas questões europeias; ii) O interesse dos cidadãos relativamente aos assuntos europeus diminuiu em 25 dos Estados-membros (nomeadamente em França, um dos países fundadores da União); iii) Cerca de 31% dos europeus inquiridos dizem não conhecer nada sobre qualquer das Instituições da União (61% no Reino Unido e 51% na França); iv) Apenas 33% dos europeus consideram como prioritária a coordenação europeia das políticas económicas e orçamentais; v) Somente 51% dos cidadãos europeus valorizam a importância das políticas de luta contra a pobreza e a exclusão social; vi) 74% reconhecem a necessidade das políticas europeias de promoção do emprego; vii) Apenas 54% dos inquiridos reconhecem a protecção dos direitos humanos como um valor fundamental para a UE e viii) Só 33% consideram como muito importante a solidariedade entre os Estados-membros.

No plano político, factos recentes agudizaram a tensão na Europa. Desde logo, a forma como a UE lidou com a crise da dívida soberana de vários Estados-membros e que reacordou alguns dos demónios de Drucker. A tensão social, de que a “Revolta dos Forconi”, de Dezembro de 2013, é apenas mais um exemplo, alastrou por vários Estados-membros e, em muitos deles, o discurso nacionalista ganhou relevância em várias eleições nacionais e regionais. Aumentou também na UE a tensão norte-sul e oeste-este, e no discurso do Estado da União, de Setembro de 2013, no Parlamento Europeu, o Presidente da Comissão Europeia (CE) recordou mesmo o exemplo de 1914 e a forma como a “Europa caminhava sonâmbula para a catástrofe da guerra”.

Outros factos foram igualmente importantes para esta crescente tensão europeia. Por exemplo: i) O modo como a CE abriu a investigação sobre o excedente externo da Alemanha; ii) A reivindicação britânica de submeter a referendo o futuro das suas relações com a UE; iii) As restrições à livre circulação de trabalhadores búlgaros e romenos, por parte de vários Estados-membros, intensificaram, nesses países, muitas das críticas à UE; iv) Os crescentes confrontos na Turquia, um país até há pouco tempo considerado um exemplo nessa zona do mundo; v) A falta de consenso na União quanto ao futuro do Kosovo; vi) A tensão crescente, entre a UE e a Rússia, decorrente das revoltas pró-UE e pró-Rússia na Ucrânia, em finais de 2013. A Rússia, segundo a Euronews, terá inclusivamente deslocado alguns dos seus mísseis para mais perto das fronteiras da UE. A discussão sobre o futuro da Ucrânia está a aumentar também entre os países da União e o sonho de levar a UE do Atlântico até junto da Rússia parece adiado; vii) A violência da resposta de deputados britânicos, no final do ano, a um comentário do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados sobre a futura lei de imigração do Reino Unido e viii) A distância existente entre os europeus e as Instituições da União, bem como aos temas aí em discussão, como é o caso da União Bancária.

Muitos dos políticos de que Drucker falava, como Neville Chamberlain ou Édouard Daladier, eram, certamente, tal como acontece hoje, homens bem intencionados. Mas não conseguiram, a tempo, evitar o destino que a Europa tomava.

Num artigo publicado no PÚBLICO em 27.12.2013, Viviane Reding e Olli Rehn, dois Vice-Presidentes da CE, defendem que “se soubermos manter as dinâmicas das reformas, as perspectivas de uma intensificação da retoma económica da Europa em 2014 e nos anos seguintes serão uma realidade”. Façamos votos de que assim seja.

REMORSOS DE UM ENCENADOR


"Passos Coelho era barítono e a partitura exigia um tenor. Foi por essa pequena idiossincrasia vocal que Passos Coelho não foi aceite, o que veio a ditar o futuro do jovem aspirante a cantor que, em breve, ascenderia a actor protagonista do perverso musical da política. Se não fosse a sua tessitura de voz de barítono, hoje estaria no palco do Politeama na Grande Revista à Portuguesa a dar à perna com o João Baião, a Marina Mota, a Maria Vieira, e talvez fosse muitíssimo mais feliz. (…) Assumo o meu mais profundo remorso. Devia ter proporcionado ao rapaz um futuro mais insignificante mas mais feliz. Mas, tal como Elisa Doolittle, que depois de ser uma grande dama prefere voltar a vender flores no mercado de Covent Garden, talvez o nosso herói renegue todas as vaidades e vicissitudes da política e suba ao palco do Politeama para interpretar a versão pobrezinha mas bem portuguesa de Os Miseráveis!"

Filipe La Féria, no DN.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Carta da Marisa Moura à administração da Carris


Exmos. Senhores José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da
Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina
Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101
da República Portuguesa.
Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:
Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total
extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura
em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de
776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a
figura de gestão danosa?
Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 700 mil pessoas
desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o
senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de
luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os
contribuintes?
A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que
significa que eu estou endividada em 15 mil euros.
Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a
minha parte da dívida colectiva.
É com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro,
os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que
realmente devem pagar:
O bem-estar colectivo.
A sua cara está publicada no site da empresa.

Todos os portugueses sabem, portanto, quem é.

Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfrentar o
olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma
viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às
custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e
crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente,
e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em
empresas estatais como a "sua") sem sequer terem direito a Baixa se
ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes.
Alguma vez pensou nisso?
Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser
tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepor às mais
elementares necessidades de outros seres humanos?
Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa
e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana
que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura

Baixa a bola , ruralista !