sábado, 28 de outubro de 2023

Palestina. O problema que o Ocidente criou e não pode resolver



As consequências políticas da operação do Hamas de 7 de outubro (com mais três organizações da resistência palestina) são hoje tão evidentes como eram imprevisíveis há quatro semanas atrás. Os ecos que teve em toda a Palestina mostram que a acção foi acolhida pelas massas populares como uma resposta sua à ocupação israelita, e não como uma intervenção desvairada de um qualquer grupo terrorista isolado da população, como Israel e o Ocidente querem fazer crer.
Uma causa com eco mundial
A causa da independência da Palestina não só foi reanimada como foi trazida para primeiro plano das questões políticas mundiais. Durante praticamente uma década, foi abafada deliberadamente pelo Ocidente, ignorada por muitos dos países árabes e desleixada pela própria Autoridade Palestina, acomodada em Ramalá. Subitamente, porém, todos estes actores foram obrigados a definir-se e a tratar do assunto.
A mobilização popular no mundo árabe e muçulmano foi maciça, forçando os governos renitentes a tomar o partido dos palestinos e a demarcar-se de Israel e dos próprios EUA, perfeitamente entendidos como os mentores do estado sionista e corresponsáveis pelos seus crimes.
Mobilização semelhante teve lugar no resto do mundo, nomeadamente nos países do arco imperialista, desde os EUA ao Reino Unido, a toda a Europa, ao Brasil ou à Austrália — o que mostra que a causa da liberdade da Palestina não se confina aos palestinos. O valor político desta mobilização é evidente: todos os manifestantes sabem que apoiar a Palestina significa enfrentar o sionismo e o imperialismo.
EUA a falarem sozinhos
O isolamento dos EUA ficou patente na incapacidade para sequer conversar com países normalmente seus aliados, como a Jordânia ou o Egipto, na humilhação a que o secretário de Estado Blinken foi sujeito pelo governo da Arábia Saudita e no regresso de Biden a casa de mãos vazias quando pretendia juntar os adeptos do costume à sua volta.
Obrigados a apoiar Israel sem reticências, mas cuidando também de salvar a face diante das barbaridades prometidas por Netanyahu, os EUA revelaram-se como hipócritas em quem não se pode confiar e de quem não se pode esperar qualquer via de solução para o problema.
Ficou igualmente patente a vacuidade política da UE e da Europa em geral, não apenas pelas contradições entre os seus líderes, mas também pelo desprezo a que os seus emissários foram votados pelas lideranças árabes e muçulmanas. (Na verdade, está patente aqui também uma consequência do avassalamento a que a Europa foi sujeita pelos EUA na sequência da guerra na Ucrânia, não sendo de desprezar o facto de, com isto, os EUA perderem um ajudante que lhes poderia ser útil em momentos de grande crise, como é o caso.)
Forçados pelas circunstâncias
Diante dos acontecimentos, os dirigentes da Arábia Saudita e da Turquia, que ensaiavam manobras de aproximação com Israel, tiveram de recuar e declarar apoio aos palestinos. Erdogan sentiu-se mesmo obrigado a negar a natureza terrorista do Hamas e a reconhecê-lo como representante da resistência palestina, em clara afronta ao Ocidente.
Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, normalmente dado a jogos de equilibrismo, se sentiu forçado a dizer o mínimo: que a acção do Hamas tem de ser compreendida à luz da “ocupação sufocante” exercida por Israel.
Nem mesmo esse mínimo impediu o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros de soltar urros na Assembleia Geral da Nações Unidas e exigir a demissão de Guterres. Seria uma exigência solitária se não tivesse, entre nós, a colaboração prestimosa do Chega e da Iniciativa Liberal que, também neste particular, mostram o que os faz correr e que ideias professam.
Israel sem saída
A face terrorista do Estado de Israel e a mentalidade nazi dos seus governantes está patente nas próprias declarações por eles proferidas. Por trás da linguagem troglodita, fica a nu a incapacidade do poder israelita em olhar para o problema político que tem no colo, tudo se reduzindo, na sua óptica vesga, ao uso da força bruta para tirar desforra.
Mas em que medida e até quando a população israelita — que experimentou na pele a insegurança e a violência que antes de 7 de outubro parecia só atingir os palestinos — vai acreditar que a brutalidade prometida por Netanyahu é a solução para a sua vida?
O facto de os EUA terem tido necessidade de deslocar forças navais consideráveis para a região, e de terem já participado com tropas suas em incursões em Gaza, mostra que o imperialismo norte-americano não acha que Israel seja capaz de arcar com o problema, mesmo no estrito plano militar — levando em conta a amplitude regional das forças envolvidas, do Irão ao Líbano, da Turquia ao Iémen.
Por mais que Israel e os seus apaniguados no Ocidente queiram denegrir a resistência palestina com base no 7 de outubro, ou classificar o Hamas como terrorista para o desqualificar como força política, a evidência das imagens que relatam em directo o genocídio praticado pela tropa israelita suplantam tudo o que de mais violento possa ter sido feito pelo Hamas contra os israelitas.
Mais de sete mil mortos (*) e vinte mil feridos palestinos, na maioria mulheres e crianças, comparam mal, mesmo aos olhos mais inocentes, com os anunciados 1.400 mortos israelitas, dos quais mais de 300 terão sido militares e polícias. As pessoas comuns sabem estabelecer proporções.
Ocidente fora do baralho
A resposta que Israel mostra não ter capacidade para dar é, obviamente, de natureza política. O Ocidente cola-se a esta posição sem saída por necessidade absoluta de não perder a testa de ponte que desde 1948 tem no Médio Oriente. Mas isso afasta-o também, ao Ocidente, de ser interlocutor na busca de soluções para o conflito.
Cada vez mais, a questão israelo-palestina vai deixando de ser determinada pela acção exclusiva das potências externas à região, nomeadamente os EUA e a UE, para ser um problema dependente da intervenção dos actores regionais do Médio Oriente. É o que quer dizer a posição, se não unânime, pelo menos convergente de todas as potências e forças políticas da região — Arábia Saudita, Egipto, Irão, Turquia, Síria, Iémen, Iraque, Líbano e até o Paquistão — no sentido de defenderem o direito dos palestinos à independência.
A independência da Palestina tornou-se nas últimas semanas causa de todo o mundo árabe e muçulmano. A recusa do Egipto e da Jordânia em abrirem fronteiras aos palestinos de Gaza, empurrados pelos bombardeamentos israelitas — recusa esta que comentadores tão obtusos como manhosos acham uma negação do direito humanitário — compreende-se perfeitamente do ponto de vista político: fazê-lo seria facilitar a limpeza étnica (a “solução final”) que Israel leva a cabo à mão armada e criar condições para sapar o direito dos palestinos à sua própria terra.
Padrão comum
Há um padrão comum ao comportamento do Ocidente imperialista nos dois grandes conflitos em curso.
Na Ucrânia e em Israel, não hesita em recorrer aos indivíduos e às organizações mais brutais, de natureza abertamente fascista e nazi se necessário for, para levar a cabo os seus desígnios de poder — desígnios estes que não representam nenhum caminho de progresso para a humanidade, nenhuma defesa de liberdade ou democracia em benefício dos povos, mas apenas a manutenção do estado de coisas vigente.
Na Ucrânia como na Palestina, os EUA e a UE, mais uns quantos aliados, mostram-se como o partido da guerra, incapazes de entenderem, e sobretudo de aceitarem, a trama política em que os conflitos se desenrolam. E não aceitam porque sabem que a evolução natural dos acontecimentos, se decorrer em termos pacíficos, conduz à erosão da sua hegemonia sobre o mundo.
Na verdade, o ocidente imperialista não se defronta apenas com as grandes potências que directamente o desafiam, a Rússia e a China — defronta-se com um número crescente de países e de povos que rejeitam a sua tutela e se agregam para ganhar força contra um inimigo comum.
A revolta palestina e a solidariedade que tem suscitado é a mais recente manifestação desta tendência global.
———
(*) 7028 mortos, segundo uma lista publicada no dia 26 pelo ministério da Saúde de Gaza indicando nome exacto, sexo, idade e número de identificação dos falecidos. O Hamas respondeu assim às afirmações provocatórias de Biden que pôs em causa o número de mortos palestinos vítimas dos bombardeamentos israelitas. Os números referem-se a Gaza, excluindo os mortos na Cisjordânia. Em Gaza, no dia 25, havia mais de 18 mil feridos, e mais de 1.500 pessoas, das quais 630 crianças, estavam ainda debaixo de escombros.
Números da Autoridade Palestina do dia 26 dão conta de 177.781 casas destruídas, 260 unidades de saúde atacadas, e ainda 1.900 feridos e 104 mortos na Cisjordânia.
Autor: Manuel Raposo
Fonte: https://www.jornalmudardevida.net/.../palestina-um.../


JORNALMUDARDEVIDA.NET

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Revolta incontida e desespero em mim…


- Mas não posso deixar de dizer o que sinto… apesar de estarmos também sujeitos no plano singular - Às tais Regras… tal como estão os países que não fazem parte ou alinhem com as ordens do ocidente colonialista e criminoso!
O que se passa em GAZA, ultrapassa todas as regras da desumanização e do crime… perpetrado e metodicamente organizado pelo ocidente sionista-nazi da cultura do mal e da matriz de morte do ocidente global.
- Sinto-me… por ser também, por hereditariedade e local de nascimento.. um ocidental, e como que atingido por uma lança que trespassa os nossos corações ocidentalizados e empedernidos, feitos de pedra ou cimento armado, e desde há muito está congelado nos interesses egoístas… aparentemente normais pelo hábito de ser… deste lado do mundo, que até explodir, não desiste de querer matar continuamente e destruir, tudo o que estorve e tente resistir ao seu domínio insano em favor dos proveitos abusivos de quem nos usa… pela opressão sofisticada embrulhada na mistificação informativa e formatada.
Os crimes de guerra cometidos em Gaza, pelo ocidente coligado, contra um povo inocente perseguido na sua própria terra, a Palestina-ocupada e apenas justificada pelas cavalas urdidas da mitologia religiosa e das historinhas feitas verdade, inventadas para enganar tolos ou os alienados formatados pelo conto do vigário… com sabor a sangue e pólvora!
A perseguição e a morte na Palestina, vem de todos os dias… desde há décadas - Não aconteceu apenas em função das consequências do dia 7 em Israel.
Estes actos como se prova pela história da humanidade, são próprios de uma cultura de barbárie… a que temos… e pelo nosso consentimento e prazer político-cultural reacionário.
- Acontecem porque somos desumanos e cúmplices desses crimes - Pela apatia, alheamento, alienação, habituação ao crime secular, ao saqueio do que é dos outros e ao sangue… dos inocentes!

António Jorge - editor
 
Porto e Luanda


quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Declaração da liderança do Hezbollah sobre a sua intervenção na guerra da Palestina


26 de outubro de 2023




Vice-secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem:

A ocupação está a travar uma guerra sistemática de aniquilação e destruição contra civis, incluindo crianças, mulheres e idosos em Gaza.

O Hezbollah está empenhado em acompanhar o ritmo e confrontar porque está ao serviço da vitória da resistência, da libertação da Palestina e de Al Quds [Jerusulém], e daquilo que serve a nossa nação [Líbano].

Hoje estamos no centro da batalha e conquistando conquistas. Há três brigadas israelitas que enfrentam o Hezbollah, enquanto há cinco brigadas que enfrentam Gaza.

À medida que os eventos continuam a desenvolver-se e exigem o nosso maior envolvimento, fá-lo-emos.

O que estamos a fazer agora no sul [do Líbano] é um passo que se alinha com o confronto. Se a situação exigir mais, faremos mais e o inimigo ficará perplexo.

Se o inimigo continuar a intervir, a situação irá agravar-se e dizemos àqueles que nos contactam que devem primeiro parar a agressão para evitar uma escalada do conflito.

Não somos obrigados a esclarecer o nosso plano e o inimigo deve contentar-se com a derrota sofrida, caso contrário enfrentará uma derrota ainda maior e sem esperança de vitória.

A incursão terrestre israelense em Gaza será um cemitério para o inimigo, e diante dele não há nada além da derrota, enquanto para nós não resta nada além da vitória.

FONTE: mpr21.info
TAG:
Genocídio do povo palestino

A ESTRADA NÃO PERCORRIDA


um poema de Robert Frost

Duas estradas divergiam num bosque amarelo,
E lamento, não poder viajar por ambas
E sendo um viajante, parei por muito tempo
E olhei para uma delas o mais longe que pude
Para onde se debruçava sobre o matagal;
Então segui pela outra, igualmente bela,
Tendo esta talvez melhor pretensão,
Era um relvado e precisava de ser usado;
Devo acrescentar que em qualquer viagem
As teria trilhado da mesma maneira,
E ambas naquela manhã repousavam
Em folhas que nenhum passo havia sujado.
Oh, guardei a primeira para outro dia!
Sabendo como o caminho guia o caminho,
Duvidei se algum dia aí regressaria.
Estarei a contar isso com um suspiro
Algures no tempo em algum lugar:
Duas estradas divergiam num bosque, e eu -
Tomei a que era menos percorrida,
E isso tem feito toda a diferença.
...
Complete Poems of Robert Frost
Holt, Rinehart and Winston, 1964.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
___
Adaptação do poema a verso livre.


Todas as reaç

terça-feira, 24 de outubro de 2023

O homem é um animal político . . . se não é . . . deveria ser !



Aristóteles (384 - 322 a.C.), é o autor desta frase e um dos maiores filósofos gregos, o homem é um sujeito social que, por natureza, precisa pertencer a uma colectividade… quer dizer, lugar, aldeia, freguesia ou local de uma cidade, país etc.
Somos, portanto, animais comunitários, por ser-mos gregários, que quer dizer… da grei, dos animais que como nós vivem em bandos e crescem em grande número no mesmo lugar… próprio da massa, multidão.
E, como temos o dom da linguagem, somos também seres políticos, capazes de pensarmos e de realizarmos o bem comum… ou o mal.
Mas o que significa então o homem ser um animal político"?
- No livro IX da obra Ética a Nicômaco, principal obra de Aristóteles, que começa por fazer um elogio à amizade e à vida comunitária.
Aristóteles, parte do pressuposto de que todos nós precisamos de viver em sociedade e logo desemboca na seguinte conclusão:
Não menos estranho, seria fazer do homem feliz um solitário, pois ninguém escolheria a posse do mundo inteiro sob a condição de viver só, já que o homem é um ser político e está na sua natureza, viver em sociedade. Por isso, mesmo o homem bom, viverá em companhia de outros, visto ele possuir as coisas que são boas por natureza. (Aristóteles)
- Segundo este grande filósofo e pensador, a partilha social é essencial para espécie humana, porque a felicidade está intimamente ligada à convivência com os outros homens.
Em sociedade e homem mantém, relações indissociáveis: o homem precisa da sociedade e a sociedade precisa do homem.
A concepção de que o homem é um animal político em Aristóteles, possui duas acepções.
- Na primeira delas podemos interpretar que, para o pensador, ao dizer que o homem é um animal político, significa que somos seres que precisamos estar engajados e fazer parte de uma coletividade pela necessidade da vida comunitária, de vida partilhada na polis. (cidade-Estado)
No entanto, as outras espécies também dependem dessa organização social para sobreviverem, como é o caso por exemplo das formigas.
A importância da linguagem
Por outro lado, ao afirmar-se que o homem é um animal político, Aristóteles também levanta a tese de que o ser humano é o único ser com capacidades discursivas.
Dono da palavra (logos), o homem é capaz de, através de uma linguagem complexa, transmitir aos outros homens aquilo que pensa para se alcançarem objetivos comuns.
Segundo o filósofo, a razão pela qual o homem é um animal político em grau mais elevado do que as abelhas ou qualquer outro animal, é clara: a natureza, como dissemos, não faz nada em vão, e o homem é o único animal que tem palavra (logos); —a voz (fone) expressa a dor e o prazer, e que os animais também possuem, já que a sua natureza vai até aí— a possibilidade de sentir dor e o prazer e expressá-los entre si.
A palavra, porém, está destinada a manifestar o útil e o nocivo… o bem e o mal, em consequência portanto, o justo e o injusto. E esta é a característica do homem diante dos demais animais: — possuir, só ele, o sentido do bem e do mal, do justo e do injusto, etc.
- É a comunidade dessas coisas que faz a família e a cidade. (Aristóteles).
O que é política para Aristóteles?
A política (no grego ta politika) era exercida na polis - uma sociedade organizada pelos cidadãos. Aqueles que eram considerados cidadãos (politai) tinham os mesmos direitos e deveres, fazendo vigorar o princípio da igualdade.
No entanto, convém ressaltar que por essa altura, nem todos os que viviam na polis eram considerados cidadãos. Eram excluídos desse grupo, as mulheres, os estrangeiros, os escravos, os trabalhadores e as crianças.
- As mulheres só ganharam o direito de eleger e ser eleitas, já no século XX e até finais do século XIX, só os alfabetizados podiam Votar em Eleições. Os trabalhadores só conseguiram o direito a saber ler, pela luta de que se destaca a do Primeiro de Maio de 1868, pelos três 8 - oito para trabalhar, oito para descansar e oito para ilustrar… aprender.
Os trabalhadores estavam nesse conjunto de excluídos porque, segundo Aristóteles, a ocupação laboral os impedia de contemplarem e de ter uma vida baseada no ócio. Essas duas seriam condições essenciais para haver disponibilidade para exercerem a política.
Aristóteles durante a sua obra, disserta muito sobre a polis.
- A polis nada mais é do que uma sociedade organizada composta por cidadãos, numa comunidade política.
Aristóteles aponta apenas duas exceções a regra - uma superior e outra inferior - ao dissertar sobre a necessidade do homem se organizar em comunidade.
- De acordo com o seu pensamento, os únicos dois grupos que conseguem… Não viver em sociedade são aqueles degradados (como os animais e os inferiores, que estão abaixo dos homens e os deuses (os superiores, que estão acima dos homens).
Tirando esses dois grupos de excluídos, Aristóteles sublinha a necessidade de todos nós vivermos em colectividade.
Conclusão:
É numa interpretação radical… mas absurda para a época em que vivemos, em que tanto se diz à boca cheia de que vivemos em Democracia e Direitos Humanos… E em que o homem não participa das grandes questões e decisões da política.
1 - Estamos na NATO, uma organização militar agressiva… quando foi feita a discussão e votado em Portugal, para fazer-mos parte desta organização intercontinental de raíz anglo-saxónica?
2 - A União Europeia, é uma organização supra nacional que decide do que podemos ou não fazer na economia, na sociedade, na política.
- Os máximos dirigentes da UE, os que podem e mandam… seja para a paz ou para a guerra… Quem os elegeu… nem o povo português e que se saiba ninguém do povo europeu… Quem os nomeou… os Deuses?
3 - Esta dependência política, teve e tem ainda, a colaboração dos actores, como MRS, que diz que somos todos ucranianos… para legitimarem os custos das guerras dos outros e se necessário também participarmos directamente na guerra!
4 - Toda a ação política portuguesa pela sua relação de dependência ao exterior do país, é ilegítima e abusiva e claramente em dissonância com a nossa Lei fundamental - A Constituição da República Portuguesa!
De tal forma, que Portugal hoje, está do lado do mal e no apoio declarado ao Nazi-Fascismo sionista e cúmplice do massacre do povo da Palestina!
O político que eu também sou, já há muito que por razões políticas e éticas… deixou de acreditar e participar na Polis… até que haja verdade e decência democrática na política em Portugal e na Europa!
- Sou um dissidente da política organizada e auto-excluído deste circo em que vivemos - Porque sou um animal político com dignidade social e cultural!
- Fica para recordar apenas o que fui, e sou, um anti-fascista activo na luta pela democracia portuguesa e pelo fim da guerra colonial!
- Em 25 de abril de 74, coube-me a mim, hastear a bandeira da república portuguesa na cidade do Porto... a minha Polis!
António Jorge - editor
Porto e Luanda


The British Royal Navy Went Pale With FEAR! Russian 'KINZHAL' Closed 'Bl...

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Criminalidade além da descrição: Netanyahu apoia tanto o Hamas quanto os terroristas da Al Qaeda Israel “coopera” ativamente com o Estado Islâmico e a Al Qaeda


Por Prof Michel Chossudovsky

Pesquisa Global, 18 de outubro de 2023

Região: Oriente Médio e Norte da África
Tema: Terrorismo , Agenda de Guerra da OTAN dos EUA
Relatório aprofundado: PALESTINA , SÍRIA

Para aqueles que têm dúvidas sobre a criminalidade e o papel insidioso do primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, e do seu governo:
 
1. Netanyahu está registrado por apoiar e financiar terroristas do Hamas:

“Qualquer pessoa que queira impedir o estabelecimento de um Estado palestiniano tem de apoiar o reforço do Hamas e a transferência de dinheiro para o Hamas… Isto faz parte da nossa estratégia – isolar os palestinianos em Gaza dos palestinianos na Cisjordânia.”

(Benjamin Netanyahu, declaração numa reunião de março de 2019 dos membros do Knesset do seu partido Likud, Haaretz , 9 de outubro de 2023, grifo nosso)

“O Hamas foi tratado como um parceiro em detrimento da Autoridade Palestiniana para impedir que Abbas avançasse no sentido da criação de um Estado Palestiniano. O Hamas foi promovido de grupo terrorista a organização com a qual Israel conduziu negociações através do Egipto, e que foi autorizado a receber malas contendo milhões de dólares do Qatar através das passagens de Gaza.”

( Times of Israel , 8 de outubro de 2023, grifo nosso)


2. Netanyahu também está registrado por apoiar e recrutar terroristas da Al Qaeda

Desde o início da guerra contra a Síria em Março de 2011, as FDI têm recrutado activamente mercenários da Al Qaeda e do ISIS.
 
3. A história de dois hospitais

Embora Netanyahu não tenha ordenado (de acordo com as IDF e os últimos relatórios dos HSH) o bombardeamento do hospital Al-Ahli na Cidade de Gaza (17 de outubro de 2023) (ver atualização abaixo), ele está registado pela criação em 2013 do Hospital militar de campanha das FDI nas Colinas de Golã ocupadas, que foi construído especificamente para tratar mercenários feridos da Al Qaeda contratados pelas FDI.

A BBC afirma que o bombardeamento do Hospital Al-Ahli não foi perpetrado por Israel, mas sim pelo Hamas. E quem está por trás do Hamas?

(Atualização) Últimas reportagens da grande mídia citando Daniel Hagari , porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF):

“Israel tinha provas claras dos seus registos operacionais de que não houve ataque da Força Aérea Israelita”.

De acordo com as IDF: “ a explosão foi causada por um foguete que falhou e foi lançado por um grupo terrorista simpatizante do Hamas chamado Jihad Islâmica, que disparou o projétil de um cemitério próximo”. (Epoch Times, 18 de outubro de 2023)

Foi acidental ou deliberado? Amplamente documentado, tanto o Hamas como a “Jihad Islâmica” palestina (“simpatizante do Hamas”) são controlados pela Inteligência Israelense (Mossad) .



4. “Hospital Al Qaeda” de Netanyahu

Em 2014, Netanyahu visitou o hospital das FDI nas Colinas de Golan junto com o Ministro da Defesa Moshe Ya'alon e o Chefe do Estado-Maior das FDI, Tenente-General. Benny Gantz, Netanyahu foi informado “ sobre a presença de elementos da jihad global dentro da Síria, bem como sobre o trabalho que está sendo feito para fortalecer a cerca da fronteira entre Israel e Síria”. ( Jerusalém Post , 18 de fevereiro de 2014, grifo nosso)
5. Aperto de mão de Netanyahu com mercenário ferido da Al Qaeda

Na imagem abaixo:

“O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Moshe Ya'alon ao lado de um mercenário ferido [terrorista da Al Qaeda] , hospital militar de campanha israelense na fronteira ocupada das Colinas de Golã com a Síria, 18 de fevereiro de 2014″ ( JP . ênfase adicionada)



Ironicamente, enquanto o hospital de campanha das FDI foi criado para apoiar os mercenários da Al Qaeda numa operação coordenada pelas Forças Especiais das FDI, Netanyahu acusou casualmente o Irão pelo “seu apoio a grupos terroristas em todo o mundo”. ( Jerusalém Post , 18 de fevereiro de 2014)

Veja também:

Netanyahu visita instalações hospitalares de Israel para rebeldes afiliados à Al Qaeda no Golã ocupado

A fonte original deste artigo é Global Research
Copyright © Prof Michel Chossudovsky , Pesquisa Global, 2023

Última hora: Pfizer vai para baixo do ônibus...


A Health Canada “encontrou” milagrosamente o promotor SV40 em frascos da Pfizer! Muitos governos estão de repente encontrando coisas que estavam perdidas há anos...

SASHA LATYPOVASASHA LATYPOVA
19/10/202319/10/2023






Robin Monotti Robin Monotti postou no Twitter posted on Twittercom base no based on the artigo do Epoch Times Epoch Times article::


EXCLUSIVO: Health Canada confirma presença não revelada de sequência de DNA na injeção da PfizerEXCLUSIVE: Health Canada Confirms Undisclosed Presence of DNA Sequence in Pfizer Shot“A Health Canada confirmou a presença de uma sequência de DNA do vírus Simian 40 (SV40) na vacina Pfizer COVID-19, que o fabricante não havia divulgado anteriormente. tem potencial para causar câncer, e outros dizem que representa pouca ou nenhuma ameaça."A Health Canada espera que os patrocinadores identifiquem quaisquer sequências de DNA biologicamente funcionais dentro de um plasmídeo (como um intensificador de SV40) no momento da submissão", disse a agência. em um e-mail para o Epoch Times."Embora a sequência completa de DNA do plasmídeo da Pfizer tenha sido fornecida no momento do registro inicial, o patrocinador não identificou especificamente a sequência do SV40." O regulador disse que depois que os cientistas Kevin McKernan e Dr. Phillip J. Buckhaults levantou publicamente a presença de intensificadores de SV40 nas vacinas no início deste ano, “foi possível para a Health Canada confirmar a presença do intensificador com base na sequência de DNA plasmidial submetida pela Pfizer contra a sequência intensificadora de SV40 publicada”. Ambos os cientistas agitaram-se depois de descobrirem o ADN plasmídico nas injeções de mRNA da COVID-19, alertando que poderia potencialmente alterar o genoma humano. No entanto, os dois partilham diferentes graus de preocupação sobre a importância de uma sequência SV40 – que é utilizada como um potenciador para impulsionar a transcrição genética durante o processo de fabrico da vacina – presente nas vacinas. McKernan, ex-pesquisador e líder de equipe do Projeto Genoma Humano do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, disse ao Epoch Times que suspeita que a Pfizer não divulgou a presença da sequência de DNA devido à associação do SV40 com vacinas contra a poliomielite. Ele disse que embora não haja evidências de que a sequência seja cancerígena, ele está preocupado com sua integração no genoma humano. O poliomavírus Simian Virus 40, um vírus de DNA oncogênico, foi anteriormente removido das vacinas contra a poliomielite devido a preocupações sobre uma ligação com o câncer. Descobriu-se que as vacinas contra a poliomielite utilizadas no final da década de 1950 e início da década de 1960 estavam contaminadas com SV40, uma vez que o vírus estava presente em células renais de macaco que foram utilizadas para cultivar a vacina. McKernan disse que embora o vírus SV40 completo de 5kb estivesse presente nas vacinas contra a poliomielite, a presença de promotores de SV40 ainda era preocupante devido ao risco de eles se integrarem aos genomas humanos próximos aos oncogenes, que são genes com potencial para causar câncer Angus. Dalgleish, professor de oncologia da St. George's Hospital Medical School, em Londres, escreveu recentemente em The Conservative Woman sobre uma maior incidência de câncer após a vacinação contra COVID-19 vista por ele e seus colegas, incluindo uma “epidemia de cânceres explosivos” com múltiplos metastáticos. espalhar. Ele observou o potencial “da integração do plasmídeo de DNA e do SV40 na promoção do desenvolvimento do câncer”. Lindsay questionou por que a Pfizer não divulgou o promotor do SV40 a reguladores como a Food and Drug Administration dos EUA, a Agência Europeia de Medicamentos, e Saúde Canadá. "Eles os esconderam. Portanto, não é apenas o fato de estarem lá, é o fato de terem sido propositalmente escondidos dos reguladores", disse ela. A Pfizer não respondeu ao pedido de comentário do Epoch Times.

Isto depois de muitos terem apontado que as ações da Pfizer estão indo para o banheiro:



E os funcionários sendo informados de que estão sendo demitidos em uma sessão estranha com Albert Bourla rindo e videoclipes bizarros de “Essa garota está no Pfizerrrr!” jogando para aumentar o moral.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Homem de Ontário abre processo de US$ 35,6 milhões contra a Pfizer pela morte do filho por causa da vacina




Sean Hartman, cortesia da casa funerária de Rod Abrams

Jonathan Bradley


Publicado em:
17 de outubro de 2023, 1h03


Dan Hartman, residente de New Tecumseth, ON, iniciou um processo por homicídio culposo contra a Pfizer porque seu filho Sean morreu devido à vacina COVID-19.

“Na manhã de 27 de setembro de 2021, 33 dias após receber a vacinação Pfizer-BioNTech COVID-19, Sean Hartman foi encontrado morto em seu quarto por sua mãe”, disse o advogado do Sheikh Law, Umar Sheikh, em um processo judicial.

“O Requerente alega que Sean Hartman morreu como resultado da vacinação Pfizer-BioNTech COVID-19.”

Dan teve o dinheiro negado do Programa de Apoio a Lesões por Vacinas em março, apesar de Sean ter morrido após receber a vacina COVID-19.

LEIA MAIS: Homem de Ontário cujo filho morreu depois que a vacina COVID negou indenização

“Meu filho morreu 33 dias após a primeira vacina da Pfizer e era um menino perfeitamente saudável, sem doenças subjacentes”, disse ele.

Ele tomou a vacina COVID-19 para poder jogar hóquei. Dan disse que o levou ao pronto-socorro quatro dias após a primeira dose porque ele tinha olheiras marrons ao redor dos olhos, erupção na pele no rosto e dor no ombro direito.

O patologista americano Dr. Ryan Cole determinou em julho que Sean morreu devido à vacina COVID-19.

LEIA MAIS: ASSISTA: Patologista americano determina que menino de Ontário morreu devido à vacina COVID

Cole examinou seus tecidos, encontrando proteínas de pico em suas glândulas supra-renais.

“As glândulas supra-renais controlam a pressão arterial, portanto, se a pressão arterial de Sean caísse, ele teria morrido”, disse Dan.


Dan está pedindo US$ 35,6 milhões por danos; danos especializados a serem determinados antes do julgamento; pré-julgamento e interesse pós-julgamento; os custos do processo, incluindo todos os impostos aplicáveis; e alívio adicional que o tribunal considera justo.

Sheikh disse que a Pfizer “tinha o dever de cuidar de Sean Hartman para informá-lo com precisão sobre todos os riscos associados à vacinação Pfizer-BioNTech COVID-19”. Acrescentou que tinha o dever de alertá-lo sobre os riscos associados à segurança e eficácia destas vacinas.

No que diz respeito ao padrão de atendimento, Dan alegou que a Pfizer o violou na fabricação, teste, venda, notificação e administração de suas vacinas.

Com o padrão de atendimento, Sheikh alegou que foi violado quando desconsiderou e deturpou os resultados dos ensaios de segurança, fornecendo uma caracterização incorreta dos dados de eficácia; descontando resultados de eventos adversos em pessoas vacinadas no estudo; não destacar todos os resultados e eventos adversos revelados nos estudos realizados; e não interromper sua administração aos canadenses devido a preocupações de segurança conhecidas.

Dan alegou que a Pfizer deturpou negligentemente a segurança da vacina e não revelou os riscos associados a ela, que incluem, mas não estão limitados a, miocardite e pericardite.

Os detalhes incluem a não divulgação de que pessoas com menos de 40 anos tinham um risco aumentado de miocardite após tomarem a vacina, as taxas de miocardite foram mais elevadas em adolescentes do sexo masculino, foram realizados testes inadequados para garantir a sua segurança e eficácia, não foi possível concluir a vigilância pós-comercialização e informar o governo canadense e o público sobre os resultados, deixando de divulgar os problemas com a vacina e deixando de identificar, implementar e verificar procedimentos para lidar com os riscos de vigilância pós-comercialização.

Ele acusou a Pfizer de distribuição inadequada do produto quando ele estava sendo vendido. Isto porque os riscos previsíveis excediam os benefícios associados ao produto, era mais perigoso do que os consumidores comuns esperariam, não tinha advertências e instruções adequadas e eficazes sobre estes perigos, os testes eram inadequados e era impróprio para o fim a que se destinava. foi pretendido.

Sheikh concluiu dizendo que a Pfizer “escondeu o fato de que a vacinação Pfizer-BioNTech COVID-19 apresentava graves riscos e resultados possíveis quando administrada, incluindo, mas não se limitando a miocardite, pericardite e morte, ao público, prestadores de cuidados de saúde e autoridades reguladoras, incluindo Saúde Canadá."

“O Autor alega que a morte injusta de seu filho Sean Hartman foi causada pela negligência do Réu”, disse ele.

Ex-editor de jornal que expôs a CIA é encontrado morto

Fato verificado


O EX-EDITOR DO MAIOR JORNAL DA ALEMANHA REVELOU QUE A CIA PAGA JORNALISTAS NA ALEMANHA, FRANÇA, GRÃ-BRETANHA, AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA PARA PLANTAR HISTÓRIAS FALSAS - E A CIA ESTÁ A TENTAR LEVAR A GUERRA À RÚSSIA




O Dr. Udo Ulfkotte, o antigo editor de um jornal alemão cujo livro best-seller expôs como a CIA controla os meios de comunicação alemães, foi encontrado morto . Ele tinha 56 anos.

Ulfkotte era editor do Frankfurter Allgemeine Zeitung , um dos maiores jornais da Alemanha, quando publicou Bought Journalists , o livro best-seller que lhe custou o emprego e talvez a vida.

A mídia alemã, que foi proibida de divulgar seu trabalho nos últimos anos, informa que ele morreu de “insuficiência cardíaca”.


JUNTE-SE À LUTA: TORNE-SE UM JORNALISTA CIDADÃO HOJE!

Reconhecendo que a sua vida estava sob ameaça, Ulfkotte explicou que estava numa posição melhor do que a maioria dos jornalistas para expor a verdade porque não tinha filhos que pudessem ser ameaçados.

Em declarações ao jornal russo Russian Insider , Ulkfotte disse: “ Quando eu disse ao Frankfurter Allgemeine Zeitung (jornal de Ulfkotte) que iria publicar o livro, os seus advogados enviaram-me uma carta ameaçando com todas as consequências legais se eu publicasse quaisquer nomes ou segredos – mas eu não me importo. Você vê, eu não tenho filhos para cuidar. ”

Os seus receios de uma guerra na Europa levaram-no à decisão de dizer a verdade sobre os meios de comunicação social corporativos serem controlados pelos serviços de inteligência em nome da classe financeira.

“ Sou jornalista há cerca de 25 anos e fui educado para mentir, trair e não dizer a verdade ao público ”, disse Ulfkotte ao Russia Today. “ Fui apoiado pela Agência Central de Inteligência, a CIA. Por que? Porque sou pró-americano. ”

“ Os meios de comunicação alemães e americanos tentam levar a guerra aos povos da Europa, trazer a guerra à Rússia. Este é um ponto sem retorno, e vou levantar-me e dizer… não é certo o que fiz no passado, manipular as pessoas, fazer propaganda contra a Rússia. ”

Ulfkotte disse que a maioria dos jornalistas de mídia corporativa nos Estados Unidos e na Europa são “ os chamados disfarces não oficiais ”, o que significa que trabalham para uma agência de inteligência. “ Penso que é especialmente o caso dos jornalistas britânicos, porque têm uma relação muito mais próxima. É especialmente o caso dos jornalistas israelitas. Claro, com jornalistas franceses. …É o caso dos australianos, [com] jornalistas da Nova Zelândia, de Taiwan, bom, há muitos países ”, disse ele.

O livro de Ulfkotte, Jornalistas Comprados , tornou-se um best-seller na Alemanha, mas, numa reviravolta bizarra que Ulfkotte diz caracterizar a desconexão causada pelo controlo da CIA sobre os meios de comunicação ocidentais, o livro não pode ser noticiado pela imprensa alemã.

Ulfkotte disse: “ Nenhum jornalista alemão está autorizado a fazer reportagens sobre [meu] livro. Caso contrário, ele ou ela será demitido. Portanto, temos agora um best-seller sobre o qual nenhum jornalista alemão está autorizado a escrever ou falar. ”

Entre as histórias que Ulfkotte diz que foi ordenado pela CIA a plantar no seu jornal estava uma história falsa de que o presidente líbio, Moammar Gaddafi, estava a construir fábricas de gás venenoso em 2011.

“ A mídia alemã e americana tenta levar a guerra ao povo da Europa, trazer a guerra à Rússia ”, disse ele à RT.

“ Este é um ponto sem retorno, e vou levantar-me e dizer… não é certo o que fiz no passado, manipular as pessoas, fazer propaganda contra a Rússia, e não é certo o que os meus colegas fazem , e já o fizeram no passado, porque são subornados para trair o povo, não só na Alemanha, mas em toda a Europa. … Tenho muito medo de uma nova guerra na Europa, e não gosto de ter esta situação novamente, porque a guerra nunca surge por si mesma, há sempre pessoas que pressionam pela guerra, e isto não são apenas os políticos, é jornalistas também. … Traímos os nossos leitores, apenas para pressionar pela guerra. …eu não quero mais isso; Estou farto desta propaganda. Vivemos numa república das bananas e não num país democrático onde temos liberdade de imprensa. ”

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Reiner Fuellmich foi preso


POR RHODA WILSON EM 17 DE OUTUBRO DE 2023


O advogado Dr. Reiner Fuellmich foi preso na sexta-feira, 13 de outubro. Ao tentar renovar o passaporte, foi detido numa embaixada no México e escoltado de volta à Alemanha.
As advogadas Dagmar Schoen e Katja Woermer estão defendendo o Dr. Fuellmich. Dagmar atualizou a Bittel.tv na sexta-feira para explicar o que aconteceu. A entrevista é em alemão, mas a Dra. Elsa Schieder , apresentadora do The Truth Summit , ouviu e traduziu uma parte para o inglês para nós.

A seguir está a tradução fornecida pelo Dr. Schieder :

Reiner e sua esposa perderam seus passaportes e vistos há algum tempo e precisavam substituí-los. Como estavam no México, isso fez com que precisassem ir à embaixada alemã em Tijuana, no México. Na primeira vez que foram, na segunda-feira, precisaram voltar. Dagmar já estava inquieta, mas tudo parecia bem.
Foi marcado um horário, para sexta-feira, para que retirassem os documentos. Então, a embaixada sabia exatamente quando eles chegariam.
Quando voltaram na sexta-feira, a esposa de Reiner pegou seus documentos e foi autorizada a ir. Reiner foi preso. Ele não tinha nada com ele, apenas as roupas que vestia. Sem escova de dente, mesmo.
Um mandado de prisão contra ele havia sido emitido em março. Um segundo mandado foi emitido em maio. Um era da Alemanha e o outro da UE. Obviamente, ele não foi informado.
Como Reiner estava no México, que está fora da jurisdição da UE, os mandados não puderam ser executados.
Portanto, precisava haver uma maneira de levá-lo para solo alemão.
A necessidade de Reiner de um novo passaporte e visto deu àqueles que queriam que ele fosse preso a oportunidade perfeita.
Quando entrou na embaixada, na sexta-feira, havia 6 homens à espera para detê-lo, levá-lo ao aeroporto e escoltá-lo até à Alemanha.
As acusações, como Dagmar descobriu quando abriu os documentos oficiais, tinham 30 páginas – portanto, foi algo cuidadosamente planejado e executado.
Relacionavam-se com alegações de Viviane Fischer, ex-membro da equipe do Comitê Corona, sobre irregularidades financeiras.

Três pessoas assinaram as acusações contra Reiner.
Talvez o aspecto mais maluco das acusações seja que o dinheiro que Reiner supostamente pegou está na conta bancária (ou pelo menos estava na conta bancária) de uma das três pessoas.

Recursos adicionais:Sobre o Dr. Reiner Fuellmich
Reiner Fuellmich preso no aeroporto de Frankfurt na sexta-feira, 13 – transmissão ao vivo (em alemão) , Elsa Schieder, 15 de outubro de 2023
Atualização sobre a prisão de Reiner Fuellmich , Elsa Schieder, 15 de outubro de 2023
Reiner Fuellmich: Do Grande Júri – caso hermético – ao ICIC, Comitê de Investigação de Crimes Internacionais , The Truth Summit
Reiner Fuellmich luta contra a perseguição política , Lei ICIC, 26 de maio de 2023
Advogado e defensor da liberdade internacional Reiner Fuellmich preso pelas autoridades alemãs , Leo Hohmann, 16 de outubro de 2023

As palavras não são inocentes



Este texto do Carlos Matos Gomes é um dos melhores que li sobre a guerra e que não foge a nenhuma questão. Sem medo das perguntas e das respostas. Arrisco me a dizer que só podia ter sido escrito por um militar do MFA derrotado, como ele, pelos movimentos de libertação, e vitorioso, como ele, na direção da luta contra a mais longa ditadura europeia, a de Salazar. Desse resultado contraditório - a história é isso - e de honestidade intelectual e saber histórico nasce um texto assim:

por Carlos Matos Gomes

Guerra e Terrorismo — A propaganda de Israel e dos seus aliados (cúmplices) desenvolveram um dicionário específico para apresentar a situação em Gaza. Os porta-vozes de Israel e dos Estados Unidos foram treinados para o utilizar e difundir. Estão a fazê-lo e a servirem-no em doses maciças.
Israel está em guerra com o Hamas, garantem. É falso, o estado de Israel está em guerra com os palestinianos desde 1948, o Hamas foi criado em 1987. É um conhecimento de cultura geral. Sem investigação muito aprofundada é fácil saber que ocupação da Palestina foi e está a ser conduzida pelos judeus herdeiros dos movimentos terroristas desde os anos trinta do século vinte, quando começaram a lutar contra os ingleses, que tinham mandato da Sociedade da Nações de protetorado na Palestina desde o final da I Grande Guerra e que se manteve até ao final da II Guerra Mundial, quando os ingleses entregaram formalmente a Palestina à ONU, recém criada e aos Estados Unidos e à URSS para a condução prática do imbróglio do que fazer com os judeus sobreviventes do Holocausto. Esses movimentos lutaram através da imposição do terror para expulsar os palestinianos das suas terras e casas, sem olhar a meios.
O Exército de Israel, que se esconde debaixo da inocente, mas falaciosa designação de Forças de Defesa de Israel (IDF na designação anglo saxónica), tem antepassados que é fácil conhecer e que os jornalistas e comentadores só não apresentam porque esse conhecimento é inconveniente para versão da Verdade Única que deve ser imposta. O mais antigo e direto é o Haganá, uma organização de judeus sionistas, a primeira a utilizar o terrorismo na Palestina. Como é comum nas histórias dos movimentos terroristas, o Haganá, que também agiu como instrumento dos ingleses, sofreu várias dissidências, cada uma mais radical que a organização-mãe. Uma, o Irgun, comandado por Menhachem Begin, que chegaria a primeiro ministro de Israel, realizou a célebre operação de terror contra o Hotel Rei David, que matou 91 pessoas, na maioria quadros ingleses. Outra das dissidências designava-se Lehi, e os ingleses referiam-na como o Stern Gang. Estas organizações foram responsáveis pelo afundamento do navio Patria, com 1600 judeus, que o Reino Unido estava a transferir para as ilhas Maurícias. As organizações de judeus sionistas preferiram matar outros judeus (duas centenas morreram afogados) a deixar que fossem para um local que não a de povoar a “sua Palestina”. Todos estes “respeitáveis” movimentos sionistas se reconverteram de terroristas em Força de Defesa de Israel .
O “Exército de Israel” tem como base ideológica o sionismo e percebe-se assim melhor que o final de “cada ato de defesa” contra os palestinianos se tenha traduzido na conquista mais território, que irá até conseguirem criar a “Grande Palestina”, uma invenção dos sionistas com recurso a mirabolantes interpretações bíblicas.
O objetivo do Exército de Israel nesta operação em Gaza é, numa primeira fase, “limpar o território” dos seus habitantes, criar um espaço vazio, sem habitantes (no men land), para justificar a ocupação por israelitas, numa segunda fase. Não há nenhuma guerra contra o Hamas, que é apenas o mais recente movimento de resistência palestiniana, mas um ataque aos palestinianos de Gaza (que elegeram o Hamas para o seu governo) com a finalidade de deslocar um povo através do terror, porque a alternativa apresentada por Israel à sua fuga será a chacina!
O Hamas é apenas mais um dos vários movimentos organizados de resistência, como foram a OLP, a Fatah, a Frente Popular de Libertação da Palestina, as intifadas. Todas refletem a parcialidade e a violência da injustiça inicial da distribuição de terras da Palestina patrocinada pela ONU com a criação do Estado de Israel, o tal que tem o direito de tudo poder fazer para se “defender”: palestinianos, com 70% da população, tiveram direito a 45,4% do território, os judeus, com 30% da população, tiveram direito a 53,5% do território. Jerusalém seria partilhada. Os sentimentos resultantes de uma violação, de um assalto à mão armada, de uma ocupação não se destroem à bomba, mesmo que de fósforo, nem à metralhadora, nem com carros de combate, nem com F16!
Israel tem o direito de se defender — Todos têm o direito de se defender, mesmo os recém-chegados! A questão não é de direito, é de análise da realidade: tem sido e continua a ser Israel quem ataca para impor o seu modelo de sociedade. Os palestinianos são quem se defende e defende o direito de permanecer num território que nunca abandonaram! Não saíram da sua terra para atacar os judeus, alguns dos quais (os descendentes dos que não foram procurar outros destinos que de Damasco os levaram até à Rússia e à Península Ibérica) habitaram a Palestina em boa convivência com os palestinianos até um judeu austríaco pregar o sionismo no final do século dezanove e, meio século mais tarde, as potências europeias vencedoras da Segunda Guerra Mundial despacharem os judeus para uma terra onde se governassem e que até esteve para ser Angola.
O ataque do Hamas aos colunatos junto à fronteira de Gaza é um terrível ato de terror que merece a mais forte condenação, pois atingiu pacíficos civis que estavam em suas casas ou a divertir-se. A afirmação dos evangelistas ao serviço da verdade única contém vários sofismas (mentiras):
- Os colunatos, que substituíram os Kibutz, militarizando-os e eliminando os princípios de socialismo e de vida em comum que os distinguiu no início, são instalações militares e todos os seus membros (incluindo as famílias) são militares e cumprem funções dentro da manobra militar do Estado e das Forças Armadas. São sentinelas, postos de observação e primeira linha de combate. Desempenham, com as diferenças de tempo e lugar, o importante papel na manobra militar que as aldeias estratégicas desempenharam na guerra colonial portuguesa em Angola, Guiné e Moçambique. Ou o papel dos colonatos criados com portugueses idos da Metrópole para se instalarem em zonas de fronteira da guerra. Esteve prevista instalação de um milhão de colonos na região da barragem de Cabora Bassa, para servirem de barreira, em conjunto com a albufeira ao avanço da FRELIMO. São condenáveis todas as mortes violentas. Sem falsos moralismos, mas há violências mais condenáveis que outras, e há violências condenáveis e violências aceitáveis e há violências que merecem operações mediáticas e há violências silenciadas. Existem com certeza cenas de violência na Ucrânia tanto o mais chocantes do que a do ataque do Hamas ao colunato! Há violências desculpáveis, as dos nossos e violências condenáveis, as dos outros! Há violências cuja exploração e condenação é mais vantajosa para o desenvolvimento de dada a uma estratégia do que outras. Estamos em plena manobra de ação psicológica. A velha Psico da guerra colonial!
Para os portugueses, em particular para alguns dos ditos “especialistas militares” a classificação de terroristas e de ações terroristas devia ser muito cuidadosa, se o conhecimento da História fosse considerado fator indispensável à análise do presente. Em 1972 Marcelo Caetano, chefe do governo, afirmou ao general Spínola, governador e comandante-chefe na Guiné, que preferia uma derrota honrosa do que negociar com terroristas. Um afirmação que Marcelo Caetano iludiu, procurando conversações com o PAIGC, em Londres, com o MPLA através de um assessor da embaixada de Roma, e com a Frelimo através do engenheiro Jardim, que conduziu ao 25 de Abril de 1974 e ao reconhecimento dos “terroristas” como os únicos interlocutores viáveis para a independência das colónias, e que passaram a ser os políticos com quem os governos portugueses vieram a manter relações baseadas no mutuo respeito.
O governo de Israel optou pela política de Caetano afirmar que não negoceia com terroristas. A diferença é que o sionistas que dominam a máquina militar de Israel consideraram os palestinianos animais, seres que devem ser eliminados pelos homens do povo eleito, com que não podem conviver, nem negociar, embora os palestinianos sejam semitas, como os judeus. Os nazis só tinham classificado os judeus como sub-humanos e decidiram para eles a solução final das câmaras de gás. Imagina-se o que preparam os israelitas para os animais palestinianos!
O último sofisma é a introdução do Irão como base desta resistência dos palestinianos. É o inimigo do momento, como anteriormente já foram o Líbano, o Egito, a Síria, até a Jordânia, criados à medida dos interesses da grande estratégia dos EUA. O Irão foi há muito erigido como o objetivo principal e final da estratégia americana de destabilização do Médio-Oriente, que começou com a invasão do Iraque. Israel é a principal base dos EUA no Médio Oriente. É um clássico dos espetáculos de boxe: colocar um lutador em cada canto. Também é um princípio da propaganda de Goebbels: iluminar e referir apenas um inimigo, dar-lhe um rosto e um nome. Agora o que está a dar é apresentar o Hamas como o desafiador do campeão Israel! Resta, silenciada, realidade: a violência de 75 anos imposta por colonos vindos de fora anos sobre uma comunidade autóctone. Mas resta um problema sério: os Estados Unidos terão capacidade para lutar simultaneamente no Médio Oriente contra o Irão e na Eurásia contra a Rússia, na Ucrânia? Com que apoio dos EUA podem contar aqueles que fazem guerras em seu nome? Esta é a pergunta que fazem Netanyahu e Zelesnki. É de ucranianos e de palestinianos a carne que está a sofrer os efeitos do dilema dos Estados Unidos que prometeram apoio eterno e incondicional à Ucrânia e a Israel!
Desmontar as falácias do discurso de apresentar o vilão como vítima não significa a concordância com os métodos do Hamas — que reproduzem os do seu inimigo e devem merecer o mesmo repúdio — nem a preferência pelos valores e tipo de sociedade que propõe. Mas tão só a de recusar a parcialidade do discurso dominante, as grosseiras mentiras em que assenta e a comparar as soluções do sionismo para Gaza com a experiências portuguesas na guerra colonial contra organizações consideradas terroristas, mas que concentravam em si as ansias de afirmação dos seus povos, entidades portadoras de uma cultura e com direito a viver segundo os seus costumes na terra que desde sempre e sem hiatos ocuparam.
Gaza não pode ser um gigantesco massacre de Wiriamu. Mas há quem defenda que sim.

Quadro de Alessandro Magnasco — Matança dos Inocentes






Gilson Jardim
 
"Encheram a terra de fronteiras,
Carregando o céu de bandeiras,
Mas só há duas nações.
A dos vivos e a dos mortos..."

(Mia Couto, in "Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra".)

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Roy Bailey sings 'Refugee' by Terry Andrews - august 2017

We shall overcome (with lyrics) [ Singer: Joan Baez; Lyricist: Pete Seeger]

Pink Floyd, Roger Waters - Song for Palestine.

⚠️ Israel À DERIVA | A Nakba Fracassada | Ucrânia DE J0ELH0S |🔴Live Rube...

John Lennon & Eric Clapton- Give Peace A Chance (Toronto, 1969)

O parlamento iraquiano pede a ativação do Tratado de Defesa Árabe contra o regime israelense


16 de outubro de 2023



O parlamento iraquiano apelou à activação do Tratado de Defesa Árabe contra o regime israelita em resposta ao seu ataque implacável à sitiada Faixa de Gaza.

Durante uma sessão de sábado sobre a agressão israelita contra Gaza, os legisladores iraquianos condenaram as “práticas brutais e crimes cometidos pelas forças de ocupação sionistas contra o povo palestiniano”, de acordo com um comunicado emitido após a sessão.

Renovaram também o apelo à Liga Árabe para realizar uma sessão de emergência para condenar a agressão israelita contra Gaza e abrir corredores para entregar ajuda humanitária, médica e alimentar a Gaza.

Os legisladores iraquianos também apelaram a esforços para “activar a Carta da Liga considerando que qualquer ataque a um membro é um ataque aos países árabes, activar o Tratado Conjunto de Defesa Árabe e dirigir-se ao mundo livre para apoiar o povo palestiniano, além de apelar às Nações Unidas para impedir o assassinato e a deportação do povo palestino.”

Putin em Pequim prepara o futuro caminho da Rússia para o Leste


Max Efimov


A visita do Presidente russo a Pequim, programada para coincidir com o 10º aniversário da iniciativa chinesa "Uma Faixa, Uma Rota" e a segunda viagem ao estrangeiro de Putin num ano, depois de Bishkek, já começou. Não se trata sequer de uma inversão de marcha para Leste, mas de um movimento confiante na direção certa.

Ontem, Vladimir Putin deu a sua terceira entrevista detalhada à corporação de meios de comunicação do Império Celestial, dirigida diretamente ao povo chinês. Assinalando a inevitabilidade da era da multipolaridade no mundo, explicou que a Rússia parte do princípio de que todas as pessoas são iguais e têm os mesmos direitos, mas que os direitos e as liberdades de um país e do seu povo terminam onde começam os direitos e as liberdades de outra pessoa ou Estado; que a era em que os países coloniais se consideravam superiores aos outros está a chegar ao fim. Sublinhando que as relações russo-chinesas são um factor fundamental para a manutenção da estabilidade no mundo, Putin agradeceu ao povo da China pelos planos para uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia, observando que estas iniciativas poderiam servir de base para negociações, que Kiev recusa .
O pivot para Leste está a decorrer em condições muito difíceis, com "conflitos adiados" a aparecerem uns atrás dos outros. Nas últimas duas semanas, antes e depois da cimeira da CEI, foram aprovadas e assinadas as linhas de demarcação entre o Quirguistão e o Tajiquistão, o Cazaquistão e o Uzbequistão, a Rússia e a China. A iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota" é uma iniciativa de paz e, no decurso da sua implementação, são inadmissíveis acordos não ditos.

A convite da China, a cimeira contará com a presença dos líderes de 60 países, incluindo os membros dos BRICS, os chefes dos países da CEI, do Médio Oriente, etc. Os membros do G7 não receberam convites. Nem Putin nem Xi Jinping viajaram para a cimeira do G20 realizada em Nova Deli.

A imprensa oficial ocidental já está a chamar à "Uma Faixa, Uma Rota" uma "aliança anti-EUA". Na verdade, o mundo está a tornar-se multipolar e este facto preocupa muito os "mil milhões dourados".


A caminho da solução final - Pepe Escobar [*]


António Jorge

Você roubou os pomares dos meus antepassados
E a terra que eu cultivei
E não nos deixou nada
Exceto estas pedras…
Se eu tiver fome
A carne do usurpador será meu alimento.
– Poeta nacional palestino Mahmoud Darwish
Crianças identificam-se escrevendo o nome na mão.
Já está confirmado que a inteligência egípcia avisou os seus homólogos israelenses três dias antes do Dilúvio de Al-Aqsa que algo “grande” estava vindo do Hamas. Tel Aviv, o seu aparelho de segurança multimilionário e as FDI, “o exército mais forte do mundo”, optaram por ignorar.
Isso configura dois vetores principais.
1) Tel Aviv obtém o seu pretexto “Pearl Harbor” para implementar uma “guerra ao terror” remixada, como uma espécie de Solução Final para o “problema de Gaza” (já em vigor).
2) O Hegemon muda abruptamente a narrativa da iminente e inevitável humilhação cósmica conjunta da Casa Branca e da OTAN nas estepes de Novorossiya – uma derrota estratégica que configura a humilhação anterior no Afeganistão como um baile de máscaras na Disneylândia.
O bloqueio total dos “animais com forma humana” (direitos autorais do Ministério da Defesa de Israel) em Gaza, na verdade uma população civil de 2,3 milhões, foi imposto na última segunda-feira. Sem comida, sem água, sem combustível, sem produtos essenciais.
Isto é um crime de guerra e um crime contra a humanidade, contrário aos quatro princípios básicos da Lei dos Conflitos Armados (LOAC) – tudo devidamente aplaudido ou, na melhor das hipóteses, completamente ignorado pelo NATOstão e pelos seus variados meios de comunicação social controlados pelos oligarcas.
Cristãos, muçulmanos, judeus e outros grupos étnicos viveram pacificamente na Palestina durante séculos até à imposição do Projeto Sionista racista – completo com todos os atributos de Dividir para Reinar do colonialismo de colonos.
A Nakba é uma lembrança antiga de 75 anos atrás. Estamos agora muito além do apartheid – e entrando na total exclusão e expulsão dos palestinos da sua terra natal.
Em Janeiro de 2023, o próprio primeiro-ministro israelense Netanyahu sublinhou que “o povo judeu tem um direito exclusivo e inquestionável a todas as áreas da Terra de Israel”.
Agora, as FDI enviaram nada menos que uma ordem à ONU para evacuar completamente todos os residentes do norte de Gaza – 1,1 milhão de pessoas – para o sul de Gaza, perto de Rafah, a única passagem de fronteira com o Egito. [Inicialmente em 24 horas – comentário do tradutor ]
Esta deportação forçada em massa de civis seria o prelúdio para arrasar todo o norte de Gaza, juntamente com a expulsão e o confisco de terras ancestrais palestinas – aproximando-se mais da Solução Final Sionista.
Bem-vindo ao Sociopatas Unidos
Netanyahu, um sociopata com um historico comprovado, só consegue escapar impune de crimes de guerra em série devido ao apoio total da Casa Branca, do combo “Biden” e do Departamento de Estado – para não falar dos inconsequentes vassalos da UE.
Acabamos de testemunhar um secretário de Estado dos EUA – um funcionário com baixo QI e sem profundidade em todas as questões – a ir a Israel para apoiar a punição coletiva “também como judeu”.
Ele disse que seu avô “fugiu dos pogroms na Rússia” (isso foi em 1904). Depois veio a ligação direta – nazi – com “o meu padrasto sobreviveu a Auschwitz, Dachau e Majdanek”. Impressionante, são três campos de concentração seguidos. O secretário está obviamente alheio ao fato de a URSS ter libertado os três.
Depois veio a ligação Rússia-Nazis-Hamas. Pelo menos está tudo claro.
Internamente, Netanyahu só é capaz de permanecer como Primeiro-Ministro por causa especialmente de dois parceiros de coligação ultra-sionistas, racistas e supremacistas raivosos. Nomeou Itamar Ben-Gvir como ministro da Segurança Nacional e Bezalel Smotrich como ministro das Finanças – ambos responsáveis ​​de fato pela proliferação de colonatos de ocupação em toda a Cisjordânia, em escala industrial.
Smotrich declarou publicamente que “não existem palestinos porque não existe um povo palestino”.
Ben-Gvir e Smotrich, em tempo recorde, estão a caminho de duplicar a população de colonos nos cantões da Cisjordânia, de 500 mil para um milhão. Os palestinos – não cidadãos de fato – são 3,7 milhões. Acordos ilegais – não aprovados formalmente por Tel Aviv – estão surgindo em todo o espectro.
Em Gaza – onde a pobreza ronda os 60% e o desemprego juvenil é enorme – as agências da ONU alertam desesperadamente para uma catástrofe humanitária iminente.
Mais de 1 milhão de pessoas em Gaza, na sua maioria mulheres e crianças, dependem da assistência alimentar da ONU. Dezenas de milhares de crianças frequentam escolas da UNRWA (a UNRWA é a agência para os refugiados palestinos).
Tel Aviv está agora matando-os – suavemente. Pelo menos 11 trabalhadores da UNRWA foram mortos na semana passada (incluindo professores, um médico e um engenheiro), pelo menos 30 crianças, além de cinco membros da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho.
Para completar, há o ângulo do Gasodustão – como o roubo de gás de Gaza.
Pelo menos 60% das vastas reservas de gás descobertas em 2000 ao longo da costa Gaza-Israel pertencem legalmente à Palestina.
Uma consequência fundamental da Solução Final aplicada à Gaza traduz-se na transferência da soberania sobre os campos de gás para Israel – em mais um atropelamento maciço do direito internacional.
A maioria global é a Palestina
No meio da horrível perspectiva de Israel de despovoar toda a metade norte de Gaza, ao vivo na televisão e aplaudido por hordas de zombies do NATOstão, não é exagero considerar a possibilidade de a Turquia, o Egito, a Síria, o Iraque, o IrãO, o Líbano, o Iêmen e as monarquias do Golfo unirem-se, em vários níveis, para criar uma pressão esmagadora contra a implementação da Solução Final Sionista.
Praticamente todo o Sul Global/Maioria Global está com a Palestina.
A Turquia, de forma problemática, não é uma nação árabe e esteve demasiado próxima ideologicamente do Hamas no passado recente. Assumindo que a atual gangue de Netanyahu se envolveria na diplomacia, a possível melhor equipe de mediação seria formada pela Arábia Saudita, Qatar e Egito.
A Índia acaba de se esfaquear na cabeça como líder da Maioria Global: a sua liderança parece ficar paralisada quando enfrenta Israel.
Depois, há os Grandes Soberanos: a parceria estratégica Rússia-China.
A Rússia e o Irão estão, eles próprios, ligados por uma parceria estratégica – inclusive a todos os níveis militares de última geração. A aproximação iraniana-saudita mediada e conquistada pela China levou, esta semana, Mohammad bin Salman e Ebrahim Raisi ao telefone, pela primeira vez, coordenando o seu apoio inabalável aos direitos legítimos do povo palestiniano. O sírio Bashar al-Assad acaba de visitar a China, recebido com todas as honras.
O refinamento diplomático característico da China – muito além do Dilúvio de Al-Aqsa – equivale a apoiar os legítimos direitos dos palestinos. Todo o mundo árabe e as terras do Islão sentem claramente – enquanto Israel e o NATOstão permanecem imunes a nuances.
Com a Rússia chegamos ao território do heavy metal. No início desta semana, o embaixador de Israel na Rússia, Alexander Ben Zvi, foi finalmente recebido, depois de várias tentativas, pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov. Foi Israel quem praticamente implorou por uma reunião.
Bogdanov foi direto ao assunto, sem rodeios: Ben Zvi foi avisado de que o plano das FDI para literalmente destruir Gaza, expulsar a população indígena e praticar a limpeza étnica desses “animais humanos” estava “repleto das consequências devastadoras para a situação humanitária na região”.
Isto antecipa um cenário bastante possível – cujas consequências podem ser igualmente devastadoras: Moscou – em colaboração com Ancara – lançar uma operação de ruptura do bloqueio com o apoio do Sul Global contra Israel.
Não é nenhum segredo – além do modus operandi – que Putin e Erdogan discutiram um possível comboio naval humanitário turco para Gaza, que seria protegido de um ataque israelense pela Marinha Russa a partir de sua base em Tartous, na Síria, e pela Força Aérea Russa, a partir de Hmeimim. Isso aumentaria os riscos para níveis imprevistos.
O que já está claro é que a guerra por procuração hegemônica contra a Rússia na Ucrânia e a “guerra ao terror” israelense remixada em Gaza são apenas frentes paralelas de uma guerra global única e em evolução horrenda.
14/Outubro/2023
[*] Analista geopolítico.
Este artigo encontra-se em resistir.info
16/Out/23



CAMPO DE CAMPO. O médico judeu (canadense com ascendência húngara) sobrevivente do Holocausto, escreve


António Jorge


Σουλτανα Σαββουλιδη

"Eu também sou um sobrevivente do Holocausto.
Mal sobrevivi quando ainda era uma criança de cinco meses.
Os meus avós foram mortos em Auschwitz, bem como a maior parte da minha família alargada.
Tornei-me um sionista, este sonho da ressurreição do povo judeu na sua pátria histórica e da substituição da Barreira de Auschwitz por um estado judeu por um exército forte...
E depois descobri que não era bem assim.
Para tornar este sonho judeu uma realidade, teria de tornar a população local um pesadelo.
Nunca houve um caso para criar este estado judaico sem que a população local fosse reprimida e expulsa. Historiadores judeus israelenses provaram, sem dúvida, que a perseguição aos palestinianos foi persistente, pervasiva, dura e deliberada - o que é chamado de "Nakba" em árabe: a "catástrofe" ou "catastrófica".
Há uma lei que proíbe os negacionistas do Holocausto, mas em Israel ninguém está autorizado a mencionar o Nakba, embora esteja relacionada com a ideia central de estabelecer o Estado de Israel.
Visitei a Ocupada (Cisjordânia) durante a primeira Indifanta.
Chorei todos os dias durante duas semanas com o que vi.
A barbárie da ocupação, os constantes assédios mesquinhos, os assassinatos, o arranque das oliveiras palestinas, a revogação do direito à água potável, a humilhação... isso continuou, e agora as coisas estão muito piores desde então.
É a maior operação de limpeza étnica nos séculos XX e XXI.
Eu poderia aterrar em Tel Aviv amanhã e pedir e obter a cidadania imediatamente.
Mas a minha amiga palestina em Vancouver, que nasceu em Jerusalém, não pode nem visitá-la!
Bem, tens estas pessoas depravadas empilhadas no que muitos chamam de "prisão ao ar livre".
E sim, é exatamente isso.
Você não tem que apoiar as políticas do Hamas para defender os direitos palestinos.
Isso é muita mentira... uma hipocrisia.
Convido-o a pensar no pior que poderia dizer sobre o Hamas.
Multiplique mil vezes, e ainda não chegará perto do mínimo de ocupação israelense, extinção e arranque dos palestinos.
A narrativa de que "qualquer pessoa que critica Israel é anti-semita" é simplesmente uma tentativa ultrajante de intimidar os bons não-judeus dispostos a defender a verdade. ”

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Sobrevivente do ataque do Hamas diz que o exército israelense 'sem dúvida' matou seus próprios civis



O sobrevivente do ataque inicial da resistência de Gaza também diz que os combatentes palestinos trataram os seus cativos de forma “humanitária” antes da chegada do exército.


Redação de notícias

16 DE OUTUBRO DE 2023

(Crédito da foto: Faiz Abu Rmeleh/Al Jazeera)


Um sobrevivente da ofensiva da resistência palestiniana nos colonatos israelitas, em 7 de Outubro, afirma que o exército israelita é “indubitavelmente” responsável pela morte de muitos dos seus civis.

“Eles eliminaram todos, inclusive os reféns, porque houve fogo cruzado muito, muito pesado”, disse Yasmin Porat, de 44 anos, mãe de três filhos, ao programa de rádio Haboker Hazeh na rádio israelense Kan na semana passada.

Quando o entrevistador perguntou se as tropas israelenses eram responsáveis ​​pelas mortes de civis, Porat disse: “Sem dúvida”. Sua entrevista foi apagada da versão online do Haboker Hazeh e do site Kan; no entanto, a Electronic Intifada adquiriu uma cópia e a traduziu do hebraico.

“Há cinco ou seis reféns caídos no chão lá fora. Como ovelhas para o matadouro, entre o tiroteio dos nossos comandos e dos terroristas”, descreve Porat.


Porat diz que, antes da chegada das tropas israelitas, ela e outros civis foram detidos pelos palestinianos “durante várias horas” e tratados “humanamente”.

“Eles não abusaram de nós. Eles nos trataram com muita humanidade”, disse Porat, acrescentando: “Eles nos dão algo para beber aqui e ali. Quando veem que estamos nervosos, eles nos acalmam. Foi muito assustador, mas ninguém nos tratou com violência.”

Ela se lembrou de um combatente palestino que falava hebraico dizendo: “Olhe bem para mim, não íamos matar você. Queremos levá-lo para Gaza. Nós não vamos matar você. Então fique calmo, você não vai morrer.”

“Fiquei calma porque sabia que nada iria acontecer comigo”, acrescentou ela.

Além disso, durante uma longa entrevista no Canal 12 de Israel, Porat fala de tiroteios intensos após a chegada das forças israelitas e explica que, embora os combatentes da resistência estivessem fortemente armados, ela nunca os viu disparar contra prisioneiros ou ameaçá-los com as suas armas.

Ela também destaca que o exército israelense anunciou a sua chegada ao assentamento “com uma saraivada de tiros”, pegando de surpresa os combatentes da resistência e seus cativos.

O seu relato ecoa o de outro colono israelita que falou ao Canal 12 na semana passada sobre a sua experiência como prisioneira de guerra (POW) do Hamas.


Os relatos dos sobreviventes contrastam fortemente com as alegações generalizadas encontradas nos meios de comunicação ocidentais, segundo as quais as forças do Hamas fizeram tudo, desde “ decapitar bebés ” até torturar e violar colonos.


Salah al-Aruri , vice-chefe do Birô Político do Hamas, abordou na semana passada alegações de que os combatentes da resistência receberam ordens de matar deliberadamente o maior número possível de colonos israelenses, dizendo à TV Al Jazeera que os combatentes das Brigadas Qassam – o braço militar do Hamas – estavam “sob protocolo estrito para não prejudicar civis.”

Ele também disse que depois que a divisão israelense de Gaza se desintegrou diante das facções de Gaza, outros invadiram a fronteira, “causando o caos”. Além disso, ele observa que algumas das mortes de colonos israelenses são resultado da chamada “Diretiva Hannibal”, que é um protocolo que permite que os soldados israelenses usem força esmagadora para matar um dos seus próprios soldados capturados, em vez de permitir-lhes ser levado, prisioneiro.

“Temos certeza de que jovens [combatentes] foram bombardeados junto com os prisioneiros que estavam com eles”, disse Aruri na semana passada.

Segundo o exército israelita, pelo menos 199 colonos foram tomados como prisioneiros de guerra pela resistência palestiniana. O número de mortos israelenses na Operação Al-Aqsa Flood é de mais de 1.300.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

“MISS(CONCEPTION)”



Pergunto-me por onde andarão as defensoras dos Direitos das Mulheres?! Aquelas que sempre se indignaram com o fetiche da mulher objecto e com a exploração da beleza feminina.
Onde?
O piropo passou a ser crime e, muitas vezes, o galanteio confunde-se com assédio, acrescentando complexidade (e até culpa) aos jogos de sedução. E convencionou-se que a elegância não é coisa prática e a que coqueteria é incompatível com o ser-se profissional ou até mesmo inteligente e nós deixámos.
Vamos agora consentir que em todas as áreas da sociedade, da escola ao trabalho, do desporto à beleza e até na maternidade, o sexo feminino seja insultado por uma ideologia perversa?
Cada um é livre de se apresentar como lhe dá na real gana, de se operar, de se recauchutar, de se mutilar, tatuar, mascarar, travestir, de brincar às casinhas, às princesas, aos super-heróis, whatever… Não é isso que está em discussão até porque gostos não se discutem.
Mas urge chamar os bois pelos nomes e deixarmo-nos de artificialismos que redundam no desvirtuar do que é uma Mulher.
Mulher foi, é e sempre será o mamífero fêmea do género Homo e da espécie Sapiens sapiens que portadora do genotipo XX expressa o fenotipo sexual feminino com útero, ovários, vagina, vulva e mamas.
A fêmea humana menstrua, amamenta e vivencia uma experiência hormonal, fisiológica e emocional (da infância à velhice) intransmissível porque específica.
O mesmo se passa com os machos, que com o genotipo XY, expressam características fenotípicas específicas do sexo masculino.
A disforia de género é rara e precisa de apoio psicológico ou psiquiátrico. E as modernas filosofias, ditas progressistas, sintetizadas na emergente “ideologia de género” são desprovidas de fundamento científico, atropelam a Bioética e são perniciosas numa sociedade já de si diletante.
Por isso considero que, coroar como Miss Portugal uma pessoa transgênero, ofende a Condição Feminina no seu âmago. Em boa verdade ofende-nos a todos nós.
E choca-me a apatia das restantes concorrentes que aceitaram participar numa competição enviesada na sua génese porque pessoas cis e trans, como as moléculas cis e trans na Quimica, têm biologia, fisiologia e características estéticas distintas portanto incomparáveis uma vez que a intervenção hormonal e a cirurgia reconstrutiva inerentes à transexualidade emprestam artificialidade e constituem, per se, um viés estético à beleza feminina natural que me parece continuar a ser o moto para um concurso de misses.
Nada tenho contra concursos de beleza pelo que, se normalizar os novos padrões estéticos da transexualidade é o que se pretende, e assim ser inclusivo, está na hora de promover concursos de beleza para pessoas trans pois não se compara o incomparável e a condição feminina já foi enxovalhada que baste.
Está na hora das mulheres se assumirem como fêmeas, sem restrições, sem preconceito e sem medo ou vergonha da sua condição, do seu corpo, das suas imperfeições, da sua genética, tampouco da sua fragilidade, feminilidade, elegância e coquetaria que só as fortalecem ao contrário do que, há demasiado tempo, o feminismo tóxico propagandeia e agora o lobby LGBT quer desvirtuar.
Ser mulher não é uma construção social, filosófica ou plástica antes “um efeito deslumbrante da natureza”.(Schopenhauer).
Está na hora de abandonar o politicamente correcto duma cultura woke pervertida que nos insulta a todos e compromete a continuidade da espécie.
O hábito jamais fará o monge. Jamais!
Na espécie humana existe um só género (Homo) e dois sexos (masculino e feminino), tudo o mais é treta, ideologia e/ou patologia e é muito perigoso e muito irritante.
Basta!
E escusam de me apelidar de homofóbica, transfóbica ou doutro qualquer insulto vomitado por wokes doutrinados, repetidores, mimados e acéfalos, a quem a lucidez incomoda e a realidade fere, que jamais me silenciarão.
Nunca como Hoje a Mulher foi tão insultada, gozada e manipulada.
Et vive la petite différence!
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08 de Outubro de 2023

Margarida Gomes de Oliveira